tem gente a dar com pau

Por Renato Vargens

Em dezembro de 2009 os evangélicos devem somar 49,8 milhões no Brasil, 25,4% de um total de 196,5 milhões de brasileiros. A persistir essa curva de crescimento, em 2020 os evangélicos serão 100 milhões no país. A projeção é do Ministério de Apoio com Informação (MAI), liderada pela matemática Eunice Stutz Zillner, 51 anos, membro da Igreja Presbiteriana Independente do Ipiranga, de São Paulo. O MAI foi criado por Eunice e seu marido, o engenheiro eletrônico Marcos Zillner, em 2003.

As informações acima me fazem lembrar de eu episódio ocorrido ao famoso pastor norte-americano Billy Grahan. No dia 19 de junho de 1969, em sermão pregado no Madison Square Garden, em Nova York, Grahan declarou: “O que precisamos nos Estados unidos é nos desfazermos de muita gente que temos na igreja. Creio que poderíamos fazer muito melhor trabalho se fôssemos discípulos dedicados e disciplinados como havia na igreja primitiva. É preciso ter disciplina para levantar uma hora mais cedo para estudar a bíblia. É preciso ter disciplina para desligar a televisão à noite uma hora mais cedo para gastá-la em oração. Julgo ser uma boa coisa o fato de os cristãos se tornarem minoria. Foi assim que a Igreja primitiva virou o mundo de cabeça para baixo. Creio que temos sido numerosos demais. Temos nos estorvado uns aos outros e não temos tido disciplina e dedicação. O que precisamos é de uma minoria dedicada para transformar este país e o mundo.”

Ao fazer esta declaração Billy Grahan o faz num contexto onde a maioria da população norte-americana considerava-se protestante. Isto porque, nos cultos dominicais os templos estavam cheios e repletos de pessoas, as quais religiosamente “prestavam seu culto a Deus.” Hoje no Brasil, a maioria não é evangélica, no entanto, percebe-se a olhos vistos que o número daqueles que se consideram evangélicos é a cada dia mais elevado. Entretanto, sou obrigado a confessar que boa parte destes que freqüentam os nossos cultos não tiveram uma genuína experiência de conversão. Na verdade, tais pessoas, movidas por um misticismo exacerbado, além de uma fé fundamentada no hedonismo, procuram em Deus as bênçãos que tanto necessitam.

Em alguns lugares deste imenso país ser crente virou moda. Isto porque, artistas, modelos e jogadores de futebol, além de socialites e emergentes, descobriram na fé cristã um tipo de amuleto pelo qual podem ser protegidos da inveja e do mal.

Infelizmente, disciplina, oração e santidade não fazem parte da práxis de vida de muitos, aliás, para estes, Deus não passa de um galardoador, ou interventor, o qual mediante as orações determinantes submete-se a vontade de seus filhos atendendo todos os seus “decretos” instantaneamente.

Isto posto, pergunto: Será que no Brasil não estamos com “crentes demais”? Será que os escândalos que tem tomado por assalto os nossos jornais, continuariam a acontecer se tivéssemos em nossos templos menos pessoas e mais gente compromissada com o reino? Acredito que o “evangelho” que temos pregado tem contribuído para a inchação de nossas congregações, levando-nos a impressão de que este evangelho fashion é que faz a diferença no mundo em que vivemos.

Caro leitor, a igreja brasileira necessita voltar a Palavra, redescobrir o quarto de oração, viver de forma santa, não negociando JAMAIS os valores do reino.

Pense nisso!


Renato Vargens

10 comentários:

Os verdadeiros crentes são bem pouquinhos. Hoje em dia existem aqueles que o são por conveniência. Tudo está permitido de acordo com a interpretação errônea das Escrituras. A política do fazer o que o cliente gosta está em alta pela quebra de paradigmas e da moda do "Gospel". Existem poucos Jeremias que tem a coragem de falar de Deus sem medo de ficarem sozinhos. Não se expõe mais a podridão do coração humano, só se fala de "você é vencedor", "você pode tudo", "destrua o inimigo" e etc, mas falar de destruir a vontade própria e deixar a vontade de Deus dominar, nem pensar. As filosofias hinduístas, a nova era, os padrões do mundo já penetraram o pensamento de 90% dos "cristãos". Um exemplo de que está tudo deturpado aconteceu comigo. Fui deixado de lado por muitos que se diziam meus irmãos por eu apresentar algumas enfermidades e por acharem que trato as pessoas com educação - dá pra acreditar? É a doutrina do "tomar posse", " pregada por Kenneth Haggin e seus seguidores. Fuiu também criticado severamente por não concordar com este evangelho superficial e por dizer que as pessoas não estudam a Palavra mas só pensam em Gospel. Critiquei os grupos de danças que se apresentam com bailarinos com jeito afeminados. Tô fora! Para mim é Bíblia pura, nada de livros gospel, grupos gospel e etc

5 de agosto de 2009 09:18 comment-delete

A sobrevivencia gospel, muitos viram evangelicos por beneficio próprio, alguns querem ser pastor a qualquer custo, mesmo não sendo vocacionados, fazem supletivos da fé, cursinhos expressos, e aprendem a falar glória, vitória, queres o azeite etc..., e o povo quer movimento, fiz um trabalho numa padaria nesta terça feira e ao terminar perguntei a proprietária como ela me localizou, ela disse que tinha meu telefone desde o tempo da rádio shalom, então eu a perguntei a Sra. é evangelica ? ela: sim, perguntei onde ela congregava e ela me respondeu que estava congregando na igreja X por que tinha saido a Ass. de DEUS do pastor Marinaldo ( nosso amigo ), eu fiquei perplexo por sua escolha, e a questionei pela escolha, ela me respondeu que a igreja Ass. de DEUS era muito parada, o pastor dessa igreja X num passado próximo abriu sua igreja ao lado da nossa e o cara tem um testemunho horrivel, pessoal, moral e social mas ele movimenta seu culto, faz muito barulho, cheguei a conclusão que é isso que o povo gosta, o misticismo em primeiro lugar e se sobrar espaço algum versiculo depois.
O SEMHOR merece respeito.
Gilbert Raposo, um aprendiz em Cristo Jesus.

GILBERT RAPOSO
5 de agosto de 2009 11:58 comment-delete

" Muitos serão chamados, mas pouco serão os escolhidos".Um dos sinais dos ultimos tempos.
Pr. Mário.

5 de agosto de 2009 15:43 comment-delete

Muito Bom! tenho pensado, falado e ouvido falar muito nisso. Acho que Deus está querendo fazer algo no meio de seu povo(neste sentido).Só peço a Deus que nos conserve firmes e que possamos estar na menoria. Amém Fique na Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.

5 de agosto de 2009 19:23 comment-delete

Quero confessar que preciso mudar mais uma vez meus ábitos.

Eu também ja fui um méro simpatizante que inxava os templos e achava que era "um dos táis", hoje convertido, percebo que devo rever meus conseitos e valores mais uma vez.

5 de agosto de 2009 19:29 comment-delete

essa porcentagem não e valida para Deus, pq ser crente para muitos é ser chique...
São poucos os crentes fies a palavra de Deus e a vive!!!

6 de agosto de 2009 05:13 comment-delete

Caro Pr.Renato,
Informo ao irmão que usarei esse seu comentário hoje à noite na Igreja com a finalidade de refletirmos, à luz das Escrituras, e baseado nos aspectos do mesmo, sobre: Dedicação, oração, contato constante com a palavra, necessidade de novo nascimento entre outras coisas.
Fique certo, como sempre faço, que ao analisarmos o texto o seu nome será mencionado, como autor do mesmo.
gde abço
Pr. Paulo

6 de agosto de 2009 09:33 comment-delete

Peço a autorização para colar aqui no seu BLOG, um texto escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes.
gde abço
Pr. Paulo

"EU AINDA ANSEIO VER"

Eu ainda anseio ver uma igreja ortodoxa e piedosa. Uma igreja que tenha palavra e poder, uma igreja que tenha doutrina e vida. Eu ainda anseio ver aqueles que conhecem a verdade sendo transformados por ela a ponto de se tornarem pessoas humildes e não arrogantes. Eu ainda anseio ver uma igreja cujas obras provem a sua fé e cuja fé honre ao seu Senhor. Eu ainda anseio ver uma igreja que pregue com fidelidade, ensine com autoridade e cante louvores a Deus com fervor. Eu anseio ver uma igreja onde Jesus tenha supremacia e as pessoas sejam verdadeiramente amadas.

Eu creio que meus olhos verão ainda essa realidade. A fé vê o invisível. Ela caminha no meio da escuridão das circunstâncias, guiada pela luz da verdade. Os olhos da fé não estão postos na improbabilidade da situação circundante, mas nas promessas fiéis daquele que não pode falhar. Mesmo que os horizontes sejam pardacentos, mesmo que as circunstâncias sejam desfavoráveis, mesmo que a oposição seja sem trégua, eu ainda anseio ver uma igreja onde a doutrina dará as mãos ao fervor, onde a ortodoxia se vestirá com a túnica da santidade, onde a reforma desembocará no reavivamento.

Estou cansado de ver o povo de Deus bandeando ora para um extremo ora para outro. Aqueles que são mais zelosos da doutrina, não raro são os mais apáticos no fervor. Aqueles que mais conhecem menos fazem. Aqueles que têm mais luz muitas vezes são os que têm menos calor. Aqueles que estadeiam sua cultura são os que menos refletem a doçura do Salvador. Ah! Eu ainda anseio ver uma igreja firmada na doutrina dos apóstolos, que ora e cante com entusiasmo. Uma igreja que tenha temor de Deus e alegria do Espírito. Uma igreja que tenha profunda comunhão interna e grande simpatia dos de fora.

Vejo com tristeza aqueles que tolamente abandonam a doutrina para buscar experiências arrebatadoras. Onde falta a semente da Palavra, não se vê o fruto da verdadeira piedade. Não é a experiência que conduz à verdade, mas esta deságua naquela. A vida decorre da doutrina e não esta daquela. Precisamos de uma igreja que seja ortodoxa sem deixar de ser ortoprática. Os que se desviaram da Palavra em busca de experiências, precisam de uma nova reforma e os que se desviaram da piedade e ainda conservam sua ortodoxia precisam de reavivamento.

Eu ainda anseio ver uma igreja doutrinariamente fiel, mas que seja ao mesmo tempo amável e acolhedora aos que se aproximam. Uma igreja que ensine doutrina com zelo, mas que adore a Deus com fervor. Uma igreja que prega a verdade, mas vive em amor. Uma igreja onde a proclamação não está na contramão da comunhão.

Eu ainda anseio ver uma igreja que seja fonte para os sedentos, oásis para os cansados, refúgio para os aflitos, lugar de vida para os que cambaleiam na região da sombra da morte. Eu anseio ver uma igreja que viva para a glória de Deus, que honre o seu Salvador, que seja cheia do Espírito Santo, que adore a Deus com entusiasmo, que pregue sua Palavra com fidelidade e acolha as pessoas com efusiva alegria e redobrado amor. Que o meu e o seu anseio se tornem motivo das nossas orações até que vejamos cair sobre nós essa bendita chuva da restauração espiritual.


Rev. Hernandes Dias Lopes

6 de agosto de 2009 10:14 comment-delete

Querido paulo,

fique a vontade!

Abraços,

Renato Vargens

6 de agosto de 2009 11:37 comment-delete

Crentes temos muitos, afinal todos crêem em algo , infelizmente nem sempre é em Deus e seu plano de salvação, mas SALVOS ah isso são poucos os que realmente tem compromisso com a palavra.

9 de agosto de 2009 22:30 comment-delete