O CFL Ministério Pastoral tem como propósito desenvolver uma breve série de estudos de caráter teológico e histórico, destacando alguns elementos como a chamada, o ofício pastoral, o conceito de liderança e presbitério na igreja e um breve histórico da poimênica. Visa também oferecer uma série de estudos de caráter ministerial e prático, com ênfase especial nas áreas de pastoreio e aconselhamento cristão.

Esses estudos são introdutórios e visam oferecer um exame das Escrituras, da Teologia e da História para apresentar conceitos bíblicos que definam ofício e os elementos centrais do trabalho pastoral e desenvolver modelos práticos que auxiliem aqueles que já exercem este ministério e os que aspiram exercê-lo. Na área ministerial, daremos ênfase ao aconselhamento cristão, por ser um dos aspectos do ministério pastoral que exige maior preparo técnico e maturidade. Neste campo, trabalharemos tanto aspectos conceituais como práticos.

Receberemos professores experimentados no ministério pastoral e com credenciais acadêmicos que oferecerão ao aluno bases sólidas para seus estudos e exercício ministerial.


Por Renato Vargens


Outro dia eu fui convidado para pregar numa cidade do Rio de Janeiro. Ao chegar ao local do congresso, me deparei com uma cena terrível. No meio da rua (interditada pelo tráfico) havia uma tenda onde naquela noite rolaria um baile funk. 

Segundo o pastor da igreja que me recebeu, a rua onde ocorre o baile funk, durante todos os finais de semana se transforma num verdadeiro inferno, onde drogas, alcool e promiscuidade passam a fazer parte do cotidiano daquela comunidade. Se não bastasse isso, meninas adolescentes, tem relacionamentos sexuais com vários parceiros resultando na gravidez por parte de muitas dessas moças. O ambiente imoral, impulsionado por letras promíscuas, regado a drogas contribue para o caos social instalados em comunidades carentes.

O vídeo abaixo nos mostra a gravidade do problema. Assista-o com calma e veja o quão pernicioso é esse tipo de baile.

Que Deus possa levantar a igreja a fim de que anuncie o evangelho a essas meninas, mostrando a cada uma delas que Cristo é o sentido da vida e da existência.

Renato Vargens


Por Renato Vargens

Depois que ilustres personagens usaram a Máquina do Tempo chegou a vez do Apóstolo Paulo voltar a viajar no tempo. 

Pois bem, Paulo entrou na máquina e foi para o Brasil, especificamente São Paulo. Ao chegar a Terra da garoa, foi recebido por um "apóstolo Brasileiro" chamado Agenor Duque que lhe disse:

- "Bem-vindo ao Brasil nobre apóstolo Paulo, saudações apostólicas."

Paulo sem entender muito bem essa história de "saudações apostólicas" , (até porque, pelo que ele sabia apóstolos eram aqueles que tinha sido chamados e comissionados por Cristo), repondeu ao seu anfitrião: 

- "Muito obrigado, prezado irmão."

Agenor, não querendo perder tempo disse a Paulo: 

-"Apóstolo, queria aproveitar sua estadia  no Brasil e convidá-lo a pregar numa conferência que estou organizando, nela pregarão homens do quilate do Benny Hinn. Ah! Desculpe, talvez você não saiba quem seja ele, permita-me então explicá-lo: Benny possui a unção do tombo, quando ele joga o paletó nos crentes, todos caem pelo poder de Deus. Alias, você derrubava muita gente em suas cruzadas?"

"Derrubava? Como assim?" replicou Paulo.

Agenor, demonstrando impaciência respondeu: - Você não sabe o que é isso Paulo? Derrubar é impor as mãos sobre a pessoa e ela cair no chão absorta pelo poder de Papai.

Sem deixar que agenor terminasse, Paulo respondeu: "Claro que não, você está louco?"

Agenor ao ouvir da boca de Paulo  Palavra louco, indignado respondeu:

 -"Como ouças me chamar de louco? Por acaso estás disposto a tocar no ungido do Senhor? Arrependa-te ou serás amaldiçoado."

Paulo perplexo com que ouviu respondeu? Amaldiçoar? Como assim?  por acaso você não daquilo que escrevi aos Romanos? abençoai os que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis" (Rm 12:14). Esqueceu daquilo que o Senhor ensinou?  Eu, porém, vos digo: "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus."(Mateus 5:44)." 

Agenor extremamente aborrecido por ter sido questionado repreendeu Paulo dizendo:

- "Que Deus pese nossas palavras. Se eu sou falso profeta, ele me julgará, se você o é, serás amaldiçoado."

Paulo, entendendo que não podia "pagar mal com o mal" despediu-se de Agenor.

Ao regressar à Máquina do Tempo, o apóstolo aos gentios, demonstrava sua angústia por ver a igreja brasileira perdida em doutrinas espalhafatosas e antibíblicas.


Outros textos da Série Máquina do Tempo

A Máquina do Tempo, Lutero, sua visita a Thalles Roberto e bate papo sobre a Bíblia do cantor brasileiro (aqui
A Máquina do Tempo, o cheirador de Bíblia e sua visita a Spurgeon (aqui)
A Máquina do Tempo e o encontro de Agostinho, Calvino e Thalles Roberto (aqui)
A Máquina do Tempo, Lutero e o patriarca apostólico Renê Terra Nova  (aqui
A Máquina do Tempo, Lutero e os apóstolos modernos (aqui

A Máquina do Tempo, os apóstolos modernos e George Whithefield (aqui)

A Máquina do Tempo, Spurgeon e a visita a um show gospel de Thalles Roberto (aqui)
A Máquina do Tempo, e a visita de uma cantora gospel brasileira ao Tabernáculo Metropolitano de Spurgeon (aqui)
A Máquina do Tempo e o encontro entre Johann Tetzel e Edir Macedo (aqui)
A Máquina do Tempo, o apóstolo Paulo e sua visita a Mike Murdock (aqui)
A Máquina do Tempo, Martinho Lutero e o Templo de Salomão da IURD (aqui)
A Máquina do Tempo, Spurgeon e a visita ao Brasil em dia de eleições (aqui)
Por Renato Vargens


Ontem eu fui surpreendido por um vídeo onde um "apóstolo" amaldiçoava em nome de Deus seus desafetos. (veja abaixo) 

Pois é, era o que faltava, crentes em Jesus absortos em ódio proferindo pragas evangélicas contra aqueles que deles discordam.

Infelizmente não são poucos os líderes que ao se sentirem incomodados com os questionamentos doutrinários amaldiçoam os que lhes questionam. Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus desejos e vontades. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta por exemplo alguém cogitar mudar de igreja que lá vem maldição.

Em certas igrejas discordar do ensino do pastor significa "tocar no ungido do Senhor" e quem o faz, comete rebeldia. Aliás, a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do apóstolo ou profeta quase que implica com que o discordante tenha o seu nome  colocado na “boca gospel do sapo”. Senão bastasse isso os adeptos da maldição, partem do pressuposto que o pastor em nome de Deus tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, os caras ensinam que o pastor pode  rogar ao Senhor da glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia. 

Caro leitor, isso não é, não foi e nunca será o evangelho de Cristo.

À luz das Escrituras  não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes afrontam os ensinos de Jesus e dos apóstolos. Todavia, a igreja evangélica devido a ignorância bíblica e teológica, dá ouvidos a apedeutas da fé mergulhando assim no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo. 

Isto, posto, afirmo sem titubeios que as maldições proferidas pelo pseudo apóstolo  não possuem poder algum sobre os crentes em Jesus. Somos de Deus, pertencemos a Deus, e ninguém, absolutamente ninguém, pode amaldiçoar aqueles que Deus pela sua graça abençoou.

Ao contrário dos que se dizem apóstolos, os apóstolos verdadeiros ensinavam o perdão aos adversários. Paulo por exemplo escreveu aos Romanos: "abençoai os que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis" (Rm 12:14). Nosso Senhor também ensinou " Eu, porém, vos digo: "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus."(Mateus 5:44).

Bem diferente do que vimos no vídeo abaixo.

Pense nisso!

Renato Vargens


Por Renato Vargens

O Apóstolo Paulo em sua segunda carta a Igreja de Corinto relatou que houveram momentos em sua vida que passou fome e sede.

"Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez." (II Coríntios 11:24-27) 

Pois é, essa afirmação paulina é um disparate para os adeptos da teologia da prosperidade não é mesmo? Ora, aonde já se viu, diriam alguns, um apóstolo, herdeiro de Cristo, passar necessidades? Alguma coisa devia estar errada com Paulo, provavelmente falarão os profetas da mentira. É bem possível que ele estivesse em pecado, ou quem sabe tivesse dado algum tipo de brecha pro cramulhão. 

Caro leitor, para a nossa vergonha e tristeza o fundamento bíblico-teológico usado por essa gente para justificar suas riquezas extirpou das Escrituras texto como o de Paulo aos Coríntios. Para estes profetas da mentira um crente em Jesus não pode passar necessidades, porque caso o passe é porque alguma coisa está errado com ele.

Paulo contrapõe-se a esse ensino maldito dizendo que até ele, mesmo  sendo apóstolo, em alguns momentos da vida passou por necessidades. Ao escrever aos Filipenses, de uma prisão Roma, disse:

"Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade." (Filipenses 4:12)

Veja bem, o apóstolo aos gentios,  afirmou que tinha aprendido a viver contente em toda e qualquer situação, isto é, ele não era feliz somente nos momentos de abastança, mas, também em dias de escassez. E você? Acredita que um crente em Jesus não possa passar necessidades ou ficar doente? Se pensa dessa forma, gostaria de admoestá-lo a rever seus conceitos, mesmo porque, em nenhum momento as Escrituras nos prometem uma vida fácil e isenta de lutas e provações. 

Termino esse post mencionando o meu amigo Augustus Nicodemus que disse: "Deus não nos prometeu uma viagem tranquila, apenas uma viagem segura."

Pense nisso!

Renato Vargens

Leia também: "O dia em que o apóstolo Paulo não curou um enfermo (aqui)