2010 a vista! Siga em frente!

Por Renato Vargens

Todas as vezes que um ano termina somos impulsionados a elaborar novos alvos e metas para o novo ano que se aproxima. É absolutamente normal sonharmos com novas conquistas, com a concretização de nossos ideais, além obviamente da realização de nossos sonhos pessoais. Na verdade sonhar faz bem a qualquer um, até porque, os sonhos nos impulsionam, alimentando a alma de perspectivas boas e positivas. No entanto, nem só de sonhos vive o homem, até porque, sonhar exageradamente pode nos levar a viver em um mundo de faz-de-conta onde as expectativas não passam de simples utopia.

A vida deve ser vivida de forma equilibrada, sonhos sempre devem andar de braços dados com a nossa cotidianidade, o futuro Sempre deve ser conseqüência de um presente bem vivido. E para tanto, é necessário que além de agasalharmos no âmago do ser as nossas quimeras, cultivemos também um espírito introspectivo, avaliando assim nossas sombras e luzes, vitórias e derrotas, acertos e erros.

O Simples fato de olharmos para trás e avaliarmos o ano que termina mexe com nossas emoções. Até porque, independente da posição social, da cor, da raça, da conta bancária, todos choramos e rimos, perdemos e ganhamos, festejamos e derramamos lágrimas. É meu amigo, faz parte da vida rir e chorar, vencer e perder, abraçar e deixar de abraçar, celebrar e sofrer. No entanto, um novo ano se aproxima, e com ele novos desafios, além de velhos sonhos e púberes aspirações.

Entre em 2010 sonhando e sonhando muito, entretanto, mais uma vez quero lembrá-lo que sonhos sem uma singela dose de realidade transformam-se em Utopias. Olhe para frente, contudo, em hipótese alguma, se esqueça também de olhar para trás, corrija seus erros, perdoe os que te ofenderam, abandone na divisa do tempo seus maus hábitos, delete suas mágoas e siga em frente, até porque a vida é bela, e Deus o nosso Senhor tem prazer em que a vivamos de modo pleno e feliz!

Um 2010 de bênçãos é o que desejo,

Renato Vargens

Série: heresias destruidoras - parte I

As sementes de Mike Murdock
Por Renato Vargens


Encontrar um bom pregador cuja teologia seja saudável é quase uma missão hercúlea. Confesso que estou cansado de ouvir pregações vazias, superficiais, materialistas, humanistas e triunfalistas, de gente que contraria totalmente o ensino bíblico.

Infelizmente o que mais se ouve em nossos púlpitos é "Você vai obter vitória", "Você é um vencedor", "tome posse da bênção", "Use a palavra para trazer à existência as coisas que não existem" e muito mais. Pois é, toda essa parafernália é oriunda das leis de visualização e reprogramação mental que vêm das filosofias e religiões orientais, carregadas também de aspectos inerentes ao Gnosticismo, heresia grega que exalta o conhecimento para a libertação do Homem.

O pastor Mike Murdock é um daqueles que fundamentado na confissão positiva tem ensinado valores absolutamente antagônicos as doutrinas bíblicas. Segundo o teólogo da prosperidade, "dinheiro atrai dinheiro", isto é, quando o crente OFERTA a Deus, (independente da motivação) automaticamente atrai o favor do Senhor lhe trazendo mais dinheiro. Murdock ensina que devemos plantar dinheiro para colher mais dinheiro, como se fosse uma lei de semeadura financeria, que ele chama de "lei da semente".

Mike Murdock tem a cara de pau de ensinar a existência de aproximadamente seis níveis de semeadura. Segundo o profeteiro um destes é a semente de mil”. Murdock dá uma significado a certas quantias da semente: “tem havido cinco níveis de colheitas incomuns em minha vida $58, $100, $200, $1000 e $8500. Uma semente de mil dólares quebrou a pobreza em minha vida. Ninguém pode semear estes mil dólares para você." Em outras palavras isso significa “eu quebrei a pobreza com uma semente de mil dólares” façar o mesmo, envie sua oferta que a pobreza será quebrada.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Deus não é um tipo de bolsa de valores que quanto mais "investimos" mais dinheiro recebemos. Deus não se submete as nossas barganhas nem tampouco àqueles que pensam que podem manipular o sagrado estabelecendo regras de$avergonhada$ de sucesso pessoal.

Isto posto, afirmo que a doutrina da semente ensinada por Murdock é espúria, sem fundamento bíblico e manipuladora cujo objetivo final é o enriquecimento dos profetas da prosperidade.

"E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita."(II Pd 2:3)

Pense nisso!

Renato Vargens

Eu não quero a água benta do "apóstolo" Valdomiro.

Por Renato Vargens

Acabo de assistir um vídeo onde os pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus, VENDEM descaradamente pequenos potes de água ungida pelo "apóstolo" Valdomiro Santiago. Segundo, os "pastores" uma gota desta "milagrosa" água é suficiente para mudar a vida de quem quer que seja.

Caro leitor, sinceramente não sei aonde isso vai parar. Definitivamente esse pessoal enloqueceu! Comercializar água ungida é o fim da picada!

Diante desta ENORME sandice eu pergunto: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nos templos da Igreja Mundial do Poder de Deus?

Pois é, a coisa tá muito feia. Diante de inexoráveis fatos afirmo sem titubear: Eu não quero  e nem preciso da água benta do Apóstolo Valdomiro, a graça do Senhor me basta!

E você? 

Renato Vargens

Os evangélicos e a mania de orar no monte.

Por Renato Vargens

 O dicionário Aurélio define superstição como um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice; apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa".

Pois é, infelizmente alguns dos nossos irmãos em Cristo tem vivenciado uma fé absolutamente sincrética. Ao contrário do que deveria ser, inúmeros cristãos mostram-se extremamente superticiosos. Em nosso meio existem aqueles que deixam a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizam a expressão "Tá amarrado" para superar satanás; abrem a Bíblia aleatoriamente para receber uma orientação de Deus; utilizam elementos como galho de arruda, sal grosso e copo d'água ungida dentro de casa, além de subirem a montes acreditando que por orarem lá, Deus se manifestará de forma especial.

Tais pessoas movidas por um misticismo esquizofrênico vêem gravetos brilharem, anjos reluzentes, além  de enxergarem no mato manifestações sobrenaturais de Deus.

Caro leitor, não precisamos subir a montes para falar com Deus nem tampouco para sentir sua santa presença. Em Cristo podemos orar e nos relacionarmos com o Pai no quarto, na rua, na igreja, na praia ou em qualquer outro lugar. O monte não é um lugar santo, nem tampouco um local escolhido por Deus para falar ao coração do povo. Afirmar que o Espírito de Deus age de forma especial em montes e montanhas significa desconhecer as verdades bíblicas.

Isto posto afirmo que cristãos supersticiosos estão fadados a uma vida cheia de neuroses e frustrações. Junta-se a isso o fato de que o cristão ao comportar-se deste forma aponta para uma absurda contradição, até porque as raízes históricas e teológicas do protestantismo sempre foram contra toda e qualquer manifestação supersticiosa.

Caro leitor nossa fé não se fundamenta em superstições ou achismos, mas sim na infalível Palavra de Deus. O evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos ou impressões estereotipadas do que seja servir a Cristo.

Nesta perspectiva afirmo sem titubeios que não existe lugares especiais onde Deus possa falar com o crente. Do ponto de vista bíblico, em qualquer lugar podemos orar e buscar ao Senhor.

A Ele toda a glória!

Renato Vargens

A incompatibilidade da sã doutrina com o evangelho politicamente correto.

Por Renato Vargens

Estou convicto que algumas pessoas ao longo da história abandonaram a Comunidade da Fé em virtude das mensagens pregadas. Infelizmente em um mundo "politicamente correto" os frequentadores de igreja não desejam ouvir TODO CONSELHO DE DEUS. Na verdade, tais pessoas preferem mensagens cujo conteúdo seja exclusivamente voltado para a sua satisfação pessoal.

O famoso pregador inglês Charles Haddon Spurgeon, ao pregar em 05 de fevereiro de 1882, sobre a passagem de João 6:66,  "Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele", disse:  A deserção neste caso foi por causa da doutrina...A verdade era dura demais para eles, não podiam agüentá-la. "Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" Um discípulo verdadeiro senta-se aos pés do seu Mestre e crê no que lhe é dito, mesmo quando não consegue compreender o sentido, ou não vê as razões pelas quais o seu Mestre o diz; mas estes homens não tinham o espírito essencial de discípulo, e, conseqüentemente, quando o seu Instrutor começou a desvendar as partes mais recônditas do rol da verdade, eles não quiseram ouvir a Sua leitura delas. Eles estariam dispostos a crer quanto pudessem entender, porém quando não puderam compreender, giraram nos calcanhares e se foram da escola do Grande Mestre. (CHS, Sermons, 28, 111-2)
Caro leitor, um número incontável de crentes não querem ser confrontados pela Palavra de Deus. Na verdade, o que eles desejam é desfrutar das benesses de um clube cristão cujas mensagens pregadas pelo pastor afague o ego, incentive a prosperidade, e promova a felicidade.
Isto posto, chego a conclusão que definitivamente estamos vivendo um tempo de secularização na igreja, onde os cultos se fundamentam em ações motivacionais e principios de auto ajuda. Infelizmente o que determina o sucesso do culto não é mais a Palavra, mas o gosto da freguesia. A igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir. Esse evangelho híbrido anuncia Cristo juntamente com o    evangelho do descarrego, da quebra de maldições, da prosperidade material e dos decretos humanos.
Prezados, como inúmeras vezes afirmei neste blog, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja  de Cristo precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma.
Pense nisso!

Renato Vargens

Abandonando as coisas de menino.

Por Renato Vargens

Há alguns anos, numa quarta feira de verão, eu e meus dois filhos, na época pré-adolescentes, combinamos em assistir ao jogo do Fluminense no maracanã. Na hora marcada, rumamos em direção ao maior estádio do mundo, no entanto, como não poderia deixar de ser, às águas de março copiosamente caiam sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Chegamos ao estádio praticamente no inicio da partida, compramos os ingressos e rapidamente subimos a rampa em direção as arquibancadas. Mal nos acomodamos o juiz apitou dando inicio a peleja. Naquele instante, percebia-se claramente nas milhares de pessoas que lá estavam um forte clima de euforia onde se fazia presente gritos, suspiros, alegrias, abraços e reclamações.

Tinha levado um pequeno rádio para ouvir os detalhes do jogo, e um dos meus filhos me pediu que o deixasse acompanhar a partida através da “latinha”. Assim fiz, no entanto, bastou emprestar o rádio para um, que o outro imediatamente deixou-se levar pelo ciúme. Mediante a isso combinei com os meninos que cada um teria direito a ouvir por 10 minutos corridos a partida de futebol. Ambos concordaram, só que, sem que desse conta, os meninos começaram a discutir e brigar pela posse do rádio. Um falava para o outro:

- Você ficou um minuto a mais do que eu! E o outro replicava: - Seu relógio está errado!

De repente, ao olhar para o lado percebi que ambos estavam discutindo asperamente quase indo às vias de fato. Naquele momento, eu chamei a atenção de ambos falando: - Meninos, para que brigar por tão pouco? Vocês estão perdendo o melhor do jogo! Meus amigos, bastou falar isso para que ambos marejassem os olhos, mudando por consequinte o tom de voz reivindicando ao pai justiça.

Prezados, naquele momento, lembrei-me da Palavra de Deus que nos ensina a vivermos a vida cristã com maturidade deixando pra trás as coisas de menino. Vocês já repararam que como crianças muitas das vezes nós discutimos e brigamos uns com os outros por ciúme? Quantos de nós deixamos o melhor de Deus, em virtude de sentimentos egoístas? Por acaso vocês já repararam que muitas vezes nós nos comportamos como meninos na casa de Deus? Prezados, é absolutamente imprescindível que entendamos que a vida cristã exige de nós crescimento e maturação espiritual.

Quer ter uma vida plena? Quer viver bons relacionamentos? Deixe de lado as coisas de menino. Não discuta por bobagens, não polemize desnecessariamente, desfrute da vida e da beleza de se viver em família, até porque, essa é a vontade do Senhor para conosco.

Pense nisso!

Renato Vargens

Bem vindo 2010.

Por Renato Vargens

2009 praticamente acabou e já estamos a porta de 2010. Parece que foi ontem que o mundo discutia sobre o bug do milênio. De lá para cá, já se passaram 10 anos.

Pois é, os anos passam com uma rapidez enorme, e sem que percebamos perdemos preciosas oportunidades de desfrutarmos momentos ricos e abençoados na presença daqueles que amamos. Na verdade, tenho a impressão que se tivéssemos a consciência do quanto a existência é efêmera e ligeira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogarmos fora às oportunidades que Deus nos dá a fim de nos relacionarmos saudavelmente com os que nos cercam.

Pais, filhos, cônjuges, parentes e amigos são dádivas do Senhor em nossas vidas. Desfrutar de suas companhias, significa celebrar a amizade, valorizar o riso, além de experimentar em doses homeopáticas do remédio de Deus para a alma cansada e ferida.

O Poeta Mário Quintana escreveu um poema sobre o tempo o qual reproduzo abaixo:

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

Caro leitor, a Bíblia está cheia de textos que nos advertem a observamos com diligência o nosso tempo. O salmista com muita propriedade escreve: “O homem é como pó, cuja existência na terra passa rapidamente diante de Deus. Os anos vêm e vão diante do Deus eterno... A vida do homem, em média de 70 a 80 anos, é breve. Tiago em seu epistola, nos alerta: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa".

Caro leitor, tudo neste mundo é incerto e passageiro. A vida passa com uma rapidez enorme e numa velocidade espantosa. Por acaso você já parou para pensar que a vida que Deus nos deu é como que um sopro diante da eternidade? Ora, como dizia Cazuza: "vida louca, vida breve".

O Frei Antônio das Chagas, no Século XVII escreveu:

"Deus pede estrita conta do meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta.
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo..."


Diante disto somos e fomos desafiados a aproveitar cada momento, entendendo que tempo perdido é tempo desperdiçado.

Minha oração é que em 2010 você viva de bem com a vida, celebre a amizade e desfrute da bênção de se viver em familia!

Pense nisso!

Renato Vargens

E se Cristo não tivesse nascido?

Há alguns anos foi publicado um curioso cartão de Natal, com os dizeres:

 "Se Cristo não tivesse nascido."

Um pastor adormeceu em seu escritório numa manhã de Natal e sonhou com um mundo para o qual Jesus nunca tinha vindo. Em seu sonho, viu-se andando pela casa: mas lá não havia presentes, nem árvore de Natal, nem guirlandas enfeitadas; e não havia Cristo para confortar, alegrar e salvar.

Andou pelas ruas, mas não havia igrejas com suas torres agudas apontando para o Céu. Voltou para casa e sentou-se na biblioteca, mas todos os livros sobre o Salvador tinham desaparecido.

Alguém bateu-lhe à porta, e um mensageiro pediu-lhe que fosse visitar sua pobre mãe à morte. Ele apressou-se a acompanhar o filho choroso; chegou àquela casa e disse:  "Eu tenho aqui alguma coisa que a confortará". Abriu a Bíblia, procurando alguma promessa bem conhecida, mas viu que ela terminava em Malaquias. E não havia evangelho, nem promessa de esperança. E ele só pode abaixar a cabeça e chorar com a enferma, em angústia e desespero.

Não muito depois, estava ao lado de seu esquife, dirigindo o ofício fúnebre, mas não havia mensagem de consolação, nem palavra de ressurreição gloriosa, nem céu aberto; mas somente "cinza a cinza e pó ao pó" e um longo e eterno adeus.

O pastor percebeu, afinal, que "ELE não tinha vindo". E rompeu em lágrimas e amargo pranto, em seu triste sonho. De repente, acordou ao som de um acorde. E um grande brado de júbilo saiu-lhe dos lábios, ao ouvir, em sua igreja ao lado, o coro a cantar:
 
"Ó vinde, fiéis, triunfantes, alegres,
 Sim, vinde a Belém, já movidos de amor.
Nasceu vosso Rei, o Cristo prometido!
Oh, vinde, adoremos ao nosso Senhor!"

Regozijemo-nos e alegremo-nos hoje, porque  "ELE VEIO"!
 
Caro amigo, Cristo é o motivo da nossa festa! Cristo é o motivo da nossa alegria! Cristo é o Sentido do Natal.
 
Minha oração é que neste dia onde as famílias se encontram em suas ceias natalinas haja no coração de cada um  palavras de louvor àquele que por amor tornou-se um de nós.
 
FELIZ NATAL!

Renato Vargens

A indústria do lazer gospel.

Por Renato Vargens
A indústria do lazer gospel caminha a todo vapor. Acabo de ler no Blog dos Bereianos o convite de uma Missão Evangélica para que 45 pessoas participem da 1ª Imersão em Jerusalém. Hoje, recebo o convite para desfrutar do 9º Cruzeiro Evangélico que navegará por Santos, Buenos Aires, Punta del Leste, Montevidéo e Ilha Bela. Segundo a propaganda do evento, os que estiverem a bordo desfrutarão de um inesquecível cruzeiro no melhor navio da temporada com uma programação exclusiva de cultos, devocionais, louvor e adoração especialmente elaborados , além obviamente de todo conforto inerente ao programa.

Em contra-partida acabo de ler no blog do Pr. Márcio de Souza que em Niterói existem 600 prostitutas que "trabalham" de 9h às 22h ,de segunda a sábado para sobreviver. Fiquei sabendo que uma delas desabafou dizendo: "Se eu arrumasse um emprego ganhando salário minimo eu largaria essa vida miserável."
Enquanto isso, alguns evangélicos compram aviões, participam de congresssos "ungidos" em Jerusalém, e embarcam em um Cruzeiro onde Deus é o grande palhaço cuja função é produzir  entretenimento e diversão no seu povo.

Vale a pensa ressaltar que a minha critica não se dirige àquele que pode e tem condições de fazer um Cruzeiro. Minha indignação se dirige aqueles que usam do nome de Deus para promover entretenimento gospel. Nosso Senhor não é, nunca foi e jamais será  "promoter" de realizações hedonistas. Além disso, vale a pena a Igreja de Cristo refletir sobre seus conceitos e valores, como também se sua missão de ser sal da terra e luz do mundo tem se cumprido em nossos dias.

Pense nisso!

Renato Vargens

Socorro! Ele vai morrer afogado!

Por Renato Vargens

Certa vez ouvi uma pequena história de um jovem senhor que gostava de passear de barco. Numa ocasião, estava ele em um de seus passeios e ao caminhar pelo navio, viu um dos membros da tripulação escalando as cordas, indo até o "ninho do corvo". Quando estava na metade da escalada, o navio balançou, pendeu para um lado e ele foi jogado ao mar. Quando bateu na água, começou a gritar por ajuda enquanto batia os braços descontroladamente, se esforçando para sobreviver. Aquele homem viu que um marinheiro observava o companheiro na água de forma calma e tranqüila, sem esboçar nenhuma reação. Após alguns minutos o homem na água se cansou e começou a afundar. Imediatamente o marinheiro que observava tranqüilo saltou ao mar e salvou a vítima que se afogava.
Depois que ambos estavam em segurança à bordo, o jovem senhor foi até o marinheiro que fez o resgate e perguntou: - Porque você esperou tanto tempo para saltar na água e salvar este homem?

Com a mesma calma, o marinheiro respondeu: - Eu percebi que o homem lutava muito na água e era grande a possibilidade de ambos morrerem se eu saltasse rapidamente. Há muito tempo eu aprendi que é melhor deixá-lo lutar por algum tempo, e quando chegar ao fim de sua própria força, eu posso saltar na água e salvá-lo com segurança.

Caro leitor, quem sabe você esteja se sentindo como o homem desse pequeno conto? É possível que esteja passando um dos momentos mais dificeis da vida e por mais que lute não esteja conseguindo sair de dentro d`água. Talvez tenha gritado alto pedindo a Deus para salvá-lo, todavia, a impressão que tem é que o Senhor o abandonou e que infelizmente sua esperança de sobrevivência chegou ao fim.

Isto posto, quero incentivá-lo a confiar no Senhor e entender que ainda que aparentemente Ele não esteja respondendo suas orações, no momento certo ele te livrará do laço do passarinheiro.

Pense nisso!

Renato Vargens

Série: Heresias neopentecostais - Parte 3

Uma angelelogia esquizofrênica
Por Renato Vargens
 Fico impressionado como alguns dos evangélicos "vêem" anjos. É anjo subindo, é anjo descendo, é anjo com a bandeja na mão, anjo alto, anjo baixo, anjo de todo tipo e jeito. Em alguns cultos basta alguém afirmar que viu um destes que o som de aleluias é quase que ensurdecedor. Na minha caminhada cristã já ouvi inúmeras vezes pessoas relatando que viram anjos portando espadas de fogo, trazendo bênçãos e arrepiando fiéis.

Ultimamente a ênfase dada por parte da igreja evangélica aos seres angelicais chega ao extremo da sandice. O Pastor Davi Silva, do Ministério Casa de Davi, afirma que anjos tocam bateria, além de cutucar os pregadores fazendo-os gargalhar impedindo-os de conduzir o culto com racionalidade. Há poucos meses a IURD promoveu a campanha da troca do anjo da guarda; já o pastor Marcos Feliciano ensinou que o Consolador do crente é um anjo exclusivo vindo da parte de Deus; O Apóstolo José Miranda do herético Ministério Crescendo em Graça, ensina que os anjos são espíritos não encarnados e que nós somos anjos encarnados.

Se não bastasse isso já ouvi relatos de pessoas que viram anjos trazendo em suas mãos pudins, doces e guloseimas, contudo, o que me chama atenção é que o contato com estes seres angelicais não contribuiu em nada para a mudança de comportamento daqueles que tiveram tais experiências.

Caro leitor os anjos são criados por Deus e não devem ser reverenciados muito menos cultuados. Somente a Deus devemos adoração. Satanás tentou a Cristo pedindo-lhe adoração e Jesus lhe respondeu: “arreda-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás” Lc 4.8. Paulo alertou aos crentes de Colossos que não aceitasse esta heresia dos falsos mestres. “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão” Cl 2.18.

Confesso que ao ver pastores tendo convulsões alucinógenas em virtude de anjos que o desconcentram na exposição da Palavra de Deus, sou levado a crer que estamos caminhando a largos passos para a apostasia profetizada pelo apóstolo Paulo.

Diante das loucuras que nos cercam, das confusões doutrinárias evangélicas, do pluralismo religioso, além da relativização de valores cristãos, precisamos URGENTEMENTE regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim firmados na Palavra imutável do Criador sobrepujaremos as batalhas desta lida.

Que Deus tenha misericórdia do seu povo!

Renato Vargens

Conselhos àqueles que pensam em mudar de Igreja.

Por Renato Vargens

Um náufrago foi encontrado dez anos depois em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou lá notou que havia três cabanas de bambu cobertas com folhas de coqueiro. "Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?", perguntou o capitão. "Sim, fiquei", respondeu o náufrago. E completou: "Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja". "E o que é aquela terceira cabana ali adiante?", insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: "É a minha ex-igreja"

Pois é, essa pequena e engraçada história nos faz pensar na enorme quantidade de pessoas que trocam de igreja como se estivessem trocando de roupa. Assusta-me o fato de que inúmeros cristãos mudem de igreja com tanta facilidade. Talvez isso se deva ao pluralismo eclesiástico de nosso tempo, onde se é possível encontrar uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Isto se vê nitidamente nas pregações temáticas com palestras para empresários, endividados, adoecidos na alma, escravizados e etc.

Infelizmente Já vi casos de irmãos que com menos de 05 anos de caminhada cristã já passaram pelo menos por cinco igrejas. O interessante é que boa parte destes crentes migradores, ao chegarem a sua nova comunidade o fazem cheios de murmurações e reclamações quanto às comunidades passadas. No entanto, bastam alguns poucos meses de relacionamento com seus novos irmãos, para descobrirem de que essa igreja não é tão ungida quanto se pensava, e que a igreja do lado tem mais propostas a oferecer do que todas as outras que já passou.

Os que se comportam desta forma justificam suas saídas para uma nova igreja usando desculpas das mais estapafúrdias possíveis. Para estes, o problema é sempre dos outros, além obviamente de justificar seu afastamento afirmando que o pastor é fraco, que a palavra não é ungida, que o louvor não tem poder e que os crentes são falsos e cheios de pecados.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Ainda que saibamos que algumas migrações eclesiásticas são absolutamente legitimas, temos que convir que boa parte destas não possuem o menor fundamento. O fato é que por vivermos em um tempo onde as relações são ralas e superficiais, as pessoas preferem voar como pássaros de igreja em igreja evitando relacionamentos mais íntimos e profundos do que serem confrontadas em seu modo errado de viver.

Isto posto, resolvi escrever algumas dicas àqueles que pensam em mudar de igreja:

1) Ore.
2) Analise os seus reais motivos. O que será que está motivando a querer mudar de igreja?
3) Cuidado com as suas emoções. Não é porque você se aborreceu com alguém que deve mudar de igreja. Aborrecimentos acontecerão em qualquer Comunidade cristã.
4) Avalie doutrinariamente a igreja que faz parte e a igreja que pretende ir. Lembre-se que igrejas saudáveis possuem um púlpito saudável.
5) A igreja que faz parte possui um governo despótico ditadorial onde o pastor é o ungido do Senhor e não pode ser questionado em absolutamente nada?
6) De que forma a igreja que faz parte lida com o dinheiro?
7) O que você espera de uma igreja? A pregação de todo Conselho de Deus, que lhe confronte ajudando-o a crescer como cristão, ou a ministração de mensagens temáticas que lhe satisfaçam os desejos de uma vida próspera e abençoada?
8) A igreja que você é membro prega "novas" revelações doutrinárias?
9) Se o motivo for razões doutrinárias, esses motivos são realmente importantes?
10) Você se sente tolhido e vítima de abuso espiritual?
11) Converse com seu pastor abertamente sobre o seu desejo e peça conselhos.
12) Ouça pessoas mais maduras e permita o benefício da dúvida.
13) Não seja precipitado. Lembre-se que a precipitação pode levá-lo a experimentar consequências desagradabilissimas.

Pense nisso!

Renato Vargens

O pastor se converteu! Aleluia!

Por Renato Vargens

Do Oiapoque ao Chuí, é comum observarmos uma enorme multidão de pessoas frequentando os nossos cultos dominicais. Em cada canto deste imenso país o que vemos são templos cheios de pessoas, as quais religiosamente “prestam seu culto ao Senhor.” Em alguns lugares neste "brasilzão" de meu Deus, ser crente virou moda,  isto porque, artistas, modelos, jogadores de futebol, além de socialites e emergentes, descobriram na fé cristã um tipo de amuleto pelo qual podem ser protegidos da inveja e do mal. Entretanto, apesar da efervescência gospel, sou obrigado a confessar que boa parte destes que freqüentam os nossos encontros, não tiveram uma genuína experiência de conversão. Na verdade, tais pessoas, movidas por um misticismo exacerbado, além de uma fé fundamentada no hedonismo, procuram em Deus as bênçãos que tantam necessitam.
Isso me faz lembrar a história de William Haslam. Haslan foi ordenado ao ministério pela igreja da Inglaterra, em 1842, onde serviu numa paróquia em North Cornwell. O Rev. Haslan era perito em antiquidades e arquitetura. Em 1851, nove anos depois de sua ordenação, enquanto dissertava sobre o tema " O que vocês pensam de Cristo?" o Espírito Santo abriu-lhe os olhos, para enxergar o Cristo de quem falava, e o coração, para crer nEle. A mudança que lhe sobreveio foi tão óbvia que um pregador local que visitava a igreja, se pôs em pé e gritou: "O pastor se converteu! Aleluia!"

De imediato sua voz se perdeu em meio aos louvores de 300 ou 400 pessoas que estavam na congregação. A noticia se espalhou como rastilho de pólvora: "O pastor se converteu por meio da sua própria pregação no seu próprio púlpito". Ora, sua conversão foi o inicio de um grande avivamento na paróquia, que durou quase três anos com um senso vivido da presença de Deus, havendo conversões quase todos os dias, e em anos posteriores Deus o chamou para um ministério muito incomum de levar muito de seus colegas clérigos ao relacionamento pessoal com Jesus Cristo.

Caro leitor, isto posto, chego a seguinte conclusão: Como seria bom se alguns dos nossos pastores tivessem um genuína experiência de conversão. Quão maravilhoso seria se alguns dos nossos líderes religiosos abandonassem suas doutrinas espúrias e perversas convertendo-se a Cristo. Com certeza viveríamos dias diferentes!
Pense nisso!

Renato Vargens

Série: Heresias neopentecostais - Parte 2

O ministério apostólico
Por Renato Vargens

O chamado movimento de restauração defende a tese de que Deus está restaurando a igreja. Para estes, após a morte dos primeiros apóstolos, a igreja de Cristo, paulatinamente experimentou um processo de declínio espiritual culminando com a apostasia vivenciada pelos seus adeptos no período da idade média.

Com o advento da Reforma Protestante, os defensores desta teologia afirmam que Deus começou a restaurar a saúde da igreja. Segundo estes, Lutero foi responsável pela redescoberta da salvação pela graça, Finney pelo vigor do avivamento, Azuza, pelo ressurgimento do batismo com Espírito Santo com evidência em falar em linguas estranhas, e agora em pleno século XXI, estamos vivendo a restauração do ministério apostólico. Os teólogos desta linha de pensamento afirmam que a restauração dos apóstolos é uma das últimas coisas a serem feitas pelo Senhor antes de sua vinda. Segundo estes, os apóstolos de hoje possuirão em alguns casos maior autoridade do que os apóstolos do primeiro século, até porque, para os defensores desta corrente de pensamento a glória da segunda casa será maior do que a primeira.

O escritor Peter Wagner acredita que a igreja no terceiro milénio está entrando na segunda era apostólica, semelhante à primeira era apostólica dos dias do Novo Testamento. Ele diz: “Somos testemunhas de uma mudança transcendental na estrutura da Igreja. Particularmente, eu gosto de chamá-la Nova era apostólica”. Isto porque “atualmente, um crescente número de líderes cristãos reconhece e afirma tanto o dom, como a função de apóstolo. Os apóstolos ressurgiram!” Miguel Ângelo fundador da igreja Cristo Vive, em entrevista a revista enfoque gospel disse: “assim como foi necessário ungir no passado apóstolos e profetas, Deus o faz de novo por uma urgente necessidade de expansão do Reino, trazendo revelações às nações, porque os tempos do fim se aproximam” (Edição 62 - SET / 2006).

Há pouco, um destes "apóstolos", em um emissora de televisão afirmou que se um dia pudesse encontrar com o apóstolo Pedro lhe diria o seguinte: "- Pedro, cá entre nós, de apóstolo para apóstolo, acho que você errou em escrever isso aqui."

Pois é, estes loucos acreditam que possuem a mesma autoridade apostólica dos apóstolos do primeiro século. Para estes o ministério apostólico não morreu. Na verdade, os pastores em questão advogam que o ministério apostólico é perpétuo e que o livro de Atos ainda continua a ser escrito por santos homens de Deus que mediante a sua autoridade apostólica agem em nome do Senhor.

Ora, inevitavelmente isto me faz lembrar os mórmons e a Igreja dos Santos dos Últimos Dias que ensinam que o corpo de escritos inspirados por Deus não se fechou, e que Deus tem muita coisa nova para dizer e para revelar aos seus santos através de seus apóstolos.

Infelizmente, assim como os mórmons, os adeptos do movimento apostólico consideram a Bíblia uma fonte importante, embora não única de fé. Para os apostólos deste tempo, Deus através de seus profetas pode revelar coisas novas, ainda que isso se contraponha a sua Palavra. Basta olharmos para os decretos espirituais que chegaremos à conclusão que os apóstolos do século XXI, acreditam entrelinhas que suas revelações são absolutamente diretivas e inquestionáveis.

Caro leitor, tenho pleno convicção de que o ministério apóstólico cessou com a morte de João e que absolutamente ninguém possui condições de tomar para si o titulo em questão, visto que nenhum homem na face da terra possui as credenciais bíblicas para ser um apóstolo.

As Escrituras Sagradas são claras em afirmar que algumas marcas deveriam caracterizar efetivamente o ministério apostólico, senão vejamos:

1. O apóstolo teria que ser testemunha do Senhor ressurreto.

Em Atos vemos os apóstolos reunidos no cenáculo conversando sobre quem substituiria a Judas. No cap. 1:21-22 lemos: “É necessário pois, que, dos homens que nos acompanham todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós , começando no batismo de João, até ao dia em que dentre vós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição”. Paulo diz que viu Jesus ressurreto: “Não sou, porventura livre? Não sou apóstolo? Não vi a Jesus, Nosso Senhor?” (I Co 9:1).

2. O apóstolo tinha de ter um chamado especial da parte de Cristo para exercer este ministério.

3. O apóstolo era alguém a quem foi dada autoridade para operar milagres. Isso fica bem claro em II Co 12:12 - “Pois as credenciais do meu apostolado foram manifestados no meio de vós com toda a persistência, por sinais prodígios e poderes miraculosos”. Era como se ele dissesse: “Como vocês podem questionar meu ofício de apóstolo se as minhas credenciais foram apresentadas claramente entre vós”. Sinais, milagres e prodígios maravilhosos.

4. O apóstolo tinha autoridade para ensinar e definir a doutrina firmando as pessoas na verdade.

5. Os apóstolos tiveram autoridade para estabelecer a ordem nas igrejas. Nomeavam os presbíteros, decidiam questões disciplinares e questões doutrinárias, e falavam com autoridade do próprio Jesus: “... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”(Jô 14:26).

Caro leitor, a luz destas afirmações para, pense e responda sinceramente: Será que diante destas prerrogativas os famosos apóstolos brasileiros podem de fato reivindicar o título de apóstolo de Cristo? Por acaso algum deles viu o Senhor ressurreto? Foram eles comissionados por Cristo a exercerem o ministério apostólico? Quantos dos apóstolos brasileiros ressuscitaram mortos? E suas doutrinas? Possuem elas autoridade para se contraporem aos ensinamentos bíblicos?

Isto posto, sem a menor sombra de dúvidas considero a utilização do título "apóstolo" por parte dos pastores brasileiros como uma apropriação indevida de um ministério que não existe mais.

Pense nisso!

Renato Vargens

Série: Heresias neopentecostais - Parte 1



Atos Proféticos
Por Renato Vargens

Apesar de alguns evangélicos afirmarem que o Brasil experimenta um grande avivamento, vivemos dias extremamente complicados. Infelizmente a cada dia que passa,  eis que surgem retumbante nesta terra tupiniquim devastadoras heresias.

Em Curitiba, um grupo de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos estratégicos da cidade e passaram a URINAR decretando a vitória do Senhor. Numa cidade do norte do Estado do Rio de Janeiro, um pastor resolveu confrontar o “padroeiro” do município. Para tal, ele vestiu-se de branco, colocou uma coroa na cabeça, montou em um cavalo também branco, escreveu na sua coxa rei dos reis e adentrou as portas da cidade dizendo que a partir daquele instante o padroeiro daquele lugar não era mais são Jorge e sim Jesus Cristo.

O Ministério apostólico Libertador de Israel nos mostra outros tipos de atos proféticos:

- Cortar fios ou fitas, simbolizando a destruição de redes de tráfico e crime organizado.
- Quebrar botija, simbolizando a quebra de sistemas mundanos.
- Jogar flechas
- Sentar em torno de uma mesa, simbolizando a restauração familiar.
- Arrancar e plantar árvores, simbolizando retirada dos maus frutos e começo dos bons.
- Enterrar e desenterrar dinheiro, simbolizando arrancar os tesouros escondidos.
- Orar em frente a grandes bancos, ordenando a liberação financeira.
- Ungir em frente a locais de idolatria.
- Fincar estacas demarcando limites para conquista
- Dar sete voltas em torno de locais a serem conquistados.
- Rasgar papéis que simbolizam contratos espirituais.
- Marchas proféticas delimitando territórios.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Esse povo ensandeceu! Eu não consigo imaginar Paulo e Pedro agindo desta maneira. Sinceramente eu não sei de onde esses caras tiram essas idéias! Ora, isso está mais para macumba do que para Cristianismo. Prezado amigo o evangelho de Cristo é simples (2 Co 11.3,4). Nossa missão é orar e jejuar, amar e estudar a Palavra de Deus, além de anunciar com intrepidez a mensagem da cruz ao mundo perdido (1 Co 1.18,22,23; 2.1-5). Nada além disso!

Sem a menor sombra de dúvidas as praticas litúrgicas dos neopentecostais fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, onde o misticismo, a “mercantilização” da fé, bem como as manipulações religiosas por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes. Confesso que não sei aonde vamos parar. Ao ler aberrações como as narradas acima, sinto-me profundamente inquieto com os rumos da igreja brasileira.

Isto posto, faço minhas as palavras do reformador alemão Martinho Lutero:

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo oque preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir"

O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.

Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções evangélicas que tanto nos tem feito ruborizar.

Pense nisso!

Renato Vargens

Faltou o aniversariante!

Por Renato Vargens
Um fato inusitado aconteceu na noite de ontem. A secretária da Igreja Cristã da Aliança de Pendotiba, resolveu organizar uma festa de aniversário para um dos nossos seminaristas. Ao final do culto todos esperavam a chegada do rapaz, o que infelizmente não aconteceu. O episódio se deveu ao fato de que a secretária apesar de ter avisado a todos do evento, por alguma razão esqueceu de comunicá-lo ao aniversariante, que por razões óbvias não apareceu.

Pois é, o episódio de ontem me fez lembrar do NATAL. Em todo lugar deste país, se organizam festas, eventos e noites especiais onde o objetivo é celebrar o nascimento de Jesus, no entanto, como no episódio de ontem a maioria das pessoas esqueceram de convidar o dono da festa.

Caro leitor, o nascimento de Jesus não foi um evento banal da história. Foi a entrada triunfante de Deus, carne, osso, e sangue, na vivência de suas criaturas.

O Natal é muito mais do que troca de presentes e festas, o Natal é o reconhecimento que o verbo se fez gente e habitou entre nós cheio de graça e verdade.

O Natal é um Presente de Deus à humanidade! E este presente tem nome:  Jesus! Aquele que é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Santo de Deus, Cordeiro de Deus, Autor da Vida, Senhor Deus, Todo-Poderoso, Leão da Tribo de Judá, Autor e Consumador da Fé, Advogado, o Caminho, Sol Nascente, Senhor de Todos, Eu Sou, Filho de Deus, Pastor e Bispo das Almas, Messias, a Verdade, Salvador, Pedra Angular, Rei dos reis, Reto Juiz, Luz do Mundo, Cabeça da Igreja, Estrela da Manhã, Sol da Justiça, Senhor Jesus Cristo, Supremo Pastor, Ressurreição e Vida, Plena Salvação, Guia, O Alfa e o Omega.

Isto posto afirmo que comemorar o NATAL sem o dono da festa é triste, trágico e desesperador.

Pense nisso!

Renato Vargens

Seja o maior incentivador do seu pastor.

Por Renato Vargens

Como já escrevi inúmeras vezes o ministério pastoral não é nada fácil. Cotidianamente os pastores lidam com situações extremamente complicadas onde dor, angústia e ansiedade se fazem presentes. Sem sombra de dúvidas os Ministros do Evangelho  ao conduzirem o rebanho de Cristo desenvolvem um árduo e penoso trabalho. Se não bastasse isso, eles necessitam esmerar-se no estudo da Bíblia, dedicar-se com afinco a oração e piedade, aconselhar os tropegos, admoestar os insubmissos, além de treinar e fazer discipulos ensinando-as a guardar no coração a sã doutrina.
O pior disso tudo, é que parte da igreja não reconhece o valor do pastor. Na verdade alguns irmãos  não tratam de seus pastores como deveriam. Infelizmente conheço inúmeros casos de pastores marcados por igrejas intransigentes, que exigem de seus líderes atitudes sobre-humanas, levando-os a exaustão espiritual.

Isto posto gostaria de  trazer algumas sugestões para aqueles que entendem a complexidade do ministério pastoral e que desejam se tornar incentivadores do seu pastor:
1º- Interceda e ore pelo seu pastor todos os dias. Faça-o saber que está orando por ele.
2º - Preste atenção ao sermão. Dê ao pregador toda a sua atenção, e procure colocar em prática aquilo que está sendo pregado no púlpito.
3º- Decida  aprender com seu pastor. Deixe que o sermão do domingo seja o início do seu estudo semanal. Pegue o que você ouviu e aplique-o às suas outras leituras, estudos e leitura bíblica.
Evite fofocas. Proteja o seu pastor incentivando o queixoso a resolver suas questões pessoalmente com ele.
5º - Não joque lenha na fogueira. Seja um "apagador" de incêndios.
6º- Pergunte a si mesmo: Como posso encorajar o meu pastor? O que eu posso começar a fazer, que ainda não tenha feito no passado para animá-lo. Eu estou apoiando o pastor e seu ministério ? Eu mostro isto pelas coisas que eu digo e faço?
7º- Se você tiver dúvidas a respeito do ensino do pastor, pesquise nas Escrituras e estude-as cuidadosamente, com a mente aberta. Discuta a interpretação com seu pastor de maneira franca e sincera, e depois permita ao Espírito Santo guiá-lo e ensiná-lo na verdade. Esteja preparado para diferenças honestas de opinião acerca do significado de algumas passagens.
8º - Encoraje o seu pastor a gastar tempo regularmente em oração e estudo.
9º- Deixe para ele um bilhete de vez em quando mencionando coisas que ele tenha dito ou feito que teve algum significado para você. Menções específicas de como as mensagens têm ministrado a você.

10º - Evite criticas descontrutivas.

11º - Estimule grupos na sua igreja - especialmente aqueles dos quais você faz parte  a encorajar o pastor e a sua família. Converse com outros a respeito dos ensinos dos sermões. Promova conversas e ensino, baseados nos sermões, como uma parte regular das suas conversas na igreja.
12º -  Encoraje a família do seu pastor.

Pense nisso!

Renato Vargens

Nem todos são farinha do mesmo saco.



Por Renato Vargens

Parte da sociedade brasileira acredita que todos os pastores são safados, ricos e que extorquem dinheiro do bolso dos fiéis. Claro que não dá para tapar o sol com a peneira, nem tampouco fazer o jogo do contente contestando de forma absoluta esta afirmação, até porque, é inegável a existência de alguns pastores desonestos que em nome de Deus vivem nababescamente. Infelizmente os "ministros" em questão justificam seu imenso patrimônio pregando doutrinas estapafúrdias, afirmando em nome de uma teologia espúria, o desejo de Deus que sejam prósperos e ricos. No entanto , você há de convir que também é inegável que a imensa maioria dos pastores brasileiros não se encaixam no perfil do lobo mau.

Graças a Deus existe um número impressionante de pastores que não se venderam e nem se corromperam, em troca de dinheiro. Tais pastores abnegadamente visitam asilos, presídios, orfanatos, dividem o pão, admoestam os insubimissos, se esmeram na Palavra, consolam os inconsoláveis, recuperam os irrecuperáveis, tocam os intocáveis de forma simples e apaixonada sem exigir por parte dos seus fieis pagamento em troca de bênçãos.

Tais pastores, não usufruem de teologias malditas, nem tampouco comercializam a o nome de Deus vendendo objetos “sagrados” àqueles que sofrem as agruras da vida. Homens como estes, lutam com sacrificio trabalhando ardualmente para subsistir e sustentar suas familias. Milhares destes possuem dupla jornada, trabalhando fora além obviamente de pregar o Evangelho da Salvação Eterna.

Isto posto louvo ao Senhor nosso Deus que ainda tem espalhado por esse país gente comprometida com o Evangelho de Cristo e que não se dobraram aos ensinos de Baal.

Renato Vargens






12º Encontro Para a Consciência Cristã – Numa Visão Cristocêntrica

De 10 a 16 de fevereiro de 2010, a cidade Campina Grande, na Paraíba congregará cristãos, das mais variadas denominações, de várias partes do Brasil, que virão para participar do 12º Encontro Para a Consciência Cristã, que tem como objetivos: Exaltar a pessoa de Jesus Cristo, edificar a Igreja, defender os princípios da fé cristã e propagar o evangelho. O conclave é realizado com entrada franca pela Visão Nacional Para a Consciência Cristã – VINACC, uma entidade sem fins lucrativos ou políticos.
A abertura será no dia 10, às 19h30min, na Representação do Tabernáculo Bíblico, no Parque do Povo. O preletor será o pastor Antônio Carlos, da Igreja Presbiteriana da Barra(RJ), com a participação especial da Orquestra Átrios de louvor e o Coral Silvino Silvestre, da Igreja Assembléia de Deus local, além dos cantores Cristiano Borges, Lília Paz e Alice Maciel e Banda Pentecostal.

Dentro do Encontro serão realizados 21 eventos paralelos, com seminários e sete pregações noturnas, numa total de 98 mensagens, abordando temas nas áreas de: heresiologia, teologia, filosofia, fé e ciência, políticas públicas, ação social, família, juventude e dependência química. E para proferir tantas palestras e ministrações, a VINACC confirmou a presença de 33 dos mais conceituados palestrantes e pesquisadores da fé cristã no Brasil, como o Dr. Russell Shedd – IB/SP, a Drª Rozângela Marques – ABRACEH/RJ; os pastores César Moisés - CPAD/RJ, Hernandes Dias Lopes - IPB/ES, Edison Queiroz – 1ª IB – Stº André/SP, Luiz Sayão – IBNU/SP, João Luiz Vieira - IPFVE/RJ, Joaquim de Andrade - CREIA/RJ, Renato Vargens - ICA/RJ, Aurivan Marinho - IC-Recife/PE, Antônio Carlos Costa - IPB/Barra-RJ, Paulo Solonca - 1ª IB - Florianópolis/SC, Adauto Lourenço – FIEL/SP, Franklin Ferreira – IBG – S. J. dos Campos/SP, Jorge Nova – ICV-JP/PB, Luiz Vieira - ICNV-CG/PB, Edvaldo Oliveira - AMME/SP, Sézar Cavalcante - FTB/SP, Carlos Alfredo, Missão Portas Abertas-SP; os professores Paulo Cristiano – CACP/SP, José Mário da Silva - IPB-CG/PB, Aldo Menezes – IAB-JP/PB, Evangelista Gilson Deferrari – AD/RS, Eliane Deferrari – AD/RS, Eleny Vassão – IPB/SP, o casal missionário Joide e Edna Miranda - Cuiabá/MT, e Sérgio Ribeiro - JUVEP/PB; e mais Edson Camargo - MSM/SP, Marilene Ferreira - FIEL/SP, Socorro Telles - IPB/PB.


ESTRUTURA


Encontro Para a Consciência Cristã será realizado moderna estrutura que contará com uma tenda com capacidade para seis mil pessoas sentadas, onde acontecerão as concentrações noturnas; uma Central de Palestras com dez Ilhas; uma grande tenda para as concentrações noturnas, com capacidade para cerca de 6 mil pessoas sentadas a cada noite; uma Praça de Alimentação contando com fast-foods, stand, livrarias e um palco para apresentações de cantores e grupos musicais. Haverá ainda um espaço para as crianças: A Pirâmide, onde acontecerá o “Consciência Cristã Kids”, Centro Cultural, Centro da Jovem e o Teatro Rosil Cavalcanti.

APOIO

Para realizar esse megaevento a VINACC conta com o apoio de cerca de 70% das igrejas evangélicas da Paraíba, representadas pela Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e no Exterior – OMEBE/PB, e da Associação dos Pastores Evangélicos do Estado da Paraíba – APEP, além de várias entidades evangélicas de todo o país.

Para maiores informações sobre o evento basta acessar: www.vinacc.org.br

O neopentecostalismo e o autoritarismo eclesiástico.


Por Renato Vargens

Não possuo a menor dúvida de que uma das principais caracteristicas do neopentecostalismo é o de "sacerdotizar" a Igreja. Os neopentecostais pregam e vivem uma estrutura sacerdotal, papal, apostólica e hierárquica, onde as ordens dadas pelos "pastores" são em boa parte arbitrárias e inquestionáveis. Além disso a eclesiologia neopentecostal é autoritária e centralizadora, cujo poder encontra-se na mão de uma pessoa somente.

Para piorar a situação, os denominados ungidos do Senhor  mandam e desmandam na vida alheia intromentendo-se na vida comum do lar dos membros de suas igrejas. Tais homens, como ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo propriedade particular. Além disso, os ungidos em questão, sem o menor constrangimento “militarizaram” a comunidade dos santos, obrigando a seus liderados a se submeterem sem questionamento as suas ordens e determinações.
 Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir dos crentes submissão total. Em tais comunidades a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde coronelismo e arbitrariedade se misturam. Infelizmente, aqueles que porventura ousam opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis, até porque na perspectiva neopentecostal o líder tem autoridade para interferir na música que toca na casa do crente, nas visitas que ele recebe, ou até mesmo se deve ou não comemorar o Natal.
 Caro leitor, a Bíblia não concede aos pastores autoridade para interferir na vida comum do lar. Os pastores não possuem poder para determinar se o membro de sua igreja pode ou não armar uma árvore de natal, ou assistir ou não os filmes da disney, ou  ouvir música que não seja evangélica.

Isto posto, afirmo que do ponto de vista bíblico o conceito de autoridade jamais  deve ser confudido com autoritarismo e que na casa do crente, o pastor não tem o poder de determinar o que pode ou não pode ser feito.
Pense nisso!

Renato Vargens

A culpa é do pastor.

Por Renato Vargens


A vida nos reserva momentos extremamente desagradáveis, até porque, não são poucas as oportunidades em que enfrentamos problemas em nossa caminhada existencial. Em situações onde a crise se faz presente é natural com que sejamos tomados pelo sentimento de que alguém e não nós mesmos, é o responsável direto boa parte dos nossos conflitos.

O fato é que tais indivíduos inconscientemente procuram bodes expiatórios para transferir a estes a responsabilidade direta dos seus fracassos. Se o desemprego chegou a casa, se o casamento não vai bem, ou se o time do coração perde, alguém precisa ser responsabilizado por isso.

Talvez este seja um dos motivos porque os pastores levem a culpa de alguns dos aborrecimentos de seus membros. Até porque, não são poucos os cristãos que fazem do seu pastor um tipo de pára-raios onde descarregam suas decepções e frustrações.

Creio que somente o poder de Cristo e do evangelho pode ajudar tais pessoas a assumirem seus erros e responsabilidades, transformando-as em indivíduos mais bonitos, plenos e felizes. Para tanto, torna-se indispensável que haja no coração daquele que desenvolve este tipo de comportamento a necessidade de mudança imediata em seus hábitos e atitudes.

Quanto aos pastores, em vez de nutrir a alma de sentimentos perniciosos devido as pedradas lançadas pelos membros de sua comunidade, deve se reanimar no Senhor, depositando diante daquele que tudo pode suas dores e angústias crendo que o Senhor cuidará de cada um nós.

Pense nisso!

Renato Vargens

As maravilhosas doutrinas da graça.

Por Renato Vargens

Vivemos dias complicados na Igreja Evangélica Brasileira. Infelizmente o que vemos e ouvimos em nossos púlpitos é reflexo de uma impressionante miscelânea de doutrinas, credos e percepções religiosas.
Do Oiapoque ao Chuí encontramos inúmeras comunidades evangélicas pregando um evangelho deformado, esquizofrênico e ensimesmado onde o que mais importa é a satisfação do cliente.

Isto posto, ouso afirmar que estamos vivendo uma substancial crise de pregação. Infelizmente tanto no Brasil como no mundo, a pura ministração da Palavra de Deus é cada vez menos valorizada. Basta olharmos  para as igrejas, que acharemos cultos com ênfase em prosperidade, cura, poder e re-té-té de Jeová.
Caro leitor, diante disto  creio que mais do que nunca seja necessário ressaltarmos em nossos dias a importância das antigas doutrinas da graça. Até porque elas podem produzir um enorme bem a igreja brasileira. Como alguém já disse “é uma pena que essas doutrinas tenham sido largamente abandonadas. Precisamos considerá-las melhor, precisamos estudá-las mais profundamente, crer firmemente nelas e pregá-las com convicção, ousadia, sinceridade e graça, para o bem da Igreja, para a conversão dos perdidos e para a glória do nosso Deus.”
Depravação Total: Isso não quer dizer que todas as pessoas são tão más quanto elas poderiam ser. Significa, antes, que todos os seres humanos são afetados pelo pecado em todo campo do pensamento e da conduta, de forma que nada do que vem de alguém, separado da graça regeneradora de Deus, pode agradá-lo. À medida que nosso relacionamento com Deus é afetado, nós somos tão destruídos pelo pecado, que ninguém consegue entender adequadamente Deus ou os caminhos de Deus. Tampouco somos nós que buscamos Deus, e, sim, é ele quem primeiramente age dentro de nós para levar-nos a agir assim.
Eleição Incondicional: Uma ênfase na eleição incomoda muitas pessoas, mas o problema que as preocupa não é realmente a eleição; diz respeito à depravação. Se os pecadores são tão desamparados em sua depravação, como a Bíblia diz que são, incapazes de conhecer a Deus e relutantes em buscá-lO, então, o único meio pelo qual eles podem ser salvos é quando Deus toma a iniciativa de mudá-los e salvá-los. É isso que significa eleição. É Deus escolhendo salvar aqueles que, sem sua soberana escolha e subseqüente ação, certamente pereceriam.
Expiação Limitada: O nome é, potencialmente, enganoso, pois ele parece sugerir que os reformadores desejam de alguma forma limitar o valor da morte de Cristo. Não é o caso. O valor da morte de Cristo é infinito. A questão é saber qual é o propósito da morte de Cristo e o que ele realizou com ela. Cristo pretendia fazer da salvação algo não mais que possível? Ou ele realmente salvou aqueles por quem morreu? A Teologia Reformada acentua que Jesus realmente fez a propiciação pelos pecados daqueles a quem o Pai escolhera. Ele realmente aplacou a ira de Deus para com seu povo, assumindo a culpa sobre si mesmo, redimindo-os verdadeiramente e reconciliando verdadeiramente aquelas pessoas específicas com Deus. Um nome melhor para expiação “limitada” seria redenção “particular” ou “específica”.
Graça Irresistível: Abandonados em nós mesmos, nós resistimos à graça de Deus. Mas, quando Deus age em nosso coração, regenerando-nos e criando uma vontade renovada, então, o que antes era indesejável torna-se altamente desejável, e voltamo-nos para Jesus da mesma forma como antes fugíamos dele. Pecadores arruinados resistem à graça de Deus, mas a sua graça regeneradora é efetiva. Ela supera o pecado e realiza os desígnios de Deus.

Perseverança dos Santos: Um nome melhor seria “perseverança de Deus para com os santos”, mas  ambas as idéias estão realmente juntas. Deus persevera conosco, protegendo-nos de deixar a fé, que certamente aconteceria se ele não estivesse conosco. Mas, porque ele persevera, nós também perseveramos. Na realidade, perseverança é a prova definitiva de eleição.(1)

Pense nisso!

Renato Vargens 

(1) Bíblia de Genebra

A mais nova INVENÇÃO neopentecostal: a música "parabéns para você "é do diabo.

Por Renato Vargens
Fico impressionado com essa mania de alguns "evangélicos "satanizarem todas as coisas.  Pois é, em nome da espiritualidade já se afirmou que a Xuxa é satanista, que a Disney é do capeta e que o natal é obra do cramulhão.

Há pouco recebi a informação de alguns dos "ghostbusthers gospel " estão a ensinar que a palavra RATIMBUM cantada no parabéns para você é uma palavra mágica usada pelos magos persas na Idade Média.  Segundo os "gospelbusthers", elas eram pronunciadas assim e ao contrário fazendo o mestres dos magos surgir das cinzas e realizar os desejos de quem os proclamou.  Os adeptos desta crença afirmam:

Por muito tempo cantamos inocentemente um "parabéns" para alguém que está  aniversariando. Mas até aqui tudo bem. O que muitos não sabem é que depois da música vem um tal de ratimbum (isso significa: eu amaldiçoo você). Muitos não sabem, mas os demônios se divertem em muitas festas até cristãs. Esse ratimbum é pronunciado até para os pastores e devemos tomar cuidado porque é essa mesma a finalidade do maligno.”

Sinceramente fico admirado com o esforço que alguns "evangélicos" fazem para encontrar evidências de que todas as coisas são do diabo.

Caro leitor, as igrejas que vivenciam este tipo de comportamento manifestam uma enorme ignorância quanto aos ensinamentos bíblicos. Cristo nos libertou de todo tipo de rito e superstição. Nele e por ele verdadeiramente somos LIVRES. Em outras palavras isto significa dizer que não somos amaldiçoados por cantar parabéns para você no aniversário de alguém. Além disso, afirmar que ratibum é do diabo significa o desconhecimento do que seja uma Onomatopéia.

Onomatopeia é uma figura de linguagem na qual se imita um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopeias, em geral, são de entendimento universal.

No parabéns para você Ratibum significa o fechamento musical de uma fanfarra. "Rá", o tarol, "Tim", os pratos, "Bum", o bumbo. "Parará tim bum" é outro exemplo que demonstra de maneira prolongada o rufar do tarol.

Pois é cara pálida, mais uma vez afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito aos ensinos dos teólogos quixotescos. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo e do misticismo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Eu quero ser protestante!

Por Renato Vargens




Como todos sabemos, o termo protestante, deixou de ser usado pela maioria esmagadora das pessoas em nossos dias. Na verdade, tanto a sociedade brasileira como a mídia, nos denominam de "crentes", ou como ultimamente temos ouvido, de "evangélicos". Entretanto, por mais representativas que sejam tais definições, nenhuma delas se compara ao termo protestante".

A palavra protestante deriva do latim, cuja preposição PRO, significa "para", e o infinitivo TESTARE, representa "testemunho". Um protestante, em outras palavras, é uma testemunha. Na verdade, podemos afirmar categoricamente que um protestante é uma testemunha viva de Jesus Cristo e da Palavra de Deus.

O protestantismo, não é meramente o protesto contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.

Ah, meu amigo, confesso que não aguento mais a enfervecencia da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não aguento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não suporto mais o aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais; isso sem falar da hieraquirzação do reino, onde apostolos, paiostolos, principes e reis, tem oprimido substancialmente o povo do Senhor.

Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho integral, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja verdadeiramente PROTESTANTE!

Renato Vargens

O presidente e o palavrão

Por Renato Vargens


Quando criança se minha mãe me pegasse falando um palavrão ela imediatamente me mandava lavar a boca com sabão.

Pois é, o presidente Lula disse nesta quinta-feira que nenhum governo investiu tanto em saneamento básico quanto o dele. Durante a cerimônia de assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida no Maranhão, Lula chegou a usar um palavrão para dizer que quer tirar o povo da pobreza.

" Eu quero é saber se o povo está na m...e eu quero tirar o povo da m... em que ele se encontra. Esse é o dado concreto - Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na m... e eu quero tirar o povo da m... em que ele se encontra."

Pois é, eis que surge retumbante o nosso presidente falando mais uma das suas bobagens. Se não bastasse o duro que o brasileiro dá para sobreviver ele precisa ouvir arbitrariedades como essa.

Sinceramente este país me desanima! Estou cansado da politicagem tupiniquim, do fisiologismo reinante na politica brasileira, dos mensalões, mensalinhos e dos safados que escondem dinheiro na cueca, na meia, nas bolsas! Estou cansado das taxas tributárias elevadas, dos impostos arbitrários, da falência da saúde, da falta de educação do brasileiro.

Dias dificeis os nossos! Estou cansando de tanta... Bom, deixa isso pra lá! É melhor tocar a vida!

Maranata!

Renato Vargens

A juventude cristã e a crise vocacional.

Por Renato Vargens

Cristo me Salvou em em 10 de agosto 1986. Lembro que no mesmo instante em que sua graça me envolveu libertando-me das garras do diabo, senti-me chamado para o ministério pastoral. Juntamente comigo dezenas de pessoas em minha cidade foram também desafiadas pelo Senhor para servi-lo como líderes, pastores ou missionários. Naqueles dias era comum observar nos cultos, jovens e adolescentes chorando diante de Cristo derramando sua alma consagrando ao Autor e Consumador da fé suas vidas, sonhos e projetos.

Hoje, quase 25 anos depois, a realidade é bem diferente. Isto porque, boa parte dos jovens querem viver a vida desfrutando das alegrias deste tempo deixando para segundo plano o serviço cristão.

Ultimamente tenho visto inúmeros jovens dizendo:

- Tenho que curtir a vida! Trabalho muito, jamais poderei ser pastor. Eu também sou filho de Deus, preciso descansar um pouco mais, mesmo porque a vida é dura, árdua e difícil. Missões? Não é meu chamado, nem tampouco minha vocação! Meu tempo é curto, infelizmente não vou poder ajudá-lo!

Caro leitor, a teologia da prosperidade, aliada a pós-modernidade e a relativização de todas coisas contribuíram em muito para a mudança de comportamento dos nossos jovens. Hoje alguns preferem desfrutar das benesses de Deus a servi-lo; almejam as riquezas da terra, a vida eterna; a conquistarem os frutos das nações a evangelizá-las. Junta-se isso que o "gospelização" do Evangelho transformando o "ide" de Cristo" em "vinde a mim" fez de Deus exclusivamente o galardoador dos que o invocam e clamam o seu nome.

Infelizmente nossa juventude está mais preocupada com lazer, satisfação pessoal a servir àquele que o arregimentou.

Isto posto, creio que necessitamos rogar ao Senhor da seara para que mande trabalhadores.

Pense nisso!

Renato Vargens

As pulseiras do sexo, o topless e a promiscuidade adolescente.

Por Renato Vargens


Um grande amigo me compartilhou que uma das novas manias das adolescentes é fotografar no banheiro da escola seus seios e enviar a foto via torpedo ao celular dos colegas de sala.

Se não bastasse isso, um outro comportamento adolescente em voga é a utilização das pulseiras do sexo.

Pois é, a primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos das meninas parece inocente. Mas na realidade elas são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito.

Significado das cores:

» Amarela – significa dar um abraço no rapaz;
» Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance (dança erótica);
» Azul – fazer sexo oral praticado pela menina;
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada – fazer todos citados acima;

A pouco uma adolescente da minha igreja compartilhou chocada que uma das suas amigas de classe estava a usar uma pulseira dourada. Ao indagá-la sobre a complexidade bem como perigo de usar as pulseiras do sexo, sua colega respondeu:

- Isso é bobagem! Não tem nada de mais! É só deixar um gatinho arrebentar a pulseira e aí desfrutar o amor!

Caro leitor, noticias como estas nos mostram que o Brasil e o mundo estão passando por um período tenebroso na história da humanidade, onde nitidamente se percebe total inversão nos valores da sociedade. Como já dizia o profeta Isaías, o bem é considerado mal e o mal bem; a luz é vista como escuridão, e a escuridão como luz. Infelizmente, a cada novo dia, o que era certo parece tornar-se errado e o errado parece tornar-se certo.

Quanto a nós, discípulos de Cristo, cabe um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.

Pense nisso!

Renato Vargens

O paipóstolo cabalista

Por Renato Vargens


Acabei de ler no blog da Nani que o paipóstolo Renê Terranova anunciou o nascimento do seu filho. Segundo Terranova o filho tão sonhado veio ao mundo às 9h12, tempo definido pelos céus para marcar o nascimento de um príncipe com sinais proféticos. Para o líder do G12 O dia 08 fala de uma aliança eterna, consolidada por Jesus, o Rei dos Reis. O mês 12 sinaliza a Visão do discipulado, com o Modelo de Jesus. Para Renê, o seu filho nasceu sob um tempo de restauração do discipulado de Yeshua. O "gedozista" também afirma que o fato do menino ter nascido às 9h, que aponta para completude dos dons espirituais, dando a certeza que o menino será envolvido com o Poder do Espírito Santo. E 12 minutos, novamente a consolidação de uma visão profética em sua vida, que traz honra sobre a Família Terra Nova e sobre toda a família do MIR.

Caro leitor, Vamos combinar uma coisa? Que numerologia é essa? Que cristianismo cabalístico é esse? De onde esse senhor tirou isso?

Sinceramente eu não sei mais o que esses caras vão inventar! A cada novo dia é uma história nova. Se não bastasse isso, o paipostolo é daqueles que possui uma visão megalomaníaca da vida onde o centro das atenções é o seu filho que possui ar e expectativas messiânicas.

Pois é, confesso que sinto saudades do Evangelho simples onde a ênfase ministrada era mensagem da salvação eterna em Cristo Jesus!

Dias de apostasia os nossos!

Renato Vargens

A igreja que alguns dos evangélicos desejam.

Por Renato Vargens

Estou convencido que alguns dos evangélicos almejam um tipo de Igreja que se molde aos seus desejos, vontade e missão. Para estes o ideal é a proliferação de comunidades evangélicas que os atendam nos seguintes tópicos:

1) Igrejas grandes e cheias onde a presença ou ausência do crente não seja percebida.
2) Igrejas que não possuem nenhuma estrutura de discipulado.
3) Igrejas onde não se fala em pecado, mas, em poder, vitória e prosperidade.
4) Igrejas cuja pregação da Palavra não é priorizada.
5) Igrejas cujo conteúdo do louvor seja ensimesmado e antropocêntrico.
6) Igrejas místicas cuja práxis doutrinária seja fundamentada em revelações e impressões pessoais.
7) Igrejas cujos ensinamentos bíblicos sejam politicamente corretos e que jamais afrontem a sociedade.
8) Igrejas que promovam em suas atividade cúlticas entretenimento, lazer e descontração.
9) Igrejas que não promovam nenhum tipo de cobrança comportamental, social ou espiritual na vida do crente.
10) Igrejas desprovidas de relacionamentos pessoais, profundos e substanciais.
11) Igrejas cujo pastor funciona como um bom animador de auditório.
12) Igrejas cujo pastor é tratado com um funcionário que deve está apto, para orar, socorrer, além de servir de mestre de cerimônias, mesmo que isso prejudique sua família.

Dias difíceis os nossos! Que Deus tenha misericórdia da sua grei!

Aviva Senhor o seu povo.

Renato Vargens

Os evangélicos e o suicidio!

Por Renato Vargens

A morte da atriz Leila Lopes traz novamente a tona um assunto extremamente delicado: O suicídio.

O tema é polêmico e altamente conflitante. No mundo um número incontável de pessoas em virtude dos motivos mais variados se suicidam trazendo fim a uma vida de sonhos, perspetivas e esperança.

Falar de suicidio ainda é um tabu. Em alguns países existe um acordo jornalistico de que noticias do tipo não devem ser divulgadas pela imprensa simplesmente pelo fato de que a informação de que alguém tirou a sua própria vida poderá levar a outros a desejarem fazer o mesmo.

O termo suicídio foi utilizado pela primeira vez em 1737 por Desfontaines. O significado tem origem no latim, na junção das palavras sui (si mesmo) e caederes (ação de matar). Esta conotação aponta para morte intencional ou auto-infligida. Num aspecto geral, o suicídio é um ato voluntário por qual um indivíduo possui a intenção de provocar a própria morte.

Na minha opinião o suicídio é a conseqüência DIRETA de uma perturbação psíquica. A tensão nervosa que envolve o individuo, os problemas vividos no cotidiano, além da frágil capacidade emocional de suportar pressões corroboram para o desejo de tirar a prória vida.

Na idade média a igreja proibia honras fúnebres aos suicidas, além de determinar que aquele que não tivesse obtido sucesso em uma tentativa deveria ser excomungado. Os familiares dos suicidas eram deserdados e vilipendiados enfrentando os preconceitos sociais. Apenas na Renascença a humanidade dos suicidas foi reconhecida, o romantismo desse período forjou em torno do tema uma determinada áurea de respeitabilidade.

Alguns fatores são comuns aos indivíduos que tentaram ou cometeram suicídio. Por exemplo:

a) O suícidio é mais freqüente nas idades que delineiam as fronteiras da vida, como a puberdade e a adolescência, e entre a maturidade e a velhice.Um ponto significativo a ser analisado, é que os casos de suicídios foram extremamente raros nos campos de concentração, o que reforça a evidência de que as condições exteriores (mesmo as mais brutais) não explicam o fenômeno. Além disso, o suicídio é mais comum em nações ricas e ocorre com mais freqüência na classe média.

B) Por razões não completamente esclarecidas, as mulheres cometem três vezes mais tentativas de suicídio que os homens. No entanto os homens são mais eficazes. Isto porque o sexo feminino recorre aos métodos mais brandos como o envenenamento. Enquanto os homens usam armas de fogo, tendem ao afogamento, enforcamento ou saltando de grandes altitudes.

c) As doenças físicas como câncer, epilepsia e AIDS; ou doenças mentais como alcoolismo, dependência toxica e esquizofrenia, compõem alguns dos motivos que induzem um indivíduo a atentar à própria vida. Algumas situações sociais também conduzem ao suicídio. Podemos incluir como exemplo o insucesso no matrimônio, ou não ser casado, não ter filhos, não ser religioso, isolamento social e o fracasso financeiro.

O Site de psiquiatria Mental Help afirma que:

1) 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.
2) Pessoas mais velhas se suicidam mais que as mais jovens.
3) Quanto mais planejado, mais perigoso no sentido de haver novas tentativas, caso essa não dê certo.
4)Qualquer distúrbio Neuropsiquiátrico aliado ao Álcool aumenta o risco de suicídio.

O Suicidio e os evangélicos:


Boa parte dos evangélicos acreditam que aquele que comete suicídio carimba o seu passaporte para o inferno. No entanto, vale a pena enxergar este assunto por um outro ponto de vista:

As Escrituras Sagradas relatam a história de algumas pessoas que cometeram suicídio: Saul (I Samuel 31:4), Aitofel (II Samuel 17:23), Zinri (I Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Sem a menor sombra de dúvidas a Bíblia vê o suicídio do mesmo modo que o assassinato – e assim o é – um auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como a pessoa morrerá. Tomar de assalto este por em suas próprias mãos, de acordo com a Bíblia, é atentar contra Deus."

E o que diz a Bíblia a respeito de um cristão que comete suicídio?

"Em primeiro lugar não acredito que um cristão verdadeiro cometa suicídio perca a sua salvação. A Bíblia ensina que a partir do momento no qual a pessoa verdadeiramente crê em Cristo, ela está eternamente salva (João 3:16). De acordo com a Bíblia, os cristãos podem ter certeza, sem sombras de dúvida, que têm a vida eterna, não importa o que aconteça. “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5:13). Nada pode separar o cristão do amor de Deus! “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Se nenhuma “criatura” pode separar um cristão do amor de Deus, e um cristão que comete suicídio é uma “criatura”, então nem mesmo o suicídio pode separá-lo do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados... e se um cristão verdadeiro, em tempo de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio – também este é um pecado pelo qual Cristo morreu." (1)

"Caro leitor, antes que você emita qualquer parecer é certo que todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Isso nos leva a uma outra pergunta: Pode o cristão sofrer de doença mental? É claro que sim e eu pessoalmente conheço inúmeros casos. Embora alguns especialistas argumentem corretamente que a mente humana é abstrata e, portanto, não pode adoecer, o cérebro é uma entidade concreta e está sujeito às enfermidades físicas. As teorias sobre insanidade lidam com a diferença entre o órgão físico e os pensamentos que ele "processa", mas um fato é irrefutável — desequilíbrios químicos no cérebro comprovadamente provocam comportamento irracional, chegando até e incluindo o suicídio. Alguns cristãos estão entre aqueles que sofrem do distúrbio bipolar (são "maníacos-depressivos") e precisam tomar medicamentos (à base de lítio, etc.) para controlar a enfermidade. Depressão severa e pensamentos sobre suicídio, junto com "vozes" que incentivam a pessoa a se matar são características trágicas dessa doença mental. (2)

Aproveito o ensejo em afirmar que considero o suicidio pecado e que não aprovo nem tampouco reconheço que o ato em questão seja uma saída àqueles que sofrem. Acredito piamente que o Senhor Todo-Poderoso é capaz de trazer bálsamo as nossas vidas e emoções restaurando naquele que nEle crêr a alegria de viver.

Pense nisso!

Renato Vargens