Sinais da Volta de Cristo - Parte V

Terremotos

Por Renato Vargens

E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. (Mt 24:1-8)

O mundo ainda não se recuperou da tragédia do Haiti e acabamos de receber a notícia de que um forte terremoto atingiu o Chile às 03:34 da manhã (horário de Brasilia.) O terremoto, teve cerca de um minuto de duração, e estremeceu prédios na capital, Santiago, a 325 km de distância. Várias regiões da cidade ficaram sem energia e muitos chilenos, com medo, saíram às ruas. Até agora, estima-se que o número de mortos pelo terremoto de 8,8 graus chega a 700 pessoas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas afirmam que um dos sinais que apontariam para a volta de Cristo seria a manifestação de terremotos. Tudo bem, que os terremotos sempre existiram, no entanto, a multiplicação destes nos leva entender de que a volta de Cristo está próxima. . Uma pesquisa feita em meados de 1980, mostra a realidade deste fenômeno, como mostra o quadro a seguir:
Os terremotos vem aumentando assustadoramente com o passar dos anos.
• No século XV ocorreram 115 terremotos
• No século XVI ocorreram 253 terremotos
• No século XVII ocorreram 378 terremotos
• No século XVIII ocorreram 640 terremotos
• No século XIX ocorreram 2.119 terremotos

Em 1906 em São Francisco um terremoto sacudiu a cidade, matando varias pessoas e destruindo muitas casas. Em 1923 na cidade de Tóquio um terremoto matou 143.000 pessoas. Em 2005 mais 900 mil pessoas morreram em virtude de um Tsunami na indonésia, Há menos de dois meses quase 300 mil pessoas morreram no Haiti.
Prezado amigo, os terremotos tem acontecidos em numero cada vez maior em espaços cada vez menores, o número de terremotos ocorridos nos últimos nos é de assustar. De fato a palavra de Cristo esta se cumprindo, mas isso é só o PRINCÍPIO DAS DORES.

Cristo está voltando!

Maranata!

Renato Vargens

Se eu não der o dízimo eu perco a salvação?

Por Renato Vargens

Há pouco recebi um email de uma irmã que angustiada compartilhava que o pastor havia lhe dito que quem não é dizimista perde a salvação.

Caro leitor, essa corja safada que toma para si o titulo de pastor e afirma uma aberração deste quilate me deixa enojado. Os caras estão passando dos limites. Afirmar que a salvação do crente está atrelada aos dízimos é mais pura picaretagem. Cristo derramou seu precioso sangue para nos salvar, e isso é fruto de seu imenso amor. Não existe nada que façamos ou deixemos de fazer, obra alguma, que tenha o poder de comprar a nossa salvação.

Com bem afirmam as Escrituras somos salvos pela sua graça e absolutamente nada pode nos arrebatar de suas mãos.

Prezado amigo como já firmei neste blog a Bíblia é enfática em afirmar a segurança dos crentes. Para as Sagradas Escrituras, não é possível com que o verdadeiro crente afaste-se definitivamente da graça de Deus, mesmo porque, as doutrinas bíblicas quanto a garantia da salvação são extremamente claras.

Por favor, leia atentamente o o texto abaixo:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.” Jo 10:27-29

O texto em questão é claro. O crente que nasceu de novo, nunca há de perecer. Junta-se a isso o fato de que ninguém é poderoso suficientemente para arrancar os salvos das mãos do Senhor. É indispensável também que entendamos que o fato de alguém acreditar que o cristão pode jogar fora a salvação que o Pai lhe deu, aponta efetivamente para o desconhecimento das doutrinas bíblicas. Além disso, foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “Todo o que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (Jo 6:37) Vale também a pena ressaltar de que o Senhor Jesus ao ascender aos céus, deixou-nos o Espírito Santo como garantia da nossa salvação. A presença do Espírito em nós é a esperança e convicção da vida eterna. O Espírito Santo é o penhor, o qual nos garante irrevogavelmente a eternidade com Deus.

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Ef 1:13)

“O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. (Ef 1:14)

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”.
(Ef 4:30)

“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”. (2Co 1:22)

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo pela Salvação eterna! Engrandecido seja o seu nome, porque a salvação das nossas almas não depende dos nossos esforços, e sim exclusivamente dele. Somos irremediavelmente salvos, vamos viver com Cristo pelos séculos dos séculos amém!

Pense nisso!

Renato Vargens

A música gospel e a proliferação de heresias.

Por Renato Vargens


Lamentavelmente a Igreja brasileira tem experimentado nos últimos anos uma variedade enorme de falsos ensinos. São tantas as heresias disfarçadas de "doutrinas" que é impossível não sentir-se envergonhado diante de tanta aberração. Infelizmente boa parte destas discrepâncias teológicas se deve as canções cantadas em nossas igrejas.

Ora, por favor, pare, pense e reflita nas letras das músicas que são tocadas nos cultos evangélicos. Sinceramente algumas delas são absurdamente ridículas, além obviamente de um mal gosto musical que denota a incompetência dos compositores. Se não bastasse isso, os princípios teológicos disseminados nestas canções são destruidores.

Sinceramente fico a pensar por que os músicos de nossas comunidades evangélicas não submetem suas "poesias" a pessoas qualificadas para que à luz das Escrituras avalie o conteúdo de suas canções.

Para piorar a situação algumas destas pérolas musicais descaradamente atentam contra o vernáculo ultrapassando em muito a liberdade poética fazendo-nos ruborizar diante de tanta ignorância. Junta-se a isso que os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Pois é, numa liturgia preponderantemente hedonista, os evangélicos são extravagantes, querem de volta o que é seu, necessitam de restituição, determinam a prosperidade, tocam no altar, pedem chuva, cantam mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado pelos falsos apóstolos em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.
Pense nisso!

Renato Vargens

Lula, Fidel, Chaves e a Camarada Estela. O que nos espera?

Por Renato Vargens

Os jornais nesta semana noticiaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se pela quarta vez em Cuba. Segundo a imprensa a agenda de Lula inclui um encontro com Fidel Castro como também uma visita às obras de ampliação do porto de Mariel, para as quais o Brasil deu créditos de US$ 150 milhões, passíveis de chegar a US$ 500 milhões. Além disso o presidente brasileiro anunciará investimentos para a reforma de uma estrada e projetos da Petrobras no país.

Caro leitor, essa relação entre Lula e Fidel me assusta. Confesso que não consigo entender como o presidente do Brasil financia investimentos em um país cuja ditadura dura a décadas. Não é possível, que o nosso presidente faça vista grossa aos mandos e desmandos de Fidel Castro. Ora, investir US$ 500 milhões de dólares numa ditadura é no mínimo um assinte. Se não bastasse isso, Lula se curva apaixonadamente aos caprichos do presidente venezuelano Hugo Chaves, que já demonstrou por atos descabidos que é tão ditador quanto Fidel. Para piorar a situação, Lula quer empurrar goela baixo do povo brasileiro a candidatura da "Camarada Estela" ao cargo mais importante da nossa república.

Confesso que fico preocupado em ver que Hugo Chaves considera Dilma Rousseff o melhor candidato para o Brasil. Assusta-me o fato em saber que podemos ser governados por uma senhora cujo passado e o presente são marcados pela truculência e intransigência.

Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que a ditadura é o pior dos regimes. Fidel, Chaves e outros ditadores espalhados pelo mundo nos trazem a certeza de que governos despóticos destroem no coração das pessoas a alegria de viver.

Minha oração é que em 2010 Deus dirija o povo brasileiro conduzindo-o a escolher com coerência e equilibrio os que irão nos governar pelos próximos quatro anos.

Pense nisso,

Renato Vargens

A Bíblia, o único livro para um homem moribundo.

Clique na imagem para ler os quadrinhos:

Até pouco tempo os evangélicos eram pejorativamente denominados de "bíblia." Isso de devia ao fato de que era extremamente comum ver pelas ruas de nossas cidades uma multidão de pessoas com um livro preto debaixo do braço. Além disso, tinham os crentes em Jesus o salutar hábito de não somente meditar no conteúdo das Escrituras, como também obedecer seus preceitos e orientações, crendo de forma irrefutável de que este livro verdadeiramente é a Palavra de Deus.

Hoje, a situação é bem diferente. Lamentavelmente, o chamado povo de Deus não tem se relacionado como deveria com o Texto Sagrado, mesmo porque, boa parte destes, optaram por seguir as determinações dos falsos apóstolos a ouvirem aquilo que a Palavra de Deus tem a nos dizer sobre os dramas e dilemas da vida.

Caro leitor, não dá para vivermos uma vida cristã saudável sem que façamos da Palavra de Deus bússola para as nossas almas. Não possuo a menor dúvida em afirmar que a Palavra de Deus é viva, infalível, eterna e totalmente fidedigna. É somente por ela que devemos nortear as nossas mais variadas e complexas decisões. É ela que sacia a fome do coração e preenche as lacunas da existência. É ela que revela o Criador, bem como o seu amor imensurável pelos eleitos de Deus.

Certa feita o Dr. John MacArthur Jr. contou um história extremamente interessante a respeito de um famoso novelista e poeta britânico, chamado Walter Scott.

Diz-se que quando Scott estava em seu leito de morte, pediu ao secretário: "Traga-me o Livro". Seu secretário pensou nos milhares de livros que Scott tinha em sua biblioteca e perguntou: "Dr. Scott, qual livro?". "O Livro", replicou Scott, "A Bíblia, o único livro para um homem moribundo!"

O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. É através da leitura da Bíblia que somos consolados, confortados e reanimados diante das batalhas que travamos. É mediante a leitura da Bíblia que a esperança brota no peito, que o coração se enche de fé e que a vida é encharcada do maravilhoso e imensurável amor de Deus.

Pense nisso!

Renato Vargens

Espiritualidade cristã e o trânsito.

Por Renato Vargens

A espiritualidade cristã não pode ser departamentalizada. Em nenhum momento nas Escrituras observamos o ensino de que a vida cristã pode ser dicotomizada.

Francis Schaeffer costumava dizer que "Na visão bíblica, a espiritualidade não está fragmentada." Para ele a verdadeira espiritualidade não está despedaçada, porque diz respeito ao homem como um todo, em cada um dos momentos de sua vida. Entretanto, parte do mundo evangélico tem sido platônica, no sentido de que ela tem dado demasiada ênfase à alma, em detrimento da pessoa total, incluindo corpo e intelecto.

Para os religiosos de plantão, a espiritualidade se desenvolve dentro da igreja e não fora dela. Nesta perspectiva, o culto no templo exige um comportamento recheado de jargões evangélicos que apontam de forma exclusiva para uma vida santa e espiritual. No entanto, basta sair da igreja, que a espiritualidade desenvolvida através de canções e glórias a Deus, se transformam em pura carnalidade. Neste contexto, homens tratam mal suas esposas e filhos, agem desonestamente com o próximo, burlam as leis com o velho jeitinho brasileiro, além é claro, de se transformarem em monstros ao assumirem a direção de seus veículos.

Pois é, alguém já disse que o trânsito tem o poder de revelar quem verdadeiramente somos. Na verdade no trânsito mostramos nossa impaciência diante dos engarrafamentos; nossa intrânsigência ao discutirmos com o motorista que ocupou a vaga do estacionamento que desejávamos ocupar; nosso egoísmo em não permitir que um automóvel tenha a primazia ao nosso, além obviamente de revelar que nosso palavreado não é tão santo assim.

Caro leitor, Cristo nos chama a vivermos uma espiritualidade INTEGRAL, onde o nosso comportamento deve ser o mesmo na igreja e na rua.

Diante do exposto afirmo sem a menor sombra de dúvidas que não nos é possível dicotomizarmos a existência, comportando-nos de acordo com o local que estejamos. A nossa espiritualidade deve ser integral, o que significa dizer que aquilo que falamos ou fazemos na igreja não deve ser nada diferente do que falamos ou dizemos na rua.

Nosso Senhor nos chama a vivermos uma espiritualidade inteira onde em cada canto da cidade exalemos o bom perfume de Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Jonathan Edwards, os pastores brasileiros e esse tal de avivamento.


Por Renato Vargens
Muita gente neste tupiniquim país tem advogado a causa de que o Brasil experimenta um grande avivamento. Infelizmente sou obrigado a discordar desta afirmação, mesmo porque, o comportamento e a ética de alguns dos lideres evangélicos nos fazem ruborizar de vergonha. Em nome de Deus, pastores das mais variadas denominações abandonaram na esquina da vida, valores e conceitos que do ponto de vista cristão deveriam ser inegociáveis.

Olhando as aberrações evangélicas deste tempo, além obviamente de observar os espúrios ensinamentos dos teólogos da prosperidade, chego a conclusão de que a igreja evangélica brasileira precisa tanto resgatar como redescobrir a beleza das doutrinas da graça. Junta-se a isso, o fato de que necessitamos a luz da história refletirmos sobre a vida de grandes homens de Deus, que com dedicação doaram-se pelo Evangelho de Cristo.

Jonathan Edwards foi um destes.

Jonathan Edwards, nasceu em East Windsor, Connecticut, EUA, em 5 de outubro de 1703, sendo seu pai um ministro do evangelho que militou na Igreja Congregacional. Criado em um lar evangélico, foi estimulado  sobremaneira desde o início de sua vida a um grande fervor espiritual, tendo já desde a meninice grande preocupação com a obra de Deus e com a salvação de almas. Edwards começou a estudar latim aos seis anos de idade e aos 13 já era fluente também em grego e hebraico.

Em 1720 obteve o bacharelado no Colégio de Yale, em New Haven, iniciando em seguida os seus estudos teológicos nesta mesma instituição, obtendo o mestrado em 1722. Em seguida, assumiu uma cadeira de professor assistente em Yale, cargo que ocupou por dois anos. Mas, o chamado ao ministério falou mais alto e, após ser pastor de uma Igreja Presbiteriana em Nova York em 1722 (por um período de oito meses), em 1726, então aos 23 anos, assumiu o posto de segundo pastor na Igreja de Northampton, Massachussetts; igreja esta que era pastoreada por seu avô Solomon Stoddard (1643-1729), e a segunda maior da região, com mais de seiscentos membros, o que era praticamente toda a população adulta daquela localidade. Em julho de 1727 casou-se com Sarah Pierrepont, filha de James Pierrepont, pastor da Igreja de New Haven, com quem teve 11 filhos.

Em 1729 com a morte do seu avô, Jonathan se tornou o pastor titular da Igreja de Northampton, na qual cinco anos depois ocorreria um grande avivamento, entre 1734-35, chamado de O Grande Despertamento, que se iniciou entre os presbiterianos e luteranos na Pensilvânia e em Nova Jersey, e que teve seu apogeu por volta do ano de 1740, através do trabalho de George Whitefield.

Em 1750, depois de pastorear a Igreja de Northampton por 23 anos, Jonathan Edwards foi despedido pela Igreja por ser contrário à prática de se servir a Ceia do Senhor a pessoas não convertidas, prática instituída por seu avô, e que era do gosto da Igreja.

Em seu sermão de despedida disse: Portanto, quero exortá-los sinceramente, para o seu próprio bem futuro, que tomem cuidado daqui em diante com o espí-rito contencioso. Se querem ver dias felizes, busquem a paz e empenhem-se por alcançá-la (I Pe 3:10-11). Que a recente contenda sobre os termos da comunhão cristã, tendo sido a maior, seja também a última. Agora que lhes prego meu sermão de despedida, eu gostaria de dizer-lhes como o apóstolo Paulo disse aos coríntios em II Coríntios 13.11: "Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."

Em 1751, ele foi para Stockbridge, na colônia de Massachussetts, onde foi pastor dos colonos e missionário entre os índios. Em 1757, foi convidado a ser o presidente do Colégio de Nova Jersey, que viria posteriormente a ser a hoje conhecida Universidade de Princeton. Em 22 de março de 1758, um mês após ter tomado posse como presidente do Colégio, Jonathan Edwards morreu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola.

Jonathan Edwards foi sem sombra de dúvidas um dos maiores pregadores de todos os tempos, isto sem falar no seu compromisso com o Senhor e com o reino. Este grande homem de Deus escreveu uma lista de resoluções, comprometendo-se a viver uma vida TEOCÊNTRICA. Esta lista, foi escrita provavelmente no ano de 1722 e foi crescendo ao longo dos anos, quando novas resoluções eram acrescentadas. A lista tem um total de 70 resoluções. Os trechos resumidos abaixo dão o exemplo da seriedade e firmeza com as quais Jonathan Edwards encarava a vida.

Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus, humildemente Lhe rogo que, através de Sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da Sua vontade, em nome de Jesus Cristo. 

1. Resolvi que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante todo tempo de minha peregrinação, sem nunca levar em consideração o tempo que isso exigirá de mim, seja agora ou pela eternidade fora. Resolvi que farei tudo o que sentir ser o meu dever e que traga benefícios para a humanidade em geral, não importando quantas ou quão grandes sejam as dificuldades que venha a enfrentar.

2. Resolvi permanecer na busca contínua de novas maneiras para poder promover as resoluções acima mencionadas.

3. Resolvi arrepender-me, caso eu um dia me torne menos responsável no tocante a estas resoluções, negligenciando uma ínfima parte de qualquer uma delas e confessar cada falha individualmente assim que cair em mim.

4. Resolvi, também, nunca negar alguma maneira ou coisa difícil, seja no corpo ou na alma, menos ou mais, que leve à glorificação de Deus; também não sofrê-la se tiver como evitá-la.

5. Resolvi jamais desperdiçar um só momento do meu tempo; pelo contrário, sempre buscarei formas de torná-lo o mais proveitoso possível.

6. Resolvi viver usando todas minhas forças enquanto viver.

7. Resolvi jamais fazer alguma coisa que eu não faria, se soubesse que estava vivendo a última hora da minha vida.

8. Resolvi ser a todos os níveis, tanto no falar como no fazer, como se não houvesse ninguém mais vil que eu sobre a terra, como se eu próprio houvesse cometido esses mesmos pecados ou apenas sofresse das mesmas debilidades e falhas que todos os outros; também nunca permitirei que o tomar conhecimento dos pecados dos outros me venha trazer algo mais que vergonha sobre mim mesmo e uma oportunidade de poder confessar meus próprios pecados e miséria a Deus.

9. Resolvi pensar e meditar bastante e em todas as ocasiões sobre minha própria morte e sobre circunstâncias relacionadas com a morte.

10. Resolvi, sempre que experimentar e sentir dor, relacioná-la com as dores do martírio e também com as do inferno.

11. Resolvi que sempre que pense em qualquer enigma sobre a salvação, fazer de tudo imediatamente para resolvê-lo e entendê-lo, caso nenhuma circunstância me impeça de fazê-lo.

12. Resolvi, assim que sentir um mínimo de gratificação ou deleite de orgulho ou de vaidade, eliminá-lo de imediato.

13. Resolvi nunca cessar de buscar objectos precisos para minha caridade e liberalidade.

14. Resolvi nunca fazer algo em forma de vingança.

15. Resolvi nunca sofrer nenhuma das mais pequenas manifestações de ira vinda de seres irracionais.

16. Resolvi nunca falar mal de ninguém, de forma tal que afete a honra da pessoa em questão, nem para mais nem para menos honra, sob nenhum pretexto ou circunstância, a não ser que possa promover algum bem e que possa trazer um real benefício.

17. Resolvi viver de tal forma como se estivesse sempre vivendo o meu último suspiro.

18. Resolvi viver de tal forma, em todo o tempo, como vivo dentro dos meus melhores padrões de santidade privada e daqueles momentos que tenho maior clarividência sobre o conteúdo de todo o evangelho e percepção do mundo vindouro.

19. Resolvi nunca fazer algo de que tenha receio de fazer uma hora antes de soar a última trombeta.

20. Resolvi manter a mais restrita temperança em tudo que como e tudo quanto bebo.

21. Resolvi nunca fazer algo que possa ser contado como justa ocasião para desprezar ou mesmo pensar mal de alguém de quem se me aperceba algum mal.

22. Resolvi esforçar-me para obter para mim mesmo todo bem possível do mundo vindouro, tudo quanto me seja possível alcançar de lá, com todo meu vigor em Deus – poder, vigor, veemência, violência interior mesmo, tudo quanto me seja possível aplicar e admoestar sobre mim de qualquer maneira que me seja possível pensar e aperceber-me.

23. Resolvi tomar ação deliberada e imediata sempre que me aperceber que possa ser tomada para a glória de Deus e que possa devolver a Deus Sua intenção original sobre nós, Seu desígnio inicial e Sua finalidade. Caso eu descubra, também, que em nada servirá a glória de Deus exclusivamente, repudiarei tal coisa e a terei como uma evidente quebra da quarta resolução.

24. Resolvi que, sempre que encetar e cair por um caminho de concupiscência e mau, voltar atrás e achar sua origem em mim, tudo quanto origina em mim tal coisa. Depois, encetar por uma via cuidadosa e precisa de nunca mais tornar a fazer o mesmo e de orar e lutar de joelhos e com todas as minhas forças contra as origens de tais ocorrências.

25. Resolvi examinar sempre cuidadosamente e de forma constante e precisa, qual a coisa em mim que causa a mínima dúvida sobre o verdadeiro amor de Deus para direcionar todas as minhas fortalezas contra tal origem.

26. Resolvi abater tais coisas, a medida que as veja abatendo minha segurança.

27. Resolvi nunca omitir nada de livre vontade, a menos que essa omissão traga glória a Deus; irei, então e com frequência, rever todas as minhas omissões.

28. Resolvi estudar as Escrituras de tal modo firme, preciso, constante e frequente que me seja tornado possível e que me aperceba em mim mesmo de que estou crescendo no conhecimento real das mesmas.

29. Resolvi nunca ter como uma oração ou petição, nem permitir que passe por oração, algo que seja feito de tal maneira ou sob tais circunstâncias que me possam privar de esperar que Deus me atenda. Também não aceitarei como confissão algo que Deus não possa aceitar como tal.

30. Resolvi extenuar-me e esforçar-me ao máximo de minha capacidade real para, a cada semana, ser levado a um patamar mais real de meu exercício religioso, um patamar mais elevado de graça e aceitação em Deus, do que tive na semana anterior.

31. Resolvi nunca dizer nada que seja contra alguém, exceto quando tal coisa se ache de pleno acordo com a mais elevada honorabilidade evangélica e amor de Deus para com a sua humanidade, também de pleno acordo com o grau mais elevado de humildade e sensibilidade sobre meus próprios erros e falhas e de pleno acordo àquela regra de ouro celestial; e, sempre que disser qualquer coisa contra alguém, colocar isso mesmo mediante a luz desta resolução convictamente.

32. Resolvi que deverei ser estrita e firmemente fiel à minha confiança, de forma que o provérbio 20:6 “ Mas, o homem fiel, quem o achará? ” não se torne nem mesmo parcialmente verdadeiro a meu respeito.

33. Resolvi, fazer tudo que poderei fazer para tornar a paz acessível, possível de manter, de estabelecer, sempre que tal coisa nunca possa interferir ou inferir contra outros valores maiores e de aspectos mais relevantes. 26 de Dezembro de 1722

34. Resolvi nada falar que não seja inquestionavelmente verídico e realmente verdadeiro em mim.

35. Resolvi que, sempre que me puser a questionar se cumpri todo meu dever, de tal forma que minha serenidade e paz de espírito sejam ligeiramente perturbadas através de tal procedimento, colocá-lo diante de Deus e depois verificar como tal problema foi resolvido. 18 de Dezembro 1722

36. Resolvi nunca dizer nada de mal sobre ninguém que seja, a menos que algum bem particular nasça disso mesmo. 19 de Dezembro de 1722

37. Resolvi inquirir todas as noites, ao deitar-me, onde e em quais circunstancias fui negligente, que atos cometi e onde me pude negar a mim mesmo. Também farei o mesmo no fim de cada ano, mês e semana. 22 e 26 de Dezembro de 1722

38. Resolvi nunca mais dizer nada, nem falar, sobre algo que seja ridículo, esportivo ou questão de zombaria no dia do Senhor. Noite de Sábado, 23 de Dezembro de 1722

39. Resolvi nunca fazer algo que possa questionar sobre sua lealdade e conformidade à lei de Deus, para que eu possa mais tarde verificar por mim se tal coisa me é lícito fazer ou não. A menos que a omissão de questionar me seja tornada lícita.

40. Resolvi inquirir cada noite de minha existência, antes de adormecer, se fiz as coisas da maneira mais aceitável que eu poderia ter feito, em relação a comer e beber. 7 de Janeiro de 1723

41. Resolvi inquirir de mim mesmo no final de cada dia, de cada semana, mês e ano, onde e em que áreas poderia haver feito melhor e mais eficazmente. 11 de Janeiro 1723

42. Resolvi que, com frequência renovarei minha dedicação de mim mesmo a Deus, o mesmo voto que fiz em meu bptismo, o qual recebi quando fui recebido na comunhão da igreja e o qual reassumo solenemente neste dia 12 de Janeiro, 1722-23.

43. Resolvi que a partir daqui, até que eu morra, nunca mais agirei como se me pertencesse a mim mesmo de algum modo, mas inteiramente e sobejamente pertencente a Deus, como se cada momento de minha vida fosse um normal dia de culto a Deus. Sábado, 12 de Janeiro de 1723.

44. Resolvi que nenhuma área desta vida terá qualquer influencia sobre qualquer de minhas ações; apenas a área da vivência para Deus. E que, também, nenhuma ação ou circunstância que seja distinta da religião seja a que me leve a concretizar. 12 de Janeiro de 1723

45. Resolvi também que nenhum prazer ou deleite, dor, alegria ou tristeza, nenhuma afeição natural, nem nenhuma das suas circunstâncias co-relacionadas, me seja permitido a não ser aquilo que promova a piedade. 12 e 13 de Janeiro e 1723

46. Resolvi nunca mais permitir qualquer medida de qualquer forma de inquietude e falta de vontade diante de minha mãe e pai. Resolvi nunca mais sofrer qualquer de seus efeitos de vergonha, muito menos alterações de minha voz, motivos e movimentos de meu olhar e de ser especialmente vigilante acerca dessas coisas quando relacionadas com alguém de minha família.

47. Resolvido a encetar tudo ao meu alcance para me negar tudo quanto não seja simplesmente disposto e de acordo com uma paz benévola, universalmente doce e meiga, repleta de quietude, hábil, contente e satisfeita em si mesma, generosa, real, verdadeira, simples e fácil, cheia de compaixão, industriosa e empreendedora, cheia de caridade real, equilibrada, que perdoa, formulada por um temperamento sincero e transparente; e também farei tudo quanto tal temperança e temperamento me levar a fazer. Examinarei e serei severo e acutilante nesse exame cada semana se por acaso assim fiz e pude fazer. Sábado de manhã, 5 Maio de 1723

48. Resolvi a, constantemente e através da mais acutilante beleza de caráter, empreender num escrutínio e exame minucioso e muito severo, para constatar e olhar qual o estado real de toda a minha alma, verificando por mim mesmo se realmente mantenho um interesse genuíno e real por Cristo ou não; e que, quando eu morrer não tenha nada de que me arrepender a respeito de negligências deste tipo. 26 de Maio de 1723

49. Resolvi a que tal coisa (de não ter afeto por Cristo) nunca aconteça, se eu a puder evitar de alguma maneira.

50. Resolvi que, sempre agirei de tal maneira, que julgarei e pensarei como o faria dentro do mundo vindouro apenas. 5 de Julho de 1723

51. Resolvi que, agirei de tal forma em todos os sentidos, como iria desejar haver feito quando me achasse numa situação de condenação eterna. 8 de Julho de 1723

52. Eu, com muita frequência, ouço pessoas duma certa idade avançada falarem como iriam viver suas vidas de novo caso lhes fosse dada uma segunda oportunidade de a tornarem a viver. Eu resolvi viver minha vida agora e já, tal qual eu fosse desejar vivê-la caso me achasse em situação de desejar vivê-la de novo, como eles, caso eu chegue a uma sua idade avançada como a sua. 8 de Julho de 1723

53. Resolvi apetrechar e aprimorar cada oportunidade, sempre que me possa achar num estado de espírito sadio e alegremente realizado, para me atirar sobre o Senhor Jesus numa reentrega também, para confiar nEle, consagrando-me a mim mesmo inteiramente a Ele também nesse estado de espírito; que a partir dali eu possa experimentar que estou seguro e assegurado, sabendo que persisto a confiar no meu Redentor mesmo assim. 8 de Julho de 1723

54. Sempre que ouvir falar algo sobre alguém que seja digno de louvor e dignificante e o possa ser em mim também, resolvi tudo encetar para conseguir o mesmo em mim e por mim. 8 de Julho de 1723

55. Resolvi tudo fazer como o faria caso já tivesse experimentado toda a felicidade celestial e todos os tormentos do inferno. 8 de Julho de 1723

56. Resolvi nunca desistir de vencer por completo qualquer de minhas veleidades corruptas que ainda possam existir, nem nunca tornar-me permissivo em relação ao mínimo de suas aparências e sinais, nem tão pouco me desmotivar em nada caso me ache numa senda de falta de sucesso nessa mesma luta.

57. Resolvi que, quando eu temer adversidades ou maus momentos, irei examinar-me e ver se tal não se deve a: não ter cumprido todo meu dever e cumprir a partir de então; e permitir que tudo o mais em minha vida seja providencial para que eu possa apenas estar e permanecer inteiramente absorvido e envolvido com meu dever e meu pecado diante de Deus e dos homens. 9 de Junho e 13 de Julho de 1723

58. Resolvi a não apenas extinguir nem que seja algum leve ar de antipatia, simpatia fingida que encobre meu estado de espírito, impaciência em conversação, mas também e antes poder exprimir um verdadeiro estado de amor, alegria e bondade em todos os meus aspectos de vida e conversação. 27 de Maio e 13 de Julho de 1723

59. Resolvi que, sempre que me achar consciente de provocações de má natureza e de mau espírito, que me esforçarei para antes evidenciar o oposto disso mesmo, em boa natureza e maneira; sim, que em tempos tal qual esses, manifestar a boa natureza de Deus, achando, no entanto, que em algumas circunstâncias tal comportamento me traga desvantagens e que, também, em algumas outras circunstâncias, seja mesmo imprudente agir assim. 12 de Maio, 2 e 13 de Julho

60. Resolvi que, sempre que meus próprios sentimentos comecem a comparecer minimamente desordenados, sempre que me tornar consciente da mais ligeira inquietude interior, ou a mínima irregularidade exterior, me submeterei de pronto à mais estrita e minuciosa examinação e avaliação pessoal. 4 e 13 de Julho de 1723

61. Resolvi que a falta de predisposição nunca me torne relaxado nas coisas de Deus e que nunca consiga retirar minha atenção total de estar plenamente fixada e afixada só em Deus, exista a desculpa que existir para me tentar; tudo que a fala de predisposição me instiga a fazer, abre-me o caminho do oposto para fazer. 21 de Maio e 13 de Julho de 1723

62. Resolvi a nunca fazer nada a não ser como dever; e, depois, de acordo com Efésios 6:6-8, fazer tudo voluntariosamente e alegremente como que para o Senhor e nunca para homem; “ Sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer”. 25 de Junho e 13 de Julho 1723

63. Supondo que nunca existiu nenhum indivíduo neste mundo, em nenhuma época do tempo, que nunca haja vivido uma vida cristã perfeita em todos os níveis e possibilidades, tendo o Cristianismo sempre brilhante em todo o seu esplendor, e parecendo excelente e amável, mesmo sendo essa vida observada de qualquer ângulo possível e sob qualquer pressão, eu resolvi agir como se pudesse viver essa mesma vida, mesmo que tenha de me esforçar no máximo de todas as minhas capacidades inerentes e mesmo que fosse o único em meu tempo. 14 De Janeiro e 3 de Julho de 1723

64. Resolvi que quando experimentar em mim aqueles “gemidos inexprimíveis”, Romanos 8:26, os quais o Apóstolo menciona e dos quais o Salmista descreve como, “ A minha alma se consome de anelos por tuas ordenanças a todo o tempo ”, Salmos 119:20, que os promoverei também com todo vigor existente em mim e que não me “cansarei” (Isaías 40:31) no esforço de dar expressão a meus desejos tornados profundos nem me cansarei de repetir esses mesmos pedidos e gemidos em mim, nem de o fazer numa seriedade contínua. 23 De Julho e 10 de Agosto de 1723

65. Resolvi que, me tornarei exercitado em mim mesmo durante toda a minha vida, com toda a franqueza que é possível, a sempre declarar meus caminhos a Deus e abrir toda a minha alma a Ele: todos os meus pecados, tentações, dificuldades, tristezas, medos, esperanças, desejos e toda outra coisa sob qualquer circunstância. Tal como o Dr. Manton diz em seu sermão nr.27, baseado no Salmo 119. 26 De Julho e 10 de Agosto, 1723

66. Resolvi que, sempre me esforçarei para manter e revelar todo o lado benigno de todo semblante e modo de falar em todas as circunstâncias de toda a minha vida e em qualquer tipo de companhia, a menos que o dever de ser diferente exija de mim que seja de outra maneira.

67. Resolvi que, depois de situações aflitivas, avaliarei em que aspectos me tornei diferente por elas, em quais aspectos melhorei meu ser e que bem me adveio através dessas mesmas situações.

68. Resolvi confessar abertamente tudo aquilo em que me acho enfermo ou em pecado e também confessar todos os casos abertamente diante de Deus e implorar a necessária condescendência e ajuda dele até nos aspectos religiosos. 23 de Julho e 10 de Agosto de 1723

69. Resolvi fazer tudo aquilo que, vendo outros fazerem, eu possa haver desejado ter sido eu a fazê-lo. 11 de Agosto de 1723

70. Que haja sempre algo de benevolente toda vez que eu fale. 17 De Agosto, 1723.
Pois é, como seria bom se os pastores desta era tivessem como referência homens como Jonathan Edwards. Com certeza os frutos seriam outros.

Pense nisso!

Renato Vargens

Eram os apóstolos ricos?


Por Renato Vargens

Os defensores da teologia da prosperidade advogam a causa de que a prosperidade e as riquezas são caracteristicas inquestionáveis àqueles que seguem a Cristo. Para estes, o fato do cristão não experimentar prosperidade em sua vida aponta de forma exclusiva para a ausência da bênção de Deus.  Segundo os adeptos desta funesta teologia, o sinal de que a graça do Senhor está sobre o crente é a sua prosperidade. Nesta perspectiva, quanto mais rico, mais abençoado, ou quanto mais abençoado, mais rico.

Pois é, fico a pensar como seria se Pedro, Paulo e Tiago e os demais apóstolos vivessem entre os apóstolos do século XXI. Possivelmente seriam estigmatizados, desqualificados e repudiados por sua incapacidade em realizar ou decretar atos sobrenaturais de fé, como também confrontados pelos profetas da confissão positiva pelo fato de terem fracassado financeiramente.

Caro amigo, por favor, pare, pense e responda: Por acaso eram os apóstolos ricos? Possuíam eles as riquezas deste mundo? Advogaram o ensino de que todo discipulo de Cristo deve ser rico? Ora, se fosse realmente verdade o que ouvimos e lemos dos bispos, apóstolos, paipostolos e mercadores da fé que Deus quer que os seus filhos tenham sucesso e riquezas, então porque Ele não fez que Jesus nascesse numa família extremamente rica? Porque então Ele não escolheu doze apóstolos milionários, ou pelo menos não lhes conferiu riquezas? Não seria muito mais fácil conquistar o mundo assim?

Prezado leitor, vamos combinar uma coisa? Os apóstolos modernos fundamentam suas doutrinas em pressupostos absolutamente anti-bliblicos. Para justificarem seus gastos pomposos, afirmam que Jesus era rico, que suas roupas eram nobres, que o burrinho usado na entrada de Jerusalém era novo, e que tinha muito dinheiro na bolsa do tesoureiro.

Infelizmente diferentemente dos apóstolos do primeiro século estes falsos profetas gloriam-se de suas megas igrejas, de suas riquezas, sucessos e popularidade. Lamentavelmente essa corja religiosa se comporta como celebridades desfilando por esse "Brasil de meu Deus" com seus carros blindados, cercados de seguranças, pregando um evangelho absolutamente mercantilista.

Pois é meus amados irmãos, dias complicados os nossos! Diante do exposto acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos. Sem sombra de dúvidas necessitamos desesperadamente de uma nova reforma, por que caso contrário a vaca vai para o brejo.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Trabalho, ousadia e prosperidade.

Por Renato Vargens
Na igreja Cristã da Aliança do Rio do Ouro, existe um casal que pela graça de Deus tem frutificado. Carlos Augusto e Tatiane, são pessoas que entendem que o trabalho tanto engrandece como proporciona prosperidade. Neste último final de semana nossos irmãos perceberam que próximo a sua residência estava ocorrendo a convenção de uma denominação evangélica onde mais de três mil pessoas estavam reunidos. No início da noite de sábado alguém chegou para Tatiane e disse:

- Está faltando água para beber no local do evento e o povo está morrendo de sede!

Tatiane e Carlos Augusto, ao ouvirem essa afirmação, entenderam que poderiam através do trabalho levantar recursos para terminar de comprar o material escolar de sua filha. Sem titubear, lá foram os nossos irmãos vender água e refrigerante na porta do Evento. Trabalharam até às 06:00 da manhã. Ao regressarem para casa, Deus os havia abençoado de tal maneira que eles conseguiram mais do que o necessário para saldar as despesas com  a escola da filha.

Diferente de milhares de pessoas neste país, que reclamam da vida ou transferem para Deus a responsabilidade de serem prósperos, Tatiane e Carlos Augusto encararam de frente os desafios  acreditando que é possível viver dignamente com trabalho, dedicação e honestidade.
Diante do exposto ouso afirmar que como os nossos irmãos, boa parte daqueles que resolveram arregaçar as mangas e empreender entenderam que até podem ter nascido assim, no entanto, viver e morrer assim, jamais.

E você de que forma tem lidado com a crise? Será que se acomodou a ela, ou tem pensado em novas estratégias capazes de alterar o rumo de sua vida? lembre-se que a acomodação em muitos casos poderá lhe trazer algumas consequências sériisimas.

Deus nos faz prósperos e ele usa o trabalho para isso!

Pense nisso!

Renato Vargens

Teologia Sistemática - Por Franklin Ferreira e Alan Myatt

Infelizmente uma enorme quantidade de heresias se fazem presentes nas igrejas evangélicas brasileiras. Lamentavelmente em cada canto deste país os ensinamentos dos falsos profetas tem se multiplicado a olhos vistos levando  milhares de cristãos a vivenciarem um cristianismo adoecido.

Em virtude deste enorme embróglio que se encontra parte da Igreja evangélica tupiniquim, acredito que mais do que nunca os pastores brasileiros necessitam ter acesso a um bom material teológico.

O Pastor Franklin Ferreira juntamente com Alan Myatt publicaram pela Vida Nova, uma Teologia Sistemática que com absoluta certeza vai contribuir em muito para a edificação da igreja evangélica brasileira.

Vale a pena ressaltar que os autores desta importante obra de teologia deram a devida atenção à metodologia e ao rigor científico. A organização da obra segue uma estrutura clássica: parte da doutrina da revelação, depois estuda a doutrina de Deus, prosseguindo para a análise de temas da antropologia e hamartiologia. Por último, traz os capítulos destinados à cristologia, à pneumatologia, à eclesiologia e à escatologia.

Em segundo lugar, os autores dispensam o devido respeito ao texto sagrado, pois trabalham com uma perspectiva nitidamente evangélica e um enfoque reformado. Interagem intensamente com os teólogos protestantes clássicos, com a herança patrística da teologia, além da cristologia clássica, a soteriologia e bibliologia reformadas. Por fim, a obra diferencia-se de fato por sua relevante contextualização. A religiosidade brasileira foi levada em conta, tanto no aspecto teológico como popular, oferecendo ao leitor uma significativa análise apologética da nossa realidade.

A interação com diversos enfoques teológicos contemporâneos marca boa presença nesta obra acadêmica, sem, no entanto, deixar de lado os contornos da história do pensamento e dos movimentos religiosos que não poderiam faltar na construção de uma estrutura teológico-sistemática. Portanto, trata-se não apenas de uma teologia sistemática inegavelmente clássica, protestante, evangélica. É muito mais do que isso! Além de ser originalmente escrita em português — um aspecto relevante para a formação do incipiente pensamento teológico nacional — também apresenta como diferencial o fato de ser voltada para o contexto atual, fazendo uma análise de questões apologéticas imprescindíveis para a realidade contemporânea.

Tenho certeza de que os milhares de pastores e líderes deste imenso país muito se beneficiarão com a leitura desta obra.

Recomendo a todos!

Renato Vargens

Estou cansado das idiotices do movimento gospel.

Como costuma dizer o meu amigo Luiz Vanderley, Cristo não morreu por uma igreja idiota.

Ao ver no Púlpito Cristão a entrevista da "popstora" Baby do Brasil, fui tomado por um profundo sentimento de repulsa. Diante desta enorme bizarrice sou obrigado a confessar que estou cansado deste famigerado movimento gospel. Não suporto mais ouvir a ladainha desta gente que só pensa em locupletar-se em nome de Deus. Chega, basta de cantores megalomaníacos, de compositores de hits triunfalistas, de canções inbecis e ensimesmadas.

Confesso que a entrevista desta "pastora" me envergonhou substancialmente. A forma com que ela banalizou o Evangelho ridicularizando o nome de Cristo levou-me a um estado de enorme perplexidade.

Caro leitor, alguma coisa precisa ser feita URGENTEMENTE. Não dá para continuarmos achando que estamos experimentando um avivamento em nosso país. Chega desta loucura gospel, não quero mais ouvir canções teologicamente distorcidas, cujo conteúdo é uma afronta ao Soberano Deus. Chega das nossas igrejas pagarem cachês altissimos para cantores e artistas encherem os nossos ouvidos com canções pobres, burras e sem graça.

Sinceramente estou farto e cansado deste mercantilismo gospel, do toma-lá-dá-cá desta corja enlouquecida que comercializa o Evangelho da Salvação Eterna.

Diante do exposto resta-nos orar dizndo: Oh Deus, até quando o seu nome continuará sendo vilipendiado? Ouve Senhor nossa oração e muda a história da igreja brasileira.

Renato Vargens

Quando o diabo ataca as nossas crianças.

Por Renato Vargens

Nestes últimos dias  temos visto nos meios de comunicação noticias absolutamente absurdas onde crianças tem sido expostas publicamente.

Para exemplificar o fato gostaria de ressaltar pelo menos três situações:

1º - Uma menina de sete anos foi a madrinha de bateria da escola de samba Unidos do Viradouro, do Rio de Janeiro.
2º - A atriz Klara Castanho de oito anos, interpreta uma vilã na novela global "Viva a Vida"
3º - A música "Lobo Mau", inspirada na famosa fábula de Chapeuzinho Vermelho foi um dos principais hits deste carnaval. A letra de duplo sentido incentiva descaradamente a pedofilia.

"Eu sou o lobo mau, hau, hau
E o que você vai fazer, haaaaaaa
vou te comer, vou te comer, vou te comer.
Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, hau, hau
Eu sou o lobo mau
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Merenda boa, bem gostosinha
quem preparou foi a vovozinha.
Êta danada, êta!
Merenda boa, bem gostosinha
quem preparou foi a danadinha
êta danada, êta!
Vou te comer, vou te comer, vou te comer."
Caro leitor, onde está o ministério público que permite aberrações como estas? E o juizado da infância e adolescência? Será que os nossos juízes consideram canções como a "Lobo mau" inocente?
Ora, vamos combinar uma coisa? Canções que incentivam a pedofilia  definitivamente apontam para a falência da decência e da moralidade. Como já escrevi anteriormente vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. Infelizmente a sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que em muito se contrapõe aos princípios da lei de Deus. Diante disto sou tomado pela convicção de que mais do que do que nunca necessitamos de um verdadeiro avivamento em nossa nação.

Que Deus tenha misericórdia do Brasil e nos purifique dos nossos pecados.

Renato Vargens

Vale a pena continuar lutando pela Igreja.


Por Renato Vargens

Acabei de chegar de Campina Grande na Paraíba, onde fui um dos preletores do XII encontro para uma Consciência Cristã. Durante sete dias, preletores de todo Brasil, ministraram a Palavra de Deus a um público aproximado de oitenta mil pessoas. Na ocasião preletores como Hernandes Dias Lopes, Russel Shedd, Luiz Sayão, Paulo Solonca, Antônio Carlos Costa, Edison Queiroz, e Estevam Fernandes, abrilhantaram o evento anunciando com profundidade o Evangelho de Jesus.

O Encontro para a Consciência Cristã pode ser considerado o maior da América Latina. Nele são abordados temas como apologética, família, eclesiologia, música, comportamento, politica, dentre tantos outros mais. Nesta 12ª edição também aconteceram vinte um eventos paralelos com preletores respeitados nacionalmente como Franklin Ferreira, Eleny Vassão, Adauto Lourenço, Joaquim Andrade, Paulo Cristiano, Sésar Cavalcanti, Carlos Alfredo, e muitos outros.

Quanto à participação popular tivemos uma enorme multidão participando entusiasticamente de cada seminário, além obviamente de lotar as plenárias noturnas. De fato, Deus se fez presente naquele lugar, abençoando pastores, igrejas e milhares de pessoas de todo Brasil, levando-nos a crêr que em Cristo, podemos desfrutar de momentos preciosos de comunhão e edificação no Senhor.

Caro amigo, diante daquilo que vimos e experimentamos  durante todos esses dias, chego a conclusão de vale a pena continuar lutando pela igreja Brasileira. Homens de Deus como Paulo Solonca, Edison Queiroz, Russel Shedd, Luiz Sayão, Euder Faber dentre tantos outros, trazem ao meu coração a certeza de que ainda que estejamos vivendo dias dificeis não podemos jamais jogar a toalha!

Parabéns a Vinacc e ao povo paraibano pelo XII Encontro para a Consciência Cristã. Minha oração, desejo e expectativa é que em 2011, na 13ª edição do evento, a graça de Deus se manifeste de forma especial sobre a Paraíba e o Brasil trazendo sobre essa sofrida nação lampejos de um salutar avivamento.
Soli Deo Gloria!


Renato Vargens 

Pensar em Deus reduz a ansiedade.

Por Renato Vargens

Uma pesquisa, feita por cientistas da Bowling Green State University, em Ohio, nos EUA, mostrou que pensar em Deus ajuda a relaxar e faz com que as pessoas consigam suportar melhor as dores. Os pesquisadores chegaram a estas conclusões após uma experiência com voluntários que foram divididos em três grupos de meditação.

No primeiro grupo, o "espiritual", os participantes tiveram que se concentrar e repetir frases como "Deus é amor" e "Deus é paz". Ao segundo grupo, o "secular", os pesquisadores pediram para os integrantes repetirem expressões como "sou feliz" e "estou contente", enquanto os participantes do terceiro grupo deveriam apenas relaxar.

Os três grupos realizaram a tarefa pedida durante 20 minutos por dia, ao longo de duas semanas. Nesse período, os pesquisadores usaram técnicas psicológicas para avaliar o estado de ânimo das pessoas. Além disso, mediam a resistência à dor verificando por quanto tempo os voluntários conseguiam manter as mãos imersas em água a dois graus Celsius de temperatura.

No fim da experiência, o grupo "espiritual" mostrou uma maior redução no nível de ansiedade que os outros dois. Os integrantes desse grupo também agüentaram deixar as mãos na água gelada por um tempo duas vezes maior que os outros participantes.

A professora que liderou a pesquisa, Amy Wachholtz, explicou que, ao pensar em Deus, os voluntários do grupo "espiritual" alcançaram um estado mais profundo do que o mero relaxamento. - É possível que exista algo único e inerente à prática da meditação religiosa que não se pode conseguir através de outro tipo de meditação ou do relaxamento - afirmou.
Prezado amigo, como é bom saber que o Senhor tem poder para nos livrar de toda ansiedade. Quão maravilhoso é poder desfrutar da comunhão com Cristo experimentando no mais profundo da alma a certeza de que Ele tem cuidado de cada um de nós.
Isto posto, vale a pena relembrar a linda canção Grupo Logos que diz:

"Lancemos sobre Deus
A nossa ansiedade
Pois Ele tem cuidado de nós
Assim falou Jesus
Olhai os passarinhos,
Não guardam comida
Prá manhã
Mas o nosso Pai
Celestial os dá. 

Assim falou Jesus,
Olhai no campo os lírios
Não fazem roupas
Pra vestir
Mas o nosso Pai
Celestial lhes dá.
 
Lancemos sobre Deus a nossa ansiedade, 
Pois Ele tem cuidado de nós"

Pense nisso,

Renato Vargens

O mito da Igreja perfeita


Renato Vargens
Uma das características dos evangélicos brasileiros neste inicio de século é a constante mutação de seus membros. Acredita-se que pelo menos uma vez ao ano parte dos seguidores de Cristo mudam de igreja, alegando os mais diversos motivos, sendo que o principal destes é que a igreja que faz parte é cheia de problemas e distorções. Na verdade, tais pessoas fundamentam suas decisões migratórias na pseudo-verdade de que existem igrejas perfeitas, cuja liturgia eminentemente é marcada por algum fator preponderante que lhe agrade.

Particularmente eu conheço pessoas que em nome de Deus mudaram de igreja quase uma dezena de vezes. Para estas, o fato de existirem conflitos de opiniões ou divergência relacionais com os irmãos em Cristo, aponta exclusivamente para a retirada do time de campo. Ora, tal comportamento mostra claramente uma visão distorcida e equivocada quanto a Igreja, até porque, não existem igrejas perfeitas, pelo simples fato de que elas são compostas por homens imperfeitos. E o fato de não sermos perfeitos, impossibilita a constituição e formação de igrejas perfeitas.

Caro leitor, é bem possível que você tenha sido testemunha de inúmeros casos de pessoas que falharam em suas comunidades locais proporcionando ao seu coração mágoas, decepções e frustrações. Se em virtude disto você tem abandonado o barco usando do álibi da imperfeição, afirmo-lhe que está cometendo um grande equivoco, isto porque, são através das falhas, erros e distorções comportamentais de nossos irmãos que podemos colocar em prática as orientações de nosso Senhor.

Alguém certa feita disse: “A igreja é como a Arca de Noé. Lá dentro o cheiro pode ser insuportável, entretanto, é bem melhor estar dentro do que fora.”

Pense nisso!

Um Deus Emo.


Por Renato Vargens
Os EMOS são pessoas sentimentais ao extremo. Por exemplo, se você discutir com uma pessoa e um EMO ouvir, ele vai começar a chorar e se perguntar em voz alta desesperado porque o mundo é tão violento.

Pois é, as vezes eu acho que o pessoal da teologia relacional acredita num Deus emo, até porque, para eles, Deus pode ser surpreendido por catástrofes naturais, levando-o a um profundo estado de desespero. Fico imaginando a TRINDADE santa conversando a respeito de uma tragédia natural:

Pai: - Filho, aconteceu mais uma catástrofe.
Filho ( chorando ) -  Aonde? Como foi isso?
Pai: - Ainda não sei. Fui surpreendido! Espirito Santo, você tem alguma notícia?
Espírito Santo: - Ainda não!
Todos (chorando) como isso foi acontecer?

Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um Deus que possa ser surpreendido. As tragédias da vida não fogem a onisciência do Criador. Os desastres naturais, não podem em hipótese alguma surpreender ao Todo-Poderoso. Como Senhor, ele rege os acontecimentos, fazendo dos dramas da  existência um profícuo instrumento de amplificação, cujo propósito é falar ao coração dos homens sobre a brevidade da vida e a sandice de viver sem Cristo.

Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.

Tenho plena convicção de que o meu Redentor governa soberanamente. Do Gênesis ao Apocalipse, Ele se revela como o sustentador do universo. Acreditar nesta verdade me proporciona a certeza de que absolutamente nada foge ao seu conhecimento. Ele é o único e Soberano Senhor!
 
Pense nisso!
 
Renato Vargens

Um Deus Fake


Por Renato Vargens

Um perfil falso do matemático Oswald de Souza criado na rede de relacionamentos Twitter enganou muita gente incluindo o globoesporte.com, o blog de humor “Bola nas Costas” e a coluna de Ancelmo Góis no jornal "O Globo".

Eu mesmo seguia o falso matemático com a esperança de ver números fávoráveis ao Fluminense. Lembro que no final do ano passado enquanto o time das Laranjeiras lutava bravamente para fugir do rebaixamento, constantemente procurava encontrar ânimo na matemática de "Oswald de Souza." Por várias vezes lhe escrevi solicitando que não esquecesse de calcular as chances do FLU sair da degola. Para piorar a coisa o Fake me respondia oferecendo números animadores.

Pois é, por incrivel que pareça durante alguns meses eu segui um FAKE pensando ser ele o moço da zebrinha. Essa frustrante experiência me fez pensar em inúmeras pessoas que sem perceber estão seguindo um Deus falso. Na verdade, os seguidores do FAKE divino, pensam que as orientações bem como direções de seus profetas e apóstolos são instruções do Todo-poderoso. Para elas o que importa é cumprir as determinações do seu deus e aplicando-as no seu cotidiano desfrutando assim de bênçãos e prosperidade.
Pois é cara pálida, diante do exposto, minha mais sincera oração é que a venda dos olhos de alguns dos nossos irmãos em Cristo sejam retiradas, proporcionando a estes a possibilidade de enxergar Deus como de fato ele é.

Que o Senhor nos livre dos FAKES.

Pense nisso!

Renato Vargens

O desafio de pregar Cristo a uma sociedade viciada em pornografia.

Por Renato Vargens

A industria pornô movimenta milhões de dólares em todo mundo. Infelizmente os chamados filmes pornô fazem parte da realidade de uma multidão de pessoas nos mais variados países.
Para piorar a coisa a cada dia cresce mais o número de sites pornográficos, bem como a procura por materiais do mesmo gênero.  Há pouco um conhecido tabloide inglês publicou a notícia  que uma empresa inglesa de filmes pornô, ofereceu 1 milhão de dólares para que a cantora Susan Boyle perdesse a virgindade em um filme adulto.

Pois é, lamentávelmente os números da indústria pornô são impressionantes e apontam para o profundo estado de depravação humana, senão vejamos:

43% de todos os internautas vêem material pornográfico (1 de cada 3 são mulheres);
Apesar de, pelo primeiro ano, não aparecer como os termos mais buscados no Google Brasil, "sexo" e "pornô" permanecem dentro do top 5 de palavras mais buscadas por jovens abaixo dos 18 anos;
Só 3% dos sites requerem uma verificação de idade;
Só 0,5% dos sites tem certificadores de conteúdo;
35% de todas as descargas em internet são relacionadas a pornografia;
A média de tempo para ver pornô na internet é de 15 minutos;
10% dos usuários que vêem pornô admitem ser viciado à pornografia;
Em todo mundo a pornografia gera ganho de 97 mil milhões de dólares (28% China, 27% Coréia do Sul, 21% Japão, 14% EUA);
Estados Unidos gasta 13.600 milhões de dólares em pornô;
Companhias como a Time Warner, GM e Marrriot fazem milhões vendendo erotismo;
San Fernando Valley (ao sul da Califórnia) produz 90% de todos os filmes pornográficas e estreia 20 mil filmes para adultos ao ano;
Uma estrela pornô feminina pode ganhar em qualquer lugar de 100 mil a 250 mil dólares ao ano;
Em média uma ator pornô pode ganhar até 40 mil anuais;
15 novos casos de DSTs de atores e atrizes pornô são reportados a cada semana.
Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. A sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que se contrapõe aos princípios da lei de Deus.

Como já escrevi anteriormente fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente dos que compõem esta geração. Junta-se a isso o fato de que mais do que nunca, a Igreja de Cristo, necessita sair do "saleiro", pregando o Evangelho da Salvação Eterna àqueles que  estão escravizados  pelo pecado.

No mais, cabe a nós discípulos de Cristo, um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.

Pense nisso!

Renato Vargens

Evangélica, solteira e desesperada para casar!

Por Renato Vargens

O número de mulheres solteiras em nossas igrejas é muito maior do que de homens e a consequência direta disto, é que um boa parte destas, demoram muito mais do que gostariam para arrumar um namorado ou até mesmo casar.

Devido a "concorrência" e a pressão da sociedade para que case, não são poucas as mulheres que vivem um "inferno" existencial. As novelas globais como também os filmes hollwoodianos costumam enfatizar que a felicidade só pode ser alcançada através do casamento. Quem não se lembra dos finais dos filmes românticos, quando o casal se afasta abraçado e "são felizes para sempre?" Ou ainda dos últimos capítulos das novelas onde a moça apaixonada se casa com um lindo galã? Pois é, a mensagem subliminar, falsa, perigosa e cruel é que a mulher só se realiza através de outra pessoa. Infelizmente essa idéia se internalizou em muitas moças, de tal forma que toda energia vital não é canalizada para aprender a ser feliz, mas para arranjar um namorado e casar.

Conheço inúmeras moças que em virtude desta pressão se transformaram em pessoas azedas e amarguradas. Na verdade, movidas pela pseudo-verdade de que só se é possível ser feliz ao lado de alguém, tais meninas sucumbiram diante da solidão desesperando-se em busca de uma amor utópico.

Prezado leitor, Salomão em sua sabedoria afirmou com toda propriedade que existe um tempo determinado para todas as coisas. Existe tempo de abraçar e tempo para deixar de abraçar. Em outras palavras, ele está a nos dizer de que existem momentos da vida em que a solidão torna-se necessária.

Há pouco ouvi o desabafo de uma moça de 25 anos de idade completamente desesperada para casar. Segundo ela, o tempo havia passado e ela tinha ficado para titia. Ora, vamos combinar uma coisa? Ficado para titia com 25 anos é uma verdadeira sandice não é verdade? Para piorar a situação existem moças de 18 anos de idade chorando desesperadas aos pés do Senhor pedindo um marido.

Diante do exposto gostaria de aconselhar as moças a não se exasperarem, mas a confiar no Senhor e esperar o tempo e a pessoa certa para entrar no casamento. Agindo assim e não cedendo as pressões da sociedade com certeza experimentarão  momentos ricos e abençoadores na presença do Senhor.

Pense nisso!

Renato Vargens

É lícito o pastor tirar férias?

Por Renato Vargens

Absurdo! É exatamente isso que alguns irmãos dizem ao saber que o seu pastor vai entrar de férias. Para estes, o ministro do evangelho não possui o direito de descansar, afinal de contas ele é pastor, e como pastor tem que se dedicar full time a obra de Deus. O que talvez estas pessoas desconheçam é o que o pastor possui as mesmas necessidades de uma pessoa qualquer, e como tal, tem o direito de separar tempo para dedicar-se ao descanso e a família.

A igreja que investe no seu pastor incentivando-lhe a gozar férias é a primeira ser beneficiada por isso. Quando isso não ocorre, as consequências são extremamente negativas, até porque, em virtude do desgaste do ministério, o rendimento pastoral não é o mesmo.

É claro que existem pastores que não possuem essa visão e que por se acharem especiais assumiram publicamente o perfil de "Salvador da pátria" tentando absorver para si todas as atividades e demandas da igreja. Tais líderes, devido a sua insegurança ministerial centralizaram o poder em si mesmo não se permitindo em momento algum ausentar-se da igreja. Por outro lado, existem igrejas que se satisfazem com o estilo super-heroi do pastor esperando que ele seja incansável e que trabalhe ativamente jogando em todas as posições, batendo escanteio e fazendo gol de cabeça.

Uma outra razão pela qual a Igreja deixa de fazer este investimento, é por que vivemos dias em que o pastor é mais um "executivo de empresa" do que pastor. A Igreja deixou de ser organismo para ser organização, queira ou não, o pastor tem que dar conta do recado, tem que apresentar resultados, do contrário, ele não é bom pastor, seu ministério é queimado, taxado, e lá se vai mais um frustrado, daí a razão do seu esforço sobre humano, a fim corresponder às expectativas.

As férias pastorais são motivos de bênçãos para o ministro e para a igreja. Para o pastor, que tem a oportunidade de renovar as suas baterias, além obviamente de investir INTEGRALMENTE na sua relação familiar. E para a igreja, que ao receber o pastor de volta o tem com gás novo pronto para um novo ano que se inicia.

Igrejas que incentivam os seus pastores a gozar de férias demonstram amor e consideração por aquele que com dedicação e esmero tem se doado a favor do reino.

Pense nisso!

Renato Vargens

Quando será o fim do mundo?

Por Renato Vargens

Volta e meia nós ouvimos alguém gritar: O fim do mundo chegou! Na verdade, basta um cataclisma acontecer ou uma tragédia vir sobre parte da humanidade que muitos começam a advogar de que o mundo está prestes a acabar.
Foi assim com os Testemunhas de Jeová que anunciaram o fim do mundo para 1914; ou como os ”Borboletas Azuis“ de Campina Grande, na Paraíba que previram um dilúvio que marcaria o fim do mundo para 13 de maio de 1980; ou ainda como ocorreu no Japão onde um grupo responsável por um atentado no metrô de Tóquio previa o fim do planeta para 15 de abril de 1995.
A preocupação com fim o do mim é coisa antiga. No reveillon de 999 muitos europeus aguardavam o apocalipse. A crença no fim do mundo no ano 1000 vinha de uma interpretação literal de um dos textos bíblicos, o Apocalipse de João. Ali se lê que ‘depois de se consumirem mil anos, Satanás seria solto da prisão“ para ”seduzir as nações do mundo". Ora, bastou na época o surgimento de um eclipse, de um incêndio inexplicável, de pragas agrícolas, do nascimento de um bebê monstruoso, da passagem de um cometa no céu, do relato da aparição de uma baleia do tamanho de uma ilha na costa francesa, ad grande epidemia de 997,  para que se  interpretasse a proximidade do fim do mundo.
Há pouco a indústria cinemátográfica  lançou no cenário mundial o filme 2012.  A película baseia-se na crença Maia de que o mundo iria acabar em 2012. A teoria "maiana" revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.
Pois é, a Bíblia nos ensina a ficarmos de olho nos sinais que antecedem a volta de Cristo, no entanto, existe uma enorme diferença entre observar o que acontece em nosso planeta e determinar o fim de todas as coisas.  Cristo nos chamou a pregar o Evangelho da Salvação Eterna e não nos tornarmos detetives miticulosos tentando descobrir o dia final do planeta.
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Tem gente que se transformou em caçadores dos códigos esquecidos ou escondidos na Bíblia que apontam o data do fim do mundo. Infelizmente já teve até gente marcando a data da volta de Cristo! Ora, pessoas que agem desta forma correm o sério risco de tornar-se participantes ou dissiminadores de heresias destruidores provinientes de seitas infernais.
Somente o Senhor Todo-poderoso sabe quando será o dia final. Cabe a nós, vivermos o Evangelho,  multiplicarmos nossos talentos, pregarmos as Boas Novas da Salvação aguardando com santa expectativa a volta do Senhor.

Maranata!

Renato Vargens

Sal fora do saleiro.

Por Renato Vargens
Neste último domingo fizemos na Igreja Cristã da Aliança de Pendotiba algo inusitado. Em vez de nos reunirmos no templo como comumente fazemos no primeiro dia de cada semana, optamos por fazer o nosso culto dominicial na rua. Um equipe de mais 60 pessoas trabalhou avidamente pela concretização do evento. Na hora certa, diante de uma enorme multidão começamos o culto com muita música e louvor a Deus. Confesso que a experiência foi impar. Na verdade sabíamos que atingiriamos um bom número de pessoas, no entanto, o que não imaginávamos era que uma quantidade imensurável de gente sedenta por Deus estariam presentes ao culto.
Pois é, a experiência em questão serviu para nos lembrar que cabe à Igreja fazer chegar a salvação aos perdidos. Mais do que nunca tenho pleno convicção de que a igreja deve ser a igreja do caminho e não do balcão. Ela não pode permanecer como espectadora da história: tem de descer para onde se travam as lutas reais dos homens.

Sem sombra de dúvidas fazer o culto na rua nos aproximou mais da vizinhança, desconstruiu a visão equivocada de alguns quanto a igreja evangélica, além é claro de corroborar com a idéia de que algumas vezes  Cristo nos chama a quebrar paradigmas estruturais e eclesiásticos.
Nossa missão é pregar o Evangelho da Salvação Eterna, anunciando a Cristo como único e suficiente Salvador.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

X2 Encontro para Consciência Cristã

De 10 a 16 de fevereiro de 2010, a cidade Campina Grande, na Paraíba congregará cristãos, das mais variadas denominações, de várias partes do Brasil, que virão para participar do 12º Encontro Para a Consciência Cristã, que tem como objetivos: Exaltar a pessoa de Jesus Cristo, edificar a Igreja, defender os princípios da fé cristã e propagar o evangelho. O conclave é realizado com entrada franca pela Visão Nacional Para a Consciência Cristã – VINACC, uma entidade sem fins lucrativos ou políticos. Isto posto, quero desafiá-lo a orar pelo evento em questão, rogando ao Senhor Todo-poderoso bênçãos sobre as dezenas de milhares de pessoas que lá estarão.
(para visualizar o cartaz clique com o mouse em cima dele)


Síndrome de camaleão

Por Renato Vargens


Existem pessoas que são extremamente voláteis. Basta o vento do modismo gospel soprar de forma diferente, que se deixam influenciar pela força dele; ou ao surgimento de um novo ensino ou comportamento eclesiástico que se permitem levar pelos ventos de doutrinas comumente soprados em nossos arraiais evangélicos. Isto me faz lembrar uma interessante história de Ruth Rocha:

“Meu amigo Camaleão acordou de bom humor. - Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha cheia de orvalho, mudou sua cor para a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas, e saiu para o sol, contente da vida.
Meu amigo Camaleão estava feliz porque tinha chegado à primavera. E o sol, finalmente, depois de um inverno longo e frio, brilhava, alegre, no céu.
- Eu hoje estou de bem com a vida - Ele disse. - quero ser bonzinho pra todo mundo...Logo que saiu de casa, o Camaleão encontrou o professor pernilongo. O professor pernilongo toca violino na orquestra do Teatro Florestal.

- Bom dia, professor! Como vai o senhor?- Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso, meu irmão? Por que é que mudou de cor? Essa cor não lhe cai bem... Olhe para o azul do céu. Por que não fica azul também? O Camaleão, amável como ele era, resolveu ficar azul como o céu da primavera... Até que numa clareira o Camaleão encontrou o sabiá-laranjeira:
- Meu amigo Camaleão, Muito bom dia e você! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul por quê?E o sabiá explicou que a cor mais linda do mundo era a cor alaranjada, cor de laranja, dourada. Nosso amigo, bem depressa, resolveu mudar de cor. Ficou logo alaranjado, louro, laranja, dourado. E cantando, alegremente, lá se foi, ainda contente...Na pracinha da floresta, saindo da capelinha, vinha o senhor louva-a-deus, mais a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, que não gosta de gracinha.
- Bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece até fantasia pra baile de carnaval... Você devia arranjar uma cor mais natural... Veja o verde da folhagem... Veja o verde da campina... Você devia fazer o que a natureza ensina. É claro que o nosso amigo resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho. E foi pelo seu caminho...

Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, mudava de opinião. Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão. Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO. (...)
Por isso, naquele dia, cada vez que se encontrava com algum de seus amigos, e que o amigo estranhava a cor com que ele estava... Adivinha o que fazia o nosso Camaleão. Pois ele logo mudava, mudava para outro tom... Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho...Quando o sol começou a se pôr no horizonte, camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio e mais cansado ainda de tanto mudar de cor. Entrou na sua casinha. Deitou para descansar. E lá ficou a pensar:
- Por mais que a gente se esforce, não pode agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo... Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo... E se não fossem os gostos, Que seria do amarelo? Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se bem cedinho.- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha cheia de orvalho, mudou sua cor para a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas, e saiu para o sol, contente da vida. Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu, que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?- Muito bom dia, amigo Camaleão! Mais que cor mais engraçada, Antiga, tão desbotada... Por que é que você não usa uma cor mais avançada? O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
- Eu uso as cores que eu gosto, e com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, mas faço o que me convém. Quem não agrada a si mesmo, não pode agradar ninguém...E assim aconteceu o que acabei de contar. Se gostaram, muito bem! Se não gostaram, AZAR!

Será você um crente camaleão?
Para bom entendor, "meia palavra" basta.

Pense nisso!

Renato Vargens