Manifesto público contra os pastores-políticos evangélicos.

Por Renato Vargens

Prezados pastores-políticos evangélicos,

Bastam as eleições se aproximarem, que se torna absolutamente comum vocês aparecerem em nossas igrejas afirmando que receberam um chamado especial da parte de Deus para se candidatar a algum cargo publico. Entretanto, a história recente do Brasil nos mostra que a chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não têm feito diferença na ética política do país, isto porque, o universo político evangélico não constitui, uma referência ética à sociedade brasileira. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios.

Prezados senhores, sem a menor sombra de dúvidas o último escândalo envolvendo "evangélicos" em Brasilia, aponta o momento nevrálgico que vivemos.

Lembro que certa feita enquanto oficializava uma cerimônia fúnebre, um de vocês solicitou-me uma pequena oportunidade para que publicamente pudesse demonstrar sua solidariedade a família enlutada, além obviamente de falar de sua candidatura à Câmara Municipal da Cidade. Fato que obviamente não permiti.

Pois é, em época de eleição é comum receber a solicitação de alguns de vocês os quais em nome de “Deus”, advogam a crença de que o Todo-poderoso os convocou a uma missão hercúlea, a qual somente vocês conseguirão viabilizar.

Caro pastor-político evangélico preciso lhe falar uma coisa: Eu não acredito em messianismos utópicos, nem tampouco em pastores especiais, que trocaram o santo privilégio de ser pregador do Evangelho Eterno por um cargo público qualquer. Aqueles que me conhecem sabem que não advogo a idéia que comumente tem tomado conta de parte dos evangélicos nos dias de hoje. Não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, não creio num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos, não creio na venda casada de votos, nem tampouco no toma-lá-dá-cá onde eleitores são trocados por benesses de politicos.

Isto posto afirmo categoricamente que repudio veementemente suas atitudes, seu fisiologismo além obviamente da safadeza que lhes é comum.

Atenciosamente,

Renato Vargens

Os parlamentares "evangélicos" e a oração por propina.

Por Renato Vargens


A sociedade brasileira extasiada com a pouca vergonha inerente aos politicos "evangélicos" fica chocada com um vídeo (veja abaixo) onde parlamentares agradecem a Deus pela propina. A funesta cena foi protagonizada pelo Deputado Rubens César Brunelli (PSC-DF), o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM) e Durval Barbosa.

Pois é cara pálida, confesso que ao assitir o vídeo em questão fui tomado por um enorme sentimento de vergonha.

Diante disto, sou tomado pela convicção de que definitivamente o Estado brasileiro está com metástase e que o poder público desta nação se encontra em avançado estado de putrefação.

Falta-me palavras !

Com tristeza no coração!

Renato Vargens

Paz em meio a Tribulação

Por Renato Vargens

Conta-se à estória de um rei que ofereceu um prêmio ao artista que pintasse o melhor quadro que representasse a paz. Muitos artistas tentaram, contudo, não conseguiram através da sua arte despertar a curiosidade do rei. Entretanto, dois destes hábeis pintores sobrepujaram o trivial, despertando substancialmente o interesse do monarca.

O primeiro quadro retratava um lago sereno, cujo espelho d’água era de uma transparência de impressionar. Ao fundo percebiam-se altas e pacíficas montanhas, e em cima um céu azul com nuvens brancas como algodão. Todos os que viram este quadro acharam que ele era um perfeito retrato da paz. Já o outro quadro também tinha montanhas, todavia eram escarpadas e calvas. Além disso, o céu não era límpido e claro, mas negro e ameaçador do qual caía abundante chuva. Da encosta da montanha caía uma cachoeira espumante, a qual não parecia nada pacífica. Quando o rei olhou a paisagem pintada, percebeu ao lado da cachoeira um pequeno arbusto crescendo numa fenda da rocha. No arbusto, uma mãe pássaro havia feito seu ninho. Lá, no meio da turbulência da água feroz, se instalara o pássaro em seu ninho na mais perfeita paz.

Qual pintura você acha que ganhou o prêmio? Pois é, o rei escolheu a segunda, sabe por quê? Porque para o rei viver em paz, não significava estar num lugar onde não existam barulho, problemas ou trabalho duro. Possuir paz significa estar no meio disso tudo e ainda desfrutar de tranqüilidade. Nesta perspectiva é possivel enfrentar lutas no trabalho e ainda viver em paz, experimentar crises financeiras substanciais e ainda assim desfrutar de quietude na alma.

Diante disto, torna-se importante que entendamos que ter paz não significa necessariamente ausência de problemas. O Senhor Jesus nos ensinou que neste mundo teríamos aflições, mais que deveríamos mesmo diante das tempestades que a vida nos reserva ter bom ânimo.

Anima-te! Confie nEle, entregue seus problemas a Ele, e deixe que o mais Ele fará por você.

Pense nisso!

Renato Vargens

Xiiiiiii Isso é macumba. Cristo só poderá quebrá-la depois de 07anos.

Por Renato Vargens

Foi exatamente isso que uma irmã em Cristo ouviu de uma pastora de uma igreja neopentecostal. Ao procurar ajuda em virtude de um problema conjugal, ela foi desencorajada por sua líder espiritual a não continuar insistindo na restauração do casamento. A desculpa foi que o marido já estava fora de casa a três anos, e que Deus lhe havia revelado que o abandono do lar se deveu a um trabalho de macumba, e que devido a isso, Cristo não poderia fazer nada até que se completasse os 07 de maldição.

Caro leitor, sinceramente não sei onde vamos parar. Que loucura é essa? Esse pessoal não tem mais o que inventar? Afirmar que Cristo não possui poder para anular as obras de feitiçaria e macumbaria é um verdadeiro acinte! Se não bastasse isso, parte dos evangélicos acreditam que macumba pega em crente.

Pois é, vez por outra, sou comumente abordado por alguns crentes que apavorados me perguntam: - Macumba pega? Será que mal olhado, mandingas, trabalhos encomendados podem causar danos na vida do crente? Ai meu Deus pisei num trabalho de feitiçaria numa encruzilhada, o que será de mim?

Caro leitor, ainda que não despreze a realidade do mundo espiritual, nem tampouco as artimanhas do inimigo de nossas almas, não vejo o porque de nos amedrontarmos diante de possíveis obras de feitiçaria. As Sagradas Escrituras afimam categoricamente que Satanás não pode possuir o cristão autêntico, o qual é morada do Espírito Santo. Além disso, a Palavra de Deus é absolutamente clara ao ensinar de que o crente em Jesus é propriedade exclusiva de Deus, o qual não pode em hipótese alguma ser violado pelo diabo.

A Bíblia enfatiza que aquele que está em Cristo, está incólume à possessão demoníaca. É importante que entendamos, que antes de Cristo entrar em nossas vidas, éramos por natureza filhos da ira, dominados pelo mundo, pela carne e pelo diabo e estávamos debaixo do juízo de Deus (Ef 2.1-3); agora, fomos perdoados e aceitos pelo Senhor, adotados como filhos em Cristo; eliminando definitivamente toda condenação existente contra cada um de nós (Rm 8.1).

Em virtude disto, Satanás já não tem mais qualquer autoridade ou direito sobre as nossas vidas.Vale a pena ressaltar de que em dias onde heresias têm se multiplicado drasticamente em nossos púlpitos, torna-se necessário ensinarmos acerca da relação que o crente desfruta com Deus.

O fato de estarmos em Cristo nos torna livres de pragas, maldições, encostos, maus-olhados, "olho gordo", despachos e trabalhos de macumbaria.

Louvado seja o Senhor pela sua infinita graça, pelo perdão dos pecados e pela salvação eterna!

Graças a Deus somos de Cristo, pertencemos a Cristo e o maligno não nos toca!

Renato Vargens

10 Dicas para quem deseja ser bem sucedido no casamento!

Por Renato Vargens


“Alguns dizem que o casamento é como uma ilha deserta. Os que estão fora querem entrar e os que estão dentro querem sair.”

De que maneira você pode ser bem sucedido no seu casamento?

1. Entenda que o lar, a família, a relação entre marido e mulher, a relação entre pais e filhos fazem parte do plano original de Deus. Foi o Senhor que criou a família. Foi ele que tomou a iniciativa de constituir esta que com certeza é a principal célula da sociedade.

2. Entenda que juntamente conosco Deus está plenamente interessado na felicidade conjugal e de toda a família.

3. Edifique seu relacinamento conjugal sobre os fundamentos da verdade e transparência.

4. Seja fiel. O Amor exige fidelidade!

5. Valorize as virtudes de seu cônjuge e diminuindo os defeitos da pessoa que ama. Nossa tendência é o contrário disto! Realçamos os defeitos "O alvo da união conjugal não é pensar igual, mas pensar junto" As nossas diferenças nos completam.

6. Não tente mudar o seu cônjuge com criticas e murmurações constantes. Uma das primeiras tentações no casamento é que um ou ambos queiram bancar o "criador" e criar o outro novamente "segundo a sua própria imagem".

7. Não seja exigente em demasia com o seu cônjuge. Somos demais exigentes com o nosso cônjuge. Precisamos admitir a nossa própria fragilidade e sermos mais tolerantes...e não esperar demais do outro. Ame o cônjuge que tem, e não o cônjuge imaginário. Procure fazer o melhor, passando por cima de muita coisa, perdoando, renunciando, amando muito.

8. Seja Grande nas coisas pequenas.

9. Tenham tudo em comum. Sonhos, alvos, planos, objetivos, dinheiro.

10. Compreenda que nunca é tarde demais para mudar ou recomeçar.

Pense nisso!

Renato Vargens

Ir a um estádio de futebol é pecado?

Por Renato Vargens


Infelizmente alguns evangélicos têm promovido ensinamentos absolutamente antagônicos as Sagradas Escrituras. Tais pessoas movidas por uma espiritualidade esquizofrênica atribuem o bem a Deus e o mal a Satanás. Para elas o mundo se divide em duas partes, cujos governantes são Deus e o diabo. Os que crêem nisso, ensinam que tanto Deus como o Coisa Ruim, possuem poderes independentes, e como titãs que são, lutam pelo domínio do universo. Para estes, o mundo também foi dividido entre o bem e o mal, cujos ambientes apontam para o domínio e senhorio de Deus ou de satã. Nesta perspectiva, o templo é santo, o teatro pagão, a casa de show lugar de promiscuidade, e o estádio de futebol morada do capeta.

Volta e meio ainda ouço alguém dizer: Ouvir música do mundo é do diabo. Crente que é crente não se contamina com isso. Um cristão verdadeiro jamais irá assistir a um jogo de futebol, até porque, aquele lugar é antro de pecado.

Segundo esta perspectiva tudo aquilo que não esteja aparentemente relacionado com o sagrado é espúrio. Em outras palavras, os adeptos do dualismo cristão preferem viver a vida em guetos espirituais, “satanizando” tudo aquilo que Deus nos deu para o prazer.

Caro leitor, praticar futebol, assistir um jogo no estádio, ou torcer por um clube de futebol não é pecado, e nem tampouco ofende ao Criador. As Escrituras nos ensinam que somos seres inteiros e livres, e como tais somos chamados a viver uma devocionalidade equilibrada e saudável. É claro, que não convém no domingo você deixar de ir ao culto de sua igreja para ir ao Maracanã, entretanto, não existe nenhum problema em celebrar a vida, a família e os amigos indo ao estádio torcer pelo seu time do coração em datas alternativas.

Infelizmente o dualismo dos evangélicos “ budificou” a existência, transformando qualquer atividade que se faça fora da igreja como pérfida e sem “graça” . Sem que percebamos parte da Igreja de Cristo demonizou todo tipo de lazer, excluindo da agenda da fé qualquer atividade que possa implicar em risos, festas e celebração.

Prezado amigo, Cristo não nos escraviza nem tampouco nos aprisiona em um mundo burrificado onde a festa e a alegria é proíbida. Antes pelo contrário, por sua graça somos livres e não precisamos mais viver manietados a dogmas e conceitos do farisaísmo moderno.

A Ele toda glória!

Renato Vargens

O futebol, a violência e as torcidas organizadas.

Por Renato Vargens


Todo mundo sabe que o futebol desperta paixões avalassadoras no brasileiro. No entanto, o que os torcedores do Flamengo fizeram no último domingo foi aviltante. Antes do jogo contra o Goías, integrantes de uma torcida organizada do clube da Gávea promoveu cenas de bárbarie e violência. O espisódio foi tão chocante que um torcedor rubro-negro levou um chute no rosto vindo a desmaiar.
Ora, gosto de futebol e sempre que posso vou ao maracanã com meus filhos, no entanto, a cada dia que passa confesso que tenho menos vontade de sair de casa. Diante cenas como a de domingoo, advogo veementemente o fim das torcidas organizadas, até porque, tenho plena convicção de que 90% da violência ocorrida nos estádios de futebol se devem a esse grupo de ensandecidos torcedores.

O problema é que neste país a impunidade corre solta. Os políticos roubam e fica por isso mesmo, as leis são desrespeitadas e ninguém diz nada. Tenho absoluta certeza de que se o estado exigisse o cumprimento da lei e punisse com rigor os baderneiros a violência diminuiria significativamente. A questão é que não existe vontade política para tal, porque caso existisse, providências imediatas teriam sido tomadas.

Infelizmente a violência se tornou uma das marcas de nossa sociedade. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 88% dos jovens brasileiros já viram corpos de pessoas assassinadas. O levantamento, divulgado na manhã desta terça-feira (24) em São Paulo, foi realizado com 5.182 jovens de 12 a 29 anos, de ambos os sexos, em 31 municípios de 13 Estados brasileiros. Quase um terço dos entrevistados respondeu que a violência é presença constante em seu cotidiano e 31% disseram ter facilidade para obter armas de fogo. Metade dos jovens afirmou presenciar violência policial, fato que para 11% dos entrevistados é algo comum. Além disso, 64% costumam ver pessoas não-policiais com arma de fogo.

Caro leitor, assistir uma boa partida de futebol sem correr riscos é direito do cidadão, e para tanto, torna-se necessário que o Estado assegure este direito. Segue abaixo algumas sugestões para a paz no Estádios de Futebol.

1) Fim das torcidas organizadas;
2) Punição imediata e inafiançável àquele que cometer ato violento;
3) Punir o clube com perda dos pontos da partida;
4) Punir o clube fazendo com que as suas partidas em casa sejam jogadas de portões fechados.
5) Proibir o torcedor violento de assistir as partidas de seu time no estádio.

NEle que é o principe da paz!

Renato Vargens

O que fazer diante da calamidade?

Por Renato Vargens

Durante os difíceis dias de junho de 1940, Winston Churchill, primeiro-ministro da Inglaterra, voou até à sede temporária do governo francês em Tours e esforçou-se para incentivar seus hesitantes aliados a continuarem a resistência contra o holocausto nazista. Infelizmente seus esforços foram infrutíferos. O exército francês praticamente deixara de existir, e o governo estava à beira do colapso e o futuro parecia inevitavelmente desesperador.

Retornando à Inglaterra, Churchill relatou ao seu gabinete a gravidade da situação com as seguintes palavras: "Nós agora enfrentaremos a Alemanha completamente isolados. Estamos sós." A seguir, olhando desafiadoramente ao seu redor, acrescentou: "Mas para mim isso é até inspirador!" A coragem daquele homem, diante de avassaladoras desvantagens e derrota quase certa, foi contagiosa. Sua atitude mobilizou o povo britânico levando-o à ação e, como todos sabemos, prosseguiu para a vitória final.

E você? De que forma enfrenta os obstáculos? Quais são as suas atitudes diante das oposições que a vida lhe faz? Desiste dos seus objetivos, ou faz das dificuldades catapulta para a vitória?

Por acaso você já percebeu que quando aparentemente chegamos ao fim da linha, somos tentados pelo o inimigo de nossas almas a nutrir no coração o sentimento de frustração e derrota? Entretanto, sem que percebamos, são em situações assim aonde a esperança fraqueja, que obtemos a oportunidade de transformar nossos dilemas e problemas em vitória. Quem sabe ao ler este texto, você esteja passando por situações onde o sentimento reinante em seu coração seja de que seu casamento, família ou outra coisa qualquer, chegou ao fim? Lembre-se de que quem escreve a história da sua vida não é o diabo nem tampouco as circunstâncias, até porque Satanás não tem o poder de decretar o fim de nenhum filho de Deus.

Caro leitor é imprescindível com que você entenda que nada acontece em nossas vidas sem a permissão de Deus. Ele é o Senhor, Ele é poderoso e nada foge aos seus olhos! Portanto, não se deixe levar pela murmuração ou pelos queixumes da vida, antes, creia num Deus soberano, entendendo que ele cuida detalhadamente de cada um de nós, fazendo-nos habitar no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente. Lembre-se: No final, vai tudo certo!

Pense nisso!

Renato Vargens

Acaso para Deus há coisa demasiadamente dificil?

Por Renato Vargens

Certa vez um amigo experimentou uma situação absolutamente inusitada. No forte verão do Rio de Janeiro, estava ele se refrescando nas águas de uma piscina. Mergulha daqui, mergulha de lá e derrepente um acidente lhe acontece: Sua lente de contato caíra na água. Desesperadamente ele tentou pegar a lente que lentamente descia ao fundo, no entanto, no afã de resgatá-la, ao bater forte as mãos nas águas, contribuiu para que ela se perdesse em meio a aquela imensidão.

Naquele instante, confesso que fui um dos primeiros a desanimá-lo a continuar sua busca. Imagine só, achar uma lente de contato transparente em uma piscina! Impossível! No entanto, ele sem dar ouvidos as nossas palavras de desânimo continuou persistentemente em sua empreitada. Depois de 1 hora, continuava lá o meu amigo procurando sua lente de contato. Naquele instante, todos eram unânimes dizendo: “Esquece isso rapaz, nunca, jamais lhe será possível encontrar sua lente. No entanto, ele continuou acreditando, até que alguns minutos depois, um grito ecoou em todo sitio: ACHEIIIIIIII! Para nossa surpresa, ele tinha achado sua lente de contato”.

Naquele dia eu aprendi uma grande lição. Por mais que o problema nos amedronte ou desanime, por mais que humanamente falando, seja impossível superar determinadas adversidades, em Deus nos é possivel suplantar os obstáculos da vida. Por acaso, você já se deu conta que existem momentos na vida que somos tomados pelo sentimento de incapacidade? São em situações como estas que precisamos mais do que nunca exercitar nossa fé. Ora, como muito bem afirmou o escritor da epístola aos Hebreus, fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem.

Caro amigo, ainda que você esteja passando por situações onde as nuvens da adversidade estejam te impedindo de ver o céu, saiba que acima delas o sol continua brilhando. Lembre-se também, que para Deus não existe coisa demasiadamente difícil. Na hora certa ele estende sua mão e nos ajudar a superar as tempestades da vida.

Fique firme!

Renato Vargens

Cuidado! A Cuca pode te pegar.

Por Renato Vargens


Lembro que quando criança não perdia um episódio do Sítio do Pica-pau Amarelo. Sempre que voltava da escola a primeira coisa que fazia era ligar a TV e assistir as aventuras da trupe de Monteiro Lobato. O Visconde, a Emília, Pedrinho e Narizinho, juntamente com outros personagens do Sítio me encantavam, entretanto, bastava ouvir o bordão “A cuca vai pegar” que eu tremia de medo.

Pensando nisso, foi inevitável remerte-me aos dias de hoje onde alguns dos chamados pastores evangélicos comportam-se como a Cuca ameaçando suas ovelhas simplesmente pelo fato de terem descoberto que algumas delas pensam em sair da sua igreja. Infelizmente, em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que decidiram sair do seu pequeno reinado. Tais líderes partem do pressuposto que o pastor em nome do Senhor tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, tal ensinamento afirma categoricamente que aqueles que agem desta maneira, podem rogar ao Senhor da Glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia.

À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e vodu que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste Brasil tupiniquim. Infelizmente a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando para trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a Comunidade dos Santos.

Pense nisso!

Renato Vargens

O que fazer quando o desânimo bate à porta?

Por Renato Vargens


Louis Pasteur, o famoso microbiologista francês que descobriu que a maioria das doenças é causada por germes, dedicou-se à busca do conhecimento. Em 1849, Pasteur casou-se com Marie Laurent, uma de suas assistentes de laboratório. Tiveram cinco filhos. Três morreram na infância. muitos anos mais tarde, ele sofreu uma lesão vascular cerebral por excesso de trabalho e ficou parcialmente paralisado.

Quando estourou a guerra franco-prussiana em 1870, um filho de Pasteur, Jean Batiste, foi convocado para servir seu país e envolveu-se na catastrófica derrota do exército francês em Metz. Depois de semanas sem receber notícias do rapaz, Pasteur deixou seu agora famoso laboratório em Paris e foi procurá-lo. A despeito de sua paralisia parcial, Pasteur seguiu mancando na direção norte à procura do filho. As estradas estavam congestionadas com soldados derrotados e errantes. A jornada foi árdua, mas depois de muitas perguntas Pasteur localizou a unidade de seu filho. Um oficial contou-lhe então a desanimadora notícia: de um grupamento original de 1.200 homens, menos de 300 haviam sobrevivido. Todavia, Pasteur não desistiu. Continuou avançando por estradas cheias de cavalos mortos e homens sofrendo de frio congelante e gangrena. Chegou finalmente ao local onde um soldado estava enrolado até os olhos num sobretudo pesado; mal podia ser reconhecido em seu estado de definhamento. Era Jean Batiste! Pai e filho, comovidos demais para falar, abraçaram-se em silêncio.

Pasteur, mesmo diante das enormes dificuldades prosseguiu firmemente até o objetivo final. E você? O que tem feito diante dos obstáculos que a vida lhe impõe? Tem desistido ou continuado firme em direção ao alvo?

É possível que ao ler este texto você esteja passando por situações onde a impressão que tem é de que nunca mais desfrutará de momentos alegres e felizes na vida. Quem sabe as nuvens da incerteza estejam assolando sua alma e coração de forma impiedosa; ou talvez o medo o esteja chicoteando levando-o a um estado de nervos acima do comum?

Caro leitor, gostaria de incentivá-lo a nutrir o coração de esperança, bem como da certeza de que o Deus o qual servimos está acima de tudo e de todos, e que como o sol que brilha acima de nuvens e tempestades, soberanamente ele continua guiando sua vida.

Não desista de seus sonhos, nem tampouco dos seus alvos, persevere, continue em direção meta estabelecida, afinal de contas, você é de Cristo e não desiste nunca.

Pense nisso!

Renato Vargens

Isso pode, isso não pode.

Renato Vargens


A atriz Fabiana Karla, protagoniza num programa televisivo da Rede Globo uma nutricionista às avessas. Na pele da Doutora Lorca, a simpática gordinha tornou popular seu mais novo bordão: “Isso pode! Isso não pode”. No quadro em questão ela incentiva seus “pacientes” a comerem alimentos inapropriados a uma dieta de baixa caloria, como também os desautoriza a ingerirem alimentos mais saudáveis.

Infelizmente assim como na TV, temos em nossas igrejas lideres absolutamente equivocados em suas recomendações, isto porque, o que não deveria ser recomendado ao povo de Deus, é feito; e o que deveria ser ensinado é proibido. De fato, vivemos dias extremamente confusos onde o que pode e não pode trocaram de papeis. Em outras palavras, isto significa que para alguns a Bíblia pode ser relativizada, que decretos e ordens a Deus podem ser determinados, que a unção zoo-teológica pode ser derramada além de muitas outras “coisitas” mais. Em contra-partida, não se pode fazer das Escrituras regra única de fé, nem tampouco julgar os desvios teológicos desta geração.

Pois é cara pálida, como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

Em tempos difíceis como o nosso, precisamos urgentemente regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo Gloria.

Renato Vargens

Resposta ao Bispo Rodovalho

Prezados irmãos,

Segue abaixo a resposta do bispo Robson Rodovalho quanto a carta aberta que publiquei questionando suas doutrinas. Abaixo dela minha contra-resposta:

Espero que o nosso Deus Eterno o guarde em paz.

Tomei conhecimento de sua carta, que não obstante ser endereçada a minha pessoa foi postadoa em um local público. Apesar do livre acesso aos meus sites, tanto da Sara Nossa Terra (www.saranossaterra.com.br), bispo Rodovalho (www.bisporodovalho.com.br), e também como parlamentar, no site oficial, (www.deputadorodovalho.com.br), entre outras redes de relacionamento da internet das quais participo, como Orkut, Facebook, Blog pessoal além do Twitter; você preferiu postá-la abertamente.

É uma lástima e é incompreensível o fato de você não se dirigir a mim pessoalmente, ao invés do acesso público. Ou você quer corrigir minha doutrina publicamente?

Eu não me constranjo em acreditar nas ênfases a que você se refere como algo "anti-bíblico",. Aliás, você não cita nenhuma escritura que contradiga os meus ensinos; por quê?

É inverídico o que eu disse sobre os trajes de Jesus? (Jo 19: 23) Ou do número de pessoas que andavam em sua companhia, e em relação as mulheres que O serviram com seus bens, elas não existiram? (Lc 8:3)

O que você chama de "prosperidade", para mim, e para centenas de outros líderes cristãos, é apenas o evangelho. Me orgulho de acreditar que o evangelho e a proposta de Deus para o homem, é sim de plenitude e abundância, embora possamos passar por momentos de provas e dificuldades, como disse o apóstolo Paulo,"Tanto sei viver em plenitude como passar dificuldades” (Filipenses 4:12)

Criticar estes ensinos irmão é criticar homens que nos precederam, e nos ensinaram a viver nesta provisão de Deus, como Kenneth Hagin, Benson Idahoosa, David Young Cho, e outros. Outra coisa, Paulo nos ensina que se não concordamos sobre algum ponto, apenas não julgue seu irmão que acredita. Viva sua fé, e deixe cada um viver conforme seu entendimento bíblico. Aliás, apenas somos mestres daqueles que se colocam debaixo de nossa autoridade espiritual, (I Cor 7: 24).

Sobre o pastor Matheus, ele é pastor de uma grande igreja em Londres, que atesta seu ministério. Aliás, os frutos de nosso ministério falam mais alto do que nossas palavras e nossas idéias. No plano das idéias é muito fácil ser os "donos da verdade", apenas ideias vazias.

Meu querido, eu não sabia sobre a multa que o governo Inglês, aplicou ao pastor Mathew, eu pesquisei sobre seu ministério, e encontrei uma excelente palavra e um coração afável, e amado.

Estou, e sempre estarei à sua disposição para qualquer esclarecimento. Mas sugiro que se formos falar sobre discordâncias bíblicas, o façamos pessoalmente. Até porque estas posições teológicas estão ao alcance de todos e as pessoas já fizeram suas opções ao escolher o ministério que participam.

O apóstolo Tiago nos ensina “Mostra-me sua fé por suas obras” (Tiago 2:18)

Sobre a visão megalomaníaca a que você se refere, oro ao meu Deus a cada dia para aumentá-la, até porque, em um mundo de dores como o nosso, oxalá tenhamos homens com imensas visões e práticas, como eu, para assim possamos cumprir o ide de Jesus Cristo. Não penso que tenhamos qualquer coisa grande neste mundo de percentuais tão pequenos de nascidos de novo em todas as nações, infelizmente.

Deus te abençoe,"

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Prezado bispo, ou devo lhe chamar de deputado? Os seus ensinamentos são públicos, o que me leva também publicamente a discordar de suas doutrinas, o que o fiz mediante carta aberta.

Como o senhor bem sabe em um estado democrático de direito como o nosso eu posso não concordar com o senhor, o que fiz com educação e respeito.

Continuo afirmando que suas doutrinas não são bíblicas e que a prosperidade não é, nunca foi e nunca será marca indelével do cristão, porque se fosse, todos os que confessam a Cristo seriam ricos e prósperos. Acredito que melhor do que ninguém o senhor conheça a realidade social do nosso povo brasileiro, até porque como deputado, deve estar inserido na dura e triste realidade de nossos cidadãos. Nosso país está repleto de bolsões miseráveis, cujo IDH é igual ao das nações mais pobres do mundo. Em comunidades paupérrimas onde não se tem o que comer encontramos inúmeros cristãos, que mesmo professando a sua fé no Senhor não enriqueceram. O que será que está errado? Talvez estejam vivendo sob a efígie da maldição como o senhor gosta de ensinar.

Pois é bispo, infelizmente, boa parte dos que confessam a fé em Cristo são pobres, e afirmar que eles podem ser ricos é no mínimo uma afronta aos ensinamentos cristãos.

Caro Robson, o reformador João Calvino acreditava na prosperidade como conseqüência do trabalho. Ele nunca decretou ou determinou a bênção ou enriquecimento dos filhos de Deus, nem tampouco quebrou maldições hereditárias, coisas essas que os teólogos da prosperidade o fazem com esmero.

Quanto aos autores mencionados pelo senhor como Kenneth Hagin, Benson Idahoosa, David Young Cho, lamento afirmar que em muito se afastaram da sã doutrina e que os seus ensinamentos se contrapõem a verdade cristã.

Afirmo também que números não apontam exclusivamente para aprovação divina quanto a nossa doutrina e praxi cristã. O fato de alguém possuir milhares de seguidores não o faz aprovado por Deus, o que acredito que o senhor saiba muito bem.

Isto posto, oro ao Senhor Todo-poderoso que o ilumine, e que mediante as Escrituras Sagradas, a qual é nossa ÚNICA regra de fé, o senhor seja conduzido a uma postura absolutamente diferente da que tem vivido.

NEle, que é o Senhor que há de julgar os homens e suas doutrinas,

Pr. Renato Vargens

Pastores de almas, onde estão eles?

Por Renato Vargens

O meu amigo Sandro Wagner contou-me que certa feita, o saudoso Rev. Antônio Elias como habitualmente fazia, subira ao púlpito para pregar. No entanto, em vez de abrir a Bíblia e anunciar o Evangelho de Cristo, o saudoso reverendo colocou-se num inquietante silêncio. Depois de alguns instantes, dirigiu-se à congregação pedindo que orassem uns pelos outros. Em meio à oração, o idoso pastor, desceu do púlpito, e foi em direção ao povo a fim de que intercedesse a Deus por algumas pessoas. Passados alguns minutos, o Reverendo lentamente retornou a plataforma com lágrimas nos olhos.

Naquele instante, sem titubeios, o sábio senhor de forma franca e direta disse aos que lá estavam: - "Meus irmãos, eu estou envergonhado, isto porque, não sei o nome de todos vocês."

Caro leitor, ao ouvir esse relato foi-me impossível conter as lágrimas. Como é bom ouvir da história de pastores que não sucumbiram à tentação de tratarem suas ovelhas como números e estatísticas. Que bom é ouvir testemunhos sobre pastores que se preocuparam em relacionar-se intimamente com suas ovelhas.

Infelizmente no país do gospel é comum encontrarmos pseudos-pastores que influenciados pela megalomania que os possui, a muito, deixaram de lado princípios fundamentais ao exercício do ministério.

Sem sombra de dúvidas essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, pastores de gente, pastores segundo o coração de Deus.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo.


Pense nisso!

Pr. Renato Vargens

Pai de santo gospel.



Traz em sete dias a pessoa amada!
Renato Vargens

Isso mesmo. Você não está trocando as palavras, nem tampouco enlouqueceu. A mais nova modalidade de unção neopentecostal é o óleo do amor. (veja vídeo abaixo)


Segundo os adeptos desta doutrina, aqueles que usarem do óleo ungido, em sete dias encontrarão o amor. Ora, definitivamente o evangelho de nosso Senhor foi sincretizado, isto porque, as práticas e comportamentos de parte da liderança evangélica não possui nenhuma relação com a sã doutrina, parecendo muito mais um misto de credos e ensinamentos do que qualquer outra coisa que se denomine cristianismo.

Infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e pra se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto!

Por favor, responda sinceramente:

Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?

O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Outra vez lhe pergunto: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética?

Caro leitor, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos.

Alguma coisa precisa ser feita!

Pense nisso!

Renato Vargens

Deus não se Atrasa.

Quando a providência se transforma em livramento.
Por Renato Vargens

Há alguns anos eu fui pregar em uma igreja Batista na Cidade de São Gonçalo-RJ. Depois de Louvores abençoadíssimos e da ministração da Palavra de Deus, fui convidado pelo pastor local a dirigir-me à cantina da Igreja para saborear um delicioso hambúrguer. No entanto, tinha acabado de receber um telefonema de um dos diáconos da minha igreja solicitando que em vez de ir para casa direto, que regressasse a minha comunidade a fim de resolver algumas questões. Quem me conhece sabe que sou pontual em todos os meus compromissos e que uma das coisas que mais detesto na vida é deixar alguém esperando. Bom, o tempo passava e o hambúrguer nada de ficar pronto, angustiado com o horário e preocupado com os irmãos que me esperavam procurei meu anfitrião e lhe disse:

- Pastor, muito obrigado pela hospitalidade e carinho, mais infelizmente tenho que ir embora!

Ele respondeu de modo extremamente gentil:

- De forma Alguma! Hambúrguer é uma das especialidades da casa, o irmão vai ter de esperar!

Sem querer constranger meu amigo, acabei ficando! De fato, ele tinha razão, o Hambúrguer era maravilhoso!

Eu e o irmão que me acompanhava comemos rapidamente o sanduíche e logo a seguir de modo não muito educado, como cachorro magro, fomos embora.

Na estrada íamos conversando a respeito do Reino de Deus, quando subitamente fomos obrigados a diminuir a velocidade em virtude de um acidente de um carro da polícia militar. Ao passarmos pelo local percebemos que junto a aquela viatura existiam muitas outras mais.

Bem, no dia seguinte, o irmão que comigo estava, conversou com um policial amigo sobre o acidente em questão, dizendo-lhe então que tinha passado e visto o carro acidentado. Naquele instante, o policial lhe explicou que o acidente tinha sido conseqüência de uma troca de tiros entre policiais e bandidos uns 30 minutos antes de por lá passarmos. Ao saber do fato lembrei-me no mesmo instante da insistência do pastor pra que comêssemos o hambúrguer, na verdade, sem que percebêssemos Deus na sua infinita graça e de modo maravilhosamente soberano nos livrava da possibilidade de estarmos em meio a um tiroteio e de uma bala perdida.

Este episódio foi capaz de reforçar em meu coração de que nada, absolutamente nada, acontece sem a permissão de Deus. Ele é o Senhor, Ele é Soberano e nada foge aos seus olhos! Fez-me também entender, que aparentemente algumas coisas podem não acontecer no tempo e na hora que gostaríamos que acontecesse, no entanto, é importante que entendamos que nem sempre o tempo de Deus é o tempo da gente. Na sua infinita sabedoria, Deus às vezes nos atrasa, proporcionando com aparentes retrocessos encontros e desencontros. Portanto, não se deixe levar pela murmuração ou pelos queixumes da vida, antes, creia num Deus soberano, entenda que ele cuida detalhadamente de cada um de nós, fazendo-nos habitar no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente.

Pense nisso!

Renato Vargens

Vocação para rabugento

Por Renato Vargens


O técnico do Palmeiras, Muricy Ramalho é nacionalmente conhecido pelo seu mal humor. Toda vez que concede uma entrevista coletiva, independente se o seu time perdeu ou não, ele sempre responde aos jornalistas de forma mal-humorada e rabugenta. Muricy ficou conhecido pela sua rabugice e intolerância demonstrando com isso que nunca está de bem com a vida.

Caro leitor, por acaso você já percebeu que nossas igrejas estão repletas de pessoas rabugentas? Pois é, em nossas comunidades cristãs encontramos uma multidão de individuos mal-humorados, que murmuram por tudo, reclamando de tudo fazendo cara feira.

Ora, ninguém gosta de se relacionar com um rabugento, nem tampouco daquele que vê defeito em todas as coisas. Como já escrevi anteriormente , os rabujentos atraem para si, sentimentos adversos daqueles que com ele se relaciona, levando-os a impressão de que estão sozinhos e isolados neste “mundo cruel”. Junta-se a isso o fato de que alguns destes, são assombrados por fantasmas inexistentes os quais os levam a uma vida esquizofrênica e adoecida.

Infelizmente pessoas que desenvolvem este tipo de comportamento não aceitam criticas, sentem-se ofendidas quando suas opiniões são contrariadas, além obviamente de nutrirem a alma de julgamentos descabidos e preconceituosos.

Creio que somente o poder de Cristo e do evangelho pode mudar tais pessoas transformando-as em indivíduos mais bonitos, plenos e felizes. Para tanto, torna-se indispensável que haja no coração daquele que sofre deste mal uma abertura ao Espírito Santo, reconhecendo prioritariamente sua patologia bem como a necessidade de mudança imediata de comportamento.

Pense nisso!

Renato Vargens

É o natal uma festa cristã?

Por Renato Vargens

Como muitas vezes acontece, a Igreja Evangélica Brasileira polemiza sobre assuntos dos mais diversos. Na verdade, têm sido assim no decorrer recente de sua história. Ultimamente, têm-se falado demasiadamente sobre o natal, sua história e implicações. Como era de se esperar, opiniões diferentes surgiram quanto ao assunto. Existem aqueles que não vêem nenhum problema quanto à celebração da data, e outros que radicalizaram abdicando de toda e qualquer celebração relacionada ao tema em questão.

Antes de qualquer coisa , por favor façamos algumas considerações:

o Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja. Os primeiros indícios da festa provêm do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante as calendas de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”. Foi no século V que a Igreja Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, isto porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com benevolência uma desculpa para continuar a celebra-la em grandes alterações no espírito e na forma.

Ontem e Hoje:

A conclusão que chegamos é que o natal surgiu com a finalidade de substituir as práticas idólatras e pagãs que influenciava sociedade da época. Hoje como no passado à humanidade continua fazendo desta festa pretexto pra bebedeiras, danças e orgias. Se não bastasse isso, todos sabemos que milhões de pais em todo o mundo (Muitos destes cristãos) levam seus filhos pequenos a acreditarem em Papai Noel, dizendo-lhes que foi o bochechudo velhinho que lhes trouxe um presente. Ora, a figura do papai Noel tem origem nos países nórdicos, referindo-se a um senhor idoso, denominado Klaus, que saía distribuindo presentes a todos quanto podia. Infelizmente, numa sociedade materialista e consumista, o tal Papai Noel é mais desejado do que Jesus de Nazaré, afinal de contas, ele é o bom velhinho que satisfaz os luxos e desejos de todos quanto lhes escrevem missivas recheadas de vaidades e cobiças. Se não bastasse, junta-se a isso a centralidade em muitos lares cristãos de uma Árvore recheada de bolinhas coloridas.

O espírito consumista e mercantilista do natal, bem como a ênfase na árvore e no papai Noel, se contrapõe a mensagem do evangelho que anuncia que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho pra morrer por nós. Aliás, esta é a grande nova! Deus enviou seu filho em forma de Gente! Sem sombra de dúvidas, sou absolutamente contra, duendes, Papai Noel e outras coisas mais que incentivam este “espírito mercantilista natalino”. No entanto, acredito que antes de qualquer posição, decisão ou dogmatização, quanto ao que fazer “do e no natal” devemos responder sinceramente pelo menos três indagações:

1. Será que existe alguma festividade ou festa no mundo que tenha o poder de convergir tanta gente em torno da família, do lar como o natal?

2. Em virtude do grande poder e influência que o natal exerce na sociedade ocidental será que não deveríamos aproveitar a oportunidade e anunciar a todos quanto pudermos que um “menino nos nasceu e um filho se nos deu”?

3. Seria inteligente de nossa parte desconsiderarmos o natal extinguindo-o definitivamente do “nosso” calendário em virtude do“espírito mercantilista natalino” que impera na nossa sociedade?

Outras considerações:

Apesar de não observarmos textos bíblicos que incentivem a celebração do natal, é absolutamente perceptível em diversas passagens a importância e relevância do nascimento e encarnação do Filho de Deus. As escrituras, narram com efusão o nascimento do Messias. Se não bastasse isso, sem a sua vinda, não nos seria possível experimentarmos da salvação eterna e da vida vindoura. Portanto, comemorar o natal, (ainda que saibamos que o Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro) significa em outras palavras relembrar a toda a humanidade que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, pra que todo aquele que nele cresse não perecesse mais tivesse vida eterna.

Isto nos leva a seguinte conclusão:

1. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de evangelização. Em todos os registros históricos percebemos de forma impressionante o quanto os irmãos primitivos eram apaixonados, entusiastas e extremamente corajosos na proclamação do evangelho. Estes homens e mulheres de Deus eram movidos por um desejo incontrolável de pregar as Boas Novas. Eram pessoas provenientes de classes, níveis e posições sociais das mais diversas: artesãos, sacerdotes, empresários, escravos, gente sofisticada bem como pessoas simples e iletradas. Entretanto, ainda que diferentes, todos tinham em comum o sentimento de “urgência” em anunciar a Cristo. Vale a pena ressaltar que Jesus comumente usou as festas judaicas como meio de evangelização. Os 04 evangelhos, nos mostram o Senhor pregando e ensinando coisas concernentes ao reino de Deus a um número considerável de pessoas em situações onde a nação celebrava alguma festividade. Na verdade, ele aproveitava os festejos públicos pra anunciar as boas novas da salvação eterna. Ora, tanto nosso Senhor quanto à igreja do primeiro século tinham como missão prioritária à evangelização. Portanto, acredito que o natal seja uma excelente ocasião pra anunciar a cristo aos nossos familiares e amigos. Isto afirmo, porque geralmente é no natal onde a maioria das famílias se reúnem. O natal nos propicia uma grande oportunidade de proclamarmos com intrepidez a cristo. Junta-se a isso, que o período de fim de ano é um momento de reflexão e avaliação pra muitos. E como é de se esperar, em um mundo onde a sociedade é cada vez mais competitiva e egoísta, a grande maioria, sofre com as dores e marcas deste mundo caído e mau. É comum nesta época o cidadão chegar a conclusão de que o ano não foi tão bom assim. A conseqüência disto é a impressão na psique do individuo de sentimentos tais como frustração, depressão, angústia e ansiedade.E é claro que tais sentimentos contribuem consideravelmente a uma abertura maior a mensagem do evangelho.

Abertura pro Sagrado

Um outro fator preponderante que corrobora pra evangelização é significativa abertura ao sagrado e ao sobrenatural que a geração do século XXI experimenta. No inicio do século XX, acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência menor seria o papel da religião. De lá pra cá a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no inicio do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global e no Brasil atinge patamares impressionantes.

A Revista Veja encomendou uma pesquisa ao Instituto Vox Populi, perguntando as pessoas se elas acreditavam em Deus. A maioria absoluta ou seja, 99% dos brasileiros responderam que acreditavam. Sem dúvida, o momento é impar na história, até porque, com exceção de alguns períodos da história mundial o mundo nunca esteve tão aberto ao sagrado como agora. Diante disto, será que o natal não representa uma excelente oportunidade de evangelização?

2. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de reconciliação e perdão.Você já se deu conta que a ambiência do natal proporciona uma abertura maior à reconciliação e perdão? Repare quantas famílias se recompõem, quantos lares são reconstruídos, quantos pais se convertem aos filhos e quantos filhos se convertem aos pais. Será que a celebração do natal não abre espaço nos corações pra reconciliação e perdão? Ora, O senhor Jesus é aquele que tem o poder de construir pontes de misericórdia bem como de destruir as cercas da indiferença e inimizade.

3. O natal nos oferece uma excelente oportunidade de sermos solidários em uma terra de solitários.Por acaso você já percebeu que no natal as pessoas estão mais abertas a desenvolver laços de fraternidade e compaixão com o seu próximo? Tenho para mim que o natal pode nos auxiliar a lembrarmos que a vida deve ser menos solitária e mais solidária. Isto afirmo porque o natal nos aponta o desprendimento de Deus em dar o seu filho por amor a cada de um nós. O Nosso Deus se doou, se sacrificou e amou pensando exclusivamente no nosso bem estar e salvação eterna. Você já se deu conta que o natal é uma excelente oportunidade pra nos aproximarmos daqueles que ninguém se aproxima além de exercermos solidariedade com aqueles que precisam de amor e compaixão?

Conclusão

Sem qualquer sombra de dúvida devemos repulsar tudo aquilo que seja reflexo deste “espírito mercantilista natalino”. Duendes, papai Noel, devem estar bem longe da nossa prática cristã. Entretanto, acredito que como portadores da verdade eterna, devemos aproveitar toda e qualquer oportunidade pra semear na terra árida dos corações a semente da esperança. Jesus é esta semente! Ele é a vida eterna! O Filho de Deus, que nasceu, morreu e ressuscitou por cada um de nós. A missão de pregar o Evangelho nos foi dada, e com certeza, cada um de nós deve fazer do natal uma estratégia de proclamação e evangelização. Celebremos irmãos e anunciemos que o Salvador nasceu e vive pelos séculos dos séculos amém.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

Pastores que proibem o Natal

Por Renato Vargens

Alguns pastores têm afirmado que o natal é uma festa pagã, e em virtude desta crença tem extrapolado o limite da autoridade cristã proibindo os membros de suas igrejas de celebrarem a data que lembra o nascimento de Cristo. Para estes, o simples fato de os cristãos armarem em suas casas uma árvore de natal, abre “legalidade” para a ação do diabo. Tais pastores , fundamentados numa espiritualidade despótica proíbem de púlpito a armação de árvores, as reuniões familiares do dia 24 de dezembro, além de qualquer confraternização que envolva troca de presentes.

Para piorar a situação os generais da fé ensinam que o cristão que não atende as demandas pastorais encontra-se em rebeldia contra autoridade constituída e que a conseqüência da desobediência é o juízo divino.

Caro leitor, o pastor não possui autoridade para legislar naquilo que a Bíblia não legisla, além do mais, ninguém pode interferir na liberdade cristã. Ora, determinar que o crente está proibido de possuir uma árvore de natal em casa, ou ouvir música natalina, é arbitrário e extrapola os pressupostos de autoridade bíblica. Além disso, afirmar que o cristão que monta uma árvore de natal dá legalidade ao diabo, é usar de subterfúgios escusos e anticristãos cuja configuração determina no mínimo abuso de poder.

Isto posto afirmo que os pastores devem ser guias do rebanho, não seus feitores; conselheiros do povo de Deus, não generais; construtores de pontes não de muros.

Pense nisso!

Renato Vargens

Renascer até morrer?

Por Renato Vargens


Acabo de assistir no púlpito cristão um vídeo altamente esclarecedor sobre a Marcha para Jesus. Nele, milhares de pessoas conduzidas pelos Hernandes caminham pelas ruas de São Paulo declarando sua fé em Cristo. Contudo o que mais me chamou a atenção foi perceber em meio a multidão, inúmeras pessoas gritando bem alto o nome da Renascer, como também declarando que seguiriam a famosa igreja apostólica até o fim dos seus dias.

A sandice chegou a tal ponto que alguns membros, pastores, bispos e líderes da Igreja Renascer tatuaram em si mesmos as inscrições “Renascer até Morrer”. Segundo alguns que fizeram a tatuagem, o motivo que os levaram a fazer isso foi o milagre que Deus fez na vida deles através da Igreja Renascer em Cristo.

Caro leitor, confesso que me assusta o fato de ver pessoas tatuando as imagens dos Hernandes em seus corpos, como por exemplo o presbítero Júnior. Segundo ele, sua tatuagem foi feita em demonstração do seu amor ao pai Apóstolo Estevam e a mãe Bispa Sônia.

Ora, vamos combinar uma coisa? Não são estes por acaso que estavam presos nos Estados Unidos por evasão de divisas? Não são estes que tem ensinado um evangelho espúrio e ensimesmado que se fundamenta na maldita teologia da prosperidade? Não são estes que têm comercializado a fé evangélica fundamentando seus ensinamentos na confissão positiva?

Pois é, o comportamento dos adeptos da Renascer se assimila em muito ao comportamento de algumas seitas, onde seus líderes exercem um papel quase messiânico, ditando sobre os seus seguidores regras e princípios absolutamente antagônicos as Escrituras Sagradas.

Isto posto afirmo que a Igreja Renascer em Cristo e seus freqüentadores caminham por estradas perigosas, cujo final pode ser trágico.

Pense nisso!


Renato Vargens

Por que o meu blog se transformou em um blog apologético?

Por Renato Vargens
O Senhor me tem concedido o privilégio de escrever. Pela graça de Deus tenho escrito livros, artigos e crônicas pastorais, que nos últimos anos tem abençoado milhares de pessoas nos mais diferentes países.

O meu blog possui mais de 530 artigos publicados nos mais diferentes temas, onde família, juventude, cotidiano, missão integral, cidadania e política, música e teologia se fazem presentes.

Uma multidão de mais de 200 mil pessoas já leram os meus textos, deixando impressos em páginas digitais, milhares de comentários. Ultimamente, em virtude da apostasia evangélica, bem como as aberrações teológicas dos apóstolos da modernidade, tenho dedicado parte dos meus escritos a apologética, onde de forma séria e apaixonada tenho procurado defender a doutrina cristã. Entretanto, algumas pessoas ao longo dos últimos meses me têm escrito criticando a minha forma de defender a fé. Para estes, em nome do amor, eu não deveria apontar os desvios doutrinários das igrejas evangélicas e sim promover a unidade da Igreja de Cristo Jesus. Segundo estes irmãos, defender a fé não deve ser responsabilidade do cristão, até porque, somente o Senhor é quem possui poder para julgar os corações dos homens.

Pois é, acabo de chegar de Cabo Verde, África, onde tive o privilégio de pregar em um Congresso de Famílias. Ao caminhar pelas ruas da capital, pude perceber a existência de uma enorme Catedral da Igreja Universal do Reino de Deus. Sem titubeios perguntei a um dos pastores que comigo estava: O que eles têm pregado por aqui? O pastor demonstrando uma enorme preocupação respondeu: Um evangelho diferente do ensinado na Bíblia. Segundo ele, a IURD havia ressuscitado algumas práticas pagãs onde a superstição e o misticismo se faziam presentes jogando por terra o trabalho de décadas dos missionários cristãos.

Como inúmeras vezes escrevi neste blog, não sei fazer o jogo do contente, nem tampouco consigo fechar os olhos as aberrações teológicas do neo-pentecostalismo. Em virtude disto acredito que mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina defendendo os valores inegociáveis da fé cristã. Isto posto, afirmo que a apologética cristã é um ministério indispensável a saúde do Corpo de Cristo.

A palavra "apologética" vem do grego "apologia", e significa "uma defesa verbal". O termo é utilizado oito vezes no Novo Testamento: At 22:1; 25:16; 1 Co 9:3; 2 Co 7:11; Fl 1:7,17; 2 Tm 4:16; 1 Pd 3:15. A apologética é a parte da Teologia que se encarrega de apresentar uma defesa da Bíblia contra toda e qualquer contestação que possa surgir por parte de qualquer pessoa. Nessa defesa podem-se incluir as ciências como: Arqueologia, Paleontologia, Biologia, Filosofia, Matemática, Física, Química, etc. (1)

Como bem disse Robson Tavares Fernandes a boa apologética é aquela que consegue englobar todas essas áreas de conhecimento de acordo com as necessidades, aplicando-as apropriadamente, com mansidão, temor e amor por aqueles que estão vivendo no engano.

Pois é cara pálida, dias dificeis os nossos! Por mais que alguns defendam o silêncio e a "polianização" da fé, não me é possível calar diante das distorções teologicas do catolicismo romano, do neo-pentecostalismo e outros tantos "ismos" mais.

Em virtude disto não exitarei em continuar defendendo a fé cristã apontando erros e dando nome aos bois.

"Doela a quem doela", isto farei.

Nele que é a verdade absoluta,

Renato Vargens

Unção apostólica? O que é isso?

Por Renato Vargens
Com lágrimas nos olhos sou obrigado a confessar que alguns dos evangélicos no quesito criatividade têm conseguido se superar. Se não bastasse os diversos tipos de unção espalhadados por todo Brasil, nesses últimos anos de modo alarmante, tem-se multiplicado neste tupiniquim país essa tal de unção apostólica.

Inúmeras vezes fiquei a me perguntar, o que seria isso, ou, o que representava possuir essa unção, ou até mesmo, o que ela tem de especial?

Após detalhada observância do discurso por parte dos apóstolos modernos, entendi que para estes, possuir a unção apostólica representa ter recebido da parte de Deus um poder especial o qual capacita o crente a viver a vida acima da média. Para o apóstolo Cesar Augusto ser apostólico "é valorizar a presença de Deus, é ser fiel, é crer que Deus pode transformar, é ter uma unção especial para conquistar o melhor da terra e, por fim, é crer que Deus age hoje em nossas vidas." Já o apostolo Carlos Monteiro ensina que "a unção apostólica vai ao encontro das carências das pessoas de forma indireta, através de levá-las a possuírem o chamado e propósito de Deus para suas vidas. Isto faz com que se crie uma energia dentro das pessoas para vencer suas próprias carências através de sua fé. Esta ênfase apostólica está baseada no entendimento que Deus nos comprou e salvou com o preço de seu precioso sangue para que sejamos úteis para Ele e façamos sua vontade em nossas vidas. Esta visão leva os cristãos para longe de si mesmos direcionando-os para as prioridades e o estilo de vida do Reino de Deus enquanto Deus se ocupa com suas necessidades primárias."

Pois é, se não bastasse tanta bobagem em nossos arraiais, há pouco ouvi o relato de pessoas afirmando que o crente que não possui a tal unção pode ser considerado crente de “segunda categoria”. E para piorar as coisas, tais pessoas afirmam que nos dias atuais não basta ter o Espírito Santo somente, é necessário possuir a tal unção, até porque somente assim pode-se conquistar o melhor de Deus.

Ora, essa tal de unção apostólica não passa de mais uma mercadoria apresentada nos balcões da fé. Aliás, por acaso você já percebeu que a moda agora é ser apostólico? O culto é apostólico, o louvor é apostólico, as ofertas são apostólicas, tudo absolutamente tudo é apostólico.

Prezado leitor, com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e patológico.

Tenho a impressão de que o fato de enfatizar em suas mensagens um conteúdo “apostólico” é nada mais, nada menos do que uma sutil tentativa de diferenciar o produto deles daquilo que é oferecido por outras igrejas. Na verdade, é extremamente comum observar em tais movimentos, uma ênfase exagerada na tal unção.

Ah, meu amigo, como inúmeras vezes tenho falado não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não agüento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus. Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja PROTESTANTE!

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

Coisas que descobri quando cheguei ao Brasil

Por Renato Vargens

Eu sei que o mundo é globalizado e que devido à internet se é possível saber de tudo aquilo que acontece no planeta.

Pois é, passei quase 10 dias em Cabo Verde, África, e mesmo podendo utilizar a net todos os dias só descobri algumas noticias ao regressar ao Brasil.

Ao pisar em terras tupiniquins descobri que o verão chegou para valer no Rio de Janeiro e que a cidade maravilhosa continuava mais violenta do que nunca. Descobri que as loucuras evangélicas neo-pentecostais continuam a se multiplicar a toda velocidade. Soube que a Marcha para JEZUIS aconteceu em São Paulo, e que os profetas da teologia da prosperidade e confissão positiva continuaram ensinando ao povo de Deus como enriquecer e prosperar. Descobri que alguns evangélicos estabeleceram a versão gospel do Halloween não se lembrando da reforma protestante deflagrada pelo monge alemão Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517.

Descobri que a politicagem continua correndo solta no país e que a pouca vergonha continua sendo a principal marca dos políticos brasileiros.

O bom mesmo foi descobrir que o Fluminense havia vencido dois jogos consecutivos e que estava a oito partidas sem perder. Agora se vai continuar a vencer, há! isso a gente descobre depois.

Renato Vargens

Contando as bênçãos de Cabo Verde

Prezados e queridos irmãos,

Durante 08 dias estive na África pregando o Evangelho da Salvação Eterna na Igreja do Nazareno em um Congresso de Famílias. Preguei no total 10 vezes sempre com o auditório lotado e com uma enorme participação popular. Apliquei uma palestra para inúmeras pessoas no dia 31 de outubro no Congresso Nacional de Cabo Verde. Tive também o privilégio de ministrar para os pastores da capital em um encontro especial onde a graça de Deus se manifestou em nossas vidas.

Coloquei no meu blog alguns dos relatos de minha estadia naquele acolhedor país. Para lê-los basta clicar nos links abaixo:

Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Final

Um grande e caloroso abraço,

Renato Vargens

Carta aberta ao Bispo Robson Rodovalho

Por Renato Vargens

Prezado Bispo, gostaria muito de entender o que aconteceu com o seu ministério. Lembro que o conheci em 1988 como pastor da então Comunidade Evangélica de Goiânia. Naquele tempo o senhor não era deputado federal, nem tampouco tinha qualquer ambição política. O que chamava a atenção de todos que iam a sua igreja era o evangelho simples, além da boa música cantada pelo meu amigo Bené Gomes. Naqueles dias o senhor não defendia a necessidade de se quebrar maldições hereditárias, não fazia apologia a teologia da prosperidade, nem tampouco possuía uma visão cristã megalomaníaca.

Caro Robson Rodovalho, os anos passaram, a vida tomou outro rumo e eu não mais o encontrei, no entanto, sempre que posso acompanho de longe o seu ministério, e confesso que fiquei estarrecido com as aberrações teológicas propagadas pela Sara Nossa Terra.

A revista Eclésia publicou uma entrevista sua onde o senhor de forma descarada defende a teologia da prosperidade.

“Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa, Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custa isso? A casa de Lázaro e outras residências onde ele se hospedava eram de classe média na época, ou até mesmo média-alta. Portanto, eu não consigo enxergar na Bíblia Jesus como uma pessoa paupérrima. Ele viveu como um rabi, que era um mestre. Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava no seu estilo de vida excelência, tinha uma vida abençoada – multiplicou pães, proveu boa pescaria aos seus discípulos. Como Senhor e Deus, ele tinha acesso às riquezas.”

Prezado pastor, assusta-me o fato de vê-lo forçar um texto bíblico para justificar a teologia da prosperidade. Ora, vamos combinar uma coisa, falar de que Jesus era rico é uma verdadeira sandice não é verdade?

Para piorar a situação li no Genizah que você está trazendo ao Brasil o Pr. nigeriano, Mathew Ashimolo, para aplicar um seminário cujo título é: “unção para adquirir riquezas”. Prezado Bispo, o senhor por acaso sabia que o pastor em questão foi condenado por crimes de ingerência de recursos de caridade e outras irregularidades que levaram o governo a lhe aplicar uma multa de 200.000 libras, entre outras penalidades?

Caro Rodovalho, preocupa-me o fato de que em tão pouco tempo você tenha deixado o evangelho dos Evangelhos por um evangelho doente, esquizofrênico e multifacetado.

Isto posto, desejo que o senhor abandone seus ensinamentos anti-bíblicos e regresse a simplicidade do evangelho. Rogo a Deus que o convença a abandonar no lixo as doutrinas espúrias da teologia da prosperidade, confissão positiva, maldições hereditárias, espíritos familiares e muito mais.

Naquele que é a verdade ,


Renato Vargens

Contando as bênçãos de Cabo Verde - Final

Por Renato Vargens

Depois de quase 10 dias fora do Brasil, onde estive pregando o Evangelho em Cabo Verde, África, estou de volta a esta nação tupiniquim. Por todo este tempo tive o privilégio de compartilhar da preciosa comunhão dos nossos irmãos cabo-verdianos que com todo carinho me acolheram em sua nação. Foram dias especiais onde fiz amigos e companheiros que com certeza durarão por toda a eternidade.

Minha gratidão ao superintendente nacional da Igreja do Nazareno, Rev. David Araújo, sua esposa e família bem como a todos os pastores de Cabo Verde que com amor cristão me receberam de braços abertos em seu país.

Que o Senhor os abençoe e guarde!

"ora akeli ki é puderoso pa fazi infinitamente mâs do ki tudu ki nu ta pidi y nu ta pensa conforme sê puder ki ta opera na nós a el seja glória na igrexa em Cristu Jizus pa século e século amém."


Renato Vargens