Socorro, o pastor me traiu!

Por Renato Vargens
Socorro, o pastor me traiu!
Há pouco ouvi uma história  por parte de um amigo querido  que me confessou que  estava profundamente magoado com o seu pastor, isto porque, o segredo por ele contado no gabinete pastoral foi compartilhado com muitos outros irmãos através do pulpito da igreja. 

Pois é, o meu amigo ao abrir o  coração comigo chorou compulsivamente compartilhando com muitas  lágrimas a dor de ter se sentido traído.

Caro leitor, lamentavelmente não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sofrido nas mãos de pastores despreparados, que movidos por sentimentos mesquinhos não conseguem guardar no coração os segredos a eles compartilhados. Na verdade, ouso afirmar que boa parte dos pastores não possuem maturidade emocional suficiente para lidar com determinadas situações, o que invariavelmente os levam a compartilhar com outros aquilo que não deveria jamais ser compartilhado.

Um outro ponto importante que precisa ser observado é o fato de que o pastor precisa compreender que os assuntos compartilhados no gabinete pastoral precisam ser preservados. O problema é que muitos dos pastores se sentem acima do bem e dom mal, e pelo fato de terem descoberto os pecados ou  falhas de alguém,  usam de subterfúgios inescrupulosos cujo intuito final é a manipulação das pessoas.

Isto posto, acredito que os seminários teológicos, bem como as classes de mentoria vocacional  de cada igreja local,  precisam enfatizar de forma incisiva a necessidade do pastor guardar o segredo de confissão, até porque, quando isso não é feito, feridas são abertas na vida do crente, levando por consequinte a muitos de nossos irmãos  a experimentarem a dor e a amargura de se sentirem traídos.

Pense nisso!

Renato Vargens

8 comentários:

É verdade.

7 de junho de 2011 16:00 comment-delete

Grande Renato, excelente post. Outro ponto que me incomada bastante é o fato dos pastores simplesmente escutarem os fiéis, acharem que fazem a função de Psicólogos e acabam dando conselhos e instruções que na maioria das vezes não funciona. Tenho debatido isso incisivamente com alguns diretores de seminários, inclusive acho viável retirar da grade curricular da maioria dos seminários a disciplina " Psicologia Pastoral ", visto que essa não é uma sub-área da Psicologia, eles podem fazer outras coisas, mas Psicologia eles não fazem. Acho fundamental que um pastor se prepare adequadamente a fim de evitar essas gafes na frente do púlpito.

Forte Abraço

Igor Madeira

7 de junho de 2011 19:19 comment-delete

Renato,

Texto muito pertinente, mas gostaria de levantar uma questão muito séria: a quem esta ovelha se queixaria? Consideremos que a maior parte das igrejas evangélicas tem pastores-proprietários que não são submissos a ninguém ou quando são, estão ligados a estruturas corporativistas, a quem esta ovelha ferida poderia se reportar? Para mim o que está errado é o modelo. Ninguém é legítimo pastor sem cumprir os requisitos básicos de 1 Tm 3 e Tito 1.

7 de junho de 2011 20:50 comment-delete

Excelente post.É triste mais é mais dura verdade!

8 de junho de 2011 09:33 comment-delete

paz do Senhor .


sou o bispo Roberto Torrecilhas , do blog Gritos de Alerta .
Uma vez eu tive essa amarga experiencia , onde relatei a meu pastor , na época , um acontecimento em que eu tinha sofrido um roubo de um valor alto.
Pedi para ele segredo , mas na primeira oportunidade ele abriu a sua grande boca e em menos de 3 dias a cidade toda ja comentava.

Coisas de pastores sem sabedoria vinda do alto.

BISPO ROBERTO TORRECILHAS
WWW.GRITOSDEALERTA.BLOGSPOT.COM

8 de junho de 2011 10:59 comment-delete

ESSA SITUAÇAO É MUITO COMPLICADA,POIS NOS LEVA A CRER QUE TEREMOS MUITAS DECEPÇÕES COM HOMENS POIS SOMOS FALHOS.iSSO SÓ VAI PARAR QUANDO OS LÍDERES RECONHECEREM Q SAO FALHOS E RESOLVEREM OS PROBLEMAS DE QUEM CONFESSA COMO SE FOSSEM DELES PROPRIOS.HOJE OQUE EU MAIS QUERO É TER CONFIANÇA EM ALGUEM!!??

GRACIANA MACIEL
8 de junho de 2011 14:44 comment-delete

Por três vezes cometi a tolice de confiar em irmãos que aparentavam ser, não apenas espiritualmente maduros, mas amigos, pessoalmente interessados em mim, em meu bem, em meu crescimento. Tudo isso até que houvesse discordância entre nós, até que eu questionasse alguns de seus ensinamentos (eu não os acusei publicamente nem os caluniei, apenas lhes disse que seus ensinos e seu viver não eram bíblicos). Foi o suficiente para que aquilo que foi confessado, com vergonha e confiança, no interior da casa fosse propalado do eirado, com o fito único de me desmoralizar e, desse modo, anular a seriedade daquilo que eu apontava neles. Alguns deles, não satisfeitos com a divulgação pública de meus pecados, ainda acrescentaram mentiras. Aprenderam com Maquiavel: para destruir a mensagem de seu inimigo, desacredite seu inimigo.
Infelizmente, homens e mulheres desse tipo pululam no povo de Deus. Gente que não sabe conviver com ímpares, que não sabe ser questionada, que se arvora infalível, que vê na discordância ameaça em lugar de oportunidade de correção e crescimento. E esses destruidores e caluniadores continuam em sua auto-assumida posição de líderes, mentores e guias, enquanto deixam um rastro de destruição para trás.
Graça a isso, hoje não confio em ninguém. Infelizmente, todos os meus relacionamentos pessoais (mesmo com cristãos) são superficiais, distantes. Não preciso passar por isso de novo nem ferir a consciência de outros irmãos com minhas feiuras.

Anônimo
11 de junho de 2011 18:51 comment-delete

Por essas e outras, prefiro dar meu testemunho na China kkkkkk
Se eu contar quem era a. C. sei que serei comentada, desprezada, repudiada e alvo de tudo que é falatório numa igreja. Dá pra ser feliz assim????

12 de junho de 2011 04:23 comment-delete