Parábolas do cotidiano - Parte I

Depende do uso que se faz dela

Por Renato Vargens

Conta-se que por volta do ano 500 a.c, um mercador grego, rico, queria dar um banquete com comidas especiais. Chamou seu escravo e ordenou-lhe que fosse ao mercado comprar a melhor iguaria. O escravo voltou com belo prato, coberto com fino pano. O mercado removeu o pano e assustado disse:

- Língua? Este é o prato mais delicioso?

O escravo sem levantar a cabeça, respondeu:

- A língua é o prato mais delicioso, sim senhor. É com a língua que você pede água, diz “mamãe”, faz amizades, conhece pessoas, distribui seus bens, perdoa. Com a língua, você conquista, reúne as pessoas, se comunica, diz “meu Deus”, ora, canta, conta histórias, guarda a memória do passado, faz negócios, diz “eu te amo”.

O mercador, não muito convencido, quis testar a sabedoria do seu escravo e o enviou novamente ao mercado, ordenando-lhe que trouxesse o pior dos alimentos. Voltou o escravo com lindo prato, coberto por fino tecido, que o mercador retirou, ansioso, para conhecer o alimento mais repugnante.

- Língua, outra vez! Disse o mercador, espantado.

- Sim, língua, respondeu o escravo, agora mais altivo. É a língua que condena, separa, provoca intrigas e ciúmes. É com ela que você blasfema e pronuncia impropérios. A língua expulsa, isola, engana o irmão, responde a mãe, xinga o pai...

A língua declara guerra! É com ela que você pronuncia a sentença de morte.

Não há nada pior que a língua, não há nada melhor que a língua.

Depende do uso que se faz dela.

Caro leitor, como bem disse Tiago, a língua é um pequeno membro do corpo, mas exerce um poder destruidor que ultrapassa todos os outros. Como o leme de um navio ou freio na boca de um cavalo, este pequeno membro é incrivelmente poderoso. Como uma faísca pode iniciar um fogo que destruirá uma floresta, assim a língua descontrolada pode destruir uma alma e criar uma miséria terrível para outros. “Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tiago 3:7-8).

E você? De que forma tem lidado com ela?

Pense nisso

Renato Vargens

4 comentários:

Em algumas situações silencio é sabedoria, saibamos também jogar a palavra certa no momento certo para não ferirmosniguém.
Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

GILBERT RAPOSO
2 de setembro de 2009 11:54 comment-delete

Parabens pastor Renato eu gostei muito do seu texto .....
brigado Deus por ter dado esse dom ao Pastor o dom da palavra

Daniel Lindolfo
2 de setembro de 2009 13:48 comment-delete

Ótimo post, bem reflexivo!

2 de setembro de 2009 13:57 comment-delete

Pois é,
Podemos destruir ou construir toda uma vida através da língua.O resultado de muitas alegrias e tristezas se deram por palavras que foram exteriorizadas pela língua.Grandes homens ao longo dos séculos resistiram a pressões e receberam vitórias porque empregaram as atitudes através da palavra e no momento certo.
QUE DEUS POSSA NOS REVESTIR DE SABEDORIA PARA QUE POSSAMOS EMPREGAR A PALVRA CERTA,NA HORA CERTA E NO MOMENTO ADEQUADO.

Augusto Elias
2 de setembro de 2009 18:43 comment-delete