A Batalha Espiritual e o Neomaniqueísmo Tupiniquim.

Renato Vargens

Existem pessoas que vêem satanás como que um segundo Deus. Tais indivíduos construíram em suas mentes a idéia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas. O Movimento de Batalha Espiritual tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

Soli Deo Gloria.

Renato Vargens

Você não vale nada mais eu gosto de você.

Renato Vargens

A Novela Caminho das Índias possui uma personagem de nome Norminha cujo comportamento é a antítese da moralidade. A personagem da atriz Dira Paes ganhou notoriedade na televisão brasileira em virtude do seu comportamento adulterino. Basta a Norminha aparecer na telinha, que o hit “você não vale nada mais eu gosto de você é tocado.” O pior disso tudo é que a esmagadora maioria dos assistentes da novela, adora o momento em Norminha entorpece o marido botando-o para dormir, saindo a rua para seus encontros e desencontros.

Infelizmente as novelas nos últimos anos têm relativizado os relacionamentos familiares. Na verdade, é comum assistirmos a quebra de vínculos familiares, a troca e destroca de amantes, além do incentivo a promiscuidade e imoralidade. Para piorar a coisa as novelas têm introduzido em nossos lares, gírias, neologismos, e conceitos anticristãos, isso sem falar no empobrecimento intelectual, onde o principal produto vendido aos expectadores é o lixo.

Caro leitor, o adultério sempre foi e sempre será fonte de marcas, mágoas, dores e desgraças. A separação e falência conjugal são hoje uma gravíssima epidemia que tem vitimado milhões de pessoas em toda planeta. Isto posto, tenho plena convicção que como crentes em Jesus não nos é possível tratarmos com naturalidade comportamentos adulterinos. Antes pelo contrário, temos por dever confrontar de forma clara e objetiva este comportamento imoral. Além disso, cabe a nós chorarmos diante do Senhor, pedindo perdão pelos pecados de uma nação que teima em desrespeitar os valores da decência e moralidade.

Pense Nisso!
Renato Vargens

Uma "zapattada" nos pastores da teologia da prosperidade.

Renato Vargens

Acabei de ver um vídeo (1) que relata a história de um pastor peruano chamado Francisco Zapatta. Zapatta é pastor da “Igreja Cristiana Luz Adimirable na cidade de Piura onde exerce o ministério numa situação absolutamente atípica. Através do seu testemunho esse grande homem de Deus nos dá uma linda lição de perseverança e fé.

Caro leitor, por favor me perdoe o trocadilho, mas a vida de Zapatta, é uma verdadeira “sapatada” nos teólogos e pastores da prosperidade. Isto porque, mesmo passando situações de extrema dificuldade, não o vemos pregar um evangelho distorcido cujo objetivo final é enriquecimento pessoal. Ao contrário dos que comercializam a fé, vendendo orações por R$ 7,00 Zapatta demonstra uma paixão abnegada pelo seu Senhor vivendo e pregando de forma apaixonada o Reino de Deus. De fato, o exemplo de fé e altruísmo deste homem é um tapa na cara daqueles crentes que servem a Deus a troco da prosperidade.

A história do pastor Zapatta nos trás a forte impressão de que invés um milagre, o que ele mais precisa é de alguém que o ajude a sair pelos campos a pregar o Evangelho da Salvação Eterna.

Pense nisso!

Renato Vargens




Vida louca, vida breve

Renato Vargens

O mundo chora perplexo a morte do cantor norte-americano Michael Jackson. O Famoso artista pop passou mal em sua casa na capital californiana por volta de meio-dia de ontem. Quando uma equipe de paramédicos chegou ao local, ele tinha sofrido uma parada cardíaca e não respirava. Foi tentada reanimação, sem sucesso, e Michael foi levado para o hospital já em coma. Segundo informações extra-oficiais, sua morte teria sido constatada às 13h07, horário local (17h07 no horário de Brasília).

Michael tinha agendado uma série de 50 shows em Londres, os quais se iniciariam no dia 08 de julho. A nova turnê tinha por objetivo ajudar o cantor a superar a grave crise financeira que vivia, entretanto, quis o Eterno que estas apresentações não se realizassem.

Amigo leitor a vida é efêmera. Ela passa com uma rapidez enorme. As Sagradas Escrituras nos mostram inúmeros textos que nos advertem a observamos com diligência o nosso tempo. O salmista com muita propriedade escreve: “O homem é como pó, cuja existência na terra passa rapidamente diante de Deus. Os anos vêm e vão diante do Deus eterno... A vida do homem, em média de 70 a 80 anos, é breve. Tiago em seu epistola, nos alerta: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa".

Como bem disse Cazuza: "vida louca, vida breve".

Pense Nisso!

Renato Vargens

Crianças pastores? Que loucura é essa?

Renato Vargens

Criança tem o direito de ser tratada como criança. Ela deve receber amor, afetividade, carinho, respeito, limites e educação. Criança tem o direito de brincar de pique, correr, saltar, pular, rir e celebrar a vida. Todavia, movidos por uma espiritualidade dualista e esquizofrênica, inúmeras igrejas deste país as tem tratado como adultas. Em tais comunidades, elas se vestem como adultos, falam como adultos, dizem a “paz do Senhor”, usando com maestria o “evangeliquês”, além é claro de desenvolverem um comportamento absolutamente artificial.

Minha esposa além de psicopedagoga é contadora de histórias, e há pouco ela recebeu um convite para ir a uma igreja cuja programação teria como atração uma criança de 12 anos que seria a pregadora da noite. Há alguns meses um amigo me trouxe um DVD cujo título era: "Cativeiro nunca mais." Até aí tudo bem, o problema é que a protagonista da mensagem era uma criança. Isso mesmo, um menino com tiques e trejeitos evangélicos que desesperadamente gritava invocando sobre os seus ouvintes as bênçãos de Deus. (1) Em 2007 o jornal O Globo publicou a matéria "Pequenos Missionários". A reportagem tratava exclusivamente de meninos e meninas que nos últimos anos vem atuando como líderes e pastores de igrejas evangélicas no país. Se não bastasse isso, a matéria é enfática em afirmar que tais crianças atendem os desesperados e prometem cura aqueles que os procuram.

Meu amigo, não dá para engolir essa história de crianças pastoras. Na minha perspectiva isto afronta diretamente o bom censo, a ética, a moral e principalmente a Deus. Ora, criança tem que ser criança! Viver o lúdico, a fantasia, desfrutar do riso, da alegria. Até porque, quando isso não acontece, a criança emocionalmente adoece. Infelizmente inúmeros pais no afã de apresentarem Cristo a seus filhos, exigem de seus meninos e meninas um comportamento “adultizado”, o que a médio-longo prazo pode levá-los a uma enorme revolta contra Deus e sua igreja.

Ora, a vida é bela, é deve ser vivida momento a momento. A criança deve se comportar como criança, até porque é sendo criança, vivendo como criança, não queimando etapas, nem tampouco ultrapassando os limites naturais da vida é que poderão no futuro construir um mundo melhor.

Pense nisso!

Renato Vargens

1) http://www.youtube.com/watch?v=lcWHcZ_COSE&feature=related

Teologia Tabajara - Seus problemas acabaram.

Renato Vargens


Infelizmente essa tem sido a mensagem que alguns dos evangélicos têm pregado nestes últimos dias. Em nome de uma espiritualidade barata, parte dos pastores brasileiros, tem anunciado de modo ostensivo um evangelho mágico, cujo “poder” é suficientemente capaz em colocar o individuo numa redoma, onde problemas e conflitos não conseguem penetrar. Tais mensagens fundamentam-se na perspectiva de que Cristo torna-nos incólumes diante das lutas e pressões deste mundo. Junta-se a isso, o fato de que a teologia tabajara prega um evangelho imediatista, consumista e humanista, onde a mensagem central é a prosperidade e o enriquecimento. Além disso, a teologia em questão, anuncia o evangelho da ilha da fantasia, onde o “gênio da lâmpada mágica” coloca-se a disposição para satisfazer todos os nossos desejos e pedidos.

Prezado leitor, Jesus jamais nos assegurou uma vida fácil e sem problemas. O fato de termos nos convertido, não nos torna ilesos as crises, ao desemprego, as enfermidades, ou a qualquer tipo de aflição desta vida. Antes pelo contrário, nosso Senhor nos advertiu dizendo:"No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, Eu venci o mundo!" (João, 16.33).

Ora, o sofrimento e as aflições são realidades universais do ser humano, e passar por eles não significa dizer que deixamos de estar debaixo da bênção de Deus. A teologia tabajara, não consegue entender, que Deus se faz presente à dor, a luta e o luto, e que através das dificuldades que a vida nos impõe, Cristo se revela a cada um de nós como sustentador da vida e da existência.A teologia tabajara é desprovida de uma mensagem equilibrada e saudável, antes pelo contrário, é triunfalista e “burrificada” onde não se tem espaço para aparentes frustrações.

Problemas na perspectiva bíblica nunca foram sinais da ausência de Deus, antes pelo contrário, problemas sempre foram ao longo da história, preciosos instrumentos do Senhor para o crescimento cristão.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

As Escrituras me bastam

Renato Vargens

Hoje eu conheci um pouco da história de vida de uma senhora cujo sonho era poder ler a Bíblia. Dona Edna, é deficiente visual, o que por razões óbvias encontra-se impossibilitada de ler do modo convencional as Sagradas Escrituras. Entretanto, há poucos meses ela teve seu desejo realizado, visto que ganhou de um parente uma Bíblia em braile. Sua sobrinha me contou que assim que recebeu o presente, Dona Edna chorou de alegria dizendo que finalmente o seu sonho tinha se realizado.

Caro leitor, que relato maravilhoso não é verdade? Esta senhora verdadeiramente ama a Palavra de Deus. Para ela, não existe nada mais precioso do que às Sagradas Escrituras. A luz deste relato fico a pensar nos inúmeros cristãos deste país que não valorizam a Bíblia, negligenciando seus ensinamentos em detrimento a profecias, profetadas e revelações espirituais.

Creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado as Escrituras.Ora, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Soma-se a isso o fato de que para os cristãos a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos profetas e profetisas desta geração.

Isto posto, faço minhas as palavras do reformador alemão Martinho Lutero: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo oque preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir"

Soli Deo Gloria!

Renato vargens

Atos "sem-vergonha"

Renato Vargens

O Senado da República do Brasil já foi como queriam os fundadores da instituição, o lugar do debate entre os mais sábios e probos do país, entretanto, o que vemos nessa casa legislativa é o mais puro descaso com os cidadãos deste país.

A imprensa brasileira tem publicado exaustivamente a noticia de que aproximadamente 650 atos secretos beneficiaram ou obtiveram a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Segundo as informações não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista. São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios.

Caro leitor, o Brasil tem vivido nos últimos anos uma curva ascendente de escândalos onde políticos corruptos movidos por uma avassaladora ganância, se locupletam do dinheiro público enriquecendo desenvergonhadamente. Infelizmente, as primeiras páginas dos nossos jornais têm estampado quase que diariamente escândalos políticos de primeira linha. Essa sucessão de escândalos, significativos em seu conjunto, ajuda a criar uma cultura de crescente desconfiança nos cidadãos, aos quais tem gerado conseqüências funestas e contraproducentes, bem como o descrédito da sociedade quanto a capacidade do poder público de fazer o bem comum.
Para piorar a coisa o presidente da República vem a publico tentar minimizar o escândalo do Senado. Ora, isso é ultrajante! Aquele que deveria ser porta-voz da decência e moralidade na república, relativiza a crise de moralidade no Senado, dizendo que o Brasil deveria se preocupar com coisas mais “sérias”.
Caro leitor tenho vergonha deste país promiscuo, onde o jeitinho é quem dita as regras. Tenho vergonha dos políticos safados que se locupletam do poder publico, enriquecendo suas contas bancárias lixando-se para as dores dos pobres e miseráveis. Tenho vergonha dos contrabandistas, dos cafetões e cafetinas de colarinho branco, dos que traficam influência, de assassinos, terroristas, corruptos de todos os tipos que transformaram esta nação em covil de salteadores.
Que Deus tenha misericórdia do Brasil.

Renato Vargens

Mamãe eu sou gospel!

Renato Vargens

O impagável André "Reverbério" compôs uma canção extremamente inteligente satirizando o chamado movimento gospel. De forma descontraída André relata a história de um rapaz que comunica a sua mãe que virou um "crente gospel".
Pois é, essa coisa chamada gospel virou febre neste tupiniquim país! A consequência disso é que em nome da espiritualidade a fé bíblica-cristã tem sido comercializada de modo escandaloso. Em nome de Deus, a música e a adoração, passaram a ser vendidas como um produto qualquer em nossos templos. Cantores, cantoras em nome do ministério, estipulam valores altíssimos, para adorar aquele que é digno de todo louvor. Há pouco, soube de uma cantora famosa que cobrara "X" para cantar numa igreja, no entanto, a clausula contratual, afirmava claramente que se a igreja desejasse que ela cantasse canções do seu novo CD, o preço seria "Y".
Ah! quero lhe confessar uma coisa: Estou cansado dessa história de Gospel! Estou cansado de gente que se locupleta em nome de Deus! Estou cansado do mercantilismo evangélico, da prosperidade desprovida da ética, bem como dos profetas mercadores dessa geração. Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor. Lembro de momentos maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor da vida cantando músicas cujas as letras e melodia eram irrepreensiveis.
Ah! meu amigo, e o que mais me chama atenção, é que mesmo diante de tantas aberrações alguns continuam advogando a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Por favor responda sinceramente: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética? Que avivamento é esse que comercializa de modo adoecedor a glória de Deus?
Ora, alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, chega da fé mercantilista, chega da "gospelização" da vida!
Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja brasileira.
Uma nova reforma Já!

Soli Deo Gloria,
Renato Vargens

Caminho que não se passa, cresce mato.

Renato Vargens

A revista MENTE E CÉREBRO (1) divulgou uma pesquisa cujo resultado sobre o qual vale a pena refletir: a cada sete anos as pessoas perdem e substituem metade de seus amigos. A conclusão é de uma dissertação de mestrado defendida recentemente pelo sociólogo Gerald Mollenhorst na Universidade de Utrecht, Holanda. Em 2000, Mollenhorts coletou dados sobre o relacionamento social (não-familiar) de 1007 pessoas entre 18 e 65 anos. Sete anos depois, 604 indivíduos do grupo foram entrevistados novamente. Os resultados mostraram que o tamanho da rede de amigos não se alterou significativamente ao longo do período, mas apenas 48% de seus membros eram os mesmos. Além disso, cerca de 30% dos amigos considerados mais próximos no início do estudo ainda mantinham esse status sete anos mais tarde.
Confirmando evidências obtidas em outros estudos, os dados revelam ainda que as redes sociais não são formadas apenas com base em decisões pessoais. A “escolha” dos amigos é limitada pelas oportunidades de encontrá-los, e as pessoas geralmente fazem novas amizades em contextos nos quais outras surgiram anteriormente. Em compensação, contrariando pesquisas que sugerem que os indivíduos separam o ambiente de trabalho de outros círculos de interação social (como critério para a formação de novas relações), o autor observou que essas categorias estão quase sempre sobrepostas e que a esfera profissional é uma importante “fonte” de novas amizades, inclusive das mais longevas e com alto grau de intimidade.

Caro leitor, certa vez ouvi uma frase do meu amigo Rev. Luiz Wesley de Souza a qual nunca esqueci: “Caminho que não se passa, cresce mato.”(2)

Pois é, talvez essa seja a sua real situação. Quem sabe em algumas trilhas da sua vida você esteja tendo a sensação de que o mato cresceu sufocando de forma significativa suas relações de amizade? Diante disto que tal escrever ou telefonar para os seus amigos dizendo-lhes o quão importantes são na sua vida e história? Por que não marcar um encontro, um almoço, um jantar e botar o papo em dia?

Como bem falou Renato Russo, é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" , até porque a vida passa rápido e quando a gente menos percebe o tempo se foi, e aí em algumas situações pode ser tarde demais.

Pense nisso!

Renato Vargens


http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/pesquisa_aponta_que_a_cada_sete_anos_as_pessoas_perdem_e_substituem_metade_de_seus_amigos.html http://luiswesley.blogspot.com/

Os campos estão brancos – Parte IV.

Os desviados do evangelho.
Renato Vargens

No Brasil, nos últimos anos, houve uma sensível diminuição dos católicos nominais, um aumento percentual das outras religiões, especialmente dos evangélicos, e a ampliação, e consolidação, de valores seculares laicos que se opõem frontalmente a um estilo de vida religioso. De fato, isso tem causado mudanças na sociedade brasileira, até então adaptada a uma hegemonia quase incontestável da Igreja Católica Romana. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas sem filiação religiosa o que representa 7,4% da população.

Certa vez ouvi do Dr. Shedd a afirmação de que em nosso país existem aproximadamente trinta milhões de pessoas que um dia frequentaram nossas igrejas, e que por motivos diversos já não o fazem mais.

Um estudo recente realizado pela Lifeway Research com 469 pessoas nos Estados Unidos apontou as causas pelas quais elas deixam, de ir à igreja. De forma geral, 59% das pessoas que saíram da igreja disseram que a causa foram às mudanças na situação de vida. De acordo com o estudo, 19% dessas pessoas simplesmente tornaram-se ocupadas demais para freqüentar a igreja. Outros 17% apontaram as responsabilidades para com a família como sendo a razão principal. Ainda foram mencionadas a situação no trabalho, divórcio e mudança como influenciadores nesse distanciamento.
Outra razão comum para deixarem de ir à igreja segundo a pesquisa é a decepção com o pastor/igreja. Dos entrevistados, 37% citaram esse item. Segundo a LifeWay, 17% das pessoas disseram que os membros da igreja eram "hipócritas" e "julgadoras dos outros" e 12% apontaram que a igreja era conduzida por uma "panela que desencorajava o envolvimento". Ainda, 80% dos que deixaram a Igreja não têm uma crença firme em Deus, o porquê de eles priorizarem o trabalho e a família em relação à igreja. Entre as dez principais razões para as pessoas saírem da Igreja, somente duas eram espirituais. Parte dos entrevistados, 14%, disseram que a igreja não estava contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual, enquanto outros 14% disseram que pararam de acreditar em uma religião organizada.

Caro leitor, o fato é que a cada ano um número impressionante de pessoas afasta-se de tudo aquilo que aponte para Deus. Na verdade, boa parte destas pessoas, em virtude das decepções com a igreja tornaram-se gnósticas, apostatando dos ensinamentos de Cristo. Isto posto, sou tomado pela convicção de mais do que nunca cabe a Igreja do Senhor, deixar no aprisco as 99 ovelhas e ir atrás daqueles que se afastaram do caminho da salvação eterna.

Pense Nisso!

Renato Vargens

Os campos estão brancos – Parte III.

As religiões e as heresias do Catolicismo Romano.
Renato Vargens

Uma das principais características da pós-modernidade é a abertura para o sagrado. Isto se percebe nitidamente na multiplicação das religiões. Segundo o Instituto para o Estudo da Religião Americana, a cada ano surgem de 3 a 4 mil novas religiões em todo o mundo. Dessas, de mil a 2 mil não resistem nem um ano. Mesmo assim, estima-se que existam, hoje, algo entre 40 mil e 60 mil religiões. Esse número é ainda mais impressionante quando se analisa que no mundo todo existem apenas cerca de 20 religiões que podem ser consideradas globais, incluindo nesse grupo o próprio Cristianismo, além do Islamismo, Judaísmo, Budismo e Hinduísmo.

No Brasil, isto se percebe principalmente nos mais jovens, até porque, em virtude da enorme crise existencial que marca esta geração, têm procurado por Deus nas mais variadas religiões, dentre estas o Catolicismo Romano que do ponto de vista bíblico é de cunho herético e apóstata. Ora, o Catolicismo ao longo dos séculos tem ensinado através dos seus dogmas, concílios e papas, doutrinas absolutamente antagônicas as Escrituras Sagradas, como a oração pelos mortos; a veneração de santos, anjos e imagens; o sacrifício da missa, a venda das indulgências; o culto a Maria; o purgatório; a doutrina da transubstanciação, os sacramentos e muito mais.

Infelizmente milhares de pessoas no afã de preencheram o vazio da alma, como também obterem respostas quando a quem seja Deus, tem sido envolvidos e ludibriados pelos ensinamentos equivocados das mais variadas religiões.

Certa feita, num dia de verão, por volta das 13 horas, horário de almoço na cidade do Rio de janeiro, fiz algo inusitado. Em plena Rua da Alfândega, centro comercial desta grande metrópole, existe uma igreja católica com mais de 200 anos de história. Atraído pela arquitetura do prédio, adentrei ao templo tomando lugar no último banco da igreja. Imediatamente meus olhos se fixaram nos detalhes artísticos presentes em cada canto do prédio. Entretanto, não demorou muito para que a minha atenção se desviasse da igreja para as pessoas que lá entravam.

Percebi que em meio à efervescência da cidade, além obviamente do calor quase que insuportável, uma enorme multidão de homens e mulheres; brancos e negros; ricos e pobres demonstravam pelo menos uma coisa em comum: Desespero! Para piorar a situação, percebi que os que lá entravam saíam da mesma forma, ou seja, sem consolo ou esperança na alma.

Na ocasião observei lágrimas nos olhares dos jovens, angustia no peito dos mais velhos, inquietude nos homens e desesperança em muitas mulheres. Confesso que ao perceber a realidade daquela gente sofrida, lembrei-me das palavras do Apostolo Paulo: “Como Ouvirão se não há quem pregue?”

Caro leitor, somente Cristo tem a resposta para os dramas e questionamentos humanos. As religiões por mais que queiram jamais poderão preencher o vazio do coração humano. Jesus Cristo é o único caminho para a vida eterna, e somente Ele pôde aplacar a ira de Deus.

"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,..."1ª Timóteo 2.5

Solus Christus

Renato Vargens

Terra que não tem tamanduá sofre com as formigas.

Renato Vargens


Ao final da tarde de hoje fui levado pelo Senhor a um momento especial de louvor e gratidão. Com lágrimas nos olhos agradeci a Deus por homens e mulheres que têm dedicado suas vidas ao Reino de Deus. Fiquei a pensar que se não fosse por esses grandes Ministros do Evangelho, viveríamos em nossos arraiais momentos de extrema confusão.

Naquele instante profundamente emocionado agradeci a Deus pelos defensores da fé, pelos apologetas do Evangelho, pelo pessoal do CACP e CPR, pela Mary Schultz, pelo Euder Faber, que com dedicação tem presidido a VINACC. Agradeci ao Senhor pelo Antônio Carlos Costa que com ousadia tem levantado a bandeira da paz neste país. Louvei ao Criador de todas as coisas pela existência de ministros de música como Paulo Brito, Asaph Borba, Ademar de Campos, Josué Rodrigues, João Alexandre, Nelson Bomilcar, Gerson Ortega. Bendisse ao Senhor por teólogos como Luiz Wesley, Franklin Ferreira, Russel Shedd, Hernandes Dias Lopes, Augusto Nicodemos, Ariovaldo Ramos. Glorifiquei ao meu Deus por bandas como Logos e Vencedores Por Cristo. Exaltei ao meu Senhor por instituições como SEPAL, Fiel e MPC. Agradeci ao Pai pelo trabalho apaixonado do Marcelo Gualberto, como também pela dedicação de milhares de “Déboras” que insistentemente intercedem pelos jovens desta nação.

Caro leitor, serei eternamente grato a estes irmãos e outros tantos mais, que com dedicação tem servido integralmente ao Senhor, ministrando a Igreja Evangélica Brasileira através de dons, lágrimas, serviço e talento os valores inegociáveis do Reino de Deus. Louvado seja Deus porque nesta terra chamada Brasil, ainda existem “tamanduás”, até porque, caso contrário, as heresias das “saúvas” já teriam destruído toda nossa colheita.

A Deus toda glória!

Renato Vargens

Os campos estão brancos – Parte II.

Os seguidores de Alá

Renato Vargens
O islamismo é a religião que mais cresce no mundo atualmente - e no Brasil não é diferente. O problema é quantificar o fenômeno. O Vaticano anunciou que, pela primeira vez na história, o número de muçulmanos ultrapassou o de católicos no mundo. Islâmicos somam 1,3 bilhão de seguidores ante 1,13 bi de católicos. O crescimento se deve basicamente às taxas de natalidade, mais altas em países islâmicos. Em São Paulo, estima-se em centenas o número de brasileiros convertidos nas periferias nos últimos anos. No país, chegariam aos milhares. O número total de muçulmanos no Brasil é confuso. Pelo censo de 2000, haveria pouco mais de 27 mil adeptos. Pelas entidades islâmicas, o número varia entre 700 mil e três milhões. A diferença é um abismo que torna a presença do islã no Brasil uma incógnita. A verdade é que, até esta década, não havia interesse em estender uma lupa sobre uma religião que despertava mais atenção em novelas como O clone que no noticiário.
A Revista ISTO É em 30/01/2009 publicou uma matéria tratando de especificamente do crescimento do Islã na periferia das cidades brasileiras. A revista conta a história de Carlos, Paulo e Ridson, que se converteram a Alá, e que por conseqüência tiveram seus nomes mudados para Honerê, Malik e Sharif respectivamente. Durante cinco vezes ao dia, os seus olhos ultrapassam o concreto de ruas irregulares, carentes de esgoto e de cidadania, e buscam Meca, no outro lado do mundo.
Segundo ISTO É, (1) ao buscar o coração islâmico do mundo com a mente, os jovens acreditam que o Alcorão é a resposta para o que definem como um projeto de extermínio da juventude afro-brasileira: nas mãos da polícia, na guerra do tráfico, na falta de acesso à educação e à saúde. Homens como eles têm divulgado o islã nas periferias do país, especialmente em São Paulo, como instrumento de transformação política. E preparam-se para levar a mensagem do profeta Maomé aos presos nas cadeias. Ao cravar a bandeira do islã no alto da laje, vislumbram um estado muçulmano no horizonte do Brasil. E, ao explicar sua escolha, repetem uma frase com o queixo contraído e o orgulho no olhar: “Um muçulmano só baixa a cabeça para Alá – e para mais ninguém”.
Caro leitor, há pouco assisti a um vídeo no youtube (2) sobre o crescimento dos mulçumanos no mundo, o que se realmente acontecer, proporcionará aos cidadãos deste planeta momentos de extrema dificuldade, visto que, por razões históricas os que professam a fé em Alá são intolerantes com outras práticas religiosas. Isto posto, sou levado a acreditar que o momento que vivemos é emblemático, e que mais do que nunca devemos deixar de lado o triunfalismo ensandecido que domina parte da Igreja Evangélica, arregaçar as mangas, e pregar a toda criatura o Evangelho da Salvação Eterna.

Pense nisso!

Renato Vargens

1-http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25342-15228-1,00-ISLA+CRESCE+NA+PERIFERIA+DAS+CIDADES+DO+BRASIL.html
2- http://www.youtube.com/watch?v=e8mFeWLwJx8

Os campos estão brancos – Parte I

A juventude e o engano do Satanismo

O Portal TERRA noticiou que o satanismo cresce na França, despertando a preocupação de círculos encarregados da proteção da juventude e da luta contra as seitas. O último relatório de uma missão interministerial de vigilância e luta contra este campo sensível das seitas, faz um alerta contra este fenômeno, muito disseminado entre os adolescentes. Na Itália as chamadas seitas satânicas também se encontram em crescimento. Segundo as estatísticas mais recentes, pelo menos meio milhão de pessoas tem freqüentemente entrado em contato com estas organizações, conhecidas geralmente através da música, dos filmes e dos sites da internet”.
Caro leitor, concordo plenamente com o texto do CACP quanto ao que seja Satanismo. (1) “Quando se fala em satanismo, logo nos vem à mente homens vestidos de compridas roupas negras com um punhal na mão rodeado por velas pretas, sacrificando alguma vítima. Esta talvez, é a concepção de milhares de pessoas que conhece o termo “satanismo” apenas pela lembrança herdada de filmes de terror ou de alguns livros cujo conteúdo pertence a idade média (no Brasil em anos recentes, entre as igrejas evangélicas, este tipo de satanismo ficou bastante conhecido devido a propaganda do livro de Rebecca Brown, “Ele Veio para Libertar os Cativos” e pelos livros de Daniel Mastral). No entanto o satanismo moderno não tem nada que ver com essa imagem grotesca é mais um tipo de religião humanista voltada mais ao ateísmo.

É verdade que existem este tipo de ritual que incluem sacrifícios de vítimas humanas (ao contrário de algumas opiniões céticas no assunto, há bastante evidencias para apoiar estes acontecimentos), mas são realizados normalmente por pessoas desequilibradas psicologicamente. Entretanto o satanismo mais conhecido hoje em dia foge radicalmente dessa concepção.
A religião satânica moderna é caracterizada pela busca do hedonismo e pela rejeição a toda forma de cristianismo, é uma rebelião ao sistema de governo atual. Que tende a oferecer ao ser humano uma liberdade irrestrita no que tange as normas de comportamento e moral estabelecidas, chocando-se claramente com a filosofia cristã de vida.
Devido à mudança de paradigmas em nossa geração o satanismo ganhou bastante campo e está conquistando um grande número de adeptos vindos das mais variadas classes. Os jovens são talvez o grupo mais vulnerável a embrenhar no submundo desta religião."
Caro leitor, de fato vivemos dias dificílimos. Infelizmente o adversário de nossas almas tem semeado no coração de milhões de pessoas em todo planeta valores absolutamente opostos aos valores do reino. Um número incontável de adolescentes e jovens estão sendo enganados pelo príncipe deste mundo, o qual tem semeado em seus corações conceitos que se antepõem aos ensinos das Escrituras sagradas.
Há poucos meses estava num shopping de Curitiba quando pude presenciar inúmeros adolescentes, vestindo preto, demonstrando com suas atitudes, pinturas e vestes um espírito de rebelião a tudo aquilo que consideram cristão. Isto posto, pergunto: O que temos feito diante dos ataques de Satanás aos nossos jovens? Temos anunciado o Evangelho de Cristo Jesus ou temos andado preocupados com a nossa satisfação e realização pessoal. Amados, não nos esqueçamos que os campos estão prontos, Deus nosso Senhor nos redimiu e nos comissionou a noticiarmos as boas novas da salvação a todos quanto pudermos!
Soli Deo Gloria,

Renato Vargens


Macumba pega em crente?

Renato Vargens

É muito comum ouvirmos pelas esquinas das nossas cidades a seguinte expressão:- “Minha vida está um verdadeiro caos! Acho que fizeram macumba para mim!” Ora, por si só esta frase é suficiente para desequilibrar a vida de muita gente, até porque, o brasileiro além de místico é extremamente supersticioso.

Como pastor, sou comumente abordado por alguns crentes que apavorados me perguntam:- Macumba pega? Será que mal olhado, mandingas, trabalhos encomendados podem causar danos na vida do crente? Ai meu Deus pisei num trabalho de feitiçaria numa encruzilhada, o que será de mim?

Caro leitor, ainda que não despreze a realidade do mundo espiritual, nem tampouco as artimanhas do inimigo de nossas almas, não vejo o porque de nos amedrontarmos diante de possíveis obras de feitiçaria. As Sagradas Escrituras afimam categoricamente que Satanás não pode possuir o cristão autêntico, o qual é morada do Espírito Santo. Além disso, a Palavra de Deus é absolutamente clara ao ensinar de que o crente em Jesus é propriedade exclusiva de Deus, o qual não pode em hipótese alguma ser violado pelo diabo.

A Bíblia enfatiza que aquele que está em Cristo, está incólume à possessão demoníaca. É importante que entendamos, que antes de Cristo entrar em nossas vidas, éramos por natureza filhos da ira, dominados pelo mundo, pela carne e pelo diabo e estávamos debaixo do juízo de Deus (Ef 2.1-3); agora, fomos perdoados e aceitos pelo Senhor, adotados como filhos em Cristo; eliminando definitivamente toda condenação existente contra cada um de nós (Rm 8.1).

Em virtude disto, Satanás já não tem mais qualquer autoridade ou direito sobre as nossas vidas.Vale a pena ressaltar de que em dias onde heresias têm se multiplicado drasticamente em nossos púlpitos, torna-se necessário ensinarmos acerca da relação que o crente desfruta com Deus.

O fato de estarmos em Cristo nos torna livres de pragas, maldições, encostos, maus-olhados, "olho gordo", despachos e , trabalhos de macumbaria.Louvado seja o Senhor pela sua infinita graça, pelo perdão dos pecados e pela salvação eterna! Somos de Cristo, pertencemos a Cristo e o maligno não nos toca!

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

O Prazer em obedecer a Deus.

Renato Vargens
Certa feita o famoso pregador Inglês Charles Spurgeon contou a história de um homem que numa noite, sentiu-se impelido a sair de casa. Na ocasião ele montou em seu cavalo cavalgando por aproximadamente 12 quilômetros. Depois de alguns minutos de galope ele avistou uma casa. Dirigindo-se a ela, desceu do animal, batendo-lhe insistentemente a porta. Alguns instantes se passaram e um senhor cujo aspecto aparentava uma enorme perturbação lhe dirigiu a palavra perguntando ao viajante o que queria.
O visitante ao ouvir seu interlocutor lhe respondeu: "amigo, não sei por que eu fui enviado a este lugar, mas certamente o Senhor me enviou por algum motivo. Por acaso você está passando para algum problema?"
O homem espantado com o fato convidou-lhe a entrar. Subiram as escadas da casa até o segundo andar onde existia um quarto. Ao entrar, o velho homem mostrou ao viajante uma corda presa a uma viga. “Eu estava prendendo a corda ao redor do pescoço para me matar, no exato momento em que você bateu a porta. Vendo que insistia, decidi descer e ver quem era. No entanto, suas palavras me tranqüilizaram de tal maneira que resolvi dar-lhe ouvidos e não mais me matar.”
Caro leitor, o episódio narrado por Spurgeon nos leva a refletir a necessidade de obedecermos ao nosso Senhor. Sem sombra de dúvidas obedecer a Deus é a melhor coisa a ser feita. Nosso Deus é Soberano, tudo sabe, tudo vê, tudo pode, e seguir as suas orientações sempre é a melhor coisa a ser feita.

Pense nisso!
Renato Vargens

Música Gospel, política e mercantilismo. Que Evangelho é esse?

Renato Vargens

É absolutamente perceptível o progresso e crescimento numérico da igreja evangélica brasileira nos últimos anos. Entretanto, infelizmente nem tudo pode ser considerado um mar de rosas, até porque, com a mesma velocidade com que cresce, a igreja evangélica comete desatinos dos mais estapafúrdios contrariando muitas vezes princípios elementares da fé cristã.
Boa parte das mensagens pregadas nos nossos púlpitos nos aponta o quão adoecido encontra-se o cristianismo brasileiro. O conteúdo das nossas mensagens é raso, sem substância e extremamente mistico. Se não bastasse isso, o evangelho pregado é um evangelho totalmente diferente daquilo que os Evangelhos nos ensinam e testificam. Junta-se a isso a mercantilização da Graça de Deus. Em nome do "gospel", Cantores evangélicos ganham milhares de Reais mercadejando a palavra da verdade.

Ora, assusta-me o fato de que tais cantores, cobram uma verdadeira fortuna pra "ministrar" nas igrejas aquilo que pensam ser louvor. Confesso que tal fato é absolutamente revoltante! Tem gente, cobrando 2, 3 até 10 mil Reais por "ministração"! Ora, isso é uma verdadeira aberração! Em um país de gente miserável e pobre, a igreja em vez de saciar a fome daqueles que anseiam por justiça e comida, comercializa a fé? Para piorar a coisa, já existem pastores cobrando para pregar o Evangelho da Salvação eterna. Que Evangelho é esse? Ora, esse não é o evangelho da Bíblia e sim o evangelho que alguns dos evangélicos fabricaram! Acredito que boa parte dos culpados desta "imoralidade mercantilista" sejam os pastores que pagam a estes cantores fábulas em dinheiro no propósito de verem suas igrejas cheias.
Infelizmente a Igreja deixou de ser a Comunidade da Palavra para ser a comunidade do oba-oba! Triste não? Sem sombra de dúvidas o quadro em questão nos leva a seguinte indagação: Para onde a igreja está indo? Será que ela não está caminhando a largos passos a uma nova "constatinização"? Será que em algum lugar de sua caminhada a igreja perdeu o salutar hábito de tudo fazer para a glória de Deus?Ah! que saudade! da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja se perdeu no caminho em direção ao trono de Deus. Isto porque, as letras de algumas das suas composições, são empobrecidas teologicamente, antropocêntricas, simplistas e sem óleo. Falta oração, busca de Deus, consagração e compromisso com a Palavra. Se não bastasse isso, os meios de comunicação evangélicos tornaram-se amplamente manipuladores do povo de Deus imprimindo na mente de gente simples valores que com certeza não são valores do reino.
Confesso que dificilmente ouço as rádios evangélicas. Ora, não estou de forma nenhuma desfazendo deste veículo de comunicação. Sei da importância dos meios de comunicação em massa e louvo a Deus por termos alguns destes em nossas mãos, entretanto, prefiro ouvir bons CDs de gente comprometida com evangelho, do que dedicar o meu precioso tempo a programações que manipulam a fé do povo de Deus.
Por acaso você já se deu conta de que em época de eleição, aparece muitos que usam o nome de Deus para atingir uma posição política na Câmera de Vereadores ou Congresso Nacional? Quero ressaltar de que não tenho nada contra aquele que tenha vocação política, entretanto, sou absolutamente contrário a aqueles que usam o nome de Deus no intuito de projeção própria! Ora, se o sujeito tem vocação política, vá no nome da cidadania e não no nome de Deus. Até porque, se o político exercer cidadania com ética e integridade moral, o nome de Deus será glorificado. Contudo, se usa o nome de Deus fazendo apologia a um mandato público e não se é ético nas relações, o nome de Deus é vituperado.
Caro leitor, a situação anda tão deprimente que já existe fã-clube de artista gospel. Sei ainda de algumas histórias de cantores que precisam de segurança pra andar em lugares públicos. Ora por favor, responda sinceramente: que evangelho é este? Será que a igreja não perdeu a visão da diakonia, do serviço mútuo? Há! que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Reflitamos irmãos com sinceridade, será que a igreja evangélica está preocupada com a glória de Deus? Nos cultos percebemos chavões do tipo - Tudo para Sua glória! - A Ele o louvor, e outros tantos mais, no entanto sou impelido a fazer o seguinte questionamento: Será que se Jesus entrasse em nossos templos hoje, ele agiria diferente do que agiu quando entrou no templo de Jerusalém?
"E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas, e disse aos que vendiam as pombas: tirai daqui estas coisas, não façais da casa de meu Pai casa de negócio." 2:14-16
No texto em questão a Bíblia nos mostra um Jesus indignado. Isto porque, os valores da casa de Deus estavam absolutamente deteriorados. Vendia-se tudo que se era possível para o sacrifício. Na verdade eles estavam muito mais preocupados com o lucro do que com o sacrifício em si. Repare que Jesus repreendeu os que vendiam as pombas (vs 16), isto se deve ao fato das pombas ser geralmente oferecidas como sacrifício pelos mais pobres. Jesus aqui combate também a espoliação dos menos favorecidos pela sociedade. Sim, combate o enriquecimento de alguns em detrimento da religiosidade de outros. O Interessante é que ele joga o dinheiro no chão. Isto nos leva a entender de que o lugar que dinheiro deve estar é bem longe da cabeça e do coração. Dinheiro tem que estar no chão! Debaixo dos nossos pés, submetido inteiramente a Deus.
Caro amigo, o meu desejo é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

E eu? O que ganho com isso?
Renato Vargens
Este mundo pós-moderno se caracteriza por um estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que isso signifique atropelar conceitos e pessoas. Infelizmente as relações neste inicio de século XXI se fundamentam em trocas e barganhas onde o mais importante é descobrir o que eu posso ganhar e lucrar.
Em nosso país, é muito comum, ouvirmos dos lábios daqueles que nos relacionamos o que é que se pode ganhar com aquele tipo de atitude ou comportamento. Lembro que na década de 70 existia uma propaganda vinculada em rede de TV sobre uma marca de cigarro, na qual o ex-jogador da seleção brasileira Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que comprar o cigarro em questão era vantajoso por ser melhor e mais barato que as outras marcas. E ao no final do comercial Gérson zombeteiramente dizia:"Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?”
Com o passar dos anos a propaganda captou um elemento de identificação que estava no imaginário popular. O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta dela.
Por fatores dos mais diversos, a sociedade brasileira vem vivendo há muitos anos debaixo de uma enorme crise moral e relacional. E claro, como não poderia deixar de ser, a igreja evangélica também. Há pouco tempo, ouvi a história de um crente que ao ser reprovado no exame de uma auto-escola, recebeu a proposta por parte do examinador de pagar por fora R$ 50, 00, a fim de que o exame fosse refeito. Tal “irmão” sem titubeios prontamente aceitou, dizendo ser aquilo a uma grande benção de Deus, afinal de contas o que importa é não perder.
Diante deste triste relato sou obrigado a lhe perguntar: Será que os fins justificam os meios? Será que devemos dar um “jeitinho” em tudo para atingirmos os nossos objetivos? Será que sempre tenho que ganhar alguma coisa? Ora, claro que não. Entretanto, essa sociedade encontra-se tão adoecida, que práticas como esta, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que para isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.
Como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre ganhamos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Quando a esposa do pastor é tratada como pestinha e piolho.

Renato Vargens

O bispo da Igreja Universal Edir Macedo afirmou em uma palestra que algumas esposas de pastores são como umas pestes ou piolhos. Segundo Macedo uma das razões do fracasso do pastor é a esposa com que casou, e que algumas delas só servem para serem mulheres.

Caro leitor, na minha opinião o conceito que este senhor tem da esposa do pastor é um dos mais absurdos que já ouvi em toda a minha vida.

Pois é, na minha caminhada cristã, tenho visto um número significativo de esposas de pastores, marcadas negativamente pela igreja. Na verdade, basta olharmos para os nossos arraiais evangélicos que perceberemos uma quantidade de mulheres de Deus, feridas e adoecidas emocionalmente em virtude da pressão do ministério pastoral do marido.

É muito comum em nossas comunidades cobrarmos das esposas de nossos pastores, atitudes e comportamentos perfeitos. Na verdade, para muitos é absolutamente natural, exigir de nossas irmãs, aquilo que comumente exigimos de nossos pastores. E é pensando assim, que boa parte do povo de Deus estabeleceu em nome da pseudo-espiritualidade, que as esposas de pastores, devam estar presentes no maior número de reuniões possíveis. Para tais pessoas, a mulher do pastor tem que ser apta a coordenar ao mesmo tempo crianças, ministério de louvor, além obviamente de sociedades femininas. Isto sem falar, que a educação dada aos filhos deve ser perfeita, ilibada; e que a sua postura e comportamento devem ser irrepreensíveis, culminando assim com o sorriso constante de alguém que não experimenta crises e problemas. Para piorar a situação, muitas igrejas têm vivido debaixo da tirania da imposição, onde todas as mulheres de pastores eminentemente devem ser ordenadas pastoras.

Queridos, cobrar das nossas irmãs, esposas de pastores, aquilo que Deus não lhes chamou para fazerem ou executarem é no mínimo perverso. É importante que entendamos que muitas delas foram chamadas por Deus, para exercerem um ministério cristão, no entanto, torna-se imprescindível que também entendamos que as mulheres, não foram por Deus chamadas para exercerem o ministério pastoral. Ora, o simples fato de exigirmos com que tais irmãs exerçam aquilo pelo qual não foram chamadas contribui significativamente para o seu adoecimento.

É de fundamental importância que compreendamos que a missão de ser auxiliadora do marido por si só já é dificílima. Isto sem contar o fato de que a esposa do pastor ainda carrega no bojo da vida a sublime missão de ser mulher, profissional, mãe e esposa!

Porque então colocar sobre nossas irmãs um peso que o Senhor não colocou?Minha oração é que o nosso Deus nos ensine a sermos equilibrados, bem como possuirmos bom senso, até porque, tais atributos tornam-se indispensáveis a uma comunidade rica e saudável.

Pense nisso!

Renato Vargens

Essa praga chamada teologia liberal

Renato Vargens

Infelizmente existem inúmeros seminários teológicos neste país, que tem ensinado aos seus alunos conceitos absolutamente anticristãos. Tais seminários contrapondo-se a ortodoxia cristã admitiram em seu rol de professores, pessoas que negam a inerrância da Bíblia além de afirmarem que ela está repleta de mitos e lendas. Para estes, Adão e Eva não existiram. Na verdade, os liberais ensinam que ambos não passam de um símbolo para ensinar a humanidade que foi criada através da evolução. Se não bastasse isso, tais teólogos crêem que Jesus não fez milagres literais. Para eles, Jesus nunca teria andado sobre a água, nem tampouco multiplicado pães e alimentado uma grande multidão.

Quando ensinam a respeito do Espírito Santo o fazem de forma equivocada afirmando que o Espírito de Senhor não é um ser pessoal, mas sim a força e o agir de Deus. Além disso, paganizaram a Trindade Santa atribuindo-lhes gênero e sexualidade, afirmando através de seus ensinos que o Espírito Santo é a parte feminina de Deus.

Ao ensinarem sobre a ressurreição de Cristo, afirmam que tal fato não ocorreu, até porque, para estes, a mensagem central da Bíblia é a ressurreição de Jesus em nossos corações.

Caro leitor, infelizmente o número de pastores que relativizaram as Sagradas Escrituras em detrimento de uma teologia espúria se multiplica a olhos vistos. Sem sombra de dúvidas os conceitos liberais têm adoecido e sufocado o Corpo de Cristo, injetando no coração dos cristãos, valores que se contrapõem aos ensinos bíblicos.

Isto posto, creio que mais do que nunca necessitamos fazer da Palavra de Deus nossa fonte de fé. O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.

Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções provocadas pelo liberalismo teologico que tantos males tem feio a igreja de Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Cheia de encantos mil.
Renato Vargens
Há poucos dias, num lindo dia de sol, enquanto sobrevoava a cidade maravilhosa, regressando de São Paulo, pude mais uma vez me encantar com a beleza do Rio de janeiro. Confesso que todas as vezes que o tempo permite não me canso de grudar os olhos na janela do avião admirando as belezas naturais desta encantadora cidade.
Ora, diante de tanta beleza é impossível não cantarolar a canção de Tom Jobim, “minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro..."
Pois é, o Rio de Janeiro é cantado em prosa e em versos por inúmeros poetas de todo Brasil. A cidade que está encravada entre a montanha e o mar, é seguramente o ponto do território nacional mais conhecido em todo o mundo. O Rio de lindas músicas, do samba, de praias belíssimas, do futebol e do meu Fluminense, é também infelizmente a cidade do caos e da violência.

Ontem estava pregando em Angra dos Reis quando recebi a noticia de que alguns amigos vivenciaram uma terrível experiência. Infelizmente o lugar onde moram transformou-se num verdadeiro campo de guerra onde tiros foram disparados para todos os lados deixando os moradores daquela localidade absolutamente apavorados.
Caro leitor, confesso que estou cansado de ouvir tantas noticias ruins. Não agüento mais ler nos jornais ou ver na televisão as histórias trágicas de centenas de pessoas que foram vitimadas pela por balas perdidas. Até quando famílias inteiras chorarão desesperadas a perda de seus filhos e pais? Até quando choraremos a morte de crianças e adolescentes? Ouso afirmar que o cenário atual de todo Grande Rio é desolador e que nós cidadãos de bem, precisamos veementemente conscientizar o carioca da necessidade de despertar-se da letargia que o tem feito acostumar-se a desordem e a violência.
Eu não quero um Rio cujo comando seja um comando submundo oficial, nem tampouco um rio de submundo bandidaço, Quero de volta o Rio de Jobim, de Vinicius e de tantos outros poetas que cantaram a beleza do seu relevo bem como a alegria de seu povo. Quero um Rio de festa, de alegria, de solidariedade, de harmonia. Quero um Rio de Janeiro a dezembro, quero um Rio seguro, quero um Rio de cores onde o verde, branco, grená, preto, vermelho, se confraternizem nos campos e estádios de futebol. Quero um Rio cujo os moradores independente do lugar que moram, convivam em paz e harmonia. Quero ver um Rio de encantos mil, quero novamente ver o Rio, coração do meu Brasil.

Renato Vargens

Nunca é tarde para começar!

Renato Vargens

O ex-presidente norte-americano George Bush, comemorou de forma surpreendente o seu 85º ano de vida saltando de pára-quedas.

Confesso que ao ler a respeito do pulo do ex-presidente fui tomado por um sentimento de admiração e respeito, isto porque, mesmo tendo vivido inúmeras experiências na vida, ele não deixou com que a idade avançada o impedisse de vivenciar novas experiências.

Caro leitor, infelizmente ao contrário de George Bush, inúmeras pessoas não desfrutam da beleza da vida simplesmente porque não possuem coragem de encarar o desconhecido. Na verdade, algumas destas pessoas preferem viver enclausuradas em seu “mundinho” a enfrentar novas situações. E você? Será que é daqueles que tem medo de tudo e de todos? Será que se intimida diante dos obstáculos, ou está disposto encará-los descobrindo que apesar das trilhas defeituosas desta vida, o final do percurso é extremamente gratificante.
Ora, o ex-presidente poderia dar todas as desculpas possíveis para não saltar de pára-quedas, entretanto, ele optou por enfrentar as dificuldades do que acomodar-se a vida esperando pacientemente a morte chegar. E você? Faria a mesma coisa?

Pense nisso!


Renato Vargens

Os Dalits tupiniquins e a Igreja de Cristo.

Renato Vargens

Na Índia encontramos um rígido sistema de castas, sendo que a mais desprezada de todas é a dos Dalits. Para os Dalits, dor e sofrimento fazem parte de seu cotidiano, isto porque, estão presos a um sistema de castas que lhes nega a adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito a terra ou à casa própria.

Em nosso país, (salvo as devidas proporções) existem muitos Dalits desprezados pela sociedade. Infelizmente até mesmo na Igreja de Cristo percebemos um número impressionante de pessoas que tratam os pobres como lixo e escória. Para nossa vergonha, inúmeras comunidades cristãs têm feito ao longo do tempo distinção de pessoas, tratando bem aos ricos e desprezando os pobres.

Diante do fato narrado fico a pensar nos nossos Dalits tupiniquins que sem sombra de dúvidas têm passado pela vida literalmente à margem da sociedade. Ora, quantos destes não são estigmatizados, violentados em seu habitat, marginalizados por uma burguesia preconceituosa, discriminadas pela sua cor? Quantos deles não possuem famílias, casas para morar, pais e mães, beijos, carinhos e abraços?

A Bíblia é extremamente enfática quanto à necessidade de se fazer justiça ao pobre. Tanto no Antigo como no Novo Testamento a pobreza é destacada como ligada à opressão. Portanto, a pobreza é para a Bíblia um estado escandaloso atentatória da dignidade humana e, por conseguinte, contrária à vontade de Deus.

Caro leitor, viver para Deus tira-nos de nós mesmos, faz com que enxerguemos a vida pra além dos nossos umbigos. Viver para Deus, nos proporciona a certeza de que somos sal desta terra e luz deste mundo, o que implica de imediato em compromisso social com os que gemem e choram. Ora, não dá pra vivermos uma espiritualidade assecla, fria, interesseira. É importante que saibamos que quando gostamos de Deus, gostamos de quem Deus gosta.

Ah! Não se esqueça: Deus gosta de gente! Deus gosta de Justiça social, de ética, de compromisso com a verdade, de pão, de moradia para o pobre, de educação, de vida plena e digna.

Pense nisso!

Renato Vargens

Escola Dominical Ateísta

Por Renato Vargens

Tenho pregado em inúmeras igrejas das mais variadas denominações em boa parte de deste país. Em cada comunidade tenho procurado conversar com os pastores a respeito da EBD, e para minha surpresa, muitos têm compartilhado a idéia de que Escola Bíblica Dominical encontra-se em declínio em suas igrejas locais.

Segundo estes, a razão para o esvaziamento da EBD se deve a dificuldade dos membros assistentes em organizar sua agenda e tempo, o que evidentemente, corrobora para o esvaziamento de suas classes dominicais.

Contrapondo-se aos cristãos tupiniquins, pais ateus, com uma ótica diferente da vida, têm levado aos domingos pela manhã seus filhos a escolas humanistas visando ensiná-los a não existência de Deus. É exatamente isso que a Revista Time publicou em seu periódico, o qual reproduzo abaixo:

Segundo a Time, pais não cristãos tem entendido a importância de levarem seus filhos a centros humanistas onde possam aprender a como refutar os argumentos religiosos dos cristãos. De acordo com o Instituto para Estudos Humanistas, 14% dos americanos professam não terem nenhuma religião, e entre a faixa etária de 18 a 25 anos, a proporção sobe para 20%. A vida destas pessoas seria muito mais fácil, do que a dos ateus adultos, dizem, se eles aprendessem desde cedo como responder à maioria dos cristãos nos E.U.A.

É importante as crianças não parecerem estranhas, diz Peter Bishop que conduz a classe teen no Centro Humanista em Palo Alto. Outros dizem que a instrução semanal apóia a posição que é natural não acreditar em Deus e lhes dá um lugar para reforçar a moralidade e valores que eles querem que as crianças deles tenham.

O programa pioneiro em Palo Alto começou há três anos atrás, e comunidades em Phoenix, Albuquerque, N.M., e Portland, Orengo, planejam começar trabalhos semelhantes na próxima primavera. O movimento crescente de instituições para crianças de famílias de ateus também inclui Acampamentos de verão em cinco estados mais Ontario, e a Academia Carl Sagan, na Flórida, a primeira escola pública Humanista do país que abriu com 55 crianças no outono de 2005. Bri Kneisley que enviou o filho Damian de 10 anos, acampar em Ohio neste último verão, dá as boas-vindas ao senso de comunidade que estas novas escolhas lhe oferecem: Ele é uma criança de pais de ateu, e ele não é o único no mundo.

Kneisley, 26 anos, uma estudante da Universidade de Missouri, diz que percebeu que Damian precisava aprender sobre secularidade depois que um vizinho lhe mostrou a Bíblia. Damian era bastante convicto quando esse sujeito lhe contou esta surpreendente verdade que eu nunca tinha compartilhado com ele, diz Kneisley. Na maioria dos acampamentos tradicionais, o filho dela amava canoagem, além disso, o acampamento ateísta ensinou para Damian pensamento crítico, religiões mundiais e de livres-pensadores (um termo que engloba ateus, agnósticos e outros racionalistas) como o abolicionista negro Frederick Douglass.

O Programa Palo Alto Family usa música, arte e discussão para encorajar expressão pessoal, curiosidade intelectual e colaboração. Em um domingo de outono apode-se encontrar até uma dúzia de crianças de até 6 anos de idade e vários pais que tocam instrumentos de percussão e cantam hinos como Ten Little Indians, em vez de canções como Jesus me ama. Em vez de ouvirem uma história da Bíblia, a classe é Stone Soup, uma parábola secular.

No corredor na cozinha, as crianças mais velhas se concentram em uma conversação Socrática com o líder Bishop. Ele tentou conseguir que eles vejam como as pessoas são coagidas a renunciar as convicções delas e que poderiam não mudar as mentes delas de fato mas poderiam estar reagindo, uma lição importante para jovens ateus jovens que podem sentir pressão para confessarem acreditam em Deus.

Pais de ateu apreciam este ambiente. Isso é por que Kitty, uma atéia que não quis revelar o último nome para proteger a privacidade das crianças dela, traz à classe de Bishop toda semana. Depois que Jonathan, 13, e Hana, 11, nasceram, Kitty diz que ela se sentia socialmente isolada e até mesmo pensou em experimentar levá-los à igreja. Mas eles estão tendo discussões racionais, então mais confortáveis no Centro Humanista. Eu sou uma pessoa que não acredita em mitos, Hana diz. Eu aprecio bastante à evidência.

Pois é, enquanto isso neste tupiniquim país, em detrimento do movimento gospel, seguimos em frente, negligenciando a Bíblia e a Escola Dominical, fazendo atos proféticos, sincretizando o evangelho, além obviamente de dançar e cantar em boates gospel como se a vida fosse um grande mar de rosas.

Deus tenha misericórdia desta nação.

Renato Vargens

O Namoro Cristão. Parte V

Em vez de namorar posso ficar ou pegar alguém?

Renato Vargens

Por volta dos anos oitenta, um novo tipo de comportamento tomou conta dos jovens e adolescentes brasileiros. Em nome da liberdade e do amor, moças e rapazes começaram a desenvolver em seus relacionamentos vínculos afetivos descompromissados onde o chique era “ficar” com alguém.
Na verdade, “ficar” com alguma pessoa se caracterizava pela ausência de compromisso, de limites e regras claramente estabelecidos. Para os “ficantes” O tempo da “ficada” variava de uma única noite a até mesmo algumas semanas ou meses.
Hoje, um novo tipo de comportamento tem marcado nossos jovens e adolescentes, a "pegação". Na pegação o que vale é "pegar" várias pessoas na mesma noite, sem que contudo isto implique em "ficar" com uma pessoa somente.
Ultimamente esse procedimento tem sido encarado com a maior naturalidade pelos jovens das grandes cidades. Há pouco ouvi um documentário na Band News, onde alguns adolescentes testemunhavam efusivamente sobre a grande quantidade de beijos na boca dados e recebidos numa badalada festa. Aliás, diga-se de passagem, o número de festas onde centenas de pessoas se reúnem com o propósito único e exclusivo de Beijar, tem se multiplicado assustadoramente em todo território nacional. Para estes é a quantidade de beijos na boca que indica se a balada foi boa ou não.

Acredito firmemente que esta geração esteja sofrendo daquilo que denomino de “síndrome de “beija Flor”, cujo objetivo é voar de "flor em flor" em busca do maravilhoso néctar do beijo. Diante do quadro que se apresenta, torna-se importante que entendamos que ao beijar várias pessoas, dentre estas, muitas desconhecidas, o adolescente corre o risco de adquirir várias doenças, incluindo as sexualmente transmissíveis. Uma dessas doenças, a mononucleose, recebeu como nome popular "doença do beijo".

A Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço.

Caro leitor em um mundo onde os valores se relativizaram, infelizmente a conduta dos jovens cristãos em quase nada tem se diferenciado do comportamento dos não cristãos. Na verdade, ouso afirmar que existe um número impressionante de crentes que movido por rompantes irresponsáveis, se enveredam em relacionamentos descompromissados.

Assusta-me o fato de que inúmeras pessoas movidas por uma pseudoteologia descartam relações usando de pressupostos humanistas, aos quais não existe o menor fundamento bíblico. Tais pessoas advogam que a “química” é a razão essencial para que se esteja junto com alguém. Para estes, o que importa é sentir prazer, além é claro de satisfação pessoal.

Pois é, vivemos dias tenebrosos. Diante disto, mais do que nunca a Igreja de Cristo precisa anunciar o Evangelho integral, além obviamente de proclamar a esta geração os valores do Reino, na expectativa de que o bom perfume do nosso Senhor alivie o odor de putrefação deste mundo mal e pervertido.

Pense nisso!

Renato Vargens

O Namoro Cristão. Parte IV

É licito o namoro entre o cristão e o não cristão?
Renato Vargens
Qual é o problema? Não tem nada demais. Eu posso evangelizá-lo e levá-lo para a igreja. Vai ver que essa é forma dele conhecer a Cristo!

É comum ouvirmos de nossos adolescentes e jovens frases como estas. Para muitos deles não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14).
Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.

Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável. Como escrevi na segunda parte deste estudo, o namoro deve ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam.

Do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.

Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

O Namoro Cristão. Parte III

E o sexo? Pode rolar?

Renato Vargens

A AFP divulgou em janeiro de 2008 que a maioria dos britânicos já não desaprova as relações sexuais antes do casamento ou entre casais de mesmo sexo, apesar de continuar a manter uma atitude mais tradicional no que se refere à educação das crianças.
http://diario.iol.pt/noticias/ga-casamento-inglaterra-sexo/906810-291.html
Segundo a reportagem, nos dias de hoje, setenta por cento dos britânicos não criticam as atividades sexuais antes do casamento. Já em 1984, a percentagem era de 48 por centro, segundo o relatório preparado pelo Centro Nacional de Investigação Social. Dois terços dos britânicos consideram que socialmente há poucas diferentes entre casamento e “viver junto”. Do total, 54 por cento acham que uma relação de casal sólida não implica forçosamente viver sob o mesmo teto e 69 por cento consideram que se pode viver uma vida feliz e realizada mantendo-se solteiro.
Pois é, infelizmente a banalização da sexualidade também tomou conta de boa parte dos arraiais evangélicos. A afirmação de que sexo antes do casamento é pecado, sempre foi defendido por praticamente todas as igrejas protestantes. Todavia, por fatores dos mais diversos, tais princípios não estão sendo obedecidos por mais da metade da juventude evangélica brasileira. É exatamente isso o que diz um extenso trabalho de pesquisa entre 1994 e 2000 realizado pelo Ministério Lar Cristão.

Num levantamento inédito, que ouviu mais de cinco mil rapazes e moças, membros de 22 diferentes denominações, o resultado veio ao encontro daquilo que se suspeitava há muito tempo, mas nunca tinha sido comprovado assim, na fria lógica dos números: Nada menos que 52% dos jovens evangélicos criados na igreja praticam o sexo pré-nupcial. Destes, a metade não fica numa única experiência e mantém vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Segundo a pesquisa, a idade média da perda da virgindade é de 14 anos, para os garotos, e 16, para as moças, ou seja: para horror de pastores, pais e educadores, quando o assunto é sexualidade juvenil, a Igreja está se aproximando cada vez mais dos padrões liberais da sociedade moderna.

Caro leitor, como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta geração os princípios e pressupostos bíblicos. Ora, a Bíblia é bastante clara no sentido de mostrar que Deus criou o homem e a mulher para que se unissem em matrimônio se tornando uma só carne, abençoando o ato sexual, ordenando ao homem que se multiplicasse.

O sexo no matrimônio não é pecado, mas uma ordenança divina em seu projeto original. Entretanto, o homem, como tudo mais, deturpou este aspecto da criação de Deus. A idéia do sexo antes do casamento é leviana e irresponsável, pois parte do pressuposto de que pode existir uma união sem compromisso, o que obviamente nunca esteve nos planos de Deus.
Caro amigo, a impureza é um pecado sexual. Todos os atos impuros praticados entre casais não casados é obra da carne. Ouso afirmar que diante da avalanche devastadora que atualmente tenta transformar o sexo antes do casamento em um fato normal e aceitável, somos chamados pelo Senhor a vivermos a vida cristã de forma e irrepreensível, esperando com paciência o casamento para assim desfrutarmos desta maravilhosa bênção de Deus chamada sexo.

Pense nisso!

Renato Vargens

O Namoro Cristão. Parte II

Meu namoro é da vontade de Deus?
Renato Vargens

Volta é e meia ouvimos dos casais enamorados dúvidas do tipo: será que o meu namoro é da vontade de Deus? Como posso ter certeza de que Deus está abençoando o meu relacionamento? Ou ainda, como saber se esta ou aquela pessoa é a que Deus separou para mim? A luz destes questionamentos desejo fornecer de forma prática e objetiva algumas dicas para se descobrir se o seu namoro é da vontade de Deus:

1- A Paz de Deus. As Escrituras afirmam que a paz deve ser o árbitro em nossos corações “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Col. 3:15). O árbitro é aquele que resolve uma questão, que direciona, que mostra a verdade. Em outras palavras isto significa dizer que a paz de Cristo deve ser observada como um dos indicativos de que o relacionamento em questão é ou não da vontade de Deus. Assim, se o namoro rouba paz, ou leva a pessoa a ficar distante de Deus, trazendo ao coração inquietação ou perturbação, cuidado, é porque algo está errado. Vale a pena ressaltar que lutas, problemas e obstáculos sempre existirão. Todavia, se o relacionamento descaradamente lhe tem roubado a sua paz interior, como também a sua comunhão com Deus, seja isto talvez um grande indício que de o Senhor não está nesse relacionamento.

2- Minha família aprova? Um fator que deve ser observado é se a família aprova o namoro. Conheço inúmeros casos de namorados que enfrentaram seus pais e familiares e que tiveram problemas seriíssimos. Ora, por favor, pare e pense: Se a família não aprova o relacionamento agora quando não se tem tantos problemas, imagine depois de casado e com filhos. Isto posto, sou levado a acreditar que a opinião dos pais ou filhos devem ser levado em consideração.

3- E o meu pastor? O que tem a dizer? A pós-modernidade trouxe a baila um conceito que mais do que nunca tem norteado negativamente a nossa sociedade. É comum ouvirmos por aí: “A vida é minha, faço o que quero e não tenho que dar satisfação a absolutamente ninguém.” Infelizmente, em nome de uma independência burra e ensimesmada muitos casais começam a namorar sem ouvir a opinião de seus pastores e líderes. Ora, é claro que os pastores não podem e nem tampouco tem o direito de determinar se o namoro deve ou não acontecer, entretanto, não consultá-los e ouvi-los é um erro gravíssimo. Creio que os “apaixonados” ao decidirem compartilhar com o conselheiro ou pastor sobre a possibilidade de se namorar alguém, demonstra maturidade e disposição de se fazer a vontade de Deus.

4- Existe jugo desigual? O namoro e o casamento devem ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais, sociais e culturais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam. Em um relacionamento onde uma pessoa possui escolaridade ou bagagem cultural bem maior do que a outra, a possibilidade de se vivenciar problemas é potencializado de forma substancial. Além disso, o jugo desigual pode caracterizar-se pela diferença de idade entre o casal. Em boa parte dos casos onde a diferença etária ultrapassa os quinze anos as chances de problemas são absurdamente significativas.

5- Existe afinidade mútua de valores e conceitos? Os que namoram precisam ter em comum os mesmos valores e conceitos. Na verdade, ambos precisam enxergar os padrões bíblicos de moral e decência de modo uniforme. Em outras palavras isto significa dizer que ambos necessitam estar dispostos a viver e relacionar-se um com o outro de forma pura e santa.

Caro leitor, ao responder negativamente duas ou mais destas perguntas, acredito que você deva refletir se vale a pena desenvolver no coração expectativas de frutificação com aquele que tem se relacionado.

Lembre-se que que namoro é coisa séria e que tomar decisões erradas pode lhe trazer consequências funestas.

Pense nisso!

Renato Vargens