Unidade da igreja não é ecumenismo gospel.

Por Renato Vargens
Creio na unidade da Igreja Evangélica, porém, nem toda igreja que se diz evangélica de fato é evangélica. Recuso-me a acreditar que comunidades que comercializam a fé, vendem indulgências, além de criar doutrinas que afrontam as Escrituras Sagradas possam ser consideradas cristãs.

Isto posto, afirmo que a unidade da igreja não deve ser encontrada em igrejas que não reconhecem o senhorio de Cristo em todas as coisas, que abandonam a “uma só fé” e “uma só esperança” das Escrituras, acomodando-se ao pecado, ao mundo e as demais falsas igrejas.

Caro leitor, a unidade da Igreja é bíblica, contudo, o ecumenismo gospel é repulsivo e incoerente. Infelizmente não é possível acreditarmos na unidade entre igrejas sérias com igrejas falsas, cujo ensino é ensismemado, aproveitador e antropocêntrico. Ora, os cristãos verdadeiros não negociam a fé, não comercializam Deus, não vendem produtos mágicos, não servem a Maria, nem tampouco adoram a santos. Os verdadeiros cristãos não inventam esquisitices e aberrações teológicas como decretos e determinações espirituais. Os verdadeiros cristãos são éticos, honestos em suas posturas e comprometidos com a verdade e o evangelho de Cristo. Os verdadeiros cristãos zelam pela sã doutrina e repudiam as novas teologias. Os verdadeiros cristãos não relativizaram a Palavra de Deus, antes pelo contrário, pregam e vivem as Escrituras Sagradas em todo o tempo e momento.

Diante disto, afirmo que a unidade entre os crentes é bíblica, já o ecuminismo gospel, nunca será.

Caro leitor, como escrevi anteriormente precisamos URGENTEMENTE de uma nova reforma.

Que Deus tenha misericórdia do seu povo!

Renato vargens

Desabafo de um pastor

Por Renato Vargens

Cansei! Estou cansado de alguns evangélicos que não param de inventar coisas. Confesso que tenho andado deprimido com o que tenho visto e ouvido neste "brasilzão" de meu Deus. Por esses dias ouvi a história de um pastor que através de um "ato profético" resolveu confrontar o padroeiro de uma cidade no norte do estado do Rio de Janeiro. Para tal, ele vestiu-se de branco, colocou uma coroa na cabeça, montou em um cavalo também branco, escreveu na sua coxa rei dos reis e adentrou as portas do seu município dizendo que a partir daquele instante o padroeiro da cidade não era mais são Jorge e sim Jesus Cristo.
Estou cansado das invencionices evangélicas. Já não aguento mais, minha alma encontra-se abatida! Sinto-me perplexo com inúmeras aberrações! Não aguento mais ouvir a cada dia a noticia do surgimento de uma nova unção. Unção do touro selvagem, do riso, do leão, do urro, da águia e pasmem do macaco. Cansei de orações contrárias, de manipulações estapafurdias, de festas dos sinais, de troca de anjo da guarda, de arrebatamento ao 3º céu, de sal grosso pra espantar mal olhado, de pedrinha da prosperidade, de encostos, de maldições hereditárias, de vendas de amuletos e objetos que em nome de Deus prometem aos fieis o paraiso celeste na terra.

Ah! Estou cansado de escândalos, de orações por sete Reais, de apóstolos megalomaníacos, de louvores extravagantes, de avivamentos transloucados. Cansei do ecumenismo gospel, de bispas que escondem dinheiro na Bíblia, e de milagreiros espúrios que comercializam a fé.

Ah! Cansei dos "valdomiros, hernandes, macedos, soares, malafaias e felicianos" da vida. Não suporto ver a igreja do meu Senhor novamente vendendo indulgências.

Amados, 31 de outubro se aproxima e com ele a possibilidade de refletirmos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente assim, sendo reformados em nossos conceitos poderemos novamente sair deste momento preocupante e patológico da Igreja evangélica.
Uma nova reforma Já!
Renato Vargens

Carta aberta ao Conselho Federal de Psicologia

Sobre a punição da Psicóloga Rosângela Justino
Prezados senhores,

Manifesto publicamente minha preocupação quanto à possibilidade deste conselho em punir a Psicóloga Rosângela Justino por descumprir a resolução CFP 01/99 de 22 de março de 1999 que proíbe tratamento de homossexuais por psicólogos.

Pelo que sei a Dra. Rosangela simplesmente atende àqueles que incomodados por sua homossexualidade a procuram voluntariamente pedindo ajuda profissional quanto à crise existencial vivenciada. Assusta-me o fato de que o Conselho de Psicologia Federal considere a atitude de Rosângela discricionária e equivocada. Isto posto pergunto: Porventura não tem direito o que vive a homossexualidade desistir dela? E se o tem, não possui também o direito de receber ajudar profissional de um terapeuta quando solicitado? Ao afirmar que não, o CFP age de modo arbitrário aplicando sobre milhares de cidadãos brasileiros uma imposição de conceitos e valores absolutamente antagônicos a liberdade.
Prezados senhores a Carta Magna assegura a garantia dos direitos constitucionais conforme os termos dos Arts. 3º, IV; 4º, II; e 5º, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, que nos assegura o direito de:a) PENSAR (liberdade de consciência);b) EXPOR NOSSAS IDÉIAS (liberdade de expressão, intelectual e científica);c) ASSOCIAR PARA APOIAR OS QUE QUEREM SER APOIADOS (liberdade de atuar e/ou fornecer informações à sociedade).
Sendo assim, manifesto meu repúdio a possibilidade de qualquer tipo de punição a psicóloga Rosângela Justino, como também a proibição deste respeitado órgão em não permitir que seus afiliados exerçam liberdade científica, de pensamento, e expressão.

Atenciosamente,

Renato Vargens

Personal Profect - Quando a fé é terceirizada!

Por Renato Vargens
Há alguns meses fui surpreendido por mais uma daquelas tristes novidades que infelizmente acontecem com alguns evangélicos. Confesso que fiquei chocado ao ouvir pela boca de um pastor amigo a mais recente modalidade ministerial e eclesiástica: O “personal profect”.

Pode até parecer loucura mais é isso mesmo que você acabou de ler. Se não bastasse a significativa quantidade de absurdos que percebemos em alguns de nossos arraiais, ultimamente tem surgido em nossos templos pessoas que em nome de uma espiritualidade saudável se auto-intitulam guias e orientadores do rebanho de Cristo. Tais indivíduos fundamentam seus comportamentos no desenvolvimento da sociedade e modernidade, onde em virtude de fatores mais distintos, sentem-se necessitados em contratar especialistas em determinada área no intuito único de satisfazer suas necessidades humanas.

Diante disto, alguns podem até afirmar: para que orar? Pra que me relacionar com Deus se eu tenho alguém que pode fazer isto por mim? Basta solicitar ao meu profeta pessoal a orientação desejada que rapidamente terei as minhas respostas.

O pior amado irmão é que do jeito que a coisa anda daqui a pouco vamos ler nas páginas dos principais jornais o seguinte anuncio: “Ofereço serviço de profeta. Oro por você, leio a bíblia para você e ainda lhe dou a resposta de seus para os seus problemas. Obs: Cobro abaixo da tabela”.

Queridos, a fé, bem como a nossa relação com Cristo, jamais poderá ser terceirizada. Ninguém, absolutamente ninguém, pode se interpor na minha relação com Deus. Jesus Cristo, nosso Senhor, morreu na cruz do calvário para que cada um de nós desfrutasse de momentos de absoluta intimidade com o Pai. Deus não deseja que terceirizemos nossa relação com ele, antes pelo contrario, o que pretende é desenvolver conosco íntima relação, onde a oração, a leitura da Palavra e a comunhão com o Espírito Santo sejam marcas indeléveis de um povo que ama a Deus.

Pense nisso!

Renato Vargens

Uma coisa é Zico, outra coisa é Zico.

Por Renato Vargens
Mesmo sendo torcedor do Fluminense não pude deixar de admirar o futebol praticado por Zico. Muitas vezes fui ao maracanã assistir um Fla X Flu, e toda vez que o Galinho de Quintino pegava a bola eu tremia nas bases. De fato, Zico foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, isto sem falar do seu profissionalismo e ética profissional. Agora, existe outro Zico que tem feito o povo de Deus ruborizar de vergonha. Este relata através de um vídeo no youtube os detalhes de como recebeu uma nova unção da parte de Deus tocando num “grande” profeta do senhor. 
 
Para piorar a situação o tal “ungido” oferece a igreja brasileira seminários e palestras onde ele através da imposição de mãos transfere os dons espirituais que possui para os ouvintes.

Sinceramente não sei aonde vamos parar. O que fizeram com o evangelho de Cristo? O que fizeram com a sã doutrina? Será que nos tornamos caçadores de unção?

Caro leitor, esse não é e nunca foi o evangelho anunciado pelos apóstolos. Antes pelo contrário, este é o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Infelizmente, a Igreja deixou de ser a comunidade da palavra de Deus cuja fé se fundamenta nas Escrituras Sagradas, para ser a comunidade da pseudo-experiência, do dualismo, do misticismo e do neo-maniqueismo!

Ah, meu amigo, confesso que não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não suporto mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não suporto mais o aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais. Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho integral, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja compromissada com a Palavra de Deus, fazendo dela sua única regra de fé.


Renato Vargens

Naturismo Gospel.

Pelado, pelado, nú com a mão no bolso.
Por Renato Vargens
"Pelado, pelado, nú com a mão no bolso". Esse era o refrão cantado na década de 80 pela banda Ultrage a Rigor. Trinta anos depois do famoso hit secular, sou surpreendido por mais uma prática esdrúxula por parte de alguns denominados cristãos, o naturismo gospel. Pois é, além da balada gospel, do motel gospel, e do sexo gospel, eis que surge retumbante nesse Brasil varonil os naturistas cristãos. http://naturistascristaos.cjb.net/

Sinceramente eu não sei onde vamos parar. Assusta-me o fato de que em nome de Deus, inúmeras pessoas advoguem comportamentos tão extravagantes como este. Junta-se a isso, que fundamentados numa espiritualidade liberal e relativista, os adeptos de tal prática usam as Sagradas Escrituras para justificar sua aberração. Para estes o naturismo leva as pessoas ao estágio original de inocência, bem como reviver o período da criação.

Ora, o naturismo é totalmente incompatível com os pressupostos cristãos. Não tenho a menor dúvida de que as praias de nudismo atentam contra o pudor, a decência e moralidade, além obviamente de afrontar a santidade de Deus.

Infelizmente parte da igreja evangélica brasileira caminha a largos passos rumo ao paganismo. Precisamos resgatar os valores bíblicos, pregando ao nosso povo um compromisso INTEGRAL com a santa Palavra de Deus, por que caso contrário, daqui a pouco ouviremos em nossos cultos: “tá todo mundo nu, oba!

Deus tenha misericórdia desta geração.

Renato Vargens

Lugar de trem é no trilho.

Por Renato Vargens
Tenho andado por vários lugares neste país e visto o quão sofrido e carente se encontram o nosso povo. Na verdade, é impossível diante da dor e sofrimento de centenas de pessoas, não lembrarmos as palavras do apostolo Paulo: “Como Ouvirão se não há quem pregue?” Ora, nas ruas, nos becos, nos guetos, gente de todo tipo encontram-se desesperadas por uma mensagem de esperança e salvação. Junta-se a isso o fato de que na maioria das igrejas somente 10% dos membros estão envolvidos no serviço cristão, o que proporciona uma enorme demanda de trabalho.

Caro leitor, como tenho falado, lugar de trem é no trilho, isto é, o papel do cristão é engajar-se na igreja e servir seu Senhor. No entanto, por fatores diversos, inúmeros crentes têm abandonado nas prateleiras da fé, dons e talentos. Diante disto, tenho incentivado a alguns pastores e lideres a arregaçarem as mangas e dedicar-se com afinco na missão de reconduzir os desanimados da fé aos trilhos da esperança.

Creio piamente que o cristão pró-ativo sente uma enorme satisfação em servir seu Senhor, e que viver uma vida inoperante na Casa de Deus, contribui significativamente para o adoecimento da alma e das relações.

Isto posto pergunto: Que tal novamente colocar o trem no trilho?

Pense nisso!

Renato Vargens

Matrix, os evangélicos e a crise do real e do irreal.

Por Renato Vargens
Há pouco eu revi a trilogia do filme Matrix. O filme apresenta como tema a luta do ser humano, contra o domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial. Em um recurso extremo para derrotar as máquinas, a humanidade cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das mesmas, mas elas adotaram uma solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começaram a cultivá-los em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao quais todos são conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.
O filme é repleto de mensagens sutis, dentre as quais da existência de pessoas que preferem viver no mundo irreal a libertar-se da Matrix. Isto me faz lembrar inúmeros crentes em Cristo Jesus que optaram por viver a vida cristã em casulos ilusionários. Para estes, não vale a pena livrar-se dos habitáculos escravocratas, até porque, o mundo real vai de encontro a tudo aquilo que sempre combateram. Os crentes “matrixados” preferem a prisão dos usos e costumes a liberdade em Cristo Jesus. Aliás, você já se deu conta da existência de cristãos que não conseguem lidar com a liberdade? Para estes, o cristianismo não é libertário, e sim “budificado” e “carmático”. Neste contexto, usar maquiagem, brincos, pulseiras e anéis, ouvir música do mundo, jogar futebol, tomar um cálice de vinho com o cônjuge em datas especiais, dentre outras coisas mais, pode ser considerado libertino e demoníaco.

Prezado amigo, infelizmente um número significativo de cristãos, salvos em por Deus, ao ouvirem a mensagem libertadora do evangelho de Cristo, recusam o mundo real preferindo o “lerê, lerê” da Matrix.

Pense nisso!

Renato vargens

Carta aberta ao governador Sérgio Cabral sobre a Violência do Rio de Janeiro

Por Renato Vargens
Excelentíssimo governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
Apesar de saber que o senhor não se encontra no Rio, visto que pela 26ª vez em 31 meses de governo viajou ao exterior, venho através deste artigo protestar contra o descaso de seu governo para com cidadão carioca e fluminense.

Prezado governador, os homicídios não param de aumentar no Estado do Rio de Janeiro. De janeiro a maio deste ano, ocorreram 302 homicídios a mais do que no mesmo período do ano passado. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo do Estado, entre janeiro e maio, foram 2.759 assassinatos, ou seja, 12,3% a mais que nos cinco primeiros meses de 2008, quando foram registradas 2.457 mortes. O boletim de criminalidade divulgado hoje pelo ISP mostra que, neste ano, cresceram os registros dos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), tentativa de homicídio, lesão corporal, estupro e quase todos os tipos de roubo, com exceção do roubo de carga e em coletivos.
Caro Sérgio Cabral, confesso que estou cansado de ouvir tantas noticias ruins. Não agüento mais ler nos jornais ou ver na televisão as histórias trágicas de centenas de pessoas que foram vitimadas por balas perdidas. Até quando famílias inteiras chorarão desesperadas a perda de seus entes queridos? Até quando choraremos a morte de crianças e adolescentes?

Governador, confesso ao senhor que tenho vergonha deste país promiscuo, onde o jeitinho é quem dita as regras. Tenho vergonha dos políticos safados que se locupletam do poder publico, enriquecendo suas contas bancárias lixando-se para as dores dos pobres e miseráveis. Tenho vergonha dos contrabandistas, dos cafetões e cafetinas de colarinho branco, dos que traficam influência, de assassinos, terroristas, corruptos de todos os tipos que transformaram esta nação em covil de salteadores.

Prezado governador, eu quero o meu Rio de volta. Quero um Rio de festa, de alegria, de solidariedade, de harmonia. Quero um Rio de Janeiro a dezembro, quero um Rio seguro, quero um Rio de cores onde o verde, branco, grená, preto, vermelho, se confraternizem nos campos e estádios de futebol. Quero um Rio cujo os moradores independente do lugar que moram, convivam em paz e harmonia. Quero ver um Rio de encantos mil, quero novamente ver o Rio, coração do meu Brasil.

Com dor no coração,

Renato Vargens

Quando o pastor se transforma em político.

Por Renato Vargens
Bastam as eleições se aproximarem, que se torna absolutamente comum aparecer nos arraiais evangélicos, pastores afirmando que receberam um chamado especial da parte de Deus para se candidatar a algum cargo publico. Entretanto, a história recente do Brasil nos mostra que a chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não tem feito diferença na ética política do país, isto porque, o universo político evangélico não constitui, uma referência ética à sociedade brasileira. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios.
Lembro que certa feita enquanto oficializava uma cerimônia fúnebre, um destes “pseudos-politicos-cristãos”, solicitou-me uma pequena oportunidade para que publicamente pudesse demonstrar sua solidariedade à família enlutada, além obviamente de falar de sua candidatura à Câmara Municipal da Cidade. Fato que obviamente não permiti.
Em época de eleição é comum receber a solicitação de inúmeros pastores, os quais em nome de “Deus”, advogam a crença de que o Todo-Poderoso os convocou a uma missão hercúlea, a qual somente eles conseguirão viabilizar. Tais cidadãos fazem uso de chavões e de frases prontas do tipo: "Somos cabeça e não cauda", “ A política brasileira precisa de homens de Deus”, e etc.
Ora, não acredito em messianismos utópicos, nem tampouco em pastores especiais, que trocaram o santo privilégio de ser pregador do evangelho eterno por um cargo público qualquer. Não estou com isso afirmando de que o crente em Jesus não pode jamais concorrer a um cargo público. Tenho convicção de que existem pessoas vocacionadas ao serviço público, as quais devem se dedicar com todo esmero a esta missão. No entanto, acredito que o fator preponderante a candidatura a um cargo qualquer, deve ser motivada pelo desejo de servir o povo e a nação, jamais fazendo do nome de Deus catapulta para sua projeção pessoal. Agora, se mesmo assim o pastor desejar candidatar-se, que deixe o pastorado, que não misture o santo ministério com o serviço público, que não barganhe a fé, nem tampouco confunda as ovelhas de Cristo com o gado marcado para o abate. Que não comercialize aqueles que o Senhor os confiou, nem tampouco se locuplete do nome de Deus a fim de atingir seus planos e objetivos.
Encerro este artigo lembrando do pastor Billy Graham que ao receber o convite para concorrer à presidência da República dos Estados Unidos da América, recusou dizendo: “Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por um cargo tão insignificante?”
Pois é cara pálida, ouso afirmar que infelizmente alguns dos nossos pastores ao contrário do Dr. Billy Grahan aceitariam o convite na hora.
Pense nisso!
Renato Vargens

Dicas para construção de uma família feliz. - Parte III

Não mande a bruxa subir na vassoura
Por Renato Vargens

Jararaca! Não suporto aquela bruxa! Infelizmente não são poucas as noras que fazem de suas sogras verdadeiras feiticeiras. Na verdade, como todos sabemos algumas noras e sogras não conseguem conversar e conviver no mesmo lugar e há até algumas que abandonam o casamento por conta da interferência constante da sogra na vida do casal.
A relação entre sogra e nora/genro é tão complicada que os pára-choques de caminhão estão repletos de frases de efeito: “Sogra não é parente. É castigo. Sogra boa é a que já morreu. Corro, porque minha sogra vem aí. Se sogra fosse coisa boa, Cristo não teria morrido solteiro. Sogra e madrasta, só o nome basta.”
Brincadeiras a parte, noras e sogras brigam para conquistar espaço na estrutura familiar, e não é raro uma querer mostrar mais conhecimento de causa que a outra. Os motivos do bate-boca geralmente são: criação de filhos, vida profissional, capacidades culinárias, potencial de fazer a família feliz, organização do lar, e muito mais. Para complicar ainda mais a situação a nora não suporta a forma como a sogra “se intromete” na relação do casal. E a sogra como a nora trata o seu filho.
Pois é, as batalhas travadas entre noras e sogras têm levado a muitas famílias aborrecimentos seriíssimos. Na verdade não poucos os lares onde os conflitos familiares se multiplicam a olhos vistos simplesmente pelo fato de sogras e noras não conseguem conviver de forma pacifica.
Isto posto, que tal levantar a bandeira branca? O que você acha de abandonar as implicâncias tolas e mesquinhas em prol da família? A experiência pastoral me mostra que não são poucas as vezes que na vida polemizamos desnecessariamente com aqueles que nos relacionamos. Quantas vezes não fazemos um “cavalo de batalha” em questões banais e insignificantes? Por acaso já percebeu de que quando você trava algumas “brigas ou discussões” com seus filhos, amigos ou cônjuges ou sogra, na maioria das vezes você não chega a lugar nenhum?
Caro leitor, o diabo nosso adversário é astuto e perspicaz em ações e atitudes. Cuidado com suas arguciosas ciladas. Ele sabe que desviando os seus olhares do foco, conseguirá tornar sua vida amarga e sem sabor, além obviamente de lhe proporcionar fissuras em suas relações interpessoais.
Pense nisso!

Renato Vargens

Dicas para construção de uma família feliz. - Parte II

Prenda o cão!
Por Renato Vargens
A ingratidão é como um cão feroz, se morder alguém pode fazer estragos significativos em nossas vidas.
Pois é, a ingratidão de vez em quando se faz presente em nossos relacionamentos, e ser alvo dela é absolutamente estarrecedor. Comumente recebo em meu gabinete inúmeras pessoas que se queixam das ações e reações de cônjuges e filhos que por motivos banais esqueceram no canto da existência expressões de afetividade e amor. Ora, sofrer ingratidão por parte daqueles com quem nos relacionamos é extremamente dolente, e Infelizmente num mundo “ensimesmado” e egoísta como o nosso, tornou-se comum encontrarmos nas estradas da vida pessoas ingratas.
O apostolo Paulo afirmou em sua segunda carta a Timóteo de que nos últimos tempos os homens seriam amantes de si mesmos. Na verdade, segundo Paulo, a geração dos últimos dias estaria muito mais preocupada com seu próprio umbigo, do que com a dor do próximo.
Caro leitor, na minha experiência pastoral tenho presenciado inúmeros casos de senhores e senhoras que por motivos absolutamente banais foram abandonados pelos seus filhos, varejados em asilos, descartados como objetos desprezíveis e sem valor.
A ingratidão marca e fere a alma e como cão feroz estraçalha corações e sentimentos. Diante disto, jamais permita que a insensibilidade tome conta do seu coração. Anteponha-se a ela e prenda o cão feroz que porventura esteja vivo em você.
Pense nisso!

Renato Vargens

Dicas para construção de uma família feliz. - Parte I

Gentileza gera gentileza
Por Renato Vargens

Os que vivem neste mundo pós-moderno se caracterizam por um estilo de vida hedonista onde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que isso signifique atropelar conceitos, idéias e pessoas. Infelizmente as relações neste inicio de século XXI se fundamentam em trocas e barganhas onde o mais importante é descobrir o que eu posso ganhar e lucrar. Aliais, você já se deu conta que os relacionamentos interpessoais estão absolutamente desprovidos de afetividade, respeito, generosidade e gentileza? Por acaso já percebeu que a filosofia reinante nos corações é a da farinha pouca, meu pirão primeiro?

Há pouco li a história de um casal que tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata. A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida". Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: - Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!

Caro leitor, a história em questão nos ensina que o amor deve ser generoso e não egoísta. Durante vinte cinco anos, ambos se preocupavam mais em satisfazer o outro do que a si mesmo. Para eles o mais importante era a satisfação do parceiro do que a própria satisfação pessoal.

Como já escrevi inúmeras vezes a gente colhe o que planta. Ninguém que planta batatas, colherá cenouras. Quem semeia gentileza, colherá gentileza, em contrapartida, o que semear discórdia e egoísmo colherá frutos podres e desagradáveis.

E você, de que maneira tem se relacionado com sua família?

Renato Vargens

Esquisitices da música gospel – Final

Os levitas
Por Renato Vargens
Desde que me converti tenho ouvido por parte de alguns líderes evangélicos que aqueles que ministram o louvor com música na Igreja são levitas do Senhor. Como já escrevi anteriormente algumas comunidades evangélicas tem uma enorme facilidade de judaizar o Evangelho de Cristo. Vale a pena ressaltar que em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos a referência de que ministros de louvor, cantores ou instrumentistas sejam considerados como levitas do Senhor.

Dentro deste contexto gostaria de reproduzir parte do excelente artigo escrito pelo pastor Natanael Rinaldi, apologista do CAPC. Segundo Rinaldi o conceito de "levita” foi tomado por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, "levita" significa "descendente de Levi", que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18). Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12). Em se tratando o título levita ao Antigo Concerto não é próprio chamarmos os músicos e cantores como integrando um corpo ministerial estranho ao Novo Concerto, até porque, segundo as Sagradas Escrituras todos aqueles que confessam a Cristo foram feitos por Ele, reis e sacerdotes. Portanto afirmar que os músicos são levitas do Senhor afrontam de modo substancial o ensinamento bíblico e cristão.

Pense nisso!

Renato Vargens

Esquisitices da música gospel – parte III

Dança profética
Por Renato Vargens
Uma das mais marcantes características litúrgicas das igrejas neopentecostais são os grupos e ministérios de dança. Do Oiapoque ao Chuí tornou-se comum encontrar nas comunidades evangélicas grupos coreográficos que dançam em meio ao louvor. Mediante passos coreografados, roupas extravagantes e esvoaçantes, além de variados acessórios, rapazes e moças dançam de forma esfuziante enquanto o povo de Deus entoa canções a Deus.
Bom, antes que seja apedrejado pelos bailarinos de plantão, quero afirmar que acho a dança uma arte belíssima, e que acredito piamente que possua o seu lugar e espaço no cenário evangélico. Entretanto, colocar a dança em meio à adoração é no mínimo mau gosto. Ora, para inicio de conversa o momento de adoração deveria ser única e exclusivamente para adorar a Deus e não para a apresentação de grupos artísticos. Para piorar a situação algumas das danças em questão são absurdamente sensuais, de péssima coreografia e com uma roupa que faz inveja a qualquer concurso brega deste pais.
Se não bastasse essa esquisitice toda, os que advogam o ministério de dança o fazem afirmando que quando dançam, agem profeticamente. Como não poderia deixar de ser, os bailarinos gospel forçam uma intrepretação biblica fundamentando sua prática em textos do Antigo Testamento, como por exemplo, os episódios ocorridos a Miriã e David respectivamente. No novo Testamento encontram base para o seu comportamento ao afirmarem que João Batista estremece e salta de alegria no ventre de sua mãe ao sentir a presença do Messias. Além disso, afirmam que a Igreja nasceu em Jerusalém, não em Roma e em virtude disto podem dançar com liberdade.
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Não sou contra a dança, desde que seja feita de forma contextualizada e fora do momento de louvor com musica. O que não dá, é no meio da adoração, tirarmos a atenção daquele que nos salvou focando num bando de dançarinos despreparados, achando que aquilo que fazem é expressão de arte. Ora, se querem dançar, que o façam em momentos diferentes através de ritmos diferentes e com roupas menos esquisitas.
Pois é, como já escrevi anteriormente parece que nos últimos anos, a igreja se perdeu no caminho em direção ao trono do Altíssimo. Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.
Pense nisso!


Renato Vargens

Jamais permita que a igreja se transforme em pedra de tropeço para a sua família.

Por Renato Vargens
Nós que experimentamos a salvação por intermédio de Cristo desenvolvemos um eterno sentimento de gratidão a Deus. Isto porque, estávamos mortos, distantes da comunhão do Pai, destituídos de sua benignidade, bem como, atolados em nossos delitos e pecados. Entretanto, mediante a sua eterna misericórdia e infinito amor, Deus compadeceu-se da nossa miséria enviando-nos então o seu filho para morrer em nosso lugar. Como somos gratos! O que seria de nós sem o Senhor? Que sentido teria a vida sem Jesus Cristo? Ele nos redirecionou, nos deu esperança, libertou-nos das garras do diabo, deu-nos alento para a alma, força para viver. Que descoberta maravilhosa é o evangelho! Que tesouro precioso são as boas novas da cruz de Cristo!

Viver para Deus é simplesmente maravilhoso. Sem sombra de dúvidas a vida ganhou um novo sentido quando descobrimos a raiz do verdadeiro amor e perdão. Milhões de pessoas em todo globo, após encontrar-se com Jesus mergulham de corpo e alma na pregação do evangelho e no desenvolvimento da vida comunitária, isto é maravilhoso! É fantástico a gente ver o povo de Deus vivendo e pregando o evangelho em todos os lugares possíveis e imagináveis. Entretanto, ao contrário do que pensamos nem sempre isto significa a melhor coisa a ser feita. Isto porque, em nome de uma espiritualidade capenga, no afã de servirmos a Deus na igreja, esquecemos nas prateleiras empoeiradas das nossas vidas pessoas importantes como cônjuges, filhos e família. Ora, é impossível viver a vida cristã sem o salutar hábito de servirmos a Deus na Igreja. Ao nascer de novo somos tomados por uma vontade substancial de sermos úteis ao nosso Senhor e ao seu Reino. Contudo é de fundamental importância que entendamos que o servir a Deus e a família não são coisas auto-excludentes.

A espiritualidade saudável faz com que compreendamos que no Reino de Deus existe tempo e espaço para tudo. Existe tempo, para pregar o Evangelho, para visitar os enfermos, para aconselharmos os carentes, bem como para brincar e rir com os filhos, passear com a esposa, tirar férias com a família, além obviamente de desenvolver no lar uma ambiência de aconchego e amizade.
Caro leitor, por favor, pare, pense e responda: o que adianta ganhar o mundo para Cristo e perder os filhos para as drogas ou álcool? Ou falar entusiasticamente do amor de Deus para os desfavorecidos sem contudo ser capaz de demonstrar com um gesto de carinho sequer amor pelo cônjuge? Ora, a vida Cristã não deve estar fundamentada nos cacoetes da espiritualidade, mais sim nos princípios irrefutáveis da Palavra de Deus.

Somos chamados para vivermos a vida de forma equilibrada. O Senhor nosso Deus deseja que estejamos extremamente engajados na expansão do Reino. Ele quer que sejamos crentes ativos, pregadores da justiça, servidores da comunidade e anunciadores das boas novas. Entretanto, não significa dizer que por fazermos isso, devemos deixar de lado a nossa família. Antes pelo contrário, o desejo do Pai é que sejamos pregadores da justiça em nossa casa, que sejamos servidores de nossos filhos e cônjuge. Se fizermos isso, aí sim, aqueles que nos amam entenderão que vale a pena servir o Deus do evangelho.

Pense nisso!
Renato Vargens

Esquisitices da música gospel - parte II

Adoração extravagante.
Por Renato Vargens
O louvor da sua igreja é extravagante? Não? Então você está fora do mover de Deus. É exatamente isso que algumas pessoas têm dito àqueles que não aderiram a um dos mais novos métodos de adoração.
No Brasil, os representantes mais conhecidos deste estilo de louvor congregacional são Davi Silva, Mike Shea, Ludmila Ferber, David Quinlan e Ministério Diante do Trono. Em linhas gerais, essa tendência afirma a necessidade de uma adoração sincera, abundante, espontânea, totalmente guiada pelo Espírito de Deus. Para estes a palavra “extravagante” fala da atitude do adorador, a qual deve sobrepujar os padrões formais e expressar sua adoração em termos de liberdade e espontaneidade. Nesta perspectiva, o verdadeiro adorador voa como águia, ruge como leão, salta como coelho, canta de costas para o público, além de rolar pelo chão quando tocado por Deus. Para os adoradores extravagantes o que vale é romper com os paradigmas religiosos, manifestando através do louvor congregacional uma adoração desprovida de frieza espiritual. Segundo estes, tudo é válido desde o riso incontido ao choro histérico por parte dos adoradores.
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos ensinam a cantar extravagantemente. O Novo Testamento não nos concede respaldo teológico para que entoemos cânticos cuja inspiração é de cunho delirante. Ora, vale a pena ressaltar que o nosso louvor ainda que emocionado deve ser absolutamente racional.
Ah! Que saudade do louvor onde Cristo era o foco da adoração. Ah! Que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Lembro-me de momento maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor cantando a Deus com coração contrito e quebrantado.

Prezado amigo, diante de tanta extravagância alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, e o evangelho de Cristo vivenciado.
Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja evangélica brasileira.

Uma nova reforma Já!

Renato Vargens

a unção da bicharada

Por Renato Vargens

Por acaso você já percebeu que vivemos numa época onde se tem unção para todo tipo de gosto? Pois é, os adeptos da "zooteologia" acreditam que pessoas em estados alterados de consciência recebem da parte de Deus a mais variada unção de animais.

Diante disto sou obrigado a confessar que a unção da bicharada é algo que me deixa extremamente intrigado, até porque, não vejo em nenhum momento da Bíblia os apóstolos usufruindo de tais manifestações espirituais. Por acaso existem relatos nas Escrituras de Paulo latindo? Ou de Pedro uivando? Ou Timóteo rugindo? Claro que não. Entretanto, os adeptos da "zooteologia" acreditam que algumas pessoas recebem da parte de Deus a unção de animais, o que as faz latir como cães, pular como macacos, rastejar como cobras.

Lembro que há pouco tempo a Ana Paula Valadão e o ministério Diante do Trono protagonizaram uma das piores cenas já vistas. Movidos por aquilo que denominam de unção dos quatros seres viventes, os integrantes deste famoso grupo rugiam como leões, batiam os braços imitando as asas de uma águia, além de rolarem como bichos palco abaixo.

Caro leitor, sinceramente confesso que não sei aonde vamos parar. O que fizeram com o evangelho de Cristo? O que fizeram da sã doutrina? Diante disto tudo lhe pergunto: Que Cristianismo é esse? Que Evangelho é esse? Que doutrinas são estas? Ora, esse não é e nunca foi o evangelho anunciado pelos apóstolos. Antes pelo contrário, este é o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Infelizmente, a Igreja deixou de ser a comunidade da palavra de Deus cuja fé se fundamenta nas Escrituras Sagradas, para ser a comunidade da pseudo-experiência, do dualismo, do misticismo e do neomaniqueismo!

Como cristão repudio veementemente essa zooteologia esdrúxula que só serve para confudir o povo de Deus além obviamente de levar aos incautos deste século a blasfemarem contra o Senhor. Além disso, rogo ao Deus Todo-Poderoso que nos livre e guarde das loucuras e aberrações deste tempo!

Maranata!

Renato Vargens

Esquisitices da música gospel - Parte I

Shu profético

Por Renato Vargens

Existem comportamentos evangélicos extremamente esquisitos. Um deles é o tal do Shu! Bom, antes de qualquer coisa deixe-me explicar: segundo alguns adeptos do neopentecostalismo Shu é um clamor profético, uma Palavra profética lançada nas regiões celestiais, à semelhança de um ato profético, feito para extirpar a presença do pecado e convidar a vinda do Senhor Jesus com Sua Santidade!

Em algumas igrejas, no período de louvor com música, é comum entre uma canção e outra ouvirmos dos cantores a expressão em questão. É Shu para lá, Shu para cá, Shu em louvores alegres, em canções tristes, Shu em todo tempo e todo momento.

Pois é, o que me chama a atenção é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas vemos o Senhor ou os apóstolos orientando a Igreja de Cristo a pronunciar SHU enquanto canta. Ora, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado a Palavra de Deus. Aliais, vamos combinar uma coisa: que capacidade impressionante esse pessoal tem de inventar novas doutrinas.

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e que somente ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Isto posto, afirmo que qualquer comportamento, ensino, ou prática que não se adéqüe as Sagradas Escrituras deve ser rechaçado pelo povo de Deus.

Diante disto minha oração é que o Senhor nos reconduza a simplicidade da adoração levando-nos a viver um Cristianismo descomplicado onde a Graça de Deus se manifesta de modo abundante e abençoador.

Pense nisso!

Renato Vargens

Mantra Gospel

Renato Vargens
Na maioria das igrejas evangélicas tupiniquins o tempo destinado a música é muito mais valorizado do que a pregação da Palavra de Deus. Para piorar a situação as canções ministradas afrontam diretamente as Sagradas Escrituras, até porque, suas letras e conteúdo são ensimesmadas, antropocêntricas e erotizadas.

Uma nova mania tem sido disseminada entre os evangélicos, que é o que denomino de Mantra Gospel. Mantras são poemas religiosos que originaram do hinduísmo, porém também são utilizados também no budismo. Os mantras são entoados como orações repetidas, contudo, não constituem propriamente um diálogo com Deus. Os hinduístas Acreditam que os mantras, por sua repetição, possuem uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. O mantra gospel seria a repetição, em canções, de algumas frases durante 15, 20 ou 30 minutos.

Veja por exemplo essa canção da Nívea Soares:

Jesus, eu quero ficar contigo,
eu quero ser teu amigo,
quero comer no teu prato,
calçar os meus pés nos teus sapatos e arrastar...
Jesus, eu quero muito você,
pegar tuas sandálias e esconder,
esconder pra você não sair
pois eu quero estar perto de ti!
te abraçar
Jesus, eu quero deitar no teu colo,
Te contar tudo, tudo o que sei,
Descansar recostado em teu peito ouvindo o teu coração
E me acalmar...
Jesus, eu quero vestir sua camisa,
Com as mangas maiores que meus braços
Correr pela casa ao teu encontro
E me abandonar no teu abraço
E te abraçar.

Caro leitor, antes de qualquer coisa não me venha com essa idéia de licença poética. Licença poética é absolutamente diferente disso.

Isto posto, confesso que estou assutado com o fato de que canções com esta, chegam a ter uma conotação romântico-sensual. Ora, só falta os nossos vocacionados e abnegados cantores gospel parafrasearem Roberto Carlos cantando “como é grande o meu amor por você.”

Pois é, infelizmente parte da igreja de Cristo está mergulhada em esquisitices. Se não bastasse cantar de costas para o povo e voltado para a parede, cantam agora mantras enlouquecidos e horrivelmente erotizados.

Diante da apostasia que nos cerca, da confusão doutrinária evangélica, do pluralismo religioso, além da relativização de valores cristãos, precisamos URGENTEMENTE regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim firmados na Palavra imutável do Criador sobrepujaremos as batalhas desta lida.

Pense nisso!

Renato Vargens

Você desceria do salto?

Por Renato Vargens
Há alguns anos estive a visitar a famosa Ópera do Arame, um dos lugares mais bonitos da agradável cidade de Curitiba. Naquela época para adentrar ao monumento, bem como desfrutar de tudo aquilo que ele oferece, torna-se indispensável atravessar uma ponte de ferro, cujo piso é cheio de pequenos buracos. Na verdade, tais orifícios têm a finalidade de proporcionar ao visitante, a ampla visão de um grande lago, o qual compõe um dos cenários mais belos dos quais já tive o privilégio de ver. Num determinado momento do passeio, percebi que certa moça tinha uma enorme dificuldade de atravessar a ponte, isto porque, o sapato que usava possuía um grande salto, o que fazia com que não conseguisse equilibrar-se adequadamente. Diante da impossibilidade de caminhar, ela tinha duas opções: a de tirar os sapatos e ir descalça até ao grande teatro, ou de continuar calçada e não desfrutar da beleza do lugar.
Depois de pensar alguns minutos a jovem senhora desistiu de atravessar a ponte. Diante do fato lembrei-me imediatamente da existência de pessoas que não conseguem descer do salto em hipótese alguma, isto porque, para elas torna-se difícil despojar-se de sua arrogância e auto-suficiência.
Ora, quantas pessoas, em virtude de sua empáfia, preferem ficar calçadas a desfrutarem de momentos belíssimos na vida? Caro leitor, tenho entendido que um espírito altivo, arrogante e auto-suficiente tem a enorme capacidade de impedir-nos de desfrutar do melhor de Deus.
E você? Já desceu do salto?
Renato Vargens

A graça barata e o Jesus bonachão do movimento gospel.

Por Renato Vargens
Infelizmente o evangelho pregado nos últimos anos por parte de alguns dos evangélicos nos tem feito ruborizar. Isto porque, em nome de um Cristo bonachão, proclama-se um cristianismo permissivo, onde quase tudo é lícito ou admitido. Mediante a pregação deste tipo de evangelho, o adultero jamais é confrontado, o sexo antes do casamento é permitido, e a Santa Palavra de Deus relativizada. Para os adeptos deste tipo de teologia a graça é barateada, mediante a justificação do pecado, sem contudo, com que isso justifique o pecador. Além disto, a graça barata é a pregação do perdão sem a exigência de arrependimento, batismo sem compromisso, comunhão sem confissão, absolvição sem contrição.

A graça barata se manifesta em convites quase que desesperados para que se aceite a Cristo como salvador. A graça barata é humanista, simplista e mágica. A graça barata não exige “metanoia” por parte do pecador, antes pelo contrário, sua exigência se fundamenta no aprendizado do “evangeliques”, onde o interessado efetiva sua "matricula" na classe daqueles que querem mandar em Deus através de decretos e ordens espirituais. A graça barata é a graça das campanhas, das correntes, da troca do anjo da guarda, da barganha com Deus, da febre do gospel. A graça barata é parceira do paganismo, do ecumenismo sincrético e do culto ao corpo.

Caro leitor, confesso que este tipo de graça não tem graça, até porque, esta graça jamais foi à graça ensinada por nosso Senhor e pelos apóstolos. Chega de baratearmos bem como relativizarmos a graça de Cristo. Mais do que nunca somos chamados pelo nosso Senhor a anunciarmos o evangelho integral, não permitindo com que conceitos anti-cristãos façam parte do conteúdo de nossas mensagens.

Renato Vargens

Fica vermelha cara sem vergonha.

Por Renato Vargens

Há pouco fui convidado para ser preletor de um importante congresso de missões. Lembro que ao chegar ao local do evento fui levado a uma sala onde se encontravam alguns dos conferencistas. De modo rápido e prático cumprimentei os presentes, no entanto, não pude deixar de reparar em um rapaz que estava sentado no sofá. Logo que eu o vi, imaginei que fosse uma pessoa com sérios problemas neurológicos. Para piorar a situação, o rapaz era tatuado, cabeludo e se vestia de uma forma estranhíssima.

Naquela noite dirigi-me ao local de reunião para ouvir a palestra que seria aplicada por um pastor que até então não conhecia. Depois de algumas canções, nosso anfitrião, convidou o pastor fulano de tal para subir a plataforma. Para minha surpresa o preletor da noite era o cabeludo tatuado. Claro que imediatamente fiz caras e bocas pensando com meus botões: Pode porventura vir alguma coisa boa de “Nazaré”?

Cheio de preconceitos preparei-me para ouvir a mensagem. Ao abrir a boca, senti que o cabeludo tatuado era extremamente capacitado ao oficio da pregação. Durante 50 minutos ouvi um sermão inteligentíssimo e com muita graça de Deus. Ao final do culto, fui constrangido pelo Senhor em virtude da minha atitude extremamente preconceituosa. Na verdade, eu havia julgado o rapaz pelo seu jeito e forma de vestir e não pelo seu conteúdo.

Caro leitor, por acaso você já percebeu que em alguns momentos da vida somos extremamente preconceituosos? Pois é, por fatores incompreensíveis achamos que Deus se encaixa somente em nossos costumes e cultura e que em virtude disto ele jamais usaria pessoas de “tribos” diferentes.

Prezado cara pálida, por favor não esqueça que nosso Deus é livre e soberano. E como tal Ele usa quem quer!

A Deus toda glória.

Renato Vargens

Paródia Gospel

Por Renato Vargens
Por acaso você já percebeu de que tudo aquilo que acontece nas nossas comunidades tem sido transformado em gospel? Música gospel, teatro gospel, show gospel, dança gospel, além de tantas outras coisas mais? Pois é, infelizmente nesta tupiniquim terra quase tudo que os evangélicos fazem virou gospel. Isto me faz lembrar uma paródia que publiquei há alguns meses:

Conta-se a história que um rapaz acordou pela manhã e fez a sua oração gospel. Logo depois ligou o som colocando o cd do seu cantor gospel preferido. Enquanto o som rolava, o rapaz escovava os dentes com a pasta de dentes gospel. Ao terminar vestiu seu terno Marcos Feliciano gospel e rumou “gospelmente” para o seu trabalho. No meio do caminho ele parou numa banca de jornal onde filou uma revista de fofoca gospel. Enquanto lia ele reparou que se aproximava uma linda garota gospel, de saia e mini blusa gospel.

Ao vê-la, jogou um charme gospel buscando um inicio de conversa. Saíram para beber uma cerveja sem álcool gospel, dançaram música eletrônica gospel, e rap gospel. O clima esquentou, a química brotou, e ele perguntou a gata gospel se ela não queria ficar. Ela prontamente aceitou e ali mesmo rolou altos beijos gospel. Convidou-a então para a noite irem assistir a um show gospel. No meio do show levou a gata a um canto mais escuro e ali mesmo lhe deu um amasso gospel. Mão gospel boba pra cá, mão gospel boba pra lá, estavam a mil, no maior clima. Depois do show resolveram ir até um motel gospel descarregar sua adrenalina em uma noite de amor e sexo gospel.

Pois é, seria cômico senão fosse verdade. Nossos jovens precisam URGENTEMENTE abrir os olhos, até porque, se continuarem deste jeito conhecerão o inferno gospel.

Pense nisso!

Renato Vargens

Pode o crente ser possuído por demônios?

Por Renato Vargens
Volta e meia recebo alguém em meu gabinete pedindo que ore por um amigo ou parente que é cristão, e que possivelmente sofre de possessão demoníaca. Sempre que ouço pedidos deste tipo procuro explicar ao meu interlocutor que do ponto de vista bíblico é IMPOSSÍVEL uma pessoa regenerada pelo Espírito Santo e salva pela graça de Deus em Cristo Jesus, ter em seu corpo a manifestação de dois senhores. Até porque, se somos de Cristo, o maligno não pode nos tocar. Em outras palavras isto significa que se alguém se diz cristão estiver endemoninhado, este com certeza nunca conheceu a graça do Senhor, até porque, caso tivesse conhecido, Satanás jamais o possuiria.

Há pouco tempo, fiz uma pesquisa em meu blog onde indaguei aos meus leitores se eles acreditavam na afirmação de que o verdadeiro crente poderia perder a salvação. Na ocasião 100 pessoas participaram da pesquisa, sendo que 41% manifestaram sua crença de que o crente em Jesus poderia perder a salvação eterna.Confesso a você que fiquei surpreso com o resultado da enquete, até porque, jamais poderia imaginar que uma parcela tão grande de pessoas demonstrasse plena convicção de que o crente poderia cair da graça. Ora, a Bíblia é enfática em afirmar a segurança dos cristãos. Para as Sagradas Escrituras, não é possível com que o verdadeiro crente afaste-se definitivamente da graça de Deus, até porque, as doutrinas bíblicas quanto à garantia da salvação são extremamente claras.Por favor, leia atentamente o texto abaixo:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.” Jo 10:27-29

Caro leitor, o texto em questão é claro. O crente que nasceu de novo, nunca há de perecer nem tampouco pode ter a sua vida arrebatada das mãos do Pai. Satanás não pode violar o “lacre” do Espírito de Deus em nossas vidas. Junta-se a isso o fato de que ninguém é poderoso suficientemente para arrancar os salvos das mãos do Senhor.

Isto posto, é indispensável também que entendamos que o fato de alguém acreditar que o cristão pode jogar fora a salvação que o Pai lhe deu, aponta efetivamente para o desconhecimento das doutrinas bíblicas. Além disso, foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “Todo o que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (Jo 6:37) Vale também a pena ressaltar de que o Senhor Jesus ao ascender aos céus, deixou-nos o Espírito Santo como garantia da nossa salvação. A presença do Espírito em nós é a esperança e convicção da vida eterna. O Espírito Santo é o penhor, o qual nos garante irrevogavelmente a eternidade com Deus.

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”.(Ef 1:13)

“O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. (Ef 1:14)

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. (Ef 4:30)

“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”. (2Co 1:22)

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo pela Salvação eterna! Engrandecido seja o seu nome, porque a salvação das nossas almas não depende dos nossos esforços, e sim exclusivamente dele. Somos irremediavelmente salvos, vamos viver com Cristo pelos séculos dos séculos e o maligno não pode nos tocar!

Renato Vargens

Sinceramente não dá para ouvir rádio evangélica

Por Renato vargens
Depois de um bom tempo sem ouvir rádios evangélicas, resolvi sintonizar o dial em algumas delas. Trinta minutos depois já havia desistido, isto porque, num curto espaço de tempo, ouvi pregações distorcidas, canções estereotipadas, manifestações politiqueiras dos pilantras da fé, além de decretos e determinações contrárias as Sagradas Escrituras. Aliais, vamos combinar uma coisa? O cara para ouvir algumas rádios evangélicas necessita de uma dose extra de paciência, até porque, as letras e melodias tocadas são uma verdadeira afronta ao bom gosto.

Ora, antes que alguém me apedreje não estou de forma alguma desfazendo deste veículo de comunicação. Sei da importância dos meios de comunicação em massa e louvo a Deus por termos alguns destes em nossas mãos, entretanto, prefiro ouvir bons CDs de gente que com certeza está compromissada com evangelho do que dedicar o meu precioso tempo a programações que manipulam a fé do povo de Deus.

Caro leitor, que bom seria se as músicas tocadas em nossas rádios fossem frutos de vidas comprometidas com o Reino de Deus. Ah como eu gostaria de ouvir nas rádios evangélicas João Alexandre, Nelson Bomilcar, Logos, Vencedores por Cristo, Asaph Borba, Ademar de Campos, Atilano Muradas, Josué Rodrigues, Crombie, palavraantiga isto sem falar em um incontável número de bons músicos desconhecidos que tem tocado canções de qualidade nesse “brasilzão” de meu Deus.

Meus amados, a situação anda tão deprimente que já existe fã-clube de artista gospel. Sei ainda de algumas histórias de cantores que precisam de segurança para andar em lugares públicos. Ora irmãos, mais uma vez eu pergunto que evangelho é este? Confesso que o Gospel Show Business me enoja! Não agüento mais ouvir mantras repetitivos, estou cansado das canções empobrecidas teologicamente, não suporto mais tanta “chuva de bênçãos”, nem tampouco as esquisitices dos que julgam estar diante do trono.

Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja brasileira definitivamente se perdeu no caminho em direção ao trono da graça. Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

Renato Vargens

Eu ouço música do mundo!

Por Renato vargens

Lembro que no início da minha caminhada cristã fui ensinado pelos meus discipuladores que toda música que não fosse evangélica vinha do diabo. Com isso tive que jogar fora todos os meus discos (na época não existiam CDs).

Com o passar do tempo e com a maturidade cristã, entendi a doutrina da graça comum. Em virtude desta compreensão, voltei a ouvir a boa música popular brasileira. Bom, antes que seja apedrejado pelos religiosos de plantão, é importante salientar de que Deus estabeleceu como ordem a graça comum. E que esta é a fonte de toda, cultura, e virtude comum que encontramos entre os homens. Em outras palavras isto significa que Deus em sua infinita graça fez com que o sol nascesse sobre o justo e o injusto, e mandasse chuva sobre o bom e o mau. Entre as bênçãos mais comuns que devem ser atribuídas a esta fonte, podemos enumerar a saúde, a prosperidade material, a inteligência em geral, os talentos para a arte, música, oratória, literatura, arquitetura, comércio, invenções e etc.

Talvez por ignorância, parte dos evangélicos em nome de Deus dicotomizaram a existência dualizando o mundo. Infelizmente fundamentados numa pseudo-espiritualidade, um número imensurável de cristãos tem ao longo dos anos avaliado como profano e imoral tudo aquilo que não brota dos arraiais evangélicos. Para estes, quem ouve musica do mundo ou vai ao teatro assistir uma peça, cede às tentações do diabo. Segundo esta perspectiva, a arte, a cultura e a música secular foram “divinamente satanizadas”.Como disse o pastor Marcio de Souza é absolutamente impossível negar a ação de Deus entre os homens ao ouvir clássicos da música como “One” do U2, ou "Miss Sarajevo" onde Luciano Pavarotti leva qualquer um às lágrimas com sua participação especial.

Eu particularmente sou tocado com a musicalidade de Elis, com o ritmo da bossa nova, com a voz de Maria Rita, com a brasilidade de Gonzaguinha, Com as letras de Renato Russo, com a inteligência do Lenine, com o doce gingado do baião nordestino, com a voz de Frank Sinatra, com as sinfonias de Bethoven, Bach e Mozart, com a música de Roberto Carlos, com a arte do Police, U2 , Dire Straits e tantos outros mais.

Meu amigo, não consigo ver deteminadas menifestações musicais ou culturais como satânicas ou malignas, antes pelo contrário, a multiforme manifestação cultural no ser humano, aponta diretamente para um Deus generoso que é absolutamente apaixonado pela arte, música e cultura.

Louvado seja o Senhor pela graça comum!

Renato vargens

Nunca é tarde para sonhar

Por Renato Vargens


O portal G1 publicou (1) que Otacílio José dos Santos de 84 anos se formou no ensino médio, em uma escola da rede pública estadual de São Paulo. Segundo a reportagem ele teve que começar a trabalhar ainda criança e havia largado os estudos na terceira série do ensino fundamental. Otacílio nasceu em João Pessoa e chegou à capital paulista há 54 anos, sem saber direito ler e escrever. Depois que ficou viúvo pela segunda vez, já idoso, criou coragem para voltar à escola. Foram cinco anos de estudos. "Foi uma vitória grande chegar até o ponto final", disse ele. Com o diploma na mão, o idoso tem outros grandes planos. Ele quer ser advogado.

Prezado leitor, que exemplo maravilhoso o seu Otacílio nos dá não é verdade? Ele poderia muito bem usar da desculpa de que os anos se passaram e de se sentia velho, e que seria muito complicado voltar àquela altura do campeonato a sala de aula. Entretanto, seu Otacílio optou pelo ressurgimento do sonho matriculando-se novamente numa escola pública.

E você? Será que é daqueles que tem medo de tudo e de todos? Será que a idade lhe tirou a capacidade de sonhar? Ora, a Bíblia está cheia de exemplos de homens como Abraão, Moisés, Josué e Calebe que mesmo em avançada idade frutificaram no Senhor. Isto posto, quero incentivá-lo a não se intimidar ante aos obstáculos, e sim, encará-los descobrindo que apesar das trilhas defeituosas desta vida, o final do percurso é extremamente gratificante.

Ora, o Sr. Otacílio poderia dar todas as desculpas possíveis para não voltar a escola, entretanto, ele optou por enfrentar as dificuldades do que acomodar-se a vida esperando pacientemente a morte chegar. E você? Faria a mesma coisa?

Pense nisso!

Renato Vargens

O rapaz da rosca e arte do empreendedorismo.

Por Renato vargens

Hoje pela manhã ouvi a história de Erisvaldo. Erisvaldo tem 36 anos e é natural do Crato no Ceará. Há três anos ele chegou ao Rio de janeiro e para sobreviver começou a trabalhar numa padaria. Pouco tempo depois, ele resolveu empreender o seu próprio negócio. Na humilde cozinha de sua casa em uma comunidade pobre, Erisvaldo começou a fritar roscas, comercializando-as no centro da cidade. Com bom humor, intrepidez e coragem, o rapaz alcançou notoriedade vendendo duzentos e cinqüenta roscas por dia, proporcionando recursos suficientes para sustentar toda a sua família.
A história de Erisvaldo nos mostra a existência de pessoas que através de atos práticos rejeitaram a idéia da “gabrielização da vida”. Para estes, o empreendedorismo é o passo certo diante das incertezas de um mercado que constantemente encontra-se em crise.
Diferente de milhares de pessoas neste país, Erisvaldo em vez de acomodar-se ante as dificuldades, encarou o desafio da subsistência de frente, acreditando que é possível viver dignamente com trabalho, dedicação e honestidade. Ouso afirmar que como Erisvaldo boa parte daqueles que resolveram empreender entenderam que até podem ter nascido assim, no entanto, viver e morrer assim, jamais.
E você de que forma tem lidado com a crise? Será que se acomodou a ela, ou tem pensado em novas estratégias capazes de alterar o rumo de sua vida? lembre-se que a acomodação em muitos casos poderá lhe trazer algumas consequências sériisimas.
Pense nisso!

Renato Vargens

Sexo em troca de um cachorro quente.

Renato Vargens

A revista Época de 29/06/09 trouxe uma forte reportagem sobre adultos que se relacionam com prostitutas infantis.

Como todos sabemos a prostituição infantil é epidêmica em regiões carentes. E infelizmente existem milhares de crianças que vendem o corpo por um cachorro-quente, por drogas, por um prato de comida. Há alguns anos vi na capital pernambucana, “turistas” de várias partes do mundo, sentados à beira-mar, tomando água de coco, prontos para dar o bote em nossos pequeninos. Também ouvi dizer que na zona oeste da cidade do Rio de janeiro, nossas meninas são exploradas sexualmente por R$ 1,99.

Uma Pesquisa divulgada pela “Secretaria Especial de Direitos Humanos em Janeiro de 2005, denunciou a exploração social e comercial de crianças e adolescentes em 937 municípios brasileiros”. Segundo dados recentes do ministério da justiça, a exploração sexual infantil está presente em 16,88% dos municípios brasileiros. O estudo também nos mostra que o quadro é ainda mais grave no Nordeste, onde em 32% das cidades há forte exploração sexual de crianças e adolescentes.

Para piorar a coisa alguns dos nossos juízes tem negado ser crime pagar por sexo com menores. Segundo a Época os primeiros magistrados a lavar as mãos foram os do tribunal do Mato Grosso do Sul. Os segundos são do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E a conseqüência é previsível: o Brasil acaba de ser criticado oficialmente pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef). “É uma aberração, uma interpretação equivocada e absurda do Estatuto da Criança e do Adolescente”, diz Ariel de Castro Alves, do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes.

Para lembrar e entender a história: em 2003, José Luiz Barbosa - Zequinha Barbosa (campeão mundial em 1987 na corrida de 800 metros rasos) - e o ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação pagaram R$ 80 a duas meninas de 12 e 13 anos, que trabalhavam como prostitutas. E fizeram sexo num motel.

O tribunal do Mato Grosso do Sul absolveu os réus simplesmente porque não foram eles que iniciaram as meninas na prostituição. O juiz estadual afirmou que “as prostitutas já esperam os clientes na rua e não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem perante a sociedade”.

Para nossos digníssimos magistrados, crianças prostitutas estão fora do Estatuto da Criança e do Adolescente. O STJ só condenou os réus por “portar material pornográfico“. Eles fotografaram as meninas nuas.

Caro leitor, confesso que me assusta saber que as crianças e adolescentes deste tupiniquim país sofrem de exploração sexual. Apavora-me o fato de que os magistrados desta nação em vez de defenderem nossos meninos e meninas de mentes pervertidas, os absolvem mediante justificativas inequívocas.

A prostituição infantil afronta o Criador. O Deus da Bíblia e da história jamais aprovou tamanha imoralidade. Abusar de crianças e adolescentes, bem como explorá-las sexualmente agride os padrões de santidade estabelecidos pelo Senhor.

Isto posto, rogo ao Todo-Poderoso que intervenha em nosso país acabando com esta prática que tanto nos envergonha.

Renato Vargens

Sexo com nome de fruta

Por Renato Vargens

Na TV, no rádio, no jornal, na internet e nas revistas, lá estão elas, as mulheres melão, melancia, morango, maçã, jaca e outras tantas mais, expondo seus corpos nus a uma sociedade que se alimenta de pecado e promiscuidade.
Infelizmente o povo brasileiro tem projetado através da mídia um desejo cada vez maior pelo corpo. Segundo esta concepção, a mulher, para conquistar espaço, precisa ser desejável, e para tanto, torna-se indispensável, criar no imaginário da população estereótipos que despertem a erotização.
Em nossa cultura é absolutamente perceptível a existência do culto ao erotismo. As propagandas vinculadas em rede de TV na maioria das vezes apelam para o inconsciente coletivo incutindo na mente do adolescente e jovem a busca por uma sexualidade esdrúxula e pervertida. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para se ter idéia do que isso representa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. A Organização Mundial de Saúde afirma que de quatro milhões de abortos praticados por ano no Brasil, um milhão ocorrem entre adolescentes.
Noticias como estas nos mostram que o Brasil e o mundo estão passando por um período tenebroso na história da humanidade, onde nitidamente se percebe total inversão nos valores da sociedade. Como já dizia o profeta Isaías, o bem é considerado mal e o mal bem; a luz é vista como escuridão, e a escuridão como luz. Infelizmente, a cada novo dia, o que era certo parece tornar-se errado e o errado parece tornar-se certo.
Quanto a nós, discípulos de Cristo, cabe um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.
Pense nisso!

Renato Vargens

Ô louco meu!

por Renato Vargens
É exatamente isso que os paulistas dizem ao serem surpreendidos por algum fato inusitado.

Pois é, confesso que tenho ficado perplexo com algumas das novas práticas evangélicas. Ultimamente tem sido comum encontrar em alguns dos nossos arraiais ênfases a um evangelho judaizante, isto porque, parte dos denominados discípulos de Cristo têm introduzido práticas vetero-testamentárias nos cultos e liturgias de nossas igrejas. Na verdade, tais pessoas têm declarado que tal método doutrinário é uma revelação de Deus a igreja contemporânea, cujo slogan é “Sair de Roma e voltar para Jerusalém”

Nesta perspectiva o toque do shofar tem sido inserido em nossos cultos, isto porque, segundo os adeptos do “berrante judaico”, o simples fato de tocá-lo atrai à igreja a presença de Deus. Para os judeus messiânicos o toque do Shofar, anuncia um tempo para arrependimento, do juízo de Deus e da volta de Cristo, além obviamente de proporcionar o despertar de um grande avivamento espiritual.

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes não existem pressupostos bíblicos para que a igreja de Cristo, queira “recosturar” o véu do templo. Entretanto, alguns dos crentes atuais teimam em transformar em realidade aquilo que deveria ser uma simples sombra. Foi o Apostolo Paulo quem afirmou: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo", Colossences 2.16-17.

As leis cerimoniais judaicas, os ritos sacrificiais, as festas anuais, foram abolidas definitivamente por Cristo na cruz do calvário(o significado de cada uma delas se cumpriu em nosso Senhor). Por esse motivo, mesmo os judeus que se convertem hoje ao cristianismo estão dispensados das leis cerimoniais judaicas. É por esta razão que crentes em Jesus, não fazem sacrifícios de animais, não guardam o sábado, não celebram as festas judaicas, e nem tampouco fazem uso do shofar.

Nossa mensagem, vida e testemunho deve ser Cristo, o Evangelho pregado deve ser o evangelho de Cristo, nossa mensagem central deve ser para a gloria e o engrandecimento do nome de Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Boca do Sapo Gospel

Por Renato Vargens


Parte da Igreja Evangélica Brasileira tem a enorme capacidade de criar doutrinas completamente estapafúrdias. Uma das mais comuns atualmente é aquilo que alguns denominam de oração contrária.

Tal doutrina, parte pelo pressuposto que o cristão em nome de Deus tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, tal ensinamento afirma categoricamente que aqueles que agem desta maneira, podem rogar ao Senhor da glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia.

Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contraporam a seus sonhos e vontade. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta o chefe no trabalho ser um pouco mais chato pra se orar contra ele, ou até mesmo alguém discordar da forma do pastor conduzir o rebanho, que lá vem maldição.

Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do apóstolo ou profeta quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Ahhhhhhhhhhhhhh! Só de imaginar situações como estas chego a suspirar profundamente! Confesso que tal procedimento me deixa absolutamente estupefato!

À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e vodu que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste Brasil varonil. Infelizmente parte da igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando para trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo!

Renato Vargens

Música para o diabo

Por Renato Vargens

“A murmuração é música para o Diabo”.
Thomas Watson

O que fez com que o povo de Israel, a priori não herdasse a terra prometida, dentre outras coisas, foi o espírito de murmuração existente no arraial, no período em que eles peregrinavam pelo deserto.

A geração do deserto fora uma geração de insatisfeitos. Nada os satisfazia, reclamavam de tudo e por tudo. Queixavam-se pela falta de carne, dizendo que no Egito comiam com fartura, reclamavam do Maná que caía diariamente dos céus, blasfemavam contra o Senhor afirmando ser aquilo um vil pão. Não foram poucas as vezes que eles resmungaram da escassez de água, da jornada cansativa, do calor do deserto, das dificuldades do caminho etc. Você já se deu conta de que existe gente que nunca está satisfeita com nada?

Veja bem, uma das coisas que mais entristecem Deus é insatisfação promovida pela murmuração. Isto porque, quando murmuramos, afirmamos categoricamente que não acreditamos na soberania de Deus em nossas vidas.

Lembremos-nos do episódio ocorrido com Paulo e Silas na cidade de Filipos. Lá estavam eles, pregando o evangelho com intrepidez, libertando os cativos do diabo com autoridade e recebendo como pagamento afrontas, açoites e flagelos no corpo. Entretanto, em vez de reclamarem de Deus, ou chiarem por causa do sofrimento imposto, diz a Bíblia que tanto Paulo como Silas, evidenciaram com maturidade uma espiritualidade saudável, mediante às atitudes de oração e louvor. Ora, diz o texto que por volta da meia-noite eles oravam e cantavam louvores a Deus.

“Por volta da meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todos”.
(Atos 16:25-26)

Humanamente falando, Paulo e Silas poderiam ter reclamado com Deus dizendo: Puxa Senhor, nós não merecíamos isso! Estávamos fazendo a sua obra! Isto não é justo! Temos andado corretamente em seus caminhos, temos sido fiéis em todo tempo, por que o Senhor permitiu isto? Pelo contrário, eles não entorpecerem a alma com amarguras e azedumes, mas oraram e cantaram louvores a Deus, demonstrando assim, uma absoluta confiança no Senhor.

Em casos como este, podemos afirmar convictamente que quem canta os seus males espanta!

Assim como o apóstolo Paulo, Abraão foi um excepcional homem de Deus. Em nenhum momento, a Bíblia nos mostra ele reclamando da vida, da demora de Deus, ou das circunstâncias adversas. As Escrituras só nos trazem elogios quanto a sua postura diante das dificuldades. Nos 25 anos em que Deus retardou o cumprimento da promessa, em nenhum momento vemos Abraão embriagado pelo espírito da murmuração.

Lembre-se de que as murmurações de Israel diante das dificuldades fizeram com que uma geração inteira não pudesse experimentar os frutos da terra prometida.

Tenho notado a existência de pessoas que preferem permanecer em uma “aparente situação de tranqüilidade” a ter que atravessar o deserto árido. Este tipo de pessoa se contenta com o pouco que tem preferindo o comodismo medíocre da situação a ter que enfrentar o calor escaldante do deserto. Ora, ninguém gosta de passar por privações na vida, entretanto, é importante que entendamos que sem a experiência do deserto, não nos é possível crescer no conhecimento de Deus, porque, é na aridez do deserto que nos deparamos com o cuidado do Senhor para conosco, suprindo sobrenaturalmente todas as nossas necessidades. E quando isto acontece, somos envolvidos pela certeza de que os seus caminhos são perfeitos. E de que ninguém é tão grande e poderoso como o nosso Deus.

“Não ponhamos o Senhor a prova, como alguns deles fizeram e pereceram pelas mordeduras da serpentes. Nem murmureis como alguns deles murmuram, e foram destruídos pelo murmurador”. I Coríntios 10:11

Pense nisso!

Pr. Renato Vargens