quarta-feira, dezembro 23, 2009

A indústria do lazer gospel.

Por Renato Vargens
A indústria do lazer gospel caminha a todo vapor. Acabo de ler no Blog dos Bereianos o convite de uma Missão Evangélica para que 45 pessoas participem da 1ª Imersão em Jerusalém. Hoje, recebo o convite para desfrutar do 9º Cruzeiro Evangélico que navegará por Santos, Buenos Aires, Punta del Leste, Montevidéo e Ilha Bela. Segundo a propaganda do evento, os que estiverem a bordo desfrutarão de um inesquecível cruzeiro no melhor navio da temporada com uma programação exclusiva de cultos, devocionais, louvor e adoração especialmente elaborados , além obviamente de todo conforto inerente ao programa.

Em contra-partida acabo de ler no blog do Pr. Márcio de Souza que em Niterói existem 600 prostitutas que "trabalham" de 9h às 22h ,de segunda a sábado para sobreviver. Fiquei sabendo que uma delas desabafou dizendo: "Se eu arrumasse um emprego ganhando salário minimo eu largaria essa vida miserável."
Enquanto isso, alguns evangélicos compram aviões, participam de congresssos "ungidos" em Jerusalém, e embarcam em um Cruzeiro onde Deus é o grande palhaço cuja função é produzir  entretenimento e diversão no seu povo.

Vale a pensa ressaltar que a minha critica não se dirige àquele que pode e tem condições de fazer um Cruzeiro. Minha indignação se dirige aqueles que usam do nome de Deus para promover entretenimento gospel. Nosso Senhor não é, nunca foi e jamais será  "promoter" de realizações hedonistas. Além disso, vale a pena a Igreja de Cristo refletir sobre seus conceitos e valores, como também se sua missão de ser sal da terra e luz do mundo tem se cumprido em nossos dias.

Pense nisso!

Renato Vargens
porele disse...

Interessante chamarem de "evangélico" um evento que não cumpre o proposito do Evangelho:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)

"E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento." (Marcos 2:17)

Quantas pessoas se chegam a Cristo neste tipo de evento? Quantos drogados e quantas prostitutas são resgatados?

O que não cumpre a missão da boa nova de Cristo, não pode ser chamado de "evangélico", no máximo "EUvangélico".

dEle, por Ele e para Ele!

Hugo Lucena Theophilo disse...

Quem precisa da reflexão sugerida não é a Igreja de Cristo, afinal ela não tem nada com isso. Isso ai é só um clube evangélico. Do sal eles só querem ser o mondrongo. Mondrongo de sal. Tal qual aquele do Hospital Evangélico "O hospital da família cristã"!!! Vide post http://tinyurl.com/ybv9787

abração,

hugo

Filipe Bento disse...

Apoiado! Hedonismo na igreja é nojento! Deus o abençoe e tenha misericórdia desse povo!

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Graça e paz Pr. Renato.
É com muita tristeza que eu tenho visto isso acontecer em nosso meio. Já foi o tempo em que as pessoas iam a igreja para adorar a Deus, ou mesmo num evento, congresso... Agora as pessoas vão para se divertir, vão em busca do entretenimento, do lazer... Deus fica de fora, ou então é chamado para ter uma pequena apresentação no evento. Esse cruzeiro é isso.
Que o Senhor não afunde esse barco.
Fique na Paz!
Pr Silas

Broder James disse...

Caro Renato, eis o que penso:

A Palavra de Deus deve ser pregada de graça, como a recebemos.

Agora, se um escritor escreve um livro, é justo que ele o venda.

Se uma confecção faz camisas com dizeres bíblicos, é justo que ela as venda.

Se uma banda grava um disco cristão, é justo que o venda.

É uma forma de trabalho, como outras, não vejo erro nisso, ou exploração do nome de Deus.

Pessoalmente, prefiro ser cliente de uma empresa cujos donos sejam cristãos, e cujos produtos/serviços tenham qualidade, do que comprar de quem professadamente é anti-cristão, ou adorador de falsos deuses.

Parto do princípio que o empresário cristão abençoa a obra de Deus, a manutenção das igrejas, as missões, bem como exercem o amor com os mais necessitados.

Não sei se é indiscreto perguntar, mas penso que o senhor recebe salário da igreja que pastoreia. E é certíssimo, pois o obreiro é digno disso.

Resta ficar claro que um cruzeiro evangélico não é A obra de Deus, mas, sim, um entretenimento. Não gostaria de participar de um cruzeiro em que as mulheres ficassem seminuas, e houvesse orgias e outras coisas que não se convém citar, no seu interior.

Devemos ter bom-senso, não podemos sair do mundo, mas precisamos vigiar, pois as más conversações corrompem os bons costumes.

Por fim, se me falarem explicitamente que a carne foi consagrada a ídolos, abstenho-me de comer. Bem como evito outros produtos/serviços de servos de falsos deuses. Ex: não iria fazer uma importante cirurgia com um médico que se diz maçom. Prefiro um que não tenha religiao, ou seja cristão.

Mas essa é minha experiência, é o que a minha consciência me diz.

Não sou legislador de comportamento cristão, e nem penso que seja correto fazer isso em tempos da graça neotestamentária.

Penso, sim, que todo cristão deve levar a Palavra aos que não conhecem Jesus, e mesmo aos que pensam que O conhecem. O cristão deve, também, ler a Palavra, orar, jejuar, exercitar o amor ao próximo, e busca santidade em sua vida.

O que passar disso, penso que vai muito de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de denominação para denominação.

Grande abraço, Tiago

Ah, te adicionei no twitter @BroderJames

Gilbert Raposo disse...

Nós precisamos de nos divertir, e nada melhor na compania de nossos irmãos, onde o que se vai praticar e participar é condizente com o evangélho, como disse o irmão em seu comentário, o escritor quer vender seus livros, o cantor seus Cds, logo os de ag. de turismo......, então quem puder ir a um cruzeiro desses que aproveite, lembrando que JESUS tem que ser o comandante deste navio, não somos extra terrestres.

Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

Gilbert Raposo disse...

" Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em DEUS, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos". I Timóteo 6:17
Palavras do SENHOR.
Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

Ary disse...

Prezados,.
É importante entender o que se esta fazendo e o que se pretende mercadejar.
Se o objeto de mercado é a palavra, de forma escancarada, rasa e imbecilizante como alguns fazem, praticamente tratando o povo de Deus como otários, que tem como obrigação comprar e digerir pragações ou músicas de qualidade duvidosa, é uma coisa...
agora, se há interesse em se criar uma forma de reunir pessoas cristãs para um evento que não necessariamente seja evangelistico ou que te nha propósitos evangelizadores é outra.
Mas é necessário que haja um posicionamento profissional e sóbrio, sem hipocrisia, afinal, sempre haverá o que vender e quem compre, desde que haja transparência e sinceridade no que é feito. Acredito que uma boa proposta, limpa e clara, de reunião de cristãos é valida, seja excursão, cruzeiro, festa, Dj, show... desde que separadas as finalidades e apuradas as consequencias.
um grande abraço a todos!

Gedmar disse...

Esses mesmos entegam seu dízimo-indulgência e dizem não terem nada haver com isso. Sua prática cristã é puro legalismo. Estamos anestesiados numa sociedade egocêntrica gravitando em seus próprios umbigos. Seus líderes tb são apenas homens de negócio, sacerdoes da troca santa. Dá pra meu ministério que eu mando Deus dar pra vc. É a "fézinha gospel". Um nojo...
Cheio de angústia.
Gedmar

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