Que Deus livre o Brasil da Gripe suína!

Renato Vargens
O mundo encontra-se em estado de alerta. Isto porque, inúmeras pessoas dos mais variados países foram afetadas pela gripe suína. A gripe suína é uma doença aguda e altamente contagiosa, causada por um vírus da gripe tipo-A, cujos sintomas são: depressão, febre, anorexia, tosse, dispnéia, fraqueza muscular, prostração, e escorrimento das mucosas dos olhos e do nariz. Porcos são seus principais hospedeiros, embora vírus de gripe também ocorram em seres humanos e aves.

O governo mexicano informou, nesta sexta-feira, que o número de mortos pelo vírus é de 12 pessoas. A ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jiménez, confirmou um caso de gripe suína em um cidadão espanhol que havia viajado recentemente ao México. O caso foi detectado em um jovem da localidade de Almansa, que apresentou problemas respiratórios e febre após voltar do México em 22 de abril. O governo dos Estados Unidos declarou estado de emergência pública, depois que 20 casos da doença foram confirmados em cinco Estados do país. Canadá, Nova Zelândia, França, Reino Unido, Israel e Peru também registram suspeitas de cidadãos contaminados com o vírus. O ministro da Saúde mexicano, José Angel Córdova, anunciou na televisão que o número das pessoas hospitalizadas devido à epidemia se situava em cerca de 400. O ministro afirmou também que já foram notificados mais de 1.600 casos suspeitos de gripe suína e que cerca de 1.000 pessoas conseguiram se curar e foram liberadas dos hospitais.

Caro leitor, de fato a situação é dramática! Fico a pensar o que será de nós se o vírus desta maldita gripe chegar ao nosso país. Infelizmente, se isto acontecer não sei o que será da nossa sofrida população, até porque, como todos sabemos nosso sistema de saúde é pífio.

Lembro que em março do ano passado O Jornal EXTRA publicou uma reportagem afirmando que o índice de letalidade referente aos casos de dengue hemorrágica registrados na cidade do Rio era 20 vezes maior em relação ao percentual tolerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já imaginou se tivermos que lidar com o vírus da gripe suína? Ora, sem a menor sombra de dúvidas o governo brasileiro deve tomar todas as precauções possíveis visando preservar a população do país. Quanto a nós, devemos orar ao Senhor Todo-Poderoso, rogando a Ele que nos livre de uma pandemia mundial, além obviamente de nos colocarmos a disposição do Estado e da sociedade civil para ajudar no que for necessário no combate a esta famigerada doença.

Renato Vargens

Síndrome de Dick Vigarista

Renato Vargens


Quando criança gostava de assistir “A Corrida maluca”, desenho animado produzido por Hanna Barbera. Nele, o personagem Dick Vigarista juntamente com o seu companheiro de mutretas Muttley, tentavam a todo o custo vencer as corridas, sem contudo, alcançarem êxito. Em cada episódio, Dick Vigarista tentava passar a perna em alguém, elaborando estratégias desonestas ou criando atalhos espúrios aonde através de uma conduta ilícita visava-se à vitória.
A simples lembrança deste desenho animado me faz pensar na existência de algumas pessoas que não desejam vencer na vida de forma honesta. Infelizmente, parte da sociedade brasileira, se caracteriza por um estilo de vida absolutamente censurável, onde o que importa, é chegar em primeiro na corrida da vida. O comportamento em questão encontra-se presente em todas as esferas da sociedade, (principalmente no Congresso Nacional), cujos protagonistas possuem por lema e filosofia a "espetacular" idéia de que o “esperto” sempre leva vantagem sobre o “otário”.
Pois é, as vezes tenho a nítida impressão que somos um país de otários, onde a corrupção além de edêmica, tornou-se génerica. Para piorar a coisa, os evangélicos que deveriam lutar em favor da ética e da moral, definitivamente romperam com a decência e os bons costumes. Um exemplo claro disto é a quantidade impressionante de "irmãos" que vendem, compram e comercializam produtos piratas. Nas grandes cidades é absolutamente percepitvel encontrarmos nossos "irmaozinhos" ganhando a vida vendendo nas esquinas CD´s e DVD´s falsificados, até porque, para estes, os fins sempre justificam os meios.
A sociedade brasileira está cansada de tanta pilantragem, de tantos "Dicks Vigaristas" , de tantos sem-vergonhas, de tantas desculpas esfarrapadas, de tanta podridão.
Caro leitor, infelizmente no mundo real, ao contrário do que acontecia na "corrida maluca", Dick Vigarista, tem vencido muitas corridas, ensinando a esta geração que "custe o que custar" o que importa é ganhar.

Que Deus tenha misericordia deste país.

Renato Vargens

O Remédio que a igreja precisa!

Renato Vargens

Em nome de Deus muita esquisitice tem sido ministrada na igreja evangélica brasileira. Dentre inúmeros casos, destaco aquilo que chamamos de “profetada”.
Infelizmente conheço casos de pessoas que casaram mediante orientação dos profetas, abandonaram seus empregos mediante as profecias recebidas, desistiram de suas profissões em virtude das mais diversas “revelações”, além de optarem por um estilo de vida centrado exclusivamente em adivinhações e profetadas.

Há alguns anos fui surpreendido por mais uma daquelas tristes novidades que infelizmente acontecem com alguns evangélicos. Confesso que fiquei chocado ao ouvir pela boca de um pastor amigo a mais recente modalidade ministerial e eclesiástica: O “personal profect”.

Pode até parecer loucura mais é isso mesmo que você acabou de ler. Se não bastasse a significativa quantidade de absurdos que percebemos em alguns de nossos arraiais, ultimamente tem surgido em nossos templos pessoas que em nome de uma espiritualidade saudável se auto-intitulam guias e orientadores do rebanho de Cristo. Tais indivíduos fundamentam seus comportamentos no desenvolvimento da sociedade e modernidade, onde em virtude de fatores mais distintos, sentem-se necessitados em contratar especialistas em determinada área no intuito único de satisfazer suas necessidades humanas.

O pior é que do jeito que a coisa anda daqui a pouco vamos ler nas páginas dos principais jornais o seguinte anuncio: “Ofereço serviço de profeta. Oro por você, leio a Bíblia para você e ainda lhe dou a resposta de Deus para os seus problemas. Obs: Cobro abaixo da tabela”.

Pois é, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras em detrimento as revelações dos profetas da modernidade. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Soma-se a isso o fato de que para os cristãos a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos profetas e profetisas desta geração.

Sem sombra de dúvidas a Santa Palavra de Deus é o remédio que precisamos para recuperar nossa saúde espiritual.

Soli Deo gloria,

Renato Vargens

Pais e Filhos: Uma Relação de cumplicidade!

Renato Vargens


A escola onde meus filhos estudam tem uma estrutura muito interessante denominada "vivência". Nesta estrutura, os pais são convidados a assistirem juntos com os seus filhos um dia de aula. Na ocasião, cada professor ministra sua aula normalmente, com a diferença é claro, da presença dos pais.

Há alguns anos, quando meu filho Luiz Filipe estava no 4º ano do ensino fundamental, experimentamos momentos absolutamente especiais. Isto porque, tivemos o privilégio de juntos, participamos de todas as atividades escolares, o que gerou em nós um enorme sentimento de cumplicidade. No entanto, o que mais nos marcou foi o momento em que participamos da aula de educação física. Na ocasião, brincamos de bandeirinha, corremos, saltamos e como não poderia deixar de ser, rimos muito. Aliás, rir faz bem, e rir juntamente com os filhos faz a gente se sentir melhor ainda.

Ora, o simples fato de estar inserido no mundo dos filhos e fazer deste mundo o nosso mundo, contribui em muito para o desenvolvimento salutar de suas emoções.
Por acaso você já se deu conta que muitas das vezes nós desenvolvemos para com os nossos filhos uma relação mais repressora do que aliviadora? Na verdade, os pais, na maioria das vezes não conseguem vivenciar o tão desejado equilíbrio. Talvez você esteja dizendo: Ora, não sou repressor, o que faço simplesmente é dar limites!

Tudo bem, limites são importantes, no entanto, você já percebeu que em nome daquilo que achamos certo não permitimos com que nossos filhos vivam a vida de forma alegre, solta e descompromissada?

Meu amigo, quero incentivá-lo a resgatar a fantasia, a celebrar a vida, a festejar a família, além de fazer da sua relação com seus filhos uma relação de cumplicidade e de alegria.

Pense nisso!

Renato Vargens

Eles pensam que nós somos palhaços...


Renato Vargens

O Estado brasileiro está com metástase. O congresso nacional deste tupiniquim país encontra-se em avançado estado de putrefação. A cada dia ouvimos noticias de desvio de verbas públicas, de subornos e compras de votos na Câmara e no Senado, de mandos e desmandos politiqueiros, de construções de castelos com dinheiro público, de viagens particulares com verba dos congressistas e muito mais.

Somente nos primeiros quatro meses de abril, nos é possível numerar 28 escândalos, os quais infelizmente, em virtude da “síndrome de Dory” não lembramos mais. Ora, observe a lista no link abaixo e diga se não tenho razão: http://noticias.uol.com.br/politica/escandalos-congresso-nacional-2009.jhtm#diretordosenado#diretordosenado

Pois é, o Brasil tem vivido nos últimos anos uma curva ascendente de escândalos onde políticos corruptos movidos por uma avassaladora ganância, se locupletam do dinheiro público enriquecendo desenvergonhadamente.

Infelizmente, as primeiras páginas dos nossos jornais têm estampado quase que diariamente escândalos políticos de primeira linha. Essa sucessão de escândalos, significativos em seu conjunto, ajuda a criar uma cultura de crescente desconfiança nos cidadãos, aos quais tem gerado conseqüências funestas e contraproducentes, bem como o descrédito da sociedade quanto a capacidade do poder público de fazer o bem comum.

Infelizmente o povo brasileiro, esquece rapidamente das falcatruas e roubalheiras promovidas pelos "amáveis politicos", até porque, bastam dois ou três anos no máximo, para que através das urnas reconduzamos os que nos extorquiram de volta ao poder.

Essa "corja politica engravatada" só é eficiente para tirar dinheiro do bolso do contribuinte, o que fazem com maestria. IPTU alto, IPVA absurdo, taxas de juros elevadíssimas, contribuem para o estado de indignação do cidadão que não agüenta mais ver tanto descaso.

Talvez eles estejam pensando, rindo em seus gabinetes luxuosos, comentando com os seus acessores sobre a nossa vocação de palhaço!

Pois é, resta-nos somente gritar em bom tom:

Alô criançada o Bozo chegou....

Renato Vargens

Quem vê cara não vê coração

Renato Vargens


Mais de dois milhões de pessoas já assistiram no youtube o vídeo de Susan Boyle no Britains Got Talent 2009. http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

Susan é uma escocesa de quarenta e sete anos que resolveu participar do famoso concurso britânico. Ao entrar no palco percebia-se que tanto a platéia como os jurados não acreditavam que a bonachona senhora cantasse alguma coisa. Na verdade, era absolutamente perceptível o descrédito dos que lá estavam. Entretanto, bastou com que Susan começasse a cantar, com que todos os presentes incluindo os jurados se dobrassem reconhecendo seu enorme talento.

A história de Susan aponta o quão preconceituosos somos. Por acaso você já percebeu que não são poucas as vezes que rotulamos as pessoas de forma pejorativa, excluindo-as do nosso circulo de relacionamento simplesmente pelo fato de que elas não se enquadram em nossos modelos e paradigmas? Ora, quantas vezes excluímos do nosso círculo relacional pessoas belissimas simplesmente pelo fato de que parecem esquisitas?

O Senhor Jesus nos ensina que Deus não trata os homens segundo sua aparência, muito pelo contrário, ele enxerga os seus corações. Todavia, nós seres falíveis somos “experts” em tratar os outros mediante aquilo que vemos.

A experiência de Susan no Britains Got Talent serve como exortação a cada um de nós que trata o próximo de forma debochada e preconceituosa.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós e nos livre de julgamentos descabidos.

Renato Vargens

Quando a Esperança Ressuscita!

Pr. Renato Vargens


"Quando a pomba voltou a ele a tarde, no seu bico havia uma folha verde de oliveira." Gn 8:11
Depois de 40 dias e 40 noites chovendo ininterruptamente, as águas do dilúvio prevaleceram sobre a terra cobrindo definitivamente os montes, fazendo perecer todos os seres viventes, bem como tudo que tinha fôlego de vida em suas narinas. Imagino que os passageiros desta embarcação devam ter sido acometidos por um sentimento fora do comum. Sem sombra de dúvidas, eles sabiam que suas vidas estavam nas mãos de um Deus que por causa do pecado havia destruído todo o mundo. Sabiam também, que estavam vivos pela misericórdia deste mesmo Deus e esperavam ansiosamente o momento em que poriam os seus pés em terra seca. No entanto, durante 150 dias às águas diluvianas continuaram a dominar o mundo, o que talvez tenha contribuído para o surgimento de sentimentos extremamente desanimadores.

Por acaso você já se deu conta, que a vida as vezes nos proporciona momentos assim? Quantas vezes em nossa existência esperamos colocar os pés em terra seca e ao contrário do que gostaríamos as águas da incerteza continuam dominando nossas vidas? São em momentos como estes, que o desânimo se torna comum a cada de nós, e por incrível que pareça, sem que percebamos, achamos que a terra a qual tanto almejamos nunca será nossa.

O texto bíblico diz que Noé na expectativa de encontrar terra seca primeiramente soltou um corvo que foi e voltou a arca sem nada encontrar. Diz também que depois soltou Noé uma pomba, pra ver se as águas tinham minguado sobre a face da terra, no entanto, a pomba não achando onde pousar a planta do pé também voltou para a arca. As Escrituras narram ainda que pela terceira vez consecutiva Noé soltou um pássaro, no entanto, diferentemente das vezes anteriores, ele retornou com uma folha de oliveira no bico. Será que dá pra imaginar o sentimento de alegria que tomou conta daquelas 08 pessoas?

Lembre-se que por quase 200 dias eles estavam confinadas em uma Arca. Entretanto, bastou a pomba regressar a embarcação com uma folha de oliveira no bico pra que a esperança ressuscitasse. Preste atenção, Deus não se mantém alheio aos dilúvios da nossa vida, e é absolutamente indispensável que entendamos que Ele na hora certa cumprirá a palavra empenhada transformando nossos sonhos em realidades tangíveis e palpáveis.

Quem sabe ao ler este artigo você esteja precisando ressuscitar a esperança, olhe ao redor e procure reparar as folhas de oliveira...... Quem sabe a terra já esteja secando...

Pense nisso!

Pr. Renato Vargens

O movimento de restauração, os apóstolos evangélicos e os mórmons.

Renato Vargens

O chamado movimento de restauração defende a tese de que Deus está restaurando a igreja. Para estes, após a morte dos primeiros apóstolos, a igreja de Cristo, paulatinamente experimentou um processo de declínio espiritual culminando com a apostasia vivenciada pelos seus adeptos no período da idade média.

Com o advento da Reforma Protestante, os defensores desta teologia afirmam que Deus começou a restaurar a saúde da igreja. Segundo estes, Lutero foi responsável pela redescoberta da salvação pela graça, Finney pelo vigor do avivamento, Azuza, pelo ressurgimento do batismo com Espírito Santo com evidência em falar em linguas estranhas, e agora em pleno século XXI, estamos vivendo a restauração do ministério apostólico. Os teólogos desta linha de pensamento afirmam que a restauração dos apóstolos é uma das últimas coisas a serem feitas pelo Senhor antes de sua vinda. Segundo estes, os apóstolos de hoje possuirão em alguns casos maior autoridade do que os apóstolos do primeiro século, até porque, para os defensores desta corrente de pensamento a glória da segunda casa será maior do que a primeira.
Pois é, para estes o ministério apostólico não morreu. Na verdade, tais teólogos advogam que o ministério apostólico é perpétuo e que o livro de Atos ainda continua a ser escrito por santos homens de Deus que mediante a sua autoridade apostólica agem em nome do Senhor.

Ora, inevitavelmente isto me faz lembrar os mórmons e a Igreja dos Santos dos Últimos Dias que ensinam que o corpo de escritos inspirados por Deus não se fechou, e que Deus tem muita coisa nova para dizer e para revelar aos seus santos através de seus apóstolos.

Infelizmente, assim como os mórmons, os adeptos do movimento apostólico consideram a Bíblia uma fonte importante, embora não única de fé. Para os apostólicos deste tempo, Deus através de seus profetas pode revelar coisas novas, ainda que isso se contraponha a sua Palavra. Basta olharmos para as doutrinas hodiernas que chegaremos à conclusão que os apóstolos do século XXI, acreditam entrelinhas que suas revelações são absolutamente diretivas e inquestionáveis.

Caro leitor, como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos neo-apóstolos. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.
Como bem disse Lutero “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir.”

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Temos apóstolos nos dias de hoje?

Renato Vargens

Algumas igrejas ditas apostólicas estabeleceram que para ser apóstolo o pastor deve ter no mínimo 12 igrejas sobre a sua supervisão. Aliás, nunca vi surgirem tantos apóstolos, como tem surgido nos últimos tempos. A cada novo dia, novos líderes apostólicos são consagrados ao ministério da moda, tomando para si prerrogativas que não lhes pertencem por direito.

Na verdade, os critérios de ordenação utilizados pelas igrejas apostólicas, contrapõem-se em muito as orientações bíblicas. As Escrituras Sagradas são claras em afirmar que algumas marcas deveriam caracterizar efetivamente o ministério apostólico, senão vejamos:

1. O apóstolo teria que ser testemunha do Senhor ressurreto.

Em Atos vemos os apóstolos reunidos no cenáculo conversando sobre quem substituiria a Judas. No cap. 1:21-22 lemos: “É necessário pois, que, dos homens que nos acompanham todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós , começando no batismo de João, até ao dia em que dentre vós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição”. Paulo diz que viu Jesus ressurreto: “Não sou, porventura livre? Não sou apóstolo? Não vi a Jesus, Nosso Senhor?” (I Co 9:1).

2. O apóstolo tinha de ter um chamado especial da parte de Cristo para exercer este ministério.

3. O apóstolo era alguém a quem foi dada autoridade para operar milagres. Isso fica bem claro em II Co 12:12 - “Pois as credenciais do meu apostolado foram manifestados no meio de vós com toda a persistência, por sinais prodígios e poderes miraculosos”. Era como se ele dissesse: “Como vocês podem questionar meu ofício de apóstolo se as minhas credenciais foram apresentadas claramente entre vós”. Sinais, milagres e prodígios maravilhosos.

4. O apóstolo tinha autoridade para ensinar e definir a doutrina firmando as pessoas na verdade.

5. Os apóstolos tiveram autoridade para estabelecer a ordem nas igrejas. Nomeavam os presbíteros, decidiam questões disciplinares e questões doutrinárias, e falavam com autoridade do próprio Jesus: “... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”(Jô 14:26).

Caro leitor, a luz destas afirmações para, pense e responda sinceramente: Será que diante destas prerrogativas os famosos apóstolos brasileiros podem de fato reivindicar o título de apóstolo de Cristo? Por acaso algum deles viu o Senhor ressurreto? Foram eles comissionados por Cristo a exercerem o ministério apostólico? Quantos dos apóstolos brasileiros ressuscitaram mortos? E suas doutrinas? Possuem elas autoridade para se contraporem aos ensinamentos bíblicos?

Pois é, infelizmente os "apóstolos" tupiniquins não possuem respostas a estas perguntas, o que corrobora com o posicionamento da ortodoxia evangélica que acredita que o ministério apostólico cessou com a morte dos apóstolos no primeiro século. Sem a menor sombra de dúvidas considero a utilização do título "apóstolo" por parte dos pastores brasileiros como uma apropriação indevida de um ministério que não existe mais.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Chico Rei e a Neguinha.

Renato Vargens


Perto de onde moramos existe um senhor, morador de rua, que volta e meia está embriagado. Quase sempre é possível vê-lo na rua, contudo, não me lembro de nunca tê-lo visto conversando com alguém. Hoje pela manhã, minha esposa desceu com nosso cachorro para passear, ao passar diante do abrigo onde o mendigo costuma se abrigar do frio e da chuva, percebeu que o homem, estava acordado e sóbrio. Querendo conhecer um pouco mais do drama daquele senhor, ela se aproximou perguntando:

-Olá, qual é o nome do senhor?

Ele estranhando o fato de que alguém lhe dirigia palavra, replicou um tanto que desconfiado:

- Chamo-me Chico Rei e essa aqui é Neguinha, minha cachorra.

Durante alguns minutos minha esposa conversou com aquele senhor ouvindo suas histórias, e dramas. Ao final ela se despeidiu dele dizendo:

- Seu Chico Rei foi um prazer conversar com o Senhor.

O morador de rua abrindo um largo sorriso agradeceu o fato de que alguém havia lhe dirigido a palavra.

Caro leitor, por acaso você já percebeu a existência de pessoas que lidam com outras de forma extremamente preconceituosa? Ora, aquele homem, assustou-se com o fato de alguém quere conversar. Durante meses a fio, as pessoas passavam por ele e como se não existisse o ignorava. Na verdade, os transeuntes o via como uma coisa inanimada e não uma pessoa.

O episódio em questão me fez lembrar, de uma história contada pelo evangelista Marcos. A Bíblia diz que Jesus ao curar um cego, a primeira imagem vista por este, fora de homens como árvores. Nosso Senhor insatisfeito com o relato do cego, cuspiu no chão, fazendo um tipo de lodo e esfregando na vista do cego para que este finalmente em vez de árvores enxergasse homens.

Isto posto pergunto: de que maneira temos enxargado as pessoas? Será que para nós elas não passam de objetos descartáveis?

Lembre-se, pessoas não são árvores, ou coisas aos quais usamos e jogamos fora. Pessoas precisam ser amadas, respeitadas e nunca instrumentalizadas.

Como bem diz Caetano, "gente foi feita para brilhar!"

Pense nisso!

Renatoi Vargens

Sexo teen

Vídeo erótico com crianças veiculado na internet provoca escândalo e alerta para os riscos da sexualidade precoce.

Renato Vargens

A revista Isto É publicou nesta semana uma matéria onde relata a história de dois pré-adolescentes que tiveram a relação sexual documentada por um colega. Segundo a revista, um garoto de 14 anos, e uma menina de 11, durante as férias escolares, numa tarde quente de fevereiro, protagonizaram cenas de sexo explicito. O ato sexual que foi filmado por outro menino, dias depois, foi disponibilizado na internet escandalizando os moradores da pequena cidade gaúcha de Ibirubá.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 1996 a 2006 o percentual de garotas que perderam a virgindade até os 15 anos saltou de 11% para 33%. Nesta mesma faixa, 47% dos meninos já tiveram sua iniciação. "A erotização está começando cada vez mais cedo e de forma intensa", afirma a psicopedagoga Quézia Bombonatto, de São Paulo.

Caro leitor, tenho a impressão de que o fato de incentivarmos as nossas crianças e pré-adolescentes a desfrutarem de um mundo a qual não lhes pertence, contribui significativamente para a destruição de valores relacionados a sexualidade. A cada novo ano as crianças desse novo tempo vem abandonando praticas da meninice em detrimento de uma maturidade abstrata e superficial. No afã da maturação, muitas vezes incentivados por seus pais, tais crianças, cedo, param de brincar de boneca, de botão, de bola, de pique, e outras coisas mais, isto porque, o chique é ter filhos cada vez mais “maduros”. Junta-se a isso, o fato de que a mídia tem também contribuído de forma negativa e pejorativa imprimindo em nossa sociedade valores absolutamente antagônicos a santa Palavra de Deus.

É inegável que os meios de comunicação ao longo dos anos imprimiram em nossas crianças a aceleração do descobrimento bem como o afloramento precoce da sensualidade e sexualidade. Basta repararmos nas meninas que cada vez mais cedo, abandonam as brincadeiras de boneca em detrimento do namoro com um menino.Ora, uma sociedade, que não respeita tempos, fases e etapas, contribui efetivamente para o surgimento de relacionamentos irresponsáveis e fúteis.

Dias difíceis os nossos! Diante disto, tenho plena convicção de que como seguidores de Cristo, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como discípulos do Senhor, temos por missão anunciar a esta geração os valores do reino, além obviamente de lutarmos pelo resgate da família.

Que Deus tenha misericórdia das nossas crianças!

Renato Vargens

Essa febre preocupa!

Por Renato Vargens

A explosão evangélica no Brasil, bem como o crescimento numérico de parte dela tem sido caracterizada objetivamente pela satisfação direta de seus consumidores.

Ouso afirmar que a “livre concorrência” entre algumas destas comunidades cristãs, tem levado seus líderes a adotarem estratégias semelhantes às utilizadas por empresas de marketing que tem por objetivo final “comercializar” seus produtos no mercado. Na verdade, para estas a preferência dos fiéis determina a dinâmica dos discursos religiosos e das práticas a eles relacionados.

Como já escrevi anteriormente o Brasil nos últimos anos tem sido vitima de alguns apagões, os quais proporcionaram seriíssimos problemas a toda sociedade brasileira. No que tange ao Cristianismo, vivemos hoje um sério apagão teológico, onde os mais variados distúrbios doutrinários são observados. Unção do riso; unção do leão; unção do cachorro; unção do tombo, unção do toque do ungido; unção apostólica; unção da loucura, crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paipostolos”, coronelismo apostólico, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se infelizmente marcas negativas dessa geração.

As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, até porque, nesses dias, como no século XVI a mercantilização da fé, bem como as manipulações religiosas por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes. Confesso que não sei aonde vamos parar.

Ao pensar nas aberrações descritas, sinto-me profundamente preocupado com os rumos da igreja brasileira. Até porque, em nome de uma espiritualidade burra, oca e egoísta, centenas de “pastores” movidos pela ganância e o poder, têm corrido desenfreadamente a procura de títulos cada mais aberrativos. Infelizmente a apostolização moderna tem feito de muitos destes, pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais.

A febre do gospel, o mercantilismo podre na vida de muitos, me enojam substancialmente. Há pouco soube por intermédio de um pastor amigo, que uma famosa cantora gospel, tinha no seu staff um travesti.

Sinceramente, não sei onde vamos parar. Sem sombra de dúvidas parte da igreja evangélica brasileira encontra-se gravemente enferma!

Confesso que não suporto mais o misticismo e dualismo promovido pelos gurus da batalha espiritual, não agüento mais ouvir as loucuras dos profetas da mentira, os quais escravizam o rebanho de Deus com heresias das mais hediondas, elaborando mapas, ungindo e urinando nos 04 cantos da cidade. Se não bastasse isso, profetas da pós-modernidade tem ensinado que Caim virou Vampiro, que estão se abrindo “portais dimensionais”, que existem lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas.

Para piorar a coisa, tais práticas doutrinárias encontraram uma enorme aceitabilidade por parte da sociedade, e isto se deve ao fato de que as pessoas deste tempo, buscam desesperadamente por experiências e não a verdade.

Elas não querem pensar, querem sentir;
Não querem doutrina, desejam novidades;
Não querem estudar a Palavra, querem escutar testemunhos eletrizantes;
Não querem adorar, querem shows;
Não querem Escolas Bíblicas, querem circo;
Não querem o evangelho da cruz, desejam o evangelho dos milagres;
Não querem Deus e sim as bênçãos de Deus.

Infelizmente estamos vivendo um tempo de paganização, onde cultos se fundamentam em impressões e achismos. Na verdade, o que determina o sucesso do culto não é mais a Palavra, mas o gosto da freguesia. A igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir. Esse evangelho híbrido anuncia Cristo juntamente com o evangelho do descarrego, da quebra de maldições, da prosperidade material e não da santificação, da libertação e dos decretos humanos.

Pois é, diante disto o que fazer?

1) Desconstruir o conceito de que vivemos em nosso país um genuíno avivamento. E para isso torna-se necessário que entendamos que:

· Avivamento não é a pregação de ênfases legalistas.
· Avivamento não é a manipulação do poder de Deus através de sensacionalismo.
· Avivamento não é a celebração de números extraordinários dos que entram pela porta da frente da Igreja.
· Avivamento não é um modismo ou uma ênfase exagerada de um determinado tópico.
· Avivamento não é colocar aquilo que chamamos de “sintologia” acima da Palavra de Deus.
· Avivamento não é uma invenção terrena e sim criação celestial.
· Avivamento não é descer a rua com um grande tambor; é subir ao Calvário em grande choro.

2) Confessar a Deus os nossos inúmeros pecados e arrepender-se do nosso comportamento hedonista e antropocêntrico.

3) Regressar a Palavra de Deus fazendo dela nossa única regra de fé e prática
Amados, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos. Sem sombra de dúvidas necessitamos desesperadamente de uma nova reforma, porque caso contrário corremos o sério risco de uma infecção generalizada.

Soli Deo Gloria

Renato Vargens

A Igreja Evangélica Brasileira e a Violência Infantil

Por Renato Vargens
Palestra proferida na PIB de Niterói, no seminário sobre Violência infantil.

A Violência doméstica é um grave problema em nossa sociedade. Nossas igrejas estão repletas de mulheres e crianças que apanham de seus maridos, pais e padastros. Infelizmente não são poucas aquelas que vivem uma vida de horrores, sofrendo as agruras de uma relação despótica, ditatorial e abrutalhada.

Segundo a UNICEF, todos os dias, mais de 18 mil crianças são espancadas no Brasil, sendo que as mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos. Em nosso país, existe uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos. Em todo território nacional são registrados 500 mil casos/ano de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% destes casos os agressores são os pais biológicos.

Em Curitiba, a cada seis horas, as autoridades municipais tomam conhecimento de pelo menos uma criança vítima de violência, abuso sexual ou de maus tratos praticados pela própria família, em uma situação que é classificada de emergência. No Rio de Janeiro, numa pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre ‘violência doméstica’, o tipo mais comum de violência é a sexual (31,6%), seguida de maus tratos físicos (27,7%), negligência (24%) e abuso psicológico (15,8%), onde na maioria das vezes, o algoz é o pai ou padrasto.

Em São Paulo, a CASA DE ISABEL, que é um Centro de Apoio a Mulheres Vítimas de Violência, afirma que 90% das mulheres que procuram ajuda são evangélicas, membros em sua maioria, de Igrejas Pentecostais. Nas dissidências da Casa de Isabel, é fácil encontrar grupos de mulheres com a Bíblia aberta, senhoras murmurando corinhos cristãos e até mesmo a música no rádio da recepção, tocando canções evangélicas.

Isto posto, é indispensável que entendamos:

1- Nem todos que se dizem evangélicos, de fato os são.
2- O homem por natureza é mau e desesperadamente corrupto.
3- É inegável que o ambiente onde o agressor foi criado e habita, contribui significativamente para a formação de uma mente violenta e perversa.
4- A falta de referências afetivas e familiares são marcas indeléveis a uma mente desestruturada.
5- A Ausência paterna caracterizada especificamente pela inexistência das leis que regem a família contribui para um comportamento violento do agressor.
6- A relativização da ética, da moral e dos bons costumes.
7- Baixíssimo nível de escolaridade.

E a igreja? O que tem feito diante da violência doméstica?

1- Tem sido absolutamente omissa diante da violência dominante na sociedade.
2- Tem sido teologicamente fatalista.
3- Tem "polyanizado" a vida fazendo o "jogo do contente", deixando de cumprir o papel de denunciar a violência e a injustiça da nação.
4- Tem sido exageradamente farisaica.
5- Tem “satanizado” os relacionamentos pessoais transferindo a culpa das mazelas humanas para o diabo.
6- Não tem educado, nem tampouco corrigido os desvios comportamentais de seus membros.
7- Tem distorcido teologicamente o papel do homem, da mulher e da criança na relação familiar.
8- Não tem fortalecido, nem tampouco servido como comunidade terapêutica àqueles que foram vitimados pela violência.

O que fazer então?

1-Romper definitivamente com a hipocrisia eclesiástica que nos é peculiar.
2-Romper com os conceitos e métodos educacionais usados nos encontros de casais.
3- Reformular as classes de ensino bíblico objetivando o resgate de valores cristãos como amor, respeito e afetividade.
4- Estabelecer um discipulado prático e objetivo em suas estruturas onde os valores do reino devam ser enfatizados e pregados.
5- Denunciar e punir eclesiasticamente os autores de violência doméstica.
6- Amparar, fortalecer e ajudar na restauração emocional dos que foram vitimas de violência familiar.
7- Estabelecer uma “Escola de Pais” onde através de pastores e educadores, pais e responsáveis sejam ministrados em quesitos básicos relacionados a convivência familiar.
8- Promover fóruns, simpósios e congressos práticos que visam à qualificação de conselheiros cristãos para uma abordagem direta dos que foram vitimados pela violência.
Estabelecer parcerias com o poder público, com a sociedade civil, com escolas, associações de moradores, conselhos tutelares, etc.
9- Se necessário for denunciar o agressor a polícia.

Caro amigo mais do que nunca é necessário arregaçar as mangas, abandonar definitivamente os balcões de espera, e enveredar por este mundão de meu Deus anunciando aos que sofrem o maravilhoso amor de Jesus.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Quando a ditadura se disfarça de democracia.

Renato Vargens

Atualmente a Venezuela tem por presidente Hugo Chaves. O governo venezuelano se caracteriza por uma aparente democracia, onde o povo participa de algumas das decisões do país. No entanto, todas as vezes que julga necessário o “caprichoso” presidente impõe sua vontade sobre tudo e todos, ainda que com isso tenha que atropelar os valores democráticos.

Ao pensar em Chaves é inevitável lembrarmos de alguns dos nossos pastores, isto porque, em nome de Deus, muitos ultrapassam os limites da decência, impondo seus valores e conceitos ao rebanho. Tais líderes julgam-se acima do bem e do mal, não dando satisfações de seus passos a quem quer seja, atribuindo a si mesmo autoridade espiritual inquestionável. Em igrejas deste tipo, os pastores funcionam como donos da verdade, não submetendo à comunidade da fé a renovação de seu mandato como pastor.

Em comunidades deste nipe o pastor decide absolutamente tudo. Na verdade é ele que determina o estilo de vida da igreja, as práticas sociais familiares, ou até mesmo o candidato a vereador ou deputado que deve ser votado.

Ditaduras foram e sempre serão um perigo para a igreja de Cristo. Tenho absoluta certeza de que um governo participativo, transparente e capaz de ouvir a voz do conselho ou da assembléia, elimina do meio da igreja inúmeros problemas relacionais, além de demonstrar aos quer conosco se relacionam, virtudes e valores de uma igreja comprometida com a ética, justiça e moral.

Pense nisso!
Renato Vargens

Os generais da fé e o discipulado.

Renato Vargens

Existe um tipo de discipulado muito comum em algumas igrejas evangélicas. Nele, o discipulador ultrapassa os limites da racionalidade tomando decisões unilaterais quanto à vida do seu discípulo. Nesta perspectiva, o que discípula tem poder para determinar aquilo que o seu seguidor deve fazer. Sei de casos de pessoas que não podem viajar sem que o seu discipulador autorize, ou de outros que não podem vender absolutamente nada, sem que a autoridade espiritual concorde com o feito. Além disso, é comum observarmos que os discipuladores em questão usam do nome de Deus para decidir se o discípulo deve ou não namorar, se pode ou não ir para a praia, se deve ou não se mudar, ou como deve se portar dentro de suas próprias casas.

Como inúmeras vezes compartilhei, confesso que tenho estado impressionado com a capacidade de alguns dos evangélicos em criar coisas novas. Se não bastasse a “hierarquização do reino” onde apostolos governam com mão de ferro seus súditos, nossos arraiais têm sido tomados pelo súbito aparecimento de estruturas monárquicas, onde pastores e líderes em nome de Deus mandam e desmandam na vida alheia. Tais homens, como ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo propriedade particular. Além disso, os homens de Deus em questão, sem o menor constrangimento “coronelizaram” a comunidade dos santos, obrigando a seus liderados a se submeterem sem questionamento as suas ordens e determinações.
Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde coronelismo e arbitrariedade se misturam. Infelizmente, aqueles que porventura ousem opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis.

Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta discordar da forma do pastor conduzir o rebanho, que lá vem maldição. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Para piorar, tais líderes partem do pressuposto que o pastor em nome de Deus tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, tal ensinamento afirma categoricamente que aqueles que agem desta maneira, podem rogar ao Senhor da glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia.
À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e vodu que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste Brasil tupiniquim. Infelizmente a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo.
Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.
Soli Deo Gloria,
Renato Vargens