O Evangelho de Marcos Feliciano e a venda moderna de indulgências

Renato vargens

O pastor Marcos Feliciano lançou em seu site a campanha “O milagre vai acontecer.” Nele, o famoso pregador traz orientações práticas de como o milagre poderá acontecer, sendo que uma delas seria sacrificar o valor simbólico de R$ 7,00 (sete reais), que deverá será enviado através de depósito ou boleto bancário ou transferência eletrônica, para uma de suas contas bancárias.
http://www.marcofeliciano.com.br/site2007/Campanha7DiasDeOracao.asp

Pois é, infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade. As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá ou da comercialização das bênçãos de Deus.

Por favor, responda sinceramente: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje? Ora, vamos combinar uma coisa? Atrelar o milagre de Deus a uma oferta de R$ 7,00 no mínimo fere os princípios da moral e da decência.

Sem a menor dúvida afirmo que o evangelho pregado pelos inquisidores do século XXI contrapõe-se em gênero, número e grau ao evangelho da salvação eterna. Acredito piamente que diante de tantas aberrações pregadas em nossos dias, o lema “Eclésia reformata, semper reformanda”, deveria ressoar em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!

Pense nisso!

Renato Vargens

Um Cristianismo cujo louvor é antropocêntrico

Renato Vargens

Ultimamente tenho pensado nas canções cantadas em nossas igrejas. Aliais, vale a pena ressaltar que a esmagadora maioria dos denominados cultos evangélicos dedicam muito mais tempo a música do que qualquer outra coisa. Infelizmente os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus.

Pois é, numa liturgia preponderantemente hedonista, os evangélicos são extravagantes, querem de volta o que é seu, necessitam de restituição, determinam a prosperidade, tocam no altar, pedem chuva, cantam mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo.
Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens. Da mesma maneira, necessitamos clamar ao Pai pedindo-o que nos liberte do louvor engessado, feito de cabeças baixas e bocas carrancudas, de letras difíceis, de músicas duras, sejam elas importadas ou brasileiras.

Por favor, pare, pense e responda: Para onde a igreja está indo? Será que não está caminhando a largos passos a uma nova "constatinização"? Ah que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus!
Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja se perdeu no caminho em direção ao trono do Altíssimo, Isto porque, as letras de algumas das suas composições, são empobrecidas teologicamente, simplistas e sem óleo. Além disso, falta oração, busca de Deus, consagração e compromisso com a Palavra.
Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a sala do trono e que lá possamos adorá-lo integralmente entendendo assim, que a glória, o louvor, a soberania pertence exclusivamente a Ele.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Acostumado a enfrentar touro brabo.

Renato Vargens

Foi exatamente isso que o vice-presidente da República José de Alencar disse ao descobrir que os tumores que tinham sido retirados do seu organismo voltaram com toda força.

Sabe uma coisa que eu reparei? Em nenhum momento o vice-presidente demonstrou frustração, desapontamento, ou murmuração em virtude do ressurgimento do câncer. Pelo contrário, em suas entrevistas ele sempre demonstra confiança, simpatia e bom humor.

Caro leitor, por acaso você já percebeu que ao contrário de José de Alencar existem pessoas que quando aparentemente chegam ao fim da linha, desandam a reclamar e murmurar da vida e dos problemas?

Veja bem, uma das coisas que mais entristecem Deus é insatisfação promovida pela murmuração. Isto porque, quando murmuramos, afirmamos categoricamente que não acreditamos na soberania de Deus em nossas vidas.
Lembremos-nos do episódio ocorrido com Paulo e Silas na cidade de Filipos. Lá estavam eles, pregando o evangelho com intrepidez, libertando os cativos do diabo com autoridade e recebendo como pagamento afrontas, açoites e flagelos no corpo. Entretanto, em vez de reclamarem de Deus, ou chiarem por causa do sofrimento imposto, diz a Bíblia que tanto Paulo como Silas, evidenciaram com maturidade uma espiritualidade saudável, mediante às atitudes de oração e louvor.

Ora, diz o texto que por volta da meia-noite eles oravam e cantavam louvores a Deus.“Atos 16:25-26) Humanamente falando, Paulo e Silas poderiam ter reclamado com Deus dizendo: Puxa Senhor, nós não merecíamos isso! Estávamos fazendo a sua obra! Isto não é justo! Temos andado corretamente em seus caminhos, temos sido fiéis em todo tempo, por que o Senhor permitiu isto? Pelo contrário, eles não entorpecerem a alma com amarguras e azedumes, mas oraram e cantaram louvores a Deus, demonstrando assim, uma absoluta confiança no Senhor.Em casos como este, podemos afirmar convictamente que quem canta os seus males espanta!Assim como o apóstolo Paulo, Abraão foi um excepcional homem de Deus. Em nenhum momento, a Bíblia nos mostra ele reclamando da vida, da demora de Deus, ou das circunstâncias adversas. As Escrituras só nos trazem elogios quanto a sua postura diante das dificuldades. Nos 25 anos em que Deus retardou o cumprimento da promessa, em nenhum momento vemos Abraão embriagado pelo espírito da murmuração.
Lembre-se de que as murmurações de Israel diante das dificuldades fizeram com que uma geração inteira não pudesse experimentar os frutos da terra prometida.Tenho notado a existência de pessoas que preferem permanecer em uma “aparente situação de tranqüilidade” a ter que atravessar o deserto árido. Este tipo de pessoa se contenta com o pouco que tem preferindo o comodismo medíocre da situação a ter que enfrentar o calor escaldante do deserto.

Ora, ninguém gosta de passar por privações na vida, entretanto, é importante que entendamos que sem a experiência do deserto, não nos é possível crescer no conhecimento de Deus, porque, é na aridez do deserto que nos deparamos com o cuidado do Senhor para conosco, suprindo sobrenaturalmente todas as nossas necessidades. E quando isto acontece, somos envolvidos pela certeza de que os seus caminhos são perfeitos. E de que ninguém é tão grande e poderoso como o nosso Deus.“Não ponhamos o Senhor a prova, como alguns deles fizeram e pereceram pelas mordeduras da serpentes. Nem murmureis como alguns deles murmuram, e foram destruídos pelo murmurador”.

Soli Deo Gloria,

Pr. Renato Vargens

Sinais da volta de Cristo- Parte IV

E surgirão falsos cristos e falsos profetas.

Renato Vargens

Nosso Senhor nos alertou que um dos sinais que apontariam para a aproximação do fim de todas as coisas seria o surgimento de falsos Cristos. Se não bastasse a figura caricata do Inri Cristo, que mais nos dá pena do que qualquer outra coisa, surgiu no cenário religioso mundial Jose Luis de Jesus Miranda, que afirma ser Jesus Cristo Homem.

O líder religioso alega ter milhares de seguidores em mais de 30 países. Seus discípulos afirmam que seu ministério é divino e que um dia se tornará a maior religião no mundo. José Luiz teve uma infância pobre em Porto Rico onde foi viciado em heroína. Segundo ele, lá descobriu ser a encarnação de Cristo quando foi visitado por anjos em um sonho. “Os profetas falavam de mim. Demorou algum tempo para que aprendesse isso, mas eu sou o que eles estavam esperando, o que eles estavam esperando por 2.000 anos”

Em sua doutrina não há pecado ou diabo, pois seus seguidores literalmente não fazem nada errado aos olhos de Deus, o que, diga-se de passagem, é bem conveniente nos dias atuais. Sua igreja proclama-se o “Governo de Deus na Terra” e possui um símbolo similar ao dos Estados Unidos.

Segundo o tal “Cristo” a igreja lhe paga US$136.000 por mês, mas como a equipe da CNN que certa ocasião o entrevistou pode comprovar, ele parece ter muito mais dinheiro que isso, isto porque, mostrou aos membros da equipe de TV um rolex incrustado de diamantes e afirmou ter três iguais aqueles. Além disso, “por segurança” ele também anda de BMW e Lexus dizendo que são presentes de seus fiéis.

Em 12/10/2007 "Jesus Cristo homem" desembarcou no aeroporto internacional Tom Jobim, onde no Rio de Janeiro comandou uma convenção nacional, cujo público presente foi de aproximadamente 1,5 mil, dentre estes, inúmeros pastores.

Caro leitor, vale a pena ressaltar que falsos cristos e falsos profetas, se opõem veementemente a mensagem do Evangelho Eterno, pregando aquilo que o povo quer ouvir, prometendo o que a Bíblia jamais prometeu, ensinando em nome de Deus doutrinas estapafúrdias que claramente violam os ensinamentos cristãos.

Isto posto, sou levado a acreditar que os dias que vivemos são dias extremamente férteis a multiplicação de falsos Cristos e profetas, isto porque, neste mundo pós-moderno, onde o absoluto foi relativizado, e o prazer e a satisfação pessoal é o que importa, nada melhor do que novos líderes como novas doutrinas unindo em seus discursos temas como espiritualidade, prazer e riqueza.

Falsos profetas tem se multiplicado de forma assustadora ensinando novas unções, comportamentos e doutrinas. As unções do riso, do cachorro, do leão, dos quatro seres viventes, extravagante, da parede, dentre tantas mais, nos mostra que o evangelho vivido e anunciado por muitos é de cunho antropocêntrico, onde Deus costuma ser “marionetado” pelos seus servos.

Pois é cara pálida, para definitivamente enrolaro meio de campo, a teologia usada pelos falsos profetas apresenta um “deus” submisso e escravizado aos seus seguidores que quando “decretam ou determinam” alguma coisa em nome de Jesus, este, sem titubeios obedece. Sem sombra de dúvidas este tipo de fé não pede, exige; não suplica, ordena; não clama por arrependimento, quer bênçãos; condena Deus e exalta os homens; é desprovida da verdade, pois não prega salvação, simplesmente pelo fato de não reconhecer o pecado.

Que o Senhor nos guarde das loucuras e aberrações deste tempo!

Maranata!

Renato Vargens

Menina que pega menina.

O preocupante comportamento das denominadas lesbiteens.
Renato vargens
Tem sido comum observarmos nas escolas, shoppings, bares e ruas, meninas beijando na boca ou andando de mão de dadas com outras meninas.

As denominadas Lesbiteens se auto-intitulam bissexuais, pois ficam com meninos e meninas. Só que, quando questionadas sobre sexo, só sabem mesmo o que é uma relação heterossexual, o que não impede que na balada se relacionem com outras meninas.

Para a psicóloga Maria Laura Gomes, o comportamento das adolescentes faz parte da identificação com o grupo: "Se a turma toda sai, fica bêbada e beija todo mundo, a adolescente tem que fazer a mesma coisa para ser aceita. Ficar com pessoas do mesmo sexo também é uma forma de se rebelar contra os padrões sociais", explica. O comportamento das Lesbiteens pode ser considerado mais uma condição social do que uma escolha própria: "A sociedade de consumo diz que ser jovem é legal. As crianças se vestem como jovens, os adultos se vestem como jovens. Então, os adolescentes se sentem na obrigação de levar todas as experiências dessa fase ao extremo, querem viver tudo com uma intensidade frenética", explica a psicóloga.

Sem sombra de dúvidas vivemos em um mundo submerso em pecado e que despreza os padrões de moral e justiça divina. A sociedade, de forma geral, encontra-se envolvida em um estilo de vida que se contrapõe aos princípios da lei de Deus. Os padrões de moralidade parecem não mais existir, a forma de se medir felicidade e sucesso difere daquela encontrada na Palavra de Deus. O objetivo de vida do ser humano não é a glorificação do nome do Senhor e sim a busca desenfreada pela satisfação pessoal, ainda que para isso seja necessário desconstruir conceitos e valores jogando-os definitivamente na lata do lixo. Pois é, comportamentos como estes afrontam os pressupostos bíblicos e cristãos. Deus não criou o homem para viver em um estado de libertinagem.

Diante de tempos tão difíceis como os que vivemos torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que tanto nos apavora. Para tanto, é absolutamente necessário que regressemos a Santa Palavra de Deus, fazendo dela nosso referencial de vida, como também nosso baluarte de vida e santidade.

Como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma humana.

Pense nisso!

Renato Vargens

Virgindade: mito, obediência ou tabu?

Renato Vargens
Conheço muitas moças cristãs compromissadas com Cristo e o seu Reino e que mesmo diante da pressão da sociedade tem guardado sua virgindade para aqueles que as desposarem. Dentre estas, há uma universitária de 24 anos que sofre todo tipo de zombaria por parte dos seus colegas de classe que a ridicularizam por ainda ser virgem. Em contrapartida a isso, a mídia tem noticiado relatos de moças que resolveram leiloar suas virgindades pela internet.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 1996 a 2006 o percentual de garotas que perderam a virgindade até os 15 anos saltou de 11% para 33%. Nesta mesma faixa, 47% dos meninos já tiveram sua iniciação. "A erotização está começando cada vez mais cedo e de forma intensa", afirma a psicopedagoga Quézia Bombonatto, de São Paulo.

Há pouco tempo surgiu nos Estados Unidos um movimento favorável a manutenção da virgindade. A idéia nasceu no início da década de 90 com o programa “True Love Waits” que prega a abstinência sexual até o casamento. O projeto, que percorre escolas e instituições ligadas à juventude, começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países. Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, diz. No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o "anel da pureza" - acessório que pode ser usado por meninas e meninos. “Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel”, diz Hester.

Caro leitor a relação sexual é privilégio de casais casados. As Escrituras Sagradas nos ensinam que adolescentes e jovens devem viver em estado de pureza. Creio, portanto, que essa geração precisa rever seus valores não se deixando moldar pelos pressupostos deste sistema. Somos chamados por Deus a vivermos uma vida onde a liberdade e a responsabilidade transforma-se em marcas de uma geração comprometida com seu Senhor e consigo mesma.
Pense nisso!

Renato Vargens

Sinais da volta de Cristo- Parte III

Por se multiplicar a iniqüidade o amor de muitos se esfriará.
Renato Vargens

No sermão profético proferido por Jesus que trata especificadamente sobre os sinais que apontariam para o fim de todas as coisas, existe um que me chama a atenção de forma especial: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12).
Ora, a relação que Jesus apresenta entre a multiplicação do pecado e o esfriamento do amor é absolutamente verdadeira. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, da violência nos lares a violência urbana, no individualismo exacerbado ao comportamento hedonista, esfria-se o amor genuíno e sincero no ser humano. Isso se percebe claramente nos mais jovens que trocaram o amor pelo sexo descompromissado; entre os mais “maduros” que em nome de um nova “paixão” jogaram na lata do lixo, cônjuges e filhos. Nas relações interpessoais onde o lema de vida é “farinha pouco meu pirão primeiro” Senão bastasse isso os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção – ela é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniqüidade cresceu tanto que fez o amor emurchecer.

Infelizmente, a conseqüência do esfriamento do amor torna-se extremamente perceptível na forma com que nossa sociedade lida com a barbárie. Certa feita, ao sair de casa observei que nas areias da Praia de Icaraí, na provinciana cidade de Niterói, havia um corpo de um homem morto. Sem poder parar em virtude da agenda cheia, continuei o meu trajeto. No entanto, ao regressar para casa algumas horas depois, percebi que o mesmo corpo ainda estava jogado à areia da praia, com uma atenuante: alguns meninos jogavam futebol em volta do morto. Em outra ocasião li em um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, que crianças jogavam "bola" com a cabeça de uma pessoa. Há poucos dias recebi a noticia de um menino de 13 anos que chegou a freqüentar a nossa igreja, que em virtude do seu envolvimento com as drogas foi brutalmente assassinado. Ao contar a noticia para alguns amigos, percebi que a tragédia ocorrida a este adolescente não proporcionou nenhum tipo de comoção ou dor, até porque, os que ouviram a má notícia lidaram com uma frieza de impressionar. Naquele momento refleti sobre a banalização da vida e de como a morte e a tragédia têm se tornado tão natural aos nossos olhos. Na verdade, cenas como essa estão entrando em nosso cotidiano, fazendo que acreditemos que toda “des-graça” que nos cerca é normal e natural.

Caro leitor, o pecado é a enxada que cava nossas sepulturas. Como muito bem afirmou Hernandes Dias Lopes, o pecado é uma fraude. Promete prazer e paga com o desgosto. Faz propaganda de liberdade, mas escraviza. Levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte. Tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado. O pecado é perverso. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. O pecado é pior do que a própria morte.

Pois é, a multiplicação da iniqüidade tem esfriado o amor de muitos...

Maranata!

Renato vargens

Uma cidade de gente sofrida...

São Gonçalo, rascunho da miséria.

Renato vargens

Morando em São Gonçalo você sabe como é...

Pois é, como bem disse Seu Jorge, quando a ponte engarrafa, São Gonçalo pára.

São Gonçalo fica há apenas quarenta quilômetros da capital fluminense. Seu IDH é apenas o 22º do estado, cujo ranking é liderado por Niterói, que possui também a terceira melhor posição do país.

Suas ruas são completamente esburacadas, sua educação e saúde são inexistentes, além de possuir uma enorme desorganização nos equipamentos públicos. O transporte coletivo é confuso, o trânsito caótico, cujos motoristas que nela dirigem se comportam como se estivessem dirigindo numa terra sem leis e ordem.

Quanto ao lixo, São Gonçalo vive imersa em todo tipo sujeira. Suas ruas são imundas, seus córregos e riachos extremamente poluídos. Esta semana o Instituto Trava Brasil, divulgou o ranking de saneamento das 79 maiores cidades do Brasil. Infelizmente, a cidade de Gonçalo cuja população ultrapassa um milhão de habitantes, encontra-se na ultima colocação, proporcionando aos seus moradores a possibilidade de absorção das mais variadas doenças. (1)

Senão bastasse isso, São Gonçalo possui 106,9 mil cidadãos em situação de miséria, de acordo com dados do IBGE. São pessoas que chegam a ganhar menos de um quarto de salário mínimo por mês. O número de indigentes em São Gonçalo, bem como os que vivem abaixo da linha da pobreza segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), chega a 130 mil”. (2 ) Além disso, boa parte desta população só fazem duas refeições completas por semana.

Para piorar a situação, este combalido município ao longo das últimas décadas tem sofrido com o descaso do poder público que de forma de forma descompromissada tem tratado dos dramas e dilemas de uma população que sofre caladamente.

O que nos entristece é que mesmo tendo uma prefeita evangélica, vereadores e secretários cristãos, quase nada de positivo tem acontecido a essa combalida cidade. Apesar de ser também o município com a maior concentração de igrejas evangélicas por metro quadrado do Brasil, infelizmente os valores do reino ainda não chegaram por lá.

Confesso que não consigo entender como uma cidade vizinha a Niterói, com tantas riquezas e belezas, vivencia tanta miséria!

Minha oração é que o Deus Todo-poderoso tenha misericórdia desse povo tão sofrido, transformando a história deste município, como também julgando com justiça aqueles que têm espoliado tão brava gente.

Renato Vargens


1- http://www.tratabrasil.org.br/novo_site/?id=6771
2- Jornal O Fluminense em 27/06/2005

Sinais da Volta de Cristo - Parte II

A fome
Renato Vargens

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. 8 Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” MT 24:6-8

A cada 3 segundos uma pessoa morre de fome no planeta e mesmo assim o número de pobres não pára de crescer. Calculam os estudiosos que já chegamos a 307 milhões de famintos nos países menos desenvolvidos. E é provável que até 2015, quando a grande maioria de nós ainda estará viva, 420 milhões de pessoas estejam vivendo abaixo da linha de pobreza. Cerca de 815 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas da subnutrição e o flagelo da fome atinge 777 milhões de seres humanos nos países em desenvolvimento, 27 milhões nos países em transição e 11 milhões nos países ricos.A fome é responsável por mutilações graves, falta de desenvolvimento de células em bebês e até cegueira por falta de vitaminas. Segundo a FAO, 54 milhões de pessoas passam fome na América Latina, houve uma redução de 42 milhões para 33 milhões na América do Sul, mas 19% da população da América Central mal encontram o que comer.Dos 32 milhões que literalmente passam fome no Brasil, metade vive no meio rural e outros 65 milhões se alimentam de forma precária. (1)

Um exemplo bem claro de pobreza extrema é São Gonçalo, município do Grande Rio, que possui 106,9 mil cidadãos em situação de miséria, de acordo com dados do IBGE. São pessoas que chegam a ganhar menos de um quarto de salário mínimo por mês. O número de indigentes em São Gonçalo, bem como os que vivem abaixo da linha da pobreza segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), chega a 130 mil”. (2 )
Além disso, boa parte desta população só fazem duas refeições completas por semana. Ora, por favor, para e pense comigo: Estou falando de uma cidade com mais de um milhão de habitantes, à 30 minutos da capital Fluminense, e que tem em sua população pessoas que vivem absoluto estado de miséria.

Caro leitor, nos últimos dois séculos a população mundial passou de 1 bilhão, para 7 bilhões de pessoas. Na verdade temos em nosso planeta uma enorme multidão que precisa comer, morar, vestir, se aquecer, se deslocar. Como bem disse o Senhor Jesus a multiplicação de pessoas famintas aponta exclusivamente para a aproximação do fim. Contudo ainda que saibamos que a fome sempre existiu em nosso planeta é inquestionável de que nos últimos tempos um numero cada vez maior de pessoas tem morrido em virtude dela.

De fato não sabemos quando Cristo vai voltar, entretanto, as Escrituras são absolutamente claras em afirmar que devemos estar atentos aos sinais que antecedem a sua vinda. E como bem disse nosso Senhor a fome seria marca indelével deste tempo.

Maranata!

Renato Vargens
1- http://www.cfappm.ma.gov.br/pagina.php?IdPagina=1300
2- Jornal O Fluminense em 27/06/2005

Sinais da Volta de Cristo - Parte I

Como nos dias de Nóe
Renato Vargens


"Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mt 24:37-39
Viu Deus a terra, e que estava corrompida, pois todas as pessoas haviam corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de todos seres humanos é chegado perante mim, pois a terra está cheia da violência dos homens. Destrui-los-ei juntamente com a terra.” Gn 6:13-14
Há poucos meses, preparava-me para sair em direção à igreja, quando fui avisado por um irmão em Cristo que não fosse por determinado caminho, visto que aquele lugar tinha se tornado uma verdadeira praça de guerra.

Infelizmente em plena luz do dia, tiros, ônibus e veículos particulares queimados e muito desespero, tornaram-se marcas de um cenário deplorável na até então provinciana cidade de Niterói.

Ora, a violência está em toda parte e se multiplica assustadoramente. De fato, não nos é possível passarmos um dia sequer sem ouvirmos ou lermos uma notícia sobre atos violentos nos meios de comunicação. Os assaltos são cada vez mais comuns, seqüestros deixaram de ser um pesadelo apenas para os ricos, isso sem falar dos latrocínios, homicídios e todo tipo de perversidade contra a vida.

Nas escrituras Sagradas, a palavra "violência" é traduzida por HAMAS, que significa, "injustiça, ser violento com, tratar alguém violentamente". Esta palavra é usada freqüentemente como idéia de violência pecaminosa. É também sinônimo de extrema impiedade. A primeira ocorrência desta palavra na Escritura ocorre em conexão com outro termo muito forte: Shahat, que significa cova, destruição, túmulo (corrupção). A palavra liga-se com o conceito de Sheol (mundo dos mortos). Em Gn 6.11 lemos: "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência". Aqui, literalmente, a terra (mundo) está na cova, no túmulo e se parece muito com o Sheol e por isso ela encheu-se de violência pecaminosa!

Jesus nos admoestou a estarmos atentos aos fatos de nosso tempo. Afirmou-nos categoricamente de que deveríamos reparar nas estações da vida, olhando através dos fatos, os sinais da vinda do Filho do Homem.

Não tenho a menor dúvida de que estamos em dias como os de Nóe. Em tempos como este os homens casam e se dão em casamento, seguindo a normalidade da vida sem preocupar com o que Deus diz ou pensa, isto sem falar, no esfriamento do amor e na multiplicação da iniqüidade.

Prezado leitor, a violência que se multiplica e acentua em todo planeta apontam-nos de que estamos mais perto da volta de Cristo do que possamos imaginar!

Maranata!

Renato Vargens

Espada "apostólica" matadora de gigantes.

Renato Vargens
Virou moda em parte da igreja evangélica brasileira a expressão apostólica. Isto porque, tudo que se faz em tais igrejas é com ênfase apostólica. A oração é apostólica, o jejum é apostólico, a pregação é apostólica, a unção é apostólica, o casamento, os filhos, as ofertas, os dízimos, absolutamente tudo é apostólico. A mais recente manifestação "apostólica" é a espada de Davi com poder apostólico para derrotar gigantes, a qual pode ser comprada pela bagatela de R$500,00. (http://matadordegigantes.blogspot.com/)

Pois é, as praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, até porque, nesses dias, como no século XVI a mercantilização da fé, bem como a manipulação religiosa por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e pra se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto!

Por favor, responda sinceramente: Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média? Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?

O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Outra vez lhe pergunto: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética?

Como já havia escrito inúmeras vezes não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Infelizmente, Sou obrigado a confessar que fico impressionado com alguns devaneios por parte do povo evangélico, até porque, no quesito criatividade alguns dos nossos irmãos têm conseguido se superar. Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e patológico.

Caro leitor, ser protestante, não é somente se identificar com o protesto feito pelos reformadores contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.O lema "Eclésia reformata, semper reformanda", deveria estar sempre ressoando em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!

Que Deus tenha misericórdia da sua igreja! Maranata, Senhor Jesus!

Renato Vargens

Síndrome de Dory

Renato Vargens

Em 2003, os estúdios Walt Disney, lançaram no mercado cinematográfico o sucesso “Procurando Nemo”.

A história é de um pequeno peixe-palhaço de nome Nemo que repentinamente fora seqüestrado do coral onde vivia, por um mergulhador que o levara a viver em um aquário na distante Sidney.

Marlyn, pai do peixinho desaparecido, ao se dar conta do sumiço do seu filhote, inicia uma busca desesperada na expectativa de encontrá-lo. Em sua missão Marlyn vem a conhecer um peixe de nome Dory, que tinha por característica principal o esquecimento de fatos recentes. O conto se desenrola em aventuras mil até que no final, milagrosamente Nemo volta para casa.

Ao ver o filme, foi impossível com que não reparasse no personagem Dory. Na ocasião, confesso que foi inevitável com que não fizesse a analogia do desmemoriado peixe com o cidadão brasileiro. Até porque, nós brasileiros esquecemos com uma enorme facilidade as arbitrariedades cometidas por alguns de nossos “bons políticos”.

Como Dory, esquecemos do confisco do nosso dinheiro feito por Collor de Mello, dos desvios do dinheiro público, dos escândalos do INSS, dos anões do orçamento, da adulteração do painel do Senado, do mensalão, da compra de votos por parlamentares, da máfia da sanguessuga, do castelo construído por parlamentar, do escândalo das passagens aérias, dos jabás adquiridos, além de muitos outros escândalos mais.

Ora, o Brasil tem vivido nos últimos anos uma curva ascendente de escândalos onde políticos corruptos movidos por uma avassaladora ganância, se locupletam do dinheiro público enriquecendo desenvergonhadamente. As primeiras páginas dos nossos jornais têm estampado quase que diariamente escândalos políticos de primeira linha. Essa sucessão de escândalos, significativos em seu conjunto, ajuda a criar uma cultura de crescente desconfiança nos cidadãos, aos quais tem gerado consequências funestas e contraproducentes, bem como o descrédito da sociedade quanto a capacidade do poder público de fazer o bem comum.

Infelizmente o povo brasileiro como Dory, esquece rapidamente das falcatruas e roubalheiras promovidas pelos "gentis políticos", até porque, bastam dois ou três anos no máximo, para que através das urnas reconduzamos os que nos extorquíram de volta ao poder.

Será que existe cura para essa síndrome?

Pois é, enquanto ela não vem, sigo o meu caminho com a firme convicção:

Peixe, nós não somos, mas palhaço?

Renato Vargens

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã.

Renato Vargens
Há cerca de dois anos viajei de Curitiba a cidade de Campinas no estado de São Paulo. Naquela ocasião, saí bem cedo de onde estava hospedado em direção ao aeroporto Afonso Pena. Quando lá cheguei, fui surpreendido por um forte nevoeiro o qual impossibilitava a decolagem das aeronaves estacionadas no pátio do aeroporto. Entendendo que meu vôo possivelmente sofreria atrasos, pacientemente fiz o meu check in, dirigindo-me a seguir a sala de espera. Passados alguns instantes, o comandante do meu vôo recebeu autorização para decolar, rapidamente entrei no avião e em poucos minutos estávamos voando sobre os céus da agradável cidade paranaense.

De fato, os céus estavam cheios de nuvens as quais traziam uma impressão bucólica sobre a recém acordada cidade. No entanto, bastou que o avião ganhasse altura para que rapidamente ultrapassássemos o nevoeiro e vislumbrássemos o maravilhoso brilho do sol.

Naquele instante o Espírito Santo me fez refletir sobre a vida, Isto porque, não são poucas as vezes que temos a impressão que as nuvens da existência prevaleceram sobre o brilho do sol da justiça.

Infelizmente, são em situações como estas, que alguns são tentados a achar que Deus desapareceu definitivamente, deixando-os a mercê dos seus problemas, angustias e dilemas.

A experiência pastoral me mostra que tais pessoas têm a triste percepção de que o problema vivido é tão grande, de que jamais poderão novamente enxergar o azul do céu.

Prezado leitor, quem sabe você esteja passando por situações onde a impressão que tem é de que nunca mais desfrutará de momentos alegres e felizes? É possível, que as nuvens da incerteza estejam assolando sua alma e coração, quem sabe, o medo não esteja chicoteando sua vida levando-o a um estado de nervos acima do comum.

Quero incentivá-lo a nutrir o coração de esperança, bem como da certeza de que o Deus o qual servimos está acima de tudo e de todos, e que como o sol ele continua brilhando acima de nuvens e tempestades.

Lembre-se, que nevoeiros vem e vão, e que quando dissipados, nos é possível novamente enxergar o sol com todo seu brilho e fulgor.

Pense nisso!

Renato Vargens

A benção do elogio!

Renato Vargens


Nessa última semana tenho procurado dedicar parte do meu tempo elogiando pessoas. Por algumas vezes tenho enviado torpedos, telefonado e ainda falado para um número significativo de amigos o quão importantes são para minha vida, familia e ministério.

Infelizmente em virtude de inúmeros fatores a grande maioria do nosso povo possui uma enorme dificuldade em elogiar aqueles que conosco se relacionam, até porque, criticar ou falar mal dos outros, é muito mais fácil. Basta fazermos uma instrospecção sincera que chegaremos a conclusão que na maioria das vezes somos muito mais criticos do que deveriamos.

Querido leitor, acredito piamente que os elogios sinceros e verdadeiros que brotam do peito de alguém que ama a vida tem um enorme poder de criar e construir relações saudáveis. Você já se deu conta de que na nossa existência muitas das vezes demonstramos uma grande dificuldade de falar bem ou elogiar alguém? Como é que você lida com o elogio? E as suas relações pessoais, como são? Amáveis? Fraternas?

Preste atenção no que vou lhe dizer:

Se desejar, você poderá ter uma vida muito mais frutífera e feliz se aprender a cultivar o hábito de falar bem das pessoas e para as pessoas. Afetividade, amabilidade, elogio sincero contribuem para relações abençoadas e amigáveis.

Que tal você escolher alguém do seu ciclo de relação e enviar um elogio? Pode ser via torpedo, e-mail, carta ou outra forma de correspondência qualquer. O que acha?

Gostou da idéia? Por que não começar agora?

Elogie alguém, fale bem de alguém e você verá que a vida terá um outro sabor...

Pense nisso!

Renato Vargens

Quando “probrema” é diferente de “pobrema”

Renato Vargens

Estava em um ônibus quando ouvi a conversa de duas adolescentes: - Você sabe qual é a diferença de “probrema” para “pobrema”? Não, disse a segunda adolescente. Pois é, replicou a que fez pergunta dizendo: “probrema” é aquilo que você causa nos outros. Já “pobrema” é aquilo que os outros causam em você.

Caro leitor confesso que fico assustado com o nível de ignorância de nossos adolescentes e jovens. Não é a toa o que índice de analfabetismo funcional em nosso país é de 70% da população economicamente ativa. Já no restante do planeta, existem aproximadamente 900 milhões de indivíduos que não conseguem interpretar um texto sequer.

Os analfabetos funcionais são pessoas com menos de quatro anos de escolarização; mas pode-se encontrar, também, pessoas com formação universitária e exercendo funções-chave em empresas e instituições, tanto privadas quanto públicas! Elas não têm as habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculo para fazer frente às necessidades de profissionalização e tampouco da vida sócio-cultural.

Como já escrevi anteriormente a Igreja de Cristo precisa posicionar-se de forma prática e objetiva auxiliando o estado e a sociedade civil no combate ao anafalbetismo funcional. Fico a pensar o quanto poderíamos contribuir positivamente com a sociedade brasileira se colocássemos a disposição da comunidade nossos prédios e salas de escola dominical. Aliais, por acaso você já percebeu que a maioria dos nossos equipamentos ficam ociosos durante a semana só sendo utilizados aos domingos? Pois é, infelizmente essa tem sido a realidade de boa parte de nossas comunidades eclesiásticas.

Creio que como cristãos podemos colaborar significativamente proporcionando aos nossos adolescentes e jovens a singela possibilidade de desfrutar de dias melhores. Para tanto, torna-se indispensável que nos engajemos na importante luta de informar e formar essa alegre meninada, levando-os a um nível mais alto de sabedoria e cultura.

Pense nisso!

Renato Vargens

O vento de Deus sopra onde quer...

Renato Vargens

Todos os domingos eu costumo pregar em dois cultos. Um às 18:00 h na Igreja Cristã da Aliança do Rio do Ouro, e outro às 20:00 h na Igreja Cristã da Aliança de Pendotiba. Só que neste domingo após sair do Rio do Ouro, me dirigi a Igreja Batista de Itaipu, onde seria o pregador da noite. Depois de louvar a Deus com alegria no coração, subi ao púlpito para pregar a mensagem da salvação eterna. Durante aproximadamente 40 minutos dissertei sobre o evangelho de Marcos, tratando do milagre de Jesus sobre a filhinha de Jairo. Ao final do culto, pedi aos irmãos da música que me ajudassem a cantar uma canção. Sem a menor sombra de dúvidas Deus se fazia presente naquele lugar, e isto nitidamente se percebia nas dezenas de pessoas que lá se encontravam. Quando o culto terminou, o pastor dirigindo-se a mim disse: “Pastor Renato, o texto pregado pelo irmão foi o mesmo pregado no culto pela manhã. E mais, a canção que o senhor cantou no final do culto, também foi à mesma cantada pela manhã."

Caro leitor, ao ouvir o relato do pastor foi impossível conter as lágrimas, até porque, não me foi dado tema para pregar. Pelo contrário, a pastor deixou-me livre para ministrar aquilo que o Senhor colocasse em meu coração.
Como é bom saber que o Deus que servimos controla todas as coisas. Que maravilha é poder entender que Ele soberanamente controla todas as circunstâncias. De fato, Ele nos leva aonde quer, nos usa da forma que quer, operando de forma graciosa através de nossas vidas. O vento de Deus sopra aonde quer demonstrando-nos que as nossas vidas não estão a mercê do acaso.
A Ele toda gloria,

Renato Vargens

Viu que não dá? Peça ajuda!

Renato Vargens

Pela menos uma vez ao mês eu reúno a liderança da Igreja Cristã da Aliança do Rio do Ouro para orarmos e estudarmos a Bíblia Juntos. Ontem, nos encontramos na casa de um irmão que mora num condomínio cujo acesso é dificílimo. Para piorar a situação, chovia copiosamente, o que dificultava em muito a direção, entretanto, mesmo diante da dificuldade resolvi encarar a empreitada. Tomei distância, acelerei e lá fui em direção a “simpática subida”. Contudo, em virtude da chuva, meu carro no meio da subida patinou, impossibilitando com que chegasse ao fim do caminho. Pacientemente tive que descer o carro de ré até o portão.

Naquele momento vi que não conseguiria subir com o carro e que talvez o melhor fosse estacioná-lo lá embaixo mesmo. Ao me dirigir para um possível estacionamento, uma das moradoras da casa chegou. Sem titubeios não pensei duas vezes dizendo: Renata dá para você subir com o carro para mim? Nossa irmã de forma gentil e abnegada subiu com o carro facilmente conduzindo-o com a perecia de uma profissional.

A luz deste episódio, lembrei-me da existência de pessoas que não conseguem pedir ajuda em hipótese alguma, isto porque, para elas torna-se difícil despojar-se de sua arrogância e auto-suficiência. Ora, quantas pessoas, em virtude de sua empáfia, preferem estacionar o carro a pedir alguém que o dirija?

Caro leitor, tenho entendido que um espírito altivo, arrogante e auto-suficiente tem a enorme capacidade de impedir-nos de desfrutar do melhor de Deus. E você? Ao perceber sua incapacidade de resolver problemas é do tipo que pede ajuda, ou em virtude do orgulho fica no meio do caminho?

Pense nisso!

Renato Vargens

A incompatibilidade entre a doutrina da volta de Cristo e o evangelho pregado pelo neopentecostalismo.

Renato Vargens
Parte da minha infância passei na 1ª Igreja Presbiteriana de Niterói. Lembro que não foram poucas as vezes que ouvi da professora de Escola Dominical, ou do Pastor, sobre a eminente volta de Cristo. Também me lembro de naqueles dias ter ouvido um LP (estou ficando velho!) narrando o que aconteceria aos homens se Jesus voltasse. Era comum ver em meus amigos um santo pânico em virtude da mensagem anunciada, até porque, todos achávamos que Cristo voltaria naquele exato momento.

Hoje ao contrário de trinta anos atrás não ouvimos mais a respeito da volta de Jesus. Talvez isso se deva em parte ao tipo de evangelho pregado na maioria das igrejas ditas cristãs, até porque, o cristianismo do século XXI se caracteriza eminentemente por ênfases humanistas e antropocêntricas, onde o que importa é a imediata satisfação das necessidades humanas. Isso se percebe nitidamente em nossas liturgias cujas canções são hedonistas, os sermões utilitários e a escatologia triunfalista. Diante disto, para que falar na volta de Cristo, se temos por missão e obrigação prosperar e conquistar as riquezas do mundo?

Infelizmente os evangélicos que “querem de volta o que é seu”, e que necessitam de “restituição”, não possuem tempo suficiente para pregar tão maravilhosa doutrina. Na verdade, os adeptos da teologia da confissão positiva não conseguem vivenciar de forma integral o Senhorio de Cristo. Eles buscam desesperadamente por experiências e não a verdade. Eles não querem pensar, querem sentir; não querem doutrina, desejam novidades; não querem estudar a Palavra, querem escutar testemunhos eletrizantes; não querem adorar, querem shows; não querem Escolas Bíblicas, querem circo; não querem o evangelho da cruz, desejam o evangelho dos milagres; não querem Deus e sim as bênçãos de Deus.

Caro leitor, isto posto, mais do que nunca precisamos regressar as antigas verdades e doutrinas que santos homens de Deus defenderam com tanto afinco. Oxalá, a Igreja de Cristo encontre o seu rumo e volte a pregar todo o conselho de Deus.

Ora vem Senhor Jesus, Maranata!

Renato Vargens

Deus quer o homem no leme!

Renato Vargens
A escritora e ex-atriz Maria Mariana em entrevista a Revista Época, afirmou categoricamente que homens e mulheres possuem funções e habilidades diferentes. “Segundo a escritora, homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.”

A afirmação de Maria Mariano causou um enorme rebuliço entre as feministas, até porque, ao assegurar que o homem é quem deve ter o leme nas mãos, a ex-atriz e escritora, segundo as adeptas do feminismo, cometeu um irreparável desatino. Entretanto, ainda que o grupo em questão discorde do que foi afirmado, a Bíblia é clara em afiançar que perante Deus, homens e mulheres são iguais, tendo contudo, funções diferentes, sendo que a função masculina é de ter o "leme nas mãos."

Concordo com Maria Mariana de que o homem deve conduzir o barco. E ao fazê-lo não o faço com o pressuposto de que o macho deve governar sua casa com mão de ferro, impondo suas vontades e caprichos de modo despótico e ditatorial. O modelo de liderança na família em muito diverge do machismo reinante em nossa sociedade, até porque, aos olhos de Deus, marido e mulher são parceiros na construção salutar de relacionamentos cujos vínculos afetivos têm por características principais o amor, a consideração e o respeito.
Isto posto, afirmo que marido e mulher devem "navegar" juntos, entendendo que o fato do homem ter o leme nas mãos não o torna superior a esposa, até porque, para que a embarcação chegue segura ao seu destino é absolutamente necessário que cada um exerça sua função com dedicação, afeto e responsabilidade.
Pense nisso!

Renato Vargens

Vou apertar, só não vou acender agora.

Sinceramente, só faltava essa!
Renato Vargens

Os principais jornais brasileiros publicaram a noticia de que a Marcha da Maconha, manifestação a favor da descriminalização do uso droga, contou com o apoio e presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo a imprensa, os cerca de mil manifestantes protestaram contra a decisão de tribunais regionais, que proibiram a marcha em várias cidades do país. Na passeata em questão, segundo informações, o hit cantado era a tal “Vou apertar, mas não vou acender agora”.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa: Como pode um Ministro de Estado se prestar a um papel destes? Definitivamente este não é um país sério. Onde já se viu uma autoridade do primeiro escalão do governo, fazer apologia a maconha? Isso é um verdadeiro acinte! Um desrespeito a decência e os valores da família.

Ora, isto posto, sou obrigado a perguntar em bom tom: Que país é este?

Como bem disse Renato Russo, “nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.”

Que país é esse, onde escancaradamente ministros defendem a legalização da maconha? Que país é esse que deputados e senadores legislam visando os seus próprios interesses?
Que pais é este onde deputados constroem castelos?
Que país é esse onde os miseráveis e excluídos se multiplicam a cada dia?Que país é esse onde a morte e violência se tornaram coisas banais?Que país é esse de apagões aéreos e sociais?Que pais é esse cujo chefe da nação é um desmemoriado?
Que país é este de milhões de desempregados?Que país é esse onde o que importa é levar vantagem, ainda que isto signifique negociar valores éticos e morais?Que País é este, onde pessoas morrem por falta de atendimento médico?Que país é este onde se comprovam fraudes, corrupção e marucutaias praticadas por congressistas?
Que país é este? Será talvez o País do faz-de-conta? Ou a pátria amada nada gentil, desavergonhada Brasil.
Renato Vargens

Semeando esperança, colhendo vidas.

Renato Vargens
Como preletor e conferencista tenho participado de simpósios, palestras, debates e mesas redondas em vários lugares deste Brasil, onde tenho advogado a causa de que a Igreja de Cristo necessita deixar o monte da transfiguração e descer até ao povo sofrido onde se encontram os excluídos da sociedade. Como cristão tenho plena convicção que a injustiça social, é uma verdadeira afronta a imagem e semelhança de Deus e que por sermos seguidores de Jesus não podemos em hipótese alguma acomodarmo-nos diante do caos instalado em nosso país.

Infelizmente, apesar da vasta riqueza desta terra varonil, nossa nação tem sofrido conseqüências funestas em virtude da má distribuição de renda e oportunidades em todo território nacional.

Ora, é extremamente importante que jamais esqueçamos que Jesus veio para salvar os pecadores. Cabe à Igreja fazer chegar essa salvação aos perdidos. A igreja deve ser a igreja do caminho e não do balcão. Ela não pode permanecer como espectadora da história: tem de descer para onde se travam as lutas reais dos homens.

Fico a pensar o quanto poderíamos contribuir positivamente com a sociedade brasileira se colocássemos a disposição da comunidade nossos prédios e salas de escola dominical. Aliais, por acaso você já percebeu que a maioria dos nossos equipamentos ficam ociosos durante a semana só sendo utilizados aos domingos? Pois é, infelizmente essa tem sido a realidade de boa parte de nossas comunidades eclesiásticas.

Pensando nisso e entendendo que a missão da Igreja de Cristo deve ser integral. A Igreja Cristã da Aliança do Rio do Ouro, a qual sou pastor, resolveu escancarar as portas de seu prédio para servir, capacitar e qualificar os moradores do bairro onde está plantada. Para tanto, surgiu o Projeto Semeando que de forma responsável e inteligente tem atingido quase uma centena de crianças, adolescentes e jovens com atividades educacionais, culturais e esportivas.

Para tanto, transformamos um dos nossos salões em academia, onde inúmeras crianças e adolescentes tem treinado jiu-jítsu. Em pouco tempo de trabalho tiramos muitos meninos das ruas e os inserimos no contexto de treinamento, acolhimento e responsabilidade. Os frutos disso se mostram num sexto lugar geral da Liga Niteroiense em 2008; campeão da liga niteroiense na categoria infantil feminina; campeão infantil na etapa de Santa Maria Madalena, além de formamos a campeã Brasileira infantil feminina e o terceiro lugar no campeonato brasileiro na categoria sub 13 no ano de 2009. Junta-se a isso, o fato de que temos oferecido a vinte cinco crianças, aulas de desenho e arte, com incursões e excursões a museus e centros culturais. Na área educacional, crianças tem tido contado direto com pedagogos que de forma lúdica e prática tem contribuído com o desenvolvimento intelectual dos nossos meninos. Professores de educação fisica tem oferecido a crianças e adultos a possibilidade de desenvolver o salutar hábito de particar exercícios. Quanto à capacitação profissional, jovens e adultos tem tido a oportunidade de aprenderem o oficio de eletricista com profissionais absolutamente qualificados.

O projeto Semeando oferece também aos pais dos seus alunos, palestras educacionais, proferidas por profissionais na área de educação e comportamento humano cujo objetivo principal é a construção de pontes nas relações familiares.

A música tem sido tratada como instrumento de resgate da juventude, para tanto, temos aulas de violão e dança que atingem eminentemente adolescentes, inserindo-os no mundo da arte e cultura.

No segundo semestre de 2009 iniciaremos o reforço escolar, a alfabetização de adultos, aulas de inglês, bateria, além de outros cursos de capacitação profissional.

Em 2010, pretendemos alugar uma casa e juntamente com uma equipe de profissionais qualificados, investir em 100 crianças contribuindo para sua formação com cursos diferentes, onde teremos música, arte, brinquedoteca, atividades físicas e esportivas e muito mais.

Nossa oração é que Cristo nosso Senhor, possa através de projetos como este mudar a vida de centenas de familias.

A Ele toda a glória.

Renato Vargens

PS: Gostaria de ajudar ou contribuir? escreva para: semeando.projeto@gmail.com, fale com Márcio e saiba como.

O mito da igreja perfeita.

Renato Vargens

Uma das características dos evangélicos brasileiros neste inicio de século é a constante mutação de seus membros. Acredita-se que pelo menos uma vez ao ano parte dos seguidores de Cristo mudam de igreja, alegando os mais diversos motivos, sendo que o principal destes é que a igreja que faz parte é cheia de problemas e distorções. Na verdade, tais pessoas fundamentam suas decisões migratórias na pseudo-verdade de que existem igrejas perfeitas, cuja liturgia eminentemente é marcada por algum fator preponderante que lhe agrade.

Particularmente eu conheço pessoas que em nome de Deus mudaram de igreja quase uma dezena de vezes. Para estas, o fato de existirem conflitos de opiniões ou divergência relacionais com os irmãos em Cristo, aponta exclusivamente para a retirada do time de campo. Ora, tal comportamento mostra claramente uma visão distorcida e equivocada quanto a Igreja, até porque, não existem igrejas perfeitas, pelo simples fato de que elas são compostas por homens imperfeitos. E o fato de não sermos perfeitos, impossibilita a constituição e formação de igrejas perfeitas.

Caro leitor, é bem possível que você tenha sido testemunha de inúmeros casos de pessoas que falharam em suas comunidades locais proporcionando ao seu coração mágoas, decepções e frustrações. Se em virtude disto você tem abandonado o barco usando do álibi da imperfeição, afirmo-lhe que está cometendo um grande equivoco, isto porque, são através das falhas, erros e distorções comportamentais de nossos irmãos que podemos colocar em prática as orientações de nosso Senhor.

Alguém certa feita disse: “A igreja é como a Arca de Noé. Lá dentro o cheiro pode ser insuportável, entretanto, é bem melhor estar dentro do que fora.”

Pense nisso!
Renato Vargens

A árdua e difícil tarefa de ser pastor.

Renato Vargens

Servir a Cristo é um enorme privilégio. Servi-lo como pastor muito mais.

Algumas pessoas pensam que exercer o ministério pastoral é fácil. Talvez elas não entendam a complexidade do cumprimento de tão árdua tarefa. Como bem escreveu o meu amigo Wagner de Araújo, pastor da Igreja Batista Boas Novas de Osasco, “ser pastor é muito mais que ser um pregador... Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele... Ser pastor é chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado. Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina.”

Ser pastor é visitar quando necessário asilos, presídios, orfanatos, hospitais. Ser pastor é vestir-se de um espírito abnegado, dividir o pão, compartilhar o amor, admoestar os insubmissos, confrontar os rebeldes, consolar os que sofrem. Ser pastor é esmerar-se na Palavra, dedicando tempo precioso a preparação de estudos e sermões. Ser pastor é defender a sã doutrina protegendo-a dos ensinamentos dos falsos mestres e profetas. Ser pastor é chorar pela injustiça e defender injustiçados. Ser pastor é pregar TODO conselho de Deus, em todo tempo, a todo momento atráves de palavras, atitudes e comportamento.

Ser pastor é saber lidar com elogios e pedradas, afagos e injustiças, beijos e descasos. Ser pastor é rir pelas bênçãos conquistadas pelos irmãos, como chorar pelas perdas irreparáveis dos que conosco convivem. Ser pastor é saber celebrar a vida e a morte, é ter palavras de conforto e consolo em meio ao caos. Ser pastor é ouvir pacientemente as lamúrias dos que gemem, é aconselhar sabiamente os que se encontram em confusão. Ser pastor é ser amigo, próximo, companheiro.

Ser pastor é uma bênção, mas com certeza não é nada fácil!
Pense nisso!

Renato Vargens

A Disney, o entretenimento infanto-juvenil e a prática de topless

Renato Vargens


O incentivo a promiscuidade se tornou marca desta geração. O jornal O Globo publicou que a Disney World, empresa de entretenimento dos EUA, que atrai crianças e adolescentes do mundo inteiro tem permitido que os freqüentadores dos brinquedos "Splash Mountain e The Tower of Terror" pratiquem o topless com generosas doses de adrenalina.

Para piorar a coisa o parque tira várias fotos das pessoas nos brinquedos, para que virem souvenirs. As imagens são então exibidas, quase em tempo real, em grandes telas na saída das atrações, às quais todos os visitantes - incluindo milhares de crianças - têm acesso.

Caro leitor, sem sombra de dúvidas vivemos momentos complicadíssimos. Num tempo onde os valores absolutos tem sido relativizados pelos meios de comunicação, torna-se indispensável que a igreja evangélica se posicione audaciosamente contra a promiscuidade que tanto nos apavora. Aliais, vamos combinar uma coisa? Que relação existe entre parques temáticos e imoralidade? Claro que nenhuma. Entretanto, o que vemos de forma absurda é o incentivo por parte da sociedade a todo tipo de perversão sexual.

Caro leitor, em hipótese alguma devemos aceitar essa violência contra a moral e a decência. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, vazio exitencial em plenitude.

Pense nisso!

Renato Vargens

O Maior Privilégio do Mundo...

Renato Vargens

Conta-se que o pastor Billy Graham ao receber o convite para concorrer à presidência da República dos Estados Unidos da América, recusou dizendo: “Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por um cargo tão insignificante?”

Ontem eu comemorei 16 anos de ordenação pastoral. Nos últimos três anos as minhas atividades ministeriais aumentaram significativamente, isto porque, pela graça do Senhor Jesus, preguei o Evangelho por mais de 1500 vezes a todos os públicos imagináveis. Anunciei a Cristo em grandes e pequenos auditórios, em palácios e em casebres, para doutores e iletrados, jovens e idosos, ricos e pobres. Preguei as Boas novas da Salvação Eterna em cidades, estados e igrejas absolutamente diferentes, propalando a todos quanto pude o maravilhoso amor do nosso Salvador.

Caro leitor, entendo muito bem o que Billy Graham disse. De fato, por mais importante que seja um cargo, profissão ou oficio, nada se compara ao privilegio de anunciar Cristo. Com absoluta certeza eu jamais trocaria o ministério pastoral por um mandato público-partidário; jamais trocaria o gabinete pastoral pelo gabinete de um congressista federal; jamais abandonaria as Sagradas Escrituras por um outro conhecimento qualquer.

Tenho plena convicção que nasci para servi ao Senhor. Vivo para anunciar o evangelho, existo para propagar a Boa Nova de que Cristo vive e Reina!

Minha oração é que durante todos os anos que restam de minha vida, o Senhor possa continuar o conceder-me a honra de proclamar as Boas novas do Filho de Deus.

Soli Deo Gloria
Renato Vargens

Caso pudesse, você começaria de novo?

Dicas práticas e objetivas para aqueles que querem recomeçar.
Extraído do livro "Começar de novo"

Não existe uma pessoa sequer neste planeta que sinta prazer no fracasso. Qualquer indivíduo, emocionalmente saudável, quer ser bem sucedido em tudo que faz. Entretanto, nem só de conquistas vive o homem, até porque, a vida nos reserva momentos absolutamente frustrantes, onde derrotas se fazem presentes, levando-nos a um estado de decepção e choro.

Em meio ao desbarato, é comum observamos no que sofre um profundo desapontamento, cujas características principais são a angústia e incredulidade. Em situações como estas, recomeçar é um exercício de fé, pois, agindo desta maneira o indivíduo se dispõe a vivenciar novamente os mesmos erros e perigos já vividos.

Recomeçar é dar uma nova chance à vida, chance de fazer melhor, corrigir erros, aprender, evoluir, crescer, amadurecer. Recomeçar é reescrever a história da vida tendo Deus como parceiro e orientador de nossos sonhos, alvos e projetos. Recomeçar é agir como as árvores que ao chegar da primavera vestem-se de verde, colorindo seus galhos com as mais belas cores, afugentando da sua história as marcas cinzentas da decepção.

Recomeçar é ousar andar por velhos e desconhecidos caminhos, descobrir velhas e novas pessoas, sonhar ao mesmo tempo antigos e novos sonhos. Como bem disse Carlos Drummond de Andrade, Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.

Caro leitor, através da leitura deste livro você entenderá à luz da Palavra de Deus que mesmo diante de dramas, decepções e frustrações, em Cristo é possível recomeçar. Observará também, exemplos de homens de Deus que experimentaram nas situações mais adversas a ressurreição de seus sonhos. Quero portanto incentivá-lo a nutrir em seu coração a certeza de que o mesmo Deus, que interveio na vida de milhões de pessoas ao longo da história, transformando caos em bênçãos, é também poderoso para transformar os seus gemidos de agonia em brados de vitória.

Soli Deo Gloria.

Renato Vargens
Obs: Para saber como adquirir o livro "Começar de Novo" por um preço especial de lançamento escreva para livraria.livros@gmail.com.

Assim a Vaca Vai para o Brejo...

Renato Vargens
Em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”. A cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias têm sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o haloween gospel. Aliás, você já reparou que nós evangélicos temos a facilidade de transformar tudo em gospel?
Pois é, para piorar as coisas, fiquei sabendo de uma igreja que movida por uma nova estratégia, instituiu uma festa, (obviamente de ênfase gospel), denominada “Festa dos Sinais”. A proposta desta festa é proporcionar aos jovens a possibilidade de arrumar um namorado, ou alguém que ainda que momentaneamente possa trocar uns deliciosos beijos gospel. É assim que num ambiente de muita música, luzes e euforia, os participantes, colocam visivelmente em seus corpos, broches ou fitas nas cores verde, amarela, ou vermelha.

As utilizações destas cores trazem por si só os seguintes simbolismos: Os que usam o vermelho estão dizendo em outras palavras que estão impossibilitados de contrair uma nova relação, já os que portam a cor amarela, afirmam que estão interessados em alguma pessoa, não sendo necessariamente alguém da festa, agora, já os que usam o verde, estão demonstrando a todos os participantes a sua disponibilidade para uma nova relação.
Prezados, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar. Por favor pare, pense e responda: cadê o compromisso com a Santa Palavra de Deus? Onde está o imperioso desejo de se fazer à vontade do Senhor em todos os momentos da vida?
Diante da enorme multiplicação dos evangélicos brasileiros é inevitável que não lembremos do sermão pregado pelo Dr. Billy Grahan no dia 19 de junho de 1969. Na ocasião o famoso evengelista declarou que Estados unidos precisava desfazer-se na enorme quantidade de pessoas nas ditas igreja evangélicas. Grahan afirmou que a igreja podería fazer muito melhor o seu trabalho se seus membros fossem discípulos dedicados e disciplinados.
Ao declarar isto, Billy Grahan o faz num contexto onde a maioria da população norte-americana considerava-se protestante. Isto porque, nos cultos dominicais os templos estavam cheios e repletos de pessoas, as quais religiosamente “prestavam seu culto a Deus.” Hoje no Brasil, a maioria não é evangélica, no entanto, percebe-se a olhos vistos que o número daqueles que se consideram evangélicos é a cada dia mais elevado. Entretanto, sou obrigado a confessar que boa parte destes que freqüentam os nossos cultos não tiveram uma genuína experiência de conversão. Na verdade, tais pessoas, movidas pelo liberalismo, além de uma fé fundamentada no hedonismo, procuram em Deus as bênçãos que tantam necessitam.
Em alguns lugares deste imenso país ser crente virou moda. Isto porque, artistas, modelos e jogadores de futebol, além de socialites e emergentes, descobriram na fé cristã um tipo de amuleto pelo qual podem ser protegidos da inveja e do mal. Infelizmente, disciplina, oração e santidade não fazem parte da práxis de vida de muitos, aliás, para estes, Deus não passa de um galardoador, ou interventor, o qual mediante as orações determinantes submete-se a vontade de seus filhos atendendo todos os seus “decretos” instantaneamente.
Será que no Brasil não estamos com “crentes demais”? Será que os escândalos que tem tomado por assalto os nossos jornais, continuariam a acontecer se tivéssemos em nossos templos menos pessoas e mais gente compromisada com o reino? Acredito que o “evangelho” que temos pregado tem contribuído para a inchação de nossas congregações, levando-nos a impressão de que este evangelho fashion é que faz a diferença no mundo em que vivemos.
Caro leitor, a igreja brasileira necessita voltar a Palavra, redescobrir o quarto de oração, viver de forma santa, não negociando JAMAIS os valores do reino. Sem sombra de dúvidas seguir a Jesus é o melhor e mais fascinante projeto de vida. Portanto, deixe pra lá os valores desta era e desfrute de momentos harmônicos, plenos e saudáveis na presença do Senhor, até porque só assim a vaca não irá para o brejo.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

Uma outra mulher em minha vida...

Renato Vargens

A idealizadora do Dia das Mães foi Ana Jarvis, nascida em 1846, na cidadede Granfton, Virgínia - EUA. Ana diplomou-se em 1883 pela Faculdade de Maru Baldwip e exerceu o magistério em sua cidade natal. Era crente no Senhor Jesus como único e suficiente salvador. Em 9 de maio de 1905 perdeu sua mãe, passando a ser responsável por sua irmã Elsirone, que era cega. Em 1907, a Igreja que Ana freqüentava promoveu uma homenagem à sua mãe, pelo muito que ela havia trabalhado pela obra do Senhor. No ano seguinte, ainda no segundo domingo de maio, realizou-se, pela primeira vez, uma celebração pública como mesmo objetivo. Foi quando Ana sugeriu que a homenagem fosse estendida a todas as mães. Através do Deputado J. Thomas Heflin, do Alabama e o Senador Morris Sheppard do Texas, apresentaram proposta conjunta para tornar-se oficial em todo o país, a comemoração do Dia das Mães. O projeto foi aprovado pelo Congresso norte-americano no dia 10 de maio de 1913 e o presidente Wodrow Wilson o promulgou tornando ferido nacional o segundo domingo de maio.
No Brasil, a iniciativa coube à Associação Cristã de Moços de Porto Alegre/RS. No dia 13 de maio de 1919, eles tomaram a iniciativa de promover pela primeira vez, a solenidade comemorativa da data. A festa foi presidida pelo escritor Álvaro Moreira, sendo oradora oficial a poetisa Júlia Lopes de Almeida. Em junho de 1931, Alice Tibiriçá, presidente do 10º Congresso Internacional Feminino, dirigiu ao presidente da República, Getúlio Vargas, a mensagem que solicitou a oficialização do Dia das Mães. No ano seguinte, em 5 de maio de 1932, pelo Decreto nº 21. 336, o presidente tornou oficial no Brasil o Dia das Mães.
Carlo leitor, que enorme privilégio é desfrutar da presença de uma mãe, não é verdade? Considero-me privilegiado por ainda possuir a minha. Pensando nisso fiz algo inusitado. De supetão ao final da tarde de hoje passei na casa de minha mãe e a convidei para sair. Ela se arrumou e juntos rumamos a uma boa casa de chá no centro de Niterói. Ao chegarmos ao restaurante solicitamos um delicioso lanche e enquanto este não vinha conversamos alegremente sobre a vida, família e sonhos.
Durante duas horas rimos, festejamos e celebramos a vida. Saímos de lá felizes e alegres por podermos desfrutar de momentos extremamente abençoadores.
Caro amigo, o dia das mães se aproxima e com ele a possibilidade de desfrutar de momentos extremamente abençoadores com aquela que lhe gerou. Que tal separar alguns instantes em sua agenda e dedicar exclusivamente a sua mãe? Agindo desta maneira com certeza você proporcionará a ela momentos de extrema satisfação pessoal.
Pense nisso!

Renato Vargens


Uma palavra de ânimo para as mulheres que sofrem em seus casamentos!

Renato Vargens
Em nossas igrejas observamos um número significativo de esposas cujos maridos não são cristãos. Na verdade, neste “Brasilzão” de meu Deus, existem um número impressionante de mulheres tementes ao Senhor, que nutrem em seus corações a expectativa de verem seus esposos rendidos aos pés de Jesus.
Há alguns anos atrás, fui pego de surpresa por uma destas esposas que juntamente com seu cônjuge adentraram ao meu gabinete pastoral dizendo: - Pastor, temos um assunto muito sério para lhe contar. Naquele instante, preocupado com o casal em questão, e com o que poderia ser tão sério, lhes respondi:
- Por favor, sintam-se a vontade, estou pronto a lhes ouvir, podem falar. Sem titubeios, o esposo visivelmente emocionado falou: - Pastor Renato, quero entregar minha vida a Jesus!
Amados, essa frase ecoou como canção em meus ouvidos. Até porque, a pessoa que isto falava, até então era absolutamente antagônica a mensagem do evangelho. Quantas vezes no decorrer dos anos, pude ver em seus olhos, sarcasmo, bem como criticas e incredulidade, no entanto, naquele instante, envolvido por ambiente doce e suave, pude enxergar o surgimento de um novo homem. Queridos, era nítido que a graça de Deus tornara-se irresistível aquele rapaz! Numa fração de segundos lembrei-me de quantas vezes sua esposa orou, quantas lágrimas derramou, quantas orações fez, quantos clamores, quantos gemidos emitiu!
Talvez minha irmã você esteja passando por momento difíceis, é possível que o desânimo esteja tentando arrombar a porta de seu coração; quem sabe você esteja a ponto de desistir de seu casamento? É possivel que ao ler este texto, em seu coração você esteja dizendo: Pastor, tenho orado tanto, já não tenho mais forças, estou a ponto de enlouquecer!
À luz da Palavra que nos ensina que o nosso Deus é Deus de milagres, quero incentivá-la a não abandonar o barco, a continuar crendo contra a esperança, como também esperar pela intervenção do Senhor em sua família.
Lembre-se, Deus é poderoso para mudar a sua história!
Quem sabe o seu marido seja o próximo a encontrar-se com o Senhor?
Espere em Deus, confie nEle e o mais Ele fará!

Renato Vargens