quinta-feira, janeiro 23, 2014

Respostas a Argumentos Usados em Favor da Ordenação de Mulheres

Eu já escrevi anteriormente o porque não creio na ordenação feminina. (leia aqui). No entanto, o meu amigo Augustus Nicodemus, publicou em seu BLOG um texto riquíssimo que julgo que seja interessante a leitura por todos. 

Pensando em ampliar o debate, além é claro de trazer luz sobre esse novo modismo evangélico, estou reproduzindo na INTEGRA as   respostas dadas por Augustus aos argumentos usados em favor da ordenação feminina. 

Aconselho a leitura!

Renato Vargens


Por Augustus Nicodemus Lopes 

Oferecemos aqui respostas aos argumentos geralmente empregados em favor da ordenação de mulheres para o ministério pastoral.

1.     Deus não criou originalmente o homem e a mulher iguais? Qual a base, pois, para impedir que a mulher seja ordenada?

Resposta: De fato, lemos em Gênesis 1 que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Entretanto, lemos no relato mais detalhado de Gênesis 2 que Deus lhes atribuiu papéis diferentes, dando ao homem o papel de liderar e cuidar da mulher e à mulher o papel de ser sua ajudadora, em submissão. Esta diferenciação é percebida por Paulo na ordem em que foram criados (primeiro o homem e depois a mulher, 1Tm 2.13), na forma como foram criados (a mulher foi criada do homem, 1Co 11.8) e no propósito para o que foram criados (a mulher foi criada por causa do homem, 1Co 11.9). A igualdade da criação, portanto, não anula a diferenciação de funções estabelecida na própria criação.

2.     A subordinação feminina não é parte da maldição por causa da queda? E Cristo não aboliu a maldição do pecado? Por que, então, as mulheres cristãs não podem exercer o ministério em igualdade com os homens? 

Resposta: Sem dúvida um dos castigos impostos por Deus à mulher foi o agravamento da sua condição de submissão. Entretanto, a subordinação feminina tem origem antes da queda, ainda na própria criação. O homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. O homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem (1Co 11.8-9). Quanto à obra de Cristo, lembremos que seus efeitos não são total e exaustivamente aplicados por Deus aqui e agora. Por exemplo, mesmo que Cristo já tenha vencido o pecado e a morte, ainda pecamos e morremos. Outros efeitos da maldição impostos por Deus após a queda ainda continuam, como a morte, o sofrimento no trabalho e o parto penoso das mulheres. Além do mais, desde que os diferentes papéis do homem e da mulher já haviam sido determinados na criação, antes da queda, segue-se que continuam válidos. O que o Cristianismo faz é reformar esta relação de submissão para que a mesma seja exercida em amor mútuo e reflita assim mais exatamente a relação entre Cristo e a Igreja.

3.     Há abundantes provas na Bíblia de que as mulheres desempenharam papéis cruciais, ocupando funções de destaque e sendo instrumento de bênção para o povo de Deus. Isto não prova que elas, hoje, podem ser ordenadas e exercer liderança?

Resposta: Estas provas demonstram apenas a tremenda importância do ministério feminino, mas não a existência do ministério feminino ordenado. Nenhuma destas mulheres era apóstola, pastora, presbítera ou diaconisa. Jesus não chamou nenhuma mulher para ser apóstola. As qualificações dos pastores em 1Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que era função a ser exercida por homens cristãos. O fato de que as mulheres sempre foram extremamente ativas e exerceram muitas e diferentes atividades e serviços na Igreja Cristã não traz como corolário que elas tenham sido, ou tenham que ser, ordenadas para tal.

4.     Há evidência na Bíblia de que Hulda, Débora, Priscila e Febe eram líderes e exerciam autoridade. Isto não é prova bíblica suficiente para ordenação de mulheres?

Resposta: Há dois pontos a se ter em mente quanto ao ministério destas mulheres: (1) O fato de que a Bíblia descreve como Deus usou determinadas pessoas em épocas específicas para propósitos especiais não faz disto uma norma. Lembremos da utilíssima distinção entre o descritivo e o normativo na Bíblia. Deus usou o falso profeta Balaão (Nm 22.35). O desobediente rei Saul também profetizou em várias ocasiões (1Sm 10.10; 19.23), bem como os mensageiros que enviou a Samuel (1Sm 19.20,21). A descrição destes casos não estabelece uma norma a ser seguida pelas igrejas na ordenação de oficiais. O fato de que Deus transmitiu sua mensagem através de uma mulher não faz dela um oficial da Igreja. Há outros requisitos no Novo Testamento para o oficialato conforme lemos nas especificações explícitas que temos em 1Timóteo 3 e Tito 1.

 (2) Os profetas de Israel não recebiam um ofício mediante imposição de mãos para exercer uma autoridade eclesiástica oficial. Os reis e sacerdotes, ao contrário, eram “ordenados” para aquelas funções e as exerciam com autoridade. Não há sacerdotisas “ordenadas” em Israel, pelo menos nas épocas onde prevalecia o culto verdadeiro. Hulda foi uma profetiza em Israel, recebendo consultas em sua casa (2Re 22.13-15). A mesma coisa pode ser dita de Débora, que foi juíza em Israel numa época em que não havia reis e nem o sacerdócio funcionava, quando todos faziam o que parecia bem aos seus olhos. Seu ministério foi uma denúncia da fraqueza e falta de coragem dos homens daquela época (Jz 4.4-9; compare com Is 3.12). Sobre Priscila, sua liderança parece evidente, porém menos evidente é se ela era pastora ou presbítera. Quanto à Febe, ver a pergunta sobre ela mais adiante.

5.     Podemos afirmar que o patriarcado, conforme o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, é uma instituição nociva e perversa que denigre, inferioriza e humilha a mulher?
Resposta: O patriarcado, como o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não é simplesmente uma afirmação da masculinidade, não é jamais sinônimo de domínio macho ou um sistema de valores no qual o homem trata a mulher com descaso, desvalorizando-a e super valorizando-se. Muito menos sinônimo de exploração e domínio, como afirma o feminismo. Patriarcado é o sistema no qual os pais cuidam de suas famílias. A imagem do pai no Velho Testamento não é primariamente daquele que exerce autoridade e poder, mas do amor adotivo, dos laços pactuais de bondade e compaixão. Somente nas Escrituras hebraicas podemos encontrar um Deus Pai Todo-Poderoso e Todo-Bondoso. Os patriarcas refletem a paternidade de Deus, ainda que muito pobremente. O Deus dos Hebreus não é como os deuses masculinos irresponsáveis das culturas pagãs das cercanias de Israel, porque ele jamais abandona os filhos que gera, antes, deles cuida. Os patriarcas seguem o exemplo de Deus. Naquela cultura ensinava-se ao homem judeu que ele não era simplesmente um animal, agressivo, assertivo e violento, mas pai, cuja agressividade deveria ser transformada pela responsabilidade, que haveria de manifestar a gentileza e o cuidado pelos filhos e a expressão da completa masculinidade, que haveria de se unir com o ser feminino e o mundo feminino da família, ainda que mantivesse a separação necessária para o exercício da autoridade. O machismo é uma versão deturpada de alguns aspectos do patriarcado, e oprime as mulheres. Devemos lutar contra o machismo, e não deixar de reconhecer a verdade sobre o patriarcado.

6.      Febe não era uma diaconisa, conforme Romanos 16.1-2? Isto não prova que as mulheres podem exercer autoridade eclesiástica na Igreja? 

Resposta: Temos de considerar os seguintes aspectos.

(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc. Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.

(2) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.

7.     O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia? 

Resposta: Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas Igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons.

8.     A resistência em ordenar mulheres hoje não decorre da reafirmação através dos séculos da inferioridade da mulher, feita por importantes teólogos e líderes da Igreja? 

Resposta: A Igreja deve andar pelo ensino das Escrituras Sagradas. Se teólogos e líderes antigos defenderam idéias erradas sobre a inferioridade da mulher, cabe à Igreja corrigi-las à luz das Escrituras, que mostram que Deus criou o homem e a mulher iguais. Porém, corrigir os erros dos antigos neste ponto não significa ordenar mulheres, pois aí estaríamos cometendo um outro erro. Certamente as mulheres não são e nunca foram inferiores aos homens, mas daí a abolirmos os papéis distintos que lhes foram determinados por Deus na criação vai uma grande distância.

9.      Existe algum texto na Bíblia que diga claramente “é proibido que as mulheres sejam ordenadas ao ministério”? 

Resposta: Nenhuma das passagens usadas contra a ordenação feminina diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas ao ministério. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança cristã masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Ainda, se o argumento do silêncio for usado, ele se vira contra a ordenação feminina, pois não há texto algum que diga que as mulheres devem ser ordenadas ao ministério da Palavra e ao governo eclesiástico, enquanto que as Escrituras atribuem ao homem cristão o exercício da autoridade eclesiástica e na família.

10.  Se as mulheres recebem os mesmos dons espirituais que os homens, não é uma prova de que Deus deseja que elas sejam ordenadas ao ministério? 

Resposta: Não. As condições para o oficialato na Igreja apostólica estão prescritas em 1Timóteo e Tito 1. Percebe-se que o dom do ensino é apenas um dos requisitos. Há outros, como por exemplo, governar a própria casa e ser marido de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham.

11. O ensino de Paulo sobre as mulheres na Igreja se aplica hoje? Não estava ele influenciado pela cultura daquela época, que era muito diferente da nossa? 

Resposta: É necessário fazer a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Há coisas no ensino de Paulo que são claramente culturais, como a determinação para o uso do véu em 1Coríntios 11. Porém, enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença funcional entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo naquela passagem é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Notemos ainda que Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9).

12.  Paulo escreveu suas cartas para atender a problemas locais e específicos. Como podemos aplicar hoje o que Paulo escreveu, se a situação e o contexto são diferentes? 

Resposta: Quase todos os livros do Novo Testamento foram escritos em resposta a uma situação específica de uma ou mais comunidades cristãs do século I, e nem por isto os que querem a ordenação feminina defendem que nada do Novo Testamento se aplica às igrejas cristãs de hoje. A carta aos Gálatas, por exemplo, onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé somente, foi escrita para combater o legalismo dos judaizantes que procuravam minar as igrejas gentílicas da Galácia, em meados do século I. Ousaríamos dizer que o ensino de Paulo sobre a justificação pela fé não tem mais relevância para as igrejas do final do século XX, por ter sido exposto em reação a uma heresia que afligia igrejas locais no século I? O ponto é que existem princípios e verdades permanentes que foram expressos para atender a questões locais, culturais e passageiras. Passam as circunstâncias históricas, mas o princípio teológico permanece. Assim, o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido, mas os princípios aplicados por Paulo para resolver os problemas causados por estas atitudes permanecem válidos. Ou seja, o ensino de que as mulheres devem estar submissas à liderança masculina nas igrejas e na família, sem ocupar posições de liderança e governo, é o princípio permanente e válido para todas as épocas e culturas.

13. Onde está na Bíblia que somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos? 

Resposta: Os textos mais explícitos da Bíblia são Atos 6.1-7; 1Timóteo 2.11-15; 1Coríntios 14.34-36 e 1Coríntios 11. 2-16. Algumas destas passagens foram analisadas com mais profundidade em outra parte deste caderno. Além disto, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é cabeça na família (Efésios 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja.

14.  Onde está na Bíblia que os homens devem ser o cabeça da família? 

Resposta: Há diversas passagens no Novo Testamento onde se trata dos papéis do homem e da mulher na família: Efésios 5.21-33; Colossenses 3.18-19; 1 Pedro 3.1-7; Tito 2.5. Em todos eles, a liderança da família é atribuída ao homem.

15.  Os argumentos usados hoje para defender a submissão da mulher não são os mesmos usados no século passado por muitos cristãos para defender a escravidão? 

Resposta: O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada. Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão. Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está. Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).

16.  Havia uma mulher chamada Júnias que Paulo considera como apóstola, em Romanos 16.7. Se havia apóstolas, por que não pastoras, presbíteras e diaconisas?  

Resposta: A passagem diz o seguinte: Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Não é tão simples assim deduzir que Júnias era uma apóstola. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. Júnias é um nome masculino ou feminino? Existe muita disputa sobre isto, embora a evidência aponte para um nome masculino. Outra coisa, a expressão “notável entre os apóstolos” significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável, ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? A última possibilidade é a mais provável. Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma “apóstola”, e muito menos uma como os Doze ou Paulo. A passagem não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma “apóstola” no Novo Testamento.

17.  O Novo Testamento diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, todos são iguais diante de Deus (Gl 3.28). Proibir as mulheres de serem oficiais da Igreja não é fazer uma distinção baseada em sexo? 

Resposta: Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem. Está o apóstolo dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé? Entendemos que a resposta é não. Gálatas 3.28 não está ensinando a igualdade para o exercício de funções, mas a unidade de todos os cristãos em Cristo. Veja a análise desta passagem acima.

18.  O conceito da submissão feminina ensinado na Bíblia não acarreta inevitavelmente o conceito de que o homem é melhor e superior à mulher? 

Resposta: Infelizmente muitos têm chegado a esta conclusão, mas ela certamente é equivocada. O ensino bíblico é que Deus criou homem e mulher iguais porém com diferentes atribuições e funções. A Bíblia ensina que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. É uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher. Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.

19. Em 1Timóteo 3.11, ao descrever as qualificações do diácono, Paulo se refere às mulheres: “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Este versículo não prova que havia diaconisas nas igrejas apostólicas?

 Resposta: Não necessariamente. Esta passagem tem sido entendida de diferentes modos: (1) Paulo pode estar se referindo às mulheres dos diáconos (Calvino). Porém, ele emprega para elas a expressão “é necessário” (1Tm 3.11), que foi a mesma que empregou para os presbíteros (3.2) e os diáconos (3.8), ao descrever suas qualificações. Logo, não nos parece que o apóstolo se refira às mulheres dos diáconos. (2) Paulo pode estar se referindo à todas as mulheres da igreja; entretanto, é bastante estranho que ele tenha colocado instruções para todas as mulheres bem no meio das instruções aos diáconos! (3) Paulo pode estar se referindo às assistentes dos diáconos, mulheres piedosas, que prestavam assistência em obras de misericórdia aos necessitados das igrejas (Hendriksen). (4) Paulo se referia à diaconisas. Porém, é no mínimo estranho que Paulo não empregou o termo apropriado para descrever a função delas (diaconisas), já que ele vinha falando de presbíteros e diáconos. A opção 3 nos parece a melhor e mais provável: havia mulheres piedosas nas igrejas apostólicas, não ordenadas como “diaconisas”, que ajudavam os diáconos nas obras de misericórdia, trabalhando diretamente com as mulheres carentes e necessitadas. É a estas que Paulo aqui se refere.
Jose Luiz Nascimento disse...

Muito parecido com o post do Rev. Augustus Nicodemos

Renato Vargens disse...

José Luiz Nascimento, esse POST é do Augustus.Eu deixo isso claro no inicio da postagem.

Renato Vargens

Leonam Bonfim disse...

GRAÇA E PAZ, PR. RENATO SIRVO COMO PRESBÍTERO EM SALVADOR - BA, FUI CRIADO NO G12 E DEPOIS NO MOVIMENTO PENTECOSTAL, HOJE A IGREJA EM QUE SIRVO, ESTÁ AOS POUCOS ENTRANDO NA VISÃO REFORMADA, GOSTARIA DE PEDIR AO SENHOR AJUDA, POIS QUEREMOS ENTRAR MAIS PROFUNDAMENTE NA VISÃO REFORMADA, POR FAVOR NOS AJUDE, ESPERO A SUA RESPOSTA..
PB.LEONAM DOS SANTOS

Pregando o Evangelho disse...

Nesse aspecto, Eu concordo plenamente com o Rev. Augustus Nicodemos. Não há base bíblica para a mulher presidir um corpo eclesiástico.

ELKE E JOSE VIEIRA disse...

Pastor Renato qual a sua opinião quanto ao artigo de Waldyr Carvalho Luz
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/329/ordenacao-feminina

Deus è fièl disse...

É esse povo não entende que Deus criou cada ser para uma função e o pastoreio é exclusivo dos homens, os patriarcas eram homens, os discípulos homens, os apóstolos homens, e próprio Senhor Jesus homem, o Pastoreio é exclusivo dos homens, a mulher não pode pastorear mais pode cantar no louvor, pode estar numa escola bíblica, pode se reunir em grupo de mulheres, pode até apresentar um estudo ou uma palavra, mais ser pastora e estar a frente de uma igreja isso é um trabalho exclusivo dos homens.

HP disse...

Penso que criamos algo muito errado.

Nas sinagogas os fariseus se "relacionavam" com Deus, aos sábados, via sacerdote, regras e tradições...

O Deus-Filho se relacionava fora do templo, nos caminhos, nos vales, nas praias, nos barquinhos...
Colocava sentado a sua volta homens e mulheres. "Deixa a Maria, ela escolheu a melhor parte, da qual não será tirada"...

Foi a mulher, outrora possessa de sete demônios, escolhida por Cristo para anunciar a notícia da ressurreição...

Daí hoje a gente volta tudo pra trás. E cementa tudo com versos bíblicos.

Idolatramos a Bíblia e não enxergamos Cristo...

Talvez deveríamos lembrar das palavras do "Pai" da Reforma, Martinho Lutero:

"Cristo é o Mestre, as Escrituras são apenas o servo. A verdadeira prova a submeter todos os Livros é ver se eles operam a vontade de Cristo ou não. Nenhum Livro que não prega Cristo pode ser apostólico, muito embora sejam Pedro ou Paulo seu autor. E nenhum Livro que prega a Cristo pode deixar de ser apostólico, sejam seus autores Judas, Ananias, Pilatos ou Herodes"

Deus abençoe a todos.

Jesus é o Senhor! disse...

Me envergonho deste pecado na minha denominação.

Jaime Filho disse...

O grande problema do calvinismo é forçar peças de quebra-cabeças que se adequem melhor à sua sistematização teológica - assim como qualquer outra vertente teológica, aliás. Porque não simplesmente admitir as possibilidades? Tenho 312 obras de teologia reformada aqui, algumas do sr Augustus Nicodemus, mas honestamente não concordo com essa obsessão por estar com a razão. Foi corretamente observado aí que o grego indica o diaconato de Febe e um possível ministério de Júnias, que pode ser mulher. Mas logo, tendenciosamente isso é desconversado em nome da coerência calvinista. Francamente. É assim que forçam coisas como profissão de fé, herança católica. Pelo menos a Bíblia que eu leio chama profissão pública de fé simplesmente de BATISMO. Mas essa é outra história. Ninguém comentou que Paulo começa o texto saudando uma mulher, a dita Febe, e continua na linha, saudando Priscila PRIMEIRO e Áquila só depois, ou seja: segundo os argumentos propostos aí em cima, oferecendo liberalmente a primazia à mulher E NÃO AO HOMEM, e mais: em termos ministeriais. Com todo o respeito, não estou defendendo a ordenação de mulheres nem discordando dela, nesses dias de feminismo desenfreado. Só estou comentando que os presbiterianos exatamente como os católicos tem o péssimo hábito de tentar impor seus raciocínios as pessoas como terminantemente corretos, e isso é absurdo. Porque não se ocupam em tirar a maçonaria do poder da instituição? Porque não falam no lobby que fizeram aos "direitos das prostitutas", como está escrachado nos livros das militantes? Porque não falam que a elite presbiteriana carioca esforçadamente conseguiu dinheiro com o Conselho Mundial das Igrejas de Genebra para a realização dos Encontros Nacionais de Prostitutas aqui no Brasil? Porque ninguém comenta que os maravilhosos e tão comentados "reformadores" eram senhores de escravos, assassinos e terrivelmente anti-semitas? Lembrei de A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Os puritanos tentaram reformar o catolicismo e se tornaram exatamente iguais a ele. Ao invés de ídolos visíveis, temos a gnose que gera ódio, aversão e intolerância aos outros cristãos, como pentecostais. Se pelo menos houvesse coerência em relação a estes, seria menos vergonhoso. Enquanto isso, ateus e agnósticos estão ajudando órfãos e viúvas, alimentando os necessitados, transformando realidades carentes. Eles estão sendo a luz que o mundo desesperado em infernos existenciais enxerga. Mas, ah, a salvação da alma é mais importante não é? Hum, foi desse jeito que os presbiterianos queimaram as bruxas em New England e assistiram passivos à escravatura no Brasil. À minha ótica, qualquer forma de cristianismo que não me faça AMAR meu semelhante de maneira que eu me esvazie é inválida. Mas, enfim né, como bons presbiterianos, vão em frente e "vençam" a discussão. Afinal, esse é o distintivo que todos conhecem de vocês: ARROGÂNCIA. A cruz ninguém quer. Nunca ouvi falar em cristão que não quer perder, nem sabe calar a boca. O nome disso é gnosticismo prático, travestido de cristianismo. O ser humano deveria entender que não pode estar sempre com a razão ou ter todas as respostas. Mas vamos atacar os pentecostais né, é sempre melhor olhar o cisco do olho do outro do que tirar o guarda-roupa do próprio. Vou ser hipócrita também: é verdade querido semideus Augustus Nicodemus, não existe possibilidade nenhuma de haver ordenação feminina, mesmo o grego GRITANDO isso. Vamos interpretar da forma que nos favorece, afinal, ela é sempre a mais provável - já que nós, calvinistas, estamos dizendo.

Regina Farias disse...

Essas distorções culturais/religiosas enraizadas e repassadas ao longo da História impedem grande maioria de dirigentes (e seu rebanho) de enxergar o óbvio escancarado nas narrativas bíblicas. ‘Pena’ que não dê pra esconder a importância da mulher, ressaltada claramente nas narrativas bíblicas, por mais machista que seja o discurso religioso. É suficiente ler pensando FORA da caixinha dos 'ismos' INVENTADOS, para entender que homens e mulheres têm IGUAL importância na evangelização. Quem inventou A FORMA foi a conveniência dos homens dirigentes. Desde as mais remotas relações sociais.

Comentário irretocável do Jaime com o aperitivo conciso, contundente e necessário do HP com fortes pinceladas que apontam o caráter de Jesus. É necessário que venha um ou dois jovens pra dizer a um monte de gente barbada que tanto na antiga aliança como a partir de Jesus, a mulher foi ATUANTE na evangelização. Chega a ser risível, exaltar o homem como sendo o porta-voz de Cristo, só pela sua condição fálica.

Ora, minha gente, sejamos coerentes. Não façamos como o anônimo acima que se autointitula 'PREGANDO O EVANGELHO' e, no entanto, dando razão a um homem. Temos essa mania tola de pegar autores como referência. Vamos aprender a pregar o Evangelho começando por dar razão a Cristo! Qualquer autoridade, não tendo o AMOR como catalisador, não serve pra Deus. Como diz o Jaime, a cruz ninguém quer. Quer o posto e a autoridade. Não é à toa que circula nas redes sociais uma imagem satírica do Nicodemus como o Dom Corleone Gospel. Certamente imagem idealizada por um seguidor mais rebelde e criativo que, mesmo anonimamente, ousa bater de frente com o Chefão e se libertar ao interpretar diferente.

Bora começar esse exercício saindo da redoma denominacional. Lá fora tem um ar puro que faz um bem enorme ao ser...

Filipe Santos disse...

Jaime e Regina, Graça e Paz

é de se esperar que um tema polêmico como esse gere discussões. Mas vejo que os comentários de vcs não acrescentaram muito ao tema. O que vcs colocaram foi uma denúncia contra uma suposta idolatria a líderes de Igreja. Se isso realmente ocorre, deve ser denunciado, lógico. Acontece o texto do pastor Augustus foi todo feito com base bíblica consistente, e a refutação de vcs parece muito mais baseada numa opinião pessoal do que propriamente numa interpretação mais apurada dos textos bíblicos. E certamente a linguagem adotada por vcs parece cheia de rancor. Creio que vcs são servos de Deus, lutando para servi-lo da melhor forma, cada um à sua maneira. Não pensem que eu quero julgar ninguém, porque creio que vcs tiveram seus motivos para pensar dessa forma. Mas, como presbiteriano, não pude deixar de falar, por que o tom das críticas de vcs também me ofenderam, apesar de eu achar que essa não foi a sua intenção.

HP disse...

Filipe,

Não vejo nos comentários do Jaime e da Regina denúncia aos líderes, mas denúncia a forma de interpretar a Bíblia.

Deveríamos compreender como Jesus Cristo tratava todos os temas e então compreendermos o restante da leitura bíblica.

Isto não é feito na maioria das vezes.

Jesus colocava homens e mulheres sentados ao seu lado. Não havia diferenças entre os mesmos.
Como ele conversava com um homem judeu, ele também conversava com uma mulher samaritana.

Cristo usou de homens e mulheres na Sua missão. Como o Samaritano da parábola foi usado, a Samaritana da vida real foi usada para transmitir aos homens daquela cidade a informação que estava entre eles o Cristo.

A Igreja primitiva, logo adaptou as religiosidades locais à mensagem de Cristo. Logo a pregação/ensino que o Senhor fazia essencialmente andando pelas montanhas, planícies, vales, ficou restrita à templos religiosos.

Logo foi criado um clero, que Jesus NUNCA citou. Ele queria que tivéssemos uma relação direta com Deus.

Logo as mulheres que Ele sempre quis que aprendessem aos Seus pés, foram colocadas atrás dos homens.

E por aí vai.

Se lermos a Bíblia sem entendermos que JESUS É A PALAVRA VIVA, vamos correr no perigo que o próprio Mestre nos advertiu:

"Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus".

Deus te abençoe.
Um abraço.

Desirée disse...

É cada comentário que dá até desgosto. Dizer que os reformadores eram senhores de escravos ignorando a História onde os reformadores europeus foram os primeiros abolicionistas, além de dizer que mostrar pela Bíblia a sua opinião é "forçar" a opinião no outro não tem sentido.

Idolatrar a Bíblia? Não é a Bíblia que apresenta o Cristo que deve estar "acima" das Escrituras? Não são elas que dele testificam? Não foram os apóstolos que com Ele andaram e dele aprenderam e nos transmitiram?

Rejeitar os ensinos de Paulo e dos demais apóstolos registrados no Novo Testamento é rejeitar o próprio Senhor, pois Paulo e os demais afirmam que nada disseram que não o tivessem recebido do Senhor.

Curioso é que todos os que são contra a posição reformada clássica sobre a ordenação feminina não usam argumentos bíblicos para mostrarem que essa pratica é fundamentada na Bíblia. Preferem supor que certos nomes eram femininos descartando os conselhos diretos relacionados ao assunto.

Já fui a favor da ordenação feminina, mas diante das Escrituras não vejo como sustentar isso a não ser que eu a torne relativa para os dias "modernos".

Filipe Santos disse...

HP, obrigado pelo comentário.

Lógico que Jesus amava todos igualmente e aproximou as mulheres de si mesmo. Sem elas, não há cristianismo. Elas tem deveres também, como os homens. Não há uma diferença entre valor de um ou outro; Deus ama a todos iguais e todos devem ter sua chance de trabalhar pelo Reino.

No entanto, volto a concordar com o post do Augustus.
A questão aqui é que homens e mulheres tem funções diferentes.

Mas veja que Jesus ordenou 12 homens para o ministério. A própria igreja primitiva continuou isto, com ordenação de homens apenas. A função da mulher era outra, e quem não concorda com isto fica buscando possíveis exceções na escritura, com grande contorcionismo teológico.
Quanto ao que vc citou do clero, discordo que haja necessidade de um trono de ouro para um "pontífice". Mas a Igreja organizada é uma verdade bíblica, onde recebemos batismo e ceia do Senhor; somos admoestados na Palavra; e também encontramos uma hierarquia, tanto que foi feita a divisão em apóstolos, presbíteros e diáconos já no livro de Atos.

Que Deus também te abençoe!
Abraço e obrigado pela conbversa.

HP disse...

Desiree,

Não há na Bíblia argumentação sobre ordenação feminina, como não vemos Cristo dizendo aos discípulos "Ide, ordenai sacerdotes, reverendos, pastores e bispos".

Cristo apenas disse: "Ide, anunciai o Evangelho e todo aquele que crer e for batizado será salvo".

E era isto que Paulo, por exemplo fazia...

Só que não compreendemos Paulo... e apenas complicamos, ordenando, abrindo instituições que colocamos o nome de "Igreja", sistematizamos estudo, criamos seminários, colocamos a literatura filosófica secular em pauta nos seminários, empreendemos missões etc etc etc.

Deveríamos ser apenas seguidores de Cristo... Mas achamos simples demais o que o Mestre ordenou...

Abraços

Renato Vargens disse...

HP,

Vc esta equivocado meu caro. As Escrituras são claras em afirmar a existência de presbíteros e diáconos. Por favor, diga aquilo que a Biblia não diz, nem tampouco, relativize o que não pode ser relativizado.

Renato vargens

HP disse...

Pastor Renato,

Eu não disse que a existência de presbíteros e diáconos não está na Bíblia.

O que eu disse foi que " não vemos CRISTO dizendo aos discípulos "Ide, ordenai sacerdotes, reverendos, pastores e bispos".

Cristo nos fez a todos (homens e mulheres) Reis e Sacerdotes.

Nossa relação deveria ser direta com Cristo, tal como todos os discípulos se relacionavam com o Mestre.

Simples e desconcertante assim.

Abraço

HP disse...

Filipe,

Você cita a divisão de trabalhos em Atos.
O motivo da divisão de trabalhos foi para os Apóstolos se dedicarem em oração e na Palavra, enquanto os diáconos serviam as mesas principalmente das viúvas e órfãos.

Daí eu pergunto: Cristo alguma vez deixou as viúvas e órfãos para se dedicar em oração?

Seguindo os textos em Atos vemos que Paulo rechaçou ser acompanhado por Marcos por este haver desistido numa missão anterior. Brigou feio com Barnabe e nunca mais andaram juntos.

Isto serve de ensinamento pra nós? Se alguém desistir a nossa volta e depois se arrepender, mesmo assim vamos rechaça-lo? E se alguém defende-lo, vamos brigar feio e nunca mais andarmos com o tal?

É isso que falei desde o princípio. Atos e as demais cartas citam os HOMENS com o Evangelho. Homens errantes e pecadores, porém salvos por Cristo.

Devemos seguir Paulo, Pedro ou Apolo?
Eu prefiro seguir Cristo.

E deixa as mulheres edificarem, consolarem e exortarem quem precisar de Cristo. Nós homens façamos o mesmo.

Somos todos discípulos do mesmo Mestre.

Abraço.

Regina Farias disse...

Felipe,

Taí, nas suas poucas linhas dirigidas a mim, você acertou em algo! Eu dei a minha opinião pessoal, logicamente. Graças a Deus que eu tenho a minha opinião e não fico buscando me embasar em doutrinadores.

Por outro lado, infelizmente, eu não poderia afirmar que, a partir desse meu breve comentário, você tenha acertado na sua análise da minha pessoa.

Primeiro que eu não vejo este como um tema polêmico que gere discussões, no sentido ‘bate boca’. Em minha opinião, qualquer texto publicado está aberto a discussão, no bom sentido, podendo uma pessoa educada expor seu pensamento. E, dependendo, claro, do ‘dono’ do blog moderar ou não. Ponto.

Em segundo lugar não há espaço para rancor. Até porque eu nunca pleiteei uma vaga no Clube do Bolinha Gospel. Bora aprender a separar as coisas. Não trace meu perfil psicológico pelo que lhe ‘parece’ porque NA MINHA OPINIÃO, isso é que não acrescenta em absolutamente nada. E, afinal, esse lance de PARECER, já é bem o que estamos tentando combater aqui, embora você não tenha entendido a mensagem. Talvez, quem sabe, saindo um pouco do ‘sou presbiteriano’ você consiga alcançar...

E, por último, não cabe nenhum melindre aqui. E me desculpe a sinceridade (e não sei se é teu caso), mas crente tem essa mania de se ofender com tudo. Uma coisa é ofender e outra coisa é sentir-se ofendido. Quem poderia se sentir ‘ofendido’ seria o próprio Augustus Nicodemus já que o texto é de sua autoria. E eu duvido que o faça pois ele não tem mais idade pra esses melindres, por mais convicção arraigada que tenha em sua mente.

Relaxe e releia o que escrevi, não na pretensão de encontrar algum 'acréscimo' acadêmico/teológico, mas entendendo que existem outros pontos de vista diferentes do 'mandamento'presbiteriano', por exemplo, e que se aproximam muito mais do mandamento de Jesus.

Fique na paz que jamais exclui a verdade.

RF.

Liliane Camargos disse...

Sempre acho interessante citarem Timóteo onde diz que o presbítero deve ser "marido de uma mulher e governar bem a sua casa." Então dizem que mulher não pode desejar o episcopado, isto seria coisa só para homens, visto que o texto fala explicitamente no masculino. No entanto, há vários outros textos bíblicos que falam explicitamente no masculino mas todos interpretam como servindo para homens e mulheres. O exemplo maior são os 10 mandamentos onde escreve-se: "Não cobicarás a mulher de teu próximo." Se a mulher não pode ser ordenada pois em Timóteo os ensimanemtos dirigidos claramente a um presbítero homem, então as mulheres podem e têm todo o direito de desejar e cobiçar o marido alheio, já que esta parte também deixa o mandamento explícito para homens.

Jaime Filho disse...

Tá bom Desirée, estuda a trajetória pessoal dos santíssimos reformadores primeiro. Filipe Santos, antes de qualquer coisa, toda opinião é pessoal. Mas não sou professor de português. O problema do presbiteriano está em justamente ser hipócrita, em achar que pode fazer críticas "no tom" que quiser intentando ofender os outros mas não querem receber de volta. Toda sistematização doutrinária acaba sendo um aparato de exceções dentro da Bíblia. Quando o João Calvino se esvazia de argumentos nas Institutas, apela que Deus é soberano e não nos deve explicações. Ora, se Ele não nos deve explicações, somos verdadeiros trouxas discutindo coisas tão empíricas como o sexo dos anjos. Mas, vá lá, existe a "heresia", apesar de eu crer (sem hipocrisia) que toda religião é uma seita que deu certo, e é preciso que as arestas sejam reparadas. Já critiquei - educadamente - o Renato Vargens em algum lugar do seu blog pela maneira de falar e, no entanto, compreendo que todos somos humanos e nos excedemos as vezes. Não estou defendendo a ordenação de mulheres. Inclusive "ordenação" é realmente questionável quando pensamos no sacerdócio de todos os crentes. Admitir a ordenação como princípio elementar das Escrituras incorre na doutrina apostólica mais cedo ou mais tarde, e isso tem acontecido nos dias de hoje. Assim como a defesa da reforma ao lucro e a assuntos relativos a dinheiro é que deu origem primitiva ao que conhecemos como teologia da prosperidade por aqui. Enfim, não vou entrar em assuntos complicados. Estou é dizendo que ninguém é dono da verdade, e vale mais a cada cristão amar seu semelhante. Só o Espírito Santo convence do que é certo ou errado em termos espirituais e nenhum de nós pode usurpar essa função dEle. Se você não aceita a ordenação de mulheres, ótimo, é a sua crença com base na Palavra. Há quem aceite também com base na Palavra. Os dois estão corretos? Inevitavelmente não e sim ao mesmo tempo. Porque essa não é uma questão elementar do cristianismo. O que é de fato importante é o que Jesus Cristo ensinou e está registrado nos Evangelhos, porque não há margem para interpretar de forma cultural, como o que venha dos escritos dos apóstolos. Desde o princípio eu quis dizer isso, mas não disse porque, novamente: existem cadáveres apodrecendo no armário presbiteriano e eu peguei leve demais no comentário que você considerou ofensivo. Se não querem isso exposto, aprendam uma postura humilde em relação às outras correntes denominacionais. Apenas estou medindo-os com a medida que medem os outros. Deus não precisa de advogado, nós é que precisamos de Um. A nossa luta não é contra os arminianos. O combate da sensualidade é que deve ser o foco da igreja, a meu ver. Mas bom, meu ver é só mais um entre bilhões. Faço minha parte trabalhando no que Deus me direciona mas sem deixar de motivar a tolerância entre todas as pessoas. Deus nos salve de nós mesmos, e da nossa loucura por vencer. Que Ele cresça!

Desirée disse...

Esses que dizem que não há ordenanças de bispos, apóstolos, diáconos, e qualquer organização funcional ordenada à igreja é necessário reverem os conceitos e LEREM as cartas de Paulo.

O fato é o seguinte: os que são contra a posição reformada que não permite mulheres exercendo liderança na igreja, recorrem aos recursos usados pelos homossexuais (apenas usando eles como exemplo dos muitos que há), dizendo que Cristo não disse nada disso e nunca se posicionou à respeito. Como se o que Cristo disse, não fora escrito e transmitido pelos apóstolos - os mesmos que dirigiram as cartas às igrejas dizendo como a igreja deve ser organizada.

É aquilo... "Não é que seja difícil de entender. É difícil de aceitar."

E novamente, aos que dizem que os reformadores acham-se os "donos da verdade", fundamentem suas posições usando as Escrituras, pois é isto que os reformadores tem feito. Os contrários apelam à tudo menos às Escrituras.

Renato Idalino disse...

"O que é de fato importante é o que Jesus Cristo ensinou e está registrado nos Evangelhos, porque não há margem para interpretar de forma cultural, como o que venha dos escritos dos apóstolos."

Que grande bobagem.

Então se algo soa estranho nas Epístolas, descarte e/ou ignore, pois o que vale são os Evangelhos?

O curioso é que no artigo publicado pelo Rev. Augustus, fica claro que a questão da ordenação feminina não diz respeito à costumes e épocas, mas fundamenta-se em princípios atemporais enfatizados por Paulo onde ele cita a criação de Adão e Eva como exemplo.

Não tem jeito, é como dizem: "Não é que seja difícil de entender. Mas é difícil de aceitar!"

Filipe Santos disse...

Regina, Graça e Paz.

Achei estranho seu comentário.
Eu não tracei perfil psicológico de ninguém. Ainda coloquei no meu texto que não julgo e pelo contrário, tento compreender o que leva as pessoas a pensarem de outras formas, o que acredito ser um princípio de tolerância. Além disso, esse tema é sim polêmico, basta ver a quantidade de respostas que ele gera em comparação a outros assuntos. E discutir ideias pra mim não é bate-boca, é oportunidade de aprender.

Lógico que há pontos de vista diferentes e não tenho problema nenhum com isso.
Mas o que vi no post do Augustos foi uma análise extensa do texto bíblico, o que evidencia uma busca pela pureza do evangelho.

Eu creio que o calvinismo é uma boa aproximação da verdade bíblica, mas não verdade absoluta: é uma tentativa de homens entenderem mais a Deus. Talvez a melhor tentativa. Mas isso Deus vai julgar.

Fique na paz também!

Filipe Santos disse...

Jaime, Graça e Paz

O que faz eu me sentir ofendido são afirmações do tipo: "O problema do presbiteriano está em justamente ser hipócrita, em achar que pode fazer críticas "no tom" que quiser intentando ofender os outros mas não querem receber de volta".
Ou seja, uma generalização total, e dando ainda a certeza que o presbiteriano tem a intenção de ofender os outros. Se eu dissesse isso de vc, também te ofenderia.
Tenho irmãos arminianos que são exemplos de vida pra mim, e que muito me ajudaram na caminhada cristã. Ainda assim, vejo mais coerência bíblica no calvinismo e sou presbiteriano. Sou hipócrita por causa disso? Desculpe se a maneira de eu defender o que acho certo soa ofensivo. É apenas a minha forma de honrar a Deus.

Fica com Deus


HP disse...

Desirée,

Cristo se posicionou a respeito dos homossexuais sim.

Ele se posicionou a respeito deles quando falou com a samaritana no poço de Jacó, quando chamou Zaqueu (que era chefe dos publicanos) para descer da árvore, quando deixou a prostituta lavar Seus pés com lágrimas e perdoou seus pecados...

Estes eram os "lixos da sociedade" naquela época, posto hoje pertencido pelos homossexuais na concepção de muitos religiosos.
.

Cristo SEMPRE aceitou o pecador. Mas com Seu AMOR, o Mestre sempre rechaçou o pecado.

Aos homens e mulheres simples, o Mestre raramente confrontava os pecados. Apenas os constrangia com Seu Amor, e o arrependimento aflorava nos corações. Com o arrependimento, vinha o abandono do pecado.

Lembra de Zaqueu (o chefe dos publicanos)? Jesus apenas foi jantar e pousar na casa dele. Não disse nada. Apenas agiu com Amor e rapidamente Zaqueu, constrangido pelo AMOR, deu METADE de tudo que possuia aos pobres e restituiu quadriplicado àqueles que havia defraudado.

Lembrando que metade é 50%. Muito mais do que o dízimo (10%) tanto pregado pelos reformados que vão "para as obras da igreja".

Zaqueu FOI IGREJA (corpo de Cristo). Ele foi atender aos pobres com metade de tudo que ele tinha...
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Enfim... já Cristo não fazia o mesmo com os fariseus. Estes sim eram quase sempre confrontados duramente pelo Senhor, mas nunca cediam ou reconheciam seus pecados.
Preferiam a Lei, às tradições sacerdotais, às ordenanças, aos mandamentos e, cegamente, não compreendiam que pela Lei também eram condenados.
Foram chamados de víboras e hipócritas por Jesus.

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Escrevi sobre este assunto. Qual o tratamento que Cristo daria aos homossexuais. Dê uma lida se quiser.
Já é desde agora bem-vinda:

http://blogdoirlandes.blogspot.com/2014/01/como-cristo-trataria-os-homossexuais.html

Um abraço.

HP disse...

Pastor Renato,

Desde já gostaria de te agradecer pelo "espírito democrático" que o senhor tem.

Mesmo divergindo em opiniões, o senhor tem estado aberto para publicar minhas respostas, o que infelizmente tenho visto que alguns blogueiros preferem apenas não publicarem.

Louvável tua atitude. Digna de um servo de Deus.

Um grande abraço,
Em Jesus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

HP.

Filipe Santos disse...

HP, só um pequeno acréscimo.

Naquela parte do desentendimento de Paulo e Barnabé, houve reconciliação depois. Ou seja, verdadeiro perdão. A bíblia é tão perfeita que mostra os erros até dos apóstolos, e o trabalho do Espírito em suas vidas.
Creio na perfeição das escrituras, não dos homens que a escreveram. Quando estes apóstolos escreveram as cartas, o Espírito Santo impediu a corrupção da mensagem, embora os escritores fossem ainda pecadores.
Se a inspiração não foi perfeita, então até mesmo os evangelhos podem ter sido adulterados. E aí, nada seria confiável.

Filipe Santos disse...

HP, realmente o amor de Cristo é transformador. E ele realmente acolhe quem o busca, como fez com Zaquel. Mas veja, quem estava disposto a mudar foi aceito, como vc mesmo falou. Agora, a homossexualidade é um comportamento pecaminoso. Quem quiser sair, será acolhido; mas quem quiser ficar, resta condenação. A Igreja tem o dever de fazer isso. Sim, Igreja. Enquanto Jesus estava no mundo, não havia a organização como hoje a conhecemos; mas ele a iniciou. Foi Ele que ordenou apóstolos, para que cuidassem da Igreja, e eles então criaram cargos necessários.
Não creio que os apóstolos que conviveram com Cristo o conheciam menos que nós, que por mais que estudemos.

Jaime Filho disse...

Renato Idalino, é porque as palavras de Jesus não são consideradas que existe tanta controvérsia. Que em muitas igrejas as mulheres usam véu, em outras práticas do cristianismo primitivo retornam, e tanta barafunda teológica. Aliás, isso não é de hoje. Mesmo os católicos se dividiram em bizantinos, coptas, inúmeras tradições orientais. O propósito não é a glória de Deus. Aliás o ser humano é folclórico demais a ponto de pensar que pode dar alguma coisa de Deus, já que tudo é dEle. O propósito é exaltar o ego de quem sistematiza. Presbiterianismo em favela não existe. Presbiterianismo é iluminismo. Vão conhecer a história da própria religião! Vejam os arquivos do Mackenzie sobre os concílios para discutir o ocultismo nessa denominação! Em 150 anos de atas, sempre se registra que o ocultismo não é religião e portanto sua simbologia não pode ser interpretada à luz teológica e bíblica. Com todo o respeito, não é da minha conta o que acontece na Igreja Presbiteriana do Brasil. Mas MUITA coisa terrível acontece e é escondida.

Jaime Filho disse...

A questão, centenária, é que antes de Gunar Vingren e Daniel Berg deixarem sua vida luxuosa na Europa e virem aqui na raça se tornar caldeireiros e mecânicos pobres para fundar a Igreja Assembléia de Deus (NÃO sou assembleiano), o negro, a mulher, a criança e sobretudo O POBRE não tinha lugar na igreja evangélica brasileira. Porque o presbiterianismo é burguês e a grande massa no Brasil é miserável. Aceitem isso ou não, será pura ingenuidade. A elite é bem recebida entre os presbiterianos. A plebe não. A não ser que por proselitismo, pra ser transformada em réplica de hater também, por falta de termo idêntico em português. A igreja romana, inteligentemente, aproveitou-se do fundo antropológico tupiniquim para se integrar às tradições do povo (não estou dizendo que seja correto). Assim, tolerando o sincretismo religioso e "lançando" uma santa preta (meu pai é negro e eu o amo, que fique claro), a "senhora" Aparecida, o catolicismo caiu nas graças do povo. Fazendo uma distante associação com os missionários fundadores da Igreja Assembleía de Deus, é preciso se tornar pobre para entender de coração os pobres. Quando Vingren e Berg vieram ao Brasil, não vieram como os calvinistas, cheios de luxo e ciência iluminista. Eles vieram se misturar aos miseráveis, sentir de perto suas aflições e participar delas. Exatamente como o exemplo de Cristo.

Jaime Filho disse...

O conhecimento ralo do presbiteriano (ou seja, apenas da parte "heróica" de Simonton, e não das alianças dele com a maçonaria para que o presbiterianismo desse certo aqui) sobre a história de sua denominação é que proporciona esse sentimento de superioridade baixo, cognominado orgulho. Simonton já encontrou a cama feita. Quando Nicolau Durand de Villegaignon, vavaleiro de Malta e vice-almirante da Bretanha (por desgosto a carreira e desejo de tentar fortuna) aportou no Brasil em 1555, aliançou-se com João Calvino afim de colonizar o Brasil com interesses puramente econômicos. Não duvido das boas intenções de Calvino, mas ele fez exatamente o que os artistas gospel fazem hoje (leia aqui, pastor Renato Vargens) assinando contrato com a SomLivre, com a mesma justificativa. Não estou criticando, contudo. Assim, Calvino enviou dois pastores de Genebra, Pedro Richier e Guilherme Chartier, os quais chegaram aqui em março de 1557. Eram sonhadores e celebraram o primeiro culto evangélico do Brasil, no mesmo dia 10 em que chegaram. Villegaignon apostatou em nome do dinheiro e passou a ser cruel perseguidor dos evangélicos. Daí em diante os holandeses em pernambuco e os anglicanos no Rio receberam a bola de dar continuidade ao setor evangélico no Brasil. Só no século 18 chegou por aqui a inquisição católica (ninguém comenta a protestante, aliás), e aí já é outra história. Poderia continuar citando inúmeros nomes mas não vem ao caso. Estou é dizendo que a igreja "reformada" sempre se fechou dentro de si mesma em um nicho elitista e excludente, a menos quando foi questão de sobrevivência e precisou fazer alianças com pessoas devassas, por questão financeira. Isso é mais de 450 anos de história. Porque os presbiterianos não estudam o lado B da "gloriosa" trajetória de sua denominação. Aliás, a igreja sempre envolvida em projetos ecumênicos com os romanistas é a presbiteriana. E quantos casos de pedofilia não acontecem também nessa denominação e são abafados, exatamente como a católica? E o afrouxamento dos divórcios, em que muitos se casam de novo dentro da própria igreja? (geralmente o homem, e a mulher é rechaçada). E quantos filhos de presbíteros e pastores visivelmente homossexuais mas que todos fingem não ver? A Igreja Presbiteriana do Brasil está morrendo por causa da hipocrisia. Os números e a história estão aí pra provar isso, não sou eu não. Talvez seja por isso o ódio e a frieza ao ser humano. Nas favelas, jovens são assassinados como em uma partida de CS. Viúvas e órfãos se prostituem pra ganhar comida. Travestis também. Drogas destroem a vida de milhões de crianças menores de 10 anos. Tantas realidades terríveis acontecendo mas o presbiteriano quer viver de utopia, de programas legais de UPAs, SAFs e UMPs, justificando que são predestinados e outros não. "ah, adolescente assassinado? estuprado? morreu de fome, de sede, de freio? grávida na adolescencia? abortou? tá com AIDS, com câncer? isso é o martelo de Deus sobre os incrédulos." "isso é culpa da rebelião." "é porque são católicos, idólatras" "Deus não prometeu que seriam só flores, isso é teologia da prosperidade". Enquanto isso, os eleitos podem se perfumar, comer como animais, transar como animais, viver uma vida luxuosa, segura e confortável e ir ao culto mais tarde cantar "grandioso és Tu". Mas é pra ser grandioso só na MINHA vida. é pra curar só o MEU câncer. é pra não deixar que EU passe fome. os outros só estão colhendo o que plantam. a minha desgraça é que não pode acontecer. francamente. isso NÃO é cristianismo.

HP disse...

Filipe,

Não encontrei nenhuma menção que houve reconciliação entre Paulo e Barnabé na Bíblia. Sei que há menção nos escritos de Eusébio de Cesareia, que são considerados apócrifos.

Houve sim entre Paulo e Marcos, que em algumas cartas nas saudações finais Paulo faz menção à Marcos como "Muito útil ao Evangelho".

Eu particularmente espero que tenha havido sim uma reconciliação.

--
Agora sobre "perfeição nas escrituras", é um terreno que sei ser altamente periculoso. Os reformados defendem de unhas e dentes e "maqueiam" as contradições, como saltos genealógicos (encontrados em Mateus e Lucas, por exemplo), inversão de ordem (Atos 9:7 relata que os acompanhantes de Paulo em Damasco ouviram a voz, mas nao viram ninguém, já em Atos 22:9 diz que os que o acompanhavam virama luz enão ouviram a voz daquele que falava com ele), etc.

Eu prefiro crer no conteúdo geral e não me ater a particularidades assim.
O que o Reverendo Nicodemus fez no link (http://tempora-mores.blogspot.ie/2006/02/sobre-inerrncia-da-bblia.html) é ao meu ver desnecessário.

Eu creio na narrativa bíblica. Porém querer defendê-la das inúmeras “partes difíceis” acho uma verdadeira bobagem.

Tomo as palavras do Reverendo Nicodemus a respeito: “Apesar disso, NÃO acredito que abraçar a inerrância é essencial para a salvação. Negá-la, todavia, pode eventualmente trazer prejuízos para a vida espiritual da igreja, abrindo a porta para males morais e espirituais.”

Para mim, o fato de um livro ser perfeito ao relatar a Queda do homem, suas consequências e impossibilidade em justificacao por méritos, como a promessa de um Remidor, que é cumprida, DETALHADAMENTE, em Jesus Cristo. As mensagens do Deus-Filho que viveu entre nós, mostrando o Verdadeiro Homem em contraposto à Adão-Nós, mostrando que mesmo IMPERFEITAMENTE, desde os discípulos e apóstolos, podemos sim transmitir a mensagem de Cristo ao mundo, cumprindo a profecia de Daniel, que a Rocha cresceria e seria um Império Perpétuo, e crer na Promessa que ELE voltará e nós viveremos Eternamente com ELE, é motivo de agradecer a Deus pela Bíblia.

O resto é perder tempo, na minha opinião.

E vamos lá anunciar ao mundo o que Cristo nos ensinou!!

Um grande abraço.

HP disse...

Aí eu creio que é o trabalho do Espírito Santo na Igreja. Ele convence o pecador do seu pecado, através do amor.

Cristo apenas nos deu um mandamento: "Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei".
O resto é com o Espírito Santo em constranger os corações.

Agora não vejo Cristo iniciando a organização. Ele quebrou a organização:

Antes havia sacerdotes. Hoje todos somos sacerdotes.
Antes o sábado era dia do Senhor. Hoje TODOS os dias são do Senhor.
Antes o dízimo era do Senhor. Hoje o Senhor requer as primícias do nosso dinheiro, tempo, intelectualidade, forças, etc. Nos quer generosos. A viúva deu 100% com as duas moedas, Zaqueu 50% aos pobres. Ananias e Safira esconderam a venda da propriedade...

Isto é ser Igreja. Fora das paredes da religião.

E sobre os apóstolos conhecerem ao Senhor, Tomé era apóstolo e não creu que Jesus ressuscitou a princípio. "Bem aventurado o que não vê e crê", foi a resposta do Senhor...

Grande abraço. Obrigado pela troca de idéias.

Jaime Filho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jaime Filho disse...

uma pequena observação:

"se algo soa estranho nas Epístolas, descarte e/ou ignore, pois o que vale são os Evangelhos?"

foi assim que a Bíblia como conhecemos foi formada. Evangelhos em que "Jesus" condena o ajuntamento de riquezas e o lucro, por exemplo, foram sumariamente rejeitados. não estou defendendo a veracidade deles, só que as pessoas sejam menos ignorantes e parem de repetir o que ouviram dos outros. aprendam grego que é mais útil. aliás, vão fazer o bem sem proselitismo religioso (como Jesus fez tantas vezes, curando 9 leprosos que sabia que iam rejeitá-lo, por exemplo) que é mais útil para desenvolver um coração DE CARNE, e não de PEDRA. vão às favelas, emergências de hospitais, pontos de prostituição de mulheres, travestis e crianças, centros de reabilitação, bocas de fumo, orfanatos e asilos como estou habituado e tentem encontrar dentro de si mesmos algum sentimento de nobreza teológica. Desconsiderem tudo o que eu escrevi aí em cima, olhem um pouquinho pro lado e tentem notar como é imunda a própria loucura burguesa por estar com a razão "teológica". Prefiro a oração que diz "La ou il y a le désespoir, que je mette l'esperance.". Foi isso o que Jesus fez, e procuro ser imitador dele. Reafirmo, em última instancia: militância teológica é a tentativa de colocar Deus numa caixa. É só outra forma de antropocentrismo que melhor apetece ao ego de cada um. Sola Scriptura sempre, mas não do jeito que EU quero entender. E, assim, as palavras de Jesus é que são sempre claras e objetivas. E a quem falou anteriormente sobre isso ter a ver com homossexualismo, não tem. Jesus Cristo disse expressamente que o homem deixaria seus pais e se uniria à sua mulher. Ou que adotasse o celibato, se não possível. Jesus é o alfa e o ômega, e se alguma verdade é indiscutível, invariavelmente estará expressa nas palavras ditas por Ele e ou em suas ações, que jamais contradizem aquelas pois Ele é Deus.

Regina Farias disse...

O que tá faltando é as pessoas saírem da redoma e pensarem por si mesmas. Só isso.

Daí a necessidade urgente de textos em 'oposição' muito bem elaborados como o do Jaime. Para que possamos exercitar mais e mais o nosso senso crítico.

A verdade dói no orgulho das pretensas perfeitinhas performances religiosas, daí surgem as velhas táticas de defesa relacionadas a rancores e melindres.

E, enquanto Jesus diz: tira essa capinha asquerosa e vem que eu sei como te cobrir; vem assim como te enxergo, totalmente nu, mas vem; vem, mesmo que te enganem enxergando-se muito bem vestido de religiosidade - o orgulho, a cegueira e o narcisismo fazem ouvido de 'mercador'.

E assim caminham as denominações religiosas...

Filipe Santos disse...

Jaime Filho, Graça e Paz.

Entendo as causas da sua revolta. Você esperava uma melhor ação da igreja no mundo, mais honestidade e amor pelas almas. Eu também espero isso. Sempre fui pobre, embora nunca tenha passado fome ou morado na rua. E sempre Presbiteriano. Minha Igreja recolhe donativos para ajudas pessoas carentes, ajuda a sustentar missionários. Temos problemas, como todos tem. Ainda assim, tudo o que vc apontou são falhas de homens. Nunca pensei que a igreja Presbiteriana fosse perfeita, como nenhuma é. Mas encontrei Cristo através dela! Tenho orado por minha Igreja e procurado fazer minha parte por ela. A diferença entre nós é que vc talvez tenha a visão mais negativa possível dessa Igreja, enquanto eu a amo.

Fica na paz de Deus!

Filipe Santos disse...

HP, eu é que agradeço pela troca de ideias. Concordo com vc em parte. Como diz a bíblia, a boa religião é cuidar dos órfãos e viúvas e se manter incontaminado do mundo. O mandamento que vc citou é o segundo maior, realmente. Ele é um resumo, de várias ações a serem tomadas pelos crentes. Vejo que vc é honesto nesse ponto e tem razão em muitas coisas. No caso da ordenação feminina, creio que muitos que apoiam essa ideia são bem intencionados e muitas mulheres querem servir a Cristo dessa forma.
Mas aí encontro um problema. Que é a obediência à vontade de Deus revelada. Não acho que Deus quer que façamos sempre o que nós achamos justo. Por isso temos um manual de fé, que devo estudar e aceitar.
Não creio que Cristo quebrou a organização. Não há sacerdotes mediadores hoje, mas foram estabelecidos apóstolos para presidirem a igreja. Os outros cargos vieram por necessidade natural. Os apóstolos recomendavam que não se desviasse da escritura e da tradição passado aos novos convertidos. Veja que é na igreja organizada que recebemos o batismo e a Ceia, celebramos casamentos e nos reunimos para ouvir a Palavra. Creio que a Presbiteriana tem um trabalho bem sério nesse sentido.

Ser Igreja é ser corpo de Cristo. Isso não se restringe à religião ou templos. E Deus ama a todos. Mas não creio que isso exclua a organização e hierarquia. Cristo falou nos evangelhos o necessário naquele momento. Mas veja que João disse que, se tudo o que ele fez fosse escrito, os livros talvez enchessem o mundo.

A questão de Tomé: ele foi pecador. O que eu disse é que eles tinham um conhecimento puro e profundo do evangelho, mas teórico. O derramamento do Espírito deu o poder para viverem o que aprenderam diretamente de Cristo. É necessário ter o poder do Espírito, mas também é preciso o conhecimento.

Jaime Filho disse...

na verdade, eu somente esperava que a igreja presbiteriana do Brasil se não se considerasse SUPERIOR às outras. em Mein Kampf, Hitler exalta inúmeras vezes (e assume como inspiracional) o cristianismo intolerante. até louva Lutero, principal "pensador" por trás do ideário sangrento do holocausto.

não falo de declaração de fé, mas da atitude decorrente desta, pois a doutrina da soberania de Deus (óbvio que incompleta mas evidentemente correta) tem sido usada para o mal desde o princípio, quando a fatia iluminista da burguesia se apropriou dela para cometer todo tipo de barbárie e repressão social.

defendo uma volta à SIMPLICIDADE de Cristo, só isso. a igreja invisível só pode ser socialmente relevante através do amor, e a gente se ama se cuidando, vestindo, alimentando, e por aí vai, portanto não se pode amar os outros só de palavra como essa neognose teológica quer.

não sou humanista, creio que a oração seja mais eficaz do que a caridade, porque Deus é Deus. no entanto, sem o desenvolvimento do amor ágape através de atos altruístas (que exijam a cruz e portanto a morte do eu) é meio difícil que alguém deseje gastar suas horas intercedendo pelos homens.

"A diferença entre nós é que vc talvez tenha a visão mais negativa possível dessa Igreja, enquanto eu a amo."

minha visão é REALISTA e não tendenciosa, porque não estou coagido a "amar" essa denominação e portanto desprezar as que lhe aprecem de somenos. vou ser engraçadinho logo num post sobre ordenação feminina e citar Simone de Beauvoir: O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.

pelo menos nisso, ela estava certa.
graça e amor ágape (redundante, eu sei) a todos os homens!

Filipe Santos disse...

Jaime, Graça e Paz

Entendo o que vc quer dizer em relação às ações. Isso é bíblico e imprescindível à vida cristã.

Só complementando, não sou coagido a nada na Presbiteriana. Nem menosprezo pessoas de nenhuma outra denominação, incluindo católicos. Apenas estou convencido da visão calvinista. O Augustus é hoje o teólogo que mais me influencia, justamente por seu conhecimento, temperança e tolerância que vejo em seus textos.

Não me considero melhor cristão que ninguém por ser presbiteriano e não acho que qualquer pastor sério ensine isso. Apenas defendo, educadamente, meu ponto de vista. O que não quer dizer que eu esteja sempre certo, mas busco a verdade. E aprendi isso aqui.

Que Deus te abençoe.

Jaime Filho disse...

Irmãos, eu sou só um moleque de mochila se aventurando pelo Brasil, pelos guetos. eu não tenho títulos e sempre me recusei a adquiri-los e portanto vocês lêem por conta e risco o que estou escrevendo.

sei que homem e mulher tem funções diferentes sim segundo a Bíblia, mas não é tão simples como pretendem muitos teólogos, ao menos no que tange a comunidade cristã. Jesus disse que o maior entre nós seja como o menor, e que nós não deveríamos querer nem mesmo ser chamados de mestres ou líderes. No Reino de Deus, não interessa quem tenha títulos diante dos homens, mas sim quem a outros conduz ao caminho da cruz (Daniel 12.3).

muitos fatores históricos e alguns poucos bíblicos resultaram na estrutura eclesiástica que conhecemos hoje, lembrando que existem também denominações onde as congregações possuem declaração de fé própria (o que, particularmente, acredito ser mais sensato em nome da unidade maior evangélica). em minhas andanças independentes por lugares onde a igreja se recusa a ir, encontro pessoas sem esperança como eu fui um dia. Sabe, nessas horas a teologia não ajuda. Nessas horas peço a Deus que um olhar meu transmita Jesus. um abraço. mesmo meu silêncio. o amor que transforma vidas se mostra de formas tão diferentes... como disse Antoine de Saint Exupery, as palavras muitas vezes são uma fonte de desentendimentos.

não estou dizendo que seja um cristão exemplar, há muito "irmão" que meneia a cabeça pra mim imaginando as piores coisas quando me vê entrando em bares, conversando à vontade com dependentes e traficantes de entorpecentes, médiuns de rua, abraçando travestis - que se sentem perplexos pelo contato masculino sexualmente desinteressado, gastando FGTS em caixas de Bíblias pra presentear presidiários acusados dos crimes mais bárbaros, passando longos períodos em estradas de terra sob ventania, a pé, de roupa branca, restaurando congregações (muitas presbiterianas, aliás), envolvido em projetos sociais, arrecadando alimentos e brinquedos pra crianças carentes, parando na rua quando vejo violência e discussão pra conciliar, tantas coisas que Deus tem me movido a fazer sozinho, com meus próprios recursos, onde ninguém vê, se vê ignora, justifica com a soberania de Deus e não vai. muita gente dita cristã já me apedrejou e vai continuar, só mudam as caras. talvez por estar sentada confortavelmente em casa jamais olhando alguém com afeição natural.

Jaime Filho disse...

outro dia, Deus abriu uma porta pra mim e pude conviver com povos indígenas numa reserva pataxó. ali fiz amizade com dois adolescentes, o Xohã e o Makaiaba – pintados e seminus, é claro - que me trataram muito bem. logo eu, um moleque de 20 anos que não tinha nada a oferecer a eles! percebi por iluminação divina que não poderia na aldeia fazer uso da razão pra falar do amor de Deus (Niamissum, “Criador” em paccohan) como Pai, através da pessoa de Cristo (Anderú, “Filho de Deus” em paccohan). ali, mais do que em qualquer outro lugar, todo o meu conhecimento teológico (de coisas idiotas como infra/supralapsarianismo) foi por água abaixo. e eu percebi que mais ações e menos palavras é que fariam a diferença. nas conversas com Xohã e Makaiaba nesse tempo, pude compartilhar algumas noções de graça, orar por eles (algo que eles receberam de muito bom grado), e colaborar em atividades do dia-a-dia indígena, sendo visto assim de forma familiar também pela comunidade (que na esmagadora maioria não falava nada de português). o carinho com que os pataxós me trataram me ensinou bem mais do que eu a eles. poderia contar infinitas histórias de lá aqui, e de travestis que me reencontram nas estradas tendo deixado seus companheiros há anos e recebido a Cristo como Senhor (muitas vezes por um simples abraço que lhes dei dentro de suas casas e material cristão que deixei), de garotos que saem dos presídios convertidos por causa da semente de graça que Deus em sua misericórdia me permite lançar, tantas coisas vão acontecendo pelo meu caminho que poderia falar mas acho que basta o que está aí.

e aqui chego onde quero: sou um simples moleque que ama Jesus, não tem dinheiro e conta com a provisão de Deus (sem JAMAIS pedir dinheiro a nenhuma instituição ou representante) pra ir pelo seu país sempre. não tenho idéia de quantas vidas receberam um relance do amor de Deus, da nova oportunidade através de mim nesses poucos anos de cristão que tenho. que diferença faria se em meu lugar fosse uma mulher? se tivesse ou não títulos? vale mais olhar as nuvens ou sair semeando? é tempo de agirmos com sabedoria. quem não está ajuntando com Cristo, só vai espalhando.

enquanto Augustus Nicodemus e outros figurões quebram o pau em Conferencias Fiel que só ensinam mais baboseira teológica ou corporativa aos líderes da instituição igreja, nossa nação está sendo destruída pelo inimigo porque a igreja não quer amar. e amar é morrer pra si mesmo. é se calar quando não tem palavra com graça a oferecer, como bem escreveu o irmão Paulo, seguidor de Jesus.

assim, eu digo: na história inúmeras mulheres amaram o Senhor e até influenciaram a fundação de sociedades bíblicas, revolucionaram mesmo. o que seria do mundo sem as mulheres, veja o papel da mãe de Rufo na Bíblia ainda que modestamente recordado! e quantos homens em nome de Jesus cometeram atrocidades, outros são líderes preocupados em construir o próprio reino, ganhar dinheiro ou ser bem-vistos? Não está evidente que a Deus importa mais a disposição de servir sem mácula? Porque o título de pastor é importante em termos de ministério? E de pastora? Porque tanto tempo perdido com teologia ao invés de botar a mão no arado? Enquanto isso, o mundo sofre as dores de não conhecer a Jesus, o amor encarnado. Deus nos abençoe com discernimento do que é prioridade e do que é secundário.

HP disse...

Jaime,

Que Deus te abençoe cada dia mais. Isto é ser Igreja.
Orarei por ti.

E desde já peço a Deus que me faça ser Igreja também. Corpo vivo de Cristo neste mundo.

Um grande abraço.

J.R.Medeiros disse...

A meu ver, uma das coisas TRISTES, DEPRIMENTEMENTE TRISTES, é o fato de que COISAS QUE JÁ DEVERIAM SER DE CONHECIMENTO INDUBITÁVEL DE TODO CRISTÃO, permanecem "em aberto", como se se tratasse de um "GRANDE MISTÉRIO" a ser desvendado quem sabe antes que o mundo deixe de ser mundo etc. etc. Exemplifico: 1. A MULHER ESTEJA CALADA NA IGREJA: O que significa "estar calada"? Significa não poder dizer qualquer palavra, significa não poder cantar, significa não poder orar, significa não poder tirar dúvidas, significa não poder dizer boa-noite ou bom-dia??!! 2. É VERGONHOSO QUE A MULHER ORE OU PROFETIZE COM A CABEÇA DESCOBERTA. Que significa isso: A mulher tem de usar VÉU??! Ou a mulher tem de manter os cabelos COMPRIDOS??! A propósito, ninguém nem comenta sobre a possibilidade de a mulher PROFETIZAR EM REUNIÕES, SEJA COM A CABEÇA COBERTA OU COM A CABEÇA DESCOBERTA!! As pessoas preferem "pular" determinados temas.... 3. FALAR LÍNGUA ESTRANHA: A mulher pode falar LÍNGUA ESTRANHA NA IGREJA??!! OU FALAR LÍNGUA ESTRANHA NA IGREJA É "PRIVILÉGIO" DOS HOMENS??! Além do mais, o que significa língua estranha? Lendo a Bíblia, FICA ÓBVIO que língua estranha NÃO É IDIOMA DE QUALQUER PAÍS ESTRANGEIRO. Língua estranha, é LÍNGUA ESTRANHA MESMO!! Quem fala língua ESTRANHA NÃO FALA AOS HOMENS, MAS A DEUS, PORQUE NINGUÉM O ENTENDE E EM ESPÍRITO FALA DE MISTÉRIOS!!! É precisamente isto que está escrito na Palavra de Deus!!! Se alguém pensa diferente, sugiro que "PROMOVA" uma nova redação da Bíblia para satisfazer seus anseios!!!.
Percebem como nós, seres humanos, percorremos SÉCULOS E SÉCULOS de existência e continuamos com as MESMÍSSIMAS DÚVIDAS, COM OS MESMOS QUESTIONAMENTOS, COM AS MESMAS QUINQUILHARIAS!!! ISSO É DEVERAS LAMENTÁVEL E DEPLORÁVEL. Precisamos suplicar a misericórdia do Deus de Abraão, Isaque e Jacó para que o Seu Espírito (O ESPÍRITO SANTO) NOS RETIRE DESSE DESERTO OU DESSE VAZIO DE COMPREENSÃO e possamos trilhar veredas verdadeiramente agradáveis aos olhos do Altíssimo.

Luçardo disse...

Companheiros:
A questão é simples. As respostas acima estão TODAS fundamentadas na bíblia.
Bíblia x Opinião e Testemunhos Pessoais.
O que me impressiona é que 90% dos comentários partem para ataques pessoais, utilizando adjetivos pejorativos ao autor, porque O ENSINO É CONTRÁRIO ao que aprenderam.

Em vez de atacar, não seria algo de termos humildade e pensar nos seguintes temas:

a) Será que o que aprendemos é verdade? Aquilo que chamamos de "Denominação Religiosa" e os ensinos proferidos no seu meio: até onde eles têm base bíblica?
b) O que prevalece? Uma interpretação bíblica bem feita, reiterada há 2000 anos, ou um 'novo modo de ver' com 100 anos de história e bases bíblicas duvidosas, mas bases filosóficas à luz da pós-modernidade?
c) Afinal, a bíblia é ou não é inerrante? Porque se você crer que ela é inerrante já responde muita coisa;
d) NUNCA uma experiência pessoal ficará acima da escritura. Nem que "um anjo do céu" nos ensine novas coisas, que isso seja anátema (Gl 1.8);

e) Precisamos de modo URGENTE requalificar o ministério de ENSINO nas nossas igrejas.
Focamos durante décadas no evangelismo e esquecemos do discipulado.
Evangelizar é fundamental. Mas Jesus também nos mandou fazer DISCÍPULOS de todas as nações. Não adianta evangelizarmos e posteriormente não efetuar o discipulado. O mandato é claro: Crescer! Crescer no quê? Na Graça e no Conhecimento de Jesus Cristo, nosso SENHOR!

E esse é o principal fator pelo qual estamos tendo essa discussão inócua.
Igrejas pentecostais, neo-pentecostais e batistas "moderninhas" relegam o ensino ao segundo plano ou o fazem de forma rasa. Falo com conhecimento de causa, pois pertenço ao meio há 28 anos.
Há culto de segunda à segunda, mas não têm 2 ou 3h de ensino bíblico consistente.
Cadê os cursos preparatórios de batismo?
Cadê os cursos de adaptação à doutrina bíblica quando alguém vem de outra denominação?
Pergunte para alguém que está se batizando: qual o motivo de Cristo ter ido à Cruz? Se ele souber responder, batize! Do contrário, ensine!
Cadê o ensino sobre os frutos do Espírito? Sobre os dons vejo todos os dias. E os frutos?

Evangelho puro e simples, como dizia C. S. Lewis.

Lamentável é ver as pessoas atacando esse sistema.

Estamos na situação atual não por causa do ensino, mas exatamente PORQUE relegamos ele ao segundo plano! George Whitfield, John Wesley, Spurgeon, Edwards têm seus textos até hoje para desmentirem cada método e argumento moderno, e, para não ficar apenas com 'teólogos', leia atentamente as Cartas Paulinas. São carregadas de ENSINO! Discipulado.

Almejo o dia que verei o meio pentecostal voltar a ser piedoso, centrado na palavra, deixando modismos de lado, tendo as revistas de escola dominical com currículo profundo, bíblico, evangelístico, apologético!
Almejo o dia em que as congregações batistas - que eram reconhecidas pelo excelente ensino - voltarem às origens, ao invés de se renderem aos modernos grupos famosinhos de louvores.

Precisamos urgentemente deixar a filosofia pós-moderna de Bauman, Baudrillhard e Hall e cia na porta da igreja e voltar a única rocha que existe: Cristo Jesus, a Pedra de Esquina, O Verbo Vivo, a Palavra, o Filho do Homem.


Fp 2:5-11 (NVI(Br))
(5) Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
(6) que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
(7) mas ESVAZIOU-SE A SI MESMO, VINDO A SER SERVO, tornando-se semelhante aos homens.
(8) E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!

(9) Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
(10) para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
(11) e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

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