quinta-feira, maio 23, 2013

O mito da bondade humana

Por Renato Vargens

Outro dia ouvi um pastor dizendo que o homem ao nascer, nasce bom. Segundo ele, o ser humano é como uma louça em branco que com o passar do tempo pode ser marcada tanto para o bem como para o mal. Além disso, o dito pastor afirmou que o homem é fruto do meio, portanto, se ele for criado num ambiente ético, honesto e decente, assim ele o será, contudo, se for educado num contexto de ódio, violência e promiscuidade, assim também o será.

Pois é, não tenho a menor sombra de dúvidas em afirmar que este pastor está absolutamente errado.  

As Escrituras são claras em afirmar que o homem nasce pecador.  Independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, o ser humano nasce em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. Portanto, é incorreto afirmar que o homem nasce bom em essência.  

As Escrituras também afirmam que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)

Caro leitor, a Bíblia diagnostica o pecado como uma deformidade universal da natureza humana, deformidade que se manifesta em detalhes na vida de cada indivíduo. A Palavra de Deus ensina que o homem é totalmente depravado e que necessita desesperadamente de salvação. O Apostolo Paulo ao escrever a igreja de Éfeso afirmou: "estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3). Ora, segundo o ensino paulino toda pessoa não regenerada pelo Espírito Santo de Deus está espiritualmente morta, fazendo a vontade da carne, do mundo, além de viver uma vida absolutamente escravizada por Satanás.

Em outras palavras, isso significa que cada um de nós nasceu como um completo pecador. Nossa essência é pecadora, todo nosso ser é pecador, nossa mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física está corrompida, controlada, e desfigurada pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados. Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao afirmar que os homens estão mortos em delitos e pecados. 

Isto posto, afirmo sem titubeios, que afirmações que o homem é bom em essência não passa de um mito. Muito pelo contrário, o o homem é desesperadamente corrupto e pecador necessitando assim de salvação, a qual só é possível mediante Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Thiago F. Queiroz disse...

Embora o homem tenha nascido propenso ao pecado, o grau de pecaminosidade que esse irá alcançar em seu estado irregenerado é medido pelo nível de alcance da "graça comum" de Deus em sua vida. Portanto, ser "criado num ambiente ético, honesto e decente" já é uma atuação da graça comum de Deus na vida de uma pessoa. Bem como ser "educado num contexto de ódio, violência e promiscuidade" já é uma restrição da graça divina na vida do mesmo. Todavia, isso não tem valores eternos. Não importa se a pessoa vai ser um "bom" cidadão ou um criminoso nesta vida. Isso não influenciará em sua condição eterna, visto que ela não é alcançada por boas obras.

A verdade é que independentemente do meio em que a pessoa vive, ela precisa ser alcançada pela graça SALVÍFICA de Deus, que é restrita aos eleitos. Isso sim fará toda a diferença em sua vida, e também no porvir.

jaime alves disse...

Pastor Renato Vagens,

Uma das minhas vantagens é que eu quando me volto para determinada questão eu não sossego, e dois artigos que postastes me intrigou de certa forma.

Eu não sei se exagero em minha conclusão do que escrevestes, mas poderia comparar esta questão da falibilidade humana a alguém que nasceu de uma pessoa aidética?

“Um exemplo a citar!”

Não estou sendo pejorativo, poder-se-ia aludir a alguém que teve hepatite “b” ou seja, o mesmo não sendo culpado já nasce portador do vírus, e já que fiz uma analogia a um sangue contaminado...

De repente uma transfusão seria o ideal!...

Ez. 36: 26

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