Stand up gospel, uma nova forma de pregação

Por Renato Vargens

Nos últimos anos tem se multiplicado na Igreja Evangélica brasileira um diferente tipo e estilo de pregação. Nela, o pregador em vez de anunciar o Evangelho da salvação Eterna gasta o seu precioso tempo divertindo a platéia. Outro dia ouvi um irmão dizendo: "O pastor fulano de tal é uma bênção! Ele é muito engraçado! Eu ri litros com sua mensagem!" 

Caro leitor,  por favor, pare, pense e responda sinceramente: quem disse que um pregador do evangelho deve ser um animador de auditório? Verdadeiramente, o que Spurgeon temia aconteceu, pastores se transformaram em promotores de entretenimento. 

Lamentavelmente nos dias de hoje, percebemos em boa parte das nossas igrejas um número significativo de pastores que em vez de pregar a santa Palavra de Deus, transformaram-se em exímios animadores de auditório. Para prender a atenção do seu público, contam piadas, pulam, fazem caretas, caras e bocas e muito mais, isto sem falar nos jargões que sem dó e piedade são vomitados em nossos ouvidos. Senão bastasse isso, o conteúdo de suas mensagens não é a Palavra de Deus e sim princípios relacionados a autoajuda, o que se deve em parte ao despreparo bíblico e teológico de muitos destes irmãos.

Prezado amigo, a função do pregador não é divertir o povo e sim pregar a Palavra de Deus. O pastor foi chamado a anunciar TODO Conselho de Deus e não fazer do púlpito, um teatro, uma arena ou um circo.

Ora, bem sei que alguns discordam de mim, no entanto, creio piamente que pastores não foram chamados  por Deus para fazer o povo rir como se num auditório estivessem e sim anunciar as Boas Novas de Salvação Eterna.

Isto posto, concordo com os puritanos que diziam que o púlpito é lugar sério e não um palco de entretenimento. 

Vale a pena ressaltar que não condeno o pregador quando em meio a um sermão conta um relato jocoso, isso é absolutamente compreensível. O que condeno são aqueles que abandonaram as Escrituras em detrimento do riso e do entretenimento fazendo deste estilo de mensagem um método de pregação onde o que importa no final de tudo é a satisfação do cliente.

Para terminar esta breve reflexão, tomo emprestado as palavras do pastor Antônio Silva que diz:  

"Estamos vivendo tempos muito estranhos! Pregadores do estilo "stand-by gospel" são considerados heróis. Cantores popstars são os verdadeiros adoradores, mesmo que só "adorem" por muitos, muitos milhares de reais."

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

"Não procuro outros meios para a conversão do homem, além da simples pregação do Evangelho." Charles Spurgeon

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

13 comentários:

Não devemos tomar o nome do Senhor em vão.

13 de agosto de 2013 10:42 comment-delete

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Mano Renato Vargens, assino todo o seu texto. Parabéns! Mais uma vez vc demonstra biblicidade, equilíbrio e firmeza.

Destaco especialmente esta parte: "Prezado amigo, a função do pregador não é divertir o povo e sim pregar a Palavra de Deus. O pastor foi chamado a anunciar TODO Conselho de Deus e não fazer do púlpito, um teatro, uma arena ou um circo.

Ora, bem sei que alguns discordam de mim, no entanto, creio piamente que pastores não foram chamados por Deus para fazer o povo rir como se num auditório estivessem e sim anunciar as Boas Novas de Salvação Eterna.

Isto posto, concordo com os puritanos que diziam que o púlpito é lugar sério e não um palco de entretenimento.

Vale a pena ressaltar que não condeno o pregador quando em meio a um sermão conta um relato jocoso, isso é absolutamente compreensível. O que condeno são aqueles que abandonaram as Escrituras em detrimento do riso e do entretenimento fazendo deste estilo de mensagem um método de pregação o que importa no final de tudo é a satisfação do cliente."

Deixo um texto bíblico para estimulá-lo, também a mim, e a todos os que zelam pelas Escrituras, e mais ainda pelo Senhor das Escrituras: "Daniel decidiu firmemente não se contaminar com o manjar do rei." (Dn 1:8)

Estamos vivendo tempos de grandes contaminações. Mas nos mantenhamos alertas e vacinados. A vacina? Vida com Deus e conhecimento das Sagradas Letras.

Abçs.

13 de agosto de 2013 10:45 comment-delete

Concordo novamente!!!! Amo ler o seu blog Pastor!!!Me ajuda a pensar de forma clara sobre os assuntos comentados!!!!

13 de agosto de 2013 11:19 comment-delete

A diferença entre um Profeta e um Palhaço está na distância diametralmente oposta como o Céu e o Inferno.

Ninguém dará crédito a um palhaço que grita fogo, ainda que seja verdadeiro. O Evangelho não foi entregue para que palhaços o pregassem. O Evangelho foi dado aos Profetas. Apenas o profeta, como portador da mensagem celeste, aproximará os ouvintes ou do céu ou do inferno.

Um Profeta pode fazer de um Circo uma Igreja; mas um Palhaço sempre transformará a igreja em um Circo.

Que o Senhor conceda-nos verdadeiros profetas para denunciar os palhaços de nossa geração.

Forte abraço, meu irmão e amigo, Pr. Renato Vargens.

13 de agosto de 2013 11:40 comment-delete

Em nossa geração isso tornou-se uma prática comum - infelizmente - não trata-se apenas de pessoas descompromissadas com a genuína palavra. Mas, um pecado de rebeldia. O pior é que eles tem muitos seguidores. Tendo em vista que a palavra direciona. Como consequência, o que é dito e feito num púlpito é digno de ser imitado. "Nem em todos". Mas as pessoas menos avisadas, e que estão sedentas pela palavra, sem dúvida, podem passar a agir de uma forma banal diante da palavra. Essa modalidade é como um evento de comédia. Chega-se triste e abatido, ouve a suposta mensagem, anima-se, esquece de seus problemas por hora, e se divertem - porém logo, se encontram vazias e nada se aplica na vida de maneira prática. Pois a palavra engraçada faz apenas rir. Porém a palavra da verdade é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até a divisão da alma e espírito,juntas e medulas,apta para discernir pensamentos e intenções do coração. Hb 4.12. Esta palavra sim, faz total diferença, edifica a qualquer um de der crédito! A paz do Senhor.

13 de agosto de 2013 11:44 comment-delete

Prezado Pastor Gaspar,

Perfeita sua definição.

Abraços,

Renato Vargens

13 de agosto de 2013 12:00 comment-delete

ñ concordo ! Seriedade ñ tem nada haver com santidade ,pois sei e conheço um pastor q é muito serio sisudo,passava uma confiança ñ admitia brincadeiras de forma alguma prega a palavra como ninguém ,nunca vi nenhum pregador tão inteligente ,no final descobrimos q já havia 7 anos q traia sua esposa ,judiava dela e a abandonou quando tudo veio a tona ,e ai seriedade signina ser mais santo ??

13 de agosto de 2013 19:07 comment-delete

Caro Henrique! É verdade que seriedade não significa necessariamente santidade, alguém pode transmitir alguma coisa que, de fato, não é. O problema do pastor que o irmão citou em seu comentário não estava na seriedade com que conduzia as coisas, mas em seu coração. Seu caráter estava corrompido. Não é isso que está sendo debatido. Estamos falando de uma mudança de direção que alguns homens de Deus estão tomando para se adequarem às imposições deste mundo mal. Como foi mencionado por um dos comentaristas: um pastor pode fazer de um circo uma igreja....mas, se um palhaço anunciar sobre o perigo, simplesmente ninguém irá acreditar nele.
O evangelho é vida e morte, não entretenimento.
Deus nos dê graça!

14 de agosto de 2013 09:44 comment-delete

Caro Henrique! Você está certo: seriedade não significa necessariamente santidade. Pessoas podem enganar por um tempo demonstrando algo que, de fato, não são. O problema do pastor citado por você não estava na seriedade com que conduzia as coisas, mas, em seu coração. Seu caráter estava corrompido e não houve um retorno à Santidade. Entretanto, não é isso que está sendo debatido.
Estamos comentando o fato de homens de Deus cederem às imposições deste mundo mal. Como citou um dos comentaristas acima: "um pastor pode fazer de um circo uma igreja"...mas um palhaço que anuncia um incêndio, por exemplo, não terá a confiança das pessoas, simplesmente ninguém acreditará nele.
O evangelho é vida e morte, céu e inferno, não entretenimento.
Que Deus nos dê graça.

14 de agosto de 2013 09:57 comment-delete

Infelizmente as pessoas leem cada vez menos a bíblia. Vejamos:

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos. Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças. Efésios 5:1-4

chocarrices = Chalaça grosseira ou petulante (Vulgo zombar/zombeteiro).

Recentemente assisti a um stand up gospel dentro de uma igreja, em um culto especial para jovens. Sinceramente fiquei escandalizado com o que vi. Isso porque não havia qualquer limite entre santo e profano, ou seja, o rapaz que se apresentava, brincava com tudo (mas tudo mesmo), desde manifestações do Espirito Santo a expulsão de demônios.

Quando questionei algumas pessoas a respeito do conteúdo da apresentação, mencionando estes versículos bíblicos, fui sumariamente taxado de retrógrado, não acompanhante das novidades e tendências da igreja, que está se modernizando para alcançar as almas. Os versículos bíblicos citados foram simplesmente ignorados.

Ou seja, hoje as pessoas que estão envolvidas com estas tendências, lucidamente afirmam que apenas a palavra de Deus (que sozinha serviu como instrumento de evangelismo durante séculos mundo afora) não é suficiente para atender as novas necessidades das massas, sendo necessário a introdução de conceitos modernos.

Infelizmente este é o tipo de cristianismo que temos observado: Um cristianismo que não se preocupa com a palavra de Deus, oração e adoração mas é movido por tendências e interesses humanos. No entendimento destas pessoas, mais vale a auto-satisfação do que a renuncia ao pecado

Que Deus tenha misericórdia destas pessoas.

14 de agosto de 2013 11:04 comment-delete

Não sei ql foi o pastor que foi citado pelo irmão (citado no artigo), mas o Chaplin (que dizia muitas verdades brincando e citado pelo Claudio Duarte ontem no Danillo Gentili) dizia:

"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."
Charles Chaplin

Dependendo de como as coisas são ditas, dentro de um contexto e de forma respeitosa, fico com o Chaplin.

14 de agosto de 2013 16:55 comment-delete

PERFEITO!

13 de setembro de 2013 01:21 comment-delete

Contabilizem o tanto de almas ganhas com essa estratégia e depois julguem.
O céu é para todos.

25 de maio de 2014 19:53 comment-delete