"Apóstolas. É bíblico isso?

Por Renato Vargens

Uma das grandes aberrações teológicas dos nossos dias são as "apóstolas."

Sinceramente esses caras não tem mais o que inventar. Se não bastasse a forçação de barra em ressuscitar o ministério apostólico, esses profeteiros, criaram o ministério da "apóstola".

Pois é, infelizmente a cada dia surge um louco com loucura nova. Dentre as "apóstolas" modernas gostaria pelo menos de destacar duas destas: Valnice Milhomens,  aquela mesmo que marcou a volta de Cristo para um sábado de 2007 e Neuza Itioka, a profetiza dos maniqueístas esquizofrênicos.

Caro leitor, confesso que tem que ter estômago para ouvir os ensinamentos destas duas profeteiras, isto sem falar que não existe fundamento e base bíblica para a ordenação de pastoras, muito menos de apóstolas.

Ora, os que advogam a causa de que as mulheres podem ser ordenadas ao ministério pastoral, usam do texto da carta de Paulo aos Romanos onde afirmam que a saudação feita pelo Apóstolo a Igreja de Roma incluia uma mulher de nome Júnias.

Visando esclarecer de forma clara e prática o sentido verdadeiro de Rm 16:07,  reproduzo abaixo a opinião do Rev. Augusto Nicodemos sobre o tema:

1. Júnias é masculino ou feminino?


A variante melhor atestada, segundo o texto grego da UBS, 4a. edição (e de Nestle-Aland, 27a. edição), é Iounia=n , acusativo de Júnia, masculino (atestada pelos manuscritos ) A B* C D* F G P, embora sem acentos). A variante (Júlia) é fracamente atestada, aparecendo apenas no p46 e em algumas versões antigas.

Numa pesquisa feita por computador nos escritos gregos existentes desde a época de Homero (século 9 A.C.) até o século 5 D.C. foram achadas apenas três ocorrências do nome Júnias, além de Romanos 16.7. Plutarco cita uma irmã de Brutus, chamada Júnias; Epifânio, o bispo de Salamina em Chipre, menciona Júnias de Romanos 16.7 como sendo um homem que veio a ocupar o bispado de Apaméia da Síria; e João Crisóstomo se refere a Júnias de Romanos 16.7 como sendo uma irmã notável até mesmo aos olhos dos apóstolos.

Os resultados são inconclusivos. Parece evidente que Júnias era nome tanto de homem quanto de mulher no período neo-testamentário. O problema é que não sabemos em que gênero Paulo o usou em Romanos 16.7. Isto explica o surgimento de variantes divergindo na acentuação, e o surgimento da variante , que é claramente uma tentativa de resolver a ambigüidade.

Se tivermos de tomar uma decisão, devemos dar mais peso à palavra de Epifânio, pois ele sabe mais sobre Júnias do que Crisóstomo, já que informa que Júnias se tornou bispo de Apaméia. Concorda com isto o testemunho de Orígenes (morto em 252 d.C.), que num comentário em latim à carta aos Romanos se refere a Júnias no masculino.

Nomes gregos masculinos terminando em -aj não são incomuns, mesmo no Novo Testamento: André (Andre/aj, Mt 10.2), Elias (Eli/aj, Mt 11.14) e Zacarias (Zaxari/aj, Lc 1.5). Para alguns comentaristas, Júnias é a abreviação de Junianius, um nome masculino — mas não há evidências claras disto. A conclusão é que não podemos saber com certeza se Júnias era uma mulher — mais provavelmente era um homem. É por isto que a maioria das traduções modernas, onde possível, traduzem Júnias como masculino (e não Júnia, feminino).

2. Era Júnias um(a) apóstolo(a)?

Mais uma vez perguntamos, é possível termos uma resposta definida para a pergunta "era Júnias um(a) apóstolo(a)?" Gramaticalmente, a expressão "os quais são notáveis entre os apóstolos" (oi(/tine/j ei)sin e)pi/shmoi e)n toi=j a)posto/loij) tanto pode indicar que Andrônico e Júnias eram apóstolos, quanto que eram tidos em alta conta pelos apóstolos existentes. E mesmo que aceitemos que eram apóstolos, ainda resta o fato de que a palavra apóstolo no Novo Testamento é usada, não somente para os Doze, para Paulo, e para algumas pessoas associadas a ele, como Barnabé, Silas e Timóteo (cf. At 14.14; 1 Ts 2.6), mas para mensageiros e enviados (este é o sentido primário de a)po/stoloj) de igrejas locais, como Epafrodito (Fp 2.25) e uns irmãos mencionados em 2 Coríntios 8.23. Estes não parecem exercer governo ou autoridade sobre as igrejas locais, eram simplesmente enviados por elas. Portanto, se Andrônico e Júnias eram apóstolos, deveriam pertencer a este tipo de mensageiros das igrejas locais, com um ministério itinerante. Estes "apóstolos" não tinham autoridade de governo em igrejas locais; antes, eram enviados por elas para desempenhar diferentes funções como representantes ou emissários.

Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma "apóstola", e muito menos uma como os Doze ou Paulo.

A passagem, portanto, não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma "apóstola" no Novo Testamento.
 
Pense nisso!

Renato Vargens

31 Response to ""Apóstolas. É bíblico isso?"

  1. Anayran Pínheiro de 25 de janeiro de 2010 11:53
    Uma coisa legal para refletirmos também é sobre o que Paulo fala sobre o serviço da mulher nas cartas dele. Ele preferia que a mulher fosse serva na igreja do que tivesse algum cargo mais alto (se não me engano ele fala bem sobre isso em 1 corintios).
    E convenhamos também que não tiveram mais que 13 apóstolos, já que Paulo era "somente" considerado o apóstolo dos gentios, mas jamais empossado oficialmente como apóstolo por Jesus (pelo menos pelo o que eu entendi da história dele em Atos dos Apóstolos)...
  2. Anônimo 25 de janeiro de 2010 11:54
    Sinceramente, vou deixar de receber seus e-maisl em minha caixa de entrada...nunca vi tanta besteira num blog só.
  3. Anônimo 25 de janeiro de 2010 12:00
    Excelente!

    Mary Shultze
  4. Renato Vargens 25 de janeiro de 2010 12:01
    Prezado anônimo,

    Vc tem todo direito de discordar. Agora, porque não se identifica? Falta coragem?

    Renato Vargens
  5. Jose Miguel Mendoza Aguilera 25 de janeiro de 2010 12:52
    Caro Renato, concordo com a empreitada contra a "teologia da prosperidade"mas neste quesito lamentavelmente nao posso concordar. A critica textual neste caso de Junias é favoravel ao feminino. No seu argumento que Junias pode ser homem ou mulher e o maior uso (2) é para mulher. Se a igreja pode enviar apostolas, como vc afirma, a mesma pode dar a autoridade para ser liderada pela apostola. Em Ef:2:20-22 Paulo fala de "apostolos e profetas"sendo o fundamento da igreja, e em 1aCo:11:1-6 fala da mulher que profetiza...então, essa profetiza não ;e o fundamento da igreja junto com os apostolos? Fique na paz
    Abraços
    Jose Miguel
    http://oficinasteológicas.blogspot.com
  6. João Armando 25 de janeiro de 2010 13:14
    Prezado irmão - dois argumentos usados (ex. Watchmann Nee) para haver, nos nossos dias, apóstolos, são:
    a) Ap 2.2 - a igreja de Pérgamo pôs à prova gente que se dizia apóstolo e os achou mentirosos. Diz o irmão Nee que, se o ministério apostólico tivesse cessado, não haveria sentido em "pôr à prova" essa gente - qualquer um que se dissesse apóstolo seria, automaticamente, falso.
    b) At 14.14 - Barnabé também era chamado de apóstolo, e não estava entre os 12 (sem falar de Paulo). Isso não indicaria que outras pessoas poderiam ter tal ministério?

    W. Nee defende que os 12 apóstolos tiveram lugar especial na economia divina, lugar inclusive reconhecido na futura Nova Jerusalém, mas que Deus se utiliza de servos seus hoje, com ministério apostólico - não no sentido de supervisores das igrejas (como o fazem os neopentecostais) mas como desbravadores de campos, enfim, missionários, tal como o foram Barnabé e Paulo.

    O que o irmão diria? Cito os argumentos pois são os mais interessantes que vi quanto a isso, não o faço meramente à procura de polêmicas, mas gostaria de ouvi-lo quanto a isso.
  7. Renato Vargens 25 de janeiro de 2010 13:45
    Prezado João Armando,

    O ministério apostólico cessou em João. E lembre-se o Apocalipse foi escrito por João.

    As Escrituras Sagradas são claras em afirmar que algumas marcas deveriam caracterizar efetivamente o ministério apostólico, senão vejamos:

    1. O apóstolo teria que ser testemunha do Senhor ressurreto.

    Em Atos vemos os apóstolos reunidos no cenáculo conversando sobre quem substituiria a Judas. No cap. 1:21-22 lemos: “É necessário pois, que, dos homens que nos acompanham todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós , começando no batismo de João, até ao dia em que dentre vós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição”. Paulo diz que viu Jesus ressurreto: “Não sou, porventura livre? Não sou apóstolo? Não vi a Jesus, Nosso Senhor?” (I Co 9:1).

    2. O apóstolo tinha de ter um chamado especial da parte de Cristo para exercer este ministério.

    3. O apóstolo era alguém a quem foi dada autoridade para operar milagres. Isso fica bem claro em II Co 12:12 - “Pois as credenciais do meu apostolado foram manifestados no meio de vós com toda a persistência, por sinais prodígios e poderes miraculosos”. Era como se ele dissesse: “Como vocês podem questionar meu ofício de apóstolo se as minhas credenciais foram apresentadas claramente entre vós”. Sinais, milagres e prodígios maravilhosos.

    4. O apóstolo tinha autoridade para ensinar e definir a doutrina firmando as pessoas na verdade.

    5. Os apóstolos tiveram autoridade para estabelecer a ordem nas igrejas. Nomeavam os presbíteros, decidiam questões disciplinares e questões doutrinárias, e falavam com autoridade do próprio Jesus: “... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”(Jô 14:26).

    A luz destas afirmações para, pense e responda sinceramente: Será que diante destas prerrogativas os famosos apóstolos brasileiros podem de fato reivindicar o título de apóstolo de Cristo? Por acaso algum deles viu o Senhor ressurreto? Foram eles comissionados por Cristo a exercerem o ministério apostólico? Quantos dos apóstolos brasileiros ressuscitaram mortos? E suas doutrinas? Possuem elas autoridade para se contraporem aos ensinamentos bíblicos?

    Pois é, infelizmente os "apóstolos" tupiniquins não possuem respostas a estas perguntas, o que corrobora com o posicionamento da ortodoxia evangélica que acredita que o ministério apostólico cessou com a morte dos apóstolos no primeiro século. Sem a menor sombra de dúvidas considero a utilização do título "apóstolo" por parte dos pastores brasileiros como uma apropriação indevida de um ministério que não existe mais.

    Abraços,

    Renato Vargens
  8. Anônimo 25 de janeiro de 2010 14:18
    Pois bem. Minha pergunta é clara, incisiva e ao mesmo tempo objetiva. Se há de fato apóstolos hoje em dia, porque o Evangelho que os mesmos trazem é ABSOLUTAMENTE DIFERENTE dos apóstolos mencionados nas Sagradas Letras? Veja o Apóstolo Renê, Valdomiro, Valnice, etc.... compare o seu "evangelho" com o genuíno Evangelho encontrado na Palavra. Seria o mesmo?

    A paz do Senhor
    Ir Cícero
    (92) 8401-8087/ ciceroferreira@hotmail.com
  9. Renato Vargens 25 de janeiro de 2010 14:33
    Ir. Cícero,

    O Ministério apostólico cessou após a morte de João. Leia o comentário que acabei de fazer no blog.

    abraços,

    Renato Vargens
  10. simone 25 de janeiro de 2010 14:50
    Adoro seus artigod Pastor Renato, adorei essa da apostola, na minha biblia, diz Saudai Andônico e Júnia meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apostolos e que foram antes de mim em Cristo, Aqui são chamados apostolos.Aqui a palavra "apostolo" é usada no sentido geral, para referir-se a uma mensageiro itinerante ou missionario. então eu entendo que Júnia era portando um Homem...
    Abraços Simone
  11. Anônimo 25 de janeiro de 2010 15:19
    Pr Renato
    Agradeço sua resposta. Também sou contra esta idéia de existir apóstolos hoje em dia. Especialmente, quando vejo o tipo de ensino que flui dos lábios destes pseudo-apóstolos.
    É lamentável ver que os mesmos perdem tanto tempo com asneiras, invencionices e deturpações.

    No mais, um abração. Quando vier por Manaus, me avise. Será um prazer tê-lo em nossa congregação para ministrar a Palavra aos jovens.

    Seu servo,

    Ir Cícero
  12. Newton Carpintero, pr. e servo 25 de janeiro de 2010 18:55
    Prezamado pr. Renato Vargens,

    A paz do Senhor!

    É vergonhosos para a igreja, esta situação caótica na legalização de apóstolos e apóstolas.

    A arrogância destes pseudos apóstolos e apóstolas, é um argumento que provoca desgosto aos que possuem a certeza, desta improvisação cenográfica, para se destacarem dos demais pastores.

    Há alguns anos anuncio, que viriam tempos em que as mulheres se transfigurariam em: pastoras, bispas e apóstolas.

    Sorriam na minha face e diziam que estava sonhando.

    Hoje, verifico que não sonhava e sim, contemplava a desgraça que chegou. E de mansinho!

    O pior está por vir, após esta enchurrada de pastoras, bispas e apóstolas.

    Quem viver verá!

    O Senhor seja contigo e por favor, (risos), não aceite pastora no seu ministério, com certeza, ela irá querer ser apóstola em pouco tempo.

    O menor de todos.
  13. Renato Vargens 25 de janeiro de 2010 19:01
    Prezado Pastor Newton Carpinteiro,

    Obrigado pelos seus sempre gentis comentários.

    A Igreja Cristã da Aliança é de cunho reformada e como tal na ordena pastoras.

    Abraços,

    Renato Vargens
  14. Música, Ciência e Teologia 30 de janeiro de 2010 08:15
    Esse pessoal do "apostolado moderno" não entendem nem de Língua Portuguesa. Se procurar no Dicionário Houaiss, vai verificar que a palavra "bispa" significa que se trata de uma espécie de manga, originária da Índia.

    Até mais, Marcos.
  15. Gustavo K-fé 30 de janeiro de 2010 16:44
    Bart Ehrman, especialista em crítica textual neo-testamentária, discorda. Ele escreve:
    "Precisamos analisar brevemente várias outras mudanças textuais semelhantes. Uma delas ocorre em uma passagem [...], Romanos 16, na qual Paulo fala de uma mulher, Júnia, e de um home, que deveria ser seu marido, Andrônico, aos quais o apóstolo se refere como 'apóstolos eminentes' (v 7). Trata-se de um versículo significativo, porque esse é o único lugar no Novo Testamento no qual uma mulher é citada como apóstola. Os intérpretes ficaram tão impressionados com esse trecho que muitos deles passaram a sustentar a impossibilidade de ele significar o que dizia, para, desse modo, poder traduzir o versículo como se ele não se referisswe a uma mulher chamada Júnia, mas a um homem chamado Júnias, que, juntamente com seu companheiro, Andrônico, era elogiado como apóstolo. O problema com essa tradução é que, enquanto Júnia era um nome feminino muito comum, não há indício no mundo antigo de 'Júnias' como nome masculino. Paulo está se referindo a uma mulher chamada Júnia, mesmo que alguns tradutores bíblicos modernos [...] continuem a se referir a essa apóstola como se ela fosse um homem chamado Júnias. [*]

    [nota *] A mais recente e completa discussão é feita por: EPP, Eldon Jay. 'Text-critical, exegetical, and sociocultural factors affecting the Junia/Junias variation in Rom 16:7' In: DENAUX, A. New Testament textual criticism and exegesis. Leuven: Leuven University Press, 2002. p. 227-292."
  16. Gustavo K-fé 30 de janeiro de 2010 16:46
    Ehrman continua:
    "Alguns copistas também devem ter tido dificuldade em atribuir apostolicidade a essa mulher desconhecida e, por isso, fizeram uma sutil mudança no texto para evitar o problema. Em alguns de nossos manuscritos, em vez de dizer "Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão, eminentes apóstolos", o texto é mudado para se tornar mais fácil de traduzir: "Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes; saudai também meus companheiros de prisão, apóstolos eminentes." Com essa mudança textual, ninguém precisa mais se preocupar com o fato de uma mulher ser citada em meio ao grupo apostólico de homens!
  17. Anônimo 4 de novembro de 2010 04:33
    Bom acho que como voce Pr. Renato, teve uma iniciativa boa com esse blog, mas para estudo seria otimo, mas não criticar ou falar mal de pessoas Pastores(as) ou Apostolos(as), um Crstão tem que viver o carater de Jesus e que saiba Jesus não nos ensina a criticar e sim a amar nosso irmão, são pessoas de longo mais longos anos dedicados ao Senhor quem somos nos para falar dessas pessoas como disse Jesus ai te quem tocar nos meu! (Usando minhas palavras) Sou pequeno apenas busco Amar a Deus sobre todas as coisas e ao meu proximo.
    Que Deus abençõe a todos
  18. Anônimo 28 de dezembro de 2010 11:26
    Prezado.Um texto, seja ele qual for, está sujeito ao comportamento da sociedade da época, linguística do período e aos padrões éticos e morais de quando foi escrito.Muito embora Jesus tivesse sido um homem muito além de sua época, naquele momento a missão era levar ao mundo a mensagem de paz, fraternidade e a consciência de que somos todos irmãos.O fato de não ter entre os apóstolos uma mulher(Que não é confirmado, afinal alguns livros foram excluídos da bíblia, não significa que elas não tenham aptidão ou sejam "impuras" para levar a palavra de Deus.É que naquela época, elas não seriam ouvidas por serem submetidas a uma sociedade extremamente machista, por serem uma minoria extremamente frágil e subordinada aos homens.Acho que o papel da mulher na história do cristianismo ficou bem clara quando Maria gerou em seu ventre o filho de Deus.Ela era pura, não santa, não levou a palavra, mas trouxe ao mundo o salvador. Algumas coisas são ditas nas entrelinhas...
  19. Hugo Ferreira 28 de dezembro de 2010 18:59
    É mais uma heresia destas igrejas que não tem o compromisso com Deus,de levar a Palavra de Deus aos perdidos e ensinar a sã doutrina de Deus para aqueles que receberam a Cristo,ainda estão no leite,são recém-nascidos espiritualmente e precisam ser ensinados conforme a sã doutrina de Deus, infelizmente existe esses homens traidores do Evangelho,falsos mestres que ensina doutrinas destrutivas,essa de ''apóstola'' é mais uma triste realidade no meio da Igreja de Cristo,mas aqueles que perseverarem até fim será salvo,a verdadeira Igreja estará firme,e as portas do inferno não prevalecerá contra ela.
  20. OH ! GLÓRIA. 28 de dezembro de 2010 19:04
    Este anonimo do 1º comentário é ignorante na palavra, o primeiro versiculo para ele ler é: Mateus 22:29, e quem le a biblia sabe que o ultimo posto como apostolo foi Paulo, apostala nunca ouvi falar, tudo isto é vaidade, não percamos tempo com isso e falemos de JESUS para quem precisa e nunca ouviu falar.

    Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.
  21. Johnnÿ Sleazer 3 de maio de 2011 20:41
    Não tenho nada contra ser "apóstolo" no sentido bíblico (ou seja, um líder de igreja), até mesmo mulher (eu sou um dos maiores "hereges" que acreditam q mulheres PODEM sim ser pastoras e pq não apóstolas). O q eu não acredito ENTRETANTO é essa transformação de título de apostolado, alias, eu sou meio anti qualquer título, mas o de apóstolo tem sido EXTREMAMENTE melado por esses homens q ao invés de serem como os antigos apóstolos verdadeiros líderes q entendiam q ser líder significa ser servo, eles transformaram esse título em poder e em capacidade de mandar em todos. É triste isso demais. Mas enfim, acho q mulheres e homens podem exercer TODOS os dons q Deus separou os homens em Efésios 4 até os dias de hoje, DESDE que esses homens entendam q sua separação NÃO os torna superhomens ou ditadores dentro da igreja, seja ditador homem ou mulher.
  22. zwinglio rodrigues 3 de maio de 2011 21:23
    Olá!

    Eu sou favorável ao ministério feminino. Seguindo uma linha de raciocínio diferente, escrevi a uns 4 anos em um outro blog que eu tinha, o seguinte texto http://www.blogdokimos.com/a-apostola-junia

    Mas, eu quero indicar um trabalho denso sobre a questão. Vejam aqui http://pt.scribd.com/doc/4772423/MULHERES-NO-MINISTERIO

    Sinceramente, ainda não li nada tão bem trabalhado.

    Abraços!
  23. Anônimo 9 de maio de 2011 22:54
    EU,PENSO QUE PRECISAMOS REALMENTE LEVAR A PALAVRA AQUELES QUE NAO CONHECEM A CRISTO , JESUS E MARAVILHOSO E ESSAS PESSOAS PRECISAM CONHECELO. AS VEZES FICO PENSANDO QUE MUITOS PASTORES , BISPOS OU QUE SEJA APOSTOLOS DAO MUITO ESPACO PRA PREGACOES DE COMO FICARMOS PROSPERO E FICA FALTANDO FALAR DA ESSENCIA DO EVANGELHO . EU QUERO ACREDITAR ,QUE SEREI PROSPERO MAIS O QUE MAIS QUERO E SABER DA SALVACAO DA MINHA ALMA........
  24. Pr Carlos Alberto 13 de junho de 2011 22:07
    GUERREIROS,

    QUANTA BABOSEIRA.

    NÓS AQUI COMO IGREJA, ANDANDO COMO O POVO MAIS DESUNIDO DO MUNDO.
    ATÉ OS GAY ESTÃO MAIS UNIDOS E FAZENDO UM BARULHÃO, ENQUANTO HOMENS DE DEUS PEDRENDO TEMPO DISCUTINDO SOBRE O APOSTOLADO. VEJO VOCES TODOS COMO OS ACUSADORES DE NOSSOS IRMÃOS AJUDANDO O INIMIGO DE NOSSAS ALMAS. APOC 12:10 OU VOCE ESTÁ NA POSIÇÃO DO ACUSADOR OU DE UM INTERCESSOR. COMO JESUS O CRISTO QUE ESTÁ ASSENTADO À DIREITA DE DEUS INTERCEDENDO POR MIM E POR TI TAMBEM.
    AMADOS PENSE NISSO, EM TODA ESSA CONVERSA, QUANTAS ALMAS VOCE ESTÁ LEVANDO PARA TER UM ENCONTRO COM JESUS? VIGIE AMADOS, VIGIE MESMO.
    QUANDO A TROMBETA SOAR. UMMMMMMMM. SEI NÃO VIu?
    SOU DAQUI DE SALVADOR, IGREJA BATISTA MAANAIM. ENGENHO VELHO DE BROTAS.
    Pr CARLOS ALBERTO, INDICADO PARA O APOSTOLADO, (Abrindo igrejas em toda a bahia.) se quiserem pode nos ajudar. www.ministeriomaanaim.com.br
    Shalom
  25. SARGENTO LINCOLN 25 de agosto de 2011 17:55
    1 Coríntios 4: 9 Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens.
  26. Robson Rocha 10 de setembro de 2011 16:31
    Graça e paz. Concordo em numero, genero e grau com o pr Renato, não existem mais apostolos hoje. Os homens e mulheres são amantes de si mesmo, se voltam as fábulas (2Tm 4.4-5). Sera que estes que usurpam deste titulo morreriam como morreram os verdadeiros? Espetaculo ao mundo... Morrer no coliseu, sendo rasgado por leões por serem cristãos. Não existia carro blindado no tempo. Cuidado pois poderão ser vomitados por Jesus. Ap3.16 Robson Rocha sroy@ig.com.br
  27. Haroldo de Sousa 28 de dezembro de 2011 12:44
    Caro Renato, seus comentários são excelentes, mas não para todos.

    Como disse Maquiavél, os líderes devem aparentar, pois a grande maioria vê e poucos são os que percebem. Você é dos que percebem e, infelizmente, os que veem não o compreendem.

    independentemente de poder ou não ordenar mulheres, estes líderes são apenas ditadores sedentos de poder, por isso vão atribuindo títulos a si mesmos.

    Daqui a pouco teremos um vice-deus!
  28. Paulo César Valle 28 de dezembro de 2011 13:01
    Olá pessoal,

    Acho extremamente relevante a abordagem feita pelo Pr. Renato. Muitas vezes, esquecemo-nos de que devemos ser fiéis naquilo que as pessoas, mesmo cristãs, consideram de menor valor. Esquecemo-nos de que quem não é fiel no pouco não o será no muito. A Bíblia, e não me interessa a opinião de ninguém (mesmo daqueles que são nomeados ou se autonomeiam "apóstolos" hoje), é o elemento regulador dos verdadeiros cristãos e, portanto, da verdadeira igreja. Se ela não estabelece o ministério pastoral feminino, não tem essa da igreja estabelecer. Não somos católicos, que creem que quando a Bíblia cala, a igreja fala. Cremos, sim, que quando a Bíblia cala, a igreja cala. Quando a Bíblia fala, a igreja fala. E mais: se outros são considerados mais unidos, filiem-se a eles.
  29. Soninha Buiatti 28 de dezembro de 2011 13:53
    Assim como o uso do véu, na igreja de Corinto, era um aplicativo circunstancial devido a época e aos costumes judaicos, sendo posteriomente banido pela necessidade de contextualização; no entanto, permanece o princípio que era bem mais amplo, o de interdependência entre homem e mulher, que é o de autoridade e submissão. De igual forma entendo a questão da ordenação feminina. Além do mais, se há a minifestação evidente de um dom ministerial, que é concedido pelo Espírito Santo, e não por um presbitério, para edificação do Corpo de Cristo, como pode o homem se opor a uma obra do Espírito Santo por puro legalismos? A história mostra que sem as mulheres não existiria igreja. Um fato histórico no Brasil, por exemplo, é Frida Vingren, que foi quem de fato assumiu a obra que seu esposo, Gunnar Vingren, ficou impossibilitado de dar continuidade por causa de problemas de saúde. (Não sou Assembleiana). "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." Gl. 3:26-28

    Já a questão de "apóstolos" em nossos dias, é questionável não somente a instituição de mulheres apóstolas, mas também a de homens, uma vez que estes rogam pra si a autoridade interpletativa das escrituras.
  30. Soninha Buiatti 28 de dezembro de 2011 14:24
    Ser "apostolo" nos dias atuais, quem não quer? É sinônimo de riquezas(prosperidade),sacrossantidade (como na igreja de Romana), de autoridade e poder sobre os demais cristãos. Manipulando as massas para satisfazerem suas ganâncias e desejos insaciáveis pela grandesa segundo o mundo e não segundo Cristo.
  31. Fabiano 29 de dezembro de 2011 01:46
    Amigo. Eu queria entender quando voce disse: "O Ministério apostólico cessou após a morte de João".

    Eu nao entendi, porque o livro de Atos nao tem um fim. Entao se o livro de Atos nao tem final, e porque talvez ia existir mais apostolos, nao?

    Desculpa minha estupida pergunta... rsrs.