Por Renato Vargens

Alguns desigrejados são simplistas, unicamente pelo fato de vociferarem aos quatro ventos que a igreja do primeiro século nunca construiu templos, o que depõem de modo assertivo contra aqueles que hoje o fazem. 

Pois é, segundo o pensamento destes niilistas eclesiásticos, o templo não passa de de uma estrutura antibíblica que precisa ser combatida e desconstruída na cabeça dos crentes. Todavia, o que estes irmãos desconhecem é que a igreja não se reunia em lugares públicos pelo fato de que até o ano 313 a fé cristã não era prescrita. Contudo, quando Constantino emitiu o Édito de Milão, a impossibilidade dos cristãos se reunirem sem serem aviltados deixou de existir, possibilitando com isso a liberdade dos crentes cultuarem livremente ao Senhor. Ademais, como bem afirmou o escritor Mauricio Zágari, (aqui) vale a pena ressaltar que escavações arqueológicas revelaram um antigo local de culto cristão do mundo localizado em Rihab, a 40 Km de Amã, na Jordânia, construído entre os anos 33 e 70 da nossa era. A tese dos arqueólogos sustenta que o local acolheu os primeiros cristãos até à data em que os romanos abraçaram oficialmente a fé, no século IV. Além disso, as Catacumbas de San Calixto, em Roma, as quais visitei, encontram-se, em meio as sepulturas, câmaras que serviam para a celebração religiosa e a realização de cultos o que revela que a Igreja primitiva nunca teve nada contra a reunião e a celebração litúrgica de cerimônias cristãs em ambientes especificamente preparados para esse fim. Lembro que ao visitar aquele lugar fui tomado de perplexidade em descobrir que irmãos em Cristo reuniam-se dominicalmente "embaixo da terra" para glorificar ouvir a Palavra, participar dos sacramentos, e celebrar a Cristo. 

Lamentavelmente os adeptos e defensores do niilismo eclesiástico, defendem o desigrejamento prestando com isso um desserviço a igreja de Cristo, ensinando assim conceitos antibíblicos, fundamentados numa exegese equivocada onde o cristianismo defendido é uma espécie de darbismo, cujas organizações, confissões ou vínculos eclesiásticos visíveis, são veementemente condenados.  

Isto posto, afirmo sem titubeios que o discurso contrário a igreja feito por estes além de antibíblico, é fraco, desprovido de raciocínio lógico e principalmente teológico, cujo conteúdo ilude todo aquele que comprovadamente encontra-se despreparado bíblica e teologicamente.   

Renato Vargens


Há pouco fiquei sabendo de algumas igrejas cancelarão os seus cultos em virtude das eleições. Isto mesmo, os pastores destas igrejas deixarão de adorar a Deus porque optaram em fazer boca de urna para o seu candidato a vereador e prefeito.

Caro leitor, no primeiro domingo de outubro, milhões de brasileiros em nome da democracia, escolherão aqueles que os representarão nas câmaras municipais, além de eleger aqueles que os governarão pelos próximos quatro anos.

Todos sabemos da importância do pleito e da necessidade de exercermos com responsabilidade o voto nas urnas. Sem sombra de dúvidas é extremamente louvável preocupar-se com o destino do país e das comunidades as quais estamos inseridos, no entanto, não posso deixar de compartilhar com os irmãos, a minha perplexidade com a essa nova práxis evangélica. Na verdade, infelizmente algumas igrejas em nome da “cidadania” suprimiram os seus cultos em detrimento da necessidade messiânica de fazer “boca de urna”. Sou obrigado a confessar que tal fato me escandaliza profundamente, até porque, acredito que nada absolutamente nada, seja mais importante do que estar na casa de Deus em comunhão com Aquele que nos redimiu e salvou.

Além disso, vale a pena ressaltar que a “boca de urna” é crime eleitoral. Talvez você não saiba, mais a nomenclatura "boca-de-urna" surgiu de um jargão popular e corresponde ao aliciamento de eleitores no sentido de “atrair a si, angariar, subornar, convidar, seduzir, provocar" o voto do eleitor no dia do sufrágio popular.

A proibição deste aliciamento foi criada em 1986 pela Lei 7.493, de 17/06/86 e ficou sendo repetida em diversas leis eleitorais, com exceção, da que regeu o pleito de 1992. O delito está tipificado atualmente no art. 39§ 5º, I e II da Lei 9.504/97 e o art. 41, II da Res. 20.988/02(TSE). Estas normas determinam que boca-de-urna configura crime no dia da eleição, punível com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR.

Meus prezados, aqueles que me conhecem sabem que não advogo a idéia que comumente tem tomado conta de parte dos evangélicos nos dias de hoje. Não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, não creio num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos.

É possível que ao ler este texto você afirme: o Pr. Renato está equivocado quanto as suas declarações. No entanto, basta olharmos para a história dos evangélicos na política brasileira pra percebermos que o fato de termos crentes nos poderes executivo e legislativo deste país não é suficiente para uma mudança significativa em nossa sociedade. Na verdade, o problema está para além disso, eticamente estamos adoecidos, até porque a “febre do jeitinho” nos tem feito acamar proporcionando assim, delírios e pseudovisões em nome de Deus. Na perspectiva da ética, dia de eleição é dia de exercermos livremente as nossas opções políticas e ideológicas, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de manipular, impor ou decidir por você em quem votar.

Não se esqueça que boca-de-urna, é crime, é que nós como santos de Deus, temos o compromisso de cumprirmos as leis que regem este país, afinal de contas, devemos ser sal desta terra e luz deste mundo.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens


Volta e meia alguém me pergunta qual a melhor maneira de evangelizar um amigo, colega de trabalho ou familiar? Geralmente sou indagado sobre a melhor forma de proclamar o evangelho sem que seja considerado chato por aqueles que me ouvem. 

Pois bem, pensando em ajudar àqueles que possuem dúvidas quanto ao assunto, gostaria de trazer sete dicas para evangelizar um amigo não cristão.

1- Ore e interceda a Deus por aquele que você pretende evangelizar.  Peça ao Senhor que trabalhe no coração do seu amigo, mesmo porque,  uma pessoa só pode receber a mensagem de bom grado se o Espírito Santo convence-la do pecado, do juízo e da justiça. (João 16:08)

2- Fundamente seus argumentos nas Escrituras. É importante que a pessoa que você esteja evangelizando entenda que o fundamento da sua fé não é o "achismo" de alguém que descobriu uma nova religião, mas, sim a Palavra de Deus que nos revela  quem somos, nossos pecados, suas consequências e a salvação por meio de Jesus.

3- Não tente ser politicamente correto. Essa é uma tentação que geralmente caímos visando  ser bem aceito por aqueles que nos ouvem. Na verdade, o evangelho quando pregado, poderá gerar em alguns revolta, mesmo porque, a verdade de que o homem é pecador e que se encontra morto em delitos e transgressões, ofende todo àquele que ama o pecado e deseja viver na prática dele.

4- Seja doce e firme na proclamação do evangelho. Se um por um lado não podemos abrir mão da verdade, adequando o evangelho ao ouvinte, por outro, somos chamados a pregar Cristo e as boas novas com doçura e brandura. Equilíbrio nesse caso é fundamental.

5- Pregue também pelo exemplo. Não basta você falar de Cristo se o seu comportamento, atos e atitudes não demonstrarem que Cristo o transformou. Nossas ações tem o poder de produzir um GRANDE impacto entre aqueles que nos conhecem antes mesmo da nossa conversão. Uma pessoa que lhe conhecia antes de Cristo, e testemunha sua transformação, será deveras impactado pelo poder transformador do evangelho.

6- Saiba o tempo certo e adequado para pregar o evangelho aos seus amigos. Não é sábio pregar o evangelho de forma intermitente. Sem sombra de dúvidas existe um "time" adequado para proclamar as boas novas da salvação, para tanto, você precisa rogar ao Senhor que lhe conceda discernimento, como também lhe proporcione situações e circunstâncias onde com ousadia e intrepidez você poderá pregar o evangelho àqueles que você se relacionam.

7-  Crie oportunidades relacionais.  Convide seus amigos para visitar sua casa ou visite a casa deles. Façam algumas programações juntos, joguem bola, visitem um cinema, teatro, restaurantes e faça destes momentos oportunidades para proclamar o evangelho. Particularmente penso que a amizade é uma excelente maneira para pregarmos o evangelho. Aliás, tenho plena convicção que através dos relacionamentos, Deus proporciona oportunidades para que Cristo  seja pregado. Isto posto, aproveite e pregue o evangelho,  fazendo-se presente,  orando  com e por seus amigos, abraçando-os, ajudando-os assim a verem o amor de Jesus através de sua vida, entendendo que Jesus é o caminho, a verdade e vida e que fora dele não existe salvação. (João 14:06; Atos 4:12)


Pense nisso!

Renato Vargens