Não somente jovens do sexo masculino estão descobrindo a fé reformada no Brasil, na verdade, muitas mulheres também tem sido impactadas pelas maravilhosas doutrinas da graça.

Particularmente eu estou impressionado com a quantidade de páginas nas Redes Sociais apontando para esse novo momento no país. Ademais, mulheres como Norma Braga, Elisabeth Portela, Elizabeth Gomes, isso sem falar nas estrangeiras, e outras tantas nacionais, que tem influenciado outras mulheres com seus ensinos e escritos em livros, blogs e Facebook.

Senão bastasse isso, uma grande quantidade de páginas na grande rede como "Mulheres que amam teologia", "Mulheres Puritanas", "Teologia e feminilidade", "Teologia e mulheres", dentre outras, tem despertado moças cristãs para o aprendizado da boa e sã doutrina.

Nas igrejas por exemplo que tenho pregado, como em lugares distintos que tenho aplicado palestras e aulas, tenho encontrado muitas moças ávidas por teologia, desejosas em crescer no conhecimento do Senhor. Além disso, tornou-se comum também encontrar mulheres com uma visão bíblica e saudável sobre o papel feminino na família, igreja e sociedade,  Soma-se o isso, o entendimento por parte destas mulheres do complementarismo, dos malefícios do feminismo, como o também do marxismo cultural. 

O mais interessante disso tudo é poder perceber que essa nova geração de mulheres cristãs e reformadas tem entendido que foram chamadas por Deus para serem mulheres, pautando suas vidas e existências na Palavra de Deus e não nos valores relativistas deste mundo pós-moderno.

Como bem escreveu Elizabeth Gomes, o fato de  uma pessoa ser mulher, não  faz  dela uma cristã diferente. Todavia, o fato dela ser cristã, faz com que seja uma diferente mulher. E é nessa perspectiva que essa geração que tem sido impactada pelas Escrituras, tem resgatado conceitos bíblicos relacionados à feminilidade, companheirismo, amizade e edificação de um lar centrado em Cristo e sua Palavra.

Grandes coisas o Senhor tem feito entre o seu povo e por isso estamos alegres.

Renato Vargens

Praticamente todo mundo já viu na televisão alguma propaganda sobre o posto Ipiranga onde uma pessoa ao ser questionada sobre algum lugar especifico aponta para o posto dizendo que lá tudo se pode achar ou encontrar.

Pois é, não é que algumas igrejas parecem ser exatamente assim? Isto porque, o interessado na fé evangélica na expectativa de encontrar tudo aquilo que possa satisfazer suas vontades e desejos pessoais ruma a algumas igrejas desejosos em bênçãos, milagres, prosperidade, autoajuda e muito mais. Ouso afirmar que igrejas deste naipe o evangelho tem sido  transformado num produto, o púlpito num balcão de negócios, o templo numa praça de entretenimento e os crentes em consumidores esfaimados.

Lamentavelmente as igrejas "estilo posto Ipiranga", no afã de encherem seus templos, tem anunciado um tipo de evangelho onde o que importa é atrair e agradar o cliente. Na verdade, ouso afirmar que mediante o pluralismo eclesiástico de nosso tempo, boa parte das comunidades cristãs tem proclamado uma forma de cristianismo ao gosto do freguês, o que se vê nitidamente nas pregações temáticas com palestras para empresários, endividados, adoecidos na alma,  bem estar pessoal e muito mais. Para piorar a situação, os assuntos abordados, são extremamente humanistas, cuja inspiração para a homilia vem da psicanálise. Além disso, segundo a vontade do freguês a musica cantada deve ter as mais variadas manifestações, do mantra ao funk, até porque, o que importa é atrair o cliente. Quanto  a palavra do pastor, esta  tem que ser para cima, isso sem falar é claro,  em pecado, condenação e juízo eterno.

Infelizmente,  a Igreja do "estilo posto Ipiranga" esqueceu em algum lugar do passado o evangelho da salvação eterna, tendo trocado o santo e maravilhoso de Cristo por uma mensagem pluralista, enfadonha e impotente.

Pense nisso!

Renato Vargens


Resolvi digitar no Google a expressão "culto da vitória", e para minha surpresa eu encontrei mais de 220 mil menções a reuniões deste naipe promovida por igrejas evangélicas. 

De fato, em boa parte das igrejas neopentecostais, pentecostais e até mesmo históricas, tornou-se comum, cultos onde o foco não é a glória de Deus, mas, sim a satisfação das necessidades do freguês.

Diante do exposto, resolvi escrever cinco motivos básicos porque não vejo base bíblica para a organização dos chamados cultos da vitória, senão vejamos:

1- Os cultos da vitória, não são focados em Cristo, mas sim exclusivamente nos fieis, demonstrando com isso, um viés absolutamente antropocêntrico. 

2- Os cultos da vitória geralmente fundamentam-se na espúria e falsa teologia da confissão positiva e prosperidade, fazendo de Deus um mero instrumento de bênçãos, 

3- Os cultos da vitória incentivam, ainda que entrelinhas, a prática da simonia.

4-  Os cultos da vitória em sua essência, promovem a prática moderna das indulgências. onde mediante generosas contribuições, Deus concede ao crente bençãos sem medida. 

5- Os cultos da vitória disseminam o falso ensino que tendo fé na fé, é possível dar ordens a Deus, determinando assim, mediante decretos espirituais as ações do Altíssimo.

Ademais, também não vejo base bíblica para a "nomeação" de cultos, o que lamentavelmente, tornou-se comum nas igrejas. Para nossa tristeza já vi cultos com todos os focos possíveis, como deste prosperidade, até a unção divina para arrumar namorado.

Isto posto, concluo dizendo que cultos devem ser somente  para a glória de Deus e não para a satisfação das vontades de homens.

Pense nisso!

Renato Vargens