Uma pequena explicação do porque da violência no Rio de Janeiro

Por Renato Vargens 
Os acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro, onde bandidos fortemente armados incendiaram aproximadamente 100 veículos, além de promoverem pânico em diversas áreas da região metropolitana do Rio de Janeiro  são o  claro desdobramento de uma das mais bem-sucedidas políticas de segurança pública já adotadas no País - a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em 12 morros e favelas que estavam sob controle do narcotráfico.

Pois é, ao estabelecer as UPPs, o governo estadual não se limitou somente a promover operações policiais em zonas de conflitos, onde por décadas o poder público esteve ausente. Na verdade,  o que o Estado fez  foi por em prática o que era recomendado pelos especialistas em segurança pública,  instalando postos de saúde e escolas nesses locais, além de contingentes policiais permanentes articulados com líderes comunitários. Desse modo, toda vez que uma nova UPP era instalada, o crime organizado perdia o controle sobre uma "área liberada".

Desde que essa política foi adotada, há dois anos, o crime organizado vem sendo expulso de morros e favelas que antes controlava pela intimidação e pela violência. A violência dos últimos dias - com um saldo de mais de 35 mortos - foi mais uma tentativa de represália dos bandidos.

Caro leitor, a estratégia da bandidagem não é nova. Sempre que se sentiram acuadas pelas autoridades de segurança pública, os marginais afrontaram o poder do Estado  através de ataques orquestrados, com  vistas a aterrorizar a população. 

Caro leitor, sem sombra de dúvidas o momento é nevralgico e absolutamente inquietante.

Isto posto, gostaria de convocar a Igreja de Jesus a clamar ao Senhor rogando que definitivamente  liberte a cidade do Rio de Janeiro do caos institucionalizado pelos bandidos!

Que Deus tenha misericórdia desta cidade que outrora já foi maravilhosa!

Renato Vargens

5 comentários:

Sim, oremos pelo estabelecimento da justiça e pelo fim da violência
(proveniente de qualquer um dos lados)! Que de fato, sejam tempos de paz e que as comunidades de fato sejam libertadas (que não apenas mude de dominação)!

27 de novembro de 2010 14:20 comment-delete

...Que o Senhor tenha misericórdia daqueles que são escravos do inimigo, libertando-os da terrível "sina" de ser bandido. O impossível dos homens é o possível pra Deus!
Que o Pai amado nos guarde de todo mal e liberte o Rio de Janeiro, assim como a nação!

Cris Barros
28 de novembro de 2010 00:27 comment-delete

Eu vejo a violência no Rio de Janeiro como uma política de ordem anunciada. Há muitas décadas o brasileiro conhece São Paulo como a cidade do trabalho e isto instigou a emigração de inúmeros nordestinos causando desequilíbrio e se tornando violenta em função do chamado ao trabalho.
Mas... O Rio de Janeiro sempre foi anunciado como a cidade maravilhosa, de belas mulheres,do malandro de sapato branco,cultuam a violência através da musica, enaltecem a prostituíção, protegem bandidos internacionais, dá status de celebridade a traficantes, fazem vista grossa a trombadinhas que assaltam turistas.O estado sobrevive do jogo e seus jornais tem na violência sua maior fonte de renda.Numa cidade onde o cidadão de "primeira categoria" é o jogador de futebol.Se o Cristo redentor usasse bolsa, já teria sido roubada.
"O Rio de Janeiro quer,....O quê?

Por quê não oraram antes?

Cuidado para não morrerem ajoelhados.
Abraços.

28 de novembro de 2010 12:16 comment-delete

pastor RENATO ! nAO PRECISAMOS mais orar para Deus libertar o rio ! ele ja ouviu e esta usando as autoridades competentes, vamos orar pelo secretario de segurança , e pelo governador para nao cederem a pressao dos sinicos e hipocritas dos organismo de direitos HUMANOS

28 de novembro de 2010 17:26 comment-delete

Altamirando Macedo...

Acho que não entendi o comentário que fez acerca dos nordestinos conforme colei abaixo....Me recuso a acreditar neste preconceito e crédito pela violência por parte dos nordestinos...
Sou nordestina e portanto me senti extremamente abalada por tamanha falta de sensibilidade. Somos um povo trabalhador, carregamos nas mãos as marcas dos calos adquiridos pelo trabalho pesado....
Que o Senhor tenha misericórdia de todos, inclusive daqueles que são movidos pelo combustível do preconceito.

"Há muitas décadas o brasileiro conhece São Paulo como a cidade do trabalho e isto instigou a emigração de inúmeros nordestinos causando desequilíbrio e se tornando violenta em função do chamado ao trabalho".

Cris
2 de dezembro de 2010 16:19 comment-delete