Por Renato Vargens

No Brasil emitir uma opinião praticamente virou crime. Na semana passada quando a Suprema Corte americana aprovou o casamento gay, eu escrevi um texto dando a minha opinião sobre o assunto (leia aqui e aqui).

Pois bem, bastou que eu escrevesse alguma coisa contrário ao pensamento de uma parcela da sociedade que as agressões vieram. Fui xingado, espezinhado e chamado de homofóbico.

Caro leitor, no Brasil emitir opiniões quanto ao homossexualismo ou qualquer outro assunto polêmico, como por exemplo o aborto, virou crime grave. 

Lamentavelmente para boa parte da população brasileira opiniões divergentes, ou percepções distintas são tratadas com ofensas e ataques "Ad hominem". Na verdade, para os intolerantes as únicas opiniões que podem ser respeitadas são aquelas que se coadunam som o seu modo de pensar. 

Sabe o que me chama a atenção? É que em tempo de "tolerância" o que mais se vê é intolerância. Veja bem, bastou que de forma educada manifestasse minha discordância com o pensamento de alguns quanto ao casamento gay que me amaldiçoaram de todos os nomes possíveis. O pior foi ler alguns comentários de pessoas desejando que eu morresse. 

Prezado amigo, o fato que de alguém discordar do casamento gay não o torna homofóbico. Discordância é um direito constitucional. O problema, é que os adeptos do movimento gay confundem opinião com homofobia. Para eles, quem pensa diferente é intransigente devendo portanto ser combatido de forma abrupta e severa.

Ora, um país livre e democrático é um país em que as opiniões dos seus cidadãos são respeitadas e não desprezadas. Os adeptos do movimento gay precisam entender isso, até porque, se desejam com que as pessoas respeitem seu modo de pensar, precisam também respeitar a maior parte da população brasileira que discorda da prática homossexual.

Pense nisso!

Renato Vargens



Por Renato Vargens

Um dos pensadores cristãos que mais me influenciou foi Francis Schaeffer.

Particularmente seus textos e livros sempre me desafiaram a enxergar o mundo de forma diferente.

Schaffer foi teólogo, pastor e fundador da comunidade L'abri na Suiça, tendo  falecido em 15 de maio de 1984. O impressionante é que mesmo depois de morto, os textos do pastor americano continuam falando profundamente aos nossos corações.

O ocorrido no dia 26/06, em Washington DC, na Suprema Corte dos EUA em favor do casamento gay deve provocar em nós uma profunda reflexão sobre o significado de uma cosmovisão. Concordo com o pastor Judiclay Santos quando afirma que toda decisão baseia-se na maneira de pensar e enxergar a vida.

Isto posto, vale a pena lembrar de Schaeffer quando há alguns anos atrás, de forma extremamente lúcida fez um claro diagnóstico do ocidente  apontando a causa primária pela qual a cultura ocidental, outrora fundamentada na moral judaica-cristã, se distanciava do seu Criador. 

Vale a pena leitura:

"O problema básico dos cristãos nos Estados Unidos, nos últimos 80 anos ou mais, a respeito da sociedade e do governo, é que eles têm visto as coisas de maneira fragmentada em vez de vê-las de maneira integral. Pouco a pouco, eles têm se sentido incomodados com a tolerância excessiva, com a pornografia, com as escolas públicas, com a fragmentação da família e, finalmente, com o aborto. Mas não tem visto essas coisas em seu contexto - cada coisa sendo uma parte, um sintoma de um problema bem maior. Não conseguiram ver que tudo isso é o resultado de uma mudança na cosmovisão - ou seja, uma mudança fundamental na maneira pela qual as pessoas pensam e visualizam o mundo e a vida como um todo.

Essa mudança tem sido em direção oposta a uma cosmovisão que seja, pelo menos, vagamente cristã na memória das pessoas, caminhando para algo completamente diferente - em direção a uma cosmovisão baseada na ideia de que a realidade final é matéria impessoal e energia que foi moldada na sua forma atual pelo acaso. Eles não veem que esta cosmovisão tem substituído aquele que dominava previamente a cultura no norte da Europa e também nos EUA, que era pela menos cristã na memória, mesmo que indivíduos não fossem individualmente cristãos. 

Essas duas cosmovisões se opõe completamente em conteúdo como também nos resultados naturais, que incluem resultados sociológicos, governamentais, e especificamente, legais".

Francis Schaeffer, in: A Igreja no Século 21, p. 167

Renato Vargens

Por Renato Vargens

Uma das formas de Deus trazer juízo a uma sociedade é entregando-a a si mesma. Hoje os EUA foram entregues pelo Senhor a um estilo de vida onde o pecado definitivamente foi relativizado. É como se Deus tivesse dizendo: "Vocês querem viver no pecado? Que vivam! Eu os entrego a uma vida dissoluta e de transgressões cujo deus foi fabricado por vocês mesmos. (Rm 1:26-28) " 

Caro amigo, confesso que é triste ver a maior nação evangélica do planeta abrindo mão dos preceitos bíblicos nos quais foi fundada em detrimento ao pecado. 

 Verdadeiramente vivemos dias difíceis. Dias profetizados pelo Apóstolo Paulo que afirmou que antes que Cristo voltasse a apostasia viria. (II Ts 2.3). E ela chegou. Se não bastasse isso, vejo "cristãos" comemorando a decisão do Suprema Corte dos EUA, colocando em suas fotos nas Redes Sociais, as cores do movimento gay. 

O paganismo ressuscitou, o pecado se multiplicou e o cenário se prepara para a manifestação do anticristo. Todavia, o que enche o nosso coração de esperança, é que em breve Cristo voltará e "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13).

Soli Deo Gloria 

Renato Vargens
Por Renato Vargens

Tenho reparado nas redes sociais que muitos dos neopentecostais tem aplaudido, comentado e repassado aos seus amigos virtuais, algumas frases de efeito proferidas pelos liberais. Neste perspectiva se tornou comum encontrar os adeptos do neopentecostalismo vibrando com expressões do tipo:

"Mais do que entender a Biblia, o importante é saber respeitar outras pessoas, ter compaixão de quem sofre,  pois no fundo a Biblia é isso." 

"Pessoas que destilam ódio em nome da doutrina religiosa podem ter encontrado religião, mas não Deus. Deus é amor e misericórdia." 

"Deus é amor e se manifesta de forma diferente nas religiões." 

"Os evangélicos precisam rever seu conceito medieval de salvação"

"Juízo eterno? Não! Deus é amor, no final de tudo o amor prevalecerá e  todos os homens serão salvos"

"Não julguemos os homens, nem tampouco as suas doutrinas, isso não nos cabe. Vamos amar as pessoas, tratando-as com o amor do Cristo.

Pois bem, os liberais não se cansam de falar de amor. Em quase todos os seus textos é comum encontrarmos a afirmação de que Deus é amor e que em virtude disso, ele não julga ninguém, não condena ninguém. Todavia, os adeptos do liberalismo teológico se esquecem que as Escrituras apontam para o fato inexorável de que Deus além de amoroso é justo, e que no dia final, há de tratar com os homens consoante os seus pecados. 

Ora, antes que me apedrejem, gostaria de  afirmar que é claro que eu sei que Deus é amor. As Escrituras afirmam isso de forma inequívoca. O que seria de nós sem o amor e a graça de Cristo? O que seria das nossas miseráveis vidas se Jesus não tivesse morrido por nós na cruz? Que amor maravilhoso é esse, não é verdade? Entretanto, o fato de saber que Deus é amor, não me dá o direito de distorcer a verdade.  JESUS CRISTO, a expressão máxima do AMOR, é também a mais absoluta VERDADE (João 14:6). 

Bom, talvez você esteja se perguntando: Tudo bem, mais o que isso tem há ver com os neopentostais?

Tudo! Deixe-me explicar!

Os neopentecostais e suas doutrinas espúrias tem sido severamente criticados pela ortodoxia evangélica. É comum encontrarmos na blogosfera cristã inúmeros textos refutando as heresias do neopentecostalismo, o que de certa forma tem proporcionado a descoberta da verdade bíblica por milhares de nossos irmãos.  Em contrapartida, um número incontável de neopentecostais tem rechassado a postura conservadora por parte da igreja brasileira, alegando que falta entre os que combatem o neopentecostalismo, amor e compaixão.  Nesta perspectiva os neopentecostais em questão, tem vibrado com as expressões de "tolerância" usada pelos liberais, o que infelizmente tem proporcionado a aproximação destes dois grupos.

Prezado amigo, todos sabemos das distorções teológicas do neopentecostalismo e dos seus malefícios para a igreja brasileira, no entanto, o que muitos de nós desconhecemos é que o liberalismo teológico é muito pior. Sim! O liberalismo teológico é um câncer que vagarosamente arrebenta a saúde da Igreja. Como bem afirmou Augustus Nicodemus os "Liberais são parasitas, e assim como um vírus  se instala num organismo debilitando o corpo do individuo, da mesma forma eles se instalam na igreja sugando-a até ficar só a carcaça, para depois buscar outro hospedeiro"

Caro leitor,  o que me preocupa é fato de que em virtude da fraqueza teológica dos neopentecostais os liberais encontrem espaço em seus arraiais, instalando em suas débeis estruturas de pensamento, um tipo de vírus, que se não tratado com firmeza poderá produzir males quase que irreparáveis.

Sem sombra de dúvidas esse é um namoro que me preocupa!

Pense nisso!

Renato Vargens


Por Renato Vargens

Eu bem que tentei, mas não consigo assistir até o final os vídeos do Grupo Porta dos Fundos. Já havia manifestado isso quando o grupo protagonizou um vídeo denominado Natal cujo conteúdo foi uma verdadeira afronta a família, a Igreja, bem como a sociedade brasileira.

Desde então não assisti um vídeo sequer como também fiz questão de não ler nada que Gregório Duvivier costuma escrever. Entretanto, há pouco chegou em minhas mãos, um texto escrito por esse senhor e publicado na Folha de São Paulo (leia aqui) em que o ator diz arbitrariedades em nome de Jesus.   

Caro leitor,  isto posto, elenco quatro motivos porque eu não assisto a Porta dos Fundos:

1- O Grupo Porta dos Fundos em nome da tolerância propaga a intolerância desrespeitando de forma intolerante evangélicos e católicos que tratam com respeito e reverência a encarnação do Filho de Deus.

2- O Grupo Porta dos Fundos em seus vídeos tem desconstruido  os valores relacionados a família promovendo através de suas esquetes valores antagônicos aos pressupostos defendidos pelas Escrituras.

3- O Grupo Porta dos Fundos ao tratar de Cristo, do seu evangelho e do Reino de Deus o faz de forma escrachada ridicularizando a fé de milhões de brasileiros.

4-   O Grupo Porta dos Fundos confunde brincadeira com blasfêmia; liberdade, com ofensa; descontração com mau gosto; piadas com criticas descabidas e desrespeitosas.

Prezado amigo, aproveito o ensejo para ressaltar que acredito piamente que o humor faz bem para alma, contudo, o fato de acreditar nisso, não me concede o direito de ridicularizar a fé dos outros. Sem a menor sombra de dúvidas penso que uma vida recheada de risos, afetos e gargalhadas fazem bem para o coração, todavia ao contrário disso, Porta dos Fundos, mediante esquetes preconceituosas tem ridicularizado a fé daqueles que creem e amam a Cristo.

Diante disto, prefiro não assisti-los!

É o que penso, é o que creio,  é o que digo,

Renato Vargens