segunda-feira, dezembro 16, 2013

O escândalo dos semi-igrejados


Por Renato Vargens
 


Tenho conversado com alguns pastores que compartilham de uma preocupação relacionado a frequência dos membros de suas igrejas em seus cultos.  
 
Na verdade, ouso afirmar que esse é um problema eminentemente OCIDENTAL que se manifesta em praticamente todas as Igrejas Brasileira. 
 
Por acaso você já percebeu que existem inúmeros irmãos quem faltam dois, três cultos e aparecem esporadicamente? Pois é, complicado não é mesmo? 
 
Confesso que ultimamente tenho pensado muito nisso tentando descobrir o que fazer para corrigir esse tipo de comportamento. 
 
Bom, Kevin De Young, um jovem pastor americano escreveu um texto brilhante que acredito possa nos ajudar nessa reflexão. De Young  chama esse grupo de irmãos de "SEMI-IGREJADOS". 
 
O texto foi traduzido por Josaías Junior e foi publicado pelo Reforma 21.

Vale a pena ler até o final!

Renato Vargens

 

"Este é um daqueles posts que queria escrever há algum tempo, mas não tinha certeza de como dizer o que acho que precisa ser dito. O perigo do legalismo e da falsa culpa é muito real. Mas, o perigo da desobediência e do autoengano também é.

Eu quero falar sobre os membros de igreja que frequentam sua igreja com grande irregularidade. Eles não são desigrejados, desviados ou sub-igrejados. Eles são semi-igrejados. Eles aparecem algumas vezes, mas não toda semana. Eles estão dentro e fora, estão ligados e desligados, um domingo aqui e dois sumidos. Este é o escândalo dos semi-igrejados. Na verdade, Thom Rainer defende que a razão principal para o declínio de comparecimento à igreja é que os membros não vão tanto à igreja quanto costumavam.

Nós temos cristãos que só aparecem no Natal e na Páscoa provavelmente desde que temos Natal e Páscoa. Algumas pessoas sempre serão intermitentes em relação à sua presença na igreja. Eu não estou falando sobre cristão nominais que aparecem na igreja uma ou duas vezes ao ano. Estou falando sobre pessoas que passam por todo o processo de fazer parte de uma igreja, não têm qualquer problema com a igreja, mas, ainda assim, só entram por suas portas uma ou duas vezes ao mês. Se há igrejas com róis de membro muito maiores que a frequência média de domingo, ou seus sub-pastores abandonaram suas obrigações, ou há membros infiéis em seu meio, ou os dois.

Eu sei que não vamos à igreja, nós somos a igreja (blá, blá, blá), mas ser preciosista com nosso vocabulário não muda a exortação de Hebreus 10.25: Não devemos deixar de congregar-nos, como é costume de alguns. Reunir-se a cada Dia do Senhor com a nossa família da igreja é um dos pilares do cristianismo maduro.

Então, faça a si mesmo algumas perguntas.

1. Você estabeleceu a presença na igreja como um hábito inviolável em sua família? 

Sabe quando você acorda de manhã e pensa: “talvez eu dê uma corridinha hoje” ou “acho que vou fazer torradas esta manhã”?  Não é assim que o comparecimento à igreja deveria ser. Não deveria ser uma proposição “se eu sentir vontade”. Eu sempre serei grato por meus pais tratarem a presença na igreja (de manhã e de noite) como um padrão inalterável. Não estava aberto a discussão. Não era baseado em circunstância extenuantes.  Nunca foi um talvez. Nós íamos à igreja. Era isso que fazíamos. Isso tornava a decisão de todo domingo uma decisão simples, porque não havia realmente decisão. Exceto por doenças desesperadoras, nós sempre íamos. Dar à sua família o mesmo tipo de hábito é um dom que eles não apreciarão agora, mas normalmente te agradecerão depois.

2. Você planeja adiantado no sábado para que a igreja seja uma prioridade no domingo?  

Todos nós somos ocupados; por isso, pode ser difícil ir para igreja, especialmente com uma casa cheia de crianças. Nunca aproveitaremos o máximo dos nossos domingos se não nos prepararmos para eles no sábado. Isso provavelmente significa terminar o dever de casa, ir para cama na hora e abdicar de um pouco do futebol. Se a igreja só é lembrada mais tarde, você não pensará nela até que seja muito tarde.

3. Você organiza seus planos de viagem de maneira a minimizar a ausência no domingo? 

Eu não quero ser legalista com essa pergunta. Eu já viajei no domingo antes (embora tente evitar). Eu tiro férias e recesso para estudos, e perco 8 ou 9 domingos da minha igreja por ano. Eu entendo que vivemos em uma cultura móvel. Eu entendo que as pessoas querem visitar seus filhos e netos no final de semana (e como sou grato quando os nossos vêm e visitam). A época em que as pessoas estavam na cidade por 50 a 52 semanas por ano é passado. Viajar é muito fácil. Nossas famílias estão muito dispersas. Mas, escute: isso não significa que não podemos nos esforçar um pouco para estar por lá no domingo. Talvez você possa tirar a sexta para visitar as crianças e poder retornar na noite de sábado. Talvez você precise pensar duas vezes sobre investir numa chácara que te afastará da igreja por várias semanas durante o ano. Talvez você possa reavaliar sua suposição de que o período entre sexta à noite e domingo à noite é seu para fazer o que você quiser. É quase impossível crescer em amor por sua igreja e servir efetivamente na sua igreja se você está regularmente ausente.

4. Você está disposto a fazer sacrifícios para reunir-se com o povo de Deus para adorar a cada domingo?  

“Mas você não espera que eu cancele meus planos para sábado à noite, certo? Sem chance de reorganizar minha agenda de trabalho. Este emprego exige que eu trabalhe todo domingo – eu teria que arrumar um novo emprego se quisesse estar regularmente na igreja. Domingos são meus dias de recarregar. Eu não cuidarei de tudo na casa se eu for para a igreja toda semana. Meus filhos não poderão jogar futebol se não formos nos jogos de domingo. Se eu tiver que terminar meu dever de casa antes do domingo, não poderei descansar na sexta à noite e o sábado todo. É claro que Deus não quer que eu sacrifique tanto só para poder aparecer na igreja!”. Não é exatamente o caminho da cruz, é?

5. Você já considerou que talvez você possa não ser um cristão?  

Quem sabe quantas pessoas Deus salva “como pelo fogo” (1 Co 3.15)? Ir à igreja toda semana te torna um cristão? Absolutamente não. Perder 35 domingos por ano te torna um não-cristão? Isso já dá o que pensar. O povo de Deus ama estar com o povo de Deus. Eles amam cantar louvores. Eles amam comer à Mesa. Eles amam ser alimentados com a Escritura. Falta de frequência à igreja – ou seja, andar sem rumo – é, na melhor das hipóteses, sinal de imaturidade e, na pior, incredulidade. Sempre que Deus chama pessoas das trevas, ele as chama para a igreja. Se o culto de domingo é a comunidade dos redimidos, o que seu padrão semanal sugere a Deus sobre do que você realmente faz parte?"

Kevin De Young
Ronivaldo Brandão disse...

realmente não consigo compreender esse resumo da vida cristã ao domingo no culto...comunhão, adoração, busca e ensino só se vive aos domingos? a igreja ocidental chegou ao momento de aos domingos tirar sua roupa de crente domingueiro, vai pro culto passa umas duas horas depois volta pra casa tira sua roupa de crente guarda no armário até o próximo domingo. fica a semana inteira de consciência tranquila porque cumpriu o papel de adorar ao senhor no primeiro dia da semana. nada contra o culto aos domingos mas acho que a maneira que foi colocado pelo texto só deixa claro os extremismos da cultura cristã

Associação Desportiva Metropolitana disse...

Realmente classificar de cristão quem não falta a igreja aos domingos, me parece ser um discurso mais religiosos do que verdadeiramente cristão. Até porque o dia santo determinado por DEUS seria o sábado, o que foi mudado pelo Imperador Romano e ratificado pela Igreja católica. Todos os dias devemos adorar a DEUS e se render a ELE aonde estivermos, seja na Igreja, em casa, no trabalho ou outro lugar qualquer. essa sim é a marca do CRISTÃO : SER DE DEUS AONDE ESTIVER.

J Carlos Lopes disse...

Caro pastor Renato, vc já pensou na possibilidade de que uma parte dessas pessoas podem estar procurando uma congregação em que a Palavra de Deus seja pregada com fidelidade, biblicamente, a luz da própria escritura? Vamos ser honestos, atualmente está difícil encontrar uma congregação em que a Palavra seja ensinada da maneira correta e a liderança seja exemplo de vida cristã. Olhar essa questão de forma simplista, no meu ponto de vista, não está correto. Há casos e casos...não podemos generalizar.

Oldair da Silva disse...

A palavra é clara e ser cristão é muito mais do que o "cartão-ponto" dominical.

A não ser por interesse escuso ou por estar no engano, alguém pode escrever e acreditar neste artigo.

As finanças das instituições são um bom motivo para reinvindicar a frequência dos "membros".

Leandro Monteiro disse...

Concordo com você J Carlos. Fui obreiro em uma destas denominações e a 1 semana da ordenação desisti da ordenação e da igreja. Descobri que as coisas erradas que se faziam no presbitério eram encobertas pelo mesmo e os que expunham as verdades eram disciplinados. Tenho procurado com sinceridade um lugar para estar em comunhão, mas confesso que tenho visto muitas coisas abomináveis na liderança cristã atual. O que fazer? Tenho orado a Deus por uma resposta. Um abraço.

Renato Vargens disse...

Leandro,

Paz!

Existem muitas igrejas sérias nesse país. Não generalize irmão,

Abraços,

Renato Vargens

Aristóteles Figueiredo disse...

É simples e por isso é difícil...
Se vivemos o amor aos moldes de Jesus, certamente será prazeroso para nós estar entre os irmãos, independente de eles parecerem certos ou errados, assim ou assado... até porque no nosso "espelho mágico" não dá para saber quem somos, pois ele nasce no nosso coração, desesperadamente corrupto... e então quem será que somos para os outros também? - E só no relacionamento maduro entre "iguais" somos tratados e revelados, e isso doi... Então também é um ato de coragem estar presente aos domingos.... E se o fizermos somente por religiosidade, ainda assim corremos o "risco" de ouvirmos uma palavra de Deus de que verdadeiramente necessitamos, que não vem só por pastores, pregadores, etc... mas que na comunhão dos santos ela de fato se faz presente.
E, lembrando que não temos mais livre arbítrio, pois fomos comprados... persigamos então inexoravelmente o caminho do tratamento que é também estar aos domingos na congregação, assim como continuar sendo discípulo de Jesus todos os dias da semana, ou seja, não há dia para nós, todos os dias são para o Senhor... daí cessa possíveis discussões sobre algum dia ser mais especia...... ou menos!
Finalmente lembrando o irmão Watchman nee, não devemos estar onde queremos ou nos sintamos bem, mas precisamos descobrir aonde devemos estar. Assim, não abriremos espaço para nossa carne, se de fato, quisermos fazer a vontade do Pai...

Aristóteles Figueiredo disse...

É simples e por isso é difícil...
Se vivemos o amor aos moldes de Jesus, certamente será prazeroso para nós estar entre os irmãos, independente de eles parecerem certos ou errados, assim ou assado... até porque no nosso "espelho mágico" não dá para saber quem somos, pois ele nasce no nosso coração, desesperadamente corrupto... e então quem será que somos para os outros também? - E só no relacionamento maduro entre "iguais" somos tratados e revelados, e isso doi... Então também é um ato de coragem estar presente aos domingos.... E se o fizermos somente por religiosidade, ainda assim corremos o "risco" de ouvirmos uma palavra de Deus de que verdadeiramente necessitamos, que não vem só por pastores, pregadores, etc... mas que na comunhão dos santos ela de fato se faz presente.
E, lembrando que não temos mais livre arbítrio, pois fomos comprados... persigamos então inexoravelmente o caminho do tratamento que é também estar aos domingos na congregação, assim como continuar sendo discípulo de Jesus todos os dias da semana, ou seja, não há dia para nós, todos os dias são para o Senhor... daí cessa possíveis discussões sobre algum dia ser mais especia...... ou menos!
Finalmente lembrando o irmão Watchman nee, não devemos estar onde queremos ou nos sintamos bem, mas precisamos descobrir aonde devemos estar. Assim, não abriremos espaço para nossa carne, se de fato, quisermos fazer a vontade do Pai...

Moacir1000 disse...

Quando aceitei a jesus como meu Salvador me apaixonei pela Palavra Dele, e fui estudando e entendo o que a palavra me dizia.
Depois de um tempo fui consagrado ao Diaconato e me apeguei muito ao pastor na época, porém descobri que meu pastor tinha um caso com uma irmã do circulo de oração e muitas coisas erradas que ele fazia.Vejam que ainda novo convertido na fé tomei a decisão de sair daquela igreja e não da presença de Deus, na outra semana ja estava congregando e adorando a Deus.
Infelizmente muitos hoje por qualquer motivo não querem mais ir a Igreja e estar em comunhão com os irmãos, eu não desisti, e hoje sou Pastor e sei que preciso e devo dar bons frutos, ser exemplo para os de dentro e de fora.Só acho que hoje neste mundo globalizado onde o tempo fica cada vez mais escasso, não interessa o dia que vamos a igreja, apenas precisamos ir para adorar o nosso Deus, como Pastor trabalho na vida secular e não perco um único culto, não por obrigação e sim para adoração a nosso Deus.

Alianças de Igrejas Cristãs do Curado I-II-III-IV e V disse...

Penso q muitos comentários parecem ñ terem entendido ou interpretaram o texto de forma unilateral. O problema da diminuição da frequência aos cultos é preocupante mesmo, e precisa ser discutido amplamente, mas o argumento de q ñ há igrejas sérias para frequentar é 'as vezes ''desculpinha'' de crentes preguiçosos e mornos na fé. Penso q há muitos q só se tornam mais frequentes e ''fervorosos'' na igreja qdo estão com a ''corda no pescoço''. # batismodeangustia

Pr. MARCO

Alianças de Igrejas Cristãs do Curado I-II-III-IV e V disse...

Muitos comentários ñ leram direito ou ñ entenderam o texto. O pastor levanta uma preocupação grave e crescente na igreja brasileira, a ''mornidão espiritual'' se tornando coisa comum. #batismodeangustiajá

Eronildo Ramos disse...

Amados, discordo daqueles que dizem que o problema está na palavra, pois as igrejas que tem novas revelações, sopros do Espirito sobre o povo, quebras de maldição, e novos apostolos ministrando palavras reveladas por eles próprios estão abarrotoadas nos domingos, inclusive com 4 cultos no domingo. Será que estas igrejas estão pregando bons sermões expositivos?

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Queria entender por quê o senhor, pastor, não aceitou meu comentário. Ou ele não foi, ou houve algum julgamento quanto a esse povo que se encontra todos os dias para ler Efésios e tomar a ceia todos os dias como fazia Calvino... Algum preconceito? Ou os remanescentes não estão se manifestando? O senhor , pastor, tambem é remanescente, e chegará o dia em que tomará a ceia todos os dias. Esse grupo faz isso desde 2000. É prazer para eles. Até a volta de Jesus ou Jesus tomá-los. Não fazem parte do povo esquisito que o senhor critica. São buscadores de Tudo o que Jesus ensinou. Creia. Ali, no cotidiano da vida, Fruto do Espírito, Mateus 4, 5, 6 e 7.... Tudo para seguir a Bíblia toda, o EVANGELHO, que é JESUS de Gênesis a Apocalipse.
Um abraço.
A Ele toda a honra, glória e louvor,
Rosangela

Renato Vargens disse...

Rosângela, (Esse é o seu nome?)

Primeiro eu publico os comentários que achar melhor. Segundo só publico comentários de pessoas que se identificam, e pelo que me consta, até então não tinha se identificado. Terceiro, caso não haja da sua parte identificação nenhum comentário será autorizado.

Grato,

Pr. Renato Vargens

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Desculpa eu não ter assinado. Sim, sou Rosangela, aquela que comprou seus livros no Petra em Angra dos Reis.Não assinei por distração. No face sou Rosangela dEle. Entendo o senhor nao colocar comentários de anônimos. Quando me identifico como splanchnizomai abraçando o amanhã, o faço sem intenção do anonimato e querendo mesmo ser alguém da "compaixão" já abraçando o amanhã... desculpa eu esquecer de assinar. Veja este:(continua)

Rosangela Maria Pessanha de Souza


Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

http://www.splancnizomai.blogspot.com.br/

Rosangela Maria Pessanha de Souza

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Sou Rosangela Maria Pessanha de Souza. Faço parte da Presbiteriana de Mambucaba. Estive com o senhor e sua esposa no Petra aqui em Angra em outubro. Comprei 5 dos seus livros. Com isso de eu ter no google Splanchnizomai abraçando o amanhá, na hora que enviamos comentários aparece. Esqueci de assinar. Ahh.. tirei foto do senhor e esposa, comentei algumas coisas sobre Escola, lembra? Essa sou eu.
Obrigada e desculpa.

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Espero que o senhor tenha gostado do meu comentário.
Um abraço, Rosangela dEle.

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