10 razões porque não eu acredito em pregações de autoajuda

Por Renato Vargens

Lamentavelmente, do Oiaopoque ao Chuí o que mais vemos são pregadores despreparados assumindo os púlpitos de suas igrejas. Na verdade, ouso afirmar que encontrar um bom pregador cuja teologia seja saudável é quase uma missão hercúlea. Confesso que estou cansado de ouvir pregações vazias, superficiais, materialistas, humanistas e triunfalistas, de gente que contraria totalmente o ensino bíblico. 

 Infelizmente o que mais se ouve em nossos púlpitos é "você vai obter vitória", "Você é um vencedor", "tome posse da bênção", "Use a palavra para trazer à existência as coisas que não existem", "determine, decrete, diga para o irmão que está ao seu lado e bla, blá, blá..."

Para piorar a situação, nossos púlpitos estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de auto-ajuda. Nessa perspectiva,  tenho sido testemunha de inúmeras pregações cujo foco final é a satisfação humana. Aliás, por acaso você já percebeu que boa parte dos pastores tem dado forte ênfase a técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias? Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores se tornaram psicólogos, mestres de autoajuda, afagadores do ego.

Diante do exposto gostaria de elencar algumas razões porque não acredito em pregadores e pregações de autoajuda:

1- Pregadores de autoajuda pregam aquilo que o povo quer ouvir e não o que precisa ouvir.

2- Pregações de autoajuda  tiram Cristo do foco. O foco central de mensagens deste tipo de mensagem é a satisfação humana.

3- Pregações de autoajuda são desprovidas de arrependimento, quebrantamento e centralidade das Escrituras.

4- Pregações de autoajuda não focam na glória de Deus. Para os pregadores  do bem estar, o que importa é a busca pela plenitude de vida, ainda que com isso, Deus tenha que ser transformado em um menino de recados.

5- Pregadores de autoajuda não pregam sobre a volta de Cristo, sobre o Justo Juiz, nem tampouco sobre juízo vindouro, além é claro das doutrinas fundamentais a fé crista.

6- Pregadores de autoajuda são positivistas, muitas vezes pelagianos, e outras tantas animadores de auditório.

7- Pregadores de autoajuda não fundamentam suas mensagens nas Escrituras e sim naquilo que Freud e outros gurus da psicologia e psicanálise acreditavam ser bom para o homem.

8- Pregadores de autoajuda relativizaram as Escrituras em detrimento as suas percepções ideológicas.

9-Pregações de autoajuda, não pregam "Tota Scriptura" e sim somente aquilo que consideram conveniente.

10- Pregações de Autoajuda contribuem com uma visão distorcida do Eterno, fazendo de Deus um ser apequenado, cujo propósito de existência é satisfazer os caprichos humanos.

Caro leitor, à luz dessas afirmações confesso que sinto-me profundamente entristecido em ver que homens de Deus têm abandonado a suficiência das Escrituras em detrimento aos ensinamentos humanistas. Ora, sem a menor sombra de dúvidas a Bíblia é fonte inesgotável, incomparável, insubstituível, indispensável, inequívoca, indiscutível de sabedoria. As Escrituras Sagradas contém remédio para a psiquê. A Santa Palavra de Deus é o nosso maior e melhor manual de aconselhamento. Como bem disse o salmista: a Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado”. Por meio dela, o povo de Deus é advertido, protegido do erro e de angústias, e, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.7-11). 

 Pense nisso!

 Renato Vargens

2 comentários:

Eu concordo plenamente com o Renato. Exerço a função pastoral e trabalho como um discípulo de Jesus. Jesus é a mensagem central do evangelho, não o homem. Pregamos a Jesus Cristo e este crucificado. A mensagem da cruz é loucura. Todos querem o estilo de vida de Jesus, que traz paz ao ser humano, mas esquecem que Jesus disse: Aquele que quiser vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. E com tantos métodos de auto-ajuda, quem precisa depender do Espírito Santo, quem precisa depender de Jesus para ganhar a salvação? É o que muitos pensam. Renato, escrevi uma mensagem em meu blog sobre "A DEPENDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO" E gostaria de compartilhar com você. Graças a Deus pela sua postura e pelas suas palavras. Eu amo a palavra de Deus e gosto de pregar à maneira "antiga", mas correta: Pregação expositiva, ensino sistemático, etc.. Deus abençoe tua vida.
Visite o meu blog: http://filipeespindola.blogspot.com.br

20 de abril de 2012 20:13 comment-delete

AMADO PASTOR CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ ACERCA DAS PREGAÇÕES DE AUTO AJUDA, EU PARTICULAMENTE NÃO SUPORTO ESSE TIPO DE MENSAGEM, COMO VOCÊ DISSE APRESENTA UM DEUS PEQUENO CUJO INTERESSE É SOMENTE SERVIR O CAPRICHO DO POVO. O OBJETIVO DESSES PSEUDO-PREGADORES É SÓ AMACIAR O EGO DOS INCAUTOS, PORQUE O COMPROMISSO DELES É COM O HOMEM E NÃO COM DEUS.E QUANDO NÃO ENTRAMOS NA DELES DIZEM QUE SOMOS DESPROVIDOS DE AMOR AO PRÓXIMO. O DEUS DELES É MANUFATURADO CUJO EVANGELHO É DA LUXURIA.

5 de setembro de 2015 13:13 comment-delete