Por Renato Vargens

Roubenaldo se considerava um apóstolo de Jesus. Para ele, Cristo o havia chamado para o apostolado moderno e o selo deste profícuo ministério, era que Deus havia lhe prometido as riquezas da terra. 

Certa feita, Roubenaldo foi convidado para pregar na campanha da prosperidade da Igreja da Bênção Divina.

 No dia combinado lá estava ele pronto para pregar aquilo que considerava uma revelação oriunda dos Céus. Roubenaldo iria falar sobre Moisés e como Deus o havia prosperado financeiramente.  

Veja abaixo o seu sermão:

" Meus irmãos, riqueza e prosperidade sobre vocês! 

Hoje eu quero pregar sobre Moisés e a unção do cajado.

Moisés era um cara valente, um homem que possuia uma unção especial. Ele recebeu dupla honra e por isso venceu todos os inimigos. Ele destruiu mediante o poder da sua Palavra os Amorreus, os Heveus, Heteus e todos "eus" que porventura se levantaram contra ele.  No dia em que ele foi chamado por Deus, ele não titubeou diante do desafio que o Senhor havia lhe dado e disse: "Deixe esses inimigos comigo, os destruirei mediante a força do meu poder."

Moisés era um "cabra arretado" e todo aquele que se levantava contra ele sofria as consequências de terem tocado no ungido do Senhor. Além disso,  Moisés tinha o direito de primogenitura. Ele fora a primeiro filho de Anrão e Joquebede, por isso fora destinado a prosperidade. Alias, vocês já repararam que Moisés era um cara rico? Ele possuia a melhor carroagem do Egito, isso sem falar nos cavalos. E a roupa dele? Linho puro, confeccionada pelo melhor estilista do Nilo. Não era pouca coisa não! Por acaso vocês não sabiam que foi ele que nos ensinou que os filhos de Deus não devem ser calda e sim cabeça?

Meus irmãos, Moisés era o cara e a unção dele está disponível a cada um de nós. Quer ser rico? Quer ter o melhor carro? Quer experimentar o melhor da terra? Decrete a bênção e tome posse da unção do cajado. Isso mesmo! Por uma módica contrinuição de mil reais, você receberá essa poderosa unção e a sua vida nunca mais será a mesma.

Receba em nome de Jesus!


Obs: Qualquer similaridade com a realidade não passa de mera coincidência. 




Por Renato Vargens

Na minha experiência pastoral tenho ouvido coisas que mais fazem ruborizar de vergonha. A capacidade de alguns demonizarem determinadas situações é abusurdamente assustadora. Há pouco fiquei sabendo de pastores afirmam com todas as letras que a Síndrome do Pânico é de origem diabolica e que todos aqueles que sofrem desta enfermidade estão debaixo de uma ação demoníaca. Para piorar a situação, os pastores em questão ensinam que a pessoa só pode ser curada se o demônio que causou o transtorno seja repreendido e expulso. 

Pois é, outro dia, soube que uma irmã em Cristo fora aconselhada a ir a um culto da IURD a fim de que  os "demônios da Sindrome do Pânico" fossem expulsos. Segundo os "conselheiros" a depressão por ela vivida era obra do cão e somente numa Igreja forte ela ficaria liberta.

Caro leitor, falta-me palavras diante das afirmações destes apedeutas da fé. Sinceramente esses caras demonstram ignorância, despreparo bíblico e teológico para lidar com determinadas situações.  Ora, a síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco, porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.

Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor ideia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida. Nessa perspectiva, as vítimas dessa doença vivem debaixo de sentimentos horrorosos onde o pavor arrebenta com as emoções daqueles que sofrem em virtude deste trastorno.
O quadro abaixo, publicado originalmente pelo G1 poderá auxiliá-lo a entender melhor o problema:

Prezado irmão, por favor entenda que a Síndrome do Pânico não é originada por demônios. Na verdade, a Sindrome do Pânico é uma patologia que pode ser curada através de aconselhameto bíblico, terapeutico, além é claro com medicamentos receitadados exclusivamente por um médico. Vale a pena ressaltar que os que sofrem com esta doença não são curados mediante atos exorcistas, místicos ou espirituais onde o capeta é amarrado, portanto, não dê ouvidos àqueles que em nome de uma espiritualidade barata, fabricam respostas inconsequentes demonizando tudo, bem como todas as coisas.

Pense nisso!

Renato Vargens

Por Renato Vargens



Odiado e maldito sobrinho.

Espero que esteja comendo o pão que eu amassei. Desejo a você todo tipo de desgraça e sofrimento, até porque, diabo bom é diabo que sofre e faz a humanidade sofrer.

Amaldiçoado diabinho, precisamos atormentar os filhos do Inimigo. Eu bem sei que não podemos fazer nada contra aquele que morreu na cruz, cujo nome eu não consigo pronunciar. Só de pensar dele sinto calafrios. Argh! Odeio esse nome! Entretanto, podemos infernizar a vida de seus seguidores.

Desgraçado capeta, vamos aproveitar que eles não lêem a Bíblia e levá-los a um estilo de vida místico e imbecilizado. Para tanto, ordinário filho do cão, vamos induzi-los a acreditarem que tudo me pertence, que sou dono de todas as coisas e que se porventura derem "legalidade" eu poderei desgraçar as suas pobre vidas.

Maldito Capiroto, tive uma ideia brilhante! Faça-os me ver em tudo. Por exemplo, leve-os a considerar as obras de C.S.Lewis e J.R.R.Tolkien como obras de bruxaria e satanismo. Isso mesmo, Demonize as Crônicas de Nárnia, o Senhor dos anéis e O hobbit. Será fácil induzi-los ao erro, até porque, não conhecem nada da Bíblia nem tampouco do Deus que dizem que servem.

Maldito Cramulhão, como já lhe ordenei anteriormente é importante que entenda que para ser bem sucedido nessa maféfica missão é fundamental que incuta na mente dos cristãos valores diferentes daquele livro cujo nome não gosto nem de mencionar. (Só de pensar na Bíblia, meu ser estremece!)

Infeliz sobrinho, prenda-os a detalhes insignificantes levando-os a uma vida de dissenção  e brigas. 

Espero que cumpra com esmero minhas recomendações.

Termino esta carta, desejando todo tipo de maldade,

Com ódio,

Seu tio diabão

Outros posts sobre a "Carta de um diabão:

1-) Carta de um diabão ao seu sobrinho sobre o Natal (aqui)
2-) Carta de um diabão sobre a teologia da prosperidade (aqui)
3-) Carta de um diabão ao seu sobrinho sobre o carnaval ( aqui)
4-) Carta de um diabão ao seu sobrinho sobre o dia 31 de outubro (aqui)
5-) 10 dicas de um diabão a um diabinho para desvirtuar um pastor (aqui)
6-) Carta de um diabão a um diabinho sobre namoro cristão (aqui)
7-) Carta de um diabão a um diabinho sobre missões (aqui)
8-) Exclusivo: Vazou na internet um documento satânico ( aqui)


Nota explicativa:

Há alguns anos, o conhecido autor evangélico C. S. Lewis, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, escreveu uma série de artigos sob o título: "The Screwtape Letters" , ou seja, "Cartas do Inferno" , Edições Vida Nova SP, e os publicou no jornal "Guardian", conhecido órgão da imprensa britânica, lá pelos idos de 1940. Depois, essas cartas foram reunidas em um livro com o mesmo título, que se tornou a obra mais popular desse eminente escritor de temas cristãos. Nessas cartas, o autor imagina uma série de conselhos que Roldão, experiente oficial da hierarquia diabólica, envia a seu sobrinho Lusbim, um diabo neófito que recebeu a incumbência de corromper a fé de um homem que se tornara cristão. Visto que, daquela época para cá, tem-se multiplicado as artimanhas satânicas, é lícito imaginar mais alguns terríveis conselhos enviados pelo sinistro oficial ao seu infernal emissário, em plena ação diabólica para desviar os fiéis do caminho estreito. Usando os mesmos personagens, apenas mudamos os nomes, e tomando emprestado o gênero literário do autor mencionado, aqui apresentamos aos amados leitores uma nova carta imaginária, vinda dos abismos infernais.

Por Renato Vargens


Paulo foi sem sombra de dúvidas um dos maiores perseguidores do Cristianismo nos primórdios da Igreja Cristã. Antes de sua conversão em Damasco ele fora um dos grandes inimigos da Igreja. Na morte de Estevão por apedrejamento ele estava presente  consentindo com sua chacina. (Atos 8:01)

Paulo perseguia a Igreja de Cristo de forma implacável, não concordava com aqueles que eram do Caminho, nem tampouco acreditava  que Jesus havia ressuscitado e estava vivo. A consequência direta disso era o ódio. Entretanto, as Escrituras nos ensinam que um dia,  ao aproximar-se de Damasco, Paulo  foi surpreendido por uma luz muito forte que brilhou ao seu redor, derrubando-o no chão. Naquele instante ele ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, porque me persegues?" Ele prontamente espantado logo perguntou: "Quem és tu Senhor?" Aquela luz brilhava nos seus olhos a ponto de Paulo não enxergar absolutamente nada. No mesmo instante, Paulo ouviu:  "Eu sou Jesus, a quem tu persegues." (Atos 9:1-18) 

Caro leitor, após essa profícua experiência, Paulo, convencido pelo Espirito Santo de quem era Jesus, converteu-se a Cristo, tendo a sua vida transformada pelo Senhor, tornando-se assim pela graça de Deus um dos maiores cristãos de todos os tempos. 


Pois é, a conversão de Paulo me faz entender que o Deus revelado pela Bíblia salva quem ele quer independente da história ou do "background" da pessoa. 

Paulo do ponto  de vista humano era um individuo irreconciliável. Aliás, vale a pena ressaltar que se a salvação de alguém dependesse da nossa aprovação talvez vetássemos no "conselho divino" o perdão dos pecados de gente com o perfil do apóstolo aos gentios, até porque, nossa natureza caída é revanchista, desprovida de amor,  compaixão e pervidamente vingativa. 

Em segundo lugar a conversão de Paulo também me faz pensar nos "inimigos" da igreja contemporânea. As vezes eu leio nas Redes Sociais alguns evangélicos dizendo: "O deputado Fulano de Tal, tem pacto com demônio, o artista beltrano é  encarnação do anticristo, Siclano é adversário de Deus, portanto precisam pagar por isso."  Nessa perspectiva, não são poucos aqueles que rogam ao Eterno, juízo sobre os perseguidores do evangelho e não misericórdia.

Prezado amigo, Cristo nos chama a pregação do evangelho. Nosso Deus nos convida a rogar pelos perdidos, bem como a clamarmos ao seu santo nome pela salvação até mesmo daqueles que nos perseguem. (Mateus 5:43-48; Romanos 12:14)

Como seria por exemplo se recebessemos a notícia que Jean Wyllys teve um encontro com Cristo, confessando seus pecados convertendo-se a Deus? Celebraríamos sua conversão e o receberíamos como irmão? Ou seríamos tomados pela indignação de que Deus salvara um pecador?

Ora, isso me faz lembrar do episódio em que Ananias  ao encontrar com Saulo, vendo que este tinha sido salvo por Cristo o chamou de irmão. 

"E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; E numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado." ( Atos 9: 10-18)

Veja bem, Saulo foi um dos piores adversários da fé cristã, todavia, ao encontrar-se com Cristo, Deus o transformou por sua graça e misericórdia, tornando-o, Filho de Deus. (João 1:12)

A atitude de Ananias em muito nos tem a ensinar.  Esse irmão, desprovido de juízo infamatório e entendendo o maravilhoso amor de Cristo, estendeu suas mãos a Saulo recebendo-o e acolhendo-com amor. 

E nós será que faríamos a mesma coisa com os nossos "desafetos"?

Prezado irmão, o evangelho é maravilhoso não é mesmo? Cristo transforma o mais vil pecador em filho de Deus dando a este vida eterna. Saulo, foi transformado e isso foi obra divina. Isto posto, preguemos a Cristo, oremos por aqueles que nos perseguem, (Mateus 5:43-48) e roguemos ao Senhor que tenha misericórdia dos pecadores mudando suas vidas pelo poder do Evangelho.

Pense nisso!

Renato Vargens

Por Renato Vargens

Conta-se que certa ocasião um pregador que ficou conhecido por "cheirar" a Bíblia resolver usar a Máquina do Tempo e visitar o grande Charles Spurgeon. 

Numa quinta feira, do mês de abril, o "cheirador" entrou na Máquina do Tempo e lá se foi em sua odisséia. Pois bem, num abrir e piscar de olhos, estava ele adentrando ao Tabernáculo Metropolitano quando na ocasião Spurgeon pregava dizendo:

"Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.

Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) — isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: “E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho”, assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais: “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires.

Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? “Vós sois o sal”, não o “docinho”, algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lc 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade!

Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: “Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!” Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: “Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!” Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos. Depois que Pedro e João foram encarcerados por pregarem o evangelho, a igreja se reuniu para orar, mas não suplicaram: “Senhor, concede aos teus servos que, por meio do prudente e discriminado uso da recreação legítima, mostremos a essas pessoas quão felizes nós somos”. Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles “transtornaram o mundo”. Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos.

Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos." (1)

O pregador brasileiro ouviu atentamente a mensagem de Spurgeon. Ao final do culto, o tupiniquim pastor, procurou o preletor daquela noite e disse:

-"Senhor Spurgeon, gostei da sua mensagem, mas, permita-me lhe ensinar algo." 

Spurgeon atentamente, consentiu com a cabeça permitindo que o pastor brasileiro lhe exortasse.

Ao perceber que o pastor do Tabernáculo Metropolitano havia permitido com que exposse sua opinião, o brasileiro lhe disse: 

- Pastor, o senhor está errado. Assim a gente não vai ganhar ninguém pra Jesus. Ninguém quer esse cristianismo careta, mesmo porque, as pessoas precisam ser atraidos por algo que lhes faça bem. Eu mesmo, sou louco por Jesus, o senhor não imagina o que eu tenho feito por ele."

- "Como assim, louco por Jesus?" Perguntou Spurgeon.

- "Ah! Por Cristo eu Já cheirei a Bíblia e agora eu preguei vestido de Chapolim, vc acredita nisso?" Respondeu o brasileiro.

-"Quem? Chapo o que? Indagou surpreso Spurgeon. 

- "Chapolim, um tipo de palhaço que fez muito sucesso no lugar em que vivo." Explicou o compenetrado  pastor brasileiro.

Spurgeon, perplexo com que o ouviu questionou: -" O Senhor está me dizendo, que subiu ao pulpito com palhaço para falar das sérias verdades do Cristianismo? É isso mesmo? 

-"Sim", respondeu o pastor tupiniquim.  "Aliás, vejo que o irmão não entende de nada, Pelo que vejo a sua teologia está lhe matando. Aconselho o senhor, a pegar a máquina do tempo e ir lá no Brasil e fazer um treinamento com alguns apostólos que são os melhores do mundo."

Spurgeon vendo que parte da  Igreja brasileira estava perdida em "loucuras" depremiu-se mais ainda, retirando-se para a Escola de Pastores no intuito de aconselhar os seus alunos a jamais fazerem de seus púlpitos lugar de entretenimento.

Quanto ao pastor brasileiro, voltou para o Brasil, pensando na próxima fantasia que usaria a fim de pregar aquilo que ele pensa ser o evangelho.

Outros textos da Série Máquina do Tempo

A Máquina do Tempo e o encontro de Agostinho, Calvino e Thalles Roberto (aqui)
A Máquina do Tempo, Lutero e o patriarca apostólico Renê Terra Nova  (aqui
A Máquina do Tempo, Lutero e os apóstolos modernos (aqui)

A Máquina do Tempo, os apóstolos modernos e George Whithefield (aqui)
A Máquina do Tempo, Spurgeon e a visita a um show gospel de Thalles Roberto (aqui)
A Máquina do Tempo, e a visita de uma cantora gospel brasileira ao Tabernáculo Metropolitano de Spurgeon (aqui)
A Máquina do Tempo e o encontro entre Johann Tetzel e Edir Macedo (aqui)
A Máquina do Tempo, o apóstolo Paulo e sua visita a Mike Murdock (aqui)
A Máquina do Tempo, Martinho Lutero e o Templo de Salomão da IURD (aqui)
A Máquina do Tempo, Spurgeon e a visita ao Brasil em dia de eleições (aqui)

Ateus fazem campanha contra Natal

outdoor ateu Ateus fazem campanha contra NatalO conhecido grupo ativista Ateus Americanos iniciou uma nova campanha nos Estado Unidos. Eles estão usando outdoors para estimular as pessoas a não irem à igreja no Natal. O foco primário foram os estados do sul, onde o índice de evangélicos é maior que no restante do país. A frase colocada ao lado da imagem de uma criança escrevendo uma carta é: “Querido Papai Noel, tudo que eu quero para este Natal é evitar a igreja! Estou velho demais para contos de fadas”.

O presidente da Ateus Americanos, David Silverman, declarou: “Até as crianças sabem que as igrejas vomitam absurdos, é por isso elas não querem participar dos cultos. Em vez disso, aproveite o tempo com sua família e amigos”. E arrematou: “Adultos de hoje em dia não têm a obrigação de fingir que acreditam nas mentiras que seus pais acreditavam. Está tudo bem admitir que seus pais estavam errados sobre Deus. Está mais certo ainda dizer a verdade aos seus filhos”
Os primeiros outdoors foram colocados nos estados do Tennessee, Missouri, Arkansas e Milwaukee. Os locais escolhidos foram justamente nas proximidades de escolas e igrejas, diferentemente de campanhas anteriores, quando os anúncios ficavam em áreas de grande concentração urbana, como a Times Square, em Nova York.
A campanha gerou maior polêmica na cidade de Jackson, Mississippi, por causa do conteúdo divulgado. Danielle Muscato, diretora de Relações Públicas do grupo, insiste que os anúncios são mais necessários no Sul, onde “a discriminação e desconfiança dos ateus é declarada mais enfaticamente.”

Pesquisas recentes comprovam que, ao contrário do que argumentam os ateus, a população americana valoriza mais o aspecto religioso do Natal. Apenas 22% acredita que a data é algo “mais cultural”. Além disso, apenas 33% dos entrevistados aceitam sem restrições o aspecto comercial do Natal. Ao mesmo tempo, 69% dos pesquisados afirmou que espera o período para se reunir a amigos e familiares. Com informações de The Christian Post.
Nota do BLOG do Pastor Renato Vargens
Enquanto isso, alguns dos evangélicos seguem "satanizando" o Natal. Pois é, os contrários a festa ao combater o Natal perdem uma excelente oportunidade de anunciar aos amigos, vizinhos e familiares que um menino nos nasceu, um filho se nos Deus e o governo está em seus ombros. A estes sugiro a leitura do artigo que escrevi denominado "Por acaso o Natal é uma festa cristã?" (aqui)
Pr. Renato Vargens
OBS: Notícia originalmente publicada no Gospel Prime (aqui)



No dia 11 de dezembro, às 21 horas (22 horas no horário de Brasília) teremos o terceiro HANGOUT promovido  pela VINACC no YouTube. O hangout terá o seguinte tema: “Os evangélicos podem celebrar o Natal?”.


Marque na agenda, participe e divulgue! 

Se inscreva no canal: www.youtube.com/CONSCIENCIACRISTA