O Namoro Cristão. Parte II

Meu namoro é da vontade de Deus?
Renato Vargens

Volta é e meia ouvimos dos casais enamorados dúvidas do tipo: será que o meu namoro é da vontade de Deus? Como posso ter certeza de que Deus está abençoando o meu relacionamento? Ou ainda, como saber se esta ou aquela pessoa é a que Deus separou para mim? A luz destes questionamentos desejo fornecer de forma prática e objetiva algumas dicas para se descobrir se o seu namoro é da vontade de Deus:

1- A Paz de Deus. As Escrituras afirmam que a paz deve ser o árbitro em nossos corações “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Col. 3:15). O árbitro é aquele que resolve uma questão, que direciona, que mostra a verdade. Em outras palavras isto significa dizer que a paz de Cristo deve ser observada como um dos indicativos de que o relacionamento em questão é ou não da vontade de Deus. Assim, se o namoro rouba paz, ou leva a pessoa a ficar distante de Deus, trazendo ao coração inquietação ou perturbação, cuidado, é porque algo está errado. Vale a pena ressaltar que lutas, problemas e obstáculos sempre existirão. Todavia, se o relacionamento descaradamente lhe tem roubado a sua paz interior, como também a sua comunhão com Deus, seja isto talvez um grande indício que de o Senhor não está nesse relacionamento.

2- Minha família aprova? Um fator que deve ser observado é se a família aprova o namoro. Conheço inúmeros casos de namorados que enfrentaram seus pais e familiares e que tiveram problemas seriíssimos. Ora, por favor, pare e pense: Se a família não aprova o relacionamento agora quando não se tem tantos problemas, imagine depois de casado e com filhos. Isto posto, sou levado a acreditar que a opinião dos pais ou filhos devem ser levado em consideração.

3- E o meu pastor? O que tem a dizer? A pós-modernidade trouxe a baila um conceito que mais do que nunca tem norteado negativamente a nossa sociedade. É comum ouvirmos por aí: “A vida é minha, faço o que quero e não tenho que dar satisfação a absolutamente ninguém.” Infelizmente, em nome de uma independência burra e ensimesmada muitos casais começam a namorar sem ouvir a opinião de seus pastores e líderes. Ora, é claro que os pastores não podem e nem tampouco tem o direito de determinar se o namoro deve ou não acontecer, entretanto, não consultá-los e ouvi-los é um erro gravíssimo. Creio que os “apaixonados” ao decidirem compartilhar com o conselheiro ou pastor sobre a possibilidade de se namorar alguém, demonstra maturidade e disposição de se fazer a vontade de Deus.

4- Existe jugo desigual? O namoro e o casamento devem ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais, sociais e culturais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam. Em um relacionamento onde uma pessoa possui escolaridade ou bagagem cultural bem maior do que a outra, a possibilidade de se vivenciar problemas é potencializado de forma substancial. Além disso, o jugo desigual pode caracterizar-se pela diferença de idade entre o casal. Em boa parte dos casos onde a diferença etária ultrapassa os quinze anos as chances de problemas são absurdamente significativas.

5- Existe afinidade mútua de valores e conceitos? Os que namoram precisam ter em comum os mesmos valores e conceitos. Na verdade, ambos precisam enxergar os padrões bíblicos de moral e decência de modo uniforme. Em outras palavras isto significa dizer que ambos necessitam estar dispostos a viver e relacionar-se um com o outro de forma pura e santa.

Caro leitor, ao responder negativamente duas ou mais destas perguntas, acredito que você deva refletir se vale a pena desenvolver no coração expectativas de frutificação com aquele que tem se relacionado.

Lembre-se que que namoro é coisa séria e que tomar decisões erradas pode lhe trazer consequências funestas.

Pense nisso!

Renato Vargens

5 comentários:

Acho que os pontos abordados influenciam sim, só acho que quanto ao nível cultural de um ser distante do outro, se houver amor não haverá essa cobrança, pelo contrário, haverá interesse com sabedoria por ex: o que tem terceiro grau querer que o de nível menor cresça junto.

Gilbert Raposo
9 de junho de 2009 21:23 comment-delete

Prezado Gilbert,

Infelizmente não é assim na maioria dos casos. O relacionamento entre duas pessoas se dá na base da perceria. Essa parceria deve acontecer em todos os aspectos. Um casal cujo a diferença cultural seja absimal, poderá a médio prazo experimentar problemas seríisimos.

abraços,

9 de junho de 2009 21:29 comment-delete

Prezado Pr. Renato,
no que diz respeito ao jugo desigual o sr. nao menciona que a nivel espiritual, o salvo nao deve relacionar-se com um perdido. Creio eu segundo as escrituras isso eh bem claro.

10 de junho de 2009 00:53 comment-delete

pastor otimo post ja tive muitas pertubações por relacinamentos ,agoro vejo pelo lado espiritual que não era a minha escolhida .
otimas dicas
Temos que ter cuidado para não fazermos escolhas pela aparencia e deixando de ver connceitos como uniformidade

10 de junho de 2009 00:55 comment-delete

Olha, pastor, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa deste artigo, porque, em linhas sintéticas, ela conseguiu dizer tudo sobre o relacionamento vindo de Deus!
Eu passo por esse problema justamente e recentemente, eu abri mão de alguém de quem gostava muito por acreditar que essa não era a vontade de Deus, por ter fé na promessa de que haveria algo melhor para mim. Esse foi meu ato de justiça para com Deus!
No momento, estou só e no aguardo da providência de Deus para minha vida. Isso é tudo que temos!
Paz de Cristo seja contigo!

Anônimo
10 de junho de 2009 09:05 comment-delete