A juventude cristã e a crise vocacional.

Por Renato Vargens
Cristo me Salvou em em 10 de agosto 1986. Lembro que no mesmo instante em que sua graça me envolveu libertando-me das garras do diabo, senti-me chamado para o ministério pastoral. Juntamente comigo dezenas de pessoas em minha cidade foram também desafiadas pelo Senhor para servi-lo como líderes, pastores ou missionários. Naqueles dias era comum observar nos cultos, jovens e adolescentes chorando diante de Cristo derramando sua alma consagrando ao Autor e Consumador da fé suas vidas, sonhos e projetos.

Hoje, quase 25 anos depois, a realidade é bem diferente. Isto porque, boa parte dos jovens querem viver a vida desfrutando das alegrias deste tempo deixando para segundo plano o serviço cristão.

Ultimamente tenho visto inúmeros jovens dizendo:

- Tenho que curtir a vida! Trabalho muito, jamais poderei ser pastor. Eu também sou filho de Deus, preciso descansar um pouco mais, mesmo porque a vida é dura, árdua e difícil. Missões? Não é meu chamado, nem tampouco minha vocação! Meu tempo é curto, infelizmente não vou poder ajudá-lo!

Caro leitor, a teologia da prosperidade, aliada a pós-modernidade e a relativização de todas coisas contribuíram em muito para a mudança de comportamento dos nossos jovens. Hoje alguns preferem desfrutar das benesses de Deus a servi-lo; almejam as riquezas da terra, a vida eterna; a conquistarem os frutos das nações a evangelizá-las. Junta-se isso que o "gospelização" do Evangelho transformando o "ide" de Cristo" em "vinde a mim" fez de Deus exclusivamente o galardoador dos que o invocam e clamam o seu nome.

Infelizmente nossa juventude está mais preocupada com lazer, satisfação pessoal a servir àquele que o arregimentou.

Isto posto, creio que necessitamos rogar ao Senhor da seara para que mande trabalhadores.

Pense nisso!

Renato Vargens

9 comentários:

" Venha a nós e o vosso reino nada ", acho que esta frase se encaixa bem, esta geração aos 25 anos são chamados de adolescentes, diferente das passadas onde aos 20 anos eramos responsáveis, tinhamos obrigações, depois o lazer, a palavra esqueci rege seu vocabulário, na casa de DEUS não existem compromissos com o patrimonio da igreja, o ministério que querem fazer parte é só o de louvor, que parece até uma orquestra porque é tanta gente no altar, fui jovem, mas quem são jovens agora são eles.
Oremos ao SENHOR, Gilbert Raposo um aprendiz em Cristo Jesus.

Gilbert Raposo
11 de dezembro de 2009 08:23 comment-delete

Bom,primeiramente bom dia.
Meu nome é leonardo Mendes Alves,e eu acompanho regularmente o sue blog.Sou um crente em JESUS CRISTO e comprometido com DEUS.
Com muito amor e carinho e sem querer ofendê-lo,mas acho que o senhor esta viajando na mayonese.Sempre existiu,existe e existirá jovens comprometidos com DEUS e jovens que não estão nem aí.A sua geração não difere em nada da minha.Se fosse assim o evangelho não estaria crescendo tanto como tem crescido.
Me admiro muito o senhor que escreve coisas tão pertinentes,escrever uma bobagem dessas.
O diabo sempre teve "coisas"a oferecer para aqueles que não querem ser uma pessoa comprometida com DEUS.O que o senhor ouve hoje,certamente ja se ouvia e se ouvirá.
O DEUS a quem eu sirvo é o mesmo ontem,hoje e sempre,e ELE sempre irá chamar pessoas,algumas vão aceitar e outras não.Algumas vão começar a trabalhar e fazer bobagem e outras não.Lembra de Saul e Davi?
Abraços e que DEUS o abençoe.

11 de dezembro de 2009 09:25 comment-delete

O maior problema que vejo nessa geração, é a falta de "exemplos que arrastem", em suas próprias localidades.

11 de dezembro de 2009 09:41 comment-delete

sabe pastor eu fui como eses jovens , chorei e hora aina por nao ter tido niguem que me oriente para a vida no minsiterio, sinto como se o tempo passou para mim e o reino perdeu e eu perdi tambem. agora ja sou velho e frustado

11 de dezembro de 2009 11:56 comment-delete

Não podemos rotular que os JOVENS não querem nada, os JOVENS, isso e aquilo.
Existem jovens nas igrejas que tem mais compromisso e mais responsabilidade do que muitos adultos e anciãos. Trabalhei com jovens por 5 anos e hoje trabalho com Adolescentes. tenho 27 anos e me entristesse muito ver adultos julgando assim a minha geração, quando tem muitos adultos na igreja que não tem a metade de compromisso que os jovens.
Devemos tirar esse rótulo e parar de olhar a juventude assim! Quando os jovens pregam, cantam, evangelizam, ninguém dá valor, mas se um peca, 100 pessoas de levantam para dizer "Essa geração está perdida".

12 de dezembro de 2009 11:49 comment-delete

Concordo, em parte. Porém , quando olhamos os ALTÍSSIMOS PREÇOS cobrados pelos seminários, haja vocação... e força de vontade...
Não sejamos hipócritas.

12 de dezembro de 2009 12:42 comment-delete

Prezado Renato,

Penso que seu desconforto é o de muitos. Conheci o Senhor (apesar de crescer em um lar cristão) aos meus 17 anos, desde então a graça me trouxe ao Reino de Deus. O hedonismo sempre era um elemento aterrador, até que descobri, que não há como um jovem escapar do elemento "prazer", o problema é que os "prazeres" oferecidos pela sociedade, são prazeres que levam a buscas mais intensas de prazer, criando "objetos de satisfação" (ídolos). A ideia é que a "dopamina" está lá para dar respostas ao corpo de "realização", esta realização não está na dopamina, mas em algo anterior, à algo pré-hormônico. O prazer em Cristo é desfrutado não como fim, mas elemento estimulador para dar graças, reconhecendo nEle a fonte de toda realização, que Ele intensifica qualitativamente experiências simples, como "tomar um bom café-da-manhã", "andar de bicicleta", "uma caminhada ecológica", "escutar uma boa música" e tantas experiências que deveriam ser integradas a nossa espiritualidade. Se considerarmos a tradição reformada, este é nosso desafio, transformar experiência humanas em meios de glorificação de Cristo e não em fim. O prazer precisa ser orientado por Deus, não podemos ser gnósticos neste sentido.

Que Deus levante pastores e líderes conscientes do aparente conflito "prazer" x "espiritualidade".

13 de dezembro de 2009 11:58 comment-delete

Igor,

Excelente o seu comentário. Concordo plenamente.

Abraços,

Renato VArgens

13 de dezembro de 2009 12:05 comment-delete

REALMENTE A JOVENS QUE BUSCAM A DEUS SIM. MAS A MAIORIA NAO QUER NADA MESMO. E MUITOS VAO APENAS A IGREJA PRA TER UMA TURMA. OU UM LUGAR PRA IR. ODIA DO JUIZO MOSTRARÁ ISSO.
COMO TB A ADULTOS QUE VAO PRAS MESMAS FINALIDADES. EMBORA JA NAO SAO TAO ATACADOS POR VAIDADES. MAS TB PARTICIPAM DO MESMO DEFEITO. NAO VAMOS RADICALIZAR . VAMOS TER OLHOS CONDOLENTES COM OS MAIS FRACOS E AO MESMO TEMPO NUNCA COMPACTAR-MOS EM APOIO A FRAQUEZAS. MORREREMOS JUNTOS COM OS FRACOS SE O FIZERMOS. JUIZO FINAL NAO É BRINCADEIRA.

MAURO
17 de janeiro de 2010 20:34 comment-delete