O caso Eliza Samudio e o grave problema da violência contra a mulher.

Por Renato Vargens

O País encontra-se perplexo com o assassinato da modelo Eliza Samudio. Os detalhes fornecidos pela policia de como essa moça foi morta nos deixam mo mínimo boquiabertos com a frieza dos criminosos.

Lamentavelmente a morte de Eliza  tem despertado em algumas pessoas opiniões absolutamente descabidas. Infelizmente, existe gente inescrupolosa, fundamentada num farisaísmo prepotente,  falando por aí, que este era o fim esperado de uma prostituta protagonista de  filmes pornô. Segundo os insensíveis de plantão, Elisa definitavemente colheu aquilo que plantou.

Caro leitor, os que isto afirmam, além de não demonstrarem o menor sentimento de compaixão e misericórdia para com a família e conhecidos de Elisa, demonstram uma visão absolutamente machista e estereotipada da mulher. Tais pessoas, imbuídas por um sentimento pérfido, são tomadas pela firme convicção de que a mulher foi feita para apanhar e cuspir. Estas bestas feras, tacam pedras em Genis, Marias, Anas, e  Elisas da vida, tratando-as como mulheres malditas.

Prezado amigo, quando o assunto é violência contra a mulher as estatíticas são absolutamente desesperadoras.

De acordo com a Organização de Saúde, de 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano, em várias partes do mundo. (ONU, 1999). Estima-se que pelo menos uma vez ao ano, 50% das mulheres árabes casadas são espancadas por seus maridos e 25%, uma vez a cada seis meses (Control Ciudadano, Instituto Del Tercer Mundo, 1999).  Em 1993 o Banco Mundial diagnosticou que a pratica de estupro e de violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres na idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. No Brasil a cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por uma pessoa com quem mantém uma relação de afeto. O Banco Mundial estima que uma em cinco mulheres no mundo já foram atacadas física ou sexualmente.

Caro leitor, por mais que Eliza tenha cometido erros,  por mais que ela tenha pecado, nada justifica um crime deste porte. Nada justifica o seu sequestro, espancamento e morte. A violência que essa moça sofreu pode ser caracterizada como animalesca e hedionda, o que exigerá por parte do poder público mão forte impetrando sobre os assassinos uma severa punição.

Isto posto, concluo afirmando categoricamente que a violência contra a mulher é uma agressão ao Criador e que o Senhor Jesus Cristo, através dos seus ensinos repudiou veementemente todo e qualquer comportamento violento por parte do ser humano. As Escrituras nos trazem inúmeros textos em que Deus nos ensina a tratar a mulher não com violência, mas com respeito, amor e dignidade.

Pense nisso!

Renato Vargens

6 comentários:

Eliza Samudio ficou com um rombo na cabeça por horas. Olhem o depoimento, um rombo. Eliza Samudio foi brutalizada e espancada a ponto de pedir para morrer, dizendo que não 'aguentava mais apanhar'. O sofrimento causado por todos os psicopatas envolvidos, esses amorais ou imorais, é de causar comoção em qualquer pessoa humana. É de causar ainda mais comoção as pessoas tentarem "valorar" (estipular valores) de equivalência entre um pecado ou desvio de comportamento e tamanho sofrimento e brutalização.


Numa sociedade brasileira, que teoricamente deveria ter valores cristãos e humanos arraigados em si, como alguém pode pensar que Eliza Samudio procurou tamanho sofrimento? É a mesma coisa que dizer que uma mulher que foi estuprada 'procurou', conscientemente, o estupro e a brutalização. Onde está a empatia? Colocar-se no lugar do outro? Onde está a percepção de que Jesus, sabendo-se colocar no papel humano, apontou que julgar é ser insensato, mas guiar até o amor é o primeiro passo para uma verdadeira reforma?

9 de julho de 2010 15:06 comment-delete

Renato,
Não consegui entrar com nenhum perfil sem ser o anônimo. Mas vou me identificar.
Meu nome é Pedro Gabriel(quem quiser conversar sobre o assunto,sem ser desrespeitoso,usando argumentos lógicos,meu email é pgtmonteiro@yahoo.com)
Renato, eu discordo de algumas coisas que você apontou.
Posso te mandar um e-mail mostrando tudo?São 4 páginas,não consigo escrever por aqui.
Abraço

Anônimo
9 de julho de 2010 17:06 comment-delete

Amados,
Não há como discordar do Pr. Renato. Talvez um ponto ou outro tenhamos pensamentos diferentes, mas, na excência é o que foi comentado. A Eliza era uma pecadora como qualquer um de nós. Cometia pecados diferentes dos meus, mas eu também os tinha e não poderia, de forma alguma, condená-la. A regra se aplica a todos nós que, como pecadores, necessitamos da graça, do perdão e da misericôrdia Divina. Só com Jesus seremos "pecadores" resgatados. Muito embora seus pecados a leve a juizo e provável a condenação eterna (Deus é quem sabe), ao ter sua vida abreviada, seus assassinos cessaram, também, a oportunidade de arrependimento, através de um encontro pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Entendo que nós não podemos pactuar com esses procedimentos. Quantas "Elizas" serão precocemente condenadas ao inferno por conta dessa violência e desses crimes bárbaros.
Exatamente por isso é que a igreja do Senhor não pode cruzar os braços para chegar a estes o mais rápido que for possível, antes que a violência os acolha. Entristece meu coração, vendo a igreja assistir de camarote, sem compaixão, condenando as vítimas e o que é pior, omitindo-se na pregação do evangelho, degladianto-se dentro das quatros paredes. Brigando por um evangelho ao seu gosto e abandonado aquele que e "genuinamente" o evangelho Cristo.
Que Deus tenha misericôrdia de nós e nos tire das quatro paredes, porque quanto mais tempo lá dentro ficarmos, mais vamos brigar uns com os outros.
"Grande é a seara, mas poucos são os ceifeiros"
"Bem aventudos os pés daqueles que anunciam as boas novas..."
Deus tenha misericôrdia de nós.

Genilcio Cunha
1ª Igreja Batista de Jardim Alcântara

Anônimo
10 de julho de 2010 12:41 comment-delete

Pr Renato, eu estou perplexa com este crime,
eu achava que o rime daqui de Goiania com a
adolescente inglesa Cara B. que foi morta e
esquatejada e posta numa mala e jogado no rio,
foi barbarie,mas este da Elisa pra mim e pior,
sei lá,o que eu não consigo entender pra que
tanta crueldade dessa,olha quando ouço os cãos
dos meus vizinhos latirem me dá uma sensação horrivel,logo vem
a imagem de sofrimento desta jovem.Eu sou mãe
temnho uma filha de 22 anos e sempre converso
com ela a ter cuidado nos relacionamentos, falo
filha coloca Jesus no centro de sua vida e dos
seus relacionamentos,seja amoroso,trabalho,rol de amizade,
busca sempre a orientação de Deus,pra voce não caia em
armadilhas,ilusões,facilidades,enfim em tudo aquilo
que contribuem pra destruir a sua vida. E triste a historia
da Elisa,criada longe da mãe,talvez nunca falaram de Jesus pra ela,
o pai tem uma historia comprometora, enfim tudo que o inimigo gosta
matar,roubar e destruir, infelizmente e triunfou,destruir
Elisa,acabou com a carreira do Bruno e mais alguns,e pra
finalizar ficou uma pequena criança que não tem culpa em nada,
se Deus não tiver misericórdia deste pequeno a vida dela
também será dificil,mas como eu seu que Deus e bom e sua
benignidade dura eternamente Ele cuidará desta pobre criança.
Pastor dar um grito de bem alto que a minha alma esta gemendo
de tanta compaixão destes jovens que foram tragados pela
astucia do maligno.
"JESUS FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓDIA DOS JOVENS,CRIANÇAS E ADOLESCENTE"
Oh!meu Deus eu estou tão triste com tanta violencia nesta terra,tira essa dor de dentro do meu coração.
Este e o meu desabafo.
Nivany Ribeiro - Goiânia - Go
njl_33@yahoo.com.br

Anônimo
10 de julho de 2010 22:24 comment-delete

Pr. Renato, o Sr. esta corretissimo em seus argumentos,para Deus não existe pecado peq. e pecado grande,tudo é pecado e daremos conta diante de Deus igualmente, digo isso, pois tenho visto alguns inescrupolosos dizendo q por ser prostituta colheu o q plantou, sera q eles pensam q o pecado dela é maior do q os deles, cado um tem um pecado diferente e todos nos separam de Deus.o Senhor é claro em dizer q temos q amar o nosso semelhante com a nós mesmos, fiel é Deus para perdoar aqueles q se chegam a ele com coração quebrantado.

Fica na Paz,

Roni Brends

Anônimo
11 de julho de 2010 13:02 comment-delete

Creio com muita convicção que o evangelho de Cristo Jesus é capaz de transformar mulheres como a Eliza.Isto afirmo pelos indícios das declarações de que ela seria uma prostituta ou vulgarmente chamada de Maria chuteira,que são mulheres que visam jogadores através da prostituição.A palavra de Deus é clara no que diz respeito ao ensinamente do evangelho nos caminhos das crianças.Talves,quem sabe,a vítima desse homicídio não tenha conhecido Jesus,como também os assassinos que merecem a nossa oração,como também as famílias de Bruno e da Eliza e se formos colocar na balança,ambas situações de "perdas".Lamento profundamente aqueles que estão se divertindo com as dores dos familiares,usando de chacotas em rádios e tvs,pois Deus não se agrada com os que ficam felizes com a desgraça do próximo,isso aponta para falta de amor e que é o maior mandamento que Jesus nos deixou.Deus também não se agrada com aqueles que violentam mulheres e homens,Dues não nos fez para vivermos em duelos,tirando a vida do próximo,até porque só Ele,o Senhor, é Quem pode tirar a vida dos seu filhos.

13 de julho de 2010 23:13 comment-delete