O crescimento do ateísmo no Brasil e no mundo.
Por Renato Vargens
Há pouco eu publiquei um texto no meu blog onde abordei sobre o surgimento da Escola Dominical Ateísta.
Hoje eu li uma pesquisa na Folha deSão Paulo de 22/03/2011, que que a religião poderá ser extinta em até nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico. A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%. Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países. Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.
Outra reportagem afima que o número de americanos que se identificam como cristãos – considerando suas inúmeras variações – teve uma queda de 10 pontos percentuais no mesmo período, passando de 86% para 76% da população. Estes são dados que impressionam, principalmente quando se considera que os mesmos são provenientes dos Estados Unidos, vistos por muito tempo como um verdadeiro celeiro de pastores e missionários.
No Brasil, também aumentou o número de pessoas que declaram não ter religião, incluindo os ateus. Pelos dados do IBGE, atualmente esse contingente representa 7,3% da população, contra 1% dos anos 70.
Caro leitor, o crescimento do secularismo além da multiplicação do número de pessoas decepcionadas com Deus e a religião, como também a ênfase do liberalismo teologico, e de um neopentecostalismo doentio que ensina sobre um deus falso, tem contribuido em muito para o redescobrimento por parte do povo das filosofias atéias que se opõem com veemência a pessoa de Deus.
É claro, que o Brasil, devido a inúmeros fatores está ainda bem aquém do quadro desesperador que por exemplo se encontra a Europa. Todavia, acredito que os números são preocupantes, e que nós como cristãos devemos acender a luz amarela, mesmo porque, senão fizermos alguma coisa, corremos o risco de em poucos anos termos uma nação absolutamente secularizada.
É claro, que o Brasil, devido a inúmeros fatores está ainda bem aquém do quadro desesperador que por exemplo se encontra a Europa. Todavia, acredito que os números são preocupantes, e que nós como cristãos devemos acender a luz amarela, mesmo porque, senão fizermos alguma coisa, corremos o risco de em poucos anos termos uma nação absolutamente secularizada.
Pense nisso!
Renato Vargens








Também pastores terão que se preparar melhor para o ministério , pois nem todo mundo engolirá qualquer ensinamento .
Por estas e outras que vejo com bons olhos este movimento . Na Inglaterra ele já existe a muito tempo , encabeçado por Richard Dawkins , mais conhecido como o "rotwiller de Darwin" . Na Inglaterra , Dawkins tem um adversário a altura , me refiro a Alister McGrath .No EUA , há homens como :Norman Geisler , William Lane Craig, Phillip E. Johnson , Dallas Willard , J.P.Moreland e outros , que confrontam com total sucesso os ateus proeminentes .
No Brasil há pouquíssimos pastores que teriam sucesso num debate com um ateu militante . Os únicos que vejo capazes de nos representarem bem são : Luiz Sayão , Paulo Romeiro , Ezequias Soares , Natanael Rinald , Eneias Tognini , Augusto Nicodemos , Hernandez Dias Lopes ... são os nomes que consigo lembrar de imediato .
Quando os evangélicos brasileiros forem confrontados em razão da sua fé pelos ateus , com toda a certeza procurarão Igrejas que tenham líderes à altura para responder as suas dúvidas .
Tive o privilégio de debater algumas vezes em fóruns ateus , mas percebi que aquilo estava gerando vaidade no meu coração e parei de debater . O que é bem diferente agora com este movimento crescente em todo o Mundo .
Precisamos enfrentar e responder com autoridade a todas as indagações !!
1) Pessoas que adotam uma espiritualidade da nova-era.
2) Maridos de mulheres católicas que se convertaram numa igreja Pentecostal e por esse motivo se consideram "sem-religião"
3) um contingente bem menor de ateus.
Muitos que se definem como "sem religião" até frequentam cultos e missas e eventualmente oram.
Costumo dizer que os "sem religião" no Brasil são mais devotos que muitos religiosos europeus.
Um verdadeiro militante toca em temas mais complexos e profundos do que o tema tão banal como o evolucionismo , isto hoje em dia é conversa de criança no jardim de infância .
Os temas mais complexos , são : Se Deus é bom , então porque o mal existe ? Se Deus é criador de tudo , então Deus criou o mal , e portanto toda a desgraçado mundo é culpa de Deus . Isto é só uma das várias abordagens dos militantes ateístas .
Para qualquer pastor é muito mais fácil lidar com uma pessoa com uma legião de demônios , do que enfrentar a sabatina deum militante ateu .
Vivemos dias que não adianta provar a existencia de Deus , através dos sinais . Todas as Religiões do mundo tem o seu "quê" sobrenatural . O Cristianismo de hoje somente terá sucesso através de consistência : histórica , documentária e vivencial .
Só para deixar claro , eu creio que somente o Espírito Santo é que pode convencer o homem do pecado , da justiça e do juízo .
Este emu arrazoado se remete tão somente ao debate de idéias , entre cristãos e ateus
Algumas colocações e perguntas:
Cerca de 2006 vi uma estatística no Canadá declarando que em torno de 40% se declaravam "sem religião." Concordo com Daniel Clark que os números podem ter várias interpretações...e por isso até é interessante cruzarmos outras informações relevantes.
Como vivemos no Canadá entre '95 e 2007, sentimos na pele a realidade de uma cultura cada vez mais secular. Lá conhecemos o fenomino da "perda de memória" Cristã--ou seja, a perda de associação de termos geralmente ligados ao Cristianismo. Como ilustração, achava muito estranho ouvir pessoas perguntarem por que cristãos gostam de "inserir um sentido religioso na Páscoa, e no Natal." (É evidente que não tinham a mínima idéia da origem desses dois feriados.) Os mesmos podem não identificar a Bíblia como o livro do povo cristão. E alguns (mesmo de igreja histórica) tem se escandalizado ao ouvir o nome "Jesus Cristo," entendendo com isso que a pessoa (eu) estava falando palavrão.
Imagino que, com o mal uso de palavras como "benção" (ou seja, algo que Deus nos deve), "fé" (uma forte emoção que se cria através de uma experiência religiosa, ou em um concerto de rock "cristão"), "graça" (a licença para ser preguiçoso, e para fazer vista grossa), "pastor" (o "dono" da franquia do templo), e outras mais... imagino que virá uma geração que não mais tolere a igreja, e que resista até a apresentação fiel do Evangelho, pois já lhe falta referência fiel.
Oro, e espero que assim não seja.
Já ouvi dizer que o Cristianismo estar sempre "apenas a uma geração da extinção." Que Deus reverta essa previsão!
A questão não é deixar de professar uma religião pra chegar até o ateísmo. O ponto é deixar de ser o "sujeito religioso". Abandonar religiões, não implica em apagar o ser religioso. John Dewey fez essa distinção de maneira clara. A pesquisa, pra falar de ateísmo, tinha que dar destaque ao outro espectro do assunto.
Em uma outra perspectiva, penso que ser ateu é ser religioso visto que a negação da Divindade perpassa por Ela. Logo, a religião nunca morrerá.
Obs.: Quando puderem, visitem http://www.blogdokimos.com
Nossos antepassados viviam num mundo limitado com crenças impostas, nossa geração é transformadora e as próximas terão novos perfis condizentes com seu tempo.
Havia muito tempo que os gregos não viam com bons olhos a independência cultural dos judeus. A legislação protecionista romana só fez agravar a ciumeira grega que também existia entre os sírios e os egípcios. Um ambiente religioso antijudaico se formou em decorrência disso, explorando oportunamente samaritanos e galileus, que foram convertidos pelas espadas judias e, além de não receberem apoio cultural algum, pois sinagogas são construídas na Galiléia somente depois do segundo século. Os povos convertidos não eram considerados como iguais pelos judeus, o que naturalmente gerava mal-estar. Aí estão os ingredientes que fomentaram a execração do deus cultural de Israel. Os teólogos passaram a denominar eufemisticamente as resultantes de tal situação de judaísmo heterodoxo.
Foi desse ambiente inconformista e antijudaico que surgiu o cristianismo.
Einstein distinguia a evidência de uma inteligência cósmica do deus cultural de Israel. Esta inteligência não estabeleceu aliança com povo algum, não impôs leis morais, não exige ser adorada, louvada etc. e nem cobra dízimos. Os cristãos aprenderam a chamar a inteligência cósmica de Deus porque esse aprendizado foi imposto à força e por séculos a fio, depois que os gregos se viram na contingência de combater o judaísmo com ele próprio, com um antídoto. São estas as causas históricas do cristianismo evidenciadas pela teologia da substituição. O cristianismo não surgiu de uma seita judaica, sim de um movimento internacional e antijudaico.
Como ateu, eu deixo o deus de Israel para os judeus e não tenho a menor dificuldade de admitir a existência de uma inteligência cósmica. Minha ignorância não precisa do nome “Deus” e nem fingir conhecimentos tão profundos que ninguém vê.