Contando as bênçãos de Cabo Verde - Parte II

Durante todo o dia de ontem choveu copiosamente. À noite em virtude da tempestade que caiu sobre a cidade da Praia, foi inevitável não lembrar das águas de Março que fecham o verão no Rio de Janeiro. Contudo, mesmo diante das dificuldades proporcionadas pelo tempo, além do blackout que tomou conta de alguns bairros, um número impressionante de irmãos da Igreja do Nazareno estiveram no templo para ouvir a pregação do Evangelho de Cristo. No culto preguei sobre I Samuel 30, que trata da invasão dos Amalequitas a cidade de Ziclaque. Na ocasião ministrei sobre as estratégias usadas por Davi para trazer de volta a seu convívio seus familiares. Fundamentado neste texto, expus aos ouvintes alguns princípios práticos, que se aplicados em nosso cotidiano pode contribuir para a transformação de nossas casas e famílias.
Durante o dia tenho tido o privilégio de estar na companhia do Rev. Davi Araújo. Sua família tem me acolhido com exemplar hospitalidade. Tenho visto através de suas atitudes, o quão sério e respeitável é o seu ministério, como também o quão saudável é sua família. Sem sombra de dúvidas o povo de Cabo Verde é privilegiado por ter um pastor deste quilate.
Hoje pela manhã, tive a oportunidade de conhecer a CIDADE VELHA. Neste lugar, foi construído um grande forte que servia de proteção para os ataques dos piratas. Vi também o Pelourinho, onde inúmeros homens negros, sofreram horrores pelos traficantes de escravos. Nesta localidade, centenas de pessoas foram assassinadas pelos portugueses que sem dó e piedade afligiram com instrumentos de torturas uma multidão imensurável de africanos. Também visitei as ruínas onde o padre Vieira rezou uma missa antes de ir para o Brasil afligir com as doutrinas da Contra-reforma os indios brasileiros. Na cidade Velha sobre a imposição da Igreja católica os negros eram batizados a força, porque caso morressem na travessia para o Brasil (o que era muito comum de acontecer) não iriam para o purgatório. Que incoerência não é verdade?
Caro leitor ao olhar as ruínas da Cidade Velha pude imaginar quanta dor e sofrimento os traficantes de escravos juntamente com os portugueses impuseram aos africanos! Quanto sangue derramado! Somente o Senhor nosso Deus pode dimencionar a agonia vivenciada por este povo!
Hoje à noite eu volto a Igreja do Nazareno onde pregarei pela terceira vez. Minha oração é que o Senhor Todo-poderoso, possa continuar a nos abençoar ricamente derramando sobre o amável povo Caboverdiano sua doce e maravilhosa graça!

A despedida vai em CRIOLO,

ka ten nada ki Deus ka podi fazi!

Renato Vargens

1 comentários:

Só uma pergunta, o pastor aprendeu em Cabo Verde tocar tambor de criola ?, quanto ao tema exposto digo que todo ser humano precisa sair um periodo da rotina, desligar o automático e ficar no mecanico, sim pastor deve tirar férias com sua familia, renovar suas forças faz parte do cuidar do templo sagrado.
Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

Gilbert Raposo
5 de fevereiro de 2010 18:27 comment-delete