Vendo a banda passar.

Renato Vargens


A violência no Rio de Janeiro tem prejudicado em muito a cidade maravilhosa. A imagem daquela que sem sombra de dúvidas é uma das mais bonitas do planeta é a pior possivel. Em virtude da barbárie que nos tem assolado, um número cada vez menor de pessoas ousam sair as ruas depois de determinado horário, e isto se reflete claramente em muitas de nossas igrejas, cujos cultos no meio da semana foram definitivamente abolidos.
Hoje os principais jornais da cidade noticiaram mais um caso de violência. A estudante de administração Carla Leal dos Reis, de 25 anos foi impiedosamente assassinada após um assalto na noite deste domingo na Cidade Nova, no centro, próximo ao prédio da Prefeitura do Rio. Segundo a polícia, a moça e os pais foram abordados por três homens armados que levaram seus pertences. A universitária pediu de volta aos bandidos a bíblia e o crachá da Caixa Econômica Federal, onde estagiava. Os criminosos devolveram os objetos e, segundos depois, atiraram na nuca da estudante.

Caro leitor, a impressão que tenho é que nós evangélicos estamos brincando de faz de conta, até porque, não dá para entender a nossa omissão diante de tanta dor e tragédia. Ora, a cada novo dia os jornais nos trazem relatos de pessoas que foram brutalmente assassinadas, dentre estas, dezenas de irmãos em Cristo.
Isto posto pergunto: Porque será que nos calamos diante do caos que paulatinamente tem destruído nossos adolescentes e jovens? Até quando viveremos a vida "ensimesmados" sem nos preocuparmos com os dramas de uma geração sem Cristo? Que evangelho é esse que não produz mudanças substanciais e significativas na sociedade?

Quer saber a verdade? Nós evangélicos estamos tão preocupados com a construção de castelos pessoais que não damos a menor bola ao sofrimento daqueles que conosco convivem. Basta que andemos pelas ruas da cidade que testemunharemos construções nababescas, onde pequenos reis impõem suas doutrinas e perspectivas pessoais, incentivando os seus seguidores a viverem uma vida cuja filosofia predominante seja: "farinha pouco, meu pirão primeiro."

Infelizmente em vez de desenvolvermos o papel que Deus nos deu de sermos porta voz da justiça, anunciando os valores do reino a uma a sociedade desprovida de decência, optamos descaradamente por sermos expectadores da história observando de longe a banda passar.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo.

Renato Vargens

A violência nos estádios de futebol.

Renato Vargens


A Rádio Globo acabou de informar mais um caso de violência no Maracanã. Desta vez os protagonistas foram os torcedores de Botafogo e Fluminense. Segundo a emissora mais de 20 tiros foram disparados pelas torcidas organizadas, vitimando três pessoas.

Caro leitor, até quando continuaremos ouvindo noticias como essa? Até quando o estado brasileiro continuará brincando de Polyana fazendo o jogo do contente como se nada estivesse acontecendo?

Gosto de futebol e sempre que posso vou ao maracanã com meus filhos, no entanto, a cada dia que passa confesso que tenho menos vontade de sair de casa. Advogo veementemente o fim das torcidas organizadas, até porque, tenho plena convicção de que 90% da violência ocorrida nos estádios de futebol se devem a esse grupo de ensandecidos torcedores.

O problema é que neste país a impunidade corre solta. Os políticos roubam e fica por isso mesmo, as leis são desrespeitadas e ninguém diz nada. Tenho absoluta certeza de que se o estado exigisse o cumprimento da lei e punisse com rigor os baderneiros a violência diminuiria significativamente. A questão é que não existe vontade política para tal, porque caso existisse, providências imediatas teriam sido tomadas.

Segue abaixo algumas sugestões:

1) Fim das torcidas organizadas;
2) Punição imediata e inafiançável àquele que cometer ato violento;
3) Punir o clube com perda dos pontos da partida;
4) Punir o clube fazendo com que as suas partidas em casa sejam jogadas de portões fechados.
5) Proibir o torcedor violento de assistir as partidas de seu time no estádio.

Nele que é o Principe da Paz!

Renato Vargens

Ele foi embora...

Renato Vargens

Certa vez ouvi do Dr. Shedd que no Brasil nós temos aproximadamente trinta milhões de desviados. Junta-se a isso o fato de que o número de pessoas que “borboleteiam” de igreja em igreja é de impressionar. Para confirmar isto, basta olhar para boa parte de nossas comunidades que perceberemos que muitos dos nossos irmãos migraram de igreja no mínimo três vezes nos últimos três anos.

Um estudo recente realizado pela LifeWay Research com 469 pessoas apontou as causas pelas quais elas deixam, de ir à igreja. De forma geral, 59% das pessoas que saíram da igreja disseram que a causa foram às mudanças na situação de vida. De acordo com o estudo, 19% dessas pessoas simplesmente tornaram-se ocupadas demais para freqüentar a igreja. Outros 17% apontaram as responsabilidades para com a família como sendo a razão principal. Ainda foram mencionadas a situação no trabalho, divórcio e mudança como influenciadores nesse distanciamento.

Outra razão comum para deixarem de ir à igreja segundo a pesquisa é a decepção com o pastor/igreja. Dos entrevistados, 37% citaram esse item. Segundo a LifeWay, 17% das pessoas disseram que os membros da igreja eram "hipócritas" e "julgadoras dos outros" e 12% apontaram que a igreja era conduzida por uma "panela que desencorajava o envolvimento". Ainda, 80% dos que deixaram a Igreja não têm uma crença firme em Deus, o porquê de eles priorizarem o trabalho e a família em relação à igreja. Entre as dez principais razões para as pessoas saírem da Igreja, somente duas eram espirituais. Parte dos entrevistados, 14%, disseram que a igreja não estava contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual, enquanto outros 14% disseram que pararam de acreditar em uma religião organizada.

Isto posto, gostaria de levantar outra questão: Será que o fato de tantos se “desviarem” em nosso país não se deve em parte a pregação de um evangelho humanista e hedonista onde o objeto final é a satisfação humana? Ora, neste Brasil de meu Deus encontramos uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Para estes o que importa é a satisfação pessoal do clientes.
Infelizmente os assuntos abordados nos cultos são humanistas e a inspiração para a homília vem exclusivamente da psicanálise. Além disso, segundo a vontade do freguês a música cantada deve ter as mais variadas manifestações, do mantra ao funk, o que importa é atrair o cliente. A palavra do pastor tem que ser para cima. Falar em pecado é contra produtivo, não leva a lugar algum, é melhor falar de vitórias, de bênçãos e prosperidade. Quanto ao culto tem que ser descontraído e animado, com muitas luzes e atrações. Teatro, dança, muito louvor e uma pequenina palavra de poucos minutos devem constituir a liturgia, até porque, o freguês tem que se sentir bem, porque caso contrário ele não volta e aí é prejuízo na certa.
Pois é cara pálida tempos dificeis estes o nosso.

Pense nisso!


Renato Vargens

Pequeno cordel de reconhecimento

Neste último carnaval no XI Encontro para uma Consciência cristã, conheci por intermédio do Franklin Ferreira, o Pastor presbiteriano André de Oliveira. O pastor, também conhecido como André Reverbério, é dono de composições extremamente bem humoradas, onde através de letras inteligentes nos faz refletir sobre a atual situação da igreja evangélica brasileira. Na ocasião o presenteei com o meu livro “Quarto Secreto” e para minha surpresa e alegria, recebi pelo correio na tarde de hoje um envelope com dois dos seus CDS. Junto, um pequeno cordel sobre o livro presenteado, o qual compartilho com vocês.

Caro pastor Renato
Lendo “Quarto Secreto”
Não achei nenhum exceto
Me despertou sim é fato
Desejo de orar no ato
Ter meus momentos a sós
Oração desfaz os nós
Nos leva ao porto seguro
Clareia as sombras do futuro
Não importa o que vem após

Na singela oração
Existem preciosidades
E você com capacidade
Extrai o ouro do chão
É quase um “ser-mão”
Como é grande este livreto
É a soma de mil sonetos
Consola e também desperta
E nos põe em alerta
A harmonia de um dueto

Você é perspicaz
Numa leitura exata
O cotidiano retrata
De uma maneira eficaz
Mostra que o príncipe da paz
Deixou para nós um modelo
Simples sem atropelo
No entanto tão profundo
Capaz de transformar o mundo
E desfazer todo pesadelo

Espero que minhas canções
Te faça rir e meditar
Não é apenas criticar
Gente e denominações
Muitos tiram conclusões
Acham que é brincadeira
E que não tenho eira nem beira
Faço tudo à luz da Palavra
Que é minha lavra
Sem mais, abraços,
André de Oliveira

Louco, está noite pedirão sua alma!

Renato Vargens


A imprensa de todo Brasil cobre chocada a morte do deputado federal Clodovil Hernandes. O estilista faleceu ontem a tarde vitima de um AVC. A morte do parlamentar nos faz pensar sobre da brevidade da vida. De fato ela é efêmera e passa com uma rapidez impressionante.

O Poeta Mário Quintana escreveu um poema sobre o tempo o qual reproduzo abaixo:

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

A Bíblia está cheia de textos que nos advertem a observamos com diligência o nosso tempo. O salmista com muita propriedade escreve: “O homem é como pó, cuja existência na terra passa rapidamente diante de Deus. Os anos vêm e vão diante do Deus eterno... A vida do homem, em média de 70 a 80 anos, é breve. Tiago em seu epistola, nos alerta: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa".
Caro leitor, tudo neste mundo é incerto e passageiro. A vida passa com uma rapidez enorme e numa velocidade espantosa. Por acaso você já parou para pensar que a vida que Deus nos deu é como que um sopro diante da eternidade? Ora, como dizia Cazuza: "vida louca, vida breve".
Diante disto somos e fomos desafiados a aproveitar cada momento, entendendo que tempo perdido é tempo desperdiçado e que além disso, prestaremos contas diante do Eterno sobre tudo aquilo que fizemos ou deixamos de fazer.

Isto posto, cuide bem de sua vida, converta-se a Cristo, porque talvez essa noite o Criador peça a sua alma.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

Quando Deus se torna animador de auditórios.

Renato Vargens

Infelizmente parte dos evangélicos, ao longo dos últimos anos vem contribuindo com a política moderna de pão e circo, oferecendo para o povo sofrido desta terra, diversão e migalhas. Isto de certa forma tem se materializado mediante a promoção de mega-eventos, onde a chamada música gospel, é oferecida como entretenimento.
Pois é, neste Brasil de meu Deus é comum encontrar nas noites de sábado, shows, festas e boates evangélicas. Em concentrações como estas, jovens se reúnem com o propósito exclusivo de se divertir. Para tanto, usam do nome de Deus, fazendo do Criador um tipo de animador onde o que importa no final é a satisfação pessoal.

Caro leitor, não tenho a menor dúvida que ao agirmos desta maneira desobedecemos escancaradamente ao terceiro mandamento, que é tomar o nome do Senhor nosso Deus em vão. Isto afirmo pelo fato de que as estruturas criadas para alegria de nossos jovens não visam a glória de Deus e sim a satisfação humana. Na verdade usamos o nome de Deus de forma interesseira e egoísta, fazendo dele o protagonista de nossas diversões pessoais. Como bem disse C.H Spurgeon “em nenhum lugar das escrituras vemos Deus dizendo que a igreja tem por missão promover o entretenimento ao povo. Além disso, não vemos em nenhum momento ordens do Senhor quanto ao de promover divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho".

Ah! Quero lhe confessar uma coisa: Estou cansado dessa história de Gospel! Estou cansado de gente que se locupleta em nome de Deus! Estou cansado do mercantilismo evangélico, da prosperidade desprovida da ética, bem como dos profetas mercadores dessa geração.
Não suporto mais essa sandice! Chega de pops stars, de megalomaníacos da fé, de adoradores de si mesmos, de propagadores de loucuras. Ah! Que saudade da boa música, ministrada, cantada por gente que ama a Deus, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome do Senhor! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor.

Ah! meu amigo, e o que mais me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tantas aberrações continua advogando a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Segundos os profetas pós-modernos, as marcas do derramamento do Espirito Santo se manifesta de forma sobrenatural com grunhidos, latidos, e outras esquicitices que só de pensar me deixa envergonhado.

Por favor responda sinceramente: Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa? Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos? Que avivamento é esse que relativiza a ética? Que avivamento é esse que comercializa de modo adoecedor a glória de Deus?Alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, chega da fé mercantilista, chega da "gospelização" da vida!

Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja evangélica brasileira.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

O fenômeno voltou. Que se dane o resto!

Renato Vargens


Nesta ultima semana só se tem falado uma coisa. Ronaldo voltou! Membros da fiel torcida corintiana, além de milhares de torcedores apaixonados pelo futebol, celebram entusiasticamente o regresso aos campos de futebol do fenômeno. A copa do mundo se aproxima e com ela o ressurgimento do patriotismo a La tupiniquim, cujo principal hit a ser cantado nas ruas será “orgulho de ser brasileiro.” Aliás, orgulho de que? Como bem afirmou Affonso Romano de Sant'Anna, eu tenho vergonha de ser brasileiro.

Tenho vergonha deste país promiscuo, onde o jeitinho é quem dita às regras. Tenho vergonha dos políticos safados que se locupletam do poder publico, enriquecendo suas contas bancárias lixando-se para as dores dos pobres e miseráveis. Tenho vergonha dos contrabandistas, dos cafetões e cafetinas de colarinho branco, dos que traficam influência, de assassinos, terroristas, corruptos de todos os tipos que transformaram esta nação em covil de salteadores.

Tenho vergonha de viver num país onde secretários municipais agridem pessoas. Tenho vergonha dos legisladores que cerceiam a liberdade de imprensa. Tenho vergonha de habitar na nação cuja taxa tributária é uma das mais altas do mundo. Tenho vergonha dos nossos deputados e senadores que continuam locupletando-se do dinheiro público enchendo a burra de um dinheiro que não lhes pertence.

O escritor Português Eça de Queiros já dizia em 1871 “Estamos perdidos há muito tempo... O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo..."

Bom, que bobagem isso não é verdade? Deixa isso para lá, o fenômeno voltou, que se dane o resto!

Renato Vargens

Deus não abençoa pastores preguiçosos

Renato Vargens


Ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Senão bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo... Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém?"

Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.

Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinqüenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

Infelizmente muitos dos nossos pastores são preguiçosos. Na verdade, um bom número de nossos lideres preferem o uso de jargões ou e entretenimento barato, através de apresentações circenses do que pregar INTEGRALMENTE a palavra de Deus.

Caro leitor, creio veementemente que Deus não se agrada nem tampouco abençoa pastores desleixados com a pregação da Palavra. O fato da platéia ovacionar alguns destes, não implica especificamente de que Deus aprova o conteúdo do sermão, muito pelo contrário, até porque, o que promove vida e fé, como também mudança radical de comportamento é ação do Espírito Santo através da exposição da Palavra de Deus.

Pense nisso!

Renato Vargens

Os Evangélicos, a violência contra a mulher e o divórcio.

Renato Vargens

Sônia Regina Maurelli, diretora da casa Isabel, afirma que cerca de 90% das mulheres vítimas da violência doméstica são evangélicas.

Nas dependências da Casa de Isabel, é fácil encontrar grupos de mulheres com a bíblia aberta, senhoras murmurando corinhos cristãos e até mesmo a música no rádio da recepção, tocando canções evangélicas.

A Violência doméstica é um grave problema em nossa sociedade, e infelizmente nossas igrejas estão repletas de mulheres que apanham de seus maridos. Não são poucas aquelas que vivem uma vida de horrores, sofrendo as agruras de uma relação despótica, ditatorial e abrutalhada. Como todos sabemos, muitas destas mulheres continuam se sujeitando a este tipo de relacionamento, fundamentado na premissa de que Deus odeia o divórcio (o que é verdade), e com isso acentuando distúrbios psicológicos, neurológicos e físicos em sua própria vida e filhos.

Sem a menor sombra de dúvidas o divórcio não é uma instituição divina e sim humana, até porque, ele brota de corações caídos e distantes de Deus. Além disso, é indispensável que também entendamos que existe um enorme abismo entre lutar por um casamento combalido a permanecer numa relação onde a esposa é constantemente violentada fisicamente.

O Apostolo Paulo em I Co 15:10 afirma que o cônjuge cristão PODE se divorciar deste que o seu marido incrédulo abandone o lar. Isto posto, acredito piamente que maridos que batem em suas esposas, há muito abandonaram seus lares, dando as suas mulheres condições de não somente se divorciarem como também a de contraírem novas núpcias.

O fato de alguns destes afirmarem ser cristãos, não os torna efetivamente crentes, até porque, os que agridem suas esposas, legitimam de que na verdade nunca conheceram a Cristo.

A violência contra a mulher é uma agressão ao Criador e em hipótese alguma as mulheres devem se sujeitar a qualquer tipo de agressão, denunciando o agressor às autoridades competentes a fim de que o sofrimento imposto pela violência cesse definitivamente em sua casa. Além disso, deve levar suas queixas, lamúrias, angústias e sofrimentos ao justo JUIZ, que com certeza no tempo certo lhes fará justiça.

Soli Deo Gloria!
Renato Vargens