O messianismo Evangélico e a presidência da República

Por Renato Vargens

03 de outubro se aproxima e com ele as expectativas de milhões de brasileiros em elegerem politicos decentes para as Assembleías legislativas, Congresso Nacional, Palácios Estaduais e  Planalto.

Dentre os 135 milhões de brasileiros que irão as urnas no próximo domingo, encontramos uma enorme multidão de evangélicos nutrindo em seus corações uma substancial expectativa quanto ao próximo Presidente da República.

Diante disto resta-nos louvar a Deus pela democracia, bendizendo seu nome porque vivemos em um país livre!  No entanto, o que mais ultimamente me tem chamado a atenção, não é o fato de podermos expressar nossas opiniões votando livremente naqueles que consideramos os melhores candidatos, mas sim os debates polticos que  antecedem o sufrágio de outubro.

Pois é, boa  parte dos evangélicos, tem feito dos seus canditados um tipo de Messias, cujo poder é suficientemente capaz, para transformar a nação. Nesta perspectiva, encontramos líderes evangélicos como o Presidente da OMEB, Rev. Isaías Maciel, cometendo o desatino em afirmar que a Dilma será nos próximos anos, um tipo de apóstolo Paulo. Por outro lado, encontramos também inúmeros evangélicos, afirmando que  Marina Silva, por ser crente,  solucionará os problemas do Brasil. Neste contexto, o Pr. Caio Fábio chega a afirmar que a candidata do Partido Verde é uma santa mulher de Deus. Para enrolar definitivamente o meio de campo, o pastor Silas Malafaia juntamente com outros tantos evangélicos acreditam que Serra é escolhido do Senhor  para governar o Brasil e que devemos votar nele.

Caro leitor, como já escrevi anteriormente não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, como também não acredito num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes elegem aqueles que consideram os escolhidos de Deus. 

Diante disto, afirmo que aqueles que USAM do nome do Senhor para defender seus candidatos agem arbitrariamente.  Do ponto de vista ético e cristão, os que fazem do nome de Cristo catapulta politica para os seus projetos pessoais afrontam o Eterno.

Isto posto, afirmo: 

Em 03 de outubro não se deixe levar pelo messianismo de alguns, vote no candidato que você considera que possui as melhores propostas. Examine seu passado, sua história, seus ideais politicos, seu projetos e decida de forma racional a luz dos valores cristãos e da Bíblia em quem votar.

Pense nisso!

Renato Vargens





Caio Fábio chama Silas Malafaia de safado por causa de Marina

 Prezado leitor,

Acho que o Caio Fábio ultrapassou os limites. Por mais, que ele acredite que havia por parte do Malafaia interesses escusos quanto a mudança de voto, isto não dá direito a ele de ofender o Silas  chamando-o de safado. Estamos numa democracia e cada um tem o direito de emitir sua opinião, desde que o faça com respeito.

Discordo plenamente deste tipo de agressão! Acredito piamente que a violência física como  manifestou Caio Fábio em seu "desabafo"  nunca será o melhor caminho.

O melhor, sem  sombra de duvidas é discutir idéias.

Pense nisso!

Pr. Renato Vargens


Coisas que Deus gosta!

Por Renato Vargens
 
Deus gosta de música, de dança, de arte e cultura.

Deus gosta dos ritmos diferenciados, de instrumentos diversificados, de contemplação, balanço e gingado. 
 
Deus gosta da música do sabiá, da canção afinada do pintassilgo, da melodia do curió, da suavidade do rouxinol.

Deus gosta de cores, gosta da mata, dos verdes campos, do azul do mar, do vermelho das flores. Deus gosta dos animais, das plantas, dos vegetais, dos simples pardais.

Deus gosta de poesia, de belas canções, de doces melodias, de festa, do sorriso, de alegria.

Deus gosta da vida, do silêncio, dos tons musicais, das interpretações teatrais, da gargalhada descompromissada, do choro emocionado, de ternos abraços apaixonados.

Deus gosta da amizade guardada a sete chaves debaixo do peito, Deus gosta de cumplicidade, de carinho, dignidade e respeito.

Deus gosta do almoço de domingo, da família unida, do por do sol, das noites de verão, das tardes festivas, do beijo entre irmãos, de carinho, perdão e reconciliação.

Deus gosta de paz, de harmonia, de afeto noite e dia. Deus gosta do sorriso da criança, Deus gosta de mim, gosta de você.

Como Deus é maravilhoso!

Renato Vargens

Lula, Dilma, a Tartaruga e o poste!

Por Renato Vargens

Alguém já disse que a Dilma é igualzinha a uma tartaruga em cima do poste. Por si mesma ela não teria a menor condição de subir lá. Daí a necessidade de que alguém  a colocasse no topo.

Tudo bem. Mais o que uma tartaruga faz em cima do poste? Nada. Ela fica parada lá.

Pois é, o desejo do "barbudo estadista" em 03 de outubro é botar a Dilma em cima do poste para não fazer nada. Na verdade, nosso presidente,  quer ser um tipo de "1º ministro" do Brasil, onde o presidente em cima do poste não passa de uma figura decorativa.

Talvez isso explique a enorme obsessão de Lula em eleger Dilma.

Caro leitor, sabe ultimamente o que mais me tem deixado indignado ? É o fato de Lula  acreditar que foi eleito para colocar a tartaruga em cima do poste. Ora, vamos combinar uma coisa? Lula foi eleito para governar a nação. No entanto, neste ano de eleições, nosso presidente não tem feito outra coisa do que campanha politica. Na TV, no rádio, nos palanques, nas inaugurações públicas e tantas outras coisas mais, só dá  Lula.

Pois é, sinceramente isso é uma vergonha!

Bom, diante disto tudo se eu pudesse dar um conselho ao presidente iria sugerir a ele que deixasse a tartaruga subir no poste sozinha.

Duvido que ela conseguisse!

Renato Vargens

O mais novo produto do mercado gospel

Por Renato Vargens

Volta e meia recebo emails de alguns irmãos em Cristo me criticando pelo fato de eu denunciar as  heresias e os desvios teológicos promovidos por alguns dos denominados evangélicos. Segundo eles, eu deveria zelar pela unidade cristã, além obviamente de ser um canal de amor, misericórdia e perdão, deixando com que o Senhor julgue os homens.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Não dá para ficar quieto diante de tanta sandice. Mesmo porque, acabo de ver no blog da Márcia Gisella, um vídeo cujo conteúdo anuncia o mais novo produto do mercado gospel. 

Por favor, deixe-me explicar: mediante uma  singela e humilde "oferta" de R$ 300,00, o crente em Jesus poderá receber no conforto de sua residência o Kit Comunhão. Isto mesmo cara pálida! O "excepcional e maravilhoso" KIT que é composto por  um "poderoso" óleo ungido, além é claro, dos elementos necessários a Ceia do Senhor.

Pois é, isto me faz lembrar do texto bíblico que diz:

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (II Pd 2:1-3

Caro leitor, por favor, pare e pense comigo: É justo ficar calado diante da propagação de tantas heresias? É correto por mordaça a boca enquanto inúmeros profeteiros enganam o povo de Deus? Ora, como inúmeras vezes escrevi neste blog, não dá para fazer o jogo do contente, nem tampouco fechar os olhos as aberrações teológicas do neo-pentecostalismo. Em virtude disto acredito que mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina defendendo os valores inegociáveis da fé cristã.

Em dias como os nossos, não podemos hesitar em continuar defendendo a fé crista.

Nele que é a verdade absoluta,

Renato Vargens

Existe alguma relação entre espiritualidade e pobreza?



Por Renato Vargens
 
 Poucas palavras em nossa língua são tão complexas quanto as expressões espiritualidade e pobreza. Na verdade, elas vêm ao longo dos anos sendo utilizadas pelo povo em geral de modo simplista, o que infelizmente contribui com a perpetuação de idéias e conceitos absolutamente opostos aos seus reais significados.

Embora alguns definam espiritualidade simplesmente como o equivalente a uma teologia mística e ascética, ela por si só, possui um significado muito mais amplo. Na verdade, espiritualidade pode ser definida como uma relação pessoal que o homem desenvolve com Deus, reverberando, por conseguinte em relações comunitárias. Já pobreza resume-se não somente a carência de bens econômicos, na verdade, pobreza significa muito mais do que isso. Ser pobre sintetiza a ausência de bens, de valores e referenciais que ajudam os cidadãos a construírem uma vida marcada pela dignidade.

A Bíblia é extremamente enfática quanto à necessidade de se fazer justiça ao pobre. Tanto no Antigo como no Novo Testamento a pobreza é destacada como ligada à opressão. Portanto, a pobreza é para a Bíblia um estado escandaloso atentatória da dignidade humana e, por conseguinte, contrária à vontade de Deus.

Não sou adepto da teologia da prosperidade, nem tampouco creio na confissão positiva, no entanto, acredito piamente que alguém que vive uma espiritualidade saudável não pode em momento algum se contentar com a situação de pobreza e miséria desta nação. Uma igreja saudável é aquela que desenvolve em seus rincões uma espiritualidade centrada em Deus e voltada para as dores do homem.

Quando vivemos para Deus, naturalmente desenvolvemos uma espiritualidade abnegada, missiológica e altruísta. E é em nome desta espiritualidade, que necessitamos comprometermo-nos com a ética e com a Justiça, cuidar (sem assistencialismos) dos que gemem, além obviamente de aliviar a dor daqueles que estão oprimidos.

Viver para Deus tira-nos de nós mesmos, faz com que enxerguemos a vida pra além dos nossos umbigos. Viver para Deus, nos proporciona a certeza de que somos sal desta terra e luz deste mundo, o que implica de imediato em compromisso social com os que gemem e choram.

Não dá pra vivermos uma espiritualidade assecla, fria, interesseira. É importante que saibamos que quando gostamos de Deus, gostamos de quem Deus gosta.

Ah! Não se esqueça:

Deus gosta de gente! Deus gosta de Justiça social, de ética, de compromisso com a verdade, de pão, de moradia pro pobre, de educação, de vida plena e digna.

Nesta perspectiva, espiritualidade não anda de braços dados com a pobreza.

Soli Deo Gloria!
 
Renato Vargens

Não "tiririque" seu voto.

Por Renato Vargens

Quem não se lembra quando a população do Rio de Janeiro votou em massa no macaco Tião? 

Pois é, a candidatura do Macaco Tião  foi  lançada pelos humoristas da revista Casseta e Planeta em defesa do voto nulo nas eleições municipais de 1988. Na ocasião, 9,5% dos cariocas que compareceram as urnas, votaram no primata mais famoso do Brasil. Se somada aos votos em branco(14,9%), a votação de Tião superaria a de todos os candidatos- exceto Marcello Alencar, eleito prefeito com 31,6%.

Caro leitor, o voto de protesto na História da democracia brasileira é extremamente comum. Volta e meia observamos o aparecimento de candidatos absolutamente despreparados para  vida pública. O caso mais recente é o do palhaço Tiririca que lidera a disputa pela Câmara dos Deputados por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Expert em análises eleitorais, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia capturou essa mensagem popular que permeia o voto de protesto atual e esboçou o neologismo Tiriricar. O povo está tiriricando a escolha. E essa tiriricarização, digo, para incrementar o vocabulário tão propício, pode tornar-se um fenômeno nacional., afirmou Maia.

Caro leitor, em 2002, Enéas Carneiro, teve mais de 1,55 milhão de votos. A consequência disso é que a reboque ele elegeu consigo  cinco dos sete concorrentes do minúsculo Prona à Câmara dos Deputados, na bancada de São Paulo.

Diante do exposto, acredito que "tiriricar" não seja o melhor para Brasil. Sem sombra de dúvidas a melhor maneira do cidadão brasileiro protestar é votando em canditados sérios e compromissados com a justiça, com a ética e  com a verdade.

Pense nisso!

Renato Vargens

O que está acontecendo com as Assembléias de Deus?

Por Renato Vargens

A Assembléia de Deus é uma das igrejas que eu mais respeito. Particularmente gosto de ver o espírito de consagração das irmãs de oração, de perceber a dedicação dos obreiros cristãos a causa do reino, além de contemplar a seriedade de milhões de irmãozinhos cujo caráter aponta para o fato de que verdadeiramente foram regenerados pelo Espírito Santo.

A história das Assembléias de Deus se iniciou no Brasil em 19 de novembro de 1910 com a chegada em Belém do Pará, dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. Em um século de serviço cristão a Assembléia de Deus multiplicou-se assustadoramente, tornando-se a maior denominação evangélica do Brasil. Do Oiapoque ao Chuí, milhares de congregações foram estabelecidas, levando milhões de brasileiros à experiência da salvação eterna.

Sou grato a Deus pelo trabalho dos pastores que com dedicação serviram ao Senhor com compromisso e integridade, desbravando os rincões de pobreza neste país pregando o Evangelho de forma apaixonada. Entretanto, nos últimos dias, o Evangelho que alguns pregadores das Assembléias de Deus têm anunciado, contrapõem-se em muito ao pregado pelos seus fundadores. Infelizmente alguns dos seus  pastores tornaram-se adeptos da teologia da prosperidade negociando valores e princípios que jamais foram negociados em quase um século de existência. Para piorar a situação, O presidente de um dos seus mais importantes campos, o Bispo  Manoel Ferreira, que é deputado federal e líder máximo da CONAMAD – Convenção das igrejas Assembléias de Deus do ministério Madureira, Estabeleceu uma aliança com o reverendo Sun Myung Moon, da seita Igreja da Unificação.

Para piorar a situação, parte dos pastores assembleianos negociaram o voto do rebanho fazendo alianças escusas com candidatos a cargos eletivos no país. Se não bastasse isso,   parte deste povo abençoado tem sido influenciado pela nefasta teologia da confissão positiva, proporcionando a dezenas de milhares de pessoas em todo país o adoecimento de sua fé.

Diante de todo este imbróglio, rogo ao Senhor Deus que  tenha misericórdia de cada um de nós e abençoe  esta grande denominação, fazendo-a regressar ao puro e simples evangelho de Jesus Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Catástrofe. Mais uma tragédia no Haiti.

Por Renato Vargens
Enquanto estive no Haiti, um dos maiores receios que tínha era o de enfrentar um grande tempestade tropical. Isto porque, naquela cidade existe uma multidão de pessoas habitando  em acampamentos absolutamente desprovidos de segurança.  Na ocasião, todos os que lá estávamos sabíamos que um vento mais forte poderia fazer um enorme estrago em Porto Principe.

Pois é, lamentavelmente, na última sexta-feira, 24/9, outra catástrofe assolou o Haiti. As fortes chuvas e vendavais deixaram mortos e feridos entre os desabrigados da capital Porto Príncipe, que somam 1,5 milhões desde o terremoto de 12 de janeiro.

No momento culminante da tempestade dessa sexta, uma das equipes da M.A.I.S que  finalizava a construção de um templo em Camp Corrail, um dos acampamentos mais populosos da região de Delmas, próximo à capital foram severamente atingidos. Todos os 12 missionários que lá estavam correram, deixando para trás pertences e equipamentos, e abrigaram-se sob uma estrutura de concreto. Nenhum deles se feriu, pela graça e proteção de Deus. Mas os corações ficaram apertados ao ver barracas sendo levadas pelo vento no camp, e famílias haitianas sendo assoladas por mais uma catástrofe.

Isto posto, rogo aos irmãos que estejam orando pelas  equipes de evangelização a fim de que o Senhor possa ajudá-los a ser luz naquele lugar, em meio a mais uma catástrofe. Se puder, ajude a M.A.I.S  financeiramente na manutenção desse trabalho que, ainda sem apoio da imprensa e sem atenção internacional, continua sendo prioritário aos olhos do Pai!


MAIS – Missão em Apoio à Igreja Sofredora
BANCO ITAÚ
AG.0937
CC 44077-4
CNPJ 12.492.298/0001-83

Nele,

Pr. Renato Vargens

A relação entre o Bispo Manoel Ferreira e o Rev. Moon

Por Renato Vargens
De fato estamos vivendo os últimos dias onde a apostasia tem tomado conta de parte da Igreja evangélica brasileira. Lamentavelmente os evangélicos foram surpreendidos pela noticia do entrelaçamento entre entre o Bispo das Assembléias de Deus,  Manoel Ferreira, deputado federal e líder máximo da CONAMAD – Convenção das igrejas Assembléias de Deus do ministério Madureira, com o reverendo Sun Myung Moon, da seita Igreja da Unificação.

O Rev. Moon, é um falso profeta que nasceu na Coréia do Norte, em 1920. E como falso profeta ele reivindica ter tido uma visão de Jesus em 1936 na manhã de Páscoa. Nesta visão, segundo este profeteiro da mentira, Jesus lhe disse que ele deveria "restaurar o reino perfeito de Deus " ou seja, que Moon seria o que "completaria a salvação dos homens, sendo a segunda vinda de Cristo". Esta primeira visão foi seguida por comunicações com " Moisés, Buda, e outros"

Pois é, a Igreja da Unificação do Rev. Moon propaga doutrinas absolutamente antagônicas ao Cristianismo. Veja por exemplo o que diz o Pastor João Flávio Martinez, pastor do CACP ( Centro Apologético Cristão de Pesquisas)  a respeito das doutrinas desta falsa igreja:

TRINDADE: Young Oon Kim, professor de Teologia Sistemática do Seminário Teológico da Unificação, declarou, que "a teologia da unificação começa com o fato da polaridade como o indício principal para compreender a natureza essencial de Deus. Por isso não é fundamental defender a doutrina da trindade dos credos do quarto século. (Unification Theology, p. 53).

DEUS PAI: "A teologia da unificação declara que Deus tem qualidades masculinas e femininas, baseada no fato da polaridade universal... No século dezenove a crença no Deus Pai-Mãe provocou um grande número de críticas. Quando Mary Baker Eddy, que descobriu a Ciência Cristã, disse que Deus tinha ambas as qualidades (masculina e feminina), foi muitas vezes chamada de herege."

Tendo dito isto, Kim prossegue citando as semelhanças entre a teologia da Igreja da Unificação no que se refere a Deus Pai, e o conceito de deidade de I Ching, do Confucionismo, do Taoismo e a adoração hinduista a Deusa Mãe. Ele então escreve: "Deste modo, Deus tem de ter uma existência polar. Isto é, Ele tem de possuir uma natureza entre a masculina e a feminina, o que é perfeitamente expressado e completamente harmonizado em Sua natureza. A doutrina da polaridade divina defendida pela Igreja da Unificação deve ser vista não como uma novidade excêntrica, mas sim como a reafirmação de uma convincente teologia racional."


DEUS FILHO: Assim como acontece com todos os grupos não cristãos, a Igreja da Unificação nega a completa deidade de Jesus. No livro Princípio Divino, temos a seguinte explicação: "Da mesma maneira, Jesus, sendo um só corpo com Deus, pode ser chamado de segundo Deus (imagem de Deus), mas de modo algum pode ser o próprio Deus." (p. 151). Eles afirmam que o propósito real da vinda de Jesus era de estabelecer o reino de Deus. Assim, Jesus deveria casar-se com uma mulher perfeita e tendo com esta um filho perfeito. No entanto, Jesus foi crucificado antes de concluir isto. Assim, ele só é capaz de prover uma salvação parcial. A salvação completa foi deixada para o próximo Adão, ou Senhor do Segundo Advento.

Estas idéias são explicadas nos seguintes termos:

Jesus não pôde realizar a finalidade da providência da salvação física porque seu corpo foi invadido por Satanás. Contudo, ele conseguiu estabelecer a base para a salvação espiritual formando um fundamento triunfante para a ressurreição através da redenção pelo sangue na cruz. Por isto, todos os santos, desde a ressurreição de Jesus até o dia de hoje, só desfrutaram do benefício da providência da salvação espiritual. A salvação através da redenção pela cruz só é espiritual. Até mesmo em devotos homens de fé ainda resta na carne o pecado original, que é continuamente transmitido de geração a geração. Por isto, quanto mais devoto se torne um santo em sua fé, tanto mais severa se torna sua luta contra o pecado. Assim, Cristo deve vir novamente à Terra para realizar a finalidade da providência da salvação tanto física quanto espiritual, pela redenção do pecado original, que não foi liquidado nem mesmo pela cruz." (p. 107)

O ESPÍRITO SANTO: De acordo com Kim, "na Igreja da Unificação o ponto principal é que o Espírito Santo não é uma entidade separada, ou uma existência separada de Deus Pai. O Espírito Santo simplesmente refere-se à atividade redentiva de Deus". Além disso, afirmam que o Espírito Santo "...é citado como feminino, masculino e impessoal. ...Assim como Deus, o Espírito Santo é invisível e incorporal - uma luz brilhante ou um campo magnético de energia." (Unification Theology, pp. 201-202)

Caro leitor, diante disto pergunto: Como pode um crente em Jesus estabelecer uma aliança cúltica com uma seita deste tipo?

Pois é, definitivamente a apostasia se faz presente entre nós.

Que Deus tenha misericórdia do seu povo e nos guarde de tropeçar.

NEle que é a verdade absoluta,

Renato Vargens

Uma graça sem graça!

Por Renato Vargens

Infelizmente o evangelho pregado nos últimos anos por parte de alguns dos evangélicos nos tem feito ruborizar. Isto porque, em nome de um Cristo bonachão, proclama-se um cristianismo permissivo, onde quase tudo é lícito ou admitido. Mediante a pregação deste tipo de evangelho, o adultero jamais é confrontado, o sexo antes do casamento é permitido, e a santa palavra de Deus relativizada. Para os adeptos deste tipo de teologia a graça é barateada, mediante a justificação do pecado, sem contudo, com que isso justifique o pecador. Além disto, a graça barata é a pregação do perdão sem a exigência de arrependimento, batismo sem compromisso, comunhão sem confissão, absolvição sem contrição.

A graça barata se manifesta em convites quase que desesperados para que se aceite a Cristo como salvador. A graça barata é humanista, simplista e mágica. A graça barata não exige “metanoia” por parte do pecador, antes pelo contrário, sua exigência se fundamenta no aprendizado do “evangeliques”, onde o interessado efetiva sua "matricula" na classe daqueles que querem mandar em Deus através de decretos e ordens espirituais. A graça barata é a graça das campanhas, das correntes, da troca do anjo da guarda, da barganha com Deus, da febre do gospel. A graça barata é parceira do paganismo, do ecumenismo sincrético e do culto ao corpo.

Caro leitor, confesso que este tipo de graça não tem graça, até porque, esta graça jamais foi à graça ensinada por nosso Senhor e pelos apóstolos. Chega de baratearmos bem como relativizarmos a graça de Cristo. Mais do que nunca somos chamados pelo nosso Senhor a anunciarmos o evangelho integral, não permitindo com que conceitos anti-cristãos façam parte do conteúdo de nossas mensagens.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Igrejas que trocaram a Cruz de Cristo pelo Cifrão

Por Renato Vargens

A Igreja Evangélica Brasileira tem sido vítima de constantes aberrações e distorções teológicas. Infelizmente as consequências da Teologia da Prosperidade em nossas estruturas cúlticas  tem sido desesperadoras. Lamentavelmente a cada novo dia surgem em nossos arraiais novos comportamentos que fazem o povo de Deus ruborizar de vergonha.

Ontem eu escrevi sobre o apóstolo Silvio Ribeiro de Porto Alegre, que possui um $ na fivela de cinto da calça. (clique neste link para ver a foto).

Pois é, diante desta sandice, confesso que fiquei a pensar com os meus botões, naquilo que se transformou o cristianismo. Para angústia dos santos de Deus,  a CRUZ deixou de ser o simbolo da nossa fé dando lugar a simbolos exdrúxulos onde a prosperidade constantemente é mencionada.

Não sei se vc lembra,  mais há aproximadamente dois mil anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Esse homem foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:

“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Gálatas 6.14

Caro leitor, ao contrário de Paulo, parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.

A cruz de Cristo deve ser a nossa mensagem central. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos.

Oh! Quão maravilhosa é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção: "Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar."

Soli Deo Gloria


Renato Vargens

A Pro$peridade dos Apó$tolos modernos.

Por Renato Vargens


Acredita-se que no mundo existam cerca de 10 mil “apóstolos”. Na verdade, nunca se viu tantos apóstolos como neste inicio de século. Em cada canto, em cada esquina, em cada birosca encontramos alguém reivindicando o direito de ser chamado de apóstolo. Junta-se a isso, o fato de que com o surgimento deste tipo de "ministério" surge a reboque o aparecimento de inúmeras heresias. Isto sem falar  é claro, na ênfase que estes profeteiros dão ao dinheiro. Veja por exemplo o apóstolo Silvio Ribeiro de Porto Alegre, que usa $ no cinto da calça. (clique na foto para ampliar)

Pois é, sinceramente confesso que eu gostaria de saber porque o "apóstolo" Silvio usa um $ no cinto da calça! Será que é um tipo de decreto espiritual para atrair riquezas e prosperidade? Ou será tipo de "mandinga gospel"?

Fico a pensar como seria se Pedro, Paulo e Tiago e os demais apóstolos vivessem entre os "apóstolos" do século XXI. Possivelmente seriam estigmatizados, desqualificados e repudiados por sua incapacidade em realizar ou decretar atos sobrenaturais de fé, como também confrontados pelos profetas da confissão positiva pelo fato de terem fracassado financeiramente.

Caro amigo, por favor, pare, pense e responda: Por acaso eram os apóstolos ricos? Possuíam eles as riquezas deste mundo? Advogaram o ensino de que todo discipulo de Cristo deve ser rico? Ora, se fosse realmente verdade o que ouvimos e lemos dos bispos, apóstolos, paipostolos e mercadores da fé que Deus quer que os seus filhos tenham sucesso e riquezas, então porque Ele não fez que Jesus nascesse numa família extremamente rica? Porque então Ele não escolheu doze apóstolos milionários, ou pelo menos não lhes conferiu riquezas? Não seria muito mais fácil conquistar o mundo assim?

Prezado leitor, vamos combinar uma coisa? Os apóstolos modernos fundamentam suas doutrinas em pressupostos absolutamente anti-bliblicos. Para justificarem seus gastos pomposos, afirmam que Jesus era rico, que suas roupas eram nobres, que o burrinho usado na entrada de Jerusalém era novo, e que tinha muito dinheiro na bolsa do tesoureiro.

Infelizmente diferentemente dos apóstolos do primeiro século estes falsos profetas gloriam-se de suas megas igrejas, de suas riquezas, sucessos e popularidade. Lamentavelmente essa corja religiosa se comporta como celebridades desfilando por esse "Brasil de meu Deus" com seus carros blindados, cercados de seguranças, pregando um evangelho absolutamente mercantilista.

Pois é meus amados irmãos, dias complicados os nossos! Diante do exposto acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos. Sem sombra de dúvidas necessitamos desesperadamente de uma nova reforma, por que caso contrário a vaca vai para o brejo.

Soli Deo Gloria, 

Renato Vargens

O evangelho de vergonha dos apóstolos brasileiros.

Por Renato Vargens

Ontem eu escrevi um artigo onde demonstrei a minha indignação e perplexidade em saber que já existem igrejas coroando os seus pastores.

Confesso que esse triunfalismo neopentecostal já passou dos limites. Lamentavelmente esse tipo de gente, só fala, pensa e deseja fama e poder. Para piorar a situação seus slogans não falam de serviço e sim de triunfo; não falam de lavar os pés dos santos, mas de conquistar o mundo; não falam de sofrimento, mas de vitória sobre a pobreza; não falam de humildade e sim de luxúria.

Há pouco fiquei sabendo da história de um pastor que foi a um restaurante participar de uma reunião de ministros do evangelho. Como, ele não estava almoçando como os demais, um apóstolo lhe perguntou: "Por que você não está comendo? O pastor meio sem graça respondeu dizendo que estava em jejum. Para supresa dele, o tal apóstolo replicou dizendo:  - "eu sou apóstolo, eu te libero do seu Jejum!"

Caro leitor, que loucura é essa? O que essa corja pensa que é? Esses apóstolos se sentem acima do bem e do mal. Será que eles de fato pensam que possuem este poder todo?

Ao final da tarde, com a alma angustiada em virtude deste evangelho de vergonha  pregado pelos apóstolos brasileiros, assisti um vídeo do Pr. John Piper que muito falou ao meu coração, o qual reproduzo abaixo.

Que Deus teha misericórdia de cada um de nós!

Renato Vargens

Simbolismos da primavera!

Por Renato Vargens
Hoje começa a Primavera e com ela o anuncio de tantas maravilhas. Jardins coloridos, flores desabrochando, sol aconchegante, tempo bonito, tudo colorido. Setembro é o prelúdio do final de ano, daqui a pouco é Natal.

A primavera simboliza um tempo de renovação. A natureza com sua exuberância se encarrega de promover as transformações na paisagem que se refletem em nosso estado de espírito. A primavera simboliza nosso regresso ao otimismo, o sol voltando a brilhar, abrindo a janela do peito, enchendo-nos o coração de esperança.

Como diz Beto Guedes, em setembro as boas novas andam nos campos, testemunhando o surgimento do perdão, ressuscitando sonhos, enchendo-nos o coração de alegria.

A primavera é a afirmação de que o inverno passou, o frio cessou, e com ele as frustrações de uma noite fria.

Caro leitor, em Cristo, tudo se faz novo, o sol volta a brilhar e com ele a esperança de construirmos uma vida bonita, profícua e feliz.

Pense nisso!

Renato Vargens

É o fim da feira! Pastores sendo coroados.

Por Renato Vargens


Infelizmente sou obrigado a confessar que tenho ficado impressionado com a capacidade de alguns dos evangélicos em criar coisas novas. Se não bastasse as esquisitices doutrinárias comuns a estes dias, nossos arraiais têm sido tomados pelo súbito aparecimento de estruturas monárquicas. Fiquei surpreso quando soube que algumas igrejas neste país estavam reconhecendo em seus líderes, dons e ministérios monárquicos, onde pastores mediante uma cerimônia suntuosa são coroados ao "santo ministério". Chamou-me também a atenção o fato de que este tipo de "coroação" vêm incentivando na igreja brasileira a formação de uma nova escalas de valores, onde claramente se faz diferenciação de pessoas na comunidade da fé.

Confesso que procurei na bíblia, averigüei em dicionários, pesquisei em léxicos e não encontrei fundamento teológico pra tal prática.

Isto me fez lembrar de uma estória muito interessante:

“Na terra do faz-de-conta, havia um sujeito que queria porque queria cozinhar um sapo. Todo dia ele fervia uma chaleira de água, e quando a água estava bem quente ele pegava o sapo e jogava na panela. Só que o sapo que não era bobo, pulava fora, até porque, ele sabia que o contato com a água quente o levaria a morte. Isto durou muitos dias, até que num determinado momento, o sujeito mudou a estratégia. Em vez de jogar o sapo na água quente, ele colocou o sapo cautelosamente na panela em água natural e fria. E sem que o bicho o percebesse acendeu o fogo, a água foi aquecendo, aquecendo, esquentando devagarzinho, até que finalmente ferveu matando o sapo."

Trago a tona esse pequeno conto para ilustrar o fato de que muitas vezes sem que percebamos vamos perdendo valores absolutamente saudáveis a nossa fé. Isto significa que, sem que se dê conta à igreja evangélica brasileira está cozinhando lentamente nas fogueiras dos achismos e impressões, questões indispensáveis a nossa saúde espiritual.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja se resume na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores e a discriminalização do aborto

Por Renato Vargens

Acabei de assistir um vídeo onde a candidata do PT a Presidência da República a Sra. Dilma Rousseff , juntamente com o seu partido político, defendem abertamente a discriminalização do aborto.

Confesso que somente em pensar na existência de pessoas que defendem um crime tão hediondo como este, sou tomado por uma enorme e substancial angústia. Sinceramente, não consigo imaginar, nem tampouco concordar com a defesa inescrupulosa de comportamentos deste tipo.  Ora, a vida humana é um dom de Deus, e não há nada mais criminoso e mais anti-cristão do que o aborto. Afirmo sem a menor sombra de dúvidas que toda e qualquer tentativa de aborto afronta diretamente o Criador  e Senhor de todas as coisas.

Isto posto pergunto:  por acaso não foi a Dilma que afirmou publicamente que desejava ser a mãe do Brasil? Não foi ela que demonstrou o mais doce "espirito maternal" ao manifestar o desejo em cuidar da população brasileira de forma caridosa? Ué? Sinceramente eu não entendo isso. Confesso que tenho uma enorme dificuldade em compreender que tipo de mãe é essa que mata seus filhos?

Como bem afirma o artigo 3º da  Declaração Universal dos Direitos do Homem : “todo o indivíduo tem direito à vida”

Pois é, como cristãos devemos nos comprometer com a vida e não com a morte!

Eu creio nisso!

Viva a vida!

Renato Vargens

Currais, pocilgas, galinheiros e cobertura espiritual

Por Renato Vargens


Há pouco estava conversando com um amigo que me relatou que um apóstolo de sua cidade, havia transformado sua igreja em um "curral eleitoral". Incomodado com isto, resolveu confrontar o apóstolo afirmando-lhe de que não era correto manipular o povo de Deus em detrimento a valores escusos. No entanto, para surpresa do meu amigo, o apóstolo respondeu dizendo: Eu faço curral, pocilga e galinheiro e tudo mais que a minha cobertura espiritual ordenar.

Caro leitor, se não bastasse o absurdo de fazer do povo de Deus massa de manobra, esse profeteiro do diabo acredita e dissemina doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Há pouco, Renê Terra nova afirmou que o motivo de João Batista ter sido decaptado  se deveu ao fato de ter duvidado da autoridade de Jesus,  introjetando sorrateiramente  sobre os seus liderados o falso ensino de que ele como patriarca apostólico não pode ser questionado, mesmo porque, se alguém o fizer sofrerá severas consequências espirituais.

Pois é,  para as igrejas que adotam o sistema de cobertura, o discipulo não pode fazer absolutamente nada sem a autorização do seu "discipulador". Nesta perspectiva, o pastor tem poder para determinar aquilo que o seu seguidor deve fazer. Sei de casos de pessoas que não podem mudar de casa sem que o pastor concorde, ou de outros que não podem vender absolutamente nada, sem que a autoridade espiritual aceite o fato. Além disso, é comum observarmos que os pastores em questão, usam do nome de Deus para decidir se o discípulo deve ou não namorar, se pode ou não ir para a praia, se deve ou não ter filhos, ou como deve se portar dentro de suas próprias casas. Tais lobos interferem na da vida comum do lar, intervindo na educação dos filhos ou até mesmo na vida sexual do casal.

Infelizmente tais homens,  ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo sua propriedade particular.  Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde ditadura e arbitrariedade se misturam.

Para nossa vergonha, aqueles que porventura ousam opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis sendo chamados de rebeldes e tornando-se passíveis de punição, cuja consequência final é a exclusão e exposição pública.

Há pouco soube da história de uma moça que ao migrar de comunidade para outra foi amaldiçoada pelo pastor, que lhe disse que caso não se arrependesse e voltasse para a sua igreja morreria de câncer. Ora, por favor, pare e pense: Isso não parece macumba? Sinceramente em não consigo entender este evangelho pregado pelos lobos da fé. Infelizmente, em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Se não bastasse esse grande imbróglio, os membros das comunidades despóticas vivem em constante estado de pavor, isto porque, em virtude do pânico impetrado pelos ditadores da fé, temem sofrer sanções espirituais, levando-os a uma vida cujo comportamento é quase que esquizofrênico.

Isto posto, sou obrigado a afirmar que a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios como afetividade, amor e respeito.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Eu não sou cachorro não!

Por Renato Vargens


Já cantava Waldick Soriano, “eu não sou cachorro não”, no entanto, não é isso que os adeptos da zooteologia acreditam, até porque, depois da unção da galinha, do galo e do leão, eis que surge retumbante em nossas igrejas a unção do cachorro.

Sou obrigado a confessar que a unção da bicharada é algo que me deixa extremamente intrigado, até porque, não vejo em nenhum momento da Bíblia os apóstolos usufruindo de tais manifestações espirituais. Por acaso existem relatos nas Escrituras de Paulo latindo? Ou de Pedro uivando? Ou Timóteo rugindo? Claro que não. Entretanto, os adeptos da "zooteologia" acreditam que pessoas em estados alterados de consciência recebem da parte de Deus a unção de animais, o que as faz latir como cães, pular como macacos, rastejar como cobras. Confesso que não sei aonde vamos parar. O que fizeram com o evangelho de Cristo? O que fizeram com a sã doutrina? Diante disto tudo lhe pergunto: Que Cristianismo é esse? Que evangelho é esse? Que doutrinas são estas? Ora, esse não é e nunca foi o evangelho anunciado pelos apóstolos. Antes pelo contrário, este é o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Infelizmente, a Igreja deixou de ser a comunidade da palavra de Deus cuja fé se fundamenta nas Escrituras Sagradas, para ser a comunidade da pseudo-experiência, do dualismo, do misticismo e do neomaniqueismo! 

Ah, meu amigo, confesso que não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé, a manifestação de apóstolos da mentira. Não suporto mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não agüento mais o aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais; isso sem falar da hierarquização do reino, onde apóstolos, paipóstolos, príncipes e reis, têm oprimido substancialmente o povo do Senhor. 

Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho integral, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja verdadeiramente PROTESTANTE! 

SOLI DEO GLORIA! 

Renato Vargens

Nem o pajé pediu tanta chuva assim.

Por Renato Vargens


“Quando a chuva descer e o deserto florescer (Toque no altar); Uma chuva diferente está se formando no céu (Cassiane); Faz chover (Fernandinho); Chuva de avivamento (Alda Célia); Som da chuva (Soraya Moraes); Quero ver chuva de poder, eu quero ver chuva de unção (Pâmela); Chove, chove chuva, chuva de poder (Eyshila); to na benção é chuva de amor (Unção Ágape).

Ufa, nem mesmo o pajé pediu tanta chuva assim! 

Aliás o que se tem pedido de chuva em nossos cultos não está no gibi. Cantores diferentes, com ritmos distintos e variados, mediante intermináveis repetições imploram ao Senhor dos Céus que derrame um enorme aguaceiro sobre essa terra tupiniquim. 

Como bem afirmou João Alexandre em sua canção “É proibido pensar”, essa geração procura alguém que possa resolver seus problemas entoando canções do mesmo tema, meras repetições...

Reflitamos irmãos com sinceridade, será que como dizem as nossas canções estamos vivendo a plenitude de um grande avivamento? Será que a tão profetizada chuva de bençãos e poder tem caído sobre a igreja brasileira?

Assim como o compositor Paulo Cezar do grupo Logos, eu também nestes dias sinto um verdadeiro espanto em meu coração, em constatar que o evangelho já mudou. Quem ontem era servo agora acha-se Senhor e diz a Deus como Ele tem que ser ...

Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja brasileira se perdeu no caminho em direção ao trono da graça. Isto porque, as letras de algumas de muitas de nossas composições, além de empobrecidas teologicamente, são simplistas, repetitivas e sem óleo.

Faço coro as palavras de Paulo Cesar, eu quero de volta o verdadeiro evangelho que exalta a Deus. O evangelho que desvenda os nossos olhos, que desamarra todo nó que já se fez. Eu quero o evangelho que mostra o homem morto em seu pecar sem condições de levantar-se por si só, a menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está. Eu quero o evangelho que o servo não diz ao seu Senhor o que fazer, determinando ou marcando hora para acontecer.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

Quem não ouve cuidado, ouve coitado.

Por Renato Vargens

Certa feita, um garoto ao brincar no quintal de sua casa, inventou de empurrar uma enorme pedra, claramente superior às suas próprias forças. Empurrou-a com as mãos, com os pés, com o corpo, de costas, sem contudo fazer com que  a pedra  se movesse. O pai , ao observar o inoperante esforço do menino lhe disse: “ Filho, você ainda não usou todos os recursos,”. “Usei, sim, papai”, respondeu o pequeno já quase chorando. “Não”, replicou o pai, “você ainda não pediu a minha ajuda”.

Pois é, por acaso você já se deu conta da existência de pessoas extremamente auto-suficientes. Individuos deste tipo comumente não gostam de pedir ajuda ou ouvir conselhos. Para estes, o que mais importa são suas opiniões e não as dos outros. Lamentavelmente conheço inúmeras pessoas que em nome de uma maturidade burrificada preferem "quebrar a cara" do que pedir opinião a um amigo. Na verdade, o que estes não entendem é que aquele que não ouve cuidado, com certeza ouvirá, coitado.

Caro leitor, a Bíblia é clara em afirmar que a soberba precede à ruína e a altivez de espírito a queda. Do ponto de vista cristão pessoas arrogantes não chegam muito longe, ao contrário das humildes de coração. As Escrituras afirmam categoricamente que Deus exalta os humildes e abate os soberbos. Ora, como já escrevi anteiormente o trajeto que os vencedores traçam nunca foi e nunca será o caminho da presunção e da prepotência, antes pelo contrário, os vencedores carregam em si a marca indelével da humildade. Portanto lembre-se: Os que vencem na vida são aqueles que ainda que possuam excelente auto-estima, bem como discernimento de quem é e do que pode, optaram pelo caminho da modéstia e da humildade.

Pense nisso,

Renato Vargens

Moça, negro pode morar em apartamento?

Por Renato Vargens

Foi exatamente isto que um menino de aproximadamente oito anos perguntou a minha esposa ao abordá-la na saída do prédio em que moramos.

Naquela tarde, ao olhar para o pequenino e perceber as marcas da dor , do preconceito racial e da exclusão social, minha esposa, movida pela simpatia e doçura que lhe é peculiar respondeu:

- Claro que sim, todos podem. Mas para tanto, disse ela, é necessário ir à escola, estudar, além de se dedicar a aprender os ensinamentos da professora.

O menino, demonstrando perplexidade diante daquilo que ouvira novamente lhe indagou:

-Moça, você é professora? Sou sim, respondeu ela. Ao ouvir-lhe a réplica, o garoto, o qual parecia nunca ter ido à escola, demonstrou nítida perplexidade por conversar tête-à-tête com uma educadora, até porque, para ele, aquele momento era mais do que mágico, afinal de contas, ele estava conversando com uma professora .

Caro leitor, diante do fato narrado fico a pensar quantas crianças têm passado pela vida literalmente à margem da sociedade. Quantas delas são estigmatizadas, violentadas em seu habitat, marginalizadas por uma burguesia preconceituosa, discriminadas pela sua cor. Quantas delas não possuem familias, casas para morar, pais e mães, beijos, carinhos e abraços. Ora, é indispensável que entendamos que não dá para a gente pensar em um mundo melhor, sem que nossas crianças freqüentem a escola. É inadmissível que em pleno século XXI, meninos e meninas continuem deixando de desfrutar dos benefícios proporcionados pela a educação e cultura.

A educação se constitui como direito fundamental e essencial ao ser humano, e diversos são os documentos que corroboram com tal afirmação. A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, afirma que “é direito de todo ser humano o acesso à educação básica”, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos que estabelece que “toda pessoa tem direito à educação”.

De acordo com pesquisas realizadas pela UNESCO, constatou-se que milhões de pessoas ainda não têm acesso à educação, onde “ mais de 100 milhões de crianças, das quais 60 milhões são meninas, não tem acesso ao ensino fundamental.

Diante do quadro que se pinta pergunto: E a igreja Evangélica diante disso tudo? O que tem feito? Por acaso você já parou para pensar o "boom" que seria se nossas igrejas entrassem para valer em um projeto de erradicação do analfabetismo? Ou se tornassem parceiras do Estado e do restante da sociedade civil visando aumento de escolaridade de nossos meninos e meninas?

Quanto coisa poderia ser feita não é verdade?

Pense nisso!

Renato Vargens

Não tente viver sem ela.

Por Renato Vargens


Tem sido muito comum ouvir por parte de alguns cristãos a desculpa que não têm tido tempo suficiente para orar. Na verdade, tais pessoas costumam afirmar que em virtude da complexidade da agenda, bem como a correria do dia-a-dia, não possuem a menor condição de passar momentos em comunhão com o Senhor através da oração. Entretanto, ao contrário dos workaholics de plantão, ouso afirmar que o fato do individuo não desenvolver uma vida constante de oração aponta especificamente de que suas prioridades são outras. 

A história nos mostra inúmeros exemplos de homens e mulheres de Deus que desenvolveram uma belíssima vida de oração. Por exemplo, Jonathan Edwards costumava passar trezes horas estudando e orando todos os dias; John Wesley considerava a oração a coisa mais importante de sua vida; Whitefield, Pregador escocês do século XVIII dedicava oito horas de seu dia a oração.

O que falar então de Dwight L. Moody? Conta-se que em 1892, um navio dirigindo-se da Inglaterra aos EUA enfrentou uma violenta tempestade. Os setecentos passageiros embarcados andavam cambaleando de um lado para outro, arremessados pelo forte balanço do mar. E, para piorar ainda mais, a bomba que ajudava a jogar a água acumulada na embarcação não dava conta de tamanha tempestade. Na verdade, se não houvesse um fator extraordinário em pouco tempo afundariam. Como que quisesse dar certeza do pior, a tempestade desviou o navio, excluindo a possibilidade de socorro. No entanto, estava a bordo, a caminho de uma conferência na América, o evangelista Moody. O grande pregador vendo a complexidade da situação pede ao capitão que anuncie aos viajantes uma reunião de oração. Moody começou lendo o Salmo 107:23, 24 que diz: "Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas, esses vêem as obras do Senhor....pois Ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva suas ondas". Em seguida, após uma pausa para reflexão, lê os versículos seguintes: "então clamam ao Senhor na sua angústia; e Ele os livra das suas dificuldades". Logo a seguir ao famoso evangelista orou e pregou o evangelho mandando os seus ouvintes que voltassem aos seus cômodos, até que se fizesse bonança. Em pouco tempo, outro navio os encontrou e conduzindo-os em segurança à América.

Caro leitor, não tenho dúvida de que o segredo do sucesso ministerial de homens e mulheres de Deus está relacionado ao tempo dedicado a oração. Junta-se a isso o fato de que Jamais devemos esquecer que uma vida de oração é fundamental à nossa saúde espiritual, e que orar, significa relacionar-se diretamente com Aquele que mediante sua vontade tudo pode fazer.


Pense nisso!

Renato Vargens

Carta aberta ao presidente Lula

Por Renato Vargens

Excelentíssimo senhor presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

As vezes tenho a impressão de que vossa excelência pensa ser alguém especial enviado dos céus ou até mesmo imagina ser o próprio Deus.

Confesso que fico assustado com o tom de messianismo que o senhor (permita-me chamar-lhe de senhor) tomou para si mesmo. Tenho acompanhado algumas das suas declarações atráves da internet, jornais e televisão, e em muitas delas, o senhor tem usado o bordão "nunca na história deste país..." o que em outras palavras significa, que ninguém por mais dedicado que tenha sido, pôde superá-lo no quesito competência.

Caro Lula, bem sei que o senhor se acha onipotente e que possui o poder de eleger aquele que desejar, como também acredita que sabe o melhor para a nação, isto sem falar é claro, que tem procurado estar presente em todos os estados da federação emprestando sua "cara" a gente como Dilma, Sarney e Collor de Mello.

Prezado presidente, sinto desapontá-lo, mas preciso lhe dizer que o senhor não é Deus e nem tampouco o seu partido é uma religião. Em primeiro lugar, gostaria de afirmar que o senhor não irá eleger todos aqueles que desejar. O povo brasileiro não é burro e há de entender que o seu partido anuncia e propaga valores que em muito se contrapõem aos conceitos da decência e da moralidade. Junta-se a isso o fato de que o senhor não sabe de todas as coisas não é verdade? Alías não foi isso que o senhor respondeu a sociedade brasileira diante do escândalo do mensalão? Pois é presidente, onisciência é um atributo divino, coisa que o senhor não possui.

Prezado Lula, há pouco soube que o senhor em um discurso no nordeste se comparou a a Jesus dizendo que o seu corpo estaria mais arrebentado que o corpo de Cristo depois de tantas chibatadas, isto em virtude das críticas que sofreu da oposição durante seu governo. Soube também que o senhor afirmou que Deus já elegeu Dilma presidente do Brasil.

Pois é, o poder muda a cabeça dos homens não é mesmo? Ele faz com que ele acredite que seja mais do que de fato ele é. Quantos porventura no decorrer da história não foram  ludibriados pelo poder transformando-se assim em um tipo de Deus?

Presidente, posso lhe dar um conselho? Não pense de si mesmo além do que convém! O senhor não é, nunca foi e jamais será Deus.

Diante do exposto, gostaria de lhe contar um fato histórico. Conta-se que toda vez que um imperador romano regressava a Roma depois de uma grande vitória, costumava ouvir do povo a seguinte expressão: " És como um Deus". No entanto, a fim de contrapor-se a esta afirmação, o imperador tinha curvado em sua biga, um soldado que também dizia: " És calvo, humano e mortal."

Talvez o senhor esteja precisando de gente assim.

Pense nisso!

Renato Vargens

Crianças invisíveis

Por Renato Vargens

“Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem um bom menino que vendeu limão. 
Trabalhou na feira pra comprar seu pão.
Não aprendia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada e pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino.
Hoje eu seria alguém, seria um intelectual. 
Mas como não tive chance de ter estudado num colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mais poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social.”



Ouvindo essa canção interpretada por Seu Jorge, fico a pensar em milhões de crianças e adolescentes que vivem a margem da sociedade sofrendo os desmandos do poder público e da sociedade que implacavelmente os negligencia.

A dolorida situação das crianças de rua em nosso país nos deixa absolutamente boquiabertos com a frieza da população que os enxerga como "coisas". Infelimente, milhares de meninos e meninas dormem nas ruas das grandes cidades tupiniquins, cheirando cola, se prostituindo, tendo a vida e o futuro destruídos pela dor e o pecado. As estatísticas mostram que 75% destas crianças têm laços familiares o que aponta o caos existente nas famílias brasileiras.

Interessante que lidamos indiretamente com estas crianças todos os dias. Passamos por elas nos sinais, as vemos dormindo embriagadas pelo álcool a pleno luz do dia ou ainda promovendo pequenos furtos nos centros de nossas cidades, ou até mesmo "trabalhando" como "avião" nas favelas. Entretanto, em virtude da sindrome "umbiligal" que norteia a alma do cidadão pós-moderno, encontramos-nos como que anestesiados tratando os excluídos sociais como lixo descartável.

Paul Hiebert, diz que o ser humano tem a tendência de ver pessoas que não são parte do seu contexto social como parte da paisagem, ou um pedaço de mobília. No evangelho de Marcos, capitulo oito, Jesus trata de um assunto extremamente relevante. O texto diz, que ao curar um cego, a primeira imagem vista por este, era de homens como árvores.

Por acaso você já se deu conta de que temos uma enorme facilidade de coisificar a vida? Jesus, ao perceber que o cego enxergava pessoas como arvores, não hesitou em tocá-la novamente até que de fato o milagre acontecesse.

Lembre-se, meninos de rua não são arvores, ou objetos aos quais descartamos segundo os nossos interesses. Crianças precisam ser respeitadas, valorizadas, precisam de escola, saúde, dignidade, limites, amor.

De que forma você as têm enxergado?

Pense Nisso!

Renato Vargens

Crente não mente, exagera.

Por Renato Vargens

O alemão Hieronymus Karl Friedrich Von Münchausen (1720-1797), conhecido como Barão de Münchausen, tornou-se notório pelas muitas mentiras que contava. Segundo os relatos, o barão de Münchausen, era um tipo de pessoa que tinha por hábito criar estórias fantasiosas, extremamente detalhadas, os quais levavam os seus ouvintes a acreditarem nelas.

Certa vez ouvi alguém dizendo que crente não mente, exagera, e de fato o que tem de crente “exagerando” por aí, não está no gibi. Na verdade, os contadores de “causos” tem se multiplicado em nossos arraiais fazendo ruborizar qualquer pessoa decente.

A prática da mentira por parte de alguns líderes se deve a obsessão de alguns pastores por viverem uma vida megalomaníaca. Em virtude disto, tais indivíduos, “apóstolos” da conquista e da continua vitória, fantasiam, devaneios e utopias, os quais por razões óbvias jamais se realizarão.

A impressão que tenho é que valores absolutos como a verdade, deixaram de ser valorizados em detrimento dos alvos e objetivos pessoais dos profetas da modernidade. Ou seja, em prol de um objetivo individual e escuso, tudo é valido, até mesmo negociar a moral e a decência.

Ora, como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e imorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica neotestamentária jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, relativizarmos os retos preceitos da Santa Palavra de Deus.

Somos chamados a verdade, para vivermos em verdade, tendo compromisso com a verdade.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

Igrejas assaltadas em pleno culto. A violência chegou a igreja evangélica!

Por Renato Vargens

Parece que a violência definitivamente chegou as igrejas evangélicas.

Pela segunda vez em menos de 15 dias, mais uma igreja evangélica foi assaltada em Niterói, município do Estado do Rio. Em pleno culto de domingo, o Centro Evangelístico Internacional (CEI), foi atacado por cinco homens, que levaram cerca de R$ 15 mil de dízimos e ofertas, a menos de 200 metros da 77a DP (Icaraí). Os bandidos renderam obreiros que recolhiam as doações e fugiram num Astra que, segundo testemunhas, tinha a cobertura de uma moto.

Os assaltantes assistiram parte do culto, que teve o batismo de 61 pessoas. Um dos bandidos foi contido e imobilizado por um fiel, que acabou sendo surpreendido por outro assaltante, que estava sentado no banco da igreja evangélica que estava lotada, com cerca de mil pessoas.

- Não queremos matar ninguém. Só queremos o dinheiro - teria dito o assaltante, segundo uma fiel que não quis se identificar.

A ação durou menos de cinco minutos, por volta das 11h30m. Dois homens anunciaram o assalto a um dos obreiros que acabara de recolher as doações. Outro homem estava na cobertura, dentro do templo. Eles se juntaram a outros dois que estavam no Astra. Uma equipe da 77a DP - que passava pela porta da igreja - foi alertada e tentou perseguir os assaltantes, sem êxito. O outro assalto ocorreu na Primeira Igreja Batista de Niterói, no domingo, dia 8.

Há pouco a igreja de um pastor amigo também foi assaltada. O desparate dos bandidos chegou ao ponto de um deles defecar no chão do gabinete pastoral.  Caro leitor, noticias como estas nos dão a impressão que a sociedade brasileira está completamente desgovernada.

Lamentavelmente os criminosos que até então "respeitavam" as igrejas, não o fazem mais.

Pois é, sinceramente não sei aonde vamos parar! Definitivamente vivemos dias de extremo horror! Ouso afirmar que estamos vivendo um dos momentos mais obscuros da história recente do nosso estado, aonde assassinatos e crimes se tornaram ícones de uma sociedade decadente e imoral.

Diante do quadro que se apresenta, corremos sérios riscos de institucionalizarmos a banalização da vida, fato este, que nos leva a entender a URGÊNCIA de atacarmos veementemente a passividade que nos tem adornado.

Está na hora da Igreja de Jesus se levantar! Sem sombra de dúvidas o momento é unico e emblemático, o que nos leva entender de que os cidadãos desta nação precisam discernir que calar-se diante do caos que nos cerca colaborará significativamente a instalação de um estado de caos e desgoverno.

Lembre-se; "Para que o mal triunfe, é necessário apenas que os homens de bem permaneçam inativos".

Pense nisso!

Renato Vargens

Ps: O Rio de Paz está organizando juntamente com a ONU um fórum sobre "Violência, participação popular e direitos humanos."  Eis aí uma excelente oportunidade para os pastores do Rio de Janeiro se unirem ao restante da sociedade civil no combate a violência.

Violência, participação popular e direitos Humanos.

Eu não suporto as novelas da globo.

Por Renato Vargens

Eu não agüento mais as novelas da Rede Globo de Televisão, aliás, independente da emisora, eu não agüento mais novelas. Não suporto mais assistir em horário nobre à apologia a promiscuidade e imoralidade sexual. Eu estou cansado das cenas de violência e barbárie disseminadas pela televisão brasileira. Estou farto da política do pão e circo que “emburrece” a olhos vistos a sociedade brasileira.

Bom, antes que eu seja apedrejado por alguns defensores da teledramaturgia brasileira, quero ressaltar que sei que algumas novelas serviram como veículos de discussão, legitimação e crítica social. No entanto, não é de hoje que elas deixaram de ser um simples passatempo, para tornar-se um veiculo destrutivo da moral e da decência.

Infelizmente as novelas têm nos últimos anos introduzido em nossos lares, gírias, neologismos, e conceitos anticristãos, isso sem falar no empobrecimento intelectual, onde o principal produto vendido aos expectadores é o lixo. As telenovelas têm ajudado a quebrar paradigmas na família, além de imprimir na sociedade brasileira, valores e modismos absolutamente antagônicos a Palavra de Deus.

Sem sombra de dúvidas prefiro a boa música, a leitura de um livro, um bate-papo gostoso, a conversa em volta da mesa, o gargalhada descompromissada do que ficar em frente da TV assistindo programas destrutivos à família e a sociedade brasileira.

Novelas? Eu estou fora, e você?

Renato Vargens

Um pedido especial ao presidente Lula: Deixe a Dilma Falar.

Por Renato Vargens
Presidente, gostaria de lhe fazer um pedido especial. Por favor, deixe a Dilma falar. Deixe ela mesma expor suas propostas de politicas públicas para a nação. Está ficando chato ver o senhor o tempo todo falando na campanha dela. Por favor, encarecidamente eu lhe peço, deixe a mulher falar.

Sabe presidente, a impressão que tenho é que o senhor não confia muito na capacidade de Dilma em  andar com os próprios pés, falar com a própria boca, ou pensar com a própria cabeça, mesmo porque, nos programas gratuitos de TV ela quase não fala. Tudo bem, o programa é bonitinho, os jingles são legais, as fotografias interessantes, mas presidente, vamos combinar uma coisa? O povo quer ouvir a Dilma. O povo quer ver se de fato ela é brilhante como o senhor diz, quer perceber se ela não é tão arrogante como parece, e se ela tem condições de governar esta nação.

Presidente, por que será que o senhor tem tanto medo que a canditada do seu partido  abra a boca?  Será que o senhor está preocupado que ela demonstre para sociedade brasileira a sua incapacidade técnica e politica para exercer a presidência do país?

Talvez o senhor não saiba, mas em  entrevista à emissora de rádio JM, de Uberaba (MG), reproduzida pela Revista Veja, a sua canditada Dilma Rousseff discutiu as políticas públicas para enfrentar o consumo de uma das drogas que mais atingem os jovens”. Sim, a educadora Dilma Rousseff, consultora da ONU para a política de combate a drogas ilícitas, deu sua receita revolucionária contra o crack:
 
“A nossa proposta (ela conjuga), eu vou te falá as diretrizes dela. Eu sintetizaria procê em autoridade, carinho e apoio, né? É, é, autoridade, carinho e apoio”  Quanto aos jovens já viciados, ela propõe a política mais ousada de seu programa antidrogas: “Esse ocê tem de impedi que ele entre e ao mesmo tempo aquele que entrou tem de puxá”. 
 
Presidente, o senhor viu que resposta maravilhosa a sua candidata deu? Por acaso o senhor percebeu como Dilma é capacitada para falar em público? O senhor se deu conta como as suas politicas públicas são inteligiveis e revolucionárias?

Presidente, permita-me eu lhe fazer um último pedido: Não iluda o povo vendendo gato por lebre. O senhor sabe que Dilma é absolutamente despreparada para excercer um cargo de tal magnitude. Deixe a mulher falar, deixe o povo conhecê-la, até porque, agindo  assim o senhor poupará a nação de um dos maiores equivocos politicos da nossa história.
 
Pense nisso!
 
Renato Vargens