O mundo teen, suas tribos, o problema do suicídio e o desafio da evangelização.

Por Renato Vargens

Há pouco fui com minha esposa ao shopping. Ao chegar fiquei impressionado com o número de adolescentes presentes nas galerias. Na ocasião era possível perceber através da roupa, linguagem, penteados e interesses, as mais variadas tribos, onde punks, metaleiros, pagodeiros, patricinhas, mauricinhos, emos, skaters, góticos, surfers, entre outros mais, se encontravam reunidos.

Percebi também que meninos e meninas, com idade variando entre 13 e 17 anos, se relacionavam afetivamente uns com outros, onde beijos, carinhos e toques se faziam percebidos. Pude também perceber em suas conversas, sorrisos, e inquietações o quão desafiador é evangelizar as mais variadas tribos de adolescentes.

Para aumentar a minha inquietação quantos aos adolescentes fiquei sabendo que umas das primeiras causas de morte entre eles é o suicídio. Os centros de controle de doenças nos Estados Unidos informam que o suicídio já é a terceira causa de morte entre adolescentes, vindo antes os acidentes e os homicídios, e isto em populações de jovens entre 15 e 24 anos de idade. E o que é ainda mais assombroso é que o suicídio já é a quarta principal causa de morte entre crianças das idades dos 10 aos 14 anos. No Brasil, lamentavelmente, as estatísticas são precárias e também refletem a péssima qualidade dos serviços públicos de saúde oferecidos à população.

Os adolescentes tendem a experimentar fortes sentimentos de estresse, confusão, dúvidas a respeito de si mesmos, pressão para que sejam bem-sucedidos, incerteza quanto a aspectos financeiros e outros sentimentos enquanto crescem.

Para alguns adolescentes, o divórcio, a formação de uma nova família com padrastos ou madrastas ou mesmo o fato de mudarem para outra comunidade pode vir a aumentar suas dúvidas interiores. Para alguns adolescentes, o suicídio pode parecer uma solução para seus problemas e estresse.

Isto posto, afirmo que a evangelização de adolescentes deve ser prioritário a igreja Evangélica brasileira, a questão é como fazê-lo sem sincretizar a mensagem ou negociar os valores do reino. De fato, anunciar Cristo as mais variadas tribos teens é um enorme desafio e que precisa ser feito debaixo da graça e orientação do Senhor.

Pense nisso!

Renato Vargens

2 comentários:

"... a evangelização de adolescentes deve ser prioritário a igreja Evangélica brasileira"

Se a igreja evangélica brasileira quiser sonhar com algum futuro, deve tomar essa afirmação como lema, literalmente.

20 de setembro de 2009 21:13 comment-delete

Com certeza,os adolecentes são prioridade pq estam em fase de descobertas
Se deixarmos que o mundo os ensinem seram mais uma geração cega por esse mundo...
Os pais tem que ter cuidado com as amizades dos seus filhos pq elas podem acabar com as vidas dos seus filhos futuramente.Na palavra diz:
"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6)
A PAZ!!!

21 de setembro de 2009 01:23 comment-delete