quarta-feira, setembro 15, 2010

Crente não mente, exagera.

Por Renato Vargens

O alemão Hieronymus Karl Friedrich Von Münchausen (1720-1797), conhecido como Barão de Münchausen, tornou-se notório pelas muitas mentiras que contava. Segundo os relatos, o barão de Münchausen, era um tipo de pessoa que tinha por hábito criar estórias fantasiosas, extremamente detalhadas, os quais levavam os seus ouvintes a acreditarem nelas.

Certa vez ouvi alguém dizendo que crente não mente, exagera, e de fato o que tem de crente “exagerando” por aí, não está no gibi. Na verdade, os contadores de “causos” tem se multiplicado em nossos arraiais fazendo ruborizar qualquer pessoa decente.

A prática da mentira por parte de alguns líderes se deve a obsessão de alguns pastores por viverem uma vida megalomaníaca. Em virtude disto, tais indivíduos, “apóstolos” da conquista e da continua vitória, fantasiam, devaneios e utopias, os quais por razões óbvias jamais se realizarão.

A impressão que tenho é que valores absolutos como a verdade, deixaram de ser valorizados em detrimento dos alvos e objetivos pessoais dos profetas da modernidade. Ou seja, em prol de um objetivo individual e escuso, tudo é valido, até mesmo negociar a moral e a decência.

Ora, como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e imorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica neotestamentária jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, relativizarmos os retos preceitos da Santa Palavra de Deus.

Somos chamados a verdade, para vivermos em verdade, tendo compromisso com a verdade.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens
sergio disse...

Concordo plenamente com sua tese caro pr. Tenho conhecimento que muitos e sabemos, hoje fazem mercantilismo com a palavra, mas infelismente ñ condiz com a pessoa. E o lamentavel é quando "eles" nos fazem acreditar que são corretos. Ai, a decepção é bem maior. Fico a perguntar como um individuo que entra em seu gabinete pastoral para aconselhar alguem, usa de má fé. Ate pq nunca fui de me expor com ninguem, e condeno. Mas pelo tema perguntaria: existe pecadinho e pecadão? qual a diferença? Existe um certo "pastor" que ate expos sua opinião no seu blog, e comumente, todo imaculado, mas é um campeão de net e pior, namorar. Sendo casado e com filhos. Nunca ví um pr. com tantos titulos, com esta pessoa. ( Dr. em teologia, teologo e outras mais) Onde fica a conciencia? sabendo que estou adulterando? fugindo aos principios da palavra. Certa vez este me falou e achei hilario. Deus perdoa 70 vzs 7. Compactuando com esta tese.....
Devo acreditar no homem. Deus é bom mesmo ñ?

Sérgio Manchester disse...

Perfeito comentário. A mentira existe em duas faces, assim como na corrupção, pois existe quem corrompe e que é corrompido. Na mentira a recíproca é verdadeira, pois existe aquele que conta a mentira e aquele que acredita na mentira voluntariamente, sem querer fazer o mínimo juízo de valor sobre ela.Segundo Provérbios 14:15 "O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos."

DEUS também afirma isso em 2 Tess 2:9-12 "A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.
Para finalizar, somente chegamos a este ponto de apostasia nas igrejas por causa do abandono total e voluntário das Escrituras e da sã doutrina por parte dos pastores e ovelhas.

Pastor Silvano disse...

Olá, pr. Renato.
Tenho por mim que é absolutamente impossível sob a perspectiva humana dizer que não mentimos em uma ou outra situação ou ocasião. As vezes não o fazemos deliberadamente, fazemos inconscientemente.(Em meu conceito de Cristão eu procuro sempre viver pela verdade e não mentir,e sou um fervoroso defensor da verdade,por favor não me julguem). Recomendo a leitura do livro de Normam Geisler, Ética Cristã.

OH ! GLÓRIA. disse...

" Eles aumentam mas não inventam ? "
O ser humano é complicado.

Janise, Com ou Sem Crise disse...

Concordo com palavras do Sérgio Manchester e mais ainda no final onde ele diz: "Para finalizar, somente chegamos a este ponto de apostasia nas igrejas por causa do abandono total e voluntário das Escrituras e da sã doutrina por parte dos pastores e ovelhas."

Esse domingo o pastor trouxe uma palavra muito interessante sobre as diferenças entre bom e certo. Normalmente temos a tendência de fazer o bom, porque nos favorece e dá prazer, já o certo - nem sempre agrada a todos e nem nos dá tanto prazer ( pelo menos a princípio).

Anônimo disse...

É, pr. Renato,
em tempos onde vemos "crentes" com "gatonet" em casa...
Carlos Gomes

Jonis disse...

A Paz do Senhor.

Em uma das cenas finais do filme Watchmen, onde Ozymandias consegue através de meios pouco convencionais o fim das hostilidades entre o mundo capitalista e o mundo comunista e deixa o Dr. Manhattan como o vilão da história - sendo que este aceitou de bom grado ser o culpado em troca da "paz" mundial. Contudo, Rorschach não aceita os fatos por causa da mentira envolvida e é morto para garantir a "paz".
Assim como no filme, muitas vezes mentimos e mantemos uma mentira em nome de um "bem" maior. E justificamos o erro sempre dizendo que o pecado que cometemos é menor que as implicações de falar a verdade. Será mesmo?
Alguém disse em algum lugar daquele livro preto - hoje tem de outras cores - para que nós fóssemos santos como Ele é santo. Será que Ele mentiria por um "bem" maior?

OH ! GLÓRIA. disse...

Concluindo o meu irmão Gomes, além de gatonet, tem crente com carro sem ipva pago, iptu nem se fala, emprego cabide de politico, tudo é relativo.

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