A igreja evangélica e os seus "Apóstolos" megalomaníacos

Por Renato Vargens

Por acaso você já percebeu a megalomania de alguns "apóstolos" modernos? Pois é, a moda agora é "universalizar" a Igreja.

Repare por favor a quantidade de comunidades cristãs que deram a si mesmas o titulo de Universal, Internacional e mundial. 

Outro dia soube de uma igreja pequenina no interior do nordeste que não possui mais de 20 membros que colocou na placa de identificação "Sede mundial". 

Como é que é? Perguntei: Sede Mundial? Mais só não tem uma? Como pode ser mundial?

Pois é, lamentavelmente boa parte dos nossos pastores estão muito mais preocupados com poder, fama e números do que com gente? Infelizmente em nome de Deus e de uma espiritualidade avançada, muitos dos lideres evangélicos vestiram a couraça da conquista, tornando-se megalomaníacos, descaradamente transformando gente em números.

Tenho uma amiga, que por muitos anos frequentou uma igreja de porte médio numa cidade perto da minha. Por motivos diversos, ela teve que mudar do bairro onde morava para outro mais distante, o que por questões financeiras impediu a sua permanência na igreja. Em virtude disto, passou a frequentar uma famosa e grande comunidade cristã, cujo numero de membros ultrapassava os três mil. Lá ela permaneceu por aproximadamente três anos, até que num determinado dia ao entrar em um elevador comercial, encontrou o seu pastor. Para seu espanto e perplexidade, nossa irmã descobriu que o seu líder espiritual não sabia seu nome, nem tampouco a conhecia. Chocante isso não?

Soube através de um grande amigo que numa tarde de verão, que o saudoso Rev. Antônio Elias subiu ao púlpito para pregar o Evangelho da Salvação Eterna. No entanto, em vez de abrir a Bíblia e anunciar o Evangelho de Cristo, o saudoso reverendo colocou-se num inquietante silêncio. Depois de alguns instantes, dirigiu-se à congregação pedindo que orassem uns pelos outros. Em meio à oração, o idoso pastor, desceu da plataforma, e foi em direção ao povo a fim de que intercedesse a Deus por algumas pessoas. Passados alguns minutos, lentamente retornou a púlpito com lágrimas nos olhos.

Naquele instante, sem titubeios, o sábio senhor de forma franca e direta disse aos que lá estavam: - "Meus irmãos, eu estou envergonhado, isto porque, não sei o nome de todos vocês."

Caro leitor, ao ouvir esse relato foi-me impossível conter as lágrimas. Como é bom ouvir da história de pastores que não sucumbiram à tentação de tratarem suas ovelhas como números e estatísticas. Que bom é ouvir testemunhos sobre pastores que se preocuparam em relacionar-se intimamente com suas ovelhas.

Infelizmente no país do gospel é comum encontrarmos pastores que influenciados pela megalomania que os possui, deixaram de lado princípios fundamentais ao exercício do ministério.

Sem sombra de dúvidas essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, pastores de gente, pastores segundo o coração de Deus.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens


2 comentários:

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Caro pastor e amigo, excelente mais uma

Um grande abraço.

15 de julho de 2013 17:56 comment-delete

Renato, o que está acontecendo no Brasil, ao que me parece, é o surgimento de uma nova religião que integra elementos cristãos, espíritas, católicos junto com estratégias de marketing e uso de mídia. O sincretismo não é algo novo. É uma antiga estratégia usada pelo diabo quando ele não consegue sufocar o Cristianismo, que é misturá-lo com elementos pagãos. Obrigado por sua postagem.

16 de julho de 2013 15:54 comment-delete