quarta-feira, abril 11, 2012

O aborto de anencéfalos é crime e assassinato

Por Renato Vargens

O UOL publicou que os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) devem decidir hoje (11) se o aborto de anencéfalos – fetos com ausência total ou parcial do cérebro – pode ou não ser considerado crime.

A ação chegou ao STF em 2004, por sugestão da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). A entidade defende o aborto quando há má formação cerebral sem chance de longa sobrevivência para a criança. Para grupos religiosos, incluindo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o princípio mais importante é o de que a vida deve se encerrar apenas de forma natural.

O que é anencefalia?

A anencefalia causada por um defeito no fechamento do tubo neural (estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal). Ela pode surgir entre o 21º e o 26º dia de gestação. O diagnóstico é feito no pré-natal, a partir de 12 semanas de gestação, inicialmente por meio de ultrassonografia. Entidades médicas afirmam que o Brasil tem aproximadamente um caso para cada 700 bebês nascidos.

A grande maioria das crianças que nascem sem cérebro morrem instantes depois. Além de carregar no útero um bebê fadado a viver possivelmente por alguns minutos, as mães ainda têm de lidar com a burocracia de registrar o nascimento e o óbito no mesmo dia. Alguns juízes já autorizaram abortos desse tipo. O advogado da CNTS na ação, Luis Roberto Barroso, classifica a gravidez de anencéfalos de “tortura com a mãe”.

Os críticos do aborto de bebês nessa situação citam um caso de 2008 em Patrocínio Paulista, interior de São Paulo. Marcela de Jesus Ferreira sobreviveu um ano e oito meses porque a ausência de cérebro não era total e porque sua mãe, Cacilda Galante Ferrari, se recusou a interromper a gravidez.

Caro leitor, eu sou contra a qualquer tipo de aborto. Como já escrevi inúmeras vezes creio que o aborto é um crime hediondo. Abortar é tirar a vida de um ser humano, visto que a Bíblia ensina que a vida começa na concepção. Deus nos forma quando estamos ainda no ventre da nossa mãe ("Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe." Sl 139.13). O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus antes deles terem nascido ("Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações." (Jr 1.5); "Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo." (Gl 1.15)

Vale a pena ressaltar que à luz da ciência e da Bíblia, uma criança não nascida é um ser completamente formado, no sentido que toda a informação genética já foi recebida no momento da concepção. Uma criança não nascida é uma pessoa completamente distinta da sua mãe. O bebê desenvolve todas as suas características humanas quando está no ventre. Os cromossomos de uma criança não nascida são únicos. Toda pessoa é uma criação singular de Deus. Jamais voltará a vida de uma criança não nascida tirada por um aborto, isto posto, abortar a vida de uma criança é desobedecer descaradamente o 6º mandamento.

É o que penso!

Renato Vargens
Filósofo Calvinista disse...

Prezado Pr.Renato:

Escrevi sobre esse assunto à luz do pensamento do filósofo francês, contemporâneo, Henri Bergson, que, em minha opinião, trás bastante luz acerca da não circunscrição da vida ao cérebro. Ele faz uma excelente separação entre consciência e cérebro. Para ele, tudo que é vivo é consciente e ainda a consciência não está necessariamente ligada ao cérebro.

Caso interesse, podem escrever para mim: fabiocorreia@unicap.br, que envio o arquivo, que é um pouco grande.

Tudo de bom!

Cleyber Ricardo disse...

Reverendo, Graça e Paz!

Aborto é uma seara extremamente polêmica, pois envolve conceitos bíblicos e científicos que podem divergir e convergir ao mesmo tempo. E gostaria de me atrever a discordar do senhor em alguns aspectos pontuais.No meu humilde entendimento, como profissional da área de saúde que sou e Cristão Reformado, o ponto crucial está em se determinar onde a vida começa: Ha opiniões que defendem a fecundação, outros a formação do embrião e feto. São processos bem distintos. Se pensarmos no primeiro, deveríamos nos debruçar sobre outros assuntos, como a proibição da pílula contraceptiva de emergência. Sou partidário da segunda corrente.
Ademais, caro pastor, discordo com extremo respeito de seu argumento usando o texto de Salmos e Jeremias, que pode muito bem se encaixar relacionando o bebe presente no ventre de sua mãe ao feto, já com 3, 4, 5 , 6 meses. Não consigo vislumbrar um zigoto com 48, 72 horas de vida nesse contexto. São bem diferentes.
No texto, o senhor afirmou ser contra todas as formas de aborto. Ate mesmo quando se trata de um crime hediondo e aberrativo, como um estupro? Conheço os ensinamentos da Palavra, quando diz que o Senhor não faz distinção de pecado em maior ou menor. Mas as consequencias do pecado podem e devem ser assumidas e, quando necessário, remediadas pelos homens. Um filho, fruto de tamanha atrocidade, seria, a rigor, consequencia de um enlace matrimonial como convém que seja da vontade de Deus? com certeza, não.

Aqui minha humildade opinião de servo, o que somente sou.

um abraço e mais uma vez, parabens pelo trabalho!

Em Cristo,

André de Araújo Neves disse...

É polêmico. Mas devo dizer que minha posição como cristão é que o aborto é moral e teologicamente incorreto. Em qualquer situação, penso que aquele que serve a Deus deve optar pela vida sempre, não importando a "duração" dessa vida. Mas... a discussão ora apontada é política e jurídica, e penso que não cabe ao Estado legislar para cristãos, mas para todos os cidadãos. É por esse motivo que eu entendo que o aborto, em casos de anencefalia, NÃO DEVE ser crime. (Não obstante, ser pecado.)

Paz e Bem.

Binha Buarque disse...

Lógica cristã, sem muito bla bla bla:
Deus nos deixou o livre- arbitrio, e disse: "Não jugais uns aos outros". Então, deixa cada um pagar suas contas junto ao senhor.

juninho.itaguai disse...

Bom dia Pastor Renato. Continuo lendo seus posts e o respeito muito. Porém, acho que este assunto deve ser observado por vários angulos. Minha mulher está grávida de nosso 1º filho e a ansiedade a espera desta gravidez gerou em 2011 uma terrível depressão. Hoje estamos alegres com o nosso 1º filho, mas fico imaginando, se isto estivesse acontecendo conosco ela não suportaria levar esta gravidez por 9 meses, seria doloroso demais, ela não teria condições de suportar. Pelo que entendi, esta interpretação da lei não obriga nínguém a abortar, só permite o "direito" de se fazer esta escolha no que diz respeito exclusivamente a este caso. Acho que este assunto merece uma reflexão mais aprofundada também sob o aspecto médico e psicológico.

Anônimo disse...

É evidente que aborto é crime, pois diz respeito a tirar a vida de uma pessoa. Além do mais, essa decisão abre as portas para a eugenia. Em breve, outros motivos "justos" pra aborto surgirão. É só esperar para ver...

Que ignorância bíblica o argumento de Binha Buarque sobre "não julgar uns aos outros", pois é óbvio que há situações em que somos encorajados a efetuar julgamentos justos. Binha Buarque, leia por exemplo Jo 7:24 e Mt 7:6 (como discernir entre quem é porco e quem é cão se não for julgando?). Você ainda chama isso de "lógica cristã"??? De qual cristianismo? Do bíblico é que não é!

Juninho Itaguai, lamento pelo sofrimento de sua esposa, entretanto, veja a loucura do seu argumento: caso o sofrimento seja muito intenso para os pais (e esse nível de intensidade é subjetivo, variando de caso a caso), eles adquirem o direito de matar o bebê em gestação. Então, basta uma grávida alegar que não suporta continuar a gravidez por motivos psicológicos, por exemplo, e então está autorizado sugar o feto, arrancar o bebê!!! Isso tem sentido? Lembre-se: vocês não tem o direito de tirar a vida do bebê. Nunca! Você deve agradecer que sua mãe não teve essa visão, caso contrário você poderia não estar aqui!

Anônimo disse...

Ops, postei um recente comentário discordando de Binha Buarque e Juninho Itaguai, mas esqueci de me identificar.

Meu nome é Petrônio, e meu e-mail: petronio7@yahoo.com.br

Paz!

juninho.itaguai disse...

Petronio Boa tarde! Que Nosso Deus continue te abençando ricamente!
Veja bem, em nenhum momento justifiquei ou defendi o aborto, apenas sugeri que este tema merece uma reflexão mais profunda, baseado em uma experiencia pessoal, afinal, Vou ser Pai e este é um verdadeiro milagre, visto que, de março a agosto de 2011 ela tomava 7 remédios de tarja preta, era considerada inválida e ouviu que devido a hipotiroidismo era impossível que engravidasse, hoje está trabalhando normalmente e está gravida de 5 meses, o q é uma alegria para a igreja, para a família e os amigos!
O problema é que NÓS evangélicos temos preguiça de pensar, este assunto merece sim uma reflexão mais aprofundada para que nossa avaliação seja justa, livre e consciente.

Renato Vargens disse...

Juninho,

A Bíblia deve ser a nossa única e exclusiva regra de fé. Não importa o que sintamos, achemos ou pensamos, se A Bíblia é contra, devemos também ser. Nesse caso, as Escrituras testemunham contra a morte. Aborto meu caro é crime e assassinato.

Abraços,

Renato vargens

Daniel Allievi disse...

No Brasil pelo jeito não há Pena de Morte apenas para crimes de guerra, há também pena de morte para bebês anencéfalos de mães sem coração.
Caminhamos para a institucionalização da criminalidade e o desvalor. Aprovaram a união gay e liberaram a prostituição infatil.

Fabiano P. Lima disse...

Caro Cleyber, permita-me respeitosamente observar dois comentários seus.

Primeiro, você fez referência a um zigoto com 48 ou 72 horas de vida. Se ele possui algumas horas de vida, quando a vida dele começou? Fiquei confuso, porque entendi que você considera que a vida não começa nos primeiros dias após a fecundação. Perdoe-me se entendi errado.
Segundo, sobre o caso de estupro, considere se o feto deve ou não deve ter o direito de nascer por causa do pecado do estuprador.
Não desejo discordar de você só por discordar, mas ajudá-lo a refletir, assim como seu comentário me fez refletir.

Não obstante, nesse assunto penso da mesma forma que o Pr. Renato.

Na paz de Cristo,
Fabiano Lima

juninho.itaguai disse...

Pastor Renato uma boa tarde! Concordo plenamente com o Sr e em momento algum disse o contrario ou disse? A Bíblia é realmente a nossa ÚNICA regra de fé!
Agora, gostaria de lhe fazer uma pergunta:
Se houvesse um casal, membro de sua igreja, passando por este problema, ou seja, uma gravidez de um feto anencefalo (este problema aparece entre o 6º e o 12º dia de gestação e é percebido ja nas primeiras ultra sonografias) o q o Sr aconselharia a estes irmãos? Qual o atendimento e qual o acompanhamento que a igreja oferece? Quem irá acompanha-los? Quem irá orienta-los?
Antes que alguma palavra que eu não disse seja atribuida a mim novamente, esclareço que não estou incentivando o ficticio casal a abortar, estou apenas perguntando como o Sr e/ou a igreja lidaria com a situação. Gostaria de ver aqui no blog a sua resposta. Obrigado e que Deus te abençoe!

Renato Vargens disse...

Juninho,

Sem sombra de dúvidas, eu jamais os aconselharia o aborto. Aborto é crime e assassinato. Eu os acompanharia pastoralmente aconselhando-os à luz das Escrituras a confiar no único e Soberano Senhor.

Renato Vargens

juninho.itaguai disse...

Obrigado pela resposta Pastor Renato!
Fico feliz em manter com o Sr este diálogo! Pois é assim que nós crescemos e nos conhecemos melhor, que bom que sua igreja se prepara para este tipo de atendimento. Não digo isto com ironia mas porque passo por isso. Aqui na Pibitaguai, somos orientados a cuidar e zelar uns pelos outros e isso foi decisivo para a cura e libertação de minha esposa, porém, ela recebe atendimento psicológico até hoje e isso também tem sido uma benção, por tudo isso ela pode superar seus traumas e hoje está tendo uma gravidez tranquila, creio que o pequeno Samuel será uma benção para nós e para a igreja! Aqui aprendemos que não devemos julgar e/ou escluir, mas acolher orientar e cuidar, a luz da Bíblia e com muito amor, uns dos outros! Foi realmente muito edificante conversar com o Sr!

Rev. Rodrigo G. da Silva disse...

Excelente reflexão Pr. Renato! Claro, conciso, piedoso e bíblico.
Parabéns!

BeA disse...

Ao nobre irmão Cleyber Ricardo: Eu tenho somente uma pergunta para o irmão. Desde quando um pecado/crime justifica outro? Refiro-me à sua justificativa do aborto (homicídio) em casos de estupro. Mas Deus é especialista em virar o jogo no pai do ímpio, Satanás... aquele que pretende roubar, matar e destruir, né?

Gilson disse...

Grande Pastor Renato, eu tenho uma questão a colocar aqui. Antes de firmarmos uma opinião aqui, acredito que devemos ter a plena certeza se um feto sem cérebro, possui vida de fato. Lembro que dentro das definições de um ser vivo, estão respiração, reprodução, excreção, além de outras e citando no aspecto filosófico, descartes "penso logo existo". Sinceramente, não vejo onde um feto sem cérebro possui vida, sendo que a presença do cérebro permite a existência do ser vivo. Logo se não existe "vida plena" não vejo o aborto como assasinato. Acredito que gerar um ser humano que na verdade será um vegetal, será um fardo muito grande para a mãe e neste aspecto acho que poderemos estar sendo legalistas.
Sou grande admirador do seu blog e só estou colocando minhas opiniões, não estou dizendo que tenha a verdade e nem certeza do que escrevi.
Graça e paz ,

Simone Bomfim disse...

Não existe vida sem cérebro, portanto, não existe pessoa. Ponto!

Anônimo disse...

Simone Bomfim, "ponto" uma ova! É assim que vocês, abortistas, propõem o debate??? Veja bem, a tese em questão no STF não é de que o anencéfalo não tem vida, mas sim de que ele terá "vida curta". Leia este pequeno artigo do Reinaldo Azevedo: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/peluzo-esta-demolindo-os-argumentos-favoraveis-ao-aborto-parabens-ministro/

Li sobre o testemunho de uma mãe que teve seu bebê anencéfalo, e o mesmo morreu quando ia completar 24 horas de vida. Ora, se ele morreu, então ele estava VIVO, ao contrário da sua conclusão com "ponto"!

Gilson, o mesmo argumento serve para você. É interessante seu conceito de "vida plena". Certamente o Anticristo adorará essas divagações filosóficas sobre o que é "vida" no futuro... Tenho um sobrinho de 12 anos que nasceu com paralisia cerebral. Desde que nasceu ele apenas "vegeta" (para usar seu termo). Logo, na sua definição, ele não "existe"??? Vai dizer isso para os pais dele!!! O fardo é realmente imenso, mas lembre-se que o amor "tudo sofre". O amor não descarta a vida apenas porque "é grande o fardo". Ah, e na sua teoria,você também não vê vida em um velhinho que esteja em estado terminal, já que ele estará apenas vegetando.

Você faz bem, Gilson, em dizer que não está com a verdade, porque certamente, não está mesmo.

Petrônio.

BeA disse...

Simone, conta sua definição de "vida" para os pais da menina anencéfala de um ano e 7 mêses. Ela não existe? Como assim?

Eu conheço um casal que tratou seus dois filhos anecéfalos com dignidade, permitindo que eles nacessem e tivessem uma morte NATURAL... para que pudessem despedir-se de uma forma digna, com sepultamento e tudo! Essas crianças não mereciam ser arrancados em pedaços do ventre da mãe antes de nascerem, não. O que você defende é pura barbaridade!

BeA disse...

Gilson, você é produto do utilitarianismo, sabe? E tal linha de valores não tem nada a ver com a Palavra de Deus! A questão não é julgar a "qualidade de vida" de ninguém, porque a nossa definição pode eliminar uma vida (sim, um ser sem cérebro tem vida) que discorda com a sua definição. Que tal a gente parar de imitar Deus e deixá-lO determinar os dias de cada um? Além do mais, vamos deixar a Palavra de Deus, em vez do mundo, transformar as nossas mentes.

Gilson disse...

Caro Petrônio, paralisia cerebral nada tem a ver com ausência de cérebro, apesar de alguns aspectos em comum. Meu argumento está somente neste caso da ausência de cérebro e não no aspecto do velinho, como você disse. Volto a dizer que para você afirmar que o amor descarta a vida, deve primeiro saber qual são as condições para a caracterização da vida, ou o que faz um corpo ter vida.
Concordo que o amor não descarta a vida apensas porque "é grande o fardo". Mas, dentro deste argumento, quem decide é quem vai carregar a criança dentro do ventre este tempo todo, ou seja, a mãe.
Meu caro BeA, neste caso da menina de um ano e 7 mêses que você mencionou, ela ainda tinha uma parte do cérebro, e meu argumento está na ausência total do cérebro.
BeA, você fala de utilitarianismo, e nos seus próprios argumento você usa desta linha. Quando você fala de outras pessoas que enterarram filhos com dignidade, está se referindo a outros e portanto quem é você para julgar uma mulher que decide abortar um bebê anencéfalo.Você vai dizer para ela que é uma bárbarie. O que importa é o espírito da lei (não foi isso que Jesus deixou claro em relação a questão do sábado), e esta discussão gira em torno de dois aspectos: Podemos decidir e julgar pelos pais da criança ou principalmente pela mãe?
Outro aspecto é que existem inúmeras definições e fatores para a vida, portanto concordo que a palavra de Deus fala sobre a vida na concepção, mas também em todo o tempo existe múltiplos fatores para a condição da vida, antes de nascer e após ao nascimento.
Colocar um ponto final na condição de vida e dizer para a mãe que procede com o aborto de um anencéfalo é legalismo puro.

Anônimo disse...

Gilson, você envereda por dois perigos: 1) relativismo nas questões envolvendo a vida; 2) visão bitolada na questão "ausência de cérebro".

Sobre o ponto 1, você fala que precisamos saber quais as condições para a caracterização da vida(!!!!). Então agora é um tribunal humano (de juristas ou médicos) que nos dirá se um bebê anencéfalos tem vida ("vida plena", como você chama) ou não??? Abre os olhos, cara. Leia este link:http://juliosevero.blogspot.com.br/2008/08/marcela-uma-estrela-no-cu.html

A bebê Marcela (anencéfala, para horros dos abortistas) faleceu com 1 ano, 8m e 12 d. Se dependesse de seu posicionamento, ela teria sido abortada. Esse exemplo da Marcela derruba seu argumento par ao BeA.

Ainda sobre o ponto 1, que história é essa de que os pais tem direito de escolher se o bebê vive ou não??? Nada disso! Ser pai não dá o direito de matar!!! Mesmo que o bebê seja deformado (para horror dos abortistas).

Olha, Gilson, comparar a defesa pela vida com o legalismo em exigir o a guarda do sábado é das duas, uma: canalhice ou distorção bíblica.

Sobre o ponto 2, percebo sua ingenuidade. Por trás dessa questão toda (que você limita a ter cérebro ou não), está toda uma visão eugenista, como diz o Reinaldo de Azevedo:

"Ademais, seria ingenuidade não ver na aprovação do aborto de anencéfalos a janela para a interrupção da gravidez em outros casos de má-formação do feto, numa perspectiva obviamente eugenista. Se alguém duvida que a questão aponta pra isso, veja a proposta enviada ao Senado pela tal “comissão de juristas”. Na prática, legaliza o aborto desde que seja vontade da mãe ou em caso de má-formação que impeça a futura criança de ter uma vida independente".

Mas vocÊ dirá: "não é isso que defendo, é apenas se não tiver cérebro". Cara, a partir do momento em que o STF decide se um bebê tem direito a viver pouco ou não, decidirá em breve se: poderá viver com down, poderá viver com uma mãe depressiva, poderá viver com paralisia cerebral etc.

Finalizando, você gostou de falar no Espírito da Lei. Porque você não o aplica para preservar a vida de um bebê indefeso???

É triste ver cristãos (suponho que você o seja) sendo enganados pelos "sábios" deste mundo com suas falácias jurídicas, e suas definições de "vida plena" (como você gosta de dizer). Crentes apoiando decisões iníquas... É como disse o Senhor Jesus na parábola do administrador infiel:

"porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz." Lc 16:8

Petrônio.

Anônimo disse...

Poxa BeA, muito bom você falar em "deixar de imitar Deus".

No fim das contas, é isso que acontece mesmo: o homem se definindo com o centro e senhor de tudo.

Por isso vivemos esses dias miseráveis...

BeA disse...

Gilson, a palavra que eu quis usar é "utilitarismo", e não "utilitarianismo", que aparentemente não existe em português (mas é uma transliteração de "utilitarianism" em inglês). Em Economia, o utilitarismo pode ser entendido como um princípio ético no qual o que determina se uma decisão ou ação é correta, é o benefício intrínseco exercido à coletividade, ou seja, quanto maior o benefício, tanto melhor a decisão ou ação.

Aliás, se matar no ventre um ser humano (com cérebro ou não) beneficiasse mais pessoas (inclusive a mãe), então deveria ser feito, segundo essa filosofia. Para mim é isso que você está propondo, irmão! E é anti-bíblico, porque envolve homicídio de um ser vivo. Talvez seja interessante para a maioria (utilitarismo), mas com certeza não é interessante para aquela criança sem defesa no ventre da sua mãe... como se fosse um tumor maligno! Que vergonha!

Eu pergunto: Se a criança no ventre vai morrer de qualquer jeito logo depois do parto, por que não deixar Deus tomar conta? Por que insistir em deixar a mãe, o médico, o pai, etc. agir como Deus... às vezes, erroneamente?

Quem sou eu para julgar a mãe que decide abortar seu filho anencéfalo? Sou uma pessoa que reconhece o homicídio quando acontece; portanto, quem comete o homicídio é homicida, né? É simples.

"Espírito da lei"? Desmembrar um ser humano tem nada a ver com o "espírito", mas tem tudo a ver com o "físico". A propósito, a única lei dos 10 Mandamentos não repetida no NT é a de guardar o sábado, mas "Não matarás" continua em vigor nesta "era da graça", tá? 1 Co. 6.9-10 e Ap. 21.8 diz que os homicidas acabarão no inferno. Mas, ao seu ver deturpado da Lei, com certeza você me considera adepto do "legalismo puro". E daí? É você que está deturpando as Sagradas Escrituras para que elas concordem com sua visão mundana neste debate, Gilson. Cuidado.

Pr. Vandir Allas, xx12-39416044 disse...

Pr. Renato, demais Irmãos, posto 2 observações.

Uma é para pensar. Um ser sem cérebro é um ser humano?

A segunda alude à mãe, e também ao pai. A mãe de anencéfalo sofre durante a gestação. E sofrerá sempre após a gestação, aborte ou não. Ninguém sofre, nem sabe a dor deles. Eu defendo o direito da mãe, e do pai, de decidir se prefere interromper ou não a gestação. E respeito a difícil decisão deles. Foi exatamente isto o que o STF decidiu. Acredito que Deus também compreende o drama deles e os ajuda a serem felizes seja qual for a escolha.

Anônimo disse...

Pr Vandir Allas

Leia o link que indiquei acima para o Gilson, e responda a si mesmo se a Marcela, uma bebê anencéfala(para horror dos abortistas e simpatizantes) que morreu com 1 ano, 8 meses e 12 dias era um ser humano ou não (o senhor tem dúvidas mesmo sobre isso???). Espero que o senhor não compactue da mesma visão do Pr (?) Ricardo Gondim, que em seu twitter comparou o feto a uma ameba, ou mesmo ao câncer!!! Além disso, é bem possível que, em breve, as próximas dúvidas a surgirem sejam: "um bebê com paralisia cerebral é um ser humano? e um com síndrome de Down? e um com algum tipo bizarro de deformidade? e um com..."


A sua segunda observação traz em seu bojo algo que me chamou a atenção. Inconscientemente(acredito eu) o senhor usou do mesmo artifício do ministro Celso de Mello, qual seja, fazer uso de EUFEMISMO para tratar da questão do ABORTO. O senhor chamou a decisão de ABORTAR dos supostos pais de um anencéfalo, no seu exemplo, de "interromper a gravidez"!!! Claro, interromper a gravidez soa menos agressivo que "abortar a coisa(já que pode ser que não seha um humano, conforme sua dúvida inicial), "matar o feto", etc. Já o ministro citado parece ter um vocabulário mais erudito, no caso, ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DO PARTO! Estratégia asquerosa!!!

Finalmente, não há amparo bíblico afirmar que nosso Deus vai ajudar alguém, que optou pelo assassinato de um bebê doente e indefeso, a ser "feliz". Mesmo que esse alguém sejam os pais.

Deus ajudará, certamente, se houver arrependimento genuíno! Afinal, assassinar um feto é PECADO!

Anônimo disse...

O comentário para o Pr Vandir Allas é meu.

Petrônio.

Anônimo disse...

Amados,

Algumas considerações.

1) A Marcela não era anencéfala. Era semi. O assunto aqui é anencefalia.

2) Uma questão a ser respondida e que não foi considerada é esta: Um feto anencéfalo é um ser humano?

Sem responder a esta questão fica difícil uma definição para este tema.

3) Outro detalhe para pensar. As igrejas de gentios do NT traziam uma carga de paganismo (prostituição, poligamia, etc.). Paulo tratou de cada assunto em suas cartas. O aborto também fazia parte da cultura e prática dos gentios. Mas o NT (e o VT também) silenciam a respeito. Por que será?

Recebam o meu carinho,
pr vandir allas
0xx12-39416044
sjcampos sp

Pr. Allas disse...

Amado Irmão ANÓNIMO,

Não sou abortista. Apenas defendo o direito dos pais decidirem livremente em 2 dos casos previstos em nossa lei: estupro e anencefalia.

Não sei, não li o que escreveu o Pr. Gondim. Não me parecem casos similares a anencefalia, a síndrome de down e outras deformidades. A marca do ser humano é a razão, o cérebro. Logo, permanece a questão: "Um ser sem cérebro é um ser humano?".

Não sei, não li o parecer do Min. Celso de Mello. Não usei de eufemismo algum. Não sou dissimulado. Aborto significa interrupção de gestação.

Quanto à Bíblia, esta é omissa quanto ao aborto. Será que não havia aborto naquela época? Os pagãos convertidos ao cristianismo traziam uma terrível e perversa carga cultural, a poligamia, a prostituição, a prostituição cultual, etc. Por que Paulo nunca citou o aborto entre as suas restrições éticas? Será que os pagãos não abortavam?

Deus o abençoe.

Bill Hamilton disse...

Pr. Vandir,

Aparentemente a prática de aborto não foi algo bem "praticada" na época de Paulo, especialmente entre os destinatários das cartas dele; será por isso que ele não tocou no assunto? Portanto, usar "o argumento do silêncio" não é um argumento sempre válido. Cuidado.

O irmão está equivocado com "Quanto à Bíblia, esta é omissa quanto ao aborto." Quando o salmista descreve a participação de Deus na sua formação dentro do ventre da sua mãe, é impossível conceber a possibilidade de Deus não considerar "o feto" (latim para "bebê) um ser humano:

"Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção. Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir." (Salmo 139.13-16 NVI)

"Logo, permanece a questão: 'Um ser sem cérebro é um ser humano?'." Pastor, nós dois deveríamos entender que todo ser humano, com ou sem cérebro, tem uma alma. A sociedade pode definir a vida como ela quer, mas eu acho uma vergonha ver uma pessoa supostamente com uma cosmovisão bíblica dando mais credibilidade às definições mundanas de "vida" do que às da própria Bíblia. Além do mais, um nenê concebido como resultado de estupro não deveria pagar o preço do pecado do estuprador.

Desculpa a franqueza, mas até nessas questões eu devo gritar "Sola Scriptura"!

Thiago Pereira disse...

O tópico apresentado é polêmico e extremamente pessoal, se você fala de Crime, então seria interessante discutir em torno do regramento do seu país (Constituição Federal). Minha opinião é que questões religiosas não são cabíveis neste tema, pois até mesmo na bíblia há assassinatos e perdão sobre esses... (não sei o capitulo, tampouco o versículo), a luz do Código Penal Brasileiro o aborto é legal quando põe em risco grave a vida da mãe e em caso de estupro, na minha opinião apenas estes dois tipos de aborto deveriam ser admitidos... Permitir o aborto dos anencéfalos é regredir na história, é voltar as Esparta e atirar os bebês "imperfeitos" para a morte, como a máquina de ultrassonografia não teria sido útil a este povo. Pois a presença desta maquina é a única diferença entre eles e nós. Caso esta criança venha a nascer com vida a mãe pode joga-la no lixo? Se sim, ok, calo-me, mas se não, por que esta mesma mãe pode jogar esta criança sem dar a ela a chance de viver ao menos 1 minuto sequer de vida, preocupação com a mãe? Na minha opinião isso é o mais puro egoísmo, de seu filho não nascer do jeito que deseja "normal"... Creio que as contas com Deus todos vão acertar, porém com o homem é preciso que conviva com as leis do homem.

Thiago Pereira disse...

Perfeito.

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