sexta-feira, agosto 05, 2011

Quando a igreja relativiza o poder do Pecado.

Por Renato Vargens

No desejo de contextualizar a mensagem do Evangelho, parte da igreja de Cristo abandonou nas prateleiras da fé o ensino sobre o pecado e as suas consequências. 

Infelizmente para algumas igrejas cristãs pregar e ensinar sobre pecado não é uma atitude politicamente correta, mesmo porque, ao atacar o pecado através da exposição das Escrituras, cria-se no ouvinte o estigma de que o pastor ou a igreja que prega contra a iniquidade está sobre a efígie do  fundamentalismo. 

Caro leitor,  por acaso você se deu conta que o fato de pregarmos contra os maleficios do pecado desperta a ira de muita gente? Já percebeu que por defendermos uma vida santa, somos chamados de fundamentalistas burros e xiitas?

Ora, as Escrituras são absolutamente claras em afirmar a realidade do pecado. A Bíblia nos ensina que  independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, nascemos em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)

A Bíblia diagnostica o pecado como uma deformidade universal da natureza humana, deformidade que se manifesta em detalhes na vida de cada indivíduo. A doutrina reformada ensina que o homem é totalmente depravado, incapaz de redimir a si mesmo, e que necessita desesperadamente de salvação. O Apóstolo Paulo ao escrever a igreja de Éfeso afirmou: "estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3). Ora, segundo o ensino paulino toda pessoa não regenerada pelo Espírito Santo de Deus está espiritualmente morta, fazendo a vontade da carne, do mundo, além de viver uma vida absolutamente escravizada por Satanás.

Em outras palavras, isso significa que cada um de nós nasceu como um completo pecador. Nossa essência é pecadora, todo nosso ser é pecador, nossa mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física está corrompida, controlada, e desfigurada pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados. Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao afirmar que os homens estão mortos em delitos e pecados. À luz desta verdade sou obrigado a confessar que a condição humana não poderia ser pior. Entretanto, Deus sendo rico em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou nos deu vida em Jesus salvando-nos da ira vindoura e libertando-nos da escravidão do pecado.

Caro leitor, como já escrevi anteriormente o pecado é a enxada que cavou as nossas sepulturas. Negligencia-lo é colocar-se contra os ensinos das Escrituras opondo-se veementemente a afirmação apostólica de que o salário do pecado é a morte. Além disso, uma igreja que relativiza os MALES do pecado, deixa de ter sobre si as bênçãos de Deus.
 
Isto posto, afirmo sem titubeios de que a missão prioritária da igreja é pregar o EVANGELHO anunciando a quantos for possível, (doela a quem doela)  de que aquele que comete e vive na prática do pecado não herdará o Reino dos céus e que a única maneira de desfrutar da vida eterna é se arrependendo dos suas iniquidades,  confessando Cristo como seu Senhor e Salvador.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Johnnÿ Sleazer disse...

Uma das coisas q mais me orgulho na igreja q eu frequento é q lá falar de pecado NUNCA foi tabu, bem pelo contrário, é o q mais ocorre.

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