quinta-feira, abril 26, 2018

Primeiro criaram o ministério de dança, agora o louvor "a la Cirque de Soleil"


Ultimamente tornou-se comum encontrarmos alguns pastores defendendo a ideia de que a igreja precisa ser diferente e que em virtude disso ela não deve possuir rótulos. Nessa perspectiva, tem sido comum encontrar vários líderes desconstruindo valores e conceitos que nos são caros e ao mesmo indispensáveis a saúde da igreja. 

Os que defendem uma igreja deste naipe acreditam que qualquer tipo de "reverência litúrgica" precisa ser rejeitada, visto que do ponto de vista eclesiástico um culto "engessado" é caracterizado unicamente por música congregacional e pregação da palavra, o que segundo alguns é insuficiente para caracterizar um culto moderno.  Nessa perspectiva, em nome da contextualização as igrejas em questão terceirizaram a liturgia incluindo nelas aspectos artísticos e culturais, cujo foco prioritário é satisfação do fiel e não a glória de Deus.

Nessa perspectivam uma igreja americana  resolveu inovar com um louvor "a la Cirque de Soleil." O pastor Bryan Meadows, fundador da Embassy Church International em Atlanta (EUA), anunciou (pasmem só) que sua igreja usará trapezistas como parte do momento de louvor e adoração em todos os cultos. Se não bastasse a famigerada e antropocêntrica dança litúrgica, eis que surge agora uma nova prática de entretenimento gospel.

No Brasil,  (como não poderia deixar de ser) em nome de uma espiritualidade barata e superficial canta-se muito, dança-se muito, como também se relativiza o púlpito pregando um evangelho antropocêntrico e ensimesmado. 

Como já escrevi anteriormente eu creio na importância da contextualização, bem como na relevância de divulgarmos o evangelho de forma inteligível, contudo, penso que transformar a igreja num tipo de "circo" ou num grande teatro onde a fé é encenada, significa empobrecer a proclamação do evangelho, o qual deveria ser anunciado mediante a exposição das Escrituras.  Ressalto também que creio na  relevância e importância dos atos litúrgicos,  e que um culto centrado em Cristo tem em si as marcas do bom senso, onde música, leitura da Bíblia, orações, e intercessões se fazem presentes visando exclusivamente a glória de Deus.

Isto posto concluo afirmando que a linha existente entre contextualizar e miscigenar a fé é extremamente tênue e que muitos no desejo de atrair os incrédulos, tem trilhado caminhos perigosos e que no fim poderão produzir estragos dos mais terríveis possíveis. 

Pense nisso!

Renato Vargens


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ministério pastoral

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