Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte V

Por Renato Vargens

Ontem foi um dia especial. Os pastores Gastão e José Heleno viajaram comigo pelo interior da ilha de Santiago. Fomos de um extremo a outro, visitando cidades, vilas e lugares de singular beleza. Além disso, tive a oportunidade de conhecer Tarrafal, lugar onde existiu o Campo de Concentração criado pelo ditador português Salazar. Confesso que ao entrar naquele lugar fui tomado por profundo sentimento de comoção, o que proporcionou uma enorme angústia no meu coração. Ao adentrar a "solitária" onde os presos "mais perigosos eram colocados", foi impossível conter as lágrimas. Por incrivel que pareça o cheiro da dor e da morte ainda encontrava-se naquele lugar, levando a todos que lá estavam a um silêncio sepulcral. Nas paredes ainda se pode ver os nomes dos presos escritos à lapis ou caneta. Em uma outra galeria pude ver fotos de gente simples como a de um senhor metodista que sofreu severamente nas mãos de seus algozes por discordar da ditadura portuguêsa.

Caro leitor, nenhum país merece um governo ditadorial. O que Portugal impôs a seus presos politicos através de Salazar, faz-nos ruborizar de vergonha e dor. Deus no grande dia do juízo há de julgá-lo por seus crimes contra a vida e a humanidade.

Hoje, dia em que se comemora a reforma prostentante pregarei em três oportunidades. Pela manhã, ministrarei para os pastores e suas esposas, a tarde para os jovens, onde abordarei sobre o surgimento do movimento gospel, seus beneficios, e as distorções teológicas de nossos dias. E a noite pregarei na Assembléia Nacional de Cabo Verde para cristãos e não cristãos onde de forma prática trarei dicas de como ser um agente de transformação histórica na sociedade.

Louvado seja o Senhor que tem me proporcionado a oportunidade de falar do evangelho de Cristo! Exltado seja o seu nome que nos libertou do engano do Catolicismo Romano!

Renato Vargens


Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte IV

Por Renato Vargens
Estou impressionado com a quantidade de caboverdianos que dizem ser leitores do meu blog. Tenho recebido o comentário de inúmeros irmãos que afirmam que mesmo antes da minha chegada a esta nação, costumavam ler os meus artigos e mensagens pastorais.
Ontem à noite, estive pregando na Igreja do Nazareno na Achada do Santo Antônio. Talvez devido ao forte calor subi ao púlpito não me sentindo muito bem. Havia na parte da tarde tido um mal estar que me deixou indisposto parte do dia. Contudo, orei ao Senhor pedindo que me usa-se com poder e graça. Isto feito, coloquei-me nas mãos de Deus dependendo exclusivamante de sua misercórdia. Durante quase uma hora preguei a Palavra de Deus, sentindo que o Espírito Santo trabalhava de forma especial no coração de dezenas de pessoas que lá estavam, o que de fato pude observar através das lágrimas derramadas por muitos irmãos.
Ao final do culto, alguns me procuraram dizendo: "pastor, se o senhor pregasse três horas, nós o ouviriamos por três horas." Louvado seja o Senhor por sua graça em nossas vidas!
Hoje a noite volto a Igreja do Nazareno onde darei continuidade ao tema do Congresso. Agora pela manhã, irei com alguns pastores a Tafaral, que fica no outro lado desta bela ilha.

Em Cristo meu Senhor,


Renato Vargens

Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte III

Por Renato Vargens

O culto de ontem a noite foi especial. Todos que foram a Igreja do Nazareno puderam perceber o doce mover do Espírito Santo. Durante aproximadamente 50 minutos preguei sobre Aquele que nos ajuda a suportar os momentos de dor e dificuldade em nossas lutas diárias. O auditório estava repleto de irmãos sedentos e desejosos de ouvir a Palavra d0 Senhor, que atentamente observava cada gesto ou palavra emitida no púlpito.
Hoje a noite regressarei ao templo na Achada de Santo Antônio, onde falarei do Deus que nos oferece a possiblidade de começar de novo. No sábado pregarei em três oportunidades para publicos diferentes, pela manhã, ministrarei para os pastores e suas esposas, a tarde para os jovens, onde abordarei sobre o surgimento do movimento gospel, seus beneficios, e as distorções teológicas de nossos dias. À noite pregarei na Assembléia Nacional de Cabo Verde para cristãos e não cristãos onde de forma prática trarei dicas de como ser um agente de transformação histórica na sociedade.
No pouco tempo que tenho estado nesta nação tenho percebido que este pequeno país possui uma enorme missão. Assim como no passado serviu de entreposto, para o comércio ilicito de escravos, intermediando a ligação entre a Europa, América e África, hoje, por razões muito mais nobres Cabo Verde poderá servir como porta de entrada do Evangelho da Salvação Eterna para o restante da África.
Minha oração é que o Senhor nosso Deus, possa de forma especial capacitar os obreiros desta briosa nação fazendo deles intrumentos de salvação para África e o mundo.
Naquele que reina pelos séculos dos séculos,

Renato Vargens


Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte II

Durante todo o dia de ontem choveu copiosamente. À noite em virtude da tempestade que caiu sobre a cidade da Praia, foi inevitável não lembrar das águas de Março que fecham o verão no Rio de Janeiro. Contudo, mesmo diante das dificuldades proporcionadas pelo tempo, além do blackout que tomou conta de alguns bairros, um número impressionante de irmãos da Igreja do Nazareno estiveram no templo para ouvir a pregação do Evangelho de Cristo. No culto preguei sobre I Samuel 30, que trata da invasão dos Amalequitas a cidade de Ziclaque. Na ocasião ministrei sobre as estratégias usadas por Davi para trazer de volta a seu convívio seus familiares. Fundamentado neste texto, expus aos ouvintes alguns princípios práticos, que se aplicados em nosso cotidiano pode contribuir para a transformação de nossas casas e famílias.
Durante o dia tenho tido o privilégio de estar na companhia do Rev. Davi Araújo. Sua família tem me acolhido com exemplar hospitalidade. Tenho visto através de suas atitudes, o quão sério e respeitável é o seu ministério, como também o quão saudável é sua família. Sem sombra de dúvidas o povo de Cabo Verde é privilegiado por ter um pastor deste quilate.
Hoje pela manhã, tive a oportunidade de conhecer a CIDADE VELHA. Neste lugar, foi construído um grande forte que servia de proteção para os ataques dos piratas. Vi também o Pelourinho, onde inúmeros homens negros, sofreram horrores pelos traficantes de escravos. Nesta localidade, centenas de pessoas foram assassinadas pelos portugueses que sem dó e piedade afligiram com instrumentos de torturas uma multidão imensurável de africanos. Também visitei as ruínas onde o padre Vieira rezou uma missa antes de ir para o Brasil afligir com as doutrinas da Contra-reforma os indios brasileiros. Na cidade Velha sobre a imposição da Igreja católica os negros eram batizados a força, porque caso morressem na travessia para o Brasil (o que era muito comum de acontecer) não iriam para o purgatório. Que incoerência não é verdade?
Caro leitor ao olhar as ruínas da Cidade Velha pude imaginar quanta dor e sofrimento os traficantes de escravos juntamente com os portugueses impuseram aos africanos! Quanto sangue derramado! Somente o Senhor nosso Deus pode dimencionar a agonia vivenciada por este povo!
Hoje à noite eu volto a Igreja do Nazareno onde pregarei pela terceira vez. Minha oração é que o Senhor Todo-poderoso, possa continuar a nos abençoar ricamente derramando sobre o amável povo Caboverdiano sua doce e maravilhosa graça!

A despedida vai em CRIOLO,

ka ten nada ki Deus ka podi fazi!

Renato Vargens

Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte I

Prezados irmãos,

Depois de 12 horas de viagem cheguei a Cabo Verde. O primeiro dia nesta nação foi extremamente abençoador. Encontrei neste país um povo amável, acolhedor e extremamente abençoado. A Igreja que me recebeu é uma comunidade cristã séria e comprometida com Deus e sua Palavra.
Ontem à noite, mesmo diante do cansaço e de uma forte chuva (para os caboverdianos a chuva é uma grande bênçao, visto que no país a estação das chuvas não é longa) havia uma grande multidão na Igreja do Nazareno no Bairro da Achada de Santo Antônio (foto ao lado) desejosa de ouvir a Palavra do Senhor. Depois de algumas canções ministradas pelo ministério de música da igreja local, foi-me dada a oportunidade expor as Escrituras. Durante aproximadamente 50 minutos diante de um auditório extremamente atento, preguei sobre a intervenção do Senhor na vida de Jairo e sua familia. ( Mc 5:21-25)
Ao final do culto, antes que convidasse as pessoas para um momento de oração, espontâneamente alguns irmãos saíram de seus lugares dirigindo-se ao púlpito, curvando seus corpos e almas Àquele que reina e vive eternamente.
Caro leitor, Há uma santa expectativa no meio do povo de Deus quanto aquilo que o Senhor fará em nosso meio. Minha oração é que o Todo-poderoso possa abençoar nossos irmãos caboverdianos através de sua Palavra e presença.
Ressalto que o povo de Cabo Verde é comunicativo e extremamente simpático. No entanto, entender o crioulo (um dos idiomas locais) não é fácil, contudo, tenho esperança que até o final de minha estadia neste amável país, consiga falar e entender algumas palavras.
Hoje à noite volto a Igreja do Nazareno onde continuarei a pregar o Evangelho da Salvação eterna.
A despedida vai em Crioulo,
"ora akeli ki é puderoso pa fazi infinitamente mâs do ki tudu ki nu ta pidi y nu ta pensa conforme sê puder ki ta opera na nós a el seja glória na igrexa em Cristu Jizus pa século e século amém.
Renato Vargens

Congresso de Famílias em Cabo Verde - África

Por Renato Vargens


Entre os dias 26 de outubro e 01 de novembro estarei pregando em um Congresso de Familias, organizado pela Igreja do Nazareno, na cidade de Praia, capital de Cabo Verde na África.

Cabo Verde é um país africano, arquipélago de origem vulcânica, constituído por dez ilhas. Está localizado no Oceano Atlântico, a 640 km a oeste de Dacar, Senegal. Outros vizinhos são a Mauritânia, a Gâmbia e a Guiné-Bissau, ou seja, todos na faixa costeira ocidental da África que vai do Cabo Branco às ilhas Bijagós.

O país foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes ao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Foi colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975.

As primeiras ilhas do Arquipélago de Cabo Verde terão sido descobertas em 1456 por Diogo Gomes e Alvise Cadamosto, e as seguintes em 1461 por Diogo Gomes e António Noli ao serviço da coroa portuguesa, que encontraram as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Começaram a ser colonizadas por Portugal por meio do sistema de Capitanias hereditárias dois anos mais tarde, trazendo escravos da costa da África para plantar algodão, árvores frutíferas e cana-de-açúcar para a ilha de Santiago. Nessa ilha fundaram a cidade de Ribeira Grande, que se tornou muito importante para o comércio de escravos. A importância da cidade cresceu de tal maneira que, em 1541, foi atacada por piratas e, em 1585, pelo corsário Inglês Francis Drake. Depois de um forte ataque pirata francês, no ano de 1712, a cidade foi abandonada.

A posição estratégica das ilhas nas rotas que ligavam Portugal ao Brasil e ao resto da África contribuíram para o fato dessas serem utilizadas como entreposto comercial e de aprovisionamento. Abolido o tráfico de escravos em 1876, o interesse comercial do arquipélago para a metrópole decresceu, só voltando a ter importância a partir da segunda metade do século XX. No entanto já tinham sido criadas as condições para o Cabo Verde de hoje: europeus e africanos uniram-se numa simbiose, criando um povo de características próprias.

Os cabo-verdianos são de maioria Católica Romana (mais de 90%). Outras igrejas também estão implantadas em Cabo Verde, com destaque para a Igreja do Nazareno. A liberdade de religião é garantida pela Constituição e respeitada pelo governo. Há boas relações entre as diversas confissões religiosas.

Isto posto, rogo a o Senhor nosso Deus me use com graça e sabedoria levando-me com intrepidez a anunciar as boas novas do Evangelho Eterno.

Vale a pena ressaltar que durante o tempo em que lá estiver continuarei postando os meus artigos pastorais, além de compartilhar com vocês noticias relativas a conferência de famílias.

Naquele que Reina pelos séculos dos séculos,

Renato Vargens

Maridos que traem suas esposas.

Por Renato Vargens

O Ministério da Saúde divulgou no dia 18 de junho de 2009 uma pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, especialmente sobre o uso de preservativo nas relações sexuais. Dentre os dados apresentados, a pesquisa revelou que 21% dos homens e 11% das mulheres admitiram ter traído. Outro dado que chamou a atenção foi em relação à origem dessas traições: 7,3% dos brasileiros tiveram relação sexual com parceiros da Internet.

Há pouco dias eu estava em um restaurante em minha cidade, quando reparei que um casal extremamente entusiasmado sentou à mesa ao lado da minha. O homem deveria ter por volta de 50 anos e usava aliança na mão esquerda, o que apontava para o fato de que era casado. Num determinado momento ele percebeu que não tinha tirado o anel de sua mão e discretamente arrancou a aliança de seu dedo, tentando esconder o compromisso matrimonial.

Pois é, nossa sociedade esta repleta de casos como este. Infelizmente inúmeros maridos dão uma desculpa qualquer a sua mulher e saem com outras mulheres cometendo o pecado de adultério. Para piorar a situação a mídia através de filmes, documentários e novelas incentiva a prática deste pecado. Um claro exemplo disso é a nova novela da Globo, (Viver a vida)onde os personagens trocam de parceiros cometendo adultério com maior facilidade.

Caro leitor, infelizmente vivemos em dias onde a fidelidade conjugal não é mais valorizada, onde amor foi relativizado, e a promiscuidade incentivada.

Diante disto, mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa anunciar o Evangelho integral, além obviamente de proclamar a esta geração os valores do Reino, na expectativa de que o bom perfume do nosso Senhor alivie o odor de putrefação deste mundo mal e pervertido.

Pense nisso!

Renato Vargens

Do menor pastor do mundo a Tio Chico. A indústria do testemunho.

Por Renato Vargens

Uma das práticas litúrgicas mais comuns no meio evangélico é o chamado testemunho. É impressionante como alguns pastores gostam de um ex-alguma coisa. Os cultos neo-pentecostais, por exemplo, estão lotados de “irmãos” que cometeram delitos nos passado e que gostariam de uma “oportunidade” para compartilhar as bênçãos de Deus. Nesta perspectiva encontramos todo tipo de ex, ex-ladrão, ex-bruxo, ex-traficante, ex-michê, ex-prostituta, ex-travesti, ex-trambiqueiro, ex-aidético, ex-cafetão, ex-parceiro do diabo e muito mais.

Há pouco fui abordado por destes “EX” se oferecendo para testemunhar aquilo que Deus havia feito em sua "pobre e desgraçada" vida. A contrapartida da igreja seria uma singela oferta, além obviamente de conceder ao "nobre" EX a oportunidade de vender CDS com seu testemunho.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? A igreja de Jesus não é um circo. Chega de ouvirmos absurdos como os ensinados por falsos profetas como Rebeca Brown, Daniel Mistral e Tio Chico, que ao longo dos anos tem propagado doutrinas que se contrapõem em muito a ortodoxia cristã.

Confesso que estou cansado disso. Não me interessa as elucubrações nem tampouco as viagens esquizofrênicas de Tio Chico e cia, a Palavra de Deus me basta! Não me interessa saber se este cidadão cometeu necrofilia ou era amigo pessoal do capeta, o que me importa é Cristo Jesus e sua Palavra.

Ano retrasado vi um cartaz que dizia: “venham assistir o menor pregador do mundo”. Ora, o convite não se fundamentava na qualidade do pregador nem tampouco na sua homilia, ou capacidade teológica de expor a fé, mas sim no inusitado, no exdrúxulo. no aberrativo. Outra pessoa teve a pachorra de me oferecer a oportunidade de receber em minha igreja uma menina pastora, que aos 07 anos recebera uma nova unção de Deus. Para piorar a situação, o tempo em que as igrejas deveriam destinar à pregação da Palavra tem sido gasto com testemunhos manipuladores e interesseiros de pessoas que se sentiram agraciadas pelo “gênio da lâmpada mágica” recebendo carros, casas e dinheiro.

Fala sério! falta-me palavras para retratar minha indignação! O que fizeram do cristianismo? Que evangelho louco é esse? Ora, este não é, não foi e nunca será o Evangelho do meu Senhor.

Caro leitor, 31 de outubro se aproxima e com ele a possibilidade de refletirmos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente assim, poderemos novamente sair deste momento preocupante e patológico da Igreja evangélica.

Uma nova reforma Já!

Renato Vargens

Fui traída e agora?

Por Renato Vargens
De vez enquanto recebo emails de mulheres cristãs que compartilham a dor de terem sido traídas pelos seus maridos. Em longos e chorosos textos elas abrem o coração contando que a descoberta da traição é um dos piores sentimentos que uma pessoa pode ter. Na verdade nenhuma delas poderia imaginar que a pessoa escolhida para partilhar a vida, poderia um dia quebrar a aliança de amor, intimidade e fidelidade envolvendo-se em uma relação extraconjugal.

O choque da descoberta é implacável, até porque, a pessoa traída é incapaz de compreender o motivo que levou seu companheiro a envolver-se física, emocional e intimamente com outra pessoa. A impressão que se tem é que um caminhão passou por cima da vida destruindo sonhos, quimeras e esperanças, jogando no fundo do poço todas as lembranças de um tempo de alegria. Neste momento é comum sentir raiva e ódio do tempo gasto em galanteios, das palavras ditas, das juras de amor, dos sorrisos dados, das promessas apaixonadas.

A conseqüência direta disso é o surgimento do desejo da vingança. Neste instante a fúria cega a razão, impedindo a pessoa ofendida de pensar de forma clara e racional, sobre o grave problema vivido.

Diante disto o mais sábio não é criar retaliações, gerar ofensas ou prejudicar o parceiro, até porque, tomar atitudes baseadas nas emoções e na dor podem provavelmente levar a pessoa traída a fazer coisas sobre as quais mais tarde vai arrepender-se.

Isto posto afirmo que o melhor caminho em meio a dor e desilusão é buscar forças no Senhor, deixando com que sua graça opere em meio ao sofrimento. Somente após a ação do Espírito Santo, e de um momento de singela reflexão a pessoa ofendida, deverá decidir à luz das Sagradas Escrituras o melhor a ser feito. Vale a pena ressaltar que na multidão de conselheiros há sabedoria, e que homens e mulheres de Deus podem ajudar substancialmente no melhor caminho a ser traçado.

Pense nisso!

Renato Vargens

A Disney tem pacto com o diabo?

Por Renato Vargens

Existem igrejas que possuem uma enorme capacidade de satanizar a vida. Conheço inúmeras comunidades cristãs que ensinam que a Disney é o diabo, que a Xuxa vendeu a alma para o capeta, e que o natal é uma festa pagã e demoníaca. Para os pastores destas igrejas, assistir desenhos do Mickey, Pateta e Cia, é dar “legalidade” ao inimigo, permitindo assim com que ele destrua nossas vidas e famílias.

Pois é, Já houve tempos em que o principal inimigo dos pastores quixotescos era o bom e maravilhoso Rock in roll. Lembro que tocar rock na igreja era uma verdadeira aberração e quem isto fazia, tinha pacto com o demo.

Ora, um dos principais divulgadores destas loucuras proibitivas é o pastor Josué Yrion, que através de vídeos, CDs e pregações tem ensinado que o crente deve tomar cuidado com os personagens de Walt Disney.

Sinceramente fico admirado com o esforço que os ghostbusters evangélicos fazem para encontrar evidências de que os filmes e atividades da indústria do entretenimento são do diabo. São horas e horas de trabalho procurando órgãos genitais escondidos nas cenas. Se não bastasse isso, procuram palavras diabólicas escritas no chão, ritos macabros com crianças indefesas, além, é claro, do incentivo a prática sexual.

Caro leitor, as igrejas que vivenciam este tipo de comportamento manifestam uma enorme ignorância quanto aos ensinamentos bíblicos. Cristo nos libertou de todo tipo de rito e superstição. Nele e por ele verdadeiramente somos LIVRES. Em outras palavras isto significa dizer que não somos amaldiçoados por assistirmos o desenho da Pocahontas ou armarmos uma árvore de natal no mês de dezembro.

Isto posto, afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito aos ensinos dos teólogos quixotescos. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo. Vale à pena ressaltar que a Bíblia também nos ensina que somos de Deus e que em virtude disto maligno não nos toca. Em outras palavras, isto significa dizer que não existe esta história de que o diabo pode aprontar o que quiser na vida do cristão.

Louvado seja o Senhor que nos VERDADEIRAMENTE nos libertou e que por intermédio de sua cruz nos tornou livres.

Pense nisso!

Renato Vargens

Você já soube quem caiu?

Por Renato Vargens
É possível que ao ler titulo deste artigo, você tenha sido instigado a saber quem foi a pessoa que caiu em pecado. Na verdade, o fato de desejar ler esta matéria talvez esteja relacionado ao desejo de saber algo que ninguém sabe. Isto porque, à vontade em descobrir os dramas, quedas e dilemas das pessoas através das fofocas é algo inerente há natureza humana.

Segundo um estudo elaborado pela empresa de segurança McAfee os sites de fofoca são mais populares que os pornográficos.

Fofocar é desqualificar a vida alheia. Por favor, pare e pense: O que lhe é acrescentado através da fofoca? Para que falar aos quatro cantos que fulano é murmurador, que beltrano está endividado, que sicrana é invejosa ou que o irmão fulano de tal caiu? Ora, meu amigo, afirmo categoricamente que fofocar além de ser um grande desperdício de tempo, não contribui em nada para nosso bem-estar mental e espiritual, principalmente se o conteúdo da fofoca comprometer a vida pessoal, familiar e profissional da vítima.

Há pouco alguém me procurou com uma grande bomba dizendo: Pr. Renato você já soube da última do meio gospel? Soube quem caiu? Naquele instante fiquei incomodado com o prazer do irmão em espalhar a quantos pudesse a derrota de alguém. O fato em questão me fez lembrar a história das três peneiras:

"Augustus procurou Sócrates e disse-lhe:- Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém!
Você não imagina o que me contaram a respeito de...Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- Espere um pouco Augustus. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?- Peneiras? Que peneiras?

- Sim. A primeira, Augustus, é a da VERDADE. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?
- Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!
- Então suas palavras já vazaram a primeira peneira.

Vamos então para a segunda peneira: a BONDADE.

O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Não, Sócrates! Absolutamente, não!
- Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.V

Vamos agora para a terceira peneira: a NECESSIDADE.

Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?

- Não, Sócrates.. Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar.

E Sócrates sorrindo concluiu:

- Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!
Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque:

Pessoas sábias falam sobre idéias;
Pessoas comuns falam sobre coisas;
Pessoas medíocres falam sobre pessoas."


E você tem vocação para fofoqueiro?

Pense nisso!

Renato Vargens

O grave problema da violência no Rio de Janeiro.

Por Renato Vargens

Para a esmagadora maioria dos moradores das metrópoles brasileiras, a violência se tornou o nosso maior problema. Infelizmente o número de assassinatos, multiplica-se assustadoramente levando milhões de brasileiros a um estado de pânico, medo e insegurança. Infelizmente, as últimas noticias sobre a cidade maravilhosa são as piores possíveis. Nas últimas horas, uma guerra civil se instalou no município vitimando 29 pessoas. Se não bastasse isso, o mundo presenciou o abatimento de um helicóptero da policia militar pelo narcotráfico deixando o país embasbacado com o caos instalado na cidade.

Segundo o Alerta Total os guerrilheiros urbanos do Rio de Janeiro fazem novas ameaças de terror. O Editor Jorge Serrão afirma a existência de conversas captadas pelos serviços de inteligência das Forças Armadas e da Secretaria de Segurança do RJ, os marginais já especulam que podem usar armamento terra-ar para atingir aviões em decolagem nos aeroportos Santos Dummont e Internacional Tom Jobim.

Caro leitor, o problema da violência no Rio de Janeiro é assustador. A cada novo dia ouvimos, lemos ou presenciamos casos absurdos de barbárie onde vidas e famílias foram dizimadas pela selvageria que nos cerca.

Ao contrário de muitos acredito o problema da violência não se resolverá com a criação de novos programas e projetos sociais. Isto afirmo, pelo fato de que as favelas do Rio possuem um número incontável de projetos assistenciais nas comunidades de baixo IDH, o que por razões obvias não tem contribuído com a diminuição da violência na cidade.

Ora, não quero e nem posso ser simplista, no entanto, acredito que algumas posturas deveriam ser tomadas pelo Estado e sociedade civil com vista à diminuição gradativa da violência.

1º - O estabelecimento de um pacto de segurança entre a sociedade e poder público do Rio de Janeiro concedendo a Polícia autoridade para entrar nas favelas e enfrentar as células de crimes que se multiplicam dia após dia.

2º- Aumento de salários dos policiais militares. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é quem paga pior os seus funcionários.

3º - Ocupação Social por parte da Policia Militar nos morros e favelas do Rio de Janeiro.

4º- Forte punição aos policiais corruptos.

5º - Investimento sério e pesado na área de educação e saúde por parte do Estado.

6º- Uma nova e urgente reforma legislativa na área de segurança.

7º Reestruturação dos presídios brasileiros, tonando-os um lugar de recuperação social em vez de fábrica de delinqüentes.

8º - O estabelecimento de um pacto social entre TODOS os moradores do município. O escritor Zueni Ventura, afirmou em seu livro CIDADE PARTIDA que o Rio de Janeiro é uma cidade dividida, o que de fato é verdade.

Acredito que uma das saídas para um Rio menos violento, é o estabelecimento de um pacto social entre o asfalto e o morro. O problema é que a burguesia carioca se preocupa somente com suas casas, propriedades e mansões, não se dispondo a atravessar o túnel e dar as mãos à população miserável que vive em bolsões de pobreza. Isto posto, sou obrigado a confessar que protestos isolados na zona do sul ainda que sejam importantes na conscientização da população do caos que vivemos, não contribui para diminuição da violência no Rio de Janeiro. Na verdade, precisamos mais do que manifestações públicas, necessitamos de ações práticas que promovam a união dos cidadãos de todos os bairros do Rio em prol de um bem comum.

Amigo leitor, a situação é grave, no entanto o Rio de Janeiro ainda tem saída.

Que Deus tenha misericórdia da cidade maravilhosa!

Renato Vargens

Por teres tocado no ungido do Senhor ficarás mudo.

Por Renato Vargens

Os adeptos da teologia da prosperidade tem feito uma verdadeira lavagem cerebral na cabeça do povo de Deus. Há pouco, fiquei sabendo de um amigo que por se manifestar contra os propagadores da confissão positiva, foi amaldiçoado por um profeta gospel que lhe disse:

“Por teres falado mal do servo do Senhor, ficarás mudo até que se arrependa de ter tocado no ungido de Deus.”

Ora, é claro que ele não ficou mudo coisa nenhuma, até porque, o Evangelho de Cristo não possui nenhuma similaridade com a macumba.

Caro leitor, diante desta triste e aberrativa história sou obrigado a confessar que alguns dos denominados evangélicos passaram a fazer do nome de Deus instrumento mágico para rogar “pragas e desgraças” àqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. Como bem disse José Barbosa Júnior, nesses muitos caminhos e rumos que a igreja dita “evangélica” no Brasil tem tomado, um dos que mais preocupa é a proximidade com o “baixo-espiritismo”. Aquilo que era um de nossos maiores “adversários” parece que se transformou em modelo. Não é impossível hoje traçar paralelos entre alguns cultos “evangélicos” (principalmente os do “baixo-pentecostalismo”) e alguns rituais de terreiros de umbanda.

À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e magia negra que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste deste imenso país.

Minha esperança e expectativa é que um dia a igreja de Cristo regresse ao Evangelho puro e simples revelado por Deus em Sua Palavra e abandone essas práticas mágicas-animistas, onde em nome do Senhor os seres humanos rogam pragas e desgraças aos seus desafetos.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo!

Renato Vargens

Sincretismo brasileiro, catolicismo e São Jorge.

Por Renato Vargens

Nos primórdios da era cristã, época de Plutarco, o verbo syncretizo designava a união de diversas comunidades cretenses, quando o inimigo invadia a Grécia; esse acordo comum era syncretismos. O verbo grego Kretizo vem da ilha de Creta e significa falar e agir como um cretense. Somente a partir do século XVI, o termo sincretismo foi utilizado para designar a mistura de doutrinas filosóficas ou teológicas. Erasmo lhe deu novo significado, derivando-o do verbo Kerannyai (misturar) mais o latin crescere (syn + crescere = com cvrescer ou crescimento conjunto. A partir do século XIX , sincretismo designa a mistura de diversos cultos, divindades e religiões.”).

A luz disto gostaria de abordar os elementos do sincretismo religioso brasileiro:

1. Catolicismo medieval português: É o chamado catolicismo tradicional, que se caracteriza por ser medieval, luso-brasileiro, leigo , social e familiar. O catolicismo implantado pelos portugueses no Brasil foi o da contra-reforma, isto é, o pior tipo de catolicismo, que conservou o velho culto dos santos, com muitas práticas das supertições da idade média.

2. A cultura indígena: O índio vem contribuir na formação do animismo brasileiro com a crença na comunicação com os espíritos dos mortos ancestrais, o que resultou no culto e devoção dos últimos. Os indígenas viviam num mundo rico de lendas, cerimônias e crenças espirituais, onde os mortos e os vivos interferem e comungam entre si. O universo ameríndio era governado pelos espíritos, onde todos os acontecimentos, como a semeadura e a colheita, a caça , a pesca, a guerra e o ciclo da vida eram precedidos por cerimônias que lhe davam cunho e significado espiritual. Os índios habitantes das selvas brasileiras viviam obcecados pelo medo. Tinham crenças estranhas e eram aterrorizados pelos espíritos. Eles criam que as florestas eram infestadas pelos espíritos que se encarnavam em animais ou em membros da tribo, para encorajar ou afligir os coitados.

3. A influência africana: Os negros encontraram no Brasil um catolicismo medieval que enfatizava a participação dos santos como intermediários entre Deus e os homens. O comportamento em questão contribuiu para a sincretização cúltica de ambas culturas, onde ritmos, danças e entidades se misturavam nos eventos sociais.

Através das celebrações religiosas promovidas pela família patriarcal dificilmente os brancos se misturavam com os escravos. No entanto, era comum os negros fazerem paralelamente festas para seus deuses. Em tais ocasiões, os brancos acreditavam firmemente que os negros dançavam em glória da bendita virgem Maria e dos santos, entretanto a virgem e os santos eram apenas máscaras. Nesta perspectiva Gabriel virou Exú; Jesus, Oxalá; Maria, Iemanjá e São Jorge, Oxossi.

Caro leitor, diante desta vasta mistura não é difícil entender como este imenso país ao mesmo tempo se tornou tão religioso e tão sincrético. Isto se vê por exemplo na veneração a São Jorge que mobiliza milhares de pessoas em todo país. Na verdade, movidos por uma espiritualidade esquizofrênica multidões têm feito do “cavaleiro do dragão” a sua última esperança, onde de forma mística e "apaixonada" espíritas e católicos se unem em torno do homem da Capadócia fazendo dele um tipo de deus, cujo poder pensam ser suficente para operar milagres.

Isto se vê nas orações feitas pelos seus adeptos como por exemplo a que é praticada na Igreja de são Jorge:

"São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, Rogai por nós. São Jorge, militar valoroso, que com a vossa lança abatestes e vencestes o dragão feroz, vinde em meu auxílio, nas tentações do demônio, nos perigos, nas dificuldades, nas aflições. Cobri-me com o vosso manto, ocultando-me dos meus inimigos, dos meus perseguidores. Protegido por vosso Manto, andarei por todos os caminhos, viajarei por todos os mares, de noite e de dia, e os meus inimigos não me verão, não me ouviram, não me acompanharão. Sob a vossa proteção, não cairei, não derramarei o meu sangue, não me perderei. Assim como o Salvador esteve nove meses no seio de Nossa Senhora, assim eu estarei bem guardado e protegido, sob o vosso manto, tendo sempre São Jorge a minha frente armado de sua lança e do seu escudo. Amém."

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes as Escrituras Sagradas combatem a Idolatria. em vários textos o Senhor nos adverte que não devemos adorar outros deuses. Aliais, vamos combinar uma coisa? Essa história de veneração dos santos é absolutamente absurda, até porque, a Bíblia nos ensina que só existe um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus.

Infelizmente o Catolicismo Romano prega de forma velada uma fé politeísta e sincrética, onde santos e objetos são vistos com milagrosos. Isto posto, afirmo que, prostrar-se diante de imagens, seguir romarias, ou rogar aos diversos santos católicos que façam milagres, é além de anti-bíblico, herético, até porque, só existe um caminho para Deus e este é o unigênito do Altíssimo.

Pense nisso!

Renato Vargens

O seu pastor é ético?

Renato Vargens

O portal Elnet formulou uma pesquisa cujo título era: “O seu pastor é ético?” 5008 pessoas participaram da pesquisa que trouxe o seguinte resultado:

Não tenho como avaliar – 4.4 %
Sim, em todas as atividades da igreja – 22.3 %
Sim, em apenas algumas atividades da igreja – 34.1 %
Não, ele é completamente antiético – 1.7 %
Não, porque ele transparece falta de ética em algumas atividades – 37.6 %

O resultado desta pesquisa deixou-me angustiado, até porque, parte-se pelo pressuposto que pastores que conduzem o rebanho de Cristo deveriam ser honestos, no entanto o que percebemos é que alguns destes líderes são considerados pelo povo de Deus como pessoas sem nenhuma ética.

Há pouco tempo, ouvi a história de um crente que ao ser reprovado no exame de uma auto-escola, recebeu a proposta por parte do examinador de pagar por fora R$ 50, 00, a fim de que o exame fosse refeito. Tal “irmão” sem titubeios prontamente aceitou, dizendo ser aquilo a uma grande benção de Deus, afinal de contas o que importa é não perder.

Diante deste triste relato sou obrigado a lhe perguntar: Será que os fins justificam os meios? Será que devemos dar um “jeitinho” em tudo para atingirmos os nossos objetivos? Será que sempre tenho que ganhar alguma coisa? Ora, claro que não. Entretanto, essa sociedade encontra-se tão adoecida, que práticas como esta, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.

Ora, neste tupiniquim país, percebe-se a olhos vistos que o número daqueles que se consideram evangélicos é a cada dia mais elevado. Entretanto, sou obrigado a confessar que boa parte destes que freqüentam ou dirigem os nossos cultos não tiveram uma genuína experiência de conversão. Na verdade, tais pessoas, movidas por um misticismo exacerbado, além de uma fé fundamentada no hedonismo, procuram em Deus as bênçãos que tanto necessitam, pregando um Cristo serviçal onde o que interessa é satisfazer suas necessidades pessoais.

Infelizmente em alguns lugares deste imenso país ser crente virou moda. Isto porque, artistas, modelos e jogadores de futebol, além de socialites e emergentes, descobriram na fé cristã um tipo de amuleto pelo qual podem ser protegidos da inveja e do mal. Infelizmente, disciplina, oração e santidade não fazem parte da práxis de vida de muitos, aliás, para estes, Deus não passa de um galardoador, ou interventor, o qual mediante as orações determinantes submete-se a vontade de seus filhos atendendo todos os seus “decretos” instantaneamente.

Como afirma J.I Packer, a igreja necessita urgentemente recuperar a visão correta da vocação pastoral. Além disso é também indispensável que entendamos que Cristo fez dos pastores guias espirituais, homens qualificados por Ele, capazes de conduzir o rebanho sedento de pastores-pastores, que, com amor e compaixão, consagraram seu tempo para ouvir o clamor de almas cansadas, aflitas, ovelhas que estão em busca de orientação espiritual e transformação.

Pense nisso!

Renato Vargens

O embuste de Fátima

Por Renato Vargens

O Ex-sacerdote católico pastor Barbosa Neto escreveu relatando a verdade sobre a aparição da Virgem Maria em Fátima, o qual compartilho abaixo:

“Fátima, além de ficar situada numa região montanhosa, que na época das ‘aparições’ estava desprovida de bons e eficientes meios de comunicação, encontra-se numa zona onde se consome vinho de elevada graduação alcoólica, com uma população na sua quase totalidade, analfabeta e supersticiosa. É preciso não esquecer que o que nesta gente ignorante se conserva com o nome de ‘religião cristã’ não é mais do que superstição nas suas exteriorizações mais grosseiras e inferiores.

A mãe de Lúcia, lia aos filhos episódios do Velho Testamento, nos quais a divindade está em contato direto e permanente com os homens e Lúcia, por conseqüência, considerava fato trivial a ‘aparição’ nos seus dias de entes sobrenaturais a qualquer pessoa. Os padres, que naquela região gozavam de grande prestígio e autoridade e, seguidos às cegas, eram escutados e obedecidos pela população, e ‘espertos’ como bem se pode dizer que eles eram, orientavam e guiavam a vida toda na sua paróquia. Não tenham a menor sombra de dúvidas que os padres daquela região diante deste meio propício, no mais alto grau, à crença no sobrenatural, que fizeram agir as três crianças no sobrenatural, utilizando os três pequeninos videntes tais como suas marionetes, que em 1917 tinham dez, nove e sete anos de idade, respectivamente. A cúpula da Cúria Romana, a bem da verdade, no princípio não acreditou durante 13 anos nas ‘aparições’ da ‘senhora’ de Fátima, artimanhas engendradas pelos então padres de Fátima, mas quando verificou que milhares e milhares de pessoas acorriam a Fátima, entre 13 de maio a 13 de outubro, de cada ano, dando-lhes altos lucros financeiros, políticos e prestígio eclesiástico, apressou-se a reconhecê-las, em 1930, como fenômeno sobrenatural, oficialmente.”

No dia 15 de Julho de 1999, o canal 1 da RTP transmitiu um debate entre dois padres católicos sobre Fátima. Eram eles, o padre monsenhor José Geraldes Freire, a favor de Fátima e o padre Mário de Oliveira, contra Fátima. Este debate, ou frente-a-frente, foi moderado pela jornalista Judite de Sousa.

À pergunta feita pela jornalista, sobre a beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco, o padre Mário respondeu que "todas as crianças são inocentes e a melhor expressão do reino de Deus é que estas crianças foram vítimas de exploração e maus tratos e ainda agora estão a ser exploradas".

Ao ser questionado se ainda se considera um padre católico, ele responde que «procura seguir o Deus revelado em Jesus de Nazaré e em Maria; não o Deus da Senhora de Fátima. "O cristianismo de Fátima tem mais de paganismo do que de Jesus". E Nossa Senhora não é o mesmo que Maria, mãe de Jesus ? - pergunta a jornalista. "Senhor, na Bíblia, quer dizer Deus. No santuário de Éfeso também havia uma divindade e Paulo insurgiu-se contra ela. Senhora, é um título divino e isto é idolatria. Ela diz que é a escrava do Senhor e não a Senhora do Senhor. As aparições de Fátima são demoníacas, não está ali a marca de Jesus."

A escritora Mary Schultze compartilha que diante da falácia do Catolicismo o famoso pregador C. G. Spurgeon afirmou:

"Não encontro palavras por demais severas. Se cada frase minha fosse um trovão e cada palavra, um relâmpago, mesmo assim não seriam fortes demais para protestar contra a maldito sistema que tem degradado a terra inteira, levando-a a beijar os pés do papa e que ainda continuar a rebaixar a nossa nação, e isso através de uma igreja dita protestante. Ó Deus Todo Poderosos, Tu que é o Deus de Latimer e de Ridley, o Deus dos mártires, cujas cinzas ainda se encontram entre nós, será que vais tolerar que este povo volte aos falsos deuses, aos santos e santas, às virgens e crucifixos, às relíquias e às baforadas de fumaça e ao domínio tenebroso? Pois a isso ele vai chegar, se a Tua graça não prevalecer. Ó, meu ouvintes, Jesus é o único Salvador dos filhos dos homens. Creiam nele e vivam. Este é o único evangelho e vocês estarão correndo perigo se não o receberem, por amor a Cristo”.

Caro leitor, a fé evangélica não se fundamenta em aparições descabidas de santos ou anjos. Para os crentes o que importa é a fé exclusiva no Filho de Deus. Em Cristo, por Cristo e através de Cristo é que somos salvos, junta-se a isso o fato de que as Escrituras Sagradas afirmam que só existe um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus.

A Ele toda glória!

Renato Vargens

O perigo mora ao lado

Por Renato Vargens

O jornal O FLUMINENSE publicou neste domingo que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas de violência no Estado do Rio de Janeiro. Segundo o jornal, em 2008, 1.016 mulheres receberam ameaças em Niterói, enquanto 1.848 sofreram lesão corporal e outras 10 foram mortas. Em São Gonçalo, os números são ainda mais preocupantes: 1.823 sofreram ameaças provenientes de violência doméstica, 2.314 foram agredidas e 20 foram assassinadas, de acordo com dados do Dossiê Mulher, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-RJ), este ano. O mais grave nessa cruel estatística é que cerca de 70% dos agressores são conhecidos ou muito próximos das vítimas, quando não seus próprios companheiros.

Caro leitor os altos índices de agressão contra a mulher no Brasil exigem de todos nós um posicionamento e atitude que traduza o compromisso ético, político e público de contribuir para a erradicação desse tipo de violência.

A violência contra a mulher é uma agressão ao Criador e em hipótese alguma as mulheres devem se sujeitar a qualquer tipo de abuso.

Isto posto afirmo que os batem em suas companheiras devem ser tratados com o rigor da lei sendo denunciados a polícia e respondendo publicamente pelos seus crimes. Para tanto, as mulheres devem enfrentar os pré-conceitos e as ameaças provinientes dos seus companheiros depositando no poder público a confiança de que seus agressores serão punidos pelos seus atos de violência.

Pense nisso!

Renato Vargens

Aprendendo a descansar no Senhor

Por Renato Vargens

Em 12 de abril de 1850, Charlles Spurgeon escreveu em seu diário:

“As coisas terrenas tem demasiadamente absorvido meus pensamentos hoje. Não tenho sido capaz de fixar minha atenção inteiramente em meu Salvador. No entanto, apesar disso, O Senhor não tem me ocultado o Seu rosto. Ainda que tentado, não fui abatido; ainda que provado, não fui vencido; verdadeiramente, tudo isso é pela soberana misericórdia de Deus. Eu desejo de novo, neste dia, solicitar que o sangue de Jesus que expia o pecado, limpe meus pecados. Oh Deus, mantenha-me embaixo, e então não temerei cair! Oh, visita a Sião e preserva a Tua Igreja; faz que resplandeça em glória! As chuvas de Abril estão caindo hoje; o Senhor não esquece Suas promessas. Jesus tomou meu coração: “Antes que eu o sentir, minha alma me pôs entre os carros de Aminadab”. “Faz-me saber, oh tú a quem ama minha alma ama, onde apascentas, onde descansa ao meio-dia”; quero estar sempre contigo, oh Amado meu, sem mancha e o más formoso! Reúna-se comigo a cada dia, pois Teu abraço é o céu; santifica-me, prepara-me, ajuda-me a produzir fruto e a ser Teu para sempre!"

Caro leitor, que oração maravilhosa não é verdade? Por acaso você já percebeu que não são poucas as vezes que agimos de forma diferente de homens de Deus como Spurgeon? Quantas não são os momentos que murmuramos em virtude da aparente escassez de víveres em nossa existência?

Pois é, como bem afirmou o príncipe dos pregadores gastamos parte do nosso precioso tempo preocupados com as coisas terrenas, quando deveríamos descansar exclusivamente no Senhor experimentando o seu cuidado e providência.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e nos ensine a confiar nele!

Pense nisso!

Renato Vargens

Os falsos atributos de Maria

Por Renato Vargens

O modo como a Igreja Católica trata Maria aponta o quão heréticos são os ensinamentos romanos. O que nitidamente se percebe é que o Papa e sua igreja há muito fizeram da mãe de Cristo um ser divino. Isto se claramente se vê nos atributos a ela destinados: “mãe de Deus”, “mãe do meu Senhor”, “mãe de nosso Deus”; “virgem prudente”, “Virgem santíssima”, “nobre senhora”, “mãe de misericórdia”; “nossa senhora das dores”, “nossa senhora das mercês”; “mãe amável”, “mãe bela”, “mãe querida”, “virgem do risco do Amor”, “virgem de toda alegria”,”virgem das altas montanhas” ,“virgem do entusiasmo”, “virgem dos desamparados”, “virgem de todos os lares”, virgem da paz para o mundo, rainha dos céus, "rainha imaculada" , "estrela da manhã" e centenas de atributos mais.

Para piorar a situação, no Compêndio Vaticano II – pág 109 existe a afirmaçao: "... A bem aventurada virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, adjutriz, medianeira, intercessora”

Caro leitor, Maria nasceu em pecado, viveu em pecado e só pôde ser salva mediante sua fé em Cristo Jesus. Os que rezam para Maria, blasfemam contra Deus, fazendo desta serva do Senhor um ser divino. Ao afirmar que ela ouve orações, os católicos romanos concedem-lhe atributos que pertencem exclusivamente a Deus. Ora, Maria não é onipresente, onisciente e onipresente, e, portanto não pode ouvir orações.

Isto posto, afirmo sem titubeios que ainda que tenha possuído virtudes incontáveis, Maria não foi imaculada, nem tampouco perfeita em seus caminhos. Afirmo também que a tradição católica de que ela foi assunta aos céus é herética, e anti-bíblica e que como qualquer pessoa que morre em Cristo não pode interceder pelos vivos, e que esta função de interceder junto ao Pai pelos santos de Deus, cabe exclusivamente ao Senhor Jesus.

Isto posto, concluo que em Cristo, por Cristo e por intermédio de Cristo é que somos SALVOS e que Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.

Solus Christus,

Renato Vargens

O Catolicismo Romano e a intercessão pelos mortos

Por Renato Vargens

A Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.

Para os católicos romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.

Ora, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.

Pense nisso!

Renato Vargens

As Romarias e a idolatria do Catolicismo

Por Renato Vargens

A fé pregada pelo Catolicismo Romano é absurdamente herética. Para que você tenha idéia do que estou falando, o Brasil possui inúmeras romarias cujo propósito é a veneração dos chamados santos. Em cada uma destas procisões, milhares de pessoas seguem comovidamente a imagem de um santo qualquer na expectativa de que milagres aconteçam em suas pobres vidas.

Em Juazeiro do Norte-CE, acontecem pelo menos três grandes romarias. Na maior delas, a cidade recebe cerca de 550 mil romeiros. Bom Jesus da Lapa-BA, que também tem três festas por ano, recebe cerca de 600 mil romeiros na festa do Bom Jesus. Em Canindé-CE, aproximadamente 400 mil devotos comparecem à romaria. Em Trindade-GO, na festa do Divino Pai Eterno, as autoridades estimaram que 800 mil romeiros e visitantes estiveram na cidade (no ano 2000). Em Aparecida do Norte-SP, quase dois milhões de pessoas visitam a cidade durante o ano. Só em outubro, na festa da padroeira, 500 mil peregrinos chegam à cidade. Em Divina Pastora-SE, a romaria é concentrada em um só dia, quando a cidade recebe cerca de 80 mil pessoas. Em Belém-PA, durante o Círio de Nazaré, a capital paraense já chegou a receber meio milhão de romeiros. (A Pátria Para Cristo, Ano LV - Nº 220).

Ora, os motivos de idolatria são os mais curiosos: em uma cidade no Ceará o povo adorava um "santo" sem cabeça. É que construíram o corpo do "santo" lá em cima do morro, mas fizeram a cabeça na parte de baixo do morro. Como a cabeça ficou muito grande e pesada, não conseguiram transportá-la morro acima para colocá-la no corpo. Então, os mais acomodados adoravam a cabeça do santo aqui em baixo, enquanto os mais destemidos subiam o morro, fazendo o sacrifício, para adorar o corpo sem a cabeça. Em Trindade-GO, milhares de fiéis ficam horas em uma fila para a "beijança" - que é um ritual onde as pessoas beijam uma fita dependurada atrás do altar da igreja matriz. Em Carnaúba-RN, os crédulos adoram um galo feito de pedra. Em Santa Brígida-BA, o alvo da adoração e romaria não é sequer um "santo", mas um beato, falecido há alguns anos. Em Divina Pastora-SE, os romeiros caminham 40 quilômetros a pé para adorar a padroeira, beber cachaça e voltar para casa. Em Canindé-CE, os devotos carregam pedras enormes na cabeça. Em Juazeiro do Norte-CE, até chá feito com uma estátua do padre Cícero já tomaram! (A Pátria Para Cristo, Ano LV - Nº 220).

Por falar em Padre Cícero, todos os dias, chegam em Juazeiro do Norte no Ceará, dezenas de caravanas com devotos. Anualmente passam pela cidade milhares de romeiros com o fim de prestar adoração e louvor ao Padre Cícero Romão Batista. A imagem do santo é cultuada e venerada com fervor. Grandes procissões são realizadas na qual se faz presente a imagem do santo que é acompanhada por seus muitos fiéis, devotos e pagadores de promessas.

Caro leitor, as Escrituras Sagradas combatem a Idolatria. Em inúmeros textos o Senhor nos adverte que não devemos adorar outros deuses. Aliais, vamos combinar uma coisa? Essa história de veneração dos santos é absolutamente absurda, até porque, a Bíblia nos ensina que só existe um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus.

Infelizmente o Catolicismo Romano prega de forma velada uma fé politeísta e sincrética, onde santos e objetos são vistos com milagrosos. Isto posto, afirmo que, prostrar-se diante de imagens, seguir romarias, ou rogar aos diversos santos católicos que façam milagres, é além de anti-bíblico, herético, até porque, só existe um caminho para Deus e este é o unigênito do Altíssimo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Muito prazer, eu sou a filha da soberba.

Por Renato Vargens

Lutero comumente dizia que existem três cachorros perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja, e que quando mordem deixam uma ferida profunda. Shakespeare costumava dizer que possuir um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente; já, Miguel de Cervantes afirmava que a Ingratidão é filha da soberba.

Pois é, a ingratidão de vez em quando se faz presente em nossos relacionamentos, e ser alvo dela é absolutamente estarrecedor. Comumente recebo em meu gabinete inúmeras pessoas que se queixam das ações e reações de amigos e entes queridos que por motivos banais esqueceram no canto da existência expressões de afetividade e amor. Tais indivíduos influenciados pela soberba e arrogância, desenvolveram em seus corações um espírito indolente e debochado onde a auto-suficiência se faz presente.

Ora, sofrer ingratidão por parte daqueles com quem nos relacionamos é extremamente dolente. Infelizmente num mundo “ensimesmado” e egoísta como o nosso, tornou-se comum encontrarmos nas estradas da vida pessoas ingratas. O apostolo Paulo afirmou em sua segunda carta a Timóteo de que nos últimos tempos os homens seriam amantes de si mesmos. Na verdade, segundo Paulo, a geração dos últimos dias estaria muito mais preocupada com seu próprio umbigo, do que com a dor do próximo.

O imperador brasileiro Pedro II, em um esplêndido soneto sobre a ingratidão afirmou que a dor que maltrata, a dor cruel que o ânimo deplora que fere o coração e quase mata, é ver na mão cuspir, à extrema hora, a mesma boca aduladora e ingrata, que tantos beijos nela deu outrora.”

Pense nisso!

Renato Vargens

Culto ao Personalismo, quando o pastor cai em tentação.

Por Renato Vargens

O neo-pentecostalismo traz em seu bojo uma forte ênfase ao personalismo. Com raríssimas exceções, as denominações neo-pentecostais usam e abusam da figura pública do pastor. Na verdade, elas dependem exclusivamente do aparecimento de personalidades carismáticas, cuja postura e comportamento impõem um estilo populista sobre a comunidade da fé.

Pois é, infelizmente, inúmeros líderes evangélicos têm contribuído para esse trágico culto da personalidade quando alegam possuir virtudes e dons especiais, atribuindo a si mesmos títulos como o de apóstolos, bispos e paipostolos.

Os reformadores protestantes do século 16 ao contrário dos simonistas pós-modernos, contestaram este pérfido sistema cujos líderes eram tidos como detentores de um poder espiritual especial. Para os apóstolos do primeiro século o que valia era o princípio bíblico de que todos os crentes são sacerdotes de Deus (I Pd 2.5,9; Ap 1.6) e, portanto, são todos iguais diante dele.

O pastor ao aderir ao personalismo cai em tentação, permitindo assim que o adversário de nossas almas o leve a cometer o pecado de querer ser igual a Deus. Como bem disse o Hermes Fernandes "Todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser Deus..”

Pois é cara pálida, que o Senhor nos livre disso!

Pense nisso!

Renato Vargens

As heresias do Catolicismo Romano

Maria como co-redentora.
Por Renato Vargens
Antes de morrer o papa João Paulo II, recebeu inúmeros pedidos para que assinasse um novo dogma em que a Igreja reconheceria Maria como co-redentora juntamente com Jesus. O líder desse movimento é o Sr. Miravalle, 41 anos, professor de Mariologia numa das mais conservadoras universidades católicas da Itália. Desde então, o papa recebeu mais de seis milhões de assinaturas de 148 países solicitando que ele conceda a Maria a mais alta promoção. Além disso, o Sr. Miravalle recebeu o apoio de 550 bispos e 42 cardeais, incluindo o Cardeal John O’Connor e a Madre Teresa de Calcutá antes de suas mortes.

Segundo Miravalle: O Papa João Paulo II usou o título de co-redentora pelo menos em seis ocasiões. Em sua homilia em Guayaquil, Equador, em janeiro de 1985, João Paulo II declarou que Maria estava "crucificada espiritualmente com seu Filho crucificado" e que "seu papel como Co-redentora não cessou depois da glorificação de seu Filho".

Caro leitor a afirmação dos católicos romanos de que Maria é co-redentora juntamente com Cristo é blasfêmia. A salvação dos homens se dá pela fé no Filho de Deus. Somente por Ele, somos libertos do domínio do adversário das nossas almas. Jesus Cristo afirmou que Ele é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém pode ir ao Pai se não for por Ele. Junta-se a isso, o fato inquestionável de que como qualquer mortal, Maria foi concebida em pecado, e como pecadora que era, só pôde ser salva mediante sua fé em Cristo Jesus. Afirmo sem titubeios que ainda que tenha possuído virtudes incontáveis, Maria não foi imaculada, nem tampouco perfeita em seus caminhos. Afirmo também que a tradição católica de que ela foi assunta aos céus é herética, e anti-bíblica e que como qualquer pessoa que morre em Cristo não pode interceder pelos vivos, e que esta função de interceder junto ao Pai pelos santos de Deus, cabe exclusivamente ao Senhor Jesus.

Isto posto, concluo que em Cristo, por Cristo e por intermédio de Cristo é que somos SALVOS e que Maria não pode fazer absolutamente nada pela humanidade.

Solus Christus,

Renato Vargens

O neopentecostalismo e a prática da simonia.

Por Renato Vargens

Simonia pode ser definida como a venda de favores divinos, bênçãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, e outras coisas mais. A etimologia da palavra provém de Simão, mencionado por Lucas em Atos dos Apóstolos (8, 18-19), que tentou comprar de Pedro o poder de transmitir pela imposição de mãos o Espírito Santo ou de efetuar milagres.

Na Idade média a simonia provocou sérios problemas à postura moral da Igreja. A prática da simonia foi uma das razões que levou Martinho Lutero a escrever as suas "95 teses" e a rebelar-se contra a autoridade de Roma.

Hoje, infelizmente a simonia é uma das principais características do neopentecostalismo brasileiro, onde bênçãos e prosperidade são trocadas por dinheiro. Igrejas como a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, dentre tantas outras , tem ao longo dos anos propalado heresias das mais estapafúrdias, comercializando em seus cultos, objetos mágicos, utensílios ungidos, dentre outras coisas mais.

Vale a pena ressaltar que o Apostolo Pedro, diante da oferta de Simão, não se deixou levar pela tentação do dinheiro, antes pelo contrário, repreendeu severamente aquele que desejava comprar as bênçãos de Deus.

Caro leitor, a simonia é um pecado grave que deve ser combatido pela Igreja de Cristo. Sem sombra de dúvidas, a prática de comercializar a fé não é bíblica, e os que agem desta forma devem ser repreendidos, bem como chamados ao arrependimento publicamente.

Isto posto, afirmo que fazer vista grossa aos simonistas pós-modernos, constitui um grave pecado diante do Senhor que exige de nós firmeza e zelo pela sua Palavra.

Pense nisso!

Renato Vargens

Crentes que preferem a escravidão!

Por Renato Vargens

Às vezes sou levado a acreditar que parte dos evangélicos preferem viver debaixo do chicote da teologia do medo. Isto afirmo pelo fato de que alguns dos denominados cristãos não conseguem lidar com a liberdade adquirida em Cristo Jesus. Para estes o que o vale é o estalar do azorrague do pavor.

Há pouco eu revi a trilogia do filme Matrix. O filme é repleto de mensagens sutis, dentre as quais da existência de pessoas que preferem viver no mundo irreal a libertar-se da Matrix. Isto me faz lembrar inúmeros crentes em Cristo Jesus que optaram por viver a vida cristã em casulos ilusionários. Para estes, não vale a pena livrar-se dos habitáculos escravocratas, até porque, o mundo real vai de encontro a tudo aquilo que sempre combateram. Os crentes “matrixados” preferem a prisão de doutrinas opressoras a liberdade em Cristo Jesus.

Infelizmente alguns cristãos preferem sentir-se ameaçados pelo diabo do que desenvolver uma fé cristã saudável. No que tange a generosidade, boa parte dos cristãos não conseguem lidar com a liberdade de contribuir financeiramente com a causa do reino. Para estes, ofertar e dizimar sem o chicote do medo estalando em suas almas não faz o menor sentido. Em outras palavras por não se sentirem cobrados ou amaldiçoados por não serem dizimistas, tais pessoas se eximem da responsabilidade de contribuir com o Reino de Deus, proporcionando, por conseguinte inúmeros problemas a comunidade da fé.

Aliáis, você já se deu conta da existência de cristãos que não conseguem lidar com a liberdade? Pois é, para estes a liberdade é a antitese de uma vida livre. Em contra partida a escravidão é o berço esplêndido de uma vida plena. Em outras palavras, os crentes em questão preferem viver sob as ameaças de Macedo, Soares, Hernandes, Malafaia e Cerullo e outros profetas da prosperidade do que a liberdade em Cristo Jesus.

Prezado amigo, infelizmente um número significativo de cristãos, salvos em por Deus, ao ouvirem a mensagem libertadora do evangelho de Cristo, recusam o mundo real preferindo o “lerê, lerê” da Matrix.

Pense nisso!

Renato vargens