Respostas àqueles que não gostam do Natal

Por Renato Vargens
Concordo plenamente com o meu amigo Ezequias Marins quando afirma que  muitos dos argumentos utilizados por  pastores e teólogos no combate ao Natal, se fundamentam num frio puritanismo (que procura ser mais rigoroso do que o mais rigoroso dos verdadeiros puritanos) ou num neo-pentecostalismo gedozista,  que defende o banimento das celebrações natalinas firmados no entendimento de que árvores de Natal, guirlandas, pisca-piscas, e demais enfeites são na verdade evocações de divindades pagãs.

Caro leitor, Celebrar o Natal é celebrar a encarnação.  Celebrar o Natal é entender que Deus soletrou à si mesmo numa linguagem que o ser humano possa entender”. É entender que por amor aos eleitos Ele se tornou um de nós.   “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (João 1:14a).

Como bem afirmou o meu amigo Luiz Wesley Natal tem a ver com a própria personagem da auto-soletração de Deus a nós: Jesus Cristo (João 14:9). Ele é Deus com face humana tangível (II Coríntios 4:6), com jeito de falar — sem tradução e sem sotaque! — a língua da gente. É encarnação às últimas conseqüências (Filipenses 2:8), é identificação radical (Filipenses 2:6), é o Eu Sou que “colou”, que se aderiu à realidade humana (Filipenses 2:7). Encarnação é a maneira pela qual Deus dá um jeito de nascer na forma humana (João 1:14), numa verdadeira reentrada no mundo que já era Seu (João 1:11), mas sem se tornar ordinário (Isaías 53:9b, I Pedro 2:22).

Isto posto fico a pensar se Cristo não tivesse nascido, o que seria de nós? 

Há alguns anos foi publicado um curioso cartão de Natal, com os dizeres:

 "Se Cristo não tivesse nascido."

Um pastor adormeceu em seu escritório numa manhã de Natal e sonhou com um mundo para o qual Jesus nunca tinha vindo. Em seu sonho, viu-se andando pela casa: mas lá não havia presentes, nem árvore de Natal, nem guirlandas enfeitadas; e não havia Cristo para confortar, alegrar e salvar.

Andou pelas ruas, mas não havia igrejas com suas torres agudas apontando para o Céu. Voltou para casa e sentou-se na biblioteca, mas todos os livros sobre o Salvador tinham desaparecido.

Alguém bateu-lhe à porta, e um mensageiro pediu-lhe que fosse visitar sua pobre mãe à morte. Ele apressou-se a acompanhar o filho choroso; chegou àquela casa e disse:  "Eu tenho aqui alguma coisa que a confortará". Abriu a Bíblia, procurando alguma promessa bem conhecida, mas viu que ela terminava em Malaquias. E não havia evangelho, nem promessa de esperança. E ele só pode abaixar a cabeça e chorar com a enferma, em angústia e desespero.

Não muito depois, estava ao lado de seu esquife, dirigindo o ofício fúnebre, mas não havia mensagem de consolação, nem palavra de ressurreição gloriosa, nem céu aberto; mas somente "cinza a cinza e pó ao pó" e um longo e eterno adeus.

O pastor percebeu, afinal, que "ELE não tinha vindo". E rompeu em lágrimas e amargo pranto, em seu triste sonho. De repente, acordou ao som de um acorde. E um grande brado de júbilo saiu-lhe dos lábios, ao ouvir, em sua igreja ao lado, o coro a cantar:
 
"Ó vinde, fiéis, triunfantes, alegres,
 Sim, vinde a Belém, já movidos de amor.
Nasceu vosso Rei, o Cristo prometido!
Oh, vinde, adoremos ao nosso Senhor!"


Regozijemo-nos e alegremo-nos hoje, porque  "ELE VEIO"! 
Aleluia!  Cristo é o motivo da nossa festa! Cristo é o motivo da nossa alegria! Cristo é o Sentido do Natal.
 
Pense nisso!

Renato Vargens

28 comentários:

Pastor, com todo respeito: um bom ensino não justifica uma má prática, com raízes sim pagãs, de acobertamento de festas pagãs como a Saturnália. Celebrava-se também a encarnação, só que a do deus Mitra. Não podemos nos fechar nessa época, certamente, mas daí a comemorar apenas nesta época a celebração de uma data que sequer existe na Bíblia, não foi lembrada por qualquer personagem e nem faz parte das celebrações da igreja primitiva eu entendo como algo indevido. Para o cristão, em verdade, a celebração da morte e ressurreição de Cristo são mais importantes do que seu advento, até mesmo porque ele veio justamente para morrer em nosso lugar. Acaso deveríamos nos sobrepor aos pagãos, pegando elementos de seu culto para comemorarmos uma data suposta, segundo costume imposto pela cultura europeia? Que nessa época, assim como em todas as outras, levemos a mensagem de esperança, de que o Salvador veio. Sem celebração do aniversário do Eterno, pois o Eterno não tem aniversário.

10 de dezembro de 2010 11:19 comment-delete

O Natal é Cristão?
Pr. Joaquim de Andrade

Devem os cristãos celebrar o Natal? Um bom número de seitas e novas igrejas que professam seguir a Cristo, insistem que o Natal é uma festa pagã o qual todos os verdadeiros cristãos devem afastar-se.

Provavelmente a mais notável destas religiões são as Testemunhas de Jeová, que publicam ferroados ataques sobre a celebração do Natal ano após ano. No entanto, estes grupos não estão sós na sua condenação destes feriados religiosos mais populares.

Muitos cristãos evangélicos também acreditam que o Natal é uma celebração pagã, vestindo "roupas cristãs". Enquanto muitos cristãos marcam o Natal como um dia especial para adorar a Cristo e dar graças pela Sua entrada no mundo, eles rejeitam qualquer coisa que tenha a ver com Papai Noel, árvores de Natal, troca de presentes e tal.

Existem bases bíblicas para rejeitar tudo ou parte do Natal? Qual deve ser a atitude dos cristãos neste assunto? Essa pergunta que está diante de nós.

A resposta dada aqui é de que, enquanto certos elementos da tradição Natalina são essencialmente pagão, eles devem ser rejeitados (especialmente as bebidas e imoralidades, na qual o mundo se acham dona naquele período do ano), o Natal em si e muitas das tradições associadas com ele, pode ser celebrado pelos cristãos que tem uma consciência clara. Aqueles que se inclinam a rejeitar fora de mão, tal posição, podem estar interessados em saber que, durante um tempo este escritor teria concordado com eles. Um exame minucioso destes assuntos incluídos, no entanto, conduz a uma conclusão diferente.

Celebrando o aniversário de Jesus


O argumento básico e comum apresentado contra o Natal, é de que não se encontra na Bíblia. Muitos cristãos, e também grupos como as Testemunhas de Jeová, sentem de que ao não estar mencionado nas Escrituras, não é portanto para ser observado. De fato, as Testemunhas argumentam que desde que as únicas pessoas na Bíblia que celebravam o seu aniversário onde Faraó (Gn 40:20-22) e Herodes (Mt 14:6-10), Deus tem uma visão obscura a respeito de celebrações de aniversário em geral.

Sendo assim, eles sentem, que Deus não aprovaria a celebração do aniversário de Jesus.

Em resposta a estes argumentos, algumas coisas precisam ser ditas. Primeiro de tudo, o fato é que a Bíblia nada diz contra a prática de celebração de aniversários. O que foi mau nos casos de Faraó e Herodes, não era o fato de celebrarem seus aniversários, mas, sim as práticas más nos seus aniversários (Faraó matou o chefe dos padeiros, e Herodes matou João Batista). Segundo, o que a Bíblia não proíbe, seja explicitamente ou por implicação de alguns princípios morais, é permitido ao cristão, enquanto for para edificação (Rm 13:10; 14:1-23; I Co 6:12; 10; 23; Col 2:20-23; etc.). Portanto, desde que a Bíblia não proíbe aniversários, e eles não violarem princípios bíblicos, não há base bíblica para rejeitar aniversários. Pelo mesmo motivo, não há razões bíblicas para rejeitar completamente a idéia de celebrar o aniversário de Jesus.

Anônimo
10 de dezembro de 2010 11:28 comment-delete

Continuação...

25 de Dezembro


Outra objeção comum ao Natal está relacionado com a guarda de 25 de dezembro como sendo o aniversário de Cristo. Freqüentemente instam que Cristo não podia ter nascido no dia 25 de dezembro (geralmente porque os pastores não teriam seus rebanhos nos campos de noite naquele mês), portanto, no dia 25 de dezembro, não podia ter sido seu aniversário. Como se isso não bastasse é também apontado de que 25 de dezembro era a data de um festival no Império Romano no quarto século, quando o Natal era largamente celebrado nesse dia.

É verdade que parece não haver evidência como sendo o aniversário de Cristo nessa data.

Por outro lado, tem sido demonstrado que tal data não é impossível, como é suposto normalmente.

Contudo, pode ser admitido de que é altamente improvável que Cristo realmente tenha nascido em dezembro 25.

Este fato invalida o Natal? Realmente, não. Não é essencial para a celebração de aniversário de alguém, que seja comemorado na mesma data do seu nascimento. Os americanos comemoram os aniversários de Washington e Lincoln na terceira Segunda-feira de Fevereiro todos os anos, ainda que o aniversário de Lincoln era no dia 14 de Fevereiro e o de Washington, 22 de Fevereiro. Se tivesse certeza de que Cristo realmente nasceu digamos, em 30 de abril, deveríamos então celebrar o Natal naquele dia? Enquanto que não haveria nada de errado com tal mudança, não seria necessário. O propósito é o que importa, não a atual data.

Mas, e com respeito ao fato de ser 25 de dezembro a data de um festival pagão? Isto não prova que o Natal é pagão? Não, não o prova. Em vez, prova que o Natal foi estabelecido como um rival da celebração do festival pagão. Isto é, o que os cristãos fizeram era como dizer, "Antes do que celebrar em imoralidade o nascimento de Ucithra, um falso deus que nunca nasceu realmente, e que não pode lhe salvar, celebremos com alegre justiça o nascimento de Jesus, o verdadeiro Deus encarnado que é o Salvador do mundo."

Algumas vezes, se insta a que se tome um festival pagão tentando "cristianizá-lo" é insensatez. No entanto, Deus mesmo fez exatamente isso no Antigo Testamento. A evidência histórica nos mostra conclusivamente, que algumas festas dadas a Israel por Deus através de Moisés eram originalmente pagãs, os festivais agriculturais, os quais eram cheios de práticas e imagens idólatras.

O que Deus fez com efeito, era estabelecer festividades os quais tomariam o lugar dos festivais pagãos, sem adotar nada da idolatria e imoralidade associado com ela.

Poderia dar a impressão, então, que em princípio nada há de mal em fazê-lo, se tratando do Natal.

Anônimo
10 de dezembro de 2010 11:29 comment-delete

Santa Claus (Papai Noel)


Provavelmente a coisa que mais incomoda aos cristãos sobre o Natal mais do que qualquer coisa, é a tradição do Papai Noel. As objeções para esta tradição inclui o seguinte:
[1] Papai Noel é uma figura mística incluído com atributos divinos, incluindo onisciência e onipotência;
[2] quando as crianças aprendem que Papai Noel não é real, eles perdem a fé nas palavras dos seus pais e em seres sobrenaturais;
[3] Papai Noel distrai a atenção de Cristo;
[4] a história de Papai Noel ensina as crianças a serem materialistas.

Em face a tais objeções convincentes, pode-se dizer algo de bom do Papai Noel.

Antes de examinar cada uma destas objeções, deve se notar que, o Natal pode ser celebrado sem o Papai Noel. Retire Papai Noel do Natal e o Natal permanece intacto. Retire Cristo do Natal, no entanto, e tudo que sobre é uma festa pagã. Sejam quais forem nossas diferenças individuais de como tratar o assunto de Papai Noel com as nossas crianças, como Cristãos nós podemos concordar com este tanto.

1.) Não existe dúvida alguma de que Papai Noel na sua presente forma, é um mito, ou conto de fada. No entanto, houve realmente um Papai Noel o nome "Santa Claus" é uma forma anglosaxona do Holandês, Sinter Klaas, que por sua vez significava "São Nicolau".

Nicolau foi um bispo cristão, no quarto centenário, sobre quem pouco sabemos por certo. Ele aparentemente, assistia ao Concílio de Nicéia no AD. 325, e uma forte tradição sugere que ele demonstrava uma singular bondade para com as crianças. Enquanto que o velho vestido de vermelho puxando um trenó conduzido por veado voador é um mito, a história de um velho amante de crianças que lhes trouxe presentes, provavelmente não é - e em muitos países, é só isso que "Santa Claus" é.

Deve-se admitir que contar às crianças que Papai Noel pode vê-los em todo tempo, e de que ele sabe se eles foram bons ou maus, etc... está errado. Também é verdade que os pais não deviam contar a seus filhos a história de Papai Noel como se fosse uma verdade literal. Contudo, as crianças com menos de sete ou oito anos, podem brincar de "fazer de conta" e tirar disso divertimento como se elas pensa-se que é real. De fato, a essa idade elas estão aprendendo a diferença entre o faz de conta e a realidade. Crianças mais jovens ficarão fascinadas pelos presentes que são descobertos na manhã de Natal, debaixo de uma árvore a qual lhes foi dito que são do "Papai Noel", porém, eles não tirarão conclusões sobre a realidade de Papai Noel por meio destas descobertas.

2.) Quando as crianças aprenderem que Papai Noel não é real, poderá perturbá-los um pouco, somente se os pais lhes disseram que ele realmente existe e que ele faz tudo que se pretendia dele. É por isso que deve-se dizer às crianças que Papai Noel é faz de conta, tão logo elas tenham idade suficiente para fazer perguntas a respeito da realidade.

Antes de ser uma pedra de tropeço para acreditar no sobrenatural, ele pode ser um trampolim. Diga às crianças que enquanto Papai Noel é uma faz de conta, Deus e Jesus não são. Diga-lhes que, enquanto Papai Noel só pode trazer coisas que os pais podem comprar ou fazer, Jesus pode lhes dar coisas que ninguém pode – um amigo que sempre está com eles, Continuação...

perdão para as coisas más que eles fazem, vida num lugar maravilhoso com Deus para sempre, etc.

3.) Siga as sugestões acima e não mais será Papai Noel um motivo para distraí-los de Cristo. Diga a seus filhos porque Papai Noel dá presentes, e porque Deus nos deu o presente mais maravilhoso, Cristo.

4.) Pelo contrário, a história de Papai Noel é melhor contada quando é usada para encorajar as crianças a ser abnegadas e generosas.

Anônimo
10 de dezembro de 2010 11:29 comment-delete

Continuação...

Árvores de Natal


Um dos poucos elementos sobre a celebração tradicional do Natal, dos que se opõe a isso, afirmam o que diz na Escritura sobre árvores de Natal. Especificamente pensa-se que em Jeremias 10:2-4 Deus explicitamente condenava árvores de Natal: "Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus, embora com eles se atemorizem as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; cortam do bosque um madeiro, e um artífice o lavra com o cinzel."

Certamente há uma semelhança entre a coisa descrita em Jeremias 10, e a árvore de Natal. Semelhança, no entanto, não é igual a identidade. O que Jeremias descreveu era um ídolo – uma representação de um falso deus – como o verso seguinte mostra: "Como o espantalho num pepinal, não podem falar; necessitam de que os levem, pois não podem andar. Não tenhais receio deles; não podem fazer o mal, nem podem fazer o bem." (v.5)

A passagem paralela em Isaías 40:18-20 esclarece que o tipo de coisa que Jeremias 10 tem em mente, é na verdade um objeto de adoração: "Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil desde a alma até o corpo; será como quando desmaia o doente. O resto das árvores da sua floresta será tão pouco que um menino as poderá contar. Naquele dia os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu, mas se estribarão lealmente sobre o Senhor, o Santo de Israel." (Is 10:18-20)

Assim, a semelhança é meramente superficial. A árvore de Natal não se origina de adoração pagã de árvores (o qual foi praticada), porém, de dois símbolos explicitamente cristãos, do Ocidente da Alemanha Medieval.

A Enciclopédia Britânica explica o seguinte:

A moderna árvore de Natal, em hora, se originou na Alemanha Ocidental. O principal esteio de uma peça medieval sobre Adão e Eva, era uma árvore de pinheiro pendurada com maças (Árvore do Paraíso) representando o jardim do Éden. Os alemães montaram uma "árvore do Paraíso" nos seus lares no dia 24 de dezembro, a festa religiosa de Adão e Eva. Eles penduravam bolinhos delgados (simbolizando a hóstia, o sinal cristão de redenção); as hóstias eventualmente se transformaram em biscoitos de vários formatos. Velas, também, eram com freqüência acrescentadas como símbolo de Cristo. No mesmo quarto, durante as festividades de Natal, estava a pirâmide Natalina, uma construção piramidal feito de madeira com prateleiras para colocar figuras de Natal, decorados com sempre-verdes, velas e uma estrela. Lá pelo 16º século a pirâmide de Natal e a árvore do Paraíso tinham desaparecido, se transformando em árvore de Natal.

Mais uma vez, não há nada essencial sobre a árvore de Natal para celebrar o Natal. Como o mito moderno de Papai Noel, é uma tradição relativamente recente; as pessoas celebravam o Natal durante séculos sem a árvore e sem o semi-divino residente do Polo Norte.

O que é essencial ao Natal é Cristo. No entanto, isso não quer dizer que devemos jogar Papai Noel e a árvore fora de vez. Neste assunto temos liberdade cristã para adotar estas tradições e usá-los para ensinar os nossos filhos sobre Cristo, ou para celebrar o nascimento de Cristo, sem elas.

Nesse caso, não há nenhuma obrigação para celebrar seu aniversário também, desde que não é ordenado para nós na Escritura.

Todavia, seria estranho de fato, se alguém que foi salvo pelo filho de Deus, não se regozijar-se em pensar no dia que Sua encarnação manifestou-se pela primeira vez ao mundo naquela noite santa.

...

Pr. Joaquim de Andrade, Vice-presidente da AGIR (Agência de Informações Religiosas) e pastor da Igreja Batista Ágape de Vila Mariana.

Anônimo
10 de dezembro de 2010 11:30 comment-delete

Pessoal deixe o pr. Wagner celebrar o natal à vontade.
Eu não celebro ponto e basta. Quer Saber de uma coisa estamos parecendo como os Escribas e fariseus que passavam mais tempo discutindo o que podia e não podia do que fazendo a vontade de Deus Pai. Tenho visto tanto artigo polêmico rodando pela net e no final das contas não edifica a ninguém. Pois quem acredita no Natal vai continuar comemorando, quem não acredita vai continuar não comemorando. E os novos convertidos? Coitados ficam sem saber que rumo tomar. Abraços a todos e que Deus traga paz sobre esse tipo de discussão.

10 de dezembro de 2010 11:58 comment-delete

Caros irmãos:

Apenas uma questão para ser levantada: O catecismo maior de Westminster nos diz na pergunta 47 que o nascimento de Cristo é "estado de humilhação" do próprio Deus. A ressureição, conforme a pergunta 51, ao contrário, é estado de exaltação. A ressurreição já comemoramos (inclusive por ordem explícita do próprio Cristo) quando da Ceia. A questão é: devemos comemorar "o estado de humilhação de Deus"? Vamos pensar um pouco sobre isso?

10 de dezembro de 2010 12:43 comment-delete

Pr. Renato Vargens,

Em primeiro lugar, gostaria de afirmar meu respeito e amor em Cristo Jesus e relação à sua pessoa. Meu desejo é que o Senhor o abençoe profusamente.

Em segundo lugar, gostaria apenas de expressar que, em minha simples opinião, o irmão labora em erro ao afirmar que se trata de ódio. Isso é reforçado quando o irmão, ao associar o Natal com a encarnação no post (sei que o verdadeiro propósito da comemoração é essa), parece transmitir a ideia de que também se trata de ódio à encarnação. De minha parte, quero afirmar que não se trata de nenhuma das duas asseverações.

Respeito por demais os irmãos que discordam de mim, e desejam celebrar o nascimento de Cristo com uma data específica. O fato de discordar não significa que tenho como propósito estabelecer relações beligerantes com os amados. Não é isso! O que, em nome de Cristo, não quero é a injusta afirmação de que minha posição se deve a alguma sugestão de Satanás.

Como Berkhof, louvo a Deus por a encarnação ser "o milagre dos milagres".

Com profundo amor e respeito em Cristo Jesus,

Rev. Alan Rennê

10 de dezembro de 2010 12:57 comment-delete

Rev. Alan Rennê,

Obrigado pelo seu gentil comentário. Ao usar a expressão "odeiam" o fiz "abusando" da figura de linguagem onde a hipérbole é a principal caracteristica. Todavia, achei a sua argumentação justa, isto posto alterei o titulo da mensagem.

Abraços,

Pr. Renato Vargens

10 de dezembro de 2010 13:07 comment-delete

Por que não comemorar o nascimento de Cristo todo mês? Por que só nos reduzimos ao natal para comemorar um acontecimento tão grandioso?
O natal é apenas mais uma festa capitalista.

10 de dezembro de 2010 13:11 comment-delete

De uma coisa não podemos fugir: o Verbo se fez carne e habitou entre nós!

Paz do Senhor
www.ciceroservodecristo.blogspot.com

10 de dezembro de 2010 13:36 comment-delete

Pr. Renato,

Quero apenas testemunhar que é enriquecedor ter a oportunidade de dialogar com o irmão. Como é bom manter discussões irênicas! isso nos une ainda mais!

Um enorme abraço fraterno!

10 de dezembro de 2010 14:46 comment-delete

Rev. Alan Rennê

O díalogo sempre é proveitoso e enriquecedor.

Abraços,

Pr. Renato Vargens

10 de dezembro de 2010 14:50 comment-delete

Êxodo 12:14 "E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo."

Quando os filhos de Israel estavam prestes a sair do Egito, o Senhor instituiu a páscoa. O Senhor determinou uma data para que o povo de Deus o tenha por memória, além disto deveriam celebrar isto ao Senhor. Uma vez apenas? Não. De geração a geração, e a celebre por estatuto perpétuo.

A saída do povo de Israel do Egito foi um evento muito significativo para aquele povo. O povo celebrava a festa da páscoa, dos pães asmos.

Ao longo de toda história do Israel antigo, o Senhor sempre lembrava ao povo de Israel fazer lembrança daquele evento que marcou a nação de forma tão profunda.

Isto é uma história do Antigo Testamento.

Nós cristãos temos uma história, algum evento significativo que nos marcou? Sim, é claro que temos uma história, é claro que temos como referência eventos que aconteceram no passado que nos marcou de forma profunda. Não apenas uma, mas várias. Temos histórias e eventos coletivos e temos histórias e eventos individuais.

Citando apenas algumas delas:
Histórias coletivas - nascimento de Jesus, morte e ressurreição de Jesus, etc.
Histórias individuais - a data do nosso nascimento, o dia que nós nos convertemos, o dia do nosso batismo, etc.

Todos estas histórias são significativos para nós, e tem deixados marcos profundos em nossa história de vida. Fazem parte de quem nós somos. Ninguem pode tirar isto de nós.

Por que então não podemos celebrar, comemorar, lembrar, festejar cada um destes momentos, se aos próprios filhos de Israel foram comandados pelo próprio Senhor de fazer o tal para os momentos históricos significativos daquele povo?

Celebramos o nascimento de Jesus, sim. Celebramos a morte e a ressurreição de Jesus, sim. Comemoramos o nosso aniversário, sim. Fazmos uma dia especial o dia que nós nos convertemos e fomos batizados, sim.

Entendo que o sistema deste mundo tem usurpado o sentido real de cada uma destas coisas, e tem introduzido coisas que não tem importância, coisas que a Palavra de Deus não apoia, e até coisas abomináveis ao Senhor. É apenas uma questão de discernir o que provém de Deus e o que provém do malígno.

Portanto, celebramos o nascimento de Jesus, nosso Senhor e Salvador, no dia 25 de dezembro. Celebrar isto neste dia não apaga o sentimento de agradecimento e alegria no nosso coração nos restantes 364 dias do ano. Na verdade, até aumenta e reascende o amor e a gratidão pelo nosso Senhor Jesus Cristo.

Em Cristo Jesus,

Perry Brown

10 de dezembro de 2010 22:21 comment-delete

Que tal nós não comemorar-mos o Nascimento de Cristo no Natal, porque é uma prática pagã e continuar-mos as práticas " santas " abaixo.
A loja dos prostitutos cultuais!

Berrante gospel – Mais conhecido como Shofar, mas, como eu dou valor ao que é brasileiro, prefiro de chamar pelo nome que nossos boiadeiros chamam. O berrante gospel é feito de chifres de carneiro e serve para invocar a presença do espírito santo (com letra minúscula mesmo). Vou confidenciar aqui um segredo. O meu será feito aqui no Brasil mesmo, mas para ter um status mais santo, vou alardear que esse é feito lá em Israel por uma família de levitas que ainda existe por lá. Pensei em mandar os levitas daqui fazerem isso, mas os levitas brasileiros só sabem cantar.

Óleo ungido do Monte das Oliveiras – Esse não é um óleo qualquer. Embora seja produzido com a soja que é plantada no Brasil, vou fazer todo mundo acreditar que é do monte das oliveiras. Mas espera um pouco.... Mas se vou dizer que é do Monte das Oliveiras não pode ser óleo. Já sei! O nome será Azeite ungido do Monte das Oliveiras. Com ele você poderá ungir sapatos, retratos, roupas íntimas, carteira de trabalho, muros dos bairros, etc...

10 de dezembro de 2010 23:32 comment-delete

Continua.....
Anel efatá – Não é assim que se escreve no hebraico, mas se eu escrever ephatah, como é transliterado do hebraico, talvez alguém pense que não sei escrever direito. Com esse anel todas as portas fechadas se abrirão. Com ele no seu dedo, você diz a palavrinha mágica: “abracadabra”, quer dizer, "efatá" e as portas serão abertas. Sempre bom ter um no dedo caso você perca as chaves da casa ou do carro. Eles serão feito de latão, porque é mais baratinho, mas direi que é de um latão retirado numa mina perto do monte Sinai, pois assim terá mais credibilidade. Com certeza esse anel abrirá muitas portas financeira, principalmente as minhas.

Cajado de Moisés - Bem menor que o cajado original, mas com poderes ainda maiores. A primeira remessa foi feita de metal, mas já vi que foi um erro. Metal dura muito, daí ninguém compra mais. A próxima será feita de cristal, pois além de mais caro, corre o risco de quebrar e aumentarão os meus lucros. Com esse cajado você vai poder abrir os mares que surgirem na sua frente. Mas tome cuidado! Os mares que esse cajado abre não são aqueles com água salgada. Se alguém morrer tentando atravessar a praia de Copacabana a culpa não será da minha lojinha. A pedido da minha esposa que nasceu no nordeste do Brasil, concentrarei minhas vendas por lá, pois sempre que faltar água, basta ferir alguma pedra com ele e ter muita fé. Se a água não brotar da rocha, a culpa é sua que não teve fé. Uma coisa é certa: esse cajado vai encher a minha piscina de água.

Bandeira Jeová Nissi – É uma bandeirinha pequena com uma frase de efeito no meio. Ainda está em fase de produção. Estou pensando em escrever a seguinte frase: “Eu decreto a minha vitória”. Toda vez que você estiver diante dum problema, é só você agitar a bandeirinha que sua vitória será garantida. Ela só não funciona contra o bicho papão.

Arca do Conserto – A original era escrita com C, mas a minha é com S por dois motivos. Primeiro a original já está ultrapassada mesmo, pois Jesus Cristo inaugurou uma nova época na história da revelação de Deus para o homem. Segundo, concerto está ligado a apresentação de música e sempre que essa arca for evocada, nos cultos ou em casa, deverá ser feita com muito louvor, de preferência, aqueles mantras gospel repetitivos. Com essa arca você vai poder trazer sempre a glória de Deus para perto, onde quer que você esteja. Mas de novo eu digo, se a glória de Deus não chegar, a culpa é sua que não teve fé.

Manual dos caçadores – Este livro ensinará a você como caçar deus. Depois de caçá-lo, você aprenderá como aprisioná-lo, mas isso será ensinado no segundo volume da série. Se eu mostrar tudo no primeiro, perde a graça (e o lucro também). Depois de render deus você poderá fazer dele o que quiser. Podedecretar, exigir o que é seu por direito e outras coisas mais. Ah! Esqueci de falar. O nome deus está escrito assim em minúscula pois é só esse deus que você vai conseguir caçar depois de ler o meu livro. Estão dizendo por aí que quem caça Deus é por que ainda não foi alcançado pela graça, mas eu não me preocupo com isso.

O texto não é meu é do Ronildo Fontes.

Achei propicio para os comentários acima.

10 de dezembro de 2010 23:33 comment-delete

Renato Vargens, só para eu entender: Se natal é a auto soletração de Deus a nós, através do nascimento de Cristo, por quê o Papai Noel é sua figura principal?
" Se Cristo não tivesse nascido ". Para mim não faz a menor diferença. Não sou consumidor compulsivo nem quero fazer parte de rebanho algum. Ninguém me apascenta. Forjaram o nascimento de Cristo em 25 de dezembro, e daí? No resto, faço minhas as palavras do Cleber Olympio.
Abraços mil.

11 de dezembro de 2010 02:50 comment-delete

"Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude." (I Coríntios 10 : 28)

A todos os leitores deste blog... Aqui neste versiculo temos um princípio que se aplica não somente ao que comemos e bebemos, mas a tudo o mais no qual possamos "tomar parte".

A Palavra e o principio são muito claros: Não podemos participar naquilo que foi sacrificado aos ídolos, ou naquilo que é oferecido aos ídolos.

Logo, se assim é, como participar de uma festa totalmente pagã? É pagã em sua data 25/12; em seus símbolos (papai noel, guirlanda, etc.)

JESUS mesmo afirmou que quem não entra pela porta, mas "sobre por outra parte" é ladrão e salteador (João 10:1)... O "papai noel" nunca "entra pela porta"... É ladrão, porque rouba a glória que se deve a JESUS (se fosse realmente uma festa de comemoração de Seu aniversário).

Além de que "CHRISTMASS" nada mais é do que "missa do Cristo". E todos sabemos que a missa é totalmente contrária à Palavra de DEUS.

Agora, claro, como diz com propriedade o pastor Silvano, quem obedece a Palavra, não comemorará, quem não obedece, continuará comemorando!

Abraço a todos.

No amor de CRISTO.

Carlos.

11 de dezembro de 2010 09:58 comment-delete

Se alguém necessita de algum símbolo para o Natal, que seja então uma manjedoura, onde o Deus da Glória se destituiu , se humilhou e se fez carne, habitando entre nós.
Eu não gosto de festas que são comercializáveis, em que se exploram pessoas e humilham as que não têm poder aquisitivo pra comprar presentes para os filhos e familiares, nem para os amigos. Mas isso é apenas o que eu penso sobre o dia 25/12. Como já disse alguém nos tópicos, cada um celebre como quer o nascimento do Salvador.
E resta apenas mencionar a frustração das pessoas, principalmente crianças, quando não são agraciadas com presentes...

12 de dezembro de 2010 04:32 comment-delete

O irmão, autor deste blog, desta vez com certeza defende uma ideia errada, assim como, muitas vezes, podemos estar erradamente defendendo uma ideia certa. Deus julgará.
Porém, não fica claro neste momento se o intuito era o de abrir debate ou apresentar um posicionamento deste blog quanto ao assunto proposto.
De qualquer maneira Deus não precisa de subterfúgios de "pretextos" para alcançar a vida de alguem. Isto posto, o Natal e demais "festas cristãs" nunca serão úteis na obra salvadora e redentora de Deus.

12 de dezembro de 2010 08:59 comment-delete

natal e uma festa pagã ,e jesus nunca mandou ficarmos lembrando do seu nascimento , mas sim de sua morte pois ele disse fazei isto em memória de mim,,e em outra parte ele disse anunciai a morte do senhor ate que ele venha ! mas como a maioria dos cristão são nascidos da carne,então eles gostam de festas pagãs,mas como o que opera em vos e o espirito da religiosidade fiquem esperando pelo papai noel de vcs crentes idolatras.

cesar
13 de dezembro de 2010 09:42 comment-delete

Pastor Renato Vargens.
Penso que seu post leva-nos a um equívoco muito grande. Para além daquela história, se real ou não, não interessa, mas creio que o pastor não se vai basear em sonhos e revelações afim de pautar suas práticas :)
Também nós não precisamos de adereços natalícios para lembrar natal.
Não creio que o pastor pense somente no nascimento de Jesus quando vê um pinheiro ou piscas-piscas, pois não?
Portanto podemos e devemos lembrar o nascimento de Jesus, até pode ser nesta época,embora não tenhamos bases bíblicas para isso, mas não temos que obrigatoriamente festejar da mesma forma que aqueles que não têm esperança e conhecimento bíblico o fazem.
Paulo aconselha a não nos darmos a fábulas(1Tim 1.4; 4.7) e muito do que se passa à volta dos símbolos natalícios está envolvido em misticismo, fábulas e acima de tudo muitas dúvidas.
Também devemos fugir da aparência do mal(1Tess 5.22)
Tudo pode ser lícito, mas nem tudo convém(1Cor 6.12)
As festividades Natalícias cheias de simbolismo, não é algo que carregue boa fama e isso não somente entre cristão, também entre impios.
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4:8)

Tenho usado estes textos afim de me pautar nesta questão. Um abraço e muito obrigado por seu texto.

8 de dezembro de 2011 11:04 comment-delete

joaquim ribeiro

todos serao julgados conforme o seu proceder diante do justo juiz prefiro ser julgado por crer que CRISTO nao nasceu dia 25/12 mas todos os dias nos coracoes daquele que o buscam em espirito e em verdade nao sou tj sou CRISTAO respeito as opinioes a favor do natal mas observando se o mesmo grau de respeito nao psotem baboseiras que nao levam a nada

Anônimo
8 de dezembro de 2011 11:39 comment-delete

Não comemoro o Natal. Não por causa do que dizem certos pastores ou apologistas, mas porque nunca foi de meu costume ou da minha família. Pra mim é uma data normal.

Embora concorde com o escrito do irmão Cleber Olympio. Penso mais ou menos dessa maneira.

17 de dezembro de 2012 21:56 comment-delete

Quanta gente que deve ENGOLIR um CAMELO e COAM um mosquito!!!
Queria ser uma "mosquinha" para ver dia a dia dos tais que são tão,ou
mais "santos" do que outros...
Disse uma vez que se nossos "pensamentos " pudessem ser visualizados.......

NINGUÉM TERIA.. rompantes de "SANTIDADE PARA ARROTAR NA CARA DOS OUTROS "SE ACHANDO MELHOR"

Ruth

30 de outubro de 2013 15:07 comment-delete

Oi. Nao li todos os comentarios, talvez alguem ja tenha falado isto. Mas o que eu penso sobre o Natal eh que o problema nao esta em comemorar ou nao comemorar ele, e sim na forma que fazemos isto. Mesmo que as intencoes das pessoas sejam as melhores possiveis, atualmente o que vemos nesta epoca eh uma frenetica corrida capitalista e o verdadeiro objetivo da comemoracao, quando lembrado, fica em ultimo plano. Isto, falo eu, dentro do meio evangelico mesmo.

Tamires

30 de outubro de 2013 22:47 comment-delete

Oi. Nao li todos os comentarios, talvez alguem ja tenha falado isto. Mas o que eu penso sobre o Natal eh que o problema nao esta em comemorar ou nao comemorar ele, e sim na forma que fazemos isto. Mesmo que as intencoes das pessoas sejam as melhores possiveis, atualmente o que vemos nesta epoca eh uma frenetica corrida capitalista e o verdadeiro objetivo da comemoracao, quando lembrado, fica em ultimo plano. Isto, falo eu, dentro do meio evangelico mesmo.

Tamires

30 de outubro de 2013 22:48 comment-delete

Tito 1:15 Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas.

14 de novembro de 2014 23:35 comment-delete