sexta-feira, maio 28, 2010

Eu quero a reforma de ontem na Igreja de hoje.


Por Renato Vargens

A Reforma protestante ocorrida no século XVI, transformou a vida da Igreja, trazendo-a de volta à centralidade das Escrituras. Em virtude disto, a tradição produzida pelos papas, cardeais e bispos, que até então, norteava a igreja impondo-lhe conceitos absolutamente antagônicos a Palavra de Deus, foram rechaçadas pelo redescobrimento das maravilhosas doutrinas da graça. A partir de então, as tradições católicas romanas, como também os pronunciamentos “ex-cáthedra” do Papa, não poderiam mais ocupar o mesmo patamar de autoridade das Sagradas Escrituras. Junta-se a isso, o fato que em virtude do redescobrimento da importância da Palavra de Deus, houve também  uma revisão  plena das doutrinas concernentes aos sacramentos, à obra salvadora de Cristo e outras tantas mais, que haviam sido corrompidas com o passar do tempo.

Quanto à práxis litúrgica, a missa Católica que se caracterizava pela superstição, pelo ritualismo e pela completa ignorância daqueles que participavam da cerimônia, deu lugar a ao culto desprovido de altares, santos e rituais onde a pregação da Palavra de Deus era o mais importante.

O culto reformado diferentemente da missa católica primava pela simplicidade na adoração ao Senhor, desde a arquitetura dos templos até a comunicação com o povo de Deus, que passou a ouvir a exposição das Escrituras em sua própria língua, tornando-se participante ativo do culto, e não um expectador passivo. Além disso, o culto reformado se caracterizava objetivamente pela centralização das Escrituras e ênfase na pregação da Palavra de Deus, que definitivamente, pois fim a venda de indulgências.

Hoje, diante das idiossincrasias e incongruências de parte da Igreja Evangélica Brasileira acredito mais do que nunca que haja a necessidade de pregarmos novamente os valores ensinados pelos reformadores, além obviamente de reconduzirmos as Escrituras Sagradas a um lugar de centralidade litúrgica o que proporcionará algumas transformações imediatas na vida da igreja.

Eu quero a reforma de ontem na igreja de hoje, e você?

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
wilma acioly oliveira disse...

Queremos a reforma, queremos a reverencia com o evangelho e a casa de Deus. Mas é chegada a hora, não tem volta, os tempos mudaram vertiginosamente para a imoralidade dentro e fora da igreja. Maranata ! Que Deus nos proteja e nos cerque com seus anjos e o seu Santo Espirito nos encoraje na batalha espiritual, em nome de JESUS.

Cosmovisao disse...

Pois é Renato!
Precisamos urgente voltar a três princípios básicos e fundamentais da vida cristã: O Estudo da Palavra, A Obediência à Palavra, e à Oração.
Sem isso vamos nos conformando com este século e até mesmo as heresias vão se tornando alternativas de crença.
Quanto ao movimento de reforma, não creio que ele seja uma realidade possível em nossos dias, visto que carecemos de reformadores, e sabemos que para surtir o mesmo efeito do século 16, teria que ser com o mesmo ímpeto, a mesma "insanidade" de lutar abertamente contra tudo o que se levanta contra a Verdade... e isso é tão impossível! temos outras convicções, muito diferentes das dos nossos heróis reformadores, pessoas essas em quem nos inspiramos, mas de uma forma muito mais romântica, sonhadora do que prática, desafiadora, imitável... vivemos o clímax do pós-modernismo... todos nós!
Wilson S. Bento

OH ! GLÓRIA. disse...

Precisamos agir na simplicidade e obediencia à palavra do SENHOR, a igreja moderna parece um mega show, onde muita grana é envolvida para que se maqueie o mais belo possível para atrair os olhares curiosos e não aos que querem adorar e louvar verdadeiramente ao nosso DEUS, temos ciencia que o SENHOR vê os corações e não a casca fraudulente e falsa, amo a igreja simples, mas que prima somente a palavra em primeiro lugar e o poder de DEUS atua quanto a sua vontade, usando quem quer e como quizer onde quer que seja.
Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

Joao disse...

É muito bonito o seu desejo meu irmåo. Eu também tenho sonhado com isso, mas, a palavra de Deus tem nos mostrado o contrário. A situaçåo vai piorando dia após dia. Como dizia o falecido pastor Luiz António, o egoismo vai imperando no meio pastoral, e o espirito de competiçåo a subir. Mas, uma coisa é certa, Deus vai disponibilizando várias armas para aqueles que desejam o buscar de coraçåo aberto, dai que, cabe a cada um de nós apegar-se a essas armas, pois, esperar por uma NOVA REFORMA, é SONHAR DEMAIS, já que a tendencia é de muitos seguirem a doutrina de espectaculo evangélico.


JOAO MAPIE
MAPUTO-MOÇAMBIQUE

Amarildo Rocha disse...

Graça e paz irmãos, encontrei este texto ontem no blog do irmão Stanley Roncalli. Peguei sem permissão, mais acho que ele não se importará, pois é por uma boa causa. O texto é velho conhecido mais próprio para o momento, precisamos começar pela nossa igreja e orar para que o movimento cresça. Se cada um fizer sua parte Deus abençoará. Ontem mesmo pedi permissão ao meu Pastor para elaborar uma campanha de conscientização doutrinária e teológica em minha igreja, ele concordou, e eu já estou trabalhando nisso. Eu só tenho um ano de convertido e cinco meses de batizado, mais vou mover as pessoas estagnadas, porém com grande conhecimento dentro de minha igreja e tenho fé que o Senhor nos abençoará.
Parábola do beija-flor
Certa vez houve um grande incêndio em uma floresta.
Apavorados, todos os animais trataram de fugir o mais rápido que possível para um local seguro.
Todos, menos um pequeno beija-flor que começou a voar até o rio e, em inúmeras vezes, ele ia e voltava com o bico cheio de água e jogava sobre o fogo que se alastrava cada vez mais.
Vendo isso o leão parou e zombadeiramente perguntou o que aquele pequeno pássaro estava fazendo:
-Mas o que você acha que vai conseguir com esse biquinho tão pequeno? Isso não é nada perto de um fogaréu tão grande.
No que o beija-flor lhe responde.
Posso ter o bico pequeno e não conseguir apagar esse fogo sozinho, mas estou fazendo a minha parte.
J. Lima
Em Cristo:
Amarildo.

NICODEMOS disse...

Paz seja contigo

Se eu fosse um cara desinformado acercada bíblia, eu diria algo do tipo....

"Ah, como eu queria ter nascido na época da Reforma"

Mas como o negócio não é tão simples assim... os tempos são estes e a batalha pela fé é esta mesma.

Temos de fazer uns chicotes modernos com tecnologia "jedi" para expulsar os vendilhões e fazer uma boa buxada bode.

brincadeiras a parte.

retrocedeu e muito a igreja... a liberdade deu lugar a libertinagem.

Permaneça na Graça e nela frutifique

Seja bem vindo em meu blog e que possas ser edificado na Palavra

atalaiadocastelo.blogspot.com

Nicodemos

disse...

Mas esta Reforma ja começou em nós. Quando usamos este meio que temos aqui para divulgarmos o verdadeiro Evangelho, quando gritamos, quando colocamos as verdades do que esta acontecendo no meio em que vivemos e combatemos com a palavra, e ajudamos aos indoutos com a verdade, isso ja é uma Reforma ou não?? ela ja começou em nós, penso eu assim! e depois é mister que tudo isso aconteça, para levantar muitos como nós!! estou me incluindo viu?? srrs

Anônimo disse...

Saulo Iuri

Graça e Paz companheiro, seu texto realmente é muito bonito, mais na verdade reforma mesmo sabemos que não houve pois a igreja Catolica continua praticando os mesmos erros.

Marcelo Ferreira disse...

Infelizmente, a igreja protestante combate os que protestam. Pastores "evangelicos" combates as ovelhas "rebeldes" que tentam apontar algum erro em seu ministerio, acusando de influencia de um espirito faccioso... Enfim, eh proibido protestar! Eh proibido ser protestante! Nao ha lugar para novos Luteros na igreja de hoje!

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
disse...

O termo “nova reforma” não é o mais adequado para o que estamos buscando.

O problema de se alardear acerca da necessidade de uma “nova reforma” é a idéia errada que se pode ter disso. Quando se fala em reforma, pensamos em Lutero e suas 95 teses. Logo, ao se falar em “nova reforma”, não faltam candidatos a serem “novos Luteros” e a escreverem “novas teses”. A internet está cheia disso. Mas, definitivamente, não é este o caso! Não precisamos de novos Luteros e nem sequer de novas teses. Precisamos é de voltar ao primeiro amor, as primeiras obras, ao evangelho puro de Jesus. Estes homens precisam de uma Reforma no caráter.

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