Meu nome? Eu sou a filha da soberba!


Por Renato Vargens
Há pouco recebi a triste notícia de que uma grande igreja que havia sido fundada por um homem de Deus, ao perceber que em virtude da idade o seu pastor não conseguia mais dar conta do recado, o jubilou homenageando-o com o nome de uma sala. Na verdade, para os irmãos daquela igreja, o velho pastor já não possuía mais nenhuma serventia, restando-lhes somente demiti-lo de sua função. 

O velho pastor, viu a dedicação de TODA uma vida ser resumida no nome de uma sala.

Caro leitor,  Lutero comumente dizia que existem três cachorros perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja, e que quando mordem deixam uma ferida profunda. Shakespeare costumava dizer que possuir um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente; já, Miguel de Cervantes afirmava que a Ingratidão é filha da soberba.

Pois é, o ministério pastoral está repleto de pessoas ingratas e ser alvo delas é absolutamente estarrecedor. Comumente ouço reclamações de inúmeros pastores que se queixam das ações e reações de presbíteros, diáconos e irmãos em Cristo, que por motivos banais esqueceram no canto da existência expressões de afetividade, amor e respeito.

Ora, sofrer ingratidão por parte daqueles com quem nos relacionamos é extremamente dolente. Infelizmente num mundo “ensimesmado” e egoísta como o nosso, tornou-se comum encontrarmos nas estradas da vida pessoas ingratas. O apostolo Paulo afirmou em sua segunda carta a Timóteo de que nos últimos tempos os homens seriam amantes de si mesmos. Na verdade, segundo Paulo, a geração dos últimos dias estaria muito mais preocupada com seu próprio umbigo, do que com a dor do próximo.

O imperador brasileiro Pedro II, em um esplêndido soneto sobre a ingratidão afirmou que a dor que maltrata, a dor cruel que o ânimo deplora que fere o coração e quase mata, é ver na mão cuspir, à extrema hora, a mesma boca aduladora e ingrata, que tantos beijos nela deu outrora.”

Que Deus nos livre de sermos ingratos como também de sofremos ingatidão.

Pense nisso!

Renato Vargens

2 Response to "Meu nome? Eu sou a filha da soberba!"

  1. augusto elias 19 de julho de 2010 22:24
    Se nos relacionamos com pessoas dentro de um ministério pastoral é porque foi Deus quem quiz assim.Ai daquele que vive entristecendo o Espírito Santo pelas suas atitudes erradas diante dos olhos do Senhor,levando o irmão a tristeza,pois dentro da casa de Deus não é lugar para isso,é onde a relação precisa ser verdadeira,sincera,honesta,amável,em carater de comunhão,na paz de Cristo.De uma certa forma, o que não podemos é parar.Confesso que já tive por diversas vezes para dar um freio na minha caminhada por decepções de pessoas que já mais eu poderia sentir,mas o foco maior, como sabemos, é Aquele que tem o Poder de mudar as situações mais difíceis em nossas vidas,Ele foi incorruptível!.Soberba,ingratidão e inveja não faz parte do nosso papel,pelo menos não deveria.Mas infelismente isso aponta para a distância do maior mandamento de Jesus que é o amor.
  2. Micheline Gomes 20 de julho de 2010 01:04
    Pr. Renato

    Este fato aconteceu igualzinho numa igreja perto da minha casa. Será que não é a mesma?
    É triste vermos que os "novos pastores" estão esperando os "velhos" serem jubilados ou morrerem para construirem seus impérios adornados de soberba, ingratidão e inveja como disse Lutero.