quarta-feira, junho 17, 2009

E eu? O que ganho com isso?
Renato Vargens
Este mundo pós-moderno se caracteriza por um estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que isso signifique atropelar conceitos e pessoas. Infelizmente as relações neste inicio de século XXI se fundamentam em trocas e barganhas onde o mais importante é descobrir o que eu posso ganhar e lucrar.
Em nosso país, é muito comum, ouvirmos dos lábios daqueles que nos relacionamos o que é que se pode ganhar com aquele tipo de atitude ou comportamento. Lembro que na década de 70 existia uma propaganda vinculada em rede de TV sobre uma marca de cigarro, na qual o ex-jogador da seleção brasileira Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que comprar o cigarro em questão era vantajoso por ser melhor e mais barato que as outras marcas. E ao no final do comercial Gérson zombeteiramente dizia:"Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?”
Com o passar dos anos a propaganda captou um elemento de identificação que estava no imaginário popular. O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta dela.
Por fatores dos mais diversos, a sociedade brasileira vem vivendo há muitos anos debaixo de uma enorme crise moral e relacional. E claro, como não poderia deixar de ser, a igreja evangélica também. Há pouco tempo, ouvi a história de um crente que ao ser reprovado no exame de uma auto-escola, recebeu a proposta por parte do examinador de pagar por fora R$ 50, 00, a fim de que o exame fosse refeito. Tal “irmão” sem titubeios prontamente aceitou, dizendo ser aquilo a uma grande benção de Deus, afinal de contas o que importa é não perder.
Diante deste triste relato sou obrigado a lhe perguntar: Será que os fins justificam os meios? Será que devemos dar um “jeitinho” em tudo para atingirmos os nossos objetivos? Será que sempre tenho que ganhar alguma coisa? Ora, claro que não. Entretanto, essa sociedade encontra-se tão adoecida, que práticas como esta, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que para isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.
Como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre ganhamos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Augusto Elias disse...

A nossa natureza pecaminosa é consequência da conduta ilícita de Adão e Eva apontando para a desobediência de tudo aquilo que Deus queria desenvolver,além da intimidade, entre os homens,lá em Gêneses.Só que as escrituras sagradas nos ensina a andarmos em linha reta,olhando para a cruz,cumprindo as normas,regras que o Espírito Santo,através de homens no passado,na autoridade de Deus escreveu para que desviassemos do mal caminho.Partindo desse princípio é que devemos colocar Deus em todas as situações e em todos os momentos de nossas vidas,para que sejamos envolvidos pelo fulgor da parte do Senhor,afim de que possamos nos livrar das tentações.Essa idéia do texto me faz lembrar os momentos difíceis da minha caminhada,até hoje,afinal Jesus disse que teriamos aflição,mas que era necessário bom ânimo por nossa parte,digo em relação aos manjares deste século onde sempre penso assim:Jesus não faria isso se estivesse no meu lugar e infelismente o irmão citado na mensagem como exemplo,não se colocou como nova criatura e muito menos não pensou em Jesus que o livrou do fogarel,se vendendo por "cinquentinha" para inimigo de nossa almas.Já ia me esquecendo, vale ressaltar que os políticos agem em favor da barganha.Que Deus nos guarde.

Gilbert Raposo disse...

Temos que ser radicalmente obedientes a LEI de DEUS e a lei dos homens, pois tudo que nos foi imposto é por que DEUS quiz assim, agora acho eu que erramos já em nossa casa quando falamos para nossos filhos que ganharão presente no natal ( por exemplo ) se passarem de ano na escola, é semente de barganha se agirmos assim, começamos a mudar essa geração à partir do nosso lar para quem está a todo derredor.

Gilbert Raposo, um aprediz em Cristo Jesus.

Pablo disse...

Quero deixar a partir deste relato, nada mais que, as palavras da última carta de Paulo: "Porque virá temo em que não sofrerão a sã doutrina, mas tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme suas próprias concupiscências e desviarão os ouvidos da verdade voltando as fábulas". 2Tm 4:3
No próximo verso(4): Temos que sofrer as aflições permanecendo sóbrios em tudo.
Sem mais....

Pablo, um buscador incessante do caráter de Deus

Pablo disse...

Pr Renato,
Postei um comentário, mas peço desculpas pois percebendo a não publicação pude notar meu erro à passagem bíblica que deixei. UM outro texto estava em minha mente (Homens que visam dinheiro atravéz do evangelho). Obrigado pela devida atenção na moderação.

A Paz e que nosso Jesus continue à dar-lhe tamanha sabedoria.

Pablo, um buscador incessante do caráter de Deus

silveirapablo66@gmail.com

Dougllas knnor disse...

Será que os fins justificam os meios? NÃO PRECISA DIZER MAIS NADA !!!!

Augusto Elias disse...

Olha meu grande amigo Gilbert e irmão;Presentear o filho no final do ano por ter consiguido ser aprovado nas provas escolares, o levando a condição de mudança de série colegial ,é simplesmente você estar dando um insentivo para que ele seja aplicado nos estudos , afim de que ele possa ter hábito na leitura e outras atividades desse gênero,até mesmo para que se prepare para o futuro.Isso vai ressoar bem,pois quando ele estiver maturidade ,nada disso será possível.A barganha, ao meu ver ,expalnada no texto,tem a tendência muito negativa,onde agente vê claramente o afastamento das pessoas de Deus por causa dessas atitudes erradas.

GILBERT RAPOSO disse...

Caro Augusto, 99,9% dos pais não chegam com a pós premiação, e sim com a pré-proposta, se passar de ano tem, o que não aponta para o valor da conquista vinda de uma luta consciente desde a infancia até a idade madura, nós pais temos sim que darmos palavras de auto-confiança para que tenham auto-estima e uma personalidade firme e tenham propósitos, sonhos e lutem por eles, por ex: você consegui, você pode, vamos lá, supereseu limite, vá com alegria e otimismo,
por ter tentado você já é um vencedor, e principalmente dzendo que JESUS nos conduz para o que é ideal para nossas vidas.

Aujgusto Elias disse...

Irmão,as criançãs precisam ser tratadas como crianças.Concordo com todo tipo de incentivo para que ela possa ser otimista no futuro,inclusive com os estudos,o que eu acho é que não devemos ser radicais com os pequeninos tirando todo o encanto infantil, não podemos tratar as crianças como adultos,até porque elas não são,tenho assistido isso com tristeza nos olhos,mas se eu for pai um dia,terei outras direções no tratamento do meu filho,como a minha mãe me tratou na minha educação,graças a Deus me formei,grato ao Senhor com duas profissões,assim também fui muito motivdo com bons presentes no natal,deacordo com que foi implantado no meu coração referente ao incentivo,com tempo caiu,pois não era barganha.Quanto aos 99,9% desconheço rs...abração meu brother!!!

Renato Vargens disse...

Prezados,

Não vejo nenhum problema em presentear as crianças por terem passado de ano. Acredito, que o fato em questão, sirva como instrumento pedagógico aos nossos meninos que precisam entender que a vida proporciona consequencias as nossas decisões. O que discordo é da CHANTAGEM. Isto, de forma alguma deve ser feito. Agora, quando presenteamos nossos filhos, os ensinamos de forma indireta que quando eles entrarem no mercado de trabalho colherão aquilo que plantar. Ora, se me dedico com esmero, sou premiado, caso contrário não. A vida é assim! Jamais colherei batatas, se plantar cenouras!

Concordo plenamente que criança necessita ser incentivada e capacitada a acreditar em si mesma. Agora, é importante também que respeitemos a criança, seu tempo e limites, agindo de forma equilibrada não cobrando delas uma postura adulta, entendendo que ela deve viver intensamente todas as fases da vida.

Abraços,

GILBERT RAPOSO disse...

Amigos, prestem atenção no que escreví, eu não disse que não é legal presentear as crianças, mesmo porque se estimula o exercicio de generosidade para com alguém querido, eu disse quanto ao ato de barganhar pré-datadamente o vinculo de cumprir suas obrigações escolares com o receber presentes, todos temos nossas limitações, porém não podemos deixar crescer dentro de uma personalidade em formação que as coisas são fáceis, que a vida é só festa, fui criança, tenho 3 filhos homens, um com 28A, outro com 26A, e o Heitor com 9A, à partir de mim até os dois filhos adultos, ninguém foi tolido de sua infancia e hoje são homens saudaveis e de caráter a se elogiar, o menor segue a sua infancia, só tem uma diferença, a tecnologia invadiu o espaço dessas
crianças do terceiro milênio, e nós que já somos pais temos que arranjar energia para brincar, jogar futebol, correr na praia, andar de bicicleta,judô etc..., para que não fiquem limitados ao computador, video-game e televisão.
Obrigado, um abraço à todos.

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