Os evangélicos, seus pastores, cantores e a ditadura da fama

Por Renato Vargens

As Redes Sociais tem revelado um bocado de gente que sonha com a fama. Entre os evangélicos então, isso se tornou extremamente comum. Basta olharmos os perfis de crentes, cantores e até mesmo pastores que perceberemos que muitos destes procuram o estrelato.

Eu por exemplo, todos os dias recebo mensagens "Inbox" de irmãos em Cristo pedindo que divulgue suas canções, seus textos e até poemas. Na verdade, ouso dizer que a motivação de boa parte destes queridos (não estou absolutizando) é se tornarem conhecidos dos evangélicos emplacando assim, seus CDS, DVDS e livros. 

Outra coisa comum no mundo de "Bob" é ver pastores cunhando frases de efeito, colocando-as em banners, assinando e publicando no Facebook, na expectativa do  compartilhamento. Na verdade o que estes esperam é que a propagação de suas ideias os transformem em celebridades midiáticas.

Ora, antes de qualquer coisa, vale a pena ressaltar que não tenho nada contra a quem quer publicar frases, textos e canções em seus perfis no Facebook. Na verdade, eu acho isso extremamente salutar. A minha questão relaciona-se exclusivamente a motivação dos "artistas", até porque, a ideia de muita gente é o estrelato e não a glória de Deus.

Pois é, à luz desta efervescência cibernética, tenho pensado com os meus botões, será que muita gente não tem vivido debaixo da ditadura da fama? Será que muitos em nome do sucesso, não tem trocado a liberdade de pregar e viver o evangelho em detrimento a uma "vida bem sucedida?" Quem disse que pra servir a Cristo de forma eficaz é necessário ser conhecido mundialmente? Quem disse que as canções compostas por músicos talentosos necessitam ser tocadas nas principais rádios do Brasil? Quem afirmou que pra ser ministerialmente bem sucedido você necessita transformar suas canções em hits de sucesso?

Prezado amigo, os que vivem pra glória de Deus, nem sempre serão conhecidos pela grande massa, contudo, apesar do aparente ostracismo, serão muito mais realizados em seus ministérios do que aqueles que por opção escolheram tornarem-se servos da fama.

Pense nisso!

Renato Vargens

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