Carta ao Conselho de Psicologos do Brasil sobre Marisa Lobo

Prezados senhores,

Há pouco fiquei sabendo que o presidente do sindicato dos psicólogos de Manaus fala abertamente nas redes sociais sobre sua sua fé no candomblé, ( o que é um direito dele). O referido senhor também deixa para todos quanto puder, que é psicologo ( o que também é um direito que lhe assiste). 

Pois bem,  a psicologa Marisa Lobo, também publicamente tem manifestado sou crença em Deus e no cristianismo, contudo diferentemente do presidente do CPM, tem sido perseguida simplesmente pelo fato de  considerar-se cristã. Ora, vamos combinar uma coisa? Dois pesos, duas medidas? Persegue-se um em nome do laicismo e se faz vista grossa para outro? Psicólogos de outras religiões podem expressar publicamente sua fé em diversas divindades e crenças, sem maiores consequências e psicologos cristãos não?

Diante do exposto, manifesto publicamente minha preocupação quanto à possibilidade deste conselho em punir a psicologa Marisa Lobo. Ouso afirmar que atitudes deste nipe apontam de forma categórica para uma perseguição religiosa. 

Porventura Marisa não tem o direito de ser dizer cristã?

Prezados senhores a Carta Magna assegura a garantia dos direitos constitucionais conforme os termos dos Arts. 3º, IV; 4º, II; e 5º, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, que nos assegura o direito de:a) PENSAR (liberdade de consciência);b) EXPOR NOSSAS IDÉIAS (liberdade de expressão, intelectual e científica).

Sendo assim, manifesto meu repúdio a possibilidade de qualquer tipo de punição a psicóloga Marisa Lobo, como também a proibição deste respeitado órgão em não permitir que seus afiliados exerçam liberdade de crença, de pensamento, e expressão.

Atenciosamente,

Renato Vargens

5 comentários:

Já manifestei ao CFP: estou pretendendo cursar psicologia, mas para quê? Se o CFP é tendencioso, preconceituoso e ditatorial, pra que vou filiar-me a ele e "depender" dele? Isso é vergonhoso.

28 de fevereiro de 2013 22:00 comment-delete

Já manifestei ao CFP: estou pretendendo cursar psicologia, mas para quê? Se o CFP é tendencioso, preconceituoso e ditatorial, pra que vou filiar-me a ele e "depender" dele? Isso é vergonhoso.

28 de fevereiro de 2013 22:02 comment-delete

Lamentável... eu repúdio!!!!

1 de março de 2013 14:56 comment-delete

Amigos queridos, a psicóloga Marisa Lobo tem o direito de ser evangélica e de dizer livremente sua opinião, mas não tem o direito de ofender publicamente os homossexuais do país utilizando a fé e a liberdade de expressão como "escudos", chamando-os de doentes ou como preferir chamá-los, devido sua convicção religiosa. Isso caracteriza por parte da psicóloga um dano moral para os membros da sociedade que não pensam como ela. Percebem o que venho humilde e respeitosamente lhes dizer? Da forma paralela, Malafaia fere muito os corações de pessoas da sociedade ao tratá-los com brutalidade verbal. :/ Sabe, já é tão grande o nosso sofrimento. Tão terrível! Tão difícil de carregar, e ainda por cima vem uma pessoa que deveria nos abraçar e dizer "Deus te ama!" e termina que atirar pedras chamando-nos de "ismo". Entendem o que quero dizer? Por favor, é preciso rever os conceitos, e pensar: "Jesus agiria por forças e por violência como estamos fazendo? Jesus desrespeitaria vidas? Atiraria alguma pedra? Ou se sentaria com as vidas, comeria ao lado delas, abraçaria, sorriria, e desejaria o bem?" Atenciosamente, Marcos Blasques

3 de março de 2013 02:05 comment-delete

Marcos, primeiro você escreveu isso, referindo-se à Marisa Lobo:

"... não tem o direito de ofender publicamente os homossexuais ... chamando-os de doentes..."

Logo a seguir, você escreveu:

"Sabe, já é tão grande o nosso sofrimento. Tão terrível! Tão difícil de carregar..."

Se o seu “sofrimento já é tão grande, tão terrível, tão difícil de carregar”, você está admitindo que é correto dizer que é doença (que é sofrimento). Ora, seja em que área for, ninguém sofre se não houver algo errado. E se está sofrendo, ao invés de criticar aqueles que podem realmente ajudar, por que você não procura ajuda?

É irônico que você declara abertamente seu sofrimento, mas não quer que profissionais concordem com o que você diz. Minha pergunta é: qual é a “ofensa pública” que há em outros dizerem o que você mesmo está dizendo?

O que para mim fica claro é o TEU preconceito contra os profissionais evangélicos. Passei muitos anos estudando saúde/neurociências (UCPEL, UFPEL, UFPR e Dom Bosco – incluindo algumas pós-graduações), o que me facilitou aceitar terapia. E, com uma única exceção, os terapeutas que de fato me ajudaram eram evangélicos.

Exemplo: enquanto não admiti que meu “complexo de vítima” me fazia continuar sofrendo para “atrair o amor” dos circunstantes, não fui ajudado. E só os evangélicos chamaram isso de “pecado de autopiedade”.

Estas linhas não esgotam o assunto, mas resumo:

O pior doente é o que não admite que está com problemas. O pior sofredor é o que reconhece seu sofrimento mas quer permanecer sofrendo.

3 de março de 2013 16:35 comment-delete