segunda-feira, outubro 27, 2014

Carta aberta a Presidente da República Dilma Rousseff

Por Renato Vargens

Prezada Presidente Dilma,

Paz e bem!

Antes de qualquer coisa, julgo que seja importante lhe dizer que não votei na senhora, mesmo porque, tenho severas discordâncias quanto àquilo que o seu partido defende e prega, contudo, conforme desejo da maior parte da população brasileira (ainda que 50 milhões tenham dito não a sua reeleição),  a senhora foi mantida na presidência da Republica Federativa do Brasil.

Assim que soube da sua reeleição orei ao Senhor juntamente com a minha igreja, rogando ao Eterno que a abençoe na condução do país nesses próximos quatro anos, até porque, as Escrituras nos ensinam a orarmos por aqueles que nos governam.

Presidente Dilma, lhe desejo de todo coração uma boa gestão. Minha oração é que Vossa Excelência desenvolva um governo de justiça, paz e equidade onde o maior beneficiado seja o sofrido povo brasileiro. Entretanto, seria irresponsável da minha parte não mencionar  algumas preocupações em minha carta que tenho quanto ao destino do Brasil, senão vejamos:

  1. Por favor, pare de usar políticas públicas como instrumento de perpetuação do seu partido no poder. Sei que o "bolsa família", "Minha casa minha vida" e outros programas são extremamente importantes para parte do povo brasileiro, contudo, oferecer programas assistencialistas sem proporcionar uma "porta de saída"  àqueles que vivem na pobreza é desumano e desleal. 
  2. Por gentileza valorize e respeite a família brasileira. As estatísticas dizem que a esmagadora maioria da população é conservadora. A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo revelou por exemplo que 79% dos eleitores brasileiros são contra a descriminalização da maconha, e apenas 17% a favor. Se não bastasse isso: 79% da população  são contrários ao aborto e 16%, favoráveis. A maioria também rejeita o casamento gay: 53% a 40%. Quando o assunto é a pena de morte a população está dividida,  46% defendem a medida, e 49% a rejeitam. Já a redução da maioridade penal tem o apoio de oito em cada dez brasileiros. 
  3. Repudie, rejeite e condene a corrupção em seu governo. Vossa excelência testemunhou em todo o país a insatisfação do  brasileiro que não suporta mais tanta roubalheira e mal uso do dinheiro público. Presidente, puna os corruptos, demita-os e mostre ao Brasil que o seu segundo mandato será diferente. 
  4. Não tente transformar o Brasil num leste europeu marxista. O povo brasileiro rejeita e repudia o Foro de São Paulo. Nossa nação não é a Venezuela, nosso povo não concorda com a ditadura de Fidel, nossa nação  não pode ser conivente com estados despóticos como Irã, Cuba e Venezuela. 
  5. Não trate terroristas do ISIS como gente do bem  e que precisa de diálogo. Ora, presidente, não dá pra dialogar com aqueles que sem dó e piedade assassinam homens e mulheres pelo fato de serem cristãos. 
  6. Por favor preserve a PETROBRÁS. Vossa excelência tem a responsabilidade de cuidar do patrimônio da nação. Presidente, chega de escândalos, de roubos, de desvio de dinheiro público. 
  7. Por favor chega de fisiologismo, basta do toma lá dá cá. Apoie os governos estaduais independente se é do bloco governista, crie políticas publicas de segurança, ajude no combate ao crime organizado, lute por um Brasil melhor.
Presidente, muito mais teria para lhe dizer, contudo, julgo,  que se observar esses pontos, seu governo será melhor do que a sua primeira gestão. Por fim, quero  lembrar que a senhora está no poder porque o Soberano o quis, portanto, governe com tremor e temor, sabendo que prestará contas àquele que tudo vê, sabe e domina.

Renato Vargens
Leocádio Carpiné disse...

Parabenizo o caro pastor, pelo seu gesto patriótico e ,acima de tudo Cristão! Parabéns

jose carlos disse...

Amado irmão Renato Vargens, gostaria muito de poder crer que a sra. Dilma estará lendo a sua carta e, pelo menos, tentando melhorar a sua governabilidade nesse 2° mandato. Mas, infelizmente, eu acredito, opinião minha, que esse 2° mandato conferido a essa senhora, será ainda pior que o primeiro. Queira Deus que eu esteja errado, e muito errado, e que ela faça dessa reeleição uma mea culpa e governe para os brasileiros e não para a quadrilha formada por ela e o sr. Lula. Pois o que temos visto até aqui é uma preparação para que o nosso imenso e lindo Brasil se torne uma nação comunista, haja vista, as relações que essa senhora e o sr. Lula mantém com Fidel, Maduro e que tais. Do fundo do meu coração, gostaria muito de estar errado em todos esses meus medos, mas infelizmente, não acredito que com esse partido que aí está, veremos melhoras nesses próximos 4 anos, muito pelo contrário, não só a família, mas a igreja brasileira sofrerá as consequências da falta de temor e tremor desses políticos, que ora governam o nosso país. A minha única esperança é que em 2018 possamos ter uma nova chance de mudança, mas como disse uma amiga minha, será que em 2018 votaremos?? Mas, sinceramente, orarei sim, para que todas as minhas preocupações sejam infundadas e possamos ser surpreendidos pela sra. Dilma Rousseff.

Daniel Martins disse...

https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Luciene Ribeiro disse...

DEUS o abençoe pasto Renato, pela iniciativa. Sei que o senhor é um homem sério e merce consideração e respeito. Acredito que Aquele que governa é poderoso para se assim for da SUA VONTADE fazer com que o texto seja lido para que pelo menos ela saiba que será tida por indesculpável pois teve alguém que a alertou. Esperemos no SENHOR que é de fato a nossa única e Viva Esperança! Soli Deo Glori

Jorge Matos disse...

A importância e o significado histórico da reeleição de Dilma
Publicado em 27/10/2014 por Bertone de Oliveira Sousa
http://bertonesousa.wordpress.com/2014/10/27/a-importancia-e-o-significado-historico-da-reeleicao-de-dilma/#more-1512
Dilma” Algumas vezes na História, resultados apertados produziram mudanças maiores e mais rápidas do que vitórias amplas “
Muito ainda será escrito sobre essa eleição, a polarização das campanhas, a agressividades dos debates, os empates técnicos, a vitória apertada. De todas essas coisas, o que mais me chamou a atenção foi que PT e PSDB pela primeira vez se colocaram como projetos políticos opostos. E a partir disso, há alguns pontos que merecem destaque.
O primeiro é que Aécio tentou desde o início esconder suas intenções. Jamais falou abertamente sobre suas verdadeiras propostas porque as ideias de construir creches, reduzir a menoridade penal e depositar dinheiro para estudantes secundaristas não passavam de conversa pra boi dormir. Aécio expôs seu programa apenas para grupos muito seletos de empresários e industriais, quando deixou escapar que tomaria medidas impopulares e faria um choque de gestão. Essas expressões dão a ideia de que ele reverteria as políticas sociais do atual governo. Logo ficou claro que ele levaria a malfadada gestão que fez em Minas Gerais, onde perdeu nos dois turnos, para o restante do país.
O segundo ponto importante está no ineditismo das forças ultra-conservadoras que o apoiaram. Muito mais do que FHC, Alckmin e Serra nas últimas eleições, Aécio e o PSDB conseguiram aglutinar todo o sentimento anti-petista que perpassa variados segmentos da população. Falar em mudança significou tão somente “tirar o PT do poder”, como ele mesmo enfatizou no último debate da TV Globo. Muitas pessoas que o apoiavam sequer conseguiam perceber a total ausência de propostas relevantes ou de um programa de governo em sua propaganda eleitoral, e muitos o apoiavam movidos pelo sentimento de ódio visceral ao PT, Lula, Dilma ou às políticas sociais do governo. Até mesmo neonazistas saíram do esgoto do anominato para tomar as ruas em apoio a ele e a internet para manifestar os mais abjetos preconceitos contra nordestinos, chegando alguém até mesmo a pedir um “Holocausto” na região.
Mas a grande motivação do sentimento anti-petista não está nos escândalos de corrupção do governo, que não chegam a ser menores que os do PSDB sob a gestão de FHC, estes jamais expostos de forma tão alarmista e dramática pela imprensa de direita. A verdadeira motivação desse sentimento está na redução substancial do fosso entre ricos e pobres nos últimos doze anos. O Brasil se formou como uma sociedade em que pobreza, escravidão e analfabetismo caminharam lado a lado por mais de trezentos anos, enquanto as castas de grandes proprietários de terras e intelectuais ajudavam a manter esse estado de coisas. A República proclamada por um punhado de militares positivistas pouquíssimo fez para alterar isso em mais de quatro décadas.
Muitos empresários que criticam o bolsa família não sabem que suas empresas só existem por causa desse programa, outros não querem que o Estado atue em favor dos pobres, mas querem que o mesmo Estado lhes conceda isenções fiscais ou salvem suas empresas e bancos da falência. A meritocracia neoliberal que Aécio Neves trouxe para sua campanha e ganhou a simpatia dos ricos, é apenas a manifestação de seu desejo de que o Estado atue em favor dos ricos e deixe os pobres em sua condição de pobreza. Aécio e o PSDB representam, sob todos os aspectos, um retrocesso ao Brasil, ao passo que a reeleição de Dilma representa a continuação de um projeto político voltado para a inclusão social.
Por isso, essa eleição representa um marco importante tanto quanto a primeira eleição de Lula, representa um momento em que dois projetos muito distintos de país se cristalizaram, se confrontaram e tomaram as ruas do país antes das urnas.
Sobre Bertone de Oliveira Sousa
Historiador. Professor do curso de História da UFT.

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